Trump amplia tarifas sobre aço e alumínio e mais de 400 itens derivados

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos ampliou, nesta terça-feira (19), as tarifas comerciais para o aço e o alumínio, incluindo mais 400 itens derivados desses produtos que estarão sujeitos à taxa de 50%. De acordo com o professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Feldmann, por se tratar de uma medida geral o impacto não será direto para o Brasil. Contudo, isso pode fazer com que empresas brasileiras desses setores migrem para os EUA, gerando desemprego no país.

Feldmann explica que as empresas americanas produtoras de aço e de alumínio serão as grandes beneficiadas pela medida adotada pelo presidente norte-americano. “O que Trump está fazendo agora é uma reserva de mercado para as empresas americanas. As empresas que estão nos EUA não vão pagar essa tarifa. Porém, o lado ruim é que algumas empresas brasileiras dessas áreas vão migrar para os Estados Unidos para abrir fábricas lá. Nós vamos perder as empresas e os empregos”, destaca o economista.

O professor reforça ainda que algumas das empresas brasileiras mais fortes no setor do aço, como a Gerdau, por exemplo, já atua nos Estados Unidos. Segundo ele, outra empresa brasileira que não será afetada é a Embraer, já que possui fábricas nos EUA e poderá comprar o aço produzido nos EUA.

A nova lista confirmada nesta terça pela decisão norte-americana foi publicada pela agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras na última sexta-feira (15). Entre os principais derivados de aço e alumínio, incluídos na medida, estão vagões de trens, turbinas eólicas e suas peças e componentes; tratores, móveis, compressores e bombas, partes automotivas, ferramentas, artefatos de cutelaria e talheres e químicos especiais, além de inseticidas. Com a medida, os importadores desses produtos terão que pagar uma tarifa de 50%. Ainda não se sabe se as tarifas serão acumuladas sobre as taxas que já estão aplicadas para cada país.

Brasil na mira de Trump

O economista destaca também que o Brasil continua na mira das barreiras tarifárias do presidente norte-americano e isso significa que novas estratégias comerciais podem surgir no futuro. “Quem pensou que o Trump ia parar naquele primeiro pacote, está muito enganado. Vai vir muita coisa ainda porque ele está furioso com o Brasil. Na hora que o Supremo Tribunal Federal condenar Bolsonaro, qual não será o pacote que virá contra nós?”, aponta Feldmann. Para ele, é necessário que o país se prepare urgentemente com uma nova política econômica.

Diario de Pernambuco

China veta importação de todos os produtos derivados de aves do Brasil

A China proibiu todas as importações de aves e produtos relacionados do Brasil devido ao surto de gripe aviária no país. Segundo agências internacionais, a Administração Geral de Alfândegas chinesa informou o veto em um aviso em seu site na última quinta-feira (29/5).

O banimento ocorre duas semanas após a identificação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, que motivou a China, a União Europeia (UE) e outros países a suspenderem os pedidos de importação das granjas avícolas do país por 60 dias.Além do país asiático e da UE, México, Canadá e África do Sul estão entre os países que fizeram a suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil. Emirados Árabes Unidos e Japão limitaram a suspensão limitada ao município de Montenegro (RS).

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