União Europeia formaliza restrição a carnes e produtos de origem animal do Brasil

Bloco europeu oficializou a retirada o país de lista sanitária ligada ao controle de antimicrobianos

A União Europeia (UE) formalizou, na última quinta-feira (4), a exclusão do Brasil da lista de países considerados em conformidade com as suas normas regulatórias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Com a publicação da medida, as exportações brasileiras de carnes para o bloco econômico, que movimentam cerca de US$ 2 bilhões anuais, serão interrompidas a partir do dia 3 de setembro deste ano. De acordo com o bloco europeu, a desqualificação ocorreu devido à ausência de garantias por parte do Brasil quanto à não utilização dessas substâncias na produção animal.

No levantamento anterior, referente ao ano de 2024, o Brasil constava como elegível para exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de subprodutos como tripas, peixe e mel. A nova atualização retira a autorização para todos esses itens.

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Petrolina recebe evento nacional voltado ao fortalecimento das exportações do agronegócio

Ministro André de Paula acompanha agenda de exportação de uvas em Petrolina

A Ministério da Agricultura e Pecuária realiza nesta sexta-feira (22), em Petrolina, a Caravana Agro Exportador, iniciativa voltada ao fortalecimento da cultura exportadora no agronegócio brasileiro. A ação vai reunir produtores rurais, cooperativas, agroindústrias, associações e empresas da região interessadas em ampliar sua atuação no mercado internacional.

O evento será realizado no auditório da Valexport, a partir das 10h, e contará com debates sobre inteligência comercial, exigências sanitárias, certificações, agregação de valor aos produtos, financiamento e novas oportunidades para exportação.

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Uva do Vale do São Francisco terá “taxa zero” para exportação à Europa a partir de maio

O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, anunciou uma importante conquista para o setor fruticultor do Vale do São Francisco. Após diálogo com o Ministro da Agricultura, André de Paula, foi confirmada a retirada da tarifa de importação (DUT) para as uvas brasileiras no mercado europeu.

Atualmente taxadas em cerca de 12%, as uvas da região passarão a ser exportadas com alíquota zero a partir do dia 1º de maio. A medida promete aumentar a competitividade do produto brasileiro frente a concorrentes como o Peru, estimulando a geração de emprego e renda em municípios como Petrolina, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande.

O Vale do São Francisco é responsável por cerca de 90% das exportações de uvas de mesa do Brasil.

Cidades Beneficiadas: Além de Petrolina (PE), o impacto direto atinge Juazeiro (BA), Santa Maria da Boa Vista (PE), Lagoa Grande (PE) e Casa Nova (BA).

Geração de Empregos: A fruticultura irrigada é uma das atividades que mais emprega por hectare no país. Estima-se que para cada hectare de uva plantada, sejam gerados de 3 a 5 empregos diretos.

Em missão comercial na Coreia do Sul, Guilherme Coelho anuncia redução de tarifas para exportação de manga e avanço na abertura de mercado para a uva

O presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho, integra a comitiva oficial do Governo Federal em missão à Coreia do Sul, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais entre os dois países e ampliar as oportunidades para a fruticultura brasileira. Nesta segunda-feira (23), durante o Fórum Empresarial Brasil–Coreia, foram anunciadas medidas importantes para o setor.

Um dos principais avanços é a redução da tarifa de importação da manga brasileira de 30% para 5%. “Em 2023, abrimos o mercado para a manga brasileira e, em pouco mais de três anos, já conquistamos aproximadamente 18% do mercado de manga na Coreia do Sul. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, negociou a redução da tarifa para 5% no primeiro semestre, dentro de uma cota de 18 mil toneladas da fruta”, explicou Guilherme Coelho.

Os produtores de uva também têm motivos para comemorar. O processo de abertura do mercado coreano para a fruta avançou significativamente. “Ficou definida a realização da auditoria para o mês de setembro, e nossa expectativa é concluir todo o processo ainda este ano. Trata-se de um mercado rigoroso, com exigências fitossanitárias elevadas. No entanto, nossos produtores possuem experiência e capacidade técnica para atender plenamente a esses critérios”, ressaltou o presidente da Abrafrutas.

Fórum Empresarial Brasil–Coreia

O Fórum Empresarial Brasil–Coreia foi o principal compromisso da agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no país asiático. Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o evento reuniu autoridades políticas e empresários brasileiros e coreanos.

Guilherme Coelho participou como palestrante no painel “Agrobusiness e Segurança Alimentar”. “Durante minha apresentação, destaquei o patamar de excelência que nossos fruticultores alcançaram em qualidade de produção, com respeito às exigências ambientais, sociais e fitossanitárias. A Coreia do Sul é um mercado estratégico, com 51,7 milhões de habitantes e a 13ª maior economia do mundo. Precisamos ampliar cada vez mais a presença das frutas brasileiras nesse mercado”, afirmou.

Frutas brasileiras na Coreia

Em 2025, o Brasil exportou para a Coreia do Sul aproximadamente 3,3 mil toneladas de frutas, gerando uma receita de US$ 10,2 milhões. As principais frutas comercializadas foram manga e açaí. Além da uva, o Brasil também trabalha para viabilizar a exportação de melão e limão Tahiti para o mercado coreano.

Ascom

Fruticultura do Vale do São Francisco deve retomar envios pelo Porto de Suape

Pernambuco deve retomar envios da produção de frutas do Vale do São Francisco para o mercado internacional através do Porto de Suape. Nesta sexta-feira (21), o Pacto pelo Agro, parceria do Complexo Industrial Portuário de Suape e a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, avançou nas negociações com o setor.

Para o avanço das tratativas foi assinado em Petrolina, um protocolo de intenções com lideranças do setor produtivo da região para firmar o interesse em estabelecer cooperação institucional e técnica para buscar caminhos para garantir a exportação da produção local pelo Porto de Suape. O objetivo é debater os desafios operacionais do escoamento da fruticultura por Suape. O atracadouro pernambucano é o 6º mais porto público mais movimentado do país.

Na noite anterior, a governadora do estado, Raquel Lyra, reforçou, na abertura da Vinhuva Fest, no município vizinho de Lagoa Grande, o compromisso de levar para Suape a produção da fruticultura do Vale do São Francisco. Ela enfatizou a logística e a infraestrutura do atracadouro pernambucano como atrativos para o escoamento da produção local para o exterior.

O presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, projeta um cenário de crescimento do setor. “Suape está recebendo muito investimento do Governo Raquel Lyra e nós estamos, aqui no Vale, prontos e preparados para que esse porto volte a operar nossas frutas. É justo, é digno e importante porque Pernambuco é o estado que mais exporta frutas do Brasil. É um momento de muita animação, muito compromisso, e nós estamos muito felizes com a vinda do secretário e do diretor-presidente de Suape para fazer esse anúncio”, pontuou..

De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira, o protocolo é um símbolo da aproximação do setor com o governo e do interesse mútuo. Ele reforça que é importante fazer um trabalho com Suape para que a sua importância no segmento seja resgatada. “É essencial que o porto seja nosso canal de exportação, principalmente para as novas rotas marítimas, com destino ao mercado chinês e europeu, nos dando estrutura, para que a gente tenha capacidade de chegar cada vez mais rapidamente a esses mercados”, avaliou.

Já Arthur Grimaldi, da Valexport, considerou o protocolo um grande avanço: “Lutamos muito por essa aproximação. Se conseguirmos exportar por Suape, vamos reduzir custos, gerar eficiência e a nossa fruta vai sofrer menos. Com esse chamamento para a safra do próximo ano, é possível fazer uma programação coincidindo com uma nova fase de Suape”.

Assinaram o protocolo o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o secretário de Desenvolvimento Agrário, Cícero Moraes; o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho; o presidente da Associação dos Exportadores de Hortifrutigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto de Almeida (representado pelo diretor institucional, Arthur Grimaldi); e o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira

Armando Bisneto reforçou a importância da iniciativa para a competitividade do Porto. “Esse protocolo significa a formalização de que a gente vai trabalhar de acordo com o que foi combinado na reunião que antecedeu a assinatura. A gente precisa dessa aproximação com os produtores porque eles entendem bem os caminhos que a gente vai percorrer para atingir o nosso objetivo”, disse.

“Sob a orientação da governadora Raquel Lyra, estamos cada vez mais próximos do setor produtivo. Este é mais um avanço na interiorização das ações, de forma proativa, e um reconhecimento da enorme contribuição do Vale do São Francisco para a nossa economia e para a geração de empregos”, disse o secretário Cícero Moraes.

Diario de Pernambuco

Encontro discute logística e competitividade para exportação de frutas do Vale do São Francisco

A competitividade das frutas do Vale do São Francisco no mercado internacional; o transporte de cargas e linhas marítimas e a infraestrutura logística de exportação. Estes foram os temas principais de uma reunião que trouxe à Petrolina, na sexta-feira (20), o secretário estadual de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes e o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

O evento foi aberto pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, e contou com a participação de produtores, exportadores de manga e uva e o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho.

Durante o encontro, na sede do SPR, Os representantes do Governo de Pernambuco, anunciaram a intenção de resolver os gargalos de logística, de tarifas e de linhas marítimas para que o Porto de Suape possa exportar as frutas do Vale do São Francisco. “Esta ação faz parte do Pacto pelo Agro, uma iniciativa que busca criar um ambiente de colaboração entre governo, produtores e o setor logístico, visando aumentar a competitividade das frutas no mercado nacional e internacional”, ressaltou Cicero Moraes.

 Na sequência, Armando Monteiro Bisneto, colocou o porto pernambucano como mais uma opção para os fruticultores do Vale, que hoje fazem o transporte pelos portos de Salvador-BA e Pecém-CE. “Suape está vivendo um novo momento com a chegada de um terminal, que vai dar uma melhor infraestrutura. A gente está fazendo um trabalho para buscar novas linhas e também para colocar para os dois terminais que vão operar lá, a partir de julho de 2026, que eles precisam competir, mas que eles precisam ter uma atenção com a carga de mangas e uvas do Vale do São Francisco”, frisou, acrescentando que, logo a partir de 2026, o Porto estará mais presente no Vale com um representante de Suape em Petrolina, escolhido pelos produtores e exportadores.

De acordo com Jailson Lira, os fruticultores regionais tem todo interesse em fazer esse trabalho conjunto com o Governo do Estado. “Nós queremos efetivamente exportar frutas e importar insumos através de Suape, fazendo com que esse Porto volte a ser um player importante no nosso canal de exportações, principalmente para as novas rotas marítimas, como, por exemplo, a China e outros países da Europa, chegando cada vez mais rápido ao nosso destino”.

Após a assinatura de um protocolo de intenções para cooperação institucional e técnica, com foco no apoio à fruticultura do Vale do São Francisco e no desenvolvimento de seu escoamento por meio do Porto de Suape, os produtores e exportadores participaram de um debate, dando contribuições e apresentando sugestões para problemas de infraestrutura e processos que impedem o escoamento eficiente da produção. Para o produtor e exportador de uva e representante da Valexport, Arthur Grimaldi, o encontro trouxe boas novas para o setor. “Agora temos uma possibilidade real de exportar nossas frutas e importar os insumos por Suape, de contar com a retomada da Transnordestina, diminuindo nossos custos e aumentando nossa competitividade. Foi um evento muito positivo”, concluiu.

Class

Se continuarmos nesse ritmo, os jumentos estarão extintos do Brasil em 2030

Conduzindo famílias retirantes em direção ao sul, carregando água de beber ou acompanhando o agricultor na lida diária, os jumentos conquistaram seu meritório lugar no ecossistema e na cultura brasileira. Agora, sob a pele de quem carregou parte da história do país nas costas, o colágeno está no centro de uma empreitada extrativista que ameaça a existência da espécie. Demandado em larga escala pelo mercado chinês, o produto é apontado por especialistas como o principal responsável pela redução populacional de 94% dos asininos no Brasil, entre os anos de 1999 e 2024.

Produzido com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o dado foi apresentado no terceiro ”Workshop Internacional Jumento do Brasil, Futuro, Sustentabilidade”, realizado no último mês de junho em Maceió, capital de Alagoas. Segundo o Mapa, entre 2018 e 2024, 248 mil jumentos foram abatidos no Brasil.

“A demanda mundial é de 4,8 milhões de peles de jumentos por ano, ou seja 4,8 milhões de animais. Nem a China produz a quantidade de jumentos que utiliza”, afirma Patrícia Tatemoto, doutora em Medicina Veterinária pela Universidade de São Paulo (USP) e representante da ONG The Donkey Sanctuary na América do Sul.

A pesquisadora lembra que o elijao, produto derivado do colágeno, é utilizado na China pela medicina tradicional do país há mais 5 mil anos. Sua utilização se dá para tratar problemas de saúde como menstruação irregular, anemia, insônia e impotência sexual. “A eficácia do elijao não possui comprovação científica”, frisa Tatemoto.

A venda de jumentos brasileiros para o mercado chinês começou em 2016, após uma visita da ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu, ao país asiático. “Parece piada”, publicou em suas redes sociais, ao descobrir a demanda chinesa por um milhão de jumentos ao ano. Segundo dados do IBGE, o Brasil nem sequer possui essa população total de animais. Em 2012, apenas 902 mil animais existiam no país, dos quais 97% deles, o equivalente a 877 mil indivíduos, viviam no Nordeste.

Apesar disso, em julho de 2017, a Bahia passou a exportar carne e couro à China, com meta de entregar 200 mil unidades por ano. Atualmente, boa parte dos abates de jumentos acontecem no estado, onde três frigoríficos têm licença do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para realizar os abates. “Temos pesquisas que comprovam que a atividade de abates não é sequer lucrativa”, completa Tatemoto.

Africano, mas naturalizado brasileiro

Oriundo do continente africano, o jumento chegou ao Brasil no século XVI, durante o período colonial. Resiliente, a espécie demonstrou adaptação exemplar ao semi-árido brasileiro, passando a desempenhar um importante papel no bioma. “Existem uma série de artigos científicos mostrando o impacto positivo dos jumentos em lugares dos quais eles não eram nativos. Na Bélgica e na Alemanha, eles fazem um importante papel de gestão de recursos naturais, comendo plantas invasoras, que inclusive espécies nativas não comem”, comenta Tatemoto.

De acordo com a cientista, os jumentos funcionam como verdadeiros restauradores de ecossistemas. “Outros artigos mostram que eles conseguem encontrar água e cavar poços. Não sabemos se, por causa da excelente audição, conseguem escutar o lençol freático”, acrescenta. Matando a própria sede, os asininos também dão de beber aos vizinhos. “Outras espécies passam a beber aquela água, defecar ali e disseminar sementes. Eles fazem uma mitigação de áreas que estão sendo desertificadas”, completa Tatemoto.

Resiliente

De acordo com a pesquisadora, os jumentos ameaçados de extinção são precisamente jumentos nordestinos, conhecidos como “jegues”. “É uma linhagem genética que só ocorre no Brasil. Então existe ali uma informação genética muito relevante para a escassez hídrica e a situação que a gente tem enfrentado de mudanças climáticas. É uma espécie tão resiliente quanto o povo nordestino”, comenta.

Disposto para o trabalho, a despeito de ter menor peso e estatura, o jegue nordestino teve seu trabalho no campo preterido pela popularização das motocicletas e pela modernização da agricultura. Errante pelas estradas e pela caatinga, virou alvo fácil dos abatedouros. “Temos relatos de venda desses animais por R$ 1. As condições de manejo clandestino, sem água, sem comida e sem assistência médico-veterinária fazem com que 20% desses animais morram antes de chegar ao abatedouro”, lamenta Tatemoto.

Distantes da aposentadoria

Professor de medicina veterinária, inovação e empreendedorismo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Pierre Barnabé Escodro é enfático. “Se continuarmos nesse ritmo de abates, os jumentos estarão extintos do Brasil em 2030”, alerta. O pesquisador explica que a atividade de abate de jumentos no Brasil é extrativista, pois não possui inserção em uma cadeia produtiva. Ao passo que os animais são abatidos em massa, não há uma cadeia de criação que garanta a existência de novas gerações.

“A gente vê a necessidade emergente de cessar os abates de jumentos no Brasil. E de um censo fidedigno, confiável, para elaborar políticas públicas para a reinserção desse animal na sociedade e evitar a extinção, que já aconteceu em países africanos”, pontua Pierre. Segundo o cientista, o século XXI ainda reserva atividades relevantes para os jumentos. “Podem trabalhar na terra, seja com agricultura familiar, inclusive em locais onde os veículos não chegam, seja na recuperação do solo. Também podemos ter essa reintrodução, por exemplo, em terapias assistidas e na biotecnologia aplicada ao plasma”, acrescenta.

Em defesa dos jumentos, a comunidade científica já tem deixado o Governo Federal ciente da urgência da suspensão dos abates. Neste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a receber ativistas da causa animal que cobraram medidas enfáticas a respeito da questão. “A gente não consegue ter um posicionamento do Governo Federal, porque é uma questão que envolve acordos comerciais”, destaca Pierre.

Apesar disso, já circula na Câmara dos Deputados o projeto de lei 2387/2022, que visa proibir o abate de equídeos e equinos (cavalos e jumentos) para o comércio de carne, pele e outras partes do corpo. A proposta está em análise nas comissões de Agricultura, Meio Ambiente e Justiça.Procurado pelo Diario de Pernambuco, o Ministério da Agricultura e Pecuária não deu retorno aos questionamentos da reportagem.

Diario de Pernambuco

Tarifaço de Trump afeta 3,3% das exportações brasileiras, diz Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (23) que o Brasil vai superar a crise comercial aberta com as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos (EUA) e lembrou da menor dependência em relação ao mercado norte-americano, comparado a décadas passadas.

“Vai passar. Na década de 1980, era 24% a nossa exportação para os EUA, praticamente um quarto das exportações brasileira. Hoje, é 12%. E o que está afetado é 3,3%. Isso é o que está afetado no tarifaço”, observou o vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, durante participação em debate sobre conjuntura política promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília.

Alckmin lembrou que, no momento, cerca de 36% das exportações aos EUA são as mais afetadas pela tarifa de 50%, e que elas atingem de forma mais preocupante alguns setores da indústria de manufatura, como máquinas e equipamentos e indústria têxtil.

“Indústria de máquinas, equipamentos, calçados e têxtil. Esses são os que sofrem mais. Porque comida, [como] carne, se eu não vendi lá, eu vou ter outros mercados. Não vai cair o mundo. Café, se eu não vendi lá, vou vender em outro lugar. Agora, produto manufaturado é mais difícil de você realocar. Acaba realocando, mas demora um pouco mais”, pontuou o vice-presidente, que vem atuando como o principal negociador do Brasil nessa questão.

“Não vamos desistir de baixar essa alíquota e tirar mais produtos”, insistiu o vice, ao lembrar que cerca nem todo produto exportado pelo Brasil foi sobretaxado. Cerca de 42% deles ficaram de fora da alíquota de 50%, enquanto outros 16% foram incluídos em taxas que atingem outros países na mesma proporção, como é o caso do aço, alumínio e cobre.Como alternativa, ressaltou Alckmin, o país deverá expandir mercados, com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, que pode ocorrer até o fim do ano, além de outras tratativas, como o acordo do Mercosul com o EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), Singapura e Emirados Árabes Unidos.

Alckmin também destacou as medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir os impactos negativos causados aos exportadores brasileiros com o tarifaço, como abertura de linha de crédito, suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados (drawback) e aumento do percentual de restituição de tributos federais a empresas afetadas.

No âmbito internacional, o vice-presidente citou a reclamação aberta pelo governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas norte-americanas e prevê que o caso pode chegar também a tribunais dos EUA. “Você não pode usar política regulatória por razões partidárias, políticas”, comentou.

Agência Brasil

Brasil conquista novo mercado de carne bovina após tarifaço de Trump

O Brasil vem conquistando novos mercados para exportar carne bovina após a guerra comercial com os Estados Unidos (EUA), que resultou na adoção de sobretaxas de 50% nas exportações brasileiras para o país de Donald Trump. O novo destino encontrando pelo Brasil para exportar o produto foi as Filipinas. O acordo foi assinado na última quarta-feira (13), e, posteriormente, oficializado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O processo para firmar o negócio contou com o apoio da embaixada do Brasil nas Filipinas, chefiada pelo embaixador Gilberto Moura, e da Adidância Agrícola. Ao novo parceiro comercial, o Brasil exportará carne bovina com osso e miúdos, na tentativa de mitigar a perda dos EUA no leque de compradores do produto, visto que os norte-americanos era o segundo maior comprador de carne bovina do país.

Brasil Soberano
No mesmo dia em que fez acordo com as Filipinas, o presidente Lula (PT) oficializou a medida provisória que institui o plano Brasil Soberano,para as empresas afetadas pelo tarifaço de 50% do governo de Trump. A decisão do petista publicada em versão extra do Diário Oficial da União (DOU) e vai além do incentivo de R$ 30 bilhões, por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), anunciado pelo chefe do Palácio do Planalto na manhã da quarta-feira passada.

A nova medida é norteada por três eixos:

  • Fortalecimento do setor produtivo;
  • Proteção aos trabalhadores;
  • Diplomacia comercial e multilateralismo.

Quatro pontos para entender as medidas de enfrentamento ao tarifaço:
Reintegra: trata sobre a devolução de parte dos tributos pagos aos exportadores brasileiros. Os valores serão restituídos em forma de crédito tributário, ajudando as empresas a reduzirem custos e melhorar competitividade no mercado externo;
Drawback: prorrogação dos prazos do regime de drawback, recurso que possibilita a suspensão de tributos sobre insumos importados para utilização em produto exportado. Medida é válida para empresas que exportarem para os Estados Unidos até dezembro deste ano.
Compras públicas: órgãos públicos terão facilidade para as compras de alimentos para escolas e hospitais. Essa foi uma das maneiras encontradas pelo governo Lula para amparar os produtores rurais e as agroindústrias.
Sistema de importação: ampliação das regras de garantia à exportação.

A Tarde

Acordo entre Mercosul e União Europeia zera tarifas sobre a exportação das uvas brasileiras

O acordo de livre comércio fechado nesta sexta-feira (06) entre os líderes do Mercosul e da União Europeia traz uma grande notícia para os fruticultores brasileiros: as taxas de exportação de uva serão zeradas. A medida trará reflexos positivos para a economia do Vale do São Francisco, maior exportador da fruta no país.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Frutas (Abrafurtas), Guilherme Coelho, o modelo de tarifação atual prejudica os exportadores brasileiros. “Alguns países como África do Sul e Peru não pagam o chamado Imposto Duty para exportar suas frutas, o que prejudica seriamente o Brasil”, explicou.

“Dediquei o meu mandato de deputado federal, integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro permanente da Comissão de Agricultura da Câmara, para colaborar com o governo brasileiro nas negociações desse acordo e de outras medidas para diminuir as desigualdades competitivas enfrentadas pelos nossos exportadores” completou Guilherme CoelhoCom o acordo, as tarifas para exportação de frutas serão zeradas gradualmente, mas para a uva será imediato. “O imposto sobre a uva será zerado. O setor vai aumentar suas vendas, consequentemente, irá gerar mais emprego e renda”, destacou o presidente da Abrafrutas.

Redução das tarifas

O acordo prevê a isenção gradativa ou total das tarifas. Veja alguns exemplos:
Maçã – tarifa atual 10% – decrescendo a 0% em 10 anos
Melancia e melão – tarifa atual 9% – decrescendo a 0% em sete anos
Uvas – tarifa atual de 11% – chegará a 0% imediatamente que o acordo entrar em vigor (previsão 2025)

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi anunciado após a reunião dos líderes dos blocos na cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Após 25 anos de negociações, o acordo irá reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos e trará benefícios significativos para consumidores e empresas, de ambos os lados.

Ascom

 

Iniciativa da Valexport se transforma em portaria que vai evitar desperdício de alimentos

A portaria nº 458, que dispensa a indicação de validade em embalagens de vegetais frescos, evitando desperdício de alimentos em todo país, nasceu de uma iniciativa da Valexport – Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do Sao Francisco.

Publicada no último dia 22 de julho pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a nova portaria teve seu ponto de partida no dia 28 de outubro de 2021, quando a Valexport encaminhou um documento à então ministra Thereza Cristina. De acordo com o presidente da Valexport, José Gualberto, eram grandes os prejuízos dos produtores e comerciantes que tinham de descartar seus produtos com prazo de validade vencido.

Tivemos muitas perdas em grandes quantidades de uvas, mangas e demais frutas embaladas que tinham que ser destruídas por ordem dos órgãos de defesa do consumidor mesmo estando em condições adequadas para o consumo”, ressaltou.

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Pesquisa aponta Juazeiro e Petrolina como as duas melhores cidades para investir no agronegócio

(Foto: Alexandre Justino)

Uma pesquisa realizada pela consultoria Urban Systems e publicada pela Revista Exame, mostra Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) no topo do ranking das cidades mais atraentes para investimentos na área do agronegócio. Juazeiro desponta como primeira colocada e Petrolina em segundo lugar.

O estudo realizado em 2020, levou em conta o crescimento da produtividade, o aumento das exportações, a média salarial dos trabalhadores e outros cinco indicadores analisados pela Urban System. Foram critérios como esses que fazem de Juazeiro a número 1 nos negócios do campo.

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Confira o preço dos produtos comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta sexta-feira

(Foto: Ilustração)

No Mercado do Produtor de Juazeiro, 4º maior Ceasa do país em volume e comercialização, o consumidor vai encontrar a caixa do morando variando entre R$18,00 e R$ 28,00.

Além do morango, o Mercado do Produtor é um canal de escoamento da produção agrícola regional onde são produzidos vários tipos de frutas como: melão amarelo, melão pele de sapo, melão orange, pinha, tamarindo, uva Itália, uva benitaka, uva patrícia, melancia, maracujá, banana nanica, banana pacovan, banana prata, banana maçã, goiaba, manga hadem, manga tommy, manga keit, manga palmer, manga espada, mamão formosa, mamão hawai, atemoia, acerola, carambola, coco verde, coco seco, romã, jaca, limão comum, limão tahiti.

Confira a cotação completa dos produtos comercializados no Mercado do Produtor na tabela abaixo. Os preços são resultado de uma pesquisa diária feita no comércio atacadista do entreposto municipal.

Cotação 11 De Dezembro

Acerola produzida em Sobradinho começa a ser exportada para mercados internacionais

Desde novembro do ano passado, produtores de acerola do interior de Sobradinho (BA), apoiados pela Cooperativa Agroindustrial Vale do Paraíso (Cooperparaíso), estão comercializando sua produção junto à exportadora Sono Brazil, que comercializa as frutas principalmente nos mercados europeu e norte americano.

As acerolas que começaram a ser exportadas com o apoio da Cooperparaíso são produzidas basicamente em regime familiar em diversas comunidades de todo o município de Sobradinho. O destaque principal são as acerolas verdes, em que são extraídos concentrados de vitamina C e vendidos para o mercado internacional, sendo utilizada nas indústrias farmacêuticas, de cosméticos, alimentícias e de conservantes.

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Agronegócio brasileiro exportou US$ 96,8 bilhões em 2019

(Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

As exportações do setor do agronegócio somaram US$ 96,8 bilhões no ano passado. Esse valor representa 43,2% do total exportado pelo Brasil, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os dados mostram leve crescimento do setor nas exportações totais do país. Em 2018, essa participação havia sido de 42,3%.

O destaque foi o comércio de milho, carnes e algodão. O milho registrou volume recorde de exportação, com 43,25 milhões de toneladas. O recorde anterior foi registrado em 2017, com 29,25 milhões de toneladas do cereal exportadas.

Ainda de acordo com o ministério, a China se tornou o principal cliente da carne bovina brasileira. O país asiático é responsável por 26,8% do volume total exportado. Com isso, ultrapassou Hong Kong, que ficou na segundo posição, com 18,6%.

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