Vinhos do Vale do São Francisco conquistam 14 notas acima de 90 pontos em competição nacional

Vale do São Francisco confirma excelência e se destaca entre os melhores vinhos do país

Os vinhos, espumantes e sucos de uva produzidos no Vale do São Francisco conquistaram destaque nacional ao obter 14 notas acima de 90 pontos na Grande Prova de Vinhos do Brasil, realizada pelo Grupo Baco. A competição avaliou, entre os dias 9 e 12 de março, 1.291 amostras provenientes de 10 estados brasileiros.

Os rótulos nordestinos foram premiados com medalhas de ouro e distinções regionais e nacionais, reforçando a qualidade e a competitividade da vitivinicultura do Sertão.

O principal destaque veio da Bahia. O Terranova Brut Rosé foi eleito o Melhor Brut Rosé Charmat do Brasil, alcançando 92 pontos e Medalha de Ouro. Pernambuco também se destacou com dois rótulos que obtiveram 91 pontos e lideraram o ranking estadual: o Espumante Extra Brut Branco Garziera 2023 e o Frisante Natural Moscatel Branco Rio Valley NV, ambos premiados com Medalha de Ouro.

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Encontro discute logística e competitividade para exportação de frutas do Vale do São Francisco

A competitividade das frutas do Vale do São Francisco no mercado internacional; o transporte de cargas e linhas marítimas e a infraestrutura logística de exportação. Estes foram os temas principais de uma reunião que trouxe à Petrolina, na sexta-feira (20), o secretário estadual de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes e o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

O evento foi aberto pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, e contou com a participação de produtores, exportadores de manga e uva e o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho.

Durante o encontro, na sede do SPR, Os representantes do Governo de Pernambuco, anunciaram a intenção de resolver os gargalos de logística, de tarifas e de linhas marítimas para que o Porto de Suape possa exportar as frutas do Vale do São Francisco. “Esta ação faz parte do Pacto pelo Agro, uma iniciativa que busca criar um ambiente de colaboração entre governo, produtores e o setor logístico, visando aumentar a competitividade das frutas no mercado nacional e internacional”, ressaltou Cicero Moraes.

 Na sequência, Armando Monteiro Bisneto, colocou o porto pernambucano como mais uma opção para os fruticultores do Vale, que hoje fazem o transporte pelos portos de Salvador-BA e Pecém-CE. “Suape está vivendo um novo momento com a chegada de um terminal, que vai dar uma melhor infraestrutura. A gente está fazendo um trabalho para buscar novas linhas e também para colocar para os dois terminais que vão operar lá, a partir de julho de 2026, que eles precisam competir, mas que eles precisam ter uma atenção com a carga de mangas e uvas do Vale do São Francisco”, frisou, acrescentando que, logo a partir de 2026, o Porto estará mais presente no Vale com um representante de Suape em Petrolina, escolhido pelos produtores e exportadores.

De acordo com Jailson Lira, os fruticultores regionais tem todo interesse em fazer esse trabalho conjunto com o Governo do Estado. “Nós queremos efetivamente exportar frutas e importar insumos através de Suape, fazendo com que esse Porto volte a ser um player importante no nosso canal de exportações, principalmente para as novas rotas marítimas, como, por exemplo, a China e outros países da Europa, chegando cada vez mais rápido ao nosso destino”.

Após a assinatura de um protocolo de intenções para cooperação institucional e técnica, com foco no apoio à fruticultura do Vale do São Francisco e no desenvolvimento de seu escoamento por meio do Porto de Suape, os produtores e exportadores participaram de um debate, dando contribuições e apresentando sugestões para problemas de infraestrutura e processos que impedem o escoamento eficiente da produção. Para o produtor e exportador de uva e representante da Valexport, Arthur Grimaldi, o encontro trouxe boas novas para o setor. “Agora temos uma possibilidade real de exportar nossas frutas e importar os insumos por Suape, de contar com a retomada da Transnordestina, diminuindo nossos custos e aumentando nossa competitividade. Foi um evento muito positivo”, concluiu.

Class

Festival de Verão Velho Chico: esporte e cultura marcam o 1º dia de evento

Duelos emocionantes no esporte, somados a muita música e movimento, marcaram o primeiro dia do Festival de Verão Velho Chico, na sexta-feira (24), em Juazeiro. O evento, que segue até domingo (26), tem como objetivo fomentar a prática de atividades físicas e o lazer na região.

Fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Juazeiro, através das Secretarias de Cultura, Turismo e Esporte e a de Serviços Públicos; o deputado estadual Zó; o Governo do Estado da Bahia – por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) – e empresas privadas, como ArcaSport e Fut São Francisco, a atividade é uma celebração do esporte e da cultura local.

A abertura do festival contou com competições de futevôlei nas categorias iniciante e qualify, que reuniram cerca de 200 participantes, além de uma corrida noturna que levou os atletas às ruas em um trajeto de cinco quilômetros. Cada participante inscrito também recebeu um kit com camisa, garrafa de água, ecobag, touca de natação (para os nadadores) e viseira.

Outras atividades que chamaram a atenção foram as de aventura, como o bungee jumping, com saltos de 40 metros de altura, e o salto em pêndulo. Para instruí-los nessas atividades, os participantes contaram com a orientação de Serginho, recordista sul-americano de saltos em pontes.

O dia ainda foi marcado por apresentações de capoeira que trouxeram ritmo e tradição ao evento. Já a programação musical ficou por conta da banda Pjota, que promoveu o show de encerramento do evento, às 21h.

Para este sábado (25), a expectativa é reunir um número ainda maior de participantes nas modalidades esportivas, além do público que deseja acompanhar as competições e curtir as atrações musicais. Para a cultura, o dia conta com shows da Banda Lyra, às 16h, Ricardinho Rodrigues, às 19h, e da banda Adão Negro, a partir das 21h.

Segundo o Secretário de Cultura, Turismo e Esporte de Juazeiro, Targino Gondim, a expectativa para o evento é alta: “Estamos oferecendo mais de 15 modalidades esportivas, além de atrações culturais, para promover integração e democratização. Hoje, por exemplo, temos uma programação que se estende até a noite, garantindo muita adrenalina e diversão para todos os públicos. O Festival de Verão Velho Chico marca o início do nosso calendário esportivo e esperamos que seja apenas o primeiro de muitos.”, conclui.

Ascom

Ação mira bancos nos EUA que financiaram barragens de risco da Vale

A prefeitura de Ouro Preto (MG) deu entrada nos Estados Unidos em uma ação judicial, em seu nome e em nome de outros seis municípios mineiros. Os alvos são os bancos Merril Lynch, Barclays Capital, Citibank e JP Morgan. Eles são apontados como financiadores de empreendimentos de risco da Vale, mineradora envolvida nas tragédias ocorridas em Brumadinho (MG) no dia 25 de janeiro de 2019, e em Mariana (MG) no dia 5 de novembro de 2015. Foi anexado um levantamento que aponta para empréstimos realizados desde 2011, somando um total de US$ 17,2 bilhões. A tragédia de Mariana completa oito anos neste domingo (5).

As instituições financeiras são acusadas de lucrarem com as operações da mineradora e não se preocuparem com os prejuízos causados às comunidades. “A Vale não tinha recursos financeiros para perpetuar sua estratégia sistêmica de dizimação do meio ambiente dentro dos limites municipais”, diz a ação. Os bancos são também apontados como investidores importantes da mineradora. Dessa forma, estariam lucrando com os juros dos empréstimos e também com o aumento do valor das ações da Vale. Além disso, os financiamentos teriam se mantido e até aumentado mesmo após as tragédias ocorridas.

O processo começou a tramitar em setembro no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. A Agência Brasil teve acesso em primeira mão ao pleito apresentado. Representada pelo escritório Milberg, a prefeitura de Ouro Preto informa ao juízo que fala também em nome das prefeituras de Barão de Cocais, Itabira, Itabirito, Mariana, Nova Lima e São Gonçalo do Rio Abaixo.

A ação narra que, nos últimos anos, barragens inseguras foram paralisadas e populações que moram no entorno passaram a conviver com sirenes avisando dos riscos de rompimento, sendo que algumas comunidades foram evacuadas. São listadas consequências econômicas dessa situação: ônus adicionais aos municípios no apoio aos atingidos, desvalorização de propriedades e aumento dos gastos com saúde, segurança pública e outros serviços sociais.

“Os municípios estão enfrentando uma perda tangível de receita. A receita do imposto sobre vendas, uma parte significativa de sua força financeira, diminuiu à medida que a economia local desmorona”, acrescenta a ação.

São mencionados ainda danos ao patrimônio físico e cultural, danos ao meio ambiente e à qualidade de vida e danos suportados pelos moradores. O município afirma que a pressão sobre a população gera um custo físico, financeiro e emocional. “A ameaça de rompimento de barragens, evacuações frequentes e fechamento de estradas afetaram a sua capacidade de sustento, causando perdas de rendimento significativas”.

A ação pede que o tribunal leve em conta a legislação brasileira, mais especificamente a Lei Federal 6.938/1981, conhecida como Lei Nacional de Política Ambiental. Ao mesmo tempo, defende que Nova York é o foro apropriado para discutir a questão, tendo em vista que os bancos não se submetem à jurisdição brasileira e que as evidências dos empréstimos se encontram na metrópole dos Estados Unidos.

As cidades citadas na ação estão situadas no chamado Quadrilátero Ferrífero, que concentrou o maior número de episódios de evacuação. Elas foram resultado de um pente-fino realizado por órgãos de fiscalização após a tragédia ocorrida em Brumadinho, na qual 270 pessoas perderam suas vidas na avalanche de rejeitos liberada no colapso de uma estrutura da Vale.

Na época, também foram aprovadas legislações proibindo a existência de barragens erguidas por alteamento a montante. Esse método está associado tanto à tragédia em Brumadinho, quanto ao desastre ocorrido em Mariana com a ruptura da estrutura da Samarco, mineradora que tem como acionistas a Vale e a BHP Billiton. No episódio, 19 pessoas perderam a vida e populações de dezenas de cidades da bacia do Rio Doce foram impactadas. A eliminação das barragens alteadas a montante se tornou obrigatória. A Vale, assim como a maioria das mineradoras, ainda não cumpriu integralmente a legislação, o que a levou a assinar um termo para pagar R$ 251 milhões.

Corresponabilidade

Segundo a prefeitura de Ouro Preto, os empréstimos a empreendimentos da Vale desde 2011 geraram degradação no Quadrilátero Ferrífero e os bancos são corresponsáveis pelos danos causados. Ela cita 21 barragens da Vale classificadas como de alto risco associado, o que significa que armazenam grandes volumes de rejeitos e possuem comunidades com atividades socioeconômicas no entorno.

Também aponta que algumas dessas estruturas não são certificadas como estáveis ou já geraram em algum momento preocupações relacionadas à estabilidade. Duas vezes ao ano, as mineradoras precisam comprovar à Agência Nacional de Mineração (ANM) a segurança de suas barragens. Na última campanha, ocorrida no mês passado, 25 estruturas situadas em Minas Gerais estão embargadas por falta de atestado de estabilidade. Três encontram-se em nível de emergência 3, o último da escala da ANM e indica risco iminente de ruptura. Duas dessas três são da Vale: a barragem Sul Superior, em Barão de Cocais, e a barragem Forquilha III, em Ouro Preto.

De acordo com a prefeitura de Ouro Preto, os bancos não podem alegar que não sabiam dos riscos dos empreendimentos e tinham poder para forçar uma mudança de comportamento na Vale, mas nada fizeram e continuaram realizando empréstimos de forma incondicional. A ação aponta ainda violação dos Princípios do Equador, criado em 2002 pela Corporação Financeira Internacional (IFC). Eles estabelecem diretrizes para que as instituições financeiras tomem decisões responsáveis a partir da identificação e avaliação dos riscos ambientais e sociais dos projetos a serem apoiados. “Os réus usaram uma fachada de adesão aos Princípios do Equador para criar uma imagem conscientemente falsa para seus investidores nos Estados Unidos”, registra a ação.

Procurados pelaAgência Brasil, os bancos Merril Lynch, Barclays Capital e JP Morgan não se pronunciaram. O Citibank retornou o contato e afirmou que “não fará comentários”. A Vale informou desconhecer a ação.

Agência Brasil

Chuvas comprometem 80% da safra de frutas do Vale do São Francisco do 1º semestre de 2022

Os produtores de frutas do Vale do São Francisco, anunciaram nesta terça-feira (1º), que a safra de manga e uva do 1º semestre de 2022 já está comprometida em 80% devido às fortes chuvas que caíram em Petrolina – PE e região desde o mês de dezembro do ano passado até o último sábado (29).

Ainda atualizando o total dos prejuízos, a categoria, que hoje reúne mais de 2 mil produtores somente em Petrolina, adiantou que o volume maior das perdas ocorre nas áreas onde os pomares estão no período de floração. O excesso de água compromete o desenvolvimento vegetativo da planta, dificulta a fecundação, causa o aborto das flores e, no final da maturação, provoca a ruptura e a podridão das bagas. Para se ter uma ideia das perdas atuais, somente para o mercado externo o Vale do São Francisco comercializou, na safra do ano passado, 75.127 toneladas de uvas e 245.737 toneladas de mangas, segundo dados do Comex Stat do Ministério das Relações Exteriores.

De acordo com o gerente executivo do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Flávio Diniz, é no período chuvoso que também aumenta a incidência de doenças a exemplo de Míldio, bactérias e antracnose, outro fungo agressivo que em poucos dias de umidade danifica a casca e causa a queda do fruto. “As chuvas também provocam a diminuição da produtividade, da qualidade dos frutos além da elevação dos custos de produção, principalmente da mão de obra, dos defensivos agrícolas e reparos nas máquinas e equipamentos que quebram ou são encharcados durante as chuvas”, ressaltou.

As chuvas vêm tirando o sono dos produtores do Vale desde o início de dezembro do ano passado. Somente em um dia, no Natal, as precipitações superaram a média de todo o mês com mais de 300 mm em algumas localidades do interior do município. O resultado foram prejuízos da ordem de R$45 milhões com a perda de mais de 15 mil toneladas das frutas. Com a continuidade do período chuvoso, a situação se agravou elevando os prejuízos de R$45 para R$60 milhões. Até o dia 13 de janeiro desse ano, segundo estimativas do SPR, os prejuízos com a uva já passavam de R$33 milhões com a perda de 20 mil toneladas da fruta. Na cultura da manga, os produtores contabilizaram prejuízos da ordem de R$ 27 milhões com a perda de 10 mil toneladas.

O Vale do São Francisco produz anualmente mais de um milhão de toneladas de frutas, das quais 80% são uvas de mesa e mangas que geram 100 mil empregos diretos e movimentam cerca de U$ 420 milhões nos mercados internos e externos.

Class Comunicação

Coletivo de audiovisual disponibiliza, gratuitamente, curtas-metragens produzidos no Vale do São Francisco

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Com as salas de cinema fechadas em virtude da pandemia da covid-19, assistir filme em casa tornou-se uma boa opção de lazer e entretenimento. Pensando nisso, a Nu7 Produções, coletivo de audiovisual do Vale do São Francisco, disponibilizou ao público, gratuitamente, dois de seus filmes, “A Conversa que não tivemos” e “Matinal”.

Dirigido e roteirizado por Cleriton F. Alves, “A Conversa que não tivemos” traz a história de dois amigos que se reencontram após o ano novo, e passam a noite entre conversas banais e sinceras na casa de um deles. “Matinal”, também do mesmo diretor e roteirista, é sobre mais um dia na vida do casal Ana e Cláudio, que durante uma conversa, discutem sobre questões do futuro e amizade.

Os curtas-metragens foram gravados em 2015 na região do Vale do São Francisco, e são os primeiros filmes do coletivo de audiovisual. “Matinal” foi um dos filmes selecionados para a II Mostra SESC de Cinema em Salvador-BA em 2018.

Nas próximas semanas, outras produções da NU7, incluindo filmes premiados internacionalmente, também serão disponibilizadas ao público, que poderá acompanhar os relançamentos através das redes sociais.

“A arte cria, educa, desafia, mas também entretém. A discussão sobre disponibilizar ou não os filmes já vinha acontecendo, mas sem uma definição. Com a circunstância de isolamento social que estamos passando, pensamos que não poderíamos nos furtar de contribuir para amenizar a situação, compartilhando nossos trabalhos. Cada filme proporciona um tempo longe das preocupações com a pandemia e oportuniza pensar sobre outras realidades e suas relações com a experiência do espectador, ou apenas diverte”, disse Ana Emidia, diretora de arte e produtora da NU7 Produções.

NU7

A Nu7 é um coletivo de audiovisual que surgiu com o intuito de fazer cinema no Vale do São Francisco, para fomentar esse tipo de produção na região. Criada em 2015, possui seis filmes produzidos, sendo que alguns já foram exibidos em importantes eventos de cinema, em âmbito regional, nacional e internacional. Foi responsável por produzir e roteirizar videoclipes musicais de artistas da região do Vale do São Francisco, a exemplo de Andrezza Santos, Tio Zé Bá e Made In Quebrada, e também diversas peças comerciais de eventos culturais da região do Vale do São Francisco.

Melhor Curta de Terror: filme de zumbis produzido no Vale do São Francisco é premiado em festival de cinema nacional

Foto Ascom/Thiago Santos

“Necropolis”, curta-metragem de zumbis produzido e gravado na região do Vale do São ‘Francisco, foi premiado como ‘Melhor Curta de Terror’ na quarta edição do Cine Tamoio. O Festival de Cinema da cidade de São Gonçalo-RJ é um encontro de exibições, debates e discussões da produção do audiovisual nacional e que tem o propósito de fortalecer as produções independentes.

O festival foi realizado entre os dias 21 e 28 de setembro. Na categoria terror, “Necropolis” concorreu com outras dez produções de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Ceará, Goiás e Mato Grosso do Sul. Os filmes foram avaliados por técnicos da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

“Necropolis é a realização de um sonho e, apesar das indicações já serem uma vitória, a premiação do Cine Tamoio veio fortalecer ainda mais a nossa vontade de produzir filmes. Fico muito entusiasmado em representar Juazeiro, Petrolina e toda a região do Vale do São Francisco nesse seguimento do audiovisual. Espero que a aceitação que Necropolis tem recebido sirva de estímulo para a produção de cinema aqui no sertão”, considerou Ítalo Oliveira, diretor e roteirista do curta-metragem.

Necropolis – A trama sertaneja narra a história de Milena, sobrevivente solitária de um ambiente devastado por uma infecção causada por um fungo. Em meio a um mundo caótico, a personagem precisa lutar para continuar trilhando a sua jornada.

O curta-metragem é uma produção totalmente regional. Além de ser estrelado por uma atriz juazeirense, Ruthe Maciel, o elenco que compõe a trama também é são franciscano. A realizadora, NU7 Produções, foi criada e desenvolve suas produções também na região.

Todas as cenas do filme foram gravadas no Vale do São Francisco, entre julho e setembro do ano passado, com recursos próprios.

Festivais e Mostras

Desde que foi lançado em março deste ano, “Necropolis” teve 10 indicações em festivais competitivos por todo o país. Além do IV Cine Tamoio, o curta-metragem já foi exibido no: 1º Floripa Que Horror! – Festival Internacional de Cinema Fantástico (Florianópolis-SC); IV Festival POE de Cinema Fantástico do Vale do Paraíba (São José dos Campos-SP); 9º Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico (São Paulo-SP); e 3ª Mostra de Cinema Fantástico de Jacareí/SP (Jacareí-SP).

“Necropolis” vai participar ainda de outros festivais: Festival de Cinema de Horror Gato Preto III (11/10 – São Paulo-SP); IV Cine Horror (26/10 – Salvador-BA); III Morce-GO Vermelho – Goiás Horror Film Festival (31/10 a 03/11 – Goiânia-GO); XV Panorama Internacional Coisa de Cinema (30/10 a 06/11 – Salvador e Cachoeira-BA); III Morce-GO Vermelho – Goiás Horror Film Festival (31/10 a 03/11 – Goiânia-GO); e 3ª Mostra Sesc de Cinema – Panorama Bahia (01 a 15/11 – Salvador-BA).

Assista aos trailers de Necropolis:

Necropolis – Trailer from Italo Oliveira on Vimeo.

Produtores do Vale do São Francisco participam de campanha com a bandeira nacional no 7 de setembro

Os produtores agrícolas de Petrolina e região vão comemorar a Independência do Brasil, no próximo dia 7 de setembro, hasteando uma bandeira nacional na porta das propriedades rurais. A iniciativa, que partiu da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, recebeu a adesão do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina a partir do chamamento da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina: “Vamos mostrar para o mundo que o agronegócio brasileiro é unido, que a nossa agricultura é pujante e sustentável”, afirmou.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira, a campanha no município já começou com a mobilização dos representantes do agronegócio regional. “A exemplo da nossa ministra, que vem conclamando o setor agropecuário a se unir diante das dificuldades e críticas, temos que ajudar o Ministério para melhorar o ambiente de negócios, reduzir a burocracia e abrir mercados”, ressaltou.

Jailson Lira enfatizou ainda que durante toda a Semana da Pátria os produtores estarão utilizando os meios de comunicação e as redes sociais para divulgação de material alusivo à campanha que traz como marca principal o símbolo máximo de representação da nação perante os outros países. “Vamos fotografar e compartilhar nas mídias sociais nossas equipes e pomares de frutas com as cores da bandeira nacional e mostrar a força do agro brasileiro”, convocou.

TRE reúne prefeitos do Vale do São Francisco por biometria

Atualmente, o recadastramento biométrico é obrigatório em 45 municípios de Pernambuco. (Foto: Internet)

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco comparecerá ao Fórum de Petrolina para realizar uma reunião institucional, nesta sexta-feira (02), às 16h. O encontro tem como intuito garantir o apoio de todas as prefeituras que compõem este polo ao recadastramento biométrico, incluindo recursos como suporte de pessoal e divulgação. São elas: Afrânio, Dormentes, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

O presidente e o vice-presidente do Tribunal, desembargadores Agenor Ferreira de Lima Filho e Itamar Pereira Júnior, estarão presentes e se reunirão com prefeitos, vereadores e lideranças locais de diversos municípios. Petrolina já passou pelo recadastramento biométrico obrigatório, mas, em função de sua localização geográfica e importância econômica, sediará o encontro entre o TRE e os gestores públicos.

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IML confirma nome de Claudio Marcio entre mortos em Brumadinho

Claudio tinha dois filhos, que viviam em Petrolina com ex-mulher da vítima

O Instituto Médico Legal (IML) de Brumadinho (MG) atualizou por volta de 12h40, horário de Brasília, o número de vítimas identificadas após o rompimento da barragem. A lista desse domingo (3) consta com o nome de Claudio Marcio dos Santos, que tinha família em Petrolina, afirma o Jornal o Tempo, de MG.

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Em busca de parente desaparecido, família de Petrolina viaja a Brumadinho

Claudio era natural de Itabirito (MG) e trabalhava na Vale há 13 anos. Engenheiro mecânico, segundo a família, ele inspecionava as máquinas da empresa. Com a atualização dessa manhã sobe de 91 para 107 o número de vítimas identificadas após a tragédia.

Força Nacional ajuda nas buscas

Hoje pelo menos mais quatro corpos foram encontrados, mas eles ainda não estão na contagem oficial. O trabalho de buscas em Brumadinho (MG) entrou no 10º dia com a participação das Força Nacional que se junta ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. 60 homens vão atuar lado a lado com os bombeiros.

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Justiça do Trabalho determina bloqueio de mais R$ 800 milhões da Vale

(Foto: Whasington Alves/AFP Photo)

R$ 800 milhões da mineradora Vale foram bloqueados nessa quinta-feira (31) pela Justiça do Trabalho. A decisão foi tomada para assegurar o pagamento de indenizações trabalhistas. Esse é o segundo bloqueio feito pela Justiça, que na segunda-feira (28), no mesmo valor.

“Mais R$ 800 milhões foram bloqueados nas contas da Vale S.A, para assegurar pagamentos e indenizações trabalhistas. Com isso, o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais conseguiu assegurar um total de R$ 1,6 bilhão, que darão efetividade a resultados de ações e acordos extrajudiciais”, informou o MPT-MG, por meio de nota.

Punições

A Justiça também impôs à mineradora obrigações como arcar com custos de sepultamento e a manutenção de pagamentos de salários a trabalhadores vivos e familiares de mortos e desaparecidos, além da entrega de documentos considerados fundamentais para a instrução do inquérito e apuração das condições de segurança na mina. Com informações da Agência Brasil.

Engenheiros são presos por desastre em Brumadinho

(Foto: Whasington Alves/AFP Photo)

Cinco pessoas foram presas por ligação com a tragédia de Brumadinho (MG). A polícia deteve dois deles em São Paulo (SP). Os engenheiros atestaram a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão. Além deles, outros três funcionários da Vale responsáveis pelo licenciamento ambiental e pela obra foram detidos.

Os documentos recolhidos pela polícia e os engenheiros presos em São Paulo devem ser enviados para Minas Gerais ainda nesta terça-feira (29). Além das prisões, a Polícia Federal (PF) de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão em uma empresa que prestou serviços de projetos e consultoria para a Vale.

Desastre

O desastre de Brumadinho causou 65 mortes e deixou 279 desaparecidos, segundo o último comunicado da Defesa Civil de Minas, divulgado na noite deste segunda-feira (28). As buscas por mais vítimas da tragédia recomeçaram na manhã desta terça-feira.

Bolsonaro sobrevoará Brumadinho nessa manhã, nove mortes foram confirmadas

Buscas foram retomadas nessa manhã (Foto: Whasington Alves/Reuters)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) confirmou que visitará Brumadinho (MG) nessa manhã de sábado (26), para analisar a situação, depois do rompimento de uma barragem na tarde de sexta-feira (25). Sete mortos foram confirmadas até a noite de ontem, mas após a retomada de buscas hoje, o número subiu para nove.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, há por volta de 300 desaparecidos. A barragem da Vale rompeu na comunidade do Córrego do Feijão, na região da Grande Belo Horizonte. Moradores relataram que a lama engoliu residências e estabelecimentos comerciais.

Segundo informações da Vale, a barragem Córrego do Feijão tem capacidade para 12,7 milhões de metros cúbicos. Em comparação com a barragem de Fundão, em Mariana, são 62 milhões de metros cúbicos. A tragédia da Samarco em Mariana ocorreu em 2015 e deixou 19 mortos.

Com informações de Band

Juazeiro: Feira de Orgânicos do Vale é aberta com aprovação do público

De acordo com a consumidora Odete Amorim, a feira é uma grande conquista para o município. (Foto: ASCOM)

A Feira de Orgânicos do Vale foi aberta nesta quinta-feira (28), na Praça Santiago Maior, centro de Juazeiro, em  um espaço dedicado à comercialização de frutas, verduras e hortaliças orgânicas. Com periodicidade semanal, todas as quintas-feiras, das 16h às 20h a Feira é uma realização da Prefeitura Municipal, através da Agência de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária, em parceria com a Associação de Produtores de Orgânicos do João Paulo II e a Associação de Produtores e Produtores de Orgânicos de Vale do São Francisco (APROVASF).

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária, Tiano Felix, essa é oportunidade de valorizar o setor. “Temos um grande número de produtores de orgânicos na região e a feira veio para fomentar e contribuir para o crescimento e potencialização do setor. A prefeitura através da ADEAP tem como meta, oportunizar o desenvolvimento agrícola do município, e diante disso idealizou a feira de orgânicos que além de contribuir para a pujança da atividade, oferece produtos de qualidade à população”, informou.

A presidente da APROVASF, Alzira Santana, afirmou que a Feira está dando visibilidade aos produtos e a agricultura orgânica da região. “O grupo de produtores de orgânicos embora pequeno, está fazendo uma diferença na agricultura do Vale do São Francisco, com agricultura orgânica limpa e saudável. Hoje cada vez mais as pessoas querem cuidar da saúde, fugir do químico, do convencional para ter uma qualidade de vida melhor”, destacou.

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55 anos de história do 1° curso de agronomia do Vale será comemorado no sábado (12)  

 

1ª turma de agrônomos da Uneb (Foto: arquivo Dtcs)

1ª turma de agrônomos da Uneb (Foto: arquivo Dtcs)

Os ex-alunos da 1ª Faculdade de Agronomia do Médio São Francisco (Famesf), sediada na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) estão com encontro marcado no próximo sábado (12/12) na instituição, para comemorar e lembrar das histórias e os desafios do curso na região. O evento acontecerá no Auditório Antônio Carlos Magalhães do Dtcs, a partir das 8h.

Serão homenageados os alunos da primeira turma do curso de Agronomia, que completará 50 anos de formados; o Diretório Acadêmico Livre (D.A.L.A) que comemora 52 anos de história, na Famesf e no Dtcs; e o Bororó, primeiro ônibus da Instituição, adquirido em 1965.

Consta na programação a apresentação musical da banda Blues Angel’s, criada na década de 1960 por seis egressos e o lançamento do livro Novos Baianos: a história do grupo que mudou a MPB, do ex-aluno Luiz Dias Galvão.

História da Famesf

Fundada por estudantes em 1960, a Famesf surgiu da necessidade de implantar no Vale do São Francisco um curso de nível superior que atendesse a demanda agrícola da região. O ex-aluno Bartolomeu Venâncio de Souza contou que a Escola de Agronomia surgiu do entusiasmo de estudantes que faziam o terceiro ano em uma escola técnica na cidade e se questionavam como seriam seus destinos após o término do curso e contou também com o apoio de autoridades locais, professores, profissionais ligados a área das ciências agrárias, além da população de Juazeiro.

As primeiras aulas começaram no Clube de Artífices Juazeirenses, local onde hoje funciona a Escola Edson Ribeiro. Em 1962 a Escola de Agronomia foi incorporada à Faculdade de Agronomia do Médio São Francisco (Famesf). Ainda na década de 1960 a instituição passou a funcionar nas instalações do antigo Horto Florestal, local onde hoje funciona o Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (Dtcs).

Na década de 1980 a Faculdade foi incorporada à Superintendência Estadual de Ensino Superior (Seseb). Alguns anos depois, passou a fazer parte da Universidade do Estado da Bahia. A nomenclatura Famesf foi alterada passando a ser Dtcs, no final dos anos de 1990.

Programação:

 8h- Abertura (DTCS);

8h20- Palestra do Sistema CONFEA/CREA;

9h-  Palestra sobre o Diretório Acadêmico de Agronomia;

9h30 – Homenagem aos primeiros agrônomos da Famesf- Turma de 1965 e lançamento do livro Novos Baianos: a história do grupo que mudou a MPB, do ex-aluno Luiz Dias Galvão;

12h30- Almoço de confraternização e Show musical com a banda Blue Angel’s, com participação do cantor e compositor Gustavo Tiné;

18h – Encerramento.

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