Tarifa zero para uvas brasileiras na União Europeia amplia competitividade e abre novas oportunidades de exportação

Desde esta sexta-feira (1º), a uva brasileira passou a contar com tarifa de importação zerada para entrada no mercado da União Europeia, com o início da vigência provisória da etapa comercial do Acordo União Europeia–Mercosul. A medida representa um marco para a fruticultura nacional e fortalece a competitividade da uva brasileira em um dos mercados mais estratégicos e exigentes do mundo.

O Acordo União Europeia–Mercosul é um tratado de livre comércio firmado entre os países do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e os 27 países da União Europeia, com o objetivo de facilitar o comércio, ampliar investimentos e criar regras mais previsíveis para os negócios entre os blocos. Embora sua vigência ainda seja provisória, já permite que benefícios comerciais, como a redução tarifária, comecem a ser aplicados enquanto o acordo segue em tramitação para aprovação definitiva pelos parlamentos europeus.

A nova fase do acordo prevê a eliminação gradual de tarifas para cerca de 93% dos produtos exportados pelo Mercosul à Europa em até dez anos. Já neste primeiro momento, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros passam a ter tarifa zero, especialmente aqueles em que o Brasil já possui forte presença internacional, como a uva.

Em 2025, a uva brasileira manteve trajetória de crescimento no mercado internacional. Segundo dados do setor, os embarques superaram mais de 62 mil toneladas, crescimento de 5,62% comparado ao ano de 2024, com faturamento de US$ 158,7 milhões. O bom desempenho reforça a importância da cadeia produtiva dentro do agronegócio nacional e evidencia o potencial de expansão diante de novas condições comerciais.

A produção brasileira de uva tem papel estratégico na fruticultura nacional, com forte impacto econômico, social e geração de empregos no campo. De acordo com os dados mais recentes do setor, Pernambuco lidera a produção nacional, com 755,2 mil toneladas e participação de 41,5% do volume total produzido no país, consolidando o protagonismo do Vale do São Francisco na produção de uva de mesa voltada ao mercado interno e à exportação. Em seguida, o Rio Grande do Sul responde por 686,6 mil toneladas, o equivalente a 37,7% da produção nacional, com forte presença tanto na indústria de vinhos e sucos quanto no mercado in natura.

O cenário reforça a força da cadeia produtiva brasileira e a capacidade de abastecimento contínuo, fator estratégico para ampliar a competitividade da uva nacional no mercado internacional. A Europa já figura entre os principais destinos da uva brasileira, com destaque para mercados como Países Baixos (Holanda), Reino Unido e Espanha. Além do consumo direto, alguns países funcionam como plataformas logísticas de redistribuição para outros mercados europeus, ampliando o alcance da fruta brasileira dentro do continente.

Para o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, a nova condição comercial fortalece a posição do Brasil no mercado europeu. “O Brasil já é reconhecido pela qualidade e regularidade da sua produção, e a retirada da tarifa amplia nossa competitividade frente a outros grandes exportadores mundiais. É uma oportunidade concreta de crescer em volume, ampliar mercados e gerar mais valor para toda a cadeia produtiva”, afirma. Segundo ele, o momento também reforça a importância de agendas ligadas à sustentabilidade e à conformidade com os padrões internacionais. “O consumidor europeu está cada vez mais atento à origem do alimento, às práticas ambientais e à responsabilidade social na produção. O Brasil está preparado para atender essa demanda e seguir avançando”, completa.

Além da uva de mesa, que teve a tarifa de 11,5% zerada imediatamente com a entrada em vigor da fase comercial do acordo, outras frutas estratégicas da pauta exportadora brasileira também serão beneficiadas pela redução gradual de tarifas no mercado europeu. O abacate terá sua tarifa de 4% eliminada em até quatro anos; limão e lima, que atualmente enfrentam tarifa de 12,8%, terão desgravação total em sete anos; o melão e a melancia, hoje taxados em 8,80%, também terão tarifa zerada no mesmo prazo; e a maçã terá a alíquota de 10% eliminada em até dez anos.

Ascom

Fruticultura do Vale do São Francisco deve retomar envios pelo Porto de Suape

Pernambuco deve retomar envios da produção de frutas do Vale do São Francisco para o mercado internacional através do Porto de Suape. Nesta sexta-feira (21), o Pacto pelo Agro, parceria do Complexo Industrial Portuário de Suape e a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, avançou nas negociações com o setor.

Para o avanço das tratativas foi assinado em Petrolina, um protocolo de intenções com lideranças do setor produtivo da região para firmar o interesse em estabelecer cooperação institucional e técnica para buscar caminhos para garantir a exportação da produção local pelo Porto de Suape. O objetivo é debater os desafios operacionais do escoamento da fruticultura por Suape. O atracadouro pernambucano é o 6º mais porto público mais movimentado do país.

Na noite anterior, a governadora do estado, Raquel Lyra, reforçou, na abertura da Vinhuva Fest, no município vizinho de Lagoa Grande, o compromisso de levar para Suape a produção da fruticultura do Vale do São Francisco. Ela enfatizou a logística e a infraestrutura do atracadouro pernambucano como atrativos para o escoamento da produção local para o exterior.

O presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, projeta um cenário de crescimento do setor. “Suape está recebendo muito investimento do Governo Raquel Lyra e nós estamos, aqui no Vale, prontos e preparados para que esse porto volte a operar nossas frutas. É justo, é digno e importante porque Pernambuco é o estado que mais exporta frutas do Brasil. É um momento de muita animação, muito compromisso, e nós estamos muito felizes com a vinda do secretário e do diretor-presidente de Suape para fazer esse anúncio”, pontuou..

De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira, o protocolo é um símbolo da aproximação do setor com o governo e do interesse mútuo. Ele reforça que é importante fazer um trabalho com Suape para que a sua importância no segmento seja resgatada. “É essencial que o porto seja nosso canal de exportação, principalmente para as novas rotas marítimas, com destino ao mercado chinês e europeu, nos dando estrutura, para que a gente tenha capacidade de chegar cada vez mais rapidamente a esses mercados”, avaliou.

Já Arthur Grimaldi, da Valexport, considerou o protocolo um grande avanço: “Lutamos muito por essa aproximação. Se conseguirmos exportar por Suape, vamos reduzir custos, gerar eficiência e a nossa fruta vai sofrer menos. Com esse chamamento para a safra do próximo ano, é possível fazer uma programação coincidindo com uma nova fase de Suape”.

Assinaram o protocolo o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o secretário de Desenvolvimento Agrário, Cícero Moraes; o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho; o presidente da Associação dos Exportadores de Hortifrutigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto de Almeida (representado pelo diretor institucional, Arthur Grimaldi); e o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira

Armando Bisneto reforçou a importância da iniciativa para a competitividade do Porto. “Esse protocolo significa a formalização de que a gente vai trabalhar de acordo com o que foi combinado na reunião que antecedeu a assinatura. A gente precisa dessa aproximação com os produtores porque eles entendem bem os caminhos que a gente vai percorrer para atingir o nosso objetivo”, disse.

“Sob a orientação da governadora Raquel Lyra, estamos cada vez mais próximos do setor produtivo. Este é mais um avanço na interiorização das ações, de forma proativa, e um reconhecimento da enorme contribuição do Vale do São Francisco para a nossa economia e para a geração de empregos”, disse o secretário Cícero Moraes.

Diario de Pernambuco

Namíbia e Chile retomam importação de frango do Brasil após gripe aviária

Namíbia e Chile retomaram a compra de frango brasileiro sem quaisquer restrições, informou o Ministério da Agricultura em nota. Ambos os países comunicaram ao governo brasileiro nesta segunda-feira o fim das restrições temporárias ao frango nacional, sem qualquer impedimento.

Até então estavam suspensas as exportações de frango de todo o território nacional para o Chile e do produto proveniente do Rio Grande do Sul para Namíbia. A decisão do governo chileno foi publicada no Diário Oficial do país com data de 15 de agosto, como mostrou mais cedo o Broadcast Agrom sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, 41 países importadores já retomaram a compra do frango brasileiro.

As exportações foram retomadas sem nenhum tipo de embargo para: África do Sul, Albânia, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Catar, Cingapura, Chile, Coreia do Sul, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Macedônia do Norte, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Namíbia, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Em contrapartida, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro continuam suspensas para seis destinos. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para Canadá, China, Malásia, Paquistão, Timor-Leste e União Europeia. A lista de mercados para os quais ainda estão suspensas as exportações do frango brasileiro inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país.

As suspensões temporárias e cautelares de compras de frango brasileiro de todo o território brasileiro, do Estado do Rio Grande do Sul, do município de Montenegro ou do raio de 10 km de onde o foco foi detectado estão previstas no protocolo sanitário acordado com o Brasil e os países importadores. Há, ainda, oito mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. É o caso da Armênia, Belarus, Casaquistão, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.

Já o Japão mantém suspensa a importação de frango dos municípios de Meleiro (SC), São Paulo, Sorocaba (SP), Monte Azul Paulista (SP), Quixeramobim (CE) e Esmeraldas (MG) onde foram notificados casos de gripe aviária em produção de subsistência. Outros quatro mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP): Maurício, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Usbequistão.

Estadão Conteúdo

Tarifaço de Trump afeta 3,3% das exportações brasileiras, diz Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (23) que o Brasil vai superar a crise comercial aberta com as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos (EUA) e lembrou da menor dependência em relação ao mercado norte-americano, comparado a décadas passadas.

“Vai passar. Na década de 1980, era 24% a nossa exportação para os EUA, praticamente um quarto das exportações brasileira. Hoje, é 12%. E o que está afetado é 3,3%. Isso é o que está afetado no tarifaço”, observou o vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, durante participação em debate sobre conjuntura política promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília.

Alckmin lembrou que, no momento, cerca de 36% das exportações aos EUA são as mais afetadas pela tarifa de 50%, e que elas atingem de forma mais preocupante alguns setores da indústria de manufatura, como máquinas e equipamentos e indústria têxtil.

“Indústria de máquinas, equipamentos, calçados e têxtil. Esses são os que sofrem mais. Porque comida, [como] carne, se eu não vendi lá, eu vou ter outros mercados. Não vai cair o mundo. Café, se eu não vendi lá, vou vender em outro lugar. Agora, produto manufaturado é mais difícil de você realocar. Acaba realocando, mas demora um pouco mais”, pontuou o vice-presidente, que vem atuando como o principal negociador do Brasil nessa questão.

“Não vamos desistir de baixar essa alíquota e tirar mais produtos”, insistiu o vice, ao lembrar que cerca nem todo produto exportado pelo Brasil foi sobretaxado. Cerca de 42% deles ficaram de fora da alíquota de 50%, enquanto outros 16% foram incluídos em taxas que atingem outros países na mesma proporção, como é o caso do aço, alumínio e cobre.Como alternativa, ressaltou Alckmin, o país deverá expandir mercados, com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, que pode ocorrer até o fim do ano, além de outras tratativas, como o acordo do Mercosul com o EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), Singapura e Emirados Árabes Unidos.

Alckmin também destacou as medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir os impactos negativos causados aos exportadores brasileiros com o tarifaço, como abertura de linha de crédito, suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados (drawback) e aumento do percentual de restituição de tributos federais a empresas afetadas.

No âmbito internacional, o vice-presidente citou a reclamação aberta pelo governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas norte-americanas e prevê que o caso pode chegar também a tribunais dos EUA. “Você não pode usar política regulatória por razões partidárias, políticas”, comentou.

Agência Brasil

Brasil conquista novo mercado de carne bovina após tarifaço de Trump

O Brasil vem conquistando novos mercados para exportar carne bovina após a guerra comercial com os Estados Unidos (EUA), que resultou na adoção de sobretaxas de 50% nas exportações brasileiras para o país de Donald Trump. O novo destino encontrando pelo Brasil para exportar o produto foi as Filipinas. O acordo foi assinado na última quarta-feira (13), e, posteriormente, oficializado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O processo para firmar o negócio contou com o apoio da embaixada do Brasil nas Filipinas, chefiada pelo embaixador Gilberto Moura, e da Adidância Agrícola. Ao novo parceiro comercial, o Brasil exportará carne bovina com osso e miúdos, na tentativa de mitigar a perda dos EUA no leque de compradores do produto, visto que os norte-americanos era o segundo maior comprador de carne bovina do país.

Brasil Soberano
No mesmo dia em que fez acordo com as Filipinas, o presidente Lula (PT) oficializou a medida provisória que institui o plano Brasil Soberano,para as empresas afetadas pelo tarifaço de 50% do governo de Trump. A decisão do petista publicada em versão extra do Diário Oficial da União (DOU) e vai além do incentivo de R$ 30 bilhões, por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), anunciado pelo chefe do Palácio do Planalto na manhã da quarta-feira passada.

A nova medida é norteada por três eixos:

  • Fortalecimento do setor produtivo;
  • Proteção aos trabalhadores;
  • Diplomacia comercial e multilateralismo.

Quatro pontos para entender as medidas de enfrentamento ao tarifaço:
Reintegra: trata sobre a devolução de parte dos tributos pagos aos exportadores brasileiros. Os valores serão restituídos em forma de crédito tributário, ajudando as empresas a reduzirem custos e melhorar competitividade no mercado externo;
Drawback: prorrogação dos prazos do regime de drawback, recurso que possibilita a suspensão de tributos sobre insumos importados para utilização em produto exportado. Medida é válida para empresas que exportarem para os Estados Unidos até dezembro deste ano.
Compras públicas: órgãos públicos terão facilidade para as compras de alimentos para escolas e hospitais. Essa foi uma das maneiras encontradas pelo governo Lula para amparar os produtores rurais e as agroindústrias.
Sistema de importação: ampliação das regras de garantia à exportação.

A Tarde

Acordo entre Mercosul e União Europeia zera tarifas sobre a exportação das uvas brasileiras

O acordo de livre comércio fechado nesta sexta-feira (06) entre os líderes do Mercosul e da União Europeia traz uma grande notícia para os fruticultores brasileiros: as taxas de exportação de uva serão zeradas. A medida trará reflexos positivos para a economia do Vale do São Francisco, maior exportador da fruta no país.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Frutas (Abrafurtas), Guilherme Coelho, o modelo de tarifação atual prejudica os exportadores brasileiros. “Alguns países como África do Sul e Peru não pagam o chamado Imposto Duty para exportar suas frutas, o que prejudica seriamente o Brasil”, explicou.

“Dediquei o meu mandato de deputado federal, integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro permanente da Comissão de Agricultura da Câmara, para colaborar com o governo brasileiro nas negociações desse acordo e de outras medidas para diminuir as desigualdades competitivas enfrentadas pelos nossos exportadores” completou Guilherme CoelhoCom o acordo, as tarifas para exportação de frutas serão zeradas gradualmente, mas para a uva será imediato. “O imposto sobre a uva será zerado. O setor vai aumentar suas vendas, consequentemente, irá gerar mais emprego e renda”, destacou o presidente da Abrafrutas.

Redução das tarifas

O acordo prevê a isenção gradativa ou total das tarifas. Veja alguns exemplos:
Maçã – tarifa atual 10% – decrescendo a 0% em 10 anos
Melancia e melão – tarifa atual 9% – decrescendo a 0% em sete anos
Uvas – tarifa atual de 11% – chegará a 0% imediatamente que o acordo entrar em vigor (previsão 2025)

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi anunciado após a reunião dos líderes dos blocos na cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Após 25 anos de negociações, o acordo irá reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos e trará benefícios significativos para consumidores e empresas, de ambos os lados.

Ascom

 

Reunião entre representantes da prefeitura de Petrolina e Valexport discute realização da Fenagri

(Foto: Ascom/PMP)

Em uma reunião realizada nesta quarta-feira (20), o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Petrolina, Flávio Guimarães; o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico, Thiago Brito e o presidente da Valexport, José Gualberto, discutiram como será realizada e quando será feito o lançamento oficial da 28ª edição da Feira Nacional da Agricultura Irrigada, a FENAGRI.

Com o tema ‘Agricultura 4.0: Tecnologia e Inovação’, a feira tem entre seus objetivos fortalecer e ampliar as relações do agronegócio em toda a cadeia produtiva, contribuindo para a consolidação do Brasil como produtor de frutas no mercado internacional.

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Governos de Pernambuco e da Bahia unificam ações para combater a Mosca das Frutas

(Foto: Divulgação)

Os Governos de Pernambuco e da Bahia vão unificar as ações de controle da Mosca das Frutas no Vale do São Francisco. A decisão foi formalizada na última sexta-feira (30), com a assinatura de um protocolo de intenções entre a Secretaria de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco (SDA), Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri) e Agências Estaduais de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) e da Bahia (Adab). Também subscreveram o protocolo a Embrapa, o Sebrae, as Federações de Agricultura dos dois Estados, Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Valexport, Codevasf e a Biofábrica Moscamed Brasil.

A iniciativa tem como meta atender às exigências do mercado europeu, que passou a exigir ações de controle e monitoramento da Mosca das Frutas para a entrada de produtos na Europa. Até então, para exportar frutas para os países da Zona do Euro bastava a adoção de procedimentos para a eliminação de larvas, como o processo hidrotérmico para as mangas ou o tratamento a frio para as uvas.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, a unificação das ações tem grande importância para a competitividade da fruticultura do Vale do São Francisco e a manutenção dos mercados para os produtores dos dois Estados. “Não adianta um produtor de Pernambuco ou da Bahia realizar o controle e o monitoramento da Mosca das Frutas se o seu vizinho não implantar essas ações. A mosca não reconhece limite de propriedades nem divisas entre os Estados”, destacou.

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Brasil cai para 27º lugar entre os maiores exportadores do mundo

(Foto: Divulgação/Portal Governo Brasil)

O Brasil caiu da 26ª posição para o 27º lugar entre os maiores exportadores do mundo, em 2018, segundo relatório anual divulgado hoje (2) pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Entretanto, houve aumento de 10% nas vendas em comparação a 2017.

No ano passado, as exportações chegaram a US$ 239,5 bilhões, com aumento de 9,6%. As importações cresceram 19,7% ao totalizarem US$ 181,2 bilhões. O saldo da balança comercial em 2018 ficou em US$ 58,3 bilhões.

O 26º lugar foi assumido pelo Vietnã. O primeiro lugar no ranking é da China, seguida por Estados Unidos e Alemanha. O último lugar é da Indonésia, em 30º lugar.

Comércio mundial

Segundo dados preliminares da OMC, o comércio mundial cresceu 3%, em 2018, abaixo do previsto em setembro pela organização (3,9%). O resultado menor que o esperado é explicado principalmente por piora no comércio mundial, no quarto trimestre.

Para 2019, a previsão é crescimento de 2,6% no comércio mundial, em linha com a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 2,6%. Em 2020, o comércio mundial deve atingir crescimento de 3%, com previsão para o PIB em 2,6%.

Fonte: Agência Brasil

Pernambuco exporta 43,3 mil toneladas de uvas; destaque para Petrolina e Lagoa Grande

(Foto: Ilustração)

Fruta de grande destaque no Vale do São Francisco, a uva gerou um montante de US$ 93,6 milhões no ano passado a partir de uma exportação de 43.370 toneladas. Dentro desses números, estão as novas variedades de uva que foram desenvolvidas na região.

Após alguns tipos da fruta perder resistência diante de pragas e da chuva, os produtores investiram em variedades que pudessem se adaptar ao mercado e movimentar a economia.

Com as novas produções, foram retomadas duas safras de uva na região do São Francisco, de acordo com o gerente executivo do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Flávio Diniz.

“Há 15 e 20 anos atrás se plantavam uvas sem caroço, mas ao longo dos anos elas foram perdendo a resistência e ficando vulneráveis, com rachaduras. Então foi preciso desenvolver novas variedades, mais resistentes e com formatos exóticos”, explicou Diniz, acrescentando que são 11 novos tipos que estão sendo utilizados em escalas comerciais, entre eles uvas brancas e negras.

A safra com maior concentração de volume está entre os meses de setembro e novembro, período forte para comercialização no mercado interno. No ano passado, os três meses renderam 36,4 mil toneladas, gerando um montante de US$ 77,3 milhões. A outra safra, de menor volume de exportação acontece entre o final de abril e a primeira quinzena de junho.

Juntamente com a uva, a manga também é destaque de produção no Vale do São Francisco. As duas frutas movimentaram, no ano passado, cerca de US$ 300 milhões em exportações.

Apenas a manga no Vale do São Francisco exportou 150.519 toneladas, gerando um montante de US$ 169,1 milhões. A produção total da fruta na região no ano passado foi de 401.104 toneladas.

Exportação de uva em Petrolina cresce cerca de 50% e produtores comemoram

Petrolina representa cerca de 72% da exportação de uva no país. (Fogo: ASCOM)

Petrolina é a maior produtora e exportadora de uva de mesa do país e as exportações da fruta devem fechar o ano com um balanço comercial positivo. Os produtores já comemoram o movimento de U$ 42,5 milhões comercializados. Até momento, Petrolina enviou para o mercado externo 20,2 milhões de quilos de uva, o que representa 71,35% das exportações nacionais da fruta.

No total, um aumento de 47,9% da exportação da uva petrolinense entre os meses de janeiro e outubro de 2017, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, segundo dados apresentados pelo boletim de novembro do Sindicato dos Produtores Rurais (SPR).

Para o presidente do sindicato, Jailson Lira, o saldo azul se deve à qualidade da uva de mesa produzida na cidade e aos investimentos em tecnologia feitos pelos produtores. “Isso tem ajudado a ampliar nossos horizontes no cenário internacional”, disse.

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Vale do São Francisco vai exportar manga para a Coreia do Sul

(Foto: ASCOM)

(Foto: ASCOM)

Uma comitiva de asiáticos deu início, em Petrolina (PE), nesta quinta-feira (24), ao processo de exportação de manga do Vale do São Francisco para a Coreia do Sul. Presentes no município desde a última quarta-feira, os cinco sul-coreanos, tendo a frente o diretor de cooperação internacional, Joo Seok Min, visitaram algumas fazendas produtoras de frutas e vinícolas da região.

Na Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), os asiáticos receberam informações atualizadas sobre o processo produtivo e os números do Vale que responde hoje por 95% da manga e 99,7% da uva exportada no Brasil. Os maiores mercados das frutas do Vale são o europeu, americano, japonês e o Mercosul.

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X Workshop da NMB homenageia principais atores da cadeia de exportação de manga para os EUA

Mango Board

Workshop será realizado nos dias 3 e 4 de agosto

Ao comemorar dez anos de realização, o Workshop da National Mango Board (NMB) deve atrair para o Quality Hotel em Petrolina (PE), nos dias 3 e 4 de agosto, produtores de manga, exportadores, fornecedores, gerentes de packing house e profissionais de segurança alimentar de toda a região do Vale do São Francisco. O evento, que busca melhorar a qualidade e ampliar o consumo da manga exportada, traz um elemento novo para a programação: Uma homenagem aos 18 atores que se destacaram no esforço de exportação do fruto para os Estados Unidos e o mundo.

Só em 2015, o Vale do São Francisco exportou para o país norte-americano cerca de 32 mil toneladas de manga, tendo mais de U$ 33 milhões em receita para o Brasil. O que segundo Caio Coelho, diretor de Marketing da Valexport –Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco – que realiza o evento em parceria com o NMB, é considerado muito positivo. Desempenho maior ainda, vê o executivo em relação a 2016. “Nos últimos anos aumentamos consideravelmente as exportações de manga para os Estados Unidos; este ano esperamos um aumento de 10% nas exportações em relação ao ano passado”, diz.

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Deputado Guilherme Coelho pede para que Itamaraty interfira na redução de impostos das frutas exportadas

José Serra, na esquerda, em conversa com o deputado Guilherme Coelho, a direita. (Foto: ASCOM)

José Serra, na esquerda, em conversa com o deputado Guilherme Coelho, a direita. (Foto: ASCOM)

O principal argumento defendido pelo deputado federal Guilherme Coelho (PSDB-PE) era o pedido de condições igualitárias de competitividade com outros países que concorrem com o Brasil. O assunto foi tratado com o ministro de Relações Exteriores, José Serra, em audiência na tarde de ontem (28), com o fim de embasar o pedido de redução do imposto ‘Import Duty’ cobrado aos exportadores brasileiros de uvas na comercialização com a Comunidade Comum Europeia.

O deputado pede que o Itamaraty possa interferir junto às negociações do Mercosul e a Comunidade Comum Europeia para que seja zerada a alíquota do Duty para uvas frescas do Brasil, considerando que Chile, Peru e África do Sul, países também exportadores, tem a tarifa zero.

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