Projeto em Pernambuco quer barrar publicidade de “bets” em eventos e transportes

Uma proposta em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco pode proibir a veiculação de publicidade de casas de apostas em eventos, espaços e transportes públicos no estado. A medida também se aplica a contratos firmados com a administração estadual, incluindo concessões e permissões de uso.

O texto em análise é um substitutivo que reúne quatro projetos de lei apresentados pelos deputados Coronel Alberto Feitosa, Joel da Harpa, Socorro Pimentel e William Brigido.

A proposta estabelece que todos os contratos, editais, convênios e demais instrumentos firmados pelo Poder Público estadual deverão conter cláusula proibindo qualquer tipo de publicidade, patrocínio ou ação comercial vinculada a empresas de apostas. Caso a regra não seja incluída, os documentos poderão ser suspensos.

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Governo notifica Google e Apple sobre acesso de menores a apps de bets

O governo federal notificou as empresas Apple e Google para que prestem esclarecimentos sobre a presença de aplicativos de apostas acessíveis a menores de 18 anos em suas plataformas digitais. As companhias têm prazo de cinco dias úteis para responder aos questionamentos. Os ofícios foram enviados pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais e pela Secretaria Nacional do Consumidor, órgãos vinculados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o governo, monitoramentos identificaram aplicativos que oferecem jogos de aposta ou facilitam o acesso a esse tipo de conteúdo sem autorização federal ou com mecanismos insuficientes de controle etário.

Falhas no controle de idade preocupam autoridades
A apuração também aponta que buscas simples em lojas virtuais, como termos populares relacionados a jogos, podem direcionar facilmente usuários a plataformas de cassino e caça-níqueis, inclusive em contas registradas por menores. A cobrança ocorre no contexto da entrada em vigor da Lei nº 15.211 de 2025, que passou a valer em março de 2026. A legislação estabelece regras para proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, incluindo a obrigatoriedade de verificação de idade, configurações automáticas de privacidade e responsabilidade das plataformas na moderação de conteúdos inadequados.

Exigências e possíveis sanções
Nos documentos enviados, o governo solicita informações detalhadas sobre as políticas de publicação de aplicativos, os critérios de revisão adotados, os mecanismos de checagem etária e a lista completa de apps de apostas disponíveis no país, com dados sobre desenvolvedores, classificação indicativa e autorização para funcionamento.

O decreto que regulamenta a lei determina que lojas de aplicativos e sistemas operacionais impeçam a oferta de serviços de apostas não autorizados. Em manifestação inicial, o Google informou que já comunicou desenvolvedores sobre as novas exigências legais e reforçou que pode remover conteúdos que violem suas diretrizes. Até o momento, não houve aplicação de sanções. No entanto, o governo alertou que a falta de adequação pode resultar em medidas como multas, bloqueio de serviços e responsabilização das plataformas.

A fiscalização das regras relacionadas à proteção de dados e publicidade voltada a menores ficará sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. A iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de ações para regular o mercado de apostas no país e ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A Tarde

Câmara rejeita tirar R$ 30 bilhões de bets para combater facções criminosas

O texto final do Projeto de Lei (PL) Antifacção aprovado na Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (24), chamou atenção pelo fato de os parlamentares da Casa Baixa terem derrubado a maior parte das mudanças da matéria que haviam sido propostas no Senado. Com a aprovação, a proposta segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto endurece o combate ao crime organizado no país e prevê penas que podem chegar a 40 anos de prisão.

Casas de apostas – Os deputados definiram por manter a maioria do projeto original, que já havia sido aprovado na Câmara. Um dos pontos que acabou sendo derrubado foi a contribuição sobre casas de apostas (bets) – no valor de 15% sobre cota fixa -, que poderia gerar cerca de R$ 30 bilhões por ano para a segurança pública, como combate ao crime organizado, construção e modernização de presídios.

O relator do Projeto de Lei na Casa, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), defendeu a medida, mas um destaque apresentado pelo partido dele fez com que o dispositivo fosse retirado. A decisão gerou reação de parlamentares da base do governo. Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a cobrança poderia garantir R$ 30 bilhões para a segurança pública. Bohn Gass (PT-RS) disse que tirar a taxação é “favorecer o crime”. Chico Alencar (Psol-RJ) classificou a decisão como “gravíssima”.

Outras divergências – Além da contribuição sobre as casas de apostas, a Câmara dos Deputados rejeitou outras alterações feitas pelos senadores: A expressão “organização criminosa ultraviolenta”, que havia sido suavizada no Senado, foi reinserida pelos deputados federais. A destinação de bens apreendidos, com divisão objetiva entre fundos estaduais e nacional, foi retomada com as regras mais rígidas. No âmbito da Polícia Federal (PF), a corporação voltou a ser responsável, junto ao Ministério da Justiça, pela cooperação internacional com envolvimento de organizações estrangeiras.

Principais pontos da proposta aprovada:
1 – Traz a definição de facção criminosa e a coloca como figura central das medidas de enfretamento;
2 – Tipifica condutas que passarão a ser tratadas como crimes de facção criminosa, com penas de 20 a 40 anos de prisão;
3 – Estabelece que a prática de crimes, como integrar, financiar ou comandar facções criminosas, configura fundamento suficiente para a decretação de prisão preventiva;
4 – Determina prazos para as atuações da polícia, do Ministério Público e do Juiz em inquéritos que envolvem facções criminosas;
Amplia os mecanismos de bloqueio de bens e prevê a reversão dos valores dos bens do crime organizado aos fundos federais e estaduais de segurança pública.

A Tarde

Lula cobra explicações e pode barrar Caixa Econômica de lançar ‘bet’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, para discutir o recente anúncio do banco sobre o lançamento de uma plataforma própria de apostas esportivas. O encontro está previsto para acontecer na próxima semana, assim que o presidente Lula retornar da Ásia.

Durante a reunião, Lula e o presidente da Caixa devem reavaliar a decisão de lançar o novo sistema de apostas esportivas, alvo de críticas de opositores por contrariar o discurso do governo contra esse tipo de atividade. Vieira havia anunciado a criação da “Bet da Caixa” na segunda-feira, 20, em entrevista ao site Money Times.

Segundo ele, a plataforma deve ser lançada no final de novembro, com estimativa de arrecadação entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões em 2026. A análise da Secretaria da Fazenda, porém, teve caráter estritamente técnico e formal, sem discutir os aspectos políticos da medida.

Críticas ao governo
O lançamento de uma plataforma de apostas por um banco público federal contraria o discurso crítico que o governo vem adotando sobre o setor. Após a declaração de Carlos Vieira, o governo de Lula passou a ser alvo de críticas de parlamentares da oposição, como os senadores Cleitinho (PL-MG) e Damares Alves (Republicanos-DF), além de influenciadores próximos à esquerda, como a economista Nath Finanças.

O presidente Lula tem defendido o aumento das alíquotas sobre as casas de apostas. Para isso, o governo planeja enviar nos próximos dias ao Congresso uma nova proposta que amplia a tributação sobre bets e fintechs.

A Tarde

Prazo para sacar dinheiro de bets ilegais termina nesta quinta; sites vão começar a sair do ar

Termina nesta quinta-feira (10) o prazo dado pelo Ministério da Fazenda para que apostadores saquem o dinheiro depositado em empresas de apostas irregulares, conhecidas como “bets”.

A partir de sexta-feira (11), essas empresas, que não estão na lista de autorizadas pelo Ministério da Fazenda, serão retiradas do ar. Após o bloqueio, os apostadores podem enfrentar dificuldades para recuperar os recursos.

A medida foi anunciada no início do mês pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O bloqueio dos sites irregulares será realizado com o apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que começará a atuar na sexta-feira.

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Após beneficiários do Bolsa Família gastarem R$ 3 bi em apostas, governo cria GT para coibir uso do benefício em BETS

Depois que o Banco Central divulgou esta semana que beneficiários do Bolsa Família gastaram no mês de agosto mais de R$ 3 bilhões com apostas em BETS, o governo reagiu. Nesta sexta-feira (27), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) divulgou a criação de um Grupo de Trabalho para apresentar, até a próxima quarta-feira (2), uma proposta sobre uso de recursos do cartão Bolsa Família.

No comunicado divulgado na página do ministério, o MDS explica que o grupo formado entre a Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família e do Cadastro Único vai trabalhar de forma integrada também com os Ministérios da Fazenda, da Saúde e com a Casa Civil.

Segundo o ministro Wellington Dias, o projeto de lei que regulamenta as BETS prevê que as medidas do Ministério da Fazenda vão demorar seis meses para entrar em vigência após a publicação, o que só vai acontecer em janeiro de 2025. “Assim, estamos trabalhando alternativas. Uma delas é o limite zero para o uso de benefício social como o Bolsa Família para jogos, para BETS e o controle com base no CPF e a partir daí adotar as medidas necessárias”, destaca Dias.

Gastos com BETS
Um relatório inédito do Banco Central divulgado nesta semana mostra que beneficiários do Bolsa Família transferiram R$ 3 bilhões via pix às empresas de apostas. Segundo o documento, a média gasta pelos beneficiários do programa social com as apostas foi de R$ 100 no mês. Sobre o perfil desses apostadores, 4 milhões são chefes de família e essas pessoas enviaram R$ 2 bilhões por PIX para as bets.

Para o economista-chefe da Análise Econômica, de São Paulo, André Galhardo, a medida rápida do governo é acertada, já que o uso dos benefícios em apostas pode ter consequências econômicas para a sociedade. “Isso, do ponto de vista econômico, pode causar um problema grave para o Brasil. Já se fala em aumento de inadimplência, inclusive pessoas com baixo poder aquisitivo estão despendendo boa parte dos recursos para apostar nesses jogos e têm perdido dinheiro nisso. O que acaba comprometendo uma parcela da renda que seria destinada para quitar obrigações que haviam sido feitas anteriormente.”

O documento do Banco Central mostra ainda que cerca de 24 milhões de pessoas físicas participaram de jogos de azar e apostas no Brasil, fazendo pelo menos uma transferência via PIX para essas empresas durante o período analisado.

Brasil 61

Solidariedade pede ao STF suspensão da lei das Bets e inconstitucionalidade de apostas

O Solidariedade pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado, 28, a suspensão imediata da chamada Lei das Bets, que regulamenta as apostas online no País. Na ação, o partido solicita à Corte que declare inconstitucional a legislação aprovada pelo Congresso e que, enquanto o caso não seja julgado, fique bloqueada a realização de jogos de apostas online em todo o território brasileiro.

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