Governo notifica Google e Apple sobre acesso de menores a apps de bets

O governo federal notificou as empresas Apple e Google para que prestem esclarecimentos sobre a presença de aplicativos de apostas acessíveis a menores de 18 anos em suas plataformas digitais. As companhias têm prazo de cinco dias úteis para responder aos questionamentos. Os ofícios foram enviados pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais e pela Secretaria Nacional do Consumidor, órgãos vinculados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o governo, monitoramentos identificaram aplicativos que oferecem jogos de aposta ou facilitam o acesso a esse tipo de conteúdo sem autorização federal ou com mecanismos insuficientes de controle etário.

Falhas no controle de idade preocupam autoridades
A apuração também aponta que buscas simples em lojas virtuais, como termos populares relacionados a jogos, podem direcionar facilmente usuários a plataformas de cassino e caça-níqueis, inclusive em contas registradas por menores. A cobrança ocorre no contexto da entrada em vigor da Lei nº 15.211 de 2025, que passou a valer em março de 2026. A legislação estabelece regras para proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, incluindo a obrigatoriedade de verificação de idade, configurações automáticas de privacidade e responsabilidade das plataformas na moderação de conteúdos inadequados.

Exigências e possíveis sanções
Nos documentos enviados, o governo solicita informações detalhadas sobre as políticas de publicação de aplicativos, os critérios de revisão adotados, os mecanismos de checagem etária e a lista completa de apps de apostas disponíveis no país, com dados sobre desenvolvedores, classificação indicativa e autorização para funcionamento.

O decreto que regulamenta a lei determina que lojas de aplicativos e sistemas operacionais impeçam a oferta de serviços de apostas não autorizados. Em manifestação inicial, o Google informou que já comunicou desenvolvedores sobre as novas exigências legais e reforçou que pode remover conteúdos que violem suas diretrizes. Até o momento, não houve aplicação de sanções. No entanto, o governo alertou que a falta de adequação pode resultar em medidas como multas, bloqueio de serviços e responsabilização das plataformas.

A fiscalização das regras relacionadas à proteção de dados e publicidade voltada a menores ficará sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. A iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de ações para regular o mercado de apostas no país e ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A Tarde

Câmara rejeita tirar R$ 30 bilhões de bets para combater facções criminosas

O texto final do Projeto de Lei (PL) Antifacção aprovado na Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (24), chamou atenção pelo fato de os parlamentares da Casa Baixa terem derrubado a maior parte das mudanças da matéria que haviam sido propostas no Senado. Com a aprovação, a proposta segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto endurece o combate ao crime organizado no país e prevê penas que podem chegar a 40 anos de prisão.

Casas de apostas – Os deputados definiram por manter a maioria do projeto original, que já havia sido aprovado na Câmara. Um dos pontos que acabou sendo derrubado foi a contribuição sobre casas de apostas (bets) – no valor de 15% sobre cota fixa -, que poderia gerar cerca de R$ 30 bilhões por ano para a segurança pública, como combate ao crime organizado, construção e modernização de presídios.

O relator do Projeto de Lei na Casa, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), defendeu a medida, mas um destaque apresentado pelo partido dele fez com que o dispositivo fosse retirado. A decisão gerou reação de parlamentares da base do governo. Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a cobrança poderia garantir R$ 30 bilhões para a segurança pública. Bohn Gass (PT-RS) disse que tirar a taxação é “favorecer o crime”. Chico Alencar (Psol-RJ) classificou a decisão como “gravíssima”.

Outras divergências – Além da contribuição sobre as casas de apostas, a Câmara dos Deputados rejeitou outras alterações feitas pelos senadores: A expressão “organização criminosa ultraviolenta”, que havia sido suavizada no Senado, foi reinserida pelos deputados federais. A destinação de bens apreendidos, com divisão objetiva entre fundos estaduais e nacional, foi retomada com as regras mais rígidas. No âmbito da Polícia Federal (PF), a corporação voltou a ser responsável, junto ao Ministério da Justiça, pela cooperação internacional com envolvimento de organizações estrangeiras.

Principais pontos da proposta aprovada:
1 – Traz a definição de facção criminosa e a coloca como figura central das medidas de enfretamento;
2 – Tipifica condutas que passarão a ser tratadas como crimes de facção criminosa, com penas de 20 a 40 anos de prisão;
3 – Estabelece que a prática de crimes, como integrar, financiar ou comandar facções criminosas, configura fundamento suficiente para a decretação de prisão preventiva;
4 – Determina prazos para as atuações da polícia, do Ministério Público e do Juiz em inquéritos que envolvem facções criminosas;
Amplia os mecanismos de bloqueio de bens e prevê a reversão dos valores dos bens do crime organizado aos fundos federais e estaduais de segurança pública.

A Tarde

Lula cobra explicações e pode barrar Caixa Econômica de lançar ‘bet’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, para discutir o recente anúncio do banco sobre o lançamento de uma plataforma própria de apostas esportivas. O encontro está previsto para acontecer na próxima semana, assim que o presidente Lula retornar da Ásia.

Durante a reunião, Lula e o presidente da Caixa devem reavaliar a decisão de lançar o novo sistema de apostas esportivas, alvo de críticas de opositores por contrariar o discurso do governo contra esse tipo de atividade. Vieira havia anunciado a criação da “Bet da Caixa” na segunda-feira, 20, em entrevista ao site Money Times.

Segundo ele, a plataforma deve ser lançada no final de novembro, com estimativa de arrecadação entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões em 2026. A análise da Secretaria da Fazenda, porém, teve caráter estritamente técnico e formal, sem discutir os aspectos políticos da medida.

Críticas ao governo
O lançamento de uma plataforma de apostas por um banco público federal contraria o discurso crítico que o governo vem adotando sobre o setor. Após a declaração de Carlos Vieira, o governo de Lula passou a ser alvo de críticas de parlamentares da oposição, como os senadores Cleitinho (PL-MG) e Damares Alves (Republicanos-DF), além de influenciadores próximos à esquerda, como a economista Nath Finanças.

O presidente Lula tem defendido o aumento das alíquotas sobre as casas de apostas. Para isso, o governo planeja enviar nos próximos dias ao Congresso uma nova proposta que amplia a tributação sobre bets e fintechs.

A Tarde

Prazo para sacar dinheiro de bets ilegais termina nesta quinta; sites vão começar a sair do ar

Termina nesta quinta-feira (10) o prazo dado pelo Ministério da Fazenda para que apostadores saquem o dinheiro depositado em empresas de apostas irregulares, conhecidas como “bets”.

A partir de sexta-feira (11), essas empresas, que não estão na lista de autorizadas pelo Ministério da Fazenda, serão retiradas do ar. Após o bloqueio, os apostadores podem enfrentar dificuldades para recuperar os recursos.

A medida foi anunciada no início do mês pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O bloqueio dos sites irregulares será realizado com o apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que começará a atuar na sexta-feira.

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Após beneficiários do Bolsa Família gastarem R$ 3 bi em apostas, governo cria GT para coibir uso do benefício em BETS

Depois que o Banco Central divulgou esta semana que beneficiários do Bolsa Família gastaram no mês de agosto mais de R$ 3 bilhões com apostas em BETS, o governo reagiu. Nesta sexta-feira (27), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) divulgou a criação de um Grupo de Trabalho para apresentar, até a próxima quarta-feira (2), uma proposta sobre uso de recursos do cartão Bolsa Família.

No comunicado divulgado na página do ministério, o MDS explica que o grupo formado entre a Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família e do Cadastro Único vai trabalhar de forma integrada também com os Ministérios da Fazenda, da Saúde e com a Casa Civil.

Segundo o ministro Wellington Dias, o projeto de lei que regulamenta as BETS prevê que as medidas do Ministério da Fazenda vão demorar seis meses para entrar em vigência após a publicação, o que só vai acontecer em janeiro de 2025. “Assim, estamos trabalhando alternativas. Uma delas é o limite zero para o uso de benefício social como o Bolsa Família para jogos, para BETS e o controle com base no CPF e a partir daí adotar as medidas necessárias”, destaca Dias.

Gastos com BETS
Um relatório inédito do Banco Central divulgado nesta semana mostra que beneficiários do Bolsa Família transferiram R$ 3 bilhões via pix às empresas de apostas. Segundo o documento, a média gasta pelos beneficiários do programa social com as apostas foi de R$ 100 no mês. Sobre o perfil desses apostadores, 4 milhões são chefes de família e essas pessoas enviaram R$ 2 bilhões por PIX para as bets.

Para o economista-chefe da Análise Econômica, de São Paulo, André Galhardo, a medida rápida do governo é acertada, já que o uso dos benefícios em apostas pode ter consequências econômicas para a sociedade. “Isso, do ponto de vista econômico, pode causar um problema grave para o Brasil. Já se fala em aumento de inadimplência, inclusive pessoas com baixo poder aquisitivo estão despendendo boa parte dos recursos para apostar nesses jogos e têm perdido dinheiro nisso. O que acaba comprometendo uma parcela da renda que seria destinada para quitar obrigações que haviam sido feitas anteriormente.”

O documento do Banco Central mostra ainda que cerca de 24 milhões de pessoas físicas participaram de jogos de azar e apostas no Brasil, fazendo pelo menos uma transferência via PIX para essas empresas durante o período analisado.

Brasil 61

Solidariedade pede ao STF suspensão da lei das Bets e inconstitucionalidade de apostas

O Solidariedade pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado, 28, a suspensão imediata da chamada Lei das Bets, que regulamenta as apostas online no País. Na ação, o partido solicita à Corte que declare inconstitucional a legislação aprovada pelo Congresso e que, enquanto o caso não seja julgado, fique bloqueada a realização de jogos de apostas online em todo o território brasileiro.

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Gusttavo Lima fala pela primeira vez após pedido de prisão, em show

Gusttavo Lima voltou a se apresentar na última sexta-feira (27), em Marabá, no Pará, após ter a prisão decretada e depois revogada. O sertanejo foi um dos alvos da Operação Integration, que resultou na prisão de Deolane Bezerra. A ação investiga uma organização criminosa envolvida em jogos on-line e lavagem de dinheiro.

Ovacionado pelo público, o artista falou sobre honestidade, sem mencionar a situação polêmica de investigação. “Faça o certo, porque o errado todo mundo faz. Sejam honestos e justos, para que, quando tudo parecer desmoronar, só a sua honestidade possa te salvar”, declarou ele. “Seja certo, seja justo, seja honesto”, disparou.

Segundo a Folha de S. Paulo, Gusttavo Lima subiu ao palco pouco depois da meia-noite. Nos bastidores, o evento contou com forte esquema de segurança e várias restrições para filmagens e fotografias.

Diário de Pernambuco

Google restringe anúncios de bets a empresas registradas na Fazenda

A partir de segunda-feira (30), o Google só aceitará anúncios de bets (companhias de apostas virtuais) de empresas registradas no Ministério da Fazenda. A plataforma atualizou, nesta sexta-feira (27), a política de anúncios para jogos de azar no Brasil.

Com a mudança, o Google adequou-se à portaria do Ministério da Fazenda que suspenderá, a partir de 1º de outubro, a operação das bets que ainda não pediram autorização para funcionar no país. A companhia que tiver pedido a licença até o fim de setembro, mas ainda não atuava no Brasil, terá de continuar a esperar para iniciar as operações em janeiro, se a pasta liberar a atividade.

Segundo o Ministério da Fazenda, a suspensão das bets que não pediram a autorização servirá como um instrumento temporário para separar as companhias sérias das que atuam de forma criminosa, especialmente após recentes operações policiais.

As empresas de apostas estão no centro das atenções nos últimos dias, após a divulgação de um relatório do Banco Central (BC), que informou que os beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em bets apenas em agosto.

O montante equivale a 21,25% dos R$ 14,12 bilhões desembolsados pelo governo no mês passado com o programa social. Nesta sexta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu providência de todos os ministérios envolvidos na regulamentação de apostas eletrônicas.

Segundo Haddad, a regulamentação proposta pelo governo prevê a coibição da lavagem de dinheiro e do endividamento das famílias por meio de apostas.

Agência Brasil