Carro com sinais de adulteração e registro de roubo é recuperado pela PRF em Petrolina

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal recuperou, na tarde da sexta (17), um carro com registro de roubo, durante ronda ostensiva na BR-407, no km 125, no município de Petrolina. A placa traseira estava parcialmente encoberta por um engate de reboque e chamou atenção da equipe. Diante da irregularidade, foi realizada a abordagem do automóvel. Durante a fiscalização, os policiais constataram que o QR Code da placa não apresentou leitura, o que motivou uma verificação mais detalhada dos elementos identificadores do veículo.

Na inspeção, foram encontrados alteração, além de indícios de remarcação fora dos padrões da montadora. A partir da análise dos elementos remanescentes, foi possível identificar a provável placa original do veículo, que possuía registro de roubo desde março de 2023, na cidade do Recife. O condutor foi detido e a ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil de Pernambuco, juntamente com o veículo, para a adoção das medidas legais cabíveis.

Ascom

Caminhões com cinco ou mais eixos seguem proibidos de circular na ponte Presidente Dutra

Desde setembro do ano passado, caminhões com cinco ou mais eixos estão proibidos de circular na ponte Presidente Dutra por conta da obra do Complexo Viário da Travessia Urbana de Juazeiro. Apesar da restrição, motoristas insistem em atravessar a ponte, provocando congestionamentos e transtornos para quem precisa transitar entre as cidades de Petrolina e Juazeiro.

A multa por desrespeitar a proibição é considerada média e custa cerca de R$ 130. No entanto, veículos que ficam presos na descida da ponte são enquadrados por conduta deliberada e recebem punições mais rigorosas. “A PRF já fez mais de 800 multas para os veículos que desrespeitam os horários de circulação, para essas cegonhas e pranchas que ficam travadas, enganchadas, literalmente, por conta de uma geometria, do excesso, do fato de ela não ter altura suficiente para aquela geometria. São aplicadas as multas de obstrução deliberada do trânsito. São multas gravíssimas, multiplicadas por 20, que ele faz com o intuito de atravessar, sabendo que não consegue. E, talvez, tentando se utilizar dos meios da pressão social e que a gente vai promover a retirada daquele veículo de alguma maneira. Alguns agentes têm atravessado, outros têm voltado em marcha ré. Como é verificado, a situação vai depender do quanto ele está enganchado”, explicou o chefe substituto da delegacia da PRF de Petrolina, Moacir Gomes.

De acordo com o Dnit, cerca de 60 mil veículos transitam por dia na ponte Presidente Dutra por diversos motivos, como trabalho, estudo e viagens. Para manter o bem-estar e reforçar a segurança no trânsito, a Polícia Rodoviária Federal tem realizado fiscalizações em diversos pontos para orientar os motoristas de caminhões.

“Existe também uma proibição que é feita previamente nos postos de Afrânio, nos postos de Santa Maria da Boa Vista, de Picos, de Capim Grosso. No sentido de identificar esses veículos, as equipes da PRF abordam e orientam, deixando clara a proibição de passagem nesses pontos. É importante ressaltar também que os veículos que precisam de autorização especial de trânsito, todos eles estão proibidos de passar na travessia urbana, mas a gente ainda se depara com muitos veículos sem autorização especial de trânsito tentando fazer essa travessia no intuito de economizar o diesel, enfim, e tentam manter as rotas antigas ao invés de desviar pelas rotas que são possíveis”, destacou Gomes.

A PRF destaca que mesmo aqueles motoristas que não são flagrados por uma blitz, se infringirem as regras, vão receber as penalidades.
“A maior parte dessas multas é feita na nossa central de videomonitoramento. Os veículos são capturados pelas câmeras de segurança e um agente que está acompanhando em tempo real vai fazendo essas notificações para esses veículos que estão passando fora do horário permitido”, reforçou Gomes.

Entenda as regras:
1 – Veículos leves, ônibus e caminhões de 2 e 3 eixos com Peso Bruto Total (PBT) até 26t, permitidos em qualquer horário.
2 – Caminhões de 4 eixos com PBT até 36t, bi-truck, não articulados, permitidos nos períodos entre 10h e 16h e entre 22h e 6h.
3 – Caminhões articulados a partir de 4 eixos, com PBT até 46t, permitidos no período entre 22h e 06h.
4 – Caminhões com 9 eixos não tem permissão de circulação em qualquer horário.
5 – Caminhões tipo cegonha e caminhões pranchas rebaixados não tem permissão de passagem em função da geometria da rampa de acesso.

G1 Petrolina

Prefeitura de Juazeiro reforça convocação para vistoria dos veículos destinados a transporte fretado de pessoas

Com o objetivo de garantir a segurança, conforto e bem-estar dos usuários dos serviços de transporte fretado de pessoas, a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte/AMTT, convoca os Permissionários responsáveis pela prestação desse tipo de serviço, para comparecerem à AMTT munidos dos documentos: CNH de acordo com o tipo de veículo utilizado; antecedentes criminais; comprovante de residência e documentação atualizada do veículo. Após emitir a autorização para prestação do serviço, os fiscais de transporte da Autarquia seguem até o endereço do Permissionário para realizar a vistoria.

O transporte fretado de pessoas pode ser utilizado para diversas finalidades, como transporte de funcionários, transporte de estudantes, viagens turísticas, eventos, excursões, entre outros. Em Juazeiro esse serviço é comum no transporte de pessoas para as fazendas da fruticultura irrigada. AMTT informa que a vistorias encerram no dia 16 de julho, a partir dessa data os veículos que estiverem realizando esse serviço de forma irregular, serão autuados de acordo com a legislação vigente.

Ascom

Lula assina MP para , descarbonização da frota nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou no sábado (30) a medida provisória (MP) que cria o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que visa a descarbonização da frota automotiva do país, por meio de incentivos fiscais. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, amplia as exigências de sustentabilidade dos veículos e estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística.

Neste domingo (31), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, explicou que o Mover deve atrair investimentos no setor de energia e eficiência energética para o país, em razão dos benefícios tributários. A MP prevê o estímulo à realocação de plantas industriais de outros países no Brasil. Essas empresas terão crédito financeiro equivalente ao imposto de importação incidente na transferência das células de produção e equipamentos e também terão abatimentos no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), relativos à exportação de produtos e sistemas elaborados no Brasil.

O novo programa inclui também limites mínimos de reciclagem na fabricação dos veículos e cobra menos imposto de quem polui menos, criando o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Verde. O governo ainda dará incentivo fiscal para que as empresas invistam em descarbonização e se enquadrem nos requisitos obrigatórios do programa. Os recursos serão de R$ 3,5 bilhões em 2024, R$ 3,8 bilhões em 2025, R$ 3,9 bilhões em 2026, R$ 4 bilhões em 2027 e R$ 4,1 bilhões em 2028, valores que deverão ser convertidos em créditos financeiros.

Para isso, as empresas devem dispender, no mínimo, entre 0,3% e 0,6% da Receita Operacional Bruta. Cada real investido dará direito entre R$ 0,50 e R$ 3,20 de créditos que poderão ser usados para abatimento de quaisquer tributos administrados pela Receita Federal.

O novo programa é uma expansão do antigo Rota 2030, criado em 2018 e já extinto. No Rota 2030, o incentivo fiscal médio anual foi de R$ 1,7 bilhão, até 2022. Em 2012, também foi criado programa semelhante, o Inovar Auto. Segundo o governo, todos têm como meta reduzir em 50% as emissões de carbono até 2030, estabelecendo requisitos mínimos para que os veículos saiam das fábricas mais econômicos, mais seguros e menos poluentes.

Inovações
O Mover, entretanto, traz outros avanços, como a medição das emissões de carbono do setor “do poço à roda”, ou seja, considerando todo o ciclo da fonte de energia utilizada, aumentando os requisitos obrigatórios de sustentabilidade para os veículos comercializados no país. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a medição tradicional “do tanque à roda” continuará sendo exigida.

“Nós estamos fazendo do poço à roda. Então, o Brasil fica na vanguarda do mundo na questão da descarbonização”, disse. “Eu vou estimular uma indústria menos poluente, com descarbonização, mas analisando desde o poço, ou seja, como é que eu formo esse combustível. Então, no caso do etanol, eu vou desde a produção da cana até o consumo do combustível”, explicou. O mesmo vale para as demais fontes propulsoras, como bateria elétrica, gasolina e biocombustível.

No médio prazo, o novo programa prevê uma medição ainda mais ampla, conhecida como “do berço ao túmulo”, que vai abranger a pegada de carbono de todos os componentes e de todas as etapas de produção, uso e descarte do veículo. “A partir de 2027, continua do poço à roda, mas será também do berço ao túmulo. Para o estímulo da mobilidade verde, eu vou levar em consideração como é que esse carro é fabricado, os equipamentos que são utilizados, quanto tem de pegada de carbono, até o túmulo, ou seja, o descarte do veículo”, acrescentou.

O Mover também deixa de ser uma política limitada ao setor automotivo e é definido como um programa de Mobilidade e Logística Sustentável de Baixo Carbono, o que, segundo o MDIC, proporciona a inclusão de todas as modalidades de veículos capazes de reduzir danos ambientais. Outro benefício do novo programa é a redução de Imposto de Importação para fabricantes que importam peças e componentes sem similar nacional, desde que invistam 2% do total importado em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em programas prioritários na cadeia de fornecedores, em inovação e modernização industrial.

Para isso, a MP do Mover cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), a ser instituído e gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do MDIC. A expectativa é de que os investimentos nesses programas alcancem entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões por ano. No Rota 2030, o investimento médio nesses programas foi de R$ 200 milhões ao ano.

Tributação
Já para o cálculo do IPI Verde, haverá um sistema de recompensa e penalização, a partir de indicadores que levam em conta a fonte de energia para propulsão dos veículos, o consumo energético, a potência do motor, a reciclabilidade e o desempenho estrutural e tecnologias assistivas à direção. Segundo o governo, esse sistema não envolve renúncia fiscal, já que uns pagarão abaixo da alíquota normal, mas outros pagarão acima. As alíquotas serão definidas por decreto presidencial nos próximos meses.

Para as medidas com incentivos fiscais, o governo deve indicar as fontes de recursos orçamentários para aplicação do benefício. Segundo Alckmin, R$ 2,9 bilhões já estão previstos no orçamento de 2024 e o restante será compensado com a retomada do imposto de importação para veículos elétricos.

A partir de janeiro de 2024, carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in comprados fora do país voltarão a ser gradualmente tributados, de acordo com decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) de novembro deste ano. Foi estabelecida uma retomada gradual das alíquotas e a criação de cotas iniciais para importações com isenção até 2026.

Agência Brasil

Descontos do governo para carro popular vão durar apenas quatro meses

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conceder créditos tributários às montadoras no lugar de cortar o imposto sobre veículos como forma de reduzir o preço dos carros “populares”, como anunciado na semana passada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro da Indústria. Segundo Alckmin, os descontos vão variar entre 1,5% a 10,96% para carros de até R$ 120 mil.

Os créditos devem ser condicionados ao desconto efetivo no preço do carro na nota fiscal do comprador. A ideia é que, na nota, seja aplicado um espécie de bônus, que vão variar entre veículos. Por esse desenho, o consumidor terá uma redução no preço e esse desconto será convertido em crédito tributário para a indústria. Esse crédito poderá ser usado pelas montadoras num segundo momento, para abater tributos devidos à União.

É um modelo que substitui a redução de impostos anunciadas por Alckmin. O vice-presidente disse que iria haver uma redução do PIS/Cofins e do IPI sobre carros de até R$ 120 mil. Essa linha de corte continua valendo. Ou seja, o programa só vai reduzir o preço de carros de até R$ 120 mil. Além disso, o governo vai limitar o custo total do programa a R$ 500 milhões ou a uma duração de quatro meses — o que ocorrer primeiro. Quatro meses é exatamente o prazo de duração de uma medida provisória (MP). Dessa forma, o governo não precisa sequer votar a MP no Congresso Nacional.

A MP está em elaboração e deve ser anunciada na próxima segunda-feira, em cerimônia oficial no Palácio do Planalto. Na quinta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o programa voltado à indústria automobilística foi redesenhado, com aval do presidente Lula, mas não entrou em detalhes.

O modelo traz vantagens para a Fazenda porque o impacto fiscal não é imediato. As empresas vão poder escolher quando irão requisitar o uso dos créditos tributários. Num primeiro momento, esse formato deve inclusive aumentar a arrecadação, com o aquecimento das vendas. Mesmo assim, por haver perda de receita, a MP deve apontar uma medida de compensação financeira, mas isso ainda não está definido.

O programa para carros populares foi anunciado por Alckmin na semana passada, mas a medida não foi efetivamente aplicada. Ao listar as ações numa entrevista à imprensa, Alckmin não deu detalhes como a duração e o custo das medidas, porque isso não fora amarrado previamente com a equipe técnica. O objetivo do governo é que ocorram descontos nos preços entre 1,5%, no mínimo, e 10,96%, no máximo, a partir da redução dos impostos. Os descontos levarão em conta três fatores: preço baixo, eficiência energética e densidade industrial (peças feitas no Brasil).

A tentativa da Fazenda de fazer um programa temporário frustra os planos do setor, que esperava um pacote com duração de pelo menos 12 meses. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, para a indústria, este seria o prazo mínimo ideal.

Agência O Globo