Flávio Bolsonaro amplia agenda internacional com nova viagem aos EUA

Após passar o carnaval com a família no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou aos Estados Unidos nesta quinta-feira, 19. É a terceira ida ao exterior desde que se lançou como pré-candidato à Presidência da República. Em janeiro e fevereiro, Flávio fez viagens ao Oriente Médio e à França, numa série de agendas para consolidar sua candidatura como sucessor do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A equipe do senador não confirma o que ele deve fazer nem com quem deve se encontrar. O comunicador Paulo Figueiredo deve acompanhá-lo nos próximos dias. Nas demais vezes que pisou em território americano, Flávio esteve acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado por faltas após se autoexilar nos Estados Unidos. Atualmente Eduardo mora no Texas.

Em 20 de janeiro, Flávio foi até Israel com um roteiro de acenos políticos e religiosos, montado por Eduardo. Um aliado disse ao Estadão naquela ocasião que o objetivo era reforçar os laços com a direita internacional. A agenda, no entanto, serviu para que o senador passasse um verniz religioso à sua pré-candidatura. De cima de uma colina próxima ao Mar da Galileia, por exemplo, ele fez uma videochamada, depois publicada nas redes sociais, com parlamentares aliados – repleta de simbolismos.

“Estou aqui num lugar chamado Monte das Bem-Aventuranças. Foi aqui que Jesus Cristo fez seu primeiro discurso, e a partir daqui Ele começou sua peregrinação pelo mundo para levar esperança a todos. Então, queria pedir a todos aí (no Brasil) que fechassem os olhos para fazermos uma oração.”

Depois, ele se banhou nas águas do rio Jordão, num gesto que o pai, católico, fizera dez anos atrás, em maio de 2016. Era parte da estratégia visando a eleição de 2018, da qual acabaria vencedor. O local é ponto de peregrinação para cristãos, especialmente evangélicos, por ser o lugar onde Jesus teria sido batizado por João Batista. Flávio também passou pelo Bahrein, onde acompanhou uma corrida de cavalos a convite dos anfitriões do primeiro-ministro e príncipe herdeiro Sheikh Salman bin Hamad Al Khalifa, e pelos Emirados Árabes Unidos.

Na viagem que fez à França no mês seguinte, ele se encontrou com lideranças políticas, empresários e jornalistas conservadores numa tentativa de reforçar uma aliança global e convencer o mercado financeiro e descrentes na direita brasileira de que sua candidatura à Presidência da República é viável e influente, segundo seus aliados.

No roteiro de três dias houve encontros com lideranças políticas como Eric Zemmour (a nova cara da direita francesa), Marion Maréchal (neta de Jean-Marie Le Pen e sobrinha de Marine Le Pen, presidente do partido Reagrupamento Nacional) e François-Xavier Bellamy (vice-presidente do partido Os Republicanos).

A agenda também incluiu encontros com Thierry Mariani (ex-ministro e eurodeputado pelo Reagrupamento Nacional de Le Pen), Sarah Knafo (correligionária de Zemmour, aficionada por criptomoedas e fã de Elon Musk), uma das poucas políticas francesas convidadas para a posse de Donald Trump na Casa Branca e Vicent Bolloré, magnata da mídia conservadora francesa.

Quando voltar dos Estados Unidos, Flávio deve voltar a dar atenção à construção de sua candidatura. A pré-campanha foca hoje na construção de palanques estaduais para garantir apoio durante o período eleitoral. Na sexta-feira da semana que vem, 27, o senador deve ir a São Paulo para ter um encontro com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Palácio dos Bandeirantes. Há a previsão de que Flávio volte a Europa nos próximos meses para visitas a países como Polônia, Hungria, Portugal e Bélgica. Ele também planeja estar na posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, em março.

Estadão Conteúdo

Aliado de Martin Luther King, Jesse Jackson morre nos Estados Unidos

O veterano e ativista dos direitos civis dos Estados Unidos da América, o reverendo Jesse Jackson, morreu nesta terça-feira (17), aos 84 anos. A informação foi confirmada por sua família. Jesse foi companheiro de Martin Luther King nos anos 1960 na luta pelos direitos civis visando derrubar as barreiras que limitavam o espaço político aberto aos afro-americanos. Diagnosticado com Parkinson em 2017, Jackson foi hospitalizado para observação em novembro, após receber o diagnóstico de outra condição degenerativa.

Jesse Jackson foi uma figura proeminente durante o movimento dos direitos civis dos anos 1960, nos Estados Unidos. Ele também ficou conhecido por ser o primeiro afro-americano a deixar o ativismo para ser candidato à presidência americana por um dos principais partidos políticos do país. Protegido de Martin Luther King Jr. (1929-1968), Jackson construiu sua carreira trabalhando para organizar politicamente e melhorar a vida dos afro-americanos. Com isso, ele se tornou uma força nacional nas suas duas campanhas para a Casa Branca, em 1984 e 1988.

Outros afro-americanos buscaram a Presidência americana antes dele, mas Jackson foi o primeiro a receber votação significativa nas primárias, abrindo o caminho para outros que viriam posteriormente, como Barack Obama e Kamala Harris. Ao longo da sua carreira, Jackson formou um movimento para reunir a população americana, cada vez mais diversificada. Sua mensagem se concentrava nos americanos pobres e da classe trabalhadora.

“Nenhum outro membro do Partido Democrata falava em uma democracia multiétnica, multirracial”, declarou o senador Bernie Sanders em Chicago, no Estado americano de Illinois, durante um evento em homenagem a Jackson em agosto de 2024. “Este movimento não pretendia apenas nos reunir, mas nos levar juntos rumo a uma agenda progressista.”

Candidatura à presidência
Além de ativista, Jesse Jackson também se candidatou, duas vezes, ao cargo de Presidente dos Estados Unidos. “Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu”, declarou sua família.

A Tarde/BBC

Morre o documentarista Frederick Wiseman, aos 96 anos

Nesta segunda-feira (16), morreu o influente documentarista Frederick Wiseman, também conhecido como cineasta e produtor norte-americano de filmes como “Titicut Follies”, “Welfare” e o recente “City Hall”.

A produtora do diretor, a Zipporah Films, fez o comunicado do falecimento, juntamente com a família dele. Em nota, a produtora afirma: “Por quase seis décadas, Frederick Wiseman criou uma obra incomparável, um abrangente registro cinematográfico das instituições sociais contemporâneas e da experiência humana cotidiana”. A mensagem acrescenta: “Ele produziu e dirigiu todos os seus 45 filmes sob o selo da Zipporah Films, Inc.”.

Wiseman iniciou sua carreira de cineasta nos anos 1960 e chegou a receber um Oscar honorário em 2016, além de um Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza de 2014 por seu conjunto de obra.

Diario de Pernambuco

Morre Robert Duvall, ator de ‘O Poderoso Chefão’, aos 95 anos

O ator Robert Duvall, de 95 anos, faleceu neste domingo, 15, em sua residência em Middleburg, Virginia, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela sua esposa, Luciana, em nota oficial à imprensa. “Ontem nos despedimos do meu amado marido, amigo querido e um dos maiores atores do nosso tempo”, escreveu a esposa.

Segundo comunicado, ele morreu de forma “pacífica”. Duvall é conhecido por trabalhos como “O Poderoso Chefão”, “Apocalypse Now” e “A Força do Carinho”.Com cerca de sete décadas de carreira, o ator e cineasta acumulou diversos prêmios, como Oscar, Globos de Ouro e Emmys

A Tarde

Mesmo com aval do Senado, governo dos EUA passa por paralisação parcial até votação na Câmara

O governo federal dos Estados Unidos passa por uma paralisação parcial neste fim de semana a despeito da aprovação, na noite de sexta-feira (30), pelo Senado norte-americano do financiamento da maior parte das contas do País até setembro. Como a iniciativa ainda precisa ser aprovada pela Câmara, que não deve retornar até segunda-feira (02), espera-se uma breve paralisação das 00h01 deste sábado, 31, se estendendo por todo fim de semana.

A aprovação do Senado se deu após um acordo do presidente dos EUA, Donald Trump, com os democratas para separar o financiamento da Segurança Interna e permitir que o Congresso debata novas restrições às operações de imigração federal em todo o país. Os senadores votaram por 71 a 29 para aprovar um pacote de US$ 1 2 trilhão de cinco projetos de lei que financiam uma série de agências até setembro e um sexto para fornecer duas semanas de financiamento para o Departamento de Segurança Interna. De acordo com o Escritório de Gestão e Orçamento do País, as agências afetadas “devem executar planos para uma paralisação ordenada”.

Estadão Conteúdo

Países ameaçados por Trump com tarifas pela Groenlândia prometem ‘permanecer unidos’

Os países ameaçados pelo presidente americano, Donald Trump, com novas tarifas caso se oponham a que os Estados Unidos comprem a Groenlândia, asseguraram, neste domingo (18), que “permanecerão unidos” e denunciaram uma “espiral perigosa”.

“As ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma espiral descendente perigosa”, afirmaram, em um comunicado conjunto, Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega e Suécia.

“Permaneceremos unidos e coordenados na nossa resposta. Estamos comprometidos com a defesa da nossa soberania”, acrescentaram, após as ameaças de Trump sobre a ilha do Ártico, um território autônomo integrante do reino da Dinamarca.

AFP

EUA fazem ataque na Síria e matam líder ligado à Al Qaeda

Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (17), que conduziram um ataque letal na Síria contra um líder afiliado da Al Qaeda. De acordo com os EUA, ele tinha ligações diretas com um integrante do Estado Islâmico que matou três americanos no início de dezembro. A morte de um agente terrorista ligado à morte de três americanos demonstra a nossa determinação em perseguir terroristas que atacam as nossas forças”, disse o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), em um comunicado no X.

O CENTCOM disse que Bilal Hasan al-Jasim “era um líder terrorista experiente” e “estava diretamente ligado” ao atirador do Estados Islâmico que matou dois militares dos EUA e um intérprete civil em 13 de dezembro de 2025, em Palmyra, na Síria. Os EUA têm retaliado contra o Estado Islâmico através de uma série de ataques da campanha intitulada “Operação Hawkeye Strike”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, respondeu à postagem do CENTCOM, escrevendo no X: “Nunca esqueceremos e nunca cederemos”

A Tarde

Trump nega guerra com a Venezuela e comenta cenário político após captura de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5), em entrevista à NBC News, que o país não está em guerra com a Venezuela. Segundo ele, o enfrentamento é direcionado ao combate ao tráfico de drogas e a organizações criminosas. “Não, não estamos (em guerra)”, declarou.

Ao ser questionado sobre os próximos passos políticos após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, Trump descartou a realização de novas eleições em curto prazo. De acordo com o presidente, o país precisaria passar por um processo de reorganização antes de qualquer votação. “Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, disse, ao comentar a hipótese de eleições em 30 dias.

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Petróleo, China e poder: o que levou Trump a agir na Venezuela

Além do discurso do governo dos Estados Unidos de que realizava operações marítimas próximas à costa da Venezuela para combater o narcotráfico, os interesses norte-americanos por trás do ataque que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, na madrugada deste sábado, 3, vão muito além. Fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo, a relação da Venezuela com a China e a necessidade de conquistar protagonismo na América Latina, estão entre os principais motivadores da ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Petróleo – Atualmente, a Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a 17% do volume conhecido, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita, com 267 bilhões de barris, e Irã, com 209 bilhões, com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, no entanto, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para a extração.

Nesse contexto, há um claro interesse dos Estados Unidos. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo. O jornal americano The New York Times, por exemplo, afirmou que a commodity é prioridade na ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro, já que Washington vinha realizando negociações secretas com Caracas justamente com foco no petróleo.

China, inimiga de Trump – Antes das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, em 2019, os norte-americanos eram os maiores importadores do petróleo bruto venezuelano. Depois disso, grande parte das vendas externas passou a ocorrer por meio de acordos de petróleo em troca de empréstimos, utilizados para quitar dívidas.

Nesse arranjo, a China ampliou significativamente sua participação e passou a desempenhar um papel central. Atualmente, grande parte das exportações venezuelanas é destinada ao país asiático. Por meio desses acordos, a China já concedeu quase US$ 50 bilhões em empréstimos ao longo da última década, em troca de petróleo bruto. Segundo o relatório mais recente da Energy Information Administration, a China recebeu 68% das exportações de petróleo bruto da Venezuela apenas em 2023.

Doutrina Monroe – A nova estratégia de política externa publicada pela Casa Branca coloca em prática a Doutrina Monroe, formulada há mais de dois séculos, e afirma que Washington deve retomar seus princípios na relação com a América Latina. A doutrina estabelece que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental é considerada uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, define a região como área de interesse estratégico prioritário para Washington.

Ataque à Venezuela deixa poucos feridos e não causa mortes, diz Trump

E Donald Trump afirmou à Fox News que a ofensiva militar realizada pelo país contra a Venezuela deixou poucos feridos e não provocou mortes. A declaração foi feita pouco depois do republicano confirmar a ofensiva e afirmar que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e levado para fora do país. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora do país”, escreveu Trump na Truth Social, sua rede social.

Estado de emergência – A Venezuela declarou estado de emergência após os ataques militares dos Estados Unidos. Em um comunicado oficial, a população foi convocada por representantes do país a reagir contra a agressão cometida pelos estadunidenses, que explodiram a capital Caracas.

“O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, disse o comunicado.

“O presidente Maduro determinou a ativação de todos os planos de defesa nacional, a serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrita observância ao que prevê a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, a Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e a Lei Orgânica de Segurança da Nação”, conclui a declaração.

A Tarde

“Afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, diz Lula sobre bombardeio dos EUA

O presidente Lula (PT) repudiou os bombardeios dos Estados Unidos na Venezuela que culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O ataque aconteceu na madrugada deste sábado (3), e o paradeiro do líder venezuelano ainda é desconhecido.

Em publicação na rede social X, antigo Twitter, Lula afirmou que a operação estadunidense “ultrapassa uma linha inaceitável” e “representa uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, acrescentou. O líder brasileiro evitou citar os nomes de Nicolás Maduro, da primeira-dama ou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referindo apenas aos governos de ambos os países com um tom institucional.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, continuou. Ainda, Lula declarou que a comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU) precisam responder ao episódio, e colocou o governo brasileiro à disposição para “promover a via do diálogo e da cooperação”.

Governo Lula realiza reunião de emergência sobre o caso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência para a manhã deste sábado (3) após o anúncio feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a invasão da Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. De acordo com informações apuradas, o encontro reunirá ministros e assessores do Palácio do Planalto e está previsto para ocorrer às 10h, no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Ainda segundo interlocutores do governo, o presidente brasileiro já foi informado sobre as declarações de Trump e acompanha os desdobramentos do caso.

Diario de Pernambuco

Estados Unidos atacam Venezuela e Maduro é preso, diz Trump

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela, na madrugada deste sábado (3), e o presidente Nikolás Maduro foi preso. A informação foi repassada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e divulgada pelo G1. Ainda segundo os EUA, o ataque ao país sul americano foi de “grande escala”.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump. De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

Diario de Pernambuco

China reage a ameaça de tarifa de 100% de Trump e diz que poderá tomar medidas

A China sinalizou neste domingo, 12, que não vai recuar diante da ameaça do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% ao país e pediu aos Estados Unidos que resolvam as diferenças por meio de negociações, e não de ameaças. “A posição da China é consistente”, disse o Ministério do Comércio em comunicado. “Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma.”

Foi o primeiro comentário oficial da China sobre a ameaça de Trump de elevar o imposto sobre importações chinesas até 1º de novembro, em resposta às novas restrições impostas por Pequim à exportação de terras raras, que são vitais para uma ampla gama de produtos de consumo e militares. A troca de acusações ameaça atrapalhar um possível encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping e acabar com a trégua de uma guerra comercial que, em abril, chegou a ter tarifas acima de 100% dos dois lados.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou os impostos sobre as importações de muitos parceiros comerciais dos EUA, buscando obter concessões. A China tem sido um dos poucos países que não recuaram, contando com sua influência econômica. “Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China”, disse o Ministério do Comércio em sua publicação, que foi apresentada como uma série de respostas de um porta-voz não identificado a quatro perguntas de veículos de comunicação. A declaração pediu que quaisquer preocupações fossem abordadas por meio do diálogo.

“Se o lado americano insistir obstinadamente em sua prática, a China certamente tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”, afirmou a publicação. Além da tarifa de 100%, Trump ameaçou impor controles de exportação sobre o que chamou de “software crítico”, sem especificar o que isso significa. Ambos os lados acusam o outro de violar o espírito da trégua ao impor novas restrições comerciais. Trump disse em uma postagem nas redes sociais que a China está “se tornando muito hostil” e que estaria mantendo o mundo refém ao restringir o acesso a metais e ímãs de terras raras.

O Ministério do Comércio chinês disse que os EUA introduziram várias novas restrições nas últimas semanas, incluindo a expansão do número de empresas chinesas sujeitas aos controles de exportação dos EUA. Sobre as terras raras, o ministério disse que as licenças de exportação seriam concedidas para usos civis legítimos, destacando que os minerais também têm aplicações militares. As novas regras incluem a exigência de que empresas estrangeiras obtenham aprovação do governo chinês para exportar itens que contenham terras raras originárias da China, independentemente de onde os produtos sejam fabricados.

A China responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras e controla cerca de 90% de seu processamento global. O acesso ao material é um dos principais pontos de disputa nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Os minerais críticos estão presentes em diversos produtos, desde motores a jato, sistemas de radar e veículos elétricos até eletrônicos de consumo, como laptops e telefones. As restrições chinesas de exportação têm afetado fabricantes europeus, americanos e de outras regiões.O comunicado do Ministério do Comércio afirmou que os EUA também estão ignorando as preocupações chinesas ao avançar com novas taxas portuárias para navios chineses, que entram em vigor nesta terça-feira. Em resposta, a China anunciou na sexta-feira que iria impor taxas portuárias aos navios americanos.

Estadão Conteúdo

Venezuela recorre ao Conselho de Segurança da ONU contra desdobramento militar dos EUA

A Venezuela se defendeu sexta-feira (10) no Conselho de Segurança das Nações Unidas e pediu que os Estados Unidos sejam impedidos de cometer um “crime internacional” contra o país, embora tenha recebido apoio moderado da maioria dos Estados-membros. “Acreditamos que este é o momento certo para que este Conselho de Segurança cumpra o mandato que lhe foi confiado (…) e evite uma catástrofe que pode abalar toda a região por gerações”, declarou o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada.

“As ações e a retórica belicista do governo dos Estados Unidos indicam (…) que estamos diante de uma situação em que é racional pensar que, em um prazo muito curto, será executado um ataque armado contra a Venezuela”, acrescentou Moncada. A Venezuela solicitou a reunião do Conselho para denunciar a “escalada de agressões” provocada pelo desdobramento militar dos Estados Unidos no Caribe.

“Estamos aqui para evitar a prática de um crime internacional”, insistiu Moncada, que pediu ao Conselho de Segurança — no qual os Estados Unidos têm direito a veto — que tome as “medidas necessárias”. Mas o país recebeu apoio apenas de alguns membros do Conselho, com seus aliados Rússia e China à frente.

As acusações de Washington — que afirma que o presidente Nicolás Maduro é o líder de uma suposta rede de tráfico de drogas, o Cartel de los Soles — “não se baseiam em nenhum fato”, mas “seriam um excelente tema para uma superprodução de Hollywood na qual, mais uma vez, os americanos salvariam o mundo”, ironizou o embaixador russo, Vasily Nebenzya. O diplomata russo acusou a Casa Branca de fomentar as tensões e afirmou que os Estados Unidos estão “a um passo de uma agressão armada direta”.

Embora muitos países tenham se mostrado cautelosos e pedido a ambas as partes que reduzam a tensão, Moncada declarou estar “satisfeito” com o fato de que alguns deles, sem condenar os Estados Unidos, defenderam o direito internacional. “A luta contra o narcotráfico deve ser conduzida com respeito ao direito internacional e aos direitos humanos”, declarou o embaixador adjunto da França, Jay Dharmadhikari. “Nesse contexto, os Estados devem abster-se de qualquer iniciativa armada unilateral.”

Desde setembro, os Estados Unidos realizam um desdobramento militar no sul do Caribe, diante das águas territoriais da Venezuela, e destruíram quatro supostas embarcações do narcotráfico, causando a morte de 21 pessoas, segundo Washington. O representante dos Estados Unidos, John Kelley, reiterou perante o Conselho a determinação de seu país de utilizar todo o seu “poderio” para “erradicar os cartéis de drogas, independentemente do lugar em que operem”.

AFP

EUA cancelam visto de líder do PSOL em retaliação política

Os Estados Unidos cancelaram o visto da presidente nacional do PSOL, Paula Coradi. O anúncio foi divulgado pela sigla nesta sexta-feira (26). Conforme detalhou Coradi, o cancelamento é uma retaliação política do governo de Donald Trumpsobre a atuação do PSOL em defesa da soberania do Brasil. “Se pensam que vão nos intimidar com essas medidas tacanhas, esses fascistas estão muito enganados”, escreveu a líder partidária nas redes sociais.

Em comunicado, o partido informou que o cancelamento do visto foi oficializado hoje após nota oficial enviada na segunda-feira, 22. Na ocasião, o consulado alegou que a representação diplomática teria obtido informações que a tornaria inelegível para entrar no país. “A dirigente foi notificada e teve três dias úteis para apresentar explicações. Apesar da resposta enviada por Paula Coradi na quinta-feira, o consulado confirmou o cancelamento nesta sexta”, disse a sigla.

O partido expressou repúdio à ação. “O partido se solidariza com sua presidenta e reafirma seu compromisso com a defesa da democracia, da soberania nacional e da luta contra as políticas arbitrárias de governos estrangeiros”, completou. O governo de Donald Trump não apenas elevou tarifas sobre produtos brasileiros, como também passou a cancelar vistos de autoridades do país em sinal de retaliação. As medidas são justificadas por Washington com base na ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em denúncias de supostas violações à liberdade de expressão.

Nesta semana, os norte-americanos também cancelaram o visto do ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias.

A Tarde

Prefeito de Juazeiro entrega carta da FNP em conferência nos EUA para pressionar sobre tarifas que afetam produtores brasileiros

O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, entregou pessoalmente, nesta sexta-feira (26), uma carta oficial da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) aos representantes americanos durante a United States Conference of Mayors – Fall Leadership Meeting, em Oklahoma City. O documento, assinado por prefeitos brasileiros, solicita atenção urgente aos problemas causados pelas tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos nacionais, que têm comprometido a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Na carta, os gestores municipais defendem a abertura de diálogo com prefeitos dos Estados Unidos, reforçando a importância da cooperação internacional e da busca de soluções conjuntas que permitam condições mais justas de comércio.

Segundo Andrei, a mobilização junto a outras lideranças internacionais tem o objetivo de sensibilizar as autoridades americanas sobre o impacto econômico dessas tarifas, sobretudo para o setor agrícola e para cidades como Juazeiro, que são referência em produção e exportação. “Estamos levando a voz dos produtores brasileiros para além das nossas fronteiras, buscando apoio político e diplomático para que possamos negociar e encontrar caminhos que fortaleçam nossa economia e gerem mais desenvolvimento para nosso povo e região”, destacou o prefeito.

Impactos do tarifaço

As sobretaxas atingem diretamente setores estratégicos da economia: o aeronáutico, o calçadista e a fruticultura irrigada, motor da economia de Juazeiro. O prefeito Andrei alertou que o tarifaço pode provocar uma queda nas exportações, colocando em risco milhares de empregos diretos e indiretos.

Apesar das incertezas, a Prefeitura de Juazeiro vem articulando também com o Governo Federal e o Governo da Bahia estratégias para mitigar os impactos, incluindo incentivo à diversificação de mercados e apoio a cooperativas e associações locais. Parte da produção já vem sendo absorvida pelo mercado interno, enquanto novos destinos internacionais, como Europa, Ásia e Oriente Médio, começam a se consolidar.

A participação de Juazeiro no Fall Leadership Meeting da USCM, que encerra neste sábado (27), reforça o papel do município e do Vale do São Francisco na fruticultura irrigada e consolida sua presença no cenário internacional, em defesa dos trabalhadores e da economia da região.

Ascom

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