Aliado de Martin Luther King, Jesse Jackson morre nos Estados Unidos

O veterano e ativista dos direitos civis dos Estados Unidos da América, o reverendo Jesse Jackson, morreu nesta terça-feira (17), aos 84 anos. A informação foi confirmada por sua família. Jesse foi companheiro de Martin Luther King nos anos 1960 na luta pelos direitos civis visando derrubar as barreiras que limitavam o espaço político aberto aos afro-americanos. Diagnosticado com Parkinson em 2017, Jackson foi hospitalizado para observação em novembro, após receber o diagnóstico de outra condição degenerativa.

Jesse Jackson foi uma figura proeminente durante o movimento dos direitos civis dos anos 1960, nos Estados Unidos. Ele também ficou conhecido por ser o primeiro afro-americano a deixar o ativismo para ser candidato à presidência americana por um dos principais partidos políticos do país. Protegido de Martin Luther King Jr. (1929-1968), Jackson construiu sua carreira trabalhando para organizar politicamente e melhorar a vida dos afro-americanos. Com isso, ele se tornou uma força nacional nas suas duas campanhas para a Casa Branca, em 1984 e 1988.

Outros afro-americanos buscaram a Presidência americana antes dele, mas Jackson foi o primeiro a receber votação significativa nas primárias, abrindo o caminho para outros que viriam posteriormente, como Barack Obama e Kamala Harris. Ao longo da sua carreira, Jackson formou um movimento para reunir a população americana, cada vez mais diversificada. Sua mensagem se concentrava nos americanos pobres e da classe trabalhadora.

“Nenhum outro membro do Partido Democrata falava em uma democracia multiétnica, multirracial”, declarou o senador Bernie Sanders em Chicago, no Estado americano de Illinois, durante um evento em homenagem a Jackson em agosto de 2024. “Este movimento não pretendia apenas nos reunir, mas nos levar juntos rumo a uma agenda progressista.”

Candidatura à presidência
Além de ativista, Jesse Jackson também se candidatou, duas vezes, ao cargo de Presidente dos Estados Unidos. “Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu”, declarou sua família.

A Tarde/BBC

Governador recebe vencedor do Nobel da Paz pela luta contra trabalho escravo e infantil

paulo camara nobel

O governador Paulo Câmara recebeu, na manha desta sexta-feira (29), o indiano Kailash Satyarthi, premiado com o Nobel da Paz em 2014 em reconhecimento à sua luta contra o trabalho escravo e o trabalho infantil na Índia e em outros países. Ao lado do vice-governador Raul Henry,o chefe do Executivo estadual conversou com o ativista sobre as impressões dele a respeito do Brasil, os indicadores sociais da Índia e em países da América Latina e os desafios na luta pelos direitos humanos.

“É uma honra receber um ativista premiado com o Prêmio Nobel, ainda mais quando se trata de uma premiação por uma luta tão fundamental como a que Kailash lidera. Ele demonstrou interesse por informações sobe os indicadores sociais do Brasil e também sobre algumas de nossas iniciativas exitosas, como a Escola em Tempo Integral”, afirmou o governador.

Acompanhado da esposa Sumedha Satyarthi, e do juiz Hugo Melo, do Tribunal Regional do Trabalho, Kailash afirmou que ouviu “muitos relatos positivos a respeito do desenvolvimento do Brasil”. Paulo presenteou o indiano com uma recordação oficial do Governo de Pernambuco a autoridades, um catálogo série de gravuras de Pernambuco sobre o período de domínio holandês.

Acompanharam o encontro o Chefe de Assessoria Especial do Governador, José Neto; o secretário de Saúde, Iran Costa; e a secretária executiva de Habitação, Sheila Pincovsky.