Agência federal dos EUA anuncia corte drástico para pesquisa médica

A agência federal dos Estados Unidos responsável pela pesquisa médica anunciou na noite de sexta-feira (7) um corte drástico no financiamento de universidades e think tanks, uma decisão fortemente criticada pela comunidade científica e acadêmica.

Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) anunciaram que vão limitar o financiamento dos “custos indiretos” de pesquisa para 15%, em vez dos “60% ou mais que alguns institutos recebem atualmente”.

“Essa mudança representa uma economia de mais de 4 bilhões de dólares [23 bilhões de reais] por ano”, informou a agência na rede social X. Esses custos são destinados à manutenção ou compra de equipamentos e ao pagamento de pessoal administrativo nos laboratórios de pesquisa. O corte afetaria a pesquisa de temas como câncer e doenças neurodegenerativas, alertaram os cientistas.

“Isso certamente prejudica a pesquisa e a inovação”, disse à AFP Matt Owens, presidente da COGR, uma associação de institutos de pesquisa e centros médicos acadêmicos, neste (8) sábado. “Os concorrentes dos Estados Unidos vão se alegrar com essa ferida autoinfligida”, acrescentou, ao mesmo tempo que pediu ao governo que reverta a decisão “antes que os americanos sofram as consequências”.

Jeffrey Flier, ex-reitor da Escola de Medicina de Harvard, também escreveu no X que a medida “não tem a intenção de melhorar o processo, mas de prejudicar as instituições, os pesquisadores e a pesquisa biomédica”. Em contrapartida, o anúncio do NIH foi bem recebido pelo bilionário Elon Musk, que lidera um departamento especial encarregado de cortar gastos federais.

Alguns legisladores republicanos também aplaudiram o corte, que afetaria principalmente universidades de prestígio, como Harvard, Yale e Johns Hopkins, instituições que eles acusam de promover uma ideologia progressista.

AFP

Avião com deportados dos EUA chega ao Brasil; voo já estava previsto antes da nova era Trump

Um avião com 88 imigrantes brasileiros deportados dos Estados Unidos chegou a Manaus, no Amazonas, na sexta-feira (24). A aeronave tinha como destino final o aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, mas, devido a problemas técnicos, foi cancelado.

O voo de deportação para o Brasil, embora seja o primeiro desde que Donald Trump assumiu impondo políticas mais rígidas contra imigração, é parte de um processo que vinha correndo antes da posse do republicano, durante a administração Joe Biden.

Fontes do Itamaraty destacaram que o País tem recebido voos como esse desde 2017, quando firmou um entendimento com os Estados Unidos sobre as deportações. O objetivo era reduzir o tempo que os brasileiros ficam detidos nos EUA por problemas com a imigração.

As deportações só ocorrem quando o caso é inapelável, ou seja, quando não cabe mais recurso para o imigrante. Por isso, o entendimento dentro do governo brasileiro é que o voo não tem qualquer relação com a troca de comando na Casa Branca.

Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, publicou na sexta, nas redes sociais duas fotos com imigrantes sendo embarcados, sem dar mais detalhes de quantos eram nem para onde seriam levados. E declarou: “Os voos de deportação começaram”.

“O presidente Trump está enviando uma mensagem forte e clara ao mundo inteiro: se você entrar ilegalmente nos Estados Unidos da América, enfrentará consequências severas”, segue a publicação. Nesta semana, o governo americano anunciou que prendeu e deportou 538 imigrantes desde que Donald Trump voltou à presidência, com a promessa de realizar a maior deportação em massa da história americana.

Donald Trump tomou posse no começo da semana e assinou uma série de decretos para reprimir o que chama de “invasão” de imigrantes. O presidente declarou emergência na fronteira sul e enviou 1,5 mil militares para a divisa com o México, além dos mais de 2 mil que estavam lá para oferecer apoio logístico às autoridades migratórias. A

Diário de Pernambuco

Donald Trump promete extinção de programas de diversidade e mudanças em políticas de gênero nos EUA

Em seu primeiro discurso como presidente dos Estados Unidos, na tarde desta segunda-feira (20), Donald Trump anunciou medidas detalhadas à extensão de programas de diversidade e à revisão de políticas federais relacionadas ao gênero.

O presidente republicano afirmou que pretende eliminar esforços governamentais à incorporação de questões de raça e gênero na vida pública e privada. Ele também defendeu a adoção de políticas federais que reconheçam apenas dois gêneros: masculino e feminino.

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Donald Trump será empossado presidente dos EUA nesta segunda-feira; cerimônia terá presença de 21 parlamentares brasileiros

A posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrerá nesta segunda-feira (20), em uma cerimônia marcada pela presença de parlamentares brasileiros e integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comparecerá ao evento. O Brasil será representado pela embaixadora em Washington, Maria Luiza Viotti.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que é aliado de Trump, também não estará presente, pois está com o passaporte retido devido às investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A defesa de Bolsonaro solicitou a devolução do documento ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.

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EUA anunciam nova ajuda de segurança à Ucrânia no valor de US$ 2,5 bi

Os Estados Unidos anunciaram um pacote de ajuda militar de US$ 2,5 bilhões (R$ 15,5 bilhões na cotação atual) para a Ucrânia nesta segunda-feira,30, enquanto correm para fornecer ajuda a Kiev antes que o presidente eleito , Donald Trump, tome posse. A vitória eleitoral de Trump em novembro lançou dúvidas sobre o futuro da ajuda dos EUA à Ucrânia.

O novo pacote anunciado nesta segunda-feira inclui um “pacote de redução” militar de 1,25 bilhão de dólares (R$ 7,7 bilhões), permitindo ao Pentágono retirar armas dos arsenais dos EUA e enviá-las rapidamente para o campo de batalha. Outra ajuda de 1,22 bilhão de dólares (R$ 7,5 bilhões) será financiada por meio da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, mediante a aquisição de material para a indústria do setor.

“Tenho orgulho de anunciar quase 2,5 bilhões de dólares em assistência de segurança para a Ucrânia, enquanto o povo ucraniano continua defendendo sua independência e liberdade da agressão russa”, disse o presidente Joe Biden em um comunicado.

As reduções dos estoques do Departamento de Defesa incluem drones, munições para sistemas de foguetes de alta mobilidade (HIMARS), mísseis guiados opticamente, sistemas de armas antitanque, munições ar-terra e peças de reposição, de acordo com um comunicado separado do Departamento de Estado. “Os Estados Unidos e mais de 50 nações estão unidos para garantir que a Ucrânia tenha as capacidades possíveis para se defender da agressão russa”, disse o secretário de Estado, Antony Blinken.

A administração em fim de mandato de Biden trabalha para obter o máximo de ajuda possível à Ucrânia antes de Trump, que criticou repetidamente a assistência dos EUA a Kiev e afirmou que poderia garantir um cessar-fogo dentro de horas, tome posse em 20 de janeiro. Biden indicou que seu governo já entregou todo o dinheiro de ajuda à Ucrânia aprovado pelo Congresso na primavera deste ano, após intensas negociações.

O presidente democrata afirmou que pretendia que continuassem enviando a Kiev o máximo de ajuda militar possível no final de seu governo, incluindo equipamentos militares mais antigos dos Estados Unidos, e que fossem transferidos rapidamente para o campo de batalha, em um momento em que a Ucrânia perde território para as tropas russas.

Enquanto isso, o Departamento do Tesouro anunciou nesta segunda-feira o desembolso de 3,4 bilhões de dólares (R$ 21 bilhões) em apoio orçamentário direto à Ucrânia, a última entrega de fundos como parte do pacote de ajuda bilionária planejada no início deste ano.

“Junto com a assistência de segurança que os Estados Unidos estão fornecidos à Ucrânia e as ações do Tesouro para suportar ainda mais as avaliações contra a máquina de guerra da Rússia, continuaremos fazendo tudo o que for possível para posicionar a Ucrânia no caminho de alcançar uma paz justa”, disse a secretária do Tesouro, Janet Yellen, em um comunicado.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou que a ajuda chega em um momento crítico, enquanto a Rússia intensifica seus ataques contra o território ucraniano, “até recorrendo à participação de soldados norte-coreanos e recebendo continuamente armas da Coreia do Norte e do Irã “.

AFP

Morre Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, aos 100 anos

Morreu neste domingo (29) aos 100 anos Jimmy Carter, presidente dos EUA entre 1977 e 1981, em sua casa, em Plains, Geórgia, a mesma cidade onde nasceu.

“Meu pai foi um herói, não só para mim, mas para todos que acreditam na paz, nos direitos humanos e no amor altruísta”, disse seu filho, Chip Carter, em um comunicado. “Meus irmãos, minha irmã e eu o compartilhamos com o mundo por meio dessas crenças comuns. O mundo é nossa família pela maneira como ele uniu as pessoas, e agradecemos por honrar sua memória continuando a viver essas crenças compartilhadas.”

Na Casa Branca, Carter foi crítico a ditaduras latino-americanas, como as de Pinochet, no Chile, e à ditadura militar no Brasil.Carter estava sob cuidados paliativos em sua casa, desde fevereiro de 2023. A causa da morte não foi i ediatamente informada. A fundação que leva seu nome disse que haverá homenagens nas cidades de Atlanta e Washington, além de Plains; ainda não há informações sobre o funeral.

O político, filiado ao Partido Democrata, foi senador e governador do estado da Geórgia antes de chegar à Presidência, marcada por uma grave crise econômica e esforços de paz em todo o mundo. Uma disputa diplomática com o Irã resultou no sequestro de 52 americanos na embaixada em Teerã em 1979. Os reféns só foram soltos 444 dias depois, já na gestão do presidente Reagan, e o caso manchou a reputação de Carter, criticado por lidar de forma desastrosa com o evento.

Ele continuou atuando politicamente por meio da Fundação Carter, criada por ele em 1982, e organizou missões diplomáticas pelo mundo. Após sair da Casa Branca, foi reconhecido como ícone na luta pelos direitos humanos e pela democracia.

Ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2002 em reconhecimento ao seu “esforço incansável para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais, impulsionar a democracia e os direitos humanos e promover o desenvolvimento econômico e social”.

Centenário, Carter viveu mais do que qualquer outro ex-presidente na história dos EUA. “Tive uma vida maravilhosa”, disse Carter a repórteres em Atlanta em 2015. “Tive milhares de amigos. E tive uma existência emocionante, aventureira e gratificante.”

Carter escreveu mais de duas dezenas de livros, desde um livro de memórias presidenciais a um livro infantil e poesia, além de obras sobre fé religiosa e diplomacia. Seu livro “Faith: A Journey for All” (fé: uma jornada para todos) foi publicado em 2018.Vida

G1 Globo

Trump confirma deportações, aumento de tarifas, diminuição de ajuda à Ucrânia e dúvida sobre a Otan

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou neste domingo (8) suas promessas de campanha de realizar deportações em massa de imigrantes sem documentos e impor tarifas, ao mesmo tempo em que deu a entender que seu país poderia se retirar da Otan.

Em sua primeira entrevista formal à televisão, seis semanas antes de sua posse, o magnata republicano ratificou que procederá com a deportação em massa de imigrantes sem documentos. “Acho que isso tem que ser feito. É uma coisa difícil, é uma coisa muito difícil de fazer. Mas é preciso ter regras, regulamentos, leis. Eles vieram ilegalmente”, disse ele no programa da NBC ‘Meet the Press with Kristen Welker’.

Ele também disse que acabaria com o direito constitucionalmente protegido à cidadania americana para qualquer pessoa nascida no país, um direito que ele chamou de “ridículo”. “Se pudermos, faremos isso por meio de ação executiva”, disse ele sobre como executaria essa medida.

“Teremos que mudar” esse direito, insistiu ele. “Talvez tenhamos que voltar para o povo. Mas temos que acabar com isso”. Ele confirmou, por outro lado, que o apoio de seu país à Ucrânia, confrontada militarmente pela Rússia desde 2022, “provavelmente” seria reduzido.

A entrevista foi gravada na sexta-feira, mas foi ao ar no domingo, após as reuniões de Trump em Paris com os presidentes da França e da Ucrânia no fim de semana, sua primeira viagem ao exterior desde que venceu a eleição de novembro.

Trump reiterou sua conhecida ameaça de deixar a Otan, a pedra angular da segurança na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, dizendo que os aliados dos EUA não estão pagando o suficiente por sua defesa.

“Se eles estiverem pagando suas contas e se eu achar que eles estão nos tratando de forma justa, a resposta é absolutamente que eu permaneceria na Otan”, disse ele. Mas também existe “absolutamente” a possibilidade de que, se essas duas condições não forem atendidas, Washington se retire da aliança atlântica, afirmou.

Ele também disse que cumpriria suas promessas eleitorais de impor tarifas pesadas, inclusive sobre os principais parceiros comerciais do país, como Canadá, México e China. “Estamos subsidiando o México, o Canadá e muitos países ao redor do mundo”, disse ele.

AFP

EUA anunciam quase US$ 1 bilhão para dar mais armas à Ucrânia

Os Estados Unidos fornecerão US$ 988 milhões a mais em armas no longo prazo para a Ucrânia, disse o secretário de Defesa, Lloyd Austin, neste sábado, 7, enquanto a administração Biden se apressa em gastar todo o dinheiro aprovado pelo Congresso que resta para reforçar Kiev antes que o presidente eleito Donald Trump assuma o cargo no próximo mês.

O pacote mais recente incluirá mais drones e munições para os Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade, ou HIMARS, que os EUA forneceram. Embora essas armas sejam criticamente necessárias agora, elas serão financiadas por meio da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que paga por sistemas de longo prazo a serem contratados.

Os sistemas de armas comprados são frequentemente destinados a apoiar as capacidades militares futuras da Ucrânia, não fazendo uma diferença imediata no campo de batalha. O pacote de quase US$ 1 bilhão soma-se a outra assistência militar dos EUA, de US$ 725 milhões, anunciados na segunda-feira, 2.

A Ucrânia está enfrentando um ataque intensificado pela Rússia, que agora está usando milhares de soldados norte-coreanos para aumentar sua luta para retomar a região de Kursk. Moscou também lançou um míssil balístico de alcance intermediário e regularmente ataca a infraestrutura civil de Kiev.

Com dúvidas sobre se Trump manterá o apoio militar à Ucrânia, a administração Biden tem tentado gastar cada dólar restante de um grande projeto de lei de ajuda externa aprovado no início deste ano para colocar a Ucrânia na posição mais forte possível.

“Esta administração fez sua escolha. A próxima administração deve fazer sua própria escolha,” disse Austin em um encontro anual de oficiais de segurança nacional, empresas de defesa e legisladores na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia.

Estadão Conteúdo

Justiça dos EUA determina que esmeralda de quase 380 kg encontrada na Bahia seja devolvida ao Brasil

Após anos de briga judicial, a Justiça dos Estados Unidos acatou na quinta-feira (21) o pedido do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) de repatriação da Esmeralda Bahia para o Brasil. A pedra bruta, encontrada em 2001 em Pindobaçu, no norte da Bahia, pesa aproximadamente 380 kg e é considerada um tesouro nacional. A esmeralda foi extraída e comercializada ilegalmente para o país americano, segundo a Advocacia-Geral da União.

O juiz responsável pelo caso, Reggie Walton, da Corte Distrital de Columbia, acatou o argumento brasileiro de que a pedra preciosa foi extraída e exportada ilicitamente. O magistrado determinou que o Departamento de Justiça dos EUA protocole a decisão final de repatriação até o dia 6 de dezembro.

Ainda cabe recurso da decisão, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU). Caso aconteça, pode haver suspensão da repatriação até nova decisão da Justiça americana. Por enquanto, a Esmeralda Bahia segue sob a custódia da Polícia de Los Angeles, no estado na Califórnia.

A decisão foi celebrada por autoridades brasileiras. “Esta é uma vitória importantíssima para o Estado brasileiro, fruto de trabalho conjunto de cooperação da Advocacia-Geral da União (AGU) com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério da Justiça. Mais do que um bem patrimonial, a Esmeralda Bahia é um bem cultural brasileiro, que será incorporado ao nosso Museu Geológico”, disse o advogado-geral da União, Jorge Messias.A pedra preciosa foi levada do Brasil sem autorização ou permissão. Posteriormente, foi enviada aos EUA em 2005 com a utilização de documentos falsificados, afirmou a AGU.

Em 2017, uma decisão na Justiça Federal em Campinas, no estado de São Paulo, condenou dois acusados de enviar ilegalmente a esmeralda aos Estados Unidos, em uma ação penal que também declarou que quem estivesse em posse da pedra devolvesse ao Brasil. Os empresários Elson Alves Ribeiro e Ruy Saraiva Filho foram condenados pelos crimes de receptação, uso de documento falso e contrabando.

A AGU atua há quase uma década no caso, desde que fez um pedido de cooperação jurídica à Justiça dos EUA por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A decisão pela repatriação atende a um pedido feito também pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que, em maio de 2022, acolheu decisão da Justiça brasileira determinando a devolução da pedra.

G1 Bahia

Dez pessoas contraem parasita raro nos EUA ao comerem churrasco de carne de urso

Dez pessoas, incluindo cinco crianças, foram infectadas por um parasita raro após consumirem carne de urso em um churrasco na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O grupo teve sintomas gripais como febre, inchaço no rosto e dor muscular.

Segundo o relatório do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA, a contaminação ocorreu durante um churrasco que reuniu 34 pessoas em novembro do ano passado. Dessas, 22 comeram carne de urso malpassada.

Os sintomas foram causados por um parasita do gênero Trichinella, que costuma infectar diversos animais, como javalis e roedores. Seres humanos podem ser contaminados ao ingerir carne crua ou mal cozida. De acordo com o CDC, o alimento deve ser aquecido até 74°C para estar seguro para o consumo.

Comer carne de urso derivada de caça esportiva não é ilegal nos EUA, mas o alimento deve ser utilizado para consumo próprio, portanto é proibida a comercialização. Os sintomas da triquinelose (infecção por Trichinella) incluem, além daqueles relatados pelo grupo, dor abdominal e diarreia. Em casos graves, pode provocar a morte. Desde 2016, 51 pessoas contraíram a parasitose por consumo de carne de urso nos EUA. Não foi registrado nenhum caso fatal.

Em 2022, seis pessoas tiveram triquinelose no estado de Dakota do Sul depois de ingerirem carne de urso que havia sido congelada por 45 dias e foi usada para preparar kebabs. Entre eles, um homem de 29 anos precisou ser hospitalizado duas vezes.

Os novos casos incluíram uma criança de 10 anos. O período de incubação entre o consumo da carne e o surgimento dos sintomas foi de 21 a 26 dias.

Agência O Globo

Rapper Fatman Scoop morre nos EUA após desmaiar no palco

O rapper americano Fatman Scoop morreu aos 53 anos após desmaiar no palco durante uma apresentação, anunciou seu representante neste sábado (31).

Scoop, conhecido por sucessos como “Be Faithful” e “It Takes Scoop”, desmaiou na sexta-feira no meio de uma apresentação em Hamden, no estado de Connecticut, e foi levado ao hospital, mas os médicos não conseguiram reanimá-lo, informou a imprensa americana.”Com o mais profundo pesar de meu coração anuncio o falecimento de Isaac Freeman III, conhecido profissionalmente como Fatman Scoop”, escreveu o empresário Birch Michael em seu perfil no Facebook.

“Você me ensinou a ser o homem que sou hoje. Amo você, Scoop. Muito obrigado por tudo o que você me deu”, acrescentou Michael na publicação, junto com uma foto do artista.

Folha PE

Dólar dispara e chega em R$ 5,63 com alívio nos EUA

O câmbio do dólar comercial encerrou o dia com uma alta forte de 1,16% nesta quinta-feira (29). No final do pregão, a moeda norte-americana passou a valer R$ 5,63 no mercado brasileiro. A valorização acompanhou o ritmo observado em outros países emergentes, visto que o Índice DXY, que compara a performance do dólar com moedas de diversos países encerrou o dia com um aumento de 0,29%.

Uma das explicações para a valorização mais acentuada do dólar é a reação do mercado aos dados da economia dos EUA divulgados na manhã desta quinta-feira, que revisaram o Produto Interno Bruto (PIB) do país no 2º trimestre de 2024. A nova estimativa aponta que a atividade econômica norte-americana cresceu a uma taxa anual de 3%, e não de 2,8% como foi publicado anteriormente.

Diante disso, o temor de recessão nos Estados Unidos, que até foi levantado pelo presidente do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, Jerome Powell, ganha menos força. Na avaliação do CEO da Swiss Capital Invest, Alex Andrade, uma economia forte nos EUA tende a aumentar a demanda por exportações, o que deve beneficiar os setores de commodities e outros produtos exportados por países, como o Brasil.

“Por outro lado, se o crescimento robusto levar o Federal Reserve (Fed) a manter ou aumentar as taxas de juros, pode haver um fluxo de capital saindo dos mercados emergentes em direção aos ativos americanos, considerados mais seguros, o que pode desvalorizar as moedas locais e aumentar o custo de financiamento externo para esses países”, avalia Andrade.

Ibovespa e Azul

Enquanto isso, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) voltou a cair e encerrou o pregão em queda de 0,95%, aos 136.041 pontos. Apesar disso, a bolsa acumula ganhos de 0,32% nesta semana, em que quebrou mais uma vez o recorde histórico, ao atingir 137 mil pontos na última quarta-feira (28/08).

As ações que lideraram os ganhos na bolsa de valores no pregão desta quinta foram as da Gerdau (GGBR4), que avançaram 2,27% no fechamento. Os papeis da holding Metalúrgica Gerdau (GOAU4) acompanharam o ritmo e também fecharam no positivo, com aumento de 1,84%. As ações ordinárias da Vale (VALE3) registraram leve queda de 0,12%, enquanto que as preferenciais da Petrobras (PETR4) caíram 0,68%.

O destaque negativo nesta quinta-feira ficou por conta das ações da Azul Linhas Aéreas (AZUL4), que despencaram 24,14% após uma notícia do portal Bloomberg que alegou que a companhia estaria buscando opções para quitar a dívida com devedores, que incluem um pedido de proteção contra credores nos Estados Unidos, chamado de “Chapter 11″.

Durante o dia, os papeis chegaram a cair acima dos 26%. Horas após a publicação da notícia, a empresa publicou uma nota em que avalia que a notícia publicada pela Bloomberg é “mal-interpretada”. Sem citar os possíveis acordos levantados na matéria, a Azul elencou uma série de ações que a empresa realiza para cumprir os compromissos com os credores.

Correio Braziliense

Produtores do Vale do São Francisco vão aos EUA em busca de novas variedades de uva

Cooperados e colaboradores de sete cooperativas de produção de uva de mesa do Vale do São Francisco, que estiveram nos Estados Unidos, voltaram com uma nova perspectiva de mercado para a fruta. Durante a missão Arra Califórnia Field Days, na cidade de Bakersfield, na Califórnia, a delegação se reuniu, entre os dias 19 e 23, com geneticistas americanos, e conheceu novas variedades e tecnologias que podem ajudar na competitividade da fruta brasileira nos mercados interno e externo.

Durante a programação, os participantes visitaram as empresas de genética de uva sem semente, Sun World, Grapa e International Fruit Genetics – IFG, conhecendo blocos de seleção, laboratórios e fazendas da região, que é referência mundial em programas de melhoramento genético de novas variedades de uva de mesa.

Realizada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Pernambuco (Sescoop/PE), a missão, segundo o presidente do SPR, Jailson Lira, ampliou a compreensão dos produtores em relação às pesquisas, o desenvolvimento de novas variedades, produtividade, qualidade da fruta e adaptabilidade à região do semiárido.

“A qualidade das uvas do Vale do São Francisco vem ganhando espaços em mercados como o dos Estados Unidos e da Europa. Hoje, 95% de toda a uva de mesa exportada pelo Brasil sai desta região e a inserção destas variedades possibilita a abertura de novos mercados e melhora a competitividade com outros países produtores”, detalhou.

De acordo com o produtor cooperado da Coopexvale, Eduardo Nakahara, a delegação também aproveitou a oportunidade para aquisição de variedades da fruta, com resistência às chuvas, às doenças e pragas. “Voltamos com informações necessárias para elevar a competitividade no comércio internacional, a exemplo das variedades que estão sendo mais procuradas pelos grandes mercados do mundo inteiro. Além disso, conhecemos também importadores e produtores da Europa e de países como Canadá, Austrália e África do Sul”, concluiu. “Essas inovações não apenas nos permitem atender melhor às exigências do mercado, mas também nos preparam para os desafios futuros do setor,” afirmou o gerente de Operações e Comércio Exterior da Coana, Gabriel Alves.

CLAS Comunicação

Kamala Harris é oficializada como candidata pelo partido Democratas


A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, foi oficializada nesta terça-feira, 20, como a candidata democrata à Casa Branca pelos delegados do partido. A votação foi vencida por unanimidade, durante o segundo dia da Convenção Nacional Democrata, que ocorre em Chicago.

Harris, de 59 anos, expressou estar “eternamente agradecida” a Biden, a quem chamou de um “presidente incrível”. Ela agradeceu pela liderança histórica e seu serviço à nação, enquanto era aclamada pelos milhares de delegados.

Em breve, Biden se dirigirá ao público em uma primeira noite agridoce da festa democrata, na qual Harris será oficializada como candidata para disputar a Casa Branca contra o republicano Donald Trump. Aos 81 anos, ele fará um discurso com tom de despedida após meio século na cena política, o qual revisitará sua gestão e simbolizará a transição geracional do Partido Democrata.

A nomeação é um marco em sua carreira e encerra um dos meses mais turbulentos da política americana, no qual Kamala sucedeu a Biden, que, pressionado pelas dúvidas sobre sua idade avançada, desistiu de disputar um segundo mandato. Kamala trouxe um novo ânimo ao Partido Democrata quando muitos começavam a se resignar com um cenário de derrota.

A mais recente pesquisa do The Washington Post/ABC/Ipsos divulgada no domingo mostra Kamala com uma vantagem estreita sobre Trump, uma recuperação significativa considerando que, há um mês, Biden estava empatado com o magnata republicano e perdendo terreno em estados cruciais como Arizona e Nevada.

A Tarde

Hillary Clinton pede que EUA elejam primeira mulher presidente

Hillary Clinton, que em 2016 tentou se tornar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos, empolgou o público da Convenção Nacional Democrata de 2024 na noite desta segunda-feira, 19, com um discurso entusiasmado em apoio à candidatura de Kamala Harris.

Ao iniciar o discurso, Hillary homenageou Joe Biden, descrevendo-o como “o campeão da democracia em casa e no exterior”, alguém que “trouxe dignidade, decência e confiança de volta à Casa Branca”. Em seguida, Hillary relembrou a candidatura da congressista negra Shirley Chisholm à presidência em 1972, a indicação de Geraldine Ferraro à vice-presidência em 1984 e sua própria campanha presidencial em 2016, na qual foi derrotada por Donald Trump.

Ovacionada pelo público, a ex-secretária de Estado dos EUA afirmou que “nós nos recusamos a desistir da América”. “Com fé uns nos outros e alegria em nossos corações, vamos enviar Kamala Harris e Tim Walz para a Casa Branca. O progresso é a história da minha vida e da história do nosso país”, acrescentou.

Ao destacar a trajetória de Kamala, Clinton lembrou o público de sua própria mãe, Dorothy, que nasceu em Chicago antes das mulheres terem o direito de votar. Hillary traçou um paralelo entre a luta das mulheres pelo direito ao voto e a candidatura histórica de Harris. “Minha mãe e a mãe de Kamala diriam, continuem!”, exclamou.

“Juntos, colocamos muitas rachaduras no teto de vidro mais alto e duro. E hoje à noite, tão perto de romper de uma vez por todas, quero contar a vocês o que vejo através de todas essas rachaduras e por que isso importa para cada um de nós. O que eu vejo? Eu vejo liberdade”, disse a política, referenciando ao “teto de vidro” que ela prometia quebrar ao tentar se tornar a primeira presidente mulher dos EUA – algo que agora projeta em Kamala.

“Quando uma barreira cai para um de nós, ela cai e abre caminho para todos nós”, declarou, convidando os democratas a buscarem votos por Kamala. “Não se distraia ou se acomode”, disse Hillary

Clinton foi enfática ao abordar a candidatura de Harris, destacando sua experiência, caráter e visão. Ela afirmou que Kamala “tem o coração e a integridade” necessários para liderar o país, ressaltando sua experiência como promotora e seu compromisso com a justiça e a segurança dos cidadãos. “Ela lutará para reduzir os custos para as famílias trabalhadoras e restaurará os direitos ao aborto em todo o país”, garantiu.

Em contraste, criticou duramente Donald Trump. “Kamala se importa com as crianças e famílias, se importa com a América. Donald só se importa com ele mesmo”, afirmou. “Como promotora, Kamala prendeu assassinos e traficantes de drogas. Ela nunca descansará na defesa de nossa liberdade e segurança. Donald Trump adormeceu em seu próprio julgamento, e quando acordou, fez seu próprio tipo de história, sendo a primeira pessoa a concorrer à presidência com 34 condenações por crimes graves”, disse Hillary Clinton.

Estadão Conteúdo

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