Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação-piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos. Em Botucatu, a vacinação começa neste domingo (18).

Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano. As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.

Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país. Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses. Antes dos resultados, porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV. A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro. Esse grupo, composto por  médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.

Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Cidades [que foram] escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou. Massuda destacou, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz.

Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue. A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008. Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017. Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.

A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial, com foto, e a orientação é que se leve também o Cartão SUS. Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, “mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada”.

Agência Brasil

Médico que matou dois já havia se livrado de prisão “por não oferecer risco”

O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, preso após matar dois colegas a tiros em Barueri, na Grande São Paulo, já havia sido detido anteriormente e liberado pela Justiça. A informação consta em decisão judicial que revogou a prisão preventiva do profissional em 2025, em um processo relacionado a agressão e injúria racial em Sergipe.

O caso anterior ocorreu em um hotel de Aracaju, onde o médico foi acusado de agredir funcionários, proferir ofensas de cunho racista e danificar o patrimônio do local. À época, ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Sergipe e encaminhado ao Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf).

Cerca de um mês depois, a Justiça revogou a prisão preventiva, sob o entendimento de que a liberdade do investigado não representaria risco à ordem pública. Na decisão, foram impostas medidas cautelares, como pagamento de fiança equivalente a dez salários mínimos, comparecimento mensal em juízo e proibição de deixar a comarca sem autorização.

Seis meses após o episódio em Sergipe, Carlos Alberto voltou a ser preso, desta vez acusado de matar dois médicos em frente a um restaurante localizado na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri, na sexta-feira (16). Segundo informações da polícia, o suspeito se envolveu em uma discussão com as vítimas dentro do estabelecimento, chegou a ser agredido e, em seguida, deixou o local. Minutos depois, retornou armado e efetuou disparos contra Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35.

Vinicius foi atingido por dois tiros e chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Luís foi alvejado por oito disparos em diferentes partes do corpo e também morreu após atendimento médico. De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo.

A Tarde

Delegados da PF apontam cenário “manifestamente atípico” em inquérito sobre Master

Delegados da Polícia Federal (PF) se dizem altamente “preocupados” com o andamento do inquérito sobre o caso Master em razão de “indícios” de que prerrogativas da classe “vêm sendo indevidamente mitigadas”. Em nota divulgada neste sábado (17) a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”.

A manifestação é assinada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que diz esperar que a PF e o Supremo Tribunal Federal possam “restabelecer uma atuação institucional harmônica, cooperativa e estritamente balizada pelo ordenamento jurídico”. A nota não cita diretamente Toffoli, mas faz referência a decisões do magistrado.

Os delegados destacam que, no bojo da investigação sobre o caso Master, foram determinadas acareações e “prazos exíguos para buscas e apreensões e inquirições”. Segundo o grupo, tais procedimentos se dão “à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial”.

Em dezembro, Toffoli chegou a marcar uma acareação entre o Banco Central, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ao fim, o representante do BC foi dispensado do procedimento. Além disso, Toffoli externou mal-estar com a PF e atribuiu a corporação “inércia” na abertura da segunda etapa da Operação Compliance Zero. A nota dos delegados de Polícia Federal menciona ainda determinações sobre o encaminhamento de materiais para “outros órgãos” e a escolha nominal de peritos para a realização de exames nos objetos apreendidos com os alvos da Compliance Zero.

Tal indicação, por sua vez, faz referência a uma série de decisões de Toffoli: inicialmente o ministro determinou que os objetos apreendidos na segunda etapa da ofensiva fossem encaminhados ao STF; depois, houve um recuo, com a determinação de remessa dos objetos à procuradoria-Geral da República; ao fim foram escolhidos eritos para análise dos materiais. No entanto, segundo a ADPF, nem mesmo no âmbito interno da corporação, a designação de peritos ocorre por escolha pessoal ou nominal.

Estadão Conteúdo

Ação do Cadastro Único leva atendimento, comodidade e inclusão social a moradores de Itamotinga

A ação do Cadastro Único realizada neste sábado (17), no distrito de Itamotinga, na zona rural de Juazeiro, levou mais comodidade, acesso facilitado e garantia de direitos às famílias da região. Com atendimentos presenciais no Colégio Municipal Professora Iracy Nunes da Silva e a realização de visitas domiciliares, a iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social de Juazeiro, assegurou que moradores pudessem atualizar ou realizar seus cadastros sem a necessidade de deslocamento até a sede do município. Cerca de 150 atendimentos foram realizados.

Entre os usuários atendidos, a avaliação foi positiva e marcada pelo reconhecimento da importância da iniciativa. Selma Maria Rodrigues de Oliveira destacou a possibilidade de inclusão do esposo nos programas sociais. “Eu gostei muito porque o meu esposo nunca foi incluído em cadastro nenhum de Bolsa Família, e eu gostaria de incluir ele no meu cadastro. Eu gostei muito das visitas”, afirmou, ressaltando o cuidado da equipe em ir até as residências.

A moradora Camila Mayse também enfatizou os benefícios do atendimento realizado no próprio distrito. “Muito bom o atendimento, evitou a gente se deslocar daqui para ir para o centro de Juazeiro. Ajudou muito a comunidade. Vim para resolver a questão do Bolsa Família e foi muito bom”, disse, apontando a praticidade e a agilidade do serviço oferecido à população local.

De acordo com o gerente do Cadastro Único, Erinaldo Alves dos Santos, a ação reforça o compromisso da gestão municipal com a inclusão social. “Mais uma vez, a gente está aqui no distrito de Itamotinga com a ação do Cadastro Único, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Prefeitura de Juazeiro. Estivemos aqui no ano passado e estamos retornando devido à grande demanda de atualização de cadastro e visita domiciliar dos cadastros unipessoais”, explicou. Ele acrescentou que os atendimentos contemplaram cadastros com mais de dois anos sem atualização e as visitas obrigatórias previstas em portaria do Ministério do Desenvolvimento Social.

Ascom

Polícia investiga assassinato de homem na Vila Lions, em Petrolina

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investiga mais um homicídio em Petrolina. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (16), em uma casa localizada na vila Lions, no bairro São Gonçalo.

Esse foi o 17º homicídio registrado em 2026.A vítima é um homem identificado apenas como Dezinho. Ele foi atingido por tiros e morreu no local.

Até o momento, não há informações sobre a autoria ou a motivação do crime. A Polícia Civil informou que as diligências foram iniciadas e seguem até a elucidação do caso.

G1 Petrolina

Médicos são mortos a tiros por colega de profissão após discussão

Um médico identificado como Carlos Alberto Azevedo Silva Filho matou a tiros dois colegas de profissão após um desentendimento na noite de sexta-feira (16), em frente a um restaurante de luxo na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri (SP). O autor dos disparos saiu do interior do restaurante já com a arma em mãos e atirou contra Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35.

Vinicius foi atingido por dois disparos, um no abdômen e outro nas costas, e chegou a ser levado ao pronto-socorro mais próximo do local, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Por sua vez, Luís Roberto recebeu oito disparos, que atingiram a axila esquerda, o braço esquerdo, a cintura, a coxa direita, as costas e o abdômen. Assim como a outra vítima, ele foi socorrido, mas acabou morrendo na unidade de saúde.

Sequência dos fatos
Segundo relatos e informações da polícia, Carlos Alberto cumprimentou a dupla com apertos de mão e deu início a uma discussão. Em dado momento, ele deu um tapa em um dos médicos, que estava sentado, o que fez com que o outro reagisse com diversos socos. Depois disso, a Guarda Civil Municipal de Barueri foi acionada após serem alertados de que havia um indivíduo armado no local. Após revista, os agentes não encontraram nenhuma arma com Carlos Alberto, que apresentou aos agentes marcas das agressões sofridas e disse que iria embora.

Contudo, pouco depois, ele pegou a arma em uma bolsa, saiu do estabelecimento e efetuou os disparos contra as vítimas. Testemunhas contam que o objeto teria sido entregue a Carlos Alberto por uma mulher. No boletim de ocorrência, está registrado que Carlos Alberto foi preso em flagrante por homicídio.

Versão do restaurante

Em nota, o restaurante El Uruguayo – onde aconteceu o episódio – lamentou o ocorrido e afirmou que o local mantém uma “política de tolerância zero à violência”. “Esclarecemos que, após discussões entre os envolvidos, de maneira desproporcional e inesperada, o agressor efetuou disparos contra as vítimas na presença da equipe da GCM que já estava no local atendendo a ocorrência e foi prontamente detido”, diz.

A Tarde

Câmara de Vereadores de Juazeiro manifesta pesar pelo falecimento do deputado Alan Sanches

A Câmara de Vereadores de Juazeiro manifesta profundo pesar pelo falecimento do deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), ocorrido neste sábado (17). O deputado Alan Sanches construiu uma trajetória marcada pela dedicação incansável à vida pública, pela seriedade no exercício do mandato e pelo compromisso firme com as causas sociais e com o desenvolvimento da Bahia. Sua atuação política deixa um legado de trabalho, diálogo e respeito às instituições democráticas.

Neste momento de dor e consternação, o Poder Legislativo Municipal de Juazeiro se solidariza com os familiares, amigos, colegas parlamentares e com todos aqueles que conviveram e acompanharam sua caminhada pública, desejando conforto, força e serenidade para enfrentar essa perda irreparável. A Câmara de Vereadores reconhece e registra sua contribuição para a política baiana e presta esta homenagem em sinal de respeito e gratidão pelos serviços prestados ao povo.

Ascom

Trump convida Lula para ‘Conselho de Paz’ para Faixa de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o “Conselho de Paz”, organismo internacional proposto pelo governo americano para discutir uma saída política para o conflito na Faixa de Gaza. A carta chegou para Lula na sexta-feira(16) via Embaixada brasileira em Washington. A informação foi noticiada pelo ICL Notícias e confirmada pela reportagem. Ainda não há informações se o presidente brasileiro aceitará o convite.

O anúncio da criação do conselho foi feito por Trump nesta quinta-feira (15), como um elemento chave da fase dois de um plano apoiado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino. “É para mim uma grande honra anunciar que o Conselho de Paz foi formado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, e adicionou que os membros do órgão serão anunciados “em breve”.

A Casa Branca anunciou ontem a composição do conselho executivo do organismo, que será presidido por Trump e contará com o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o genro de Trump Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga, o diretor-executivo da Apollo Global Management Marc Rowan e o vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Robert Gabriel.

O diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-alto funcionário das Nações Unidas, atuará como Alto Representante para Gaza. Os detalhes operacionais e o alcance efetivo da atuação do conselho ainda deverão ser definidos, segundo informou a Casa Branca. Trump também convidou a Argentina para integrar como membro fundador o “Conselho da Paz”. O convite foi confirmado pelo presidente argentino, Javier Milei, que divulgou no sábado (17), em suas redes sociais a carta enviada por Trump com o convite formal.

Na mensagem, Trump afirmou que a iniciativa baseia-se em um plano de 20 pontos para a região e prevê a criação de um novo organismo internacional com funções ampliadas. “No centro do plano está o Conselho da Paz, que será estabelecido como uma nova organização internacional e uma administração de governo de transição”, escreveu o presidente americano. Trump destacou que o grupo reunirá países dispostos a assumir a responsabilidade de construir uma “paz duradoura” e que cada integrante poderá designar um representante para participar das reuniões.

Milei agradeceu o convite e sinalizou convergência com a proposta americana. “É uma honra para nós fazer parte de uma organização criada para promover uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, começando pela Faixa de Gaza”, escreveu o presidente argentino em publicação na rede social X. “A Argentina sempre estará ao lado das nações que combatem o terrorismo, defendem a vida, a propriedade e promovem a paz e a liberdade”, acrescentou.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também publicou em rede social sobre o convite. “Aceitamos com orgulho a responsabilidade de trabalhar ao lado dos Estados Unidos por uma paz duradoura para todos”, disse, também ao publicar a carta de Trump.

Estadão Conteúdo

Acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia é assinado no Paraguai

Representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) assinaram, neste sábado (17), um acordo de livre comércio. O tratado foi assinado no teatro José Asunción Flores, do Banco Central do Paraguai. O Banco Central é cenário simbólico para a firmação deste acordo, pois se trata do local foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o primeiro passo para a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Desde dezembro de 2025, o Paraguai é líder temporário do bloco.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não compareceu à cerimônia por questões de agenda. Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, representou o Brasil. Participaram do evento outros representantes dos países-membros, como os presidentes Javier Milei (Argentina); Rodrigo Paz (Bolívia); Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), bem como da cúpula europeia, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Nessa sexta-feira (16), o presidente Lula recebeu Ursula e Costa no Rio de Janeiro, onde discutiram a implementação do acordo comercial e outros temas da agenda internacional. O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas.

Segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o acordo comercial deve entrar em vigor ainda no segundo semestre deste ano.

Diario de Pernambuco/Agência Brasil

Deputado Alan Sanches morre aos 58 anos

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), vice-líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), morreu neste sábado (17), vítima de um infarto. Médico de formação, Alan tinha a pré-candidatura a deputado federal anunciada para as eleições de outubro deste ano. A morte foi divulgada primeiramente pelo site Se Ligue Bahia.

Em nota, o União Brasil manifestou “profundo pesar” pela morte do deputado. “O União Brasil se solidariza com os familiares e amigos, desejando conforto e força neste momento de dor. A memória de Alan Sanches permanecerá viva como exemplo de homem público comprometido com o bem comum e com a democracia”, completa o texto.

Trajetória

Alan Sanches construiu uma trajetória marcada pela atuação no Legislativo municipal e estadual. Foi vereador de Salvador por diversos mandatos e chegou a presidir a Câmara Municipal da capital baiana, período em que ganhou projeção política pela condução de pautas administrativas e pela articulação entre os poderes. Na Assembleia Legislativa da Bahia, ele se destacou pela atuação na oposição ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), exercendo primeiro a liderança e, posteriormente, a vice-liderança da bancada oposicionista  O político baiano deixa quatro filhos. Entre eles, o vereador Duda Sanches (União Brasil).

Políticos baianos da oposição e da base governista lamentaram a morte do deputado estadual Alan Sanches 

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos (PSD), afirmou que a Bahia “está em luto”.  “É uma grande perda para a política baiana e brasileira, já que ele se preparava para disputar uma cadeira na Câmara Federal. Hoje meu coração está em silêncio e em dor”, disse a parlamentar por meio de nota.

O líder da oposição na Alba, deputado estadual Tiago Correia (PSDB), afirmou, também por meio de nota, que perdeu “um gigante da política e um amigo leal”. “Perco um amigo, um parceiro de caminhada e um homem de convicções firmes, mas sempre aberto ao diálogo. Alan não foi apenas um líder político, foi um defensor incansável da justiça social, da dignidade humana e das oportunidades para quem mais precisa. Sua presença fazia diferença por onde passava”, afirmou.

Já o presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi, lamentou a morte do correligionário e exaltou o legado deixado pelo parlamentar. “Alan levou para a vida política a mesma vocação de cuidado com as pessoas, sempre pautado pela ética, pela sensibilidade social e pelo respeito às instituições democráticas”, disse.

Em seu grupo político, um dos nomes que se manifestou sobre o óbito do ex-líder da oposição da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), foi o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). “Um sábado de imensa dor com a notícia do falecimento do deputado estadual Alan Sanches, um amigo querido e um dos quadros mais qualificados da política baiana. A Bahia perde hoje um homem público dedicado, um médico de reputação inigualável e sua família perde um homem extraordinário”, escreveu o chefe do Executivo soteropolitano.

Em um gesto que transcendeu as divisões políticas, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) interrompeu uma solenidade em Formosa do Rio Preto, na tarde deste sábado (171), para comunicar e lamentar publicamente a morte do deputado estadual de oposição Alan Sanches (UB). Jerônimo paralisou a agenda oficial, pediu silêncio aos presentes e conduziu um momento de oração e reflexão pelo parlamentar, que era o líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Visivelmente impactado pela notícia que recebeu durante seu pronunciamento, Jerônimo direcionou o foco do evento para condolências aos familiares e para homenagear o adversário político , destacando o trabalho de Sanches em defesa da Bahia e de seus projetos. A postura de Jerônimo foi amplamente repercutida como um exemplo de respeito institucional e civilidade, gerando reconhecimento da classe política.

A Tarde

 

 

Há 5 anos, Brasil aplicava primeiras doses de vacina contra a covid-19

Há 5 anos, o Brasil dava seus primeiros passos rumo ao fim de um pesadelo. No dia 17 de janeiro de 2021, logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil, a enfermeira paulista Mônica Calazans se tornava a primeira brasileira a ser vacinada contra a covid-19.

Mônica foi escolhida para esse momento histórico porque participou dos ensaios clínicos da vacina Coronavac, feitos no final de 2020 para comprovar a segurança e a eficácia da vacina. Na época, ela trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital especializado em doenças infectocontagiosas e referência para a doença, que atendeu mais de 40 mil pacientes durantes a pandemia.

A enfermeira conta que estava de plantão naquele domingo quando foi avisada pela chefe que deveria ir até o local da cerimônia, onde autoridades aguardavam a decisão da Anvisa para começar a vacinação logo em seguida. Quando descobriu que seria a primeira a receber a vacina, não segurou as lágrimas:

“Eu chorava muito! De verdade! Porque a gente estava passando por um momento traumatizante, e o meu irmão estava com covid na época. E eu também chorei de emoção, de alegria, porque a ciência estava dando um passo importante para acabar com aquela tragédia que estava assolando o mundo”. “Na hora que eu recebi a vacina, eu trouxe esperança para as pessoas. O meu punho cerrado era uma mensagem de esperança e de vitória. De que nós iríamos vencer essa fase tão terrível “

Já a vacinação no restante do país começou no dia seguinte, dia 18 de janeiro, após a distribuição de um primeio lote de 6 milhões de doses produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan, que posteriormente passou a processar a vacina no Brasil, a partir de ingrediente ativo enviado pela empresa Sinovac.

Alguns dias depois, no dia 23 de janeiro, a campanha recebeu o reforço das primeiras 2 milhões de dose da vacina da Oxford/Astrazeneca, inicialmente importadas da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que depois incorporou gradualmente a tecnologia e passou a produzir a vacina em solo nacional.

A campanha priorizou os públicos mais vulneráveis, começando pelos trabalhadores de saúde da linha de frente, idosos e pessoas com deficiência que viviam em instituições e indígenas. Neste momento, o Brasil vivia o pico da variante Gama do coronavírus, que se mostrou mais agressiva e letal do que as que tinham se disseminado anteriormente.

Dado o limitado número de doses, a imunização avançou lentamente até alcançar outros públicos também bastante vulneráveis, como os idosos em geral. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas com idades entre 60 e 70 anos só receberam o imunizante ao longos dos meses de março e abril 2021.

Ainda assim, os benefícios da vacinação não demoraram a aparecer. Dados do Observatório Covid-19 Brasil mostram que já a partir de abril, as hospitalizações e mortes entre idosos começaram a cair vertiginosamente. Os pesquisadores acreditam que apenas nos primeiros sete meses da campanha, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes entre idosos foram evitadas. Nos meses seguintes, tanto o Butantan, quanto a Fiocruz passaram a finalizar e envazar as vacinas no Brasil, o que possibilitou o aumento expressivo de doses, em conjunto com a chegada de imunizantes adquiridos de empresas privadas.

Em um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, atendendo a 84% da população brasileira. Especialistas calculam que isso preveniu 74% dos casos graves e 82% das mortes esperadas no Brasil, o que significa que mais de 300 mil vidas foram poupadas.

Atrasos

No entanto, o mesmo estudo do Observartório Covid-19 Brasil que calculou as vidas salvas pela vacina também concluiu que “um contingente adicional de 104.000 hospitalizações poderia ter sido evitado se a vacinação tivesse começado mais cedo” e “outras 47 mil vidas poderiam ter sido salvas caso o governo brasileiro tivesse iniciado o programa de vacinação anteriormente”, apenas entre os idosos.

A vice-presidente da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico), Paola Falceta, acredita que a mãe, falecida em janeiro de 2021, está nessas estatísticas. Para ela, não há dúvidas que houve atraso no início da vacinação no Brasil, e que ele é resultado da negligência do governo federal da época. “A gente não poderia salvar todo mundo, obviamente, até porque a vacina depende da vontade própria da pessoa e existiria ainda aquele grupo que não tomaria a vacina”.

“Mas a maioria das pessoas queria acesso à vacina, e muitos dos que morreram foram as pessoas que poderiam ter tomado a vacina antes e não conseguiram. E essa falta foi imposta pela própria gestão, que decidiu não comprar, não negociar todos os tipos de vacina existentes”. A avaliação de Paola é corroborada por um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Se a vacinação no Brasil tivesse começado 40 dias antes, na mesma data em que foi iniciada no Reino Unido, com mais doses, e associada a medidas de isolamento e proteção, o Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, concluem os pesquisadores. Isso é mais do que a metade das cerca de 700 mil mortes causadas pela doença no país.

Por trás dos números, há histórias como as de Paola e de Ana Lucia Lopes, que perdeu o companheiro em maio de 2021. “Um mês depois que o Cláudio faleceu, eu fui tomar vacina. Nós tínhamos a mesma idade, então, ele iria tomar no mesmo momento. E é muito revoltante pensar isso, que ele não teve essa oportunidade. Imagina quanta gente poderia ter tomado a vacina, e tido a chance de sobreviver”.

A CPI da Covid-19, realizada em 2021, também concluiu que o governo federal impôs uma “escassez” de doses de vacina, que foi determinante para aumentar o número de casos e de mortos, e possibilitar a disseminação de novas variantes. Uma das provas consideradas foram as propostas de venda feitas pela farmacêutica Pfizer em agosto de 2020, oferendo 1,5 milhão de doses a serem entregues ainda no primeiro ano da pandemia. O governo brasileiro sequer respondeu.

“A aquisição de imunizantes deveria ter figurado como a principal providência no processo de prevenção à disseminação do novo coronavírus e, consequentemente, de proteção à saúde das pessoas, mas, infelizmente, essa medida foi negligenciada. Não obstante, as tratativas e a conclusão das negociações do governo federal sofreram injustificável e intencional atraso, que impactou diretamente na compra das vacinas e no cronograma de imunização da população brasileira”, diz o relatório final da CPI.

A comissão também sugeriu o indiciamento de 68 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e os ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. O pedido, no entanto, foi arquivado a pedido do procurador-geral da República da época, Augusto Aras, em julho de 2022. No ano passado, entretanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar os fatos denunciados pela CPI.

Agência Brasil

Bilionário dono da Fiorentina, Rocco Commisso morre aos 76 anos

O empresário bilionário Rocco Commisso morreu aos 76 anos neste sábado, 17. A morte do italiano foi confirmada pela Fiorentina, clube de futebol do qual era proprietário e presidente desde 2019. Em nota, a Fiorentina lamentou a perda de Rocco após um longo período de cuidados médicos.

“Depois de um longo período de cuidados, nosso amado presidente nos deixou e hoje todos nós lamentamos a sua morte. Sentimos sua falta e sempre sentiremos sua falta”, diz o comunicado. A causa da morte não foi divulgada.

História

Nascido na região da Calábria, na Itália, Rocco Commisso concluiu os estudos na Mount Saint Michael Academy em 1967 e se formou em Engenharia Industrial pela Universidade de Columbia, instituição da qual se tornou apoiador do futebol universitário. Em 2021, passou a integrar a lista da revista Forbes de bilionários proprietários de clubes de futebol, com patrimônio estimado em US$ 7,4 bilhões à época, o equivalente a cerca de R$ 39,7 bilhões atualmente.

Rocco deixa a esposa, Catherine, com quem manteve casamento por mais de 50 anos, e os filhos Giuseppe e Marisa.

A TArde

Gilmar Mendes nega pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, na manhã deste sábado (17), o habeas corpus que pedia a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi protocolado por um advogado que não faz parte da equipe que representa Bolsonaro legalmente. O ministro alegou não ser possível analisar pedido feito por advogado sem relação com a defesa do condenado.

O habeas corpus (HC 267.425) foi impetrado neste sexta-feira (16/1) por Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa, que não integra a defesa constituída de Bolsonaro, e apontava Moraes como autoridade coatora. No pedido, o advogado alegava supostas violações a direitos fundamentais e solicitava que o ex-presidente pudesse cumprir eventual pena em regime domiciliar, sob o argumento de necessidade de acompanhamento médico e de prioridade processual em razão da idade.

Por que Gilmar decidiu, e não Moraes?

Embora Alexandre de Moraes seja o relator do caso em que Bolsonaro foi julgado a 27 anos de prisão, o caso foi inicialmente distribuído à ministra Cármen Lúcia por prevenção, em 13 de janeiro de 2026, conforme as regras do Regimento Interno do STF. No entanto, como o pedido foi apresentado durante o recesso, período em que a Presidência e a Vice-Presidência da Corte analisam apenas matérias urgentes, a tramitação seguiu um rito específico.

Como o próprio Alexandre de Moraes exercia, naquele momento, atribuições relacionadas às urgências do recesso, e era também apontado como autoridade coatora no habeas corpus, ficou configurado um impedimento regimental para que ele apreciasse o pedido. Diante disso, com base no artigo 13, inciso VIII, e no artigo 37 do Regimento Interno do STF, os autos foram remetidos ao decano da Corte, Gilmar Mendes, que passou a atuar como relator excepcional do caso.

Na decisão, Gilmar Mendes afirmou que existem óbices jurídicos claros para o conhecimento do habeas corpus. O principal deles é a impossibilidade de o STF analisar habeas corpus impetrado contra atos de ministros da própria Corte, entendimento já consolidado na jurisprudência do tribunal, com aplicação analógica da Súmula 606 do STF.

O ministro destacou ainda que o pedido não foi apresentado pela defesa técnica de Bolsonaro, que segue atuante nos processos. Gilmar também apontou que não havia qualquer indício de omissão ou inércia da defesa que justificasse a atuação de um terceiro. Além disso, Segundo Gilmar Mendes, a admissão do habeas corpus poderia provocar subversão da lógica recursal e violar o princípio do juiz natural.

Gilmar Mendes também ressaltou que sua atuação ocorreu de forma temporária e excepcional, exclusivamente em razão do recesso, e que o reconhecimento do pedido implicaria indevida substituição da competência do relator natural do caso. Com esses fundamentos, o ministro decidiu não conhecer do habeas corpus, encerrando a análise do pedido de prisão domiciliar. Determinou ainda que fosse dada ciência da decisão aos ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Diario de Pernambuco

Morre aos 32 anos o apresentador Erlan Bastos

O jornalista e apresentador Erlan Bastos faleceu neste sábado (17), aos 32 anos. Ao longo da sua carreira, Erlan passou pela Record e pela TV Meio, onde se consolidou como personalidade reconhecida no Piauí. Segundo o portal Piauí Hoje, Erlan estava internado no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina. O jornalista estava intubado, com água no pulmão, e os médicos trabalhavam com a possibilidade de um câncer. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada oficialmente.

Nascido em Manaus, no Amazonas, ele ganhou o cenário nacional com o jornalismo de entretenimento. Amigos e admiradores do profissional expressaram seus sentimentos à notícia da morte.  Em nota, a NC TV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação, onde Erlan trabalhava, lamentou a morte do jornalista e destacou seu impacto no meio jornalístico.

“Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania.

Sua presença era intensa, sua fala era direta e seu trabalho, necessário. Erlan não se acomodava. Questionava, investigava e seguia em frente, sempre com o olhar atento às demandas da sociedade amapaense. Sua atuação elevou o debate público e reforçou a importância de um jornalismo independente, responsável e comprometido com o interesse coletivo.

A partida inesperada e precoce deixa um vazio imenso, na redação, nas telas, no jornalismo e em todos que acreditam na força da informação como agente de transformação. Mas seu legado permanece vivo: nas reportagens, nas denúncias reveladas, na coragem que inspirou colegas e na consciência crítica que ajudou a despertar.”, diz o comunicado.

Diario de Penambuco

Nota de falecimento: Morre em Petrolina, Edvar do Hotel Grande Rio

Faleceu na madrugada deste sábado (17) um dos garçons mais antigos de Petrolina, Edvar Marques de Oliveira, aos 88 anos. Conhecido carinhosamente como Edvar do Hotel Grande Rio, ele construiu uma trajetória marcada por décadas de dedicação, profissionalismo e carinho no atendimento aos petrolinenses, deixando uma história de serviços prestados à cidade.

Edvar deixa esposa, filhos, irmãos, netos e inúmeros amigos que guardam sua memória com respeito e saudade. O corpo esta sendo velado na rua do Caruru, N•55, no bairro Areia Branca, em Petrolina. O sepultamento ocorrerá neste sábado (17), às 17h, no Cemitério Central de Juazeiro.

O Blog Waldiney Passos, lamenta a morte de Edvar e se solidariza com a família, amigos e colegas.