PM que jogou homem de ponte chora durante audiência de custódia no TJM

O soldado da Polícia Militar (PM) Luan Felipe Alves Pereira chorou durante audiência de custódia na sede do Tribunal de Justiça Militar (TJM) que manteve, na quinta-feira (05), a prisão preventiva do agente que jogou um jovem rendido de cima de uma ponte, em Cidade Ademar, na zona sul de São Paulo, na madrugada da última segunda-feira (02).

O militar já havia prestado depoimento na Corregedoria da corporação e argumentado que a intenção era somente “levantar do chão” a vítima. Mas, a tese da defesa foi rechaçada pelo juiz substituto Fabrício Alonso Martinez Della Paschoa, do TJM.

O mesmo juiz assinou a decretação da prisão do soldado Luan. Na decisão, obtida pelo Metrópoles, o magistrado aponta “fortes indícios” de que o soldado cometeu crime de “lesão corporal dolosa”, ou seja, com intenção, ao jogar de uma ponte o entregador Marcelo Barbosa Amaral, de 25 anos, durante a abordagem policial.

Diário de Pernambuco

Caso Marielle: MP recorre para aumentar penas de Ronnie e Élcio

A Força-Tarefa do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado para o caso Marielle Franco e Anderson Gomes (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou recursos de apelação para aumentar as penas de Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, condenados pelo duplo homicídio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime ocorreu em 14 de março de 2018.

No recurso, o Gaeco requer pena máxima para os dois homicídios e um tentado: 30 anos para Anderson, 30 para Marielle, 20 para Fernanda Chaves, que também estava no carro, somando 80 anos e mais dois anos pela receptação do carro Cobalt utilizado no dia do crime.

Em 31 de outubro, a Justiça condenou Ronnie Lessa a 78 anos, 9 meses e 30 dias de prisão e Élcio Queiroz a 59 anos, 8 meses e 10 dias. Eles também devem pagar R$ 706 mil de indenização para os parentes de Anderson e Marielle.

No documento encaminhado ao 4º Tribunal do Júri, o Ministério Público destaca a necessidade de revisão das penas, sob o argumento de que aspectos fundamentais relacionados à gravidade dos crimes, como a repercussão internacional e o modus operandi, não foram considerados adequadamente na sentença de primeira instância.

Entre os pontos apresentados pela força-tarefa estão, o uso de arma automática e silenciador, a emboscada planejada no Centro do Rio e a destruição de provas pelos acusados. No pedido, os promotores de Justiça ressaltaram a comoção global gerada pelo caso, que impactou negativamente a imagem do Brasil no cenário internacional.

A apelação também pede maior rigor na dosimetria das penas, incluindo a revisão da tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que sobreviveu ao ataque, e a ampliação da punição pelo crime de receptação do veículo utilizado no crime.

Agência Brasil

Serviço público uniformiza coleta de dados da população LGBTQIA+

Órgãos públicos federais deverão usar um formulário padrão para atendimento de pessoas LGBTQIA+, sigla que representa a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, trans (transgêneros e travestis), queer, intersexuais, assexuais e demais orientações sexuais e identidades de gênero. O documento foi disponibilizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) na sexta-feira (6).

De acordo com a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, a uniformização da coleta de dados sobre este público tem os objetivos de combater a violência e garantir que o acesso às informações no espaço público ocorra de maneira ética e respeitosa.

A secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, explica que o formulário orienta como deve ser a coleta de dados dessa população nos sistemas de cadastro do governo. “A uniformização dos questionamentos direcionados às pessoas LGBTQIA+ visa garantir o acesso às ações reparatórias e afirmativas da gestão pública e promover um atendimento qualificado e humanizado para essas pessoas”.

A inclusão de campos para identificação de gênero e orientação sexual em formulários e sistemas de informação é considerada fundamental para garantia de direitos a elaboração de políticas públicas mais adequadas à população LGBTQIA+, como prioriza a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Bruna Benevides. “Saber quantas somos e quem somos é medida básica para a democracia e para o reconhecimento da cidadania de grupos minoritários”, diz.

Coleta de dados

O formulário padrão apresenta um conjunto de questões relativas à identidade de gênero, orientação sexual e características sexuais. O documento chama atenção ainda para direitos já conquistados pela população LGBTQIA+, como a obrigatoriedade do uso do nome social. O direito garante à pessoa ser reconhecida pelo nome com o qual ela se identifica, com respeito à sua identidade de gênero, independentemente do nome do registro civil de nascimento.

Assim, todas as publicações, chamadas orais, ou quaisquer outras atividades públicas realizadas e que incluam o nome das pessoas, devem adotar o nome social do cidadão e não do nome civil, conforme o Decreto nº 8.727, de 2016. Para a presidente da Antra, Bruna Benevides, o uso da linguagem inclusiva e livre de preconceitos ajuda a criar um ambiente mais acolhedor e respeitoso. “O nome social é uma política que assegura a dignidade das pessoas trans e precisa estar em todos os bancos de dados de forma simplificada precedendo o nome de registro”, ao falar sobre a demanda histórica do movimento LGBTQIA+.

Direitos

O tratamento respeitoso às pessoas LGBTQIA+ em órgãos públicos federais é um direito fundamental e uma obrigação legal. Entre as medidas que promovem a inclusão e a equidade nos serviços prestados estão o respeito à identidade de gênero e orientação sexual; o acesso igualitário aos serviços públicos, sem qualquer tipo de barreira ou discriminação a pessoas LGBTQIA+.

Os espaços de órgãos públicos devem ser seguros e acolhedores dentro dos órgãos públicos a pessoas LGBTQIA+. A realização de treinamentos de servidores públicos e campanhas de conscientização sobre a diversidade sexual e de gênero contribui para que os profissionais compreendam a importância do respeito e da inclusão.

Disque 100

O Disque Direitos Humanos, o Disque 100, recebe denúncias de violências. O serviço gratuito e anônimo do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania recebe, analisa e encaminha as denúncias de violações de direitos humanos. O serviço está disponível 24 horas por dia, todos os dias, incluindo sábados, domingos e feriados.

Agência Brasil

Morre, aos 88 anos, Raminho de Oxóssi, que comandava Noite dos Tambores Silenciosos

Severino Martiniano da Silva, mais conhecido como Raminho de Oxóssi, que conduzia a Noite dos Tambores Silenciosos, no Recife, morreu neste domingo (8), aos 88 anos. O local e a causa da morte não foram divulgados. A informação sobre o falecimento foi divulgada na página do Instagram de Raminho de Oxóssi através de uma nota de falecimento.

“Hoje somos tomados por uma tristeza profunda, ainda incrédulos com a partida ao Orun do nosso Olorí Egbé Pai Raminho, patrimônio do Estado de Pernambuco, não era apenas uma referência religiosa, ele é e sempre será o maior da nossa nação, do nosso estado”, diz a nota de falecimento.

“Agradecemos por, absolutamente, tudo, nosso Pai que os deuses recebam o senhor com a reverência equivalente à magnitude da sua existência no Ayé, não serão poucas. Nós te amamos sempre, para sempre, e levaremos seu nome com orgulho para onde formos e onde pisarmos. Com amor, seu Egbé”, conclui a nota de pesar.

Pai Raminho, como também era chamado, nasceu no Recife em 1936 e iniciou no candomblé aos dez anos de idade, no Pátio do Terço, no bairro de São José, no Recife, pelas Tias do Sítio de Pai Adão. Aos 20 anos, ele trouxe para Pernambuco o culto Jeje, que cultua os Voduns.

Ele comandou um dos maiores terreiros de Pernambuco, a Roça Oxum Opará e o Oxóssi Ibualama em Vila Popular, em Olinda. Também foi babalorixá da Nação Jeje Nagô e implantou em Pernambuco este formato de religiosidade que virou referência.

Além disso, Raminho de Oxóssi fundou o Afoxé mais antigo em funcionamento, o Ará Odé, que estava presente no Carnaval do Estado. Este leva para as ruas a cultura africana e luta contra o racismo. Por mais de 30 anos, protagonizou a Procissão de Oxalá, as Águas de Oxalá ou Lavagem do Bonfim de Olinda, que arrastava mais de 10 mil pessoas às ladeiras da cidade.

Raminho de Oxóssi era mestre das  tradições culturais de matriz africana no estado e dava continuidade às tradições trazidas pelas Tias do Terço (Sinhá Yáyá Tia Bernardina), que organizaram a comunidade negra do Pátio do Terço, no bairro de São José. Raminho celebrava a tradicional  Noite dos Tambores Silenciosos no Pátio do Terço, sempre realizado nas segundas feiras de Carnaval, marcado pelo encontro de batuqueiros de vários grupos de Maracatu Nação.

Diário de Pernambuco

MPPE entra com recurso contra juíza da Operação Integration por ‘abusos’ e ‘falta de isenção’ sobre indiciamento do cantor Gusttavo Lima

Os promotores de Justiça responsáveis pela Operação Integration – que investiga lavagem de dinheiro e evasão de recursos por meio de empresas de apostas on-line – entraram com um recurso no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) contra a juíza do caso, Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, a quem acusam de praticar “abusos” e “aparente falta de isenção”.

Há três dias, a juíza rejeitou um pedido de arquivamento parcial da investigação contra o cantor Gusttavo Lima, investigado pela operação. Ela também determinou que o inquérito seja remetido ao procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Marcos Carvalho.

O artista foi indiciado pela Polícia Civil em setembro deste ano. No entendimento do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), porém, não há provas de que Gusttavo Lima tenha ocultado valores ao negociar e vender uma aeronave para uma das empresas investigadas. Essa foi a terceira vez que a juíza Andréa Calado da Cruz intimou o MPPE a decidir se vai oferecer denúncia contra os alvos da investigação, arquivar o inquérito ou solicitar novas diligências para completar as investigações.

O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para saber o que acontece com o recurso do MPPE e se a juíza Andréa Calado gostaria de se pronunciar sobre a questão, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O recurso atual do MPPE foi movido pelos promotores Roberto Brayner Sampaio, coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco); Mariana Pessoa de Melo Vila Nova; Aline Daniela Florêncio Laranjeira e Katarina Kirley de Brito Gouveia.

No documento, eles dizem que, quando concluiu o inquérito, no dia 13 de setembro, a Polícia Civil disse não haver nos autos indicativos de depósitos dos investigados na conta de Gusttavo Lima, nem ter comprovação de atos de lavagem de dinheiro praticados pela PIX 365 Soluções Tecnológicas, que a polícia diz ser a empresa de jogos on-line Vai de Bet, após o dia 1º de julho de 2024, quando o cantor comprou 25% da empresa.

Dois dias depois, a polícia acrescentou informações ao relatório, após identificar depósitos da PIX 365 e de outra empresa, a Zelu Brasil Facilitadora de Pagamento, para a GSA Empreendimentos e Participações, que pertence ao cantor, ao longo de 2023.

O MPPE argumenta, porém, que não foi apresentada nenhuma correlação das transferências com valores provenientes de infrações penais, o que seria necessário para configurar o crime de lavagem de dinheiro. Ainda no recurso, os promotores dizem que pediram a quebra de sigilos bancários de alguns investigados, para poder identificar se houve lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou a medida, mas, segundo o MPPE, a polícia ainda não apresentou a análise desses dados financeiros.

Para os promotores, a conclusão do inquérito mostrou a “fragilidade da investigação” e a conclusão dessas diligências são “imprescindíveis” para o oferecimento da denúncia. Eles classificam o indiciamento e o pedido de prisão preventiva do cantor com base nas provas iniciais como um “contrassenso”.

Nos dias 4 e 19 de novembro, a juíza notificou o MPPE para que apresentasse um posicionamento sobre apresentar ou não a denúncia. Os promotores dizem que, nos dois casos, informaram o Judiciário sobre diligências em andamento. Em 4 de dezembro, a magistrada deu cinco dias para uma definição sobre a acusação.

Segundo os membros do Ministério Público, a atitude da juíza seria “típica de quem aparenta paixão pela investigação e não consegue manter a distância e isenção”. Afirmam também que a juíza Andréa Calado “vem cometendo abusos que importam em inversão tumultuária do processo”. Também argumentam que a magistrada estaria “faltando com a verdade ” ao alegar que as diligências foram concluídas, quando ela teria conhecimento de que a quebra de sigilo bancário ainda não foi analisada.

“Embora a Magistrada não goste ou não queira enxergar, é do Ministério Público a titularidade da ação penal (…). O erro grave, motivado pela aparente falta de isenção, é o de pretender impor o oferecimento da denúncia”, afirmam os promotores no documento encaminhado ao desembargador Demócrito Ramos Reinaldo Filho.

O recurso de correição será examinado pelo desembargador Demócrito Filho. A correição é um ato que busca corrigir um erro, uma imperfeição ou um defeito em uma decisão judicial. Além de suspender a decisão da juíza, que deu prazo para uma definição sobre a denúncia e remeteu o inquérito para o procurador-geral de Justiça, os promotores públicos também pedem que o TJPE submeta o caso ao Conselho da Magistratura, para que o órgão tome providências na área disciplinar.

O conselho é um órgão interno do Tribunal que tem poder para instaurar sindicâncias e inquéritos administrativos em relação a juízes. Quando a juíza Andréa Calado rejeitou o arquivamento das denúncias contra Gusttavo Lima, a defesa do artista disse ter confiança de que a inocência dele será comprovada. Já a Vai de Bet afirmou que não há qualquer indício de crime e que todas as operações foram declaradas à Receita Federal.

G1 Pernambuco

Suspeitos de relação com morte de delator do PCC são soltos em menos de 24 horas

Dois dos homens presos sob suspeita de participação no assassinato do empresário Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, o delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) fuzilado na área de desembarque do aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, foram soltos por volta das 15h da tarde deste sábado (07), menos de 24 horas após sua detenção.

A decisão pela soltura se deu após audiência de custódia realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que indicou suposta irregularidade na prisão. Como mostrou a reportagem, na tarde de ontem, 6, policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) prenderam o estudante de Direito Marcos Henriques Soares Brito, de 23 anos.

Com o acusado, teriam sido encontradas 110 munições de fuzis de calibre 7,62 mm e 5,56 mm, segundo o boletim de ocorrência. Elas estavam na motocicleta do acusado e em um carro que seria de propriedade de seu tio, Allan Pereira Soares, de 44 anos, que também foi detido.

À reportagem, o advogado Guilherme Vaz, que representa Marcos e Allan, afirmou que “durante a audiência ficou comprovado que tinha algo estranho na história da PM”. Um dos pontos questionados por ele é que, após ser abordado, Allan ligou para Marcos, que é seu sobrinho, ir até lá. “Como alguém vai ao encontro da polícia carregado de munições na moto?”, questionou. A defesa afirma que os clientes negam ser os donos das munições ou ter qualquer relação com o caso Gritzbach.

Marcos e Allan foram levados ontmem para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) sob a acusação do porte ilegal das munições e acabaram autuados em flagrante. Uma das prisões chegou a ser comemorada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas redes sociais.

“Após um trabalho de inteligência, policiais de Rota acabam de prender um dos criminosos envolvidos no assassinato de Vinicius Gritzbach”, escreveu, em publicação no Instagram. No termo de audiência de custódia, obtido pela reportagem, a juíza Juliana Pirelli da Guia apontou que, conforme informações do boletim de ocorrência, policiais da Rota foram até a casa onde Marcos mora averiguar uma denúncia anônima de que ele teria participado do assassinato do delator do PCC.

Ao chegar lá, eles teriam encontrado diversas munições e armas de fogo no interior de um veículo, de modelo Fiesta, que estava parado em frente à casa. “Consta que os policiais solicitaram a presença de um morador, quando surgiu na garagem da Allan, identificando-se como morador e tio de Marcos, que não estava na casa”, diz o documento.

Segundo os policiais, o veículo estava destrancado, com as portas abertas. Assim, eles teriam aberto o carro e realizado buscas no interior, localizando armas e munições de armas de fogo sob o banco dianteiro.

Os agentes afirmaram que Allan teria autorizado que entrassem na residência, onde nada encontraram de ilícito e, a pedido dos policiais, telefonou para o sobrinho Marcos para ir até casa, sendo que, lá chegando, conduzindo uma motocicleta, nesta foram encontradas mais munições de arma de fogo em um baú de transporte.

“Consta que ambos, Allan e Marcos, negaram qualquer relação com os objetos. Pois bem. No que se refere às munições e armas encontradas no veículo, observo que nada relaciona o veículo a nenhum dos custodiados, nem Allan, nem Marcos, nada indicando que era da propriedade deles. E, ainda que fosse de propriedade destes, apenas poderia ser objeto de buscas mediante autorização do proprietário ou possuidor, ou se houvesse mandado de busca e apreensão judicial”, afirma.

Estadão Conteúdo

EUA anunciam quase US$ 1 bilhão para dar mais armas à Ucrânia

Os Estados Unidos fornecerão US$ 988 milhões a mais em armas no longo prazo para a Ucrânia, disse o secretário de Defesa, Lloyd Austin, neste sábado, 7, enquanto a administração Biden se apressa em gastar todo o dinheiro aprovado pelo Congresso que resta para reforçar Kiev antes que o presidente eleito Donald Trump assuma o cargo no próximo mês.

O pacote mais recente incluirá mais drones e munições para os Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade, ou HIMARS, que os EUA forneceram. Embora essas armas sejam criticamente necessárias agora, elas serão financiadas por meio da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que paga por sistemas de longo prazo a serem contratados.

Os sistemas de armas comprados são frequentemente destinados a apoiar as capacidades militares futuras da Ucrânia, não fazendo uma diferença imediata no campo de batalha. O pacote de quase US$ 1 bilhão soma-se a outra assistência militar dos EUA, de US$ 725 milhões, anunciados na segunda-feira, 2.

A Ucrânia está enfrentando um ataque intensificado pela Rússia, que agora está usando milhares de soldados norte-coreanos para aumentar sua luta para retomar a região de Kursk. Moscou também lançou um míssil balístico de alcance intermediário e regularmente ataca a infraestrutura civil de Kiev.

Com dúvidas sobre se Trump manterá o apoio militar à Ucrânia, a administração Biden tem tentado gastar cada dólar restante de um grande projeto de lei de ajuda externa aprovado no início deste ano para colocar a Ucrânia na posição mais forte possível.

“Esta administração fez sua escolha. A próxima administração deve fazer sua própria escolha,” disse Austin em um encontro anual de oficiais de segurança nacional, empresas de defesa e legisladores na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro reage e volta a dizer que reforma de R$ 900 mil em Angra não precisava de alvará

Jair Bolsonaro (PL) se manifestou em suas redes sociais acerca de matéria publicada no Globo deste sábado (7) sobre o fato de que a reforma de sua casa de praia em Angra dos Reis, no valor de R$ 900 mil, não ter tido alvará.

Em vídeo compartilhado no X, em que fala diretamente do aeroporto de Passo Fundo (RS), o ex-presidente afirmou: “Dizem que eu não requeri licença. Mas de acordo com o que dispõe o Código de Obras do Município de Angra dos Reis, é dispensável (o pedido de licença). Não foi aumentado ou diminuído um metro sequer nessa obra.”

No post, Bolsonaro cita como defesa o artigo segundo do Código de Obras do município, embora seja justamente este o ordenamento que fala na exigência de licenciamento para obras e reformas.

“Qualquer obra de construção, acréscimo, reconstrução e reforma que envolva quaisquer edificações, estruturas costeiras, movimentações de terra, muro de contenção e muro frontal somente poderá ser executada após a aprovação de projeto e concessão de licença pela Prefeitura Municipal”, destaca o texto legal.

O contrato da reforma, encontrado pela Polícia Federal (PF) junto a documentos de Bolsonaro em uma busca e apreensão na sede do PL em Brasília — que também encontrou a “minuta do golpe” —, não traz detalhes sobre quais seriam as melhorias executadas no imóvel.

No entanto, vídeo divulgado pelo ex-presidente e por apoiadores apontam que, além da pintura de toda a edificação, as janelas de madeira foram substituídas por blindex, os pisos e portões foram trocados, parte de um dos muros foi refeita e uma nova área de churrasqueira foi construída.  Ao Globo, a prefeitura de Angra informou que “não há nenhum pedido de licença” para reforma do imóvel junto ao “Instituto Municipal do Ambiente, órgão responsável pela emissão desse tipo de alvará”.

Apesar de questionar a matéria original, Bolsonaro se silenciou acerca da informação de que teria usado uma firma de cunhado de aliado do PL na reforma.

O contrato de R$ 900 mil achado pela PF tem como beneficiária a empresa Insight Engenharia Integrada, CNPJ que tem como único sócio Rafael Nóbrega de Sousa, de 34 anos. Ele é irmão de Tainá Nóbrega, esposa do empreiteiro Renato Araújo, candidato à prefeitura de Angra pelo PL na última eleição e tido pela classe política do Rio como um importante representante dos interesses do bolsonarismo na região. Araújo ficou na segunda colocação no pleito eleitoral, mesmo recebendo a visita de Bolsonaro em Angra na semana da votação.

Ainda no vídeo publicado em suas redes sociais, que também foi compartilhado pelo filho, Carlos Bolsonaro, o ex-presidente afirma que a casa foi mobilhada com móveis adquiridos nas Casas Bahia, questiona o vazamento dos documentos por parte da Polícia Federal e volta a atacar a imprensa, se colocando a disposição para participar de uma sabatina sobre assuntos diversos como golpe, vacina e joias.

Reduto da família
Localizada na vila histórica de Mambucaba, distrito de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio, a casa tem vista para a praia e é frequentada por Bolsonaro e os filhos de forma recorrente. No início do ano, a família estava lá quando a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação sobre a “Abin paralela”.

O imóvel estava declarado até o ano passado por Bolsonaro com valor de R$ 98,5 mil, o mesmo pago pelo então deputado federal pela casa em 1997. Consultada pelo GLOBO, uma corretora que atua na região estimou que a casa esteja avaliada hoje em cerca de R$ 2,5 milhões, devido à localização e ao tamanho.

Agência O Globo

Morre Betinho, olheiro que descobriu Neymar: “Sempre serei grato”

Morreu, neste sábado, 7, o professor Betinho, olheiro que descobriu Neymar, camisa 10 da Seleção Brasileira de Futebol. Profissional teve participação direta na revelação de grandes atletas da base do Santos. A causa da morte não foi divulgada.

“Você me viu correndo na arquibancada e me fez correr em vários estádios ao redor do mundo. Você me colocou no futebol, fez meus pais me levarem pro meu primeiro teste. Sempre serei grato por isso! Cuide de nós aí em cima. Descanse em paz , Professor Betinho”, escreveu Neymar.

Através das redes sociais, o Santos também publicou uma homenagem, destacando a importância de Betinho e enviando condolências aos familiares.

“O Santos FC lamenta profundamente o falecimento de Betinho, um dos grandes observadores técnicos e descobridores de talento do futebol brasileiro. Betinho teve participação direta na revelação de grandes atletas da base santista, sendo o responsável, por exemplo, pela captação de Neymar Jr. Sua história estará sempre entrelaçada com a do Santos FC. Obrigado por toda dedicação e amor ao futebol. Nossos sentimentos aos familiares e amigos”, publicou o clube.

A Tarde

Polícia prende suspeitos de matar delator no Aeroporto de Guarulhos

A polícia de São Paulo prendeu na madrugada deste sábado (7) três suspeitos de participar da execução do delator Vinícius Lopes Gritzbach, assassinado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 8 de novembro. A ação dos atiradores no aeroporto deixou duas pessoas mortas: Gritzbach e um motorista de aplicativo que estava trabalhando no local.

Os suspeitos foram levados para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na capital paulista, onde foram ouvidos. “Houve a apreensão de munições e aparelhos de celular, que serão periciados. As investigações seguem sob sigilo”, disse em nota a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Vinícius Lopes Gritzbach fez um acordo de delação com o Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo em março de 2024. O conteúdo da delação é sigiloso, mas, no último mês de outubro, o MP encaminhou à Corregedoria da Polícia trechos do documento, em que o delator denuncia policiais civis por extorsão. Em 31 de outubro ele foi ouvido na Corregedoria, oito dias antes de ser morto.

Gritzbach também delatou um esquema de lavagem de dinheiro utilizado pelo grupo criminoso PCC.

Agência Brasil

Bolsonaro admite ter discutido estado de sítio com chefes da FA

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu ter discutido com comandantes das Forças Armadas hipóteses de intervenções federais “dentro das quatro linhas” da constituição.“Se você ler o inquérito, em nenhum momento [Freire Gomes, comandante do Exército] fala em golpe. Quem fala em golpe é a Polícia Federal. O que o comandante do Exército disse é o seguinte, foram conversar hipóteses sobre sítio, defesa e GLO”, afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Gaúcha, na sexta-feira (6).

“Nas quatro linha está o estado de sítio, está [o estado de] defesa, está a GLO, está a intervenção federal”, disse na entrevista. “Foi conversado sobre possibilidades dentro das quatro linhas”, complementou.

Na entrevista, Bolsonaro criticou o ministro Alexandre de Moraes e repetiu críticas à presidência dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente também negou ciência sobre qualquer plano para matar autoridades.

As investigações apontam que Bolsonaro apresentou, pessoalmente, uma minuta de decreto golpista aos comandantes do Exército e da Aeronáutica, além do Ministro da Defesa, em 7 de dezembro de 2022, no Palácio da Alvorada. Em um relatório da Polícia Federal, Bolsonaro e outras 36 pessoas foram indiciados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

A Tarde

Cientista brasileiro é investigado por fraudar 34 estudos acadêmicos

O pesquisador brasileiro Guilherme Malafaia Pinto, do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), é investigado por fraudar 34 artigos científicos. O biólogo teria usado os nomes de outros cientistas, sem o conhecimento deles, para atestar a qualidade dos próprios trabalhos.

Os 34 estudos foram publicados entre 2019 e 2024, na revista Science of the Total Environment (Stoten), voltada para pesquisas ambientais. Depois da denúncia, eles foram “despublicados”. Outros 13 estão sob análise, segundo a plataforma Retraction Watch.

O volume de artigos científicos “retratados”, ou seja, cancelados e despublicados, coloca Malafaia na lista dos 30 pesquisadores com mais estudos cancelados, ocupando a 21ª posição do ranking, segundo o Retraction Watch.

Diário de Pernambuco

Acordo entre Mercosul e União Europeia zera tarifas sobre a exportação das uvas brasileiras

O acordo de livre comércio fechado nesta sexta-feira (06) entre os líderes do Mercosul e da União Europeia traz uma grande notícia para os fruticultores brasileiros: as taxas de exportação de uva serão zeradas. A medida trará reflexos positivos para a economia do Vale do São Francisco, maior exportador da fruta no país.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Frutas (Abrafurtas), Guilherme Coelho, o modelo de tarifação atual prejudica os exportadores brasileiros. “Alguns países como África do Sul e Peru não pagam o chamado Imposto Duty para exportar suas frutas, o que prejudica seriamente o Brasil”, explicou.

“Dediquei o meu mandato de deputado federal, integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro permanente da Comissão de Agricultura da Câmara, para colaborar com o governo brasileiro nas negociações desse acordo e de outras medidas para diminuir as desigualdades competitivas enfrentadas pelos nossos exportadores” completou Guilherme CoelhoCom o acordo, as tarifas para exportação de frutas serão zeradas gradualmente, mas para a uva será imediato. “O imposto sobre a uva será zerado. O setor vai aumentar suas vendas, consequentemente, irá gerar mais emprego e renda”, destacou o presidente da Abrafrutas.

Redução das tarifas

O acordo prevê a isenção gradativa ou total das tarifas. Veja alguns exemplos:
Maçã – tarifa atual 10% – decrescendo a 0% em 10 anos
Melancia e melão – tarifa atual 9% – decrescendo a 0% em sete anos
Uvas – tarifa atual de 11% – chegará a 0% imediatamente que o acordo entrar em vigor (previsão 2025)

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi anunciado após a reunião dos líderes dos blocos na cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Após 25 anos de negociações, o acordo irá reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos e trará benefícios significativos para consumidores e empresas, de ambos os lados.

Ascom

 

Prefeitura de Juazeiro divulga cronograma da Unidade Móvel Odontológica de 09 a 12 de dezembro

A prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), informa o cronograma de 09 a 12 de dezembro, da Unidade Móvel de Atendimento Odontológico (UMO.

Serão realizados 15 atendimentos por dia, a partir das 8h. É necessário que os pacientes apresentem RG, CPF e Cartão SUS. Todos os dias serão atendidos 15 pacientes por demanda livre.

Confira:

09/12- Segunda-feira – Local: UBS CAJ – em frente à sede provisória da UBS no NH3.

10/12- Terça-feira – Local: Mercado do Produtor. Atendimento dos trabalhadores do entreposto comercial.

11/12- Quarta-feira – Local: UBS Residencial São Francisco.

12/12- Quinta-feira – Local: Residencial Brisa da Serra, em frente ao Centro Comunitário da rua G.

Ascom

Isenção de IRPF para até R$ 5 mil pode dobrar número de beneficiados

O número de trabalhadores com carteira assinada que não precisam pagar o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) deve dobrar em 2026, quando deverá estar em vigor a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil, conforme prometido pelo governo federal na “reforma da renda” que deverá tramitar no Congresso Nacional no próximo ano.

A projeção de contribuintes beneficiados é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), fornecida à Agência Brasil. Segundo a entidade, atualmente 10 milhões de pessoas estão dispensadas do recolhimento do tributo. Com a proposta, a faixa de isenção deverá passar dos atuais R$ 2.824 (dois salários mínimos) para R$ 5 mil, assim serão adicionadas mais 10 milhões de pessoas dispensadas da tributação.

A isenção do imposto favorecerá os trabalhadores de menor rendimento e também alcançará assalariados da classe média em outras faixas de rendimento. “Entre os que têm renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 7,5 mil, também há o impacto positivo da redução das tarifas, e este grupo representa por volta de 16 milhões de pessoas”, calcula Mariel Angeli Lopes, supervisora técnica do escritório regional do Dieese no Distrito Federal.

Crescimento econômico

Os dados do Dieese divergem dos números da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, a Unafisco. Em estudo feito em setembro, a associação estimou alcance maior: 30,6 milhões de contribuintes estariam desobrigados de pagar o IRPF se a tabela de tributação fosse atualizada com a correção integral da inflação. Nesse cálculo, o valor limite para ter isenção no recolhimento do imposto seria um pouco maior do que o proposto posteriormente pelo governo, R$ 5.084,04.

A Unafisco trabalha na atualização dos dados para dezembro, mas prevê ingresso de R$ 50 bilhões no bolso dos trabalhadores com a liberação do imposto de renda, aumento de consumo e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o presidente da associação, Mauro Silva, 65% do PIB brasileiro vem do consumo das famílias.

Para ele, a isenção do IRPF acabará por dinamizar a economia. “Essa faixa de renda tem uma poupança muito pequena. Acaba consumindo tudo que ganha. Essas pessoas vão reformar suas casas e utilizar mais serviços. Vai haver um transbordamento para as famílias de menor poder aquisitivo também”.

Fora da meta 
O economista João Leme, analista de contas públicas da Tendências Consultoria, concorda que haverá aceleração da atividade econômica. “A demanda mais alta acaba pressionando a oferta e faz com que a atividade gire”, explica. O especialista, no entanto, teme que o aumento de consumo possa pressionar a inflação.

“Algumas casas [de avaliação econômica] já estão olhando aqui o IPCA [índice de Preço ao Consumidor Amplo] de 2024 indo fora da meta, e para o ano que vem também já se vê [a inflação] descolando um pouco do centro da meta estabelecida pelo Comitê Monetário Nacional”, ressalta o economista. Para ele, eventual ciclo inflacionário poderá forçar “aperto monetário” e aumento da taxa de juros.

Outro temor de João Leme é o impacto da isenção do IRPF nas contas públicas, calculado entre R$ 35 a R$ 45 bilhões. Para ele, essas projeções levaram “à deterioração de expectativas, justamente porque o governo falava de um plano de corte de despesas de mais ou menos R$ 70 bilhões divididos em R$ 30 bi para 2025 e R$ 40 bi para 2026.”

Sobre os efeitos nas contas públicas, o governo argumenta que a compensação dos recursos não tributados com isenção serão compensados com a ampliação da contribuição efetiva para quem ganha acima de R$ 50 mil mensais (R$ 600 mil por ano).“A nova medida não trará impacto fiscal, ou seja, não aumentará os gastos do governo. Porque quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará um pouco mais”, explicou o ministro da Fazenda Fernando Haddad, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 27 de novembro.

Agência Brasil