Fraude na convocação de servidores é investigada em prefeitura baiana

Após denúncia sobre possíveis irregularidades na convocação dos aprovados no concurso público da Guarda Municipal de Juazeiro, realizado em 2019, ainda na gestão de Paulo Bonfim (PCdoB), um inquérito foi instaurado para apurar o caso.

A denúncia aponta que a prefeitura, à época, convocou servidores fora da ordem da lista oficial de aprovados, como apontou publicação oficial de outubro de 2023, gestão de Suzana Ramos (PSDB), convocando candidatos sem respaldo judicial ou processo legal, o que teria prejudicado candidatos classificados na lista sequencial.

O Ministério Público do Estado da Bahia pediu esclarecimentos da prefeitura, na atual gestão de Andrei da Caixa (MDB), o qual apesar de ter recebido o pedido, não enviou ainda resposta formal ao procedimento. Diante da ausência de manifestação, o inquérito foi instaurado para aprofundar a investigação e garantir a legalidade da nomeação dos candidatos.

O Ministério Público da Bahia já determinou a requisição de documentos, bem como a lista de aprovados e convocados, além do edital do concurso, para auxiliar as diligências. O procedimento segue os dispositivos legais que garantem a transparência e o direito dos concursados, permitindo inclusive o ajuizamento de mandado de segurança caso algum candidato se sinta preterido.

A Tarde

Intoxicação por metanol: três possíveis casos e duas mortes são investigadas em Pernambuco

Dois homens morreram no Agreste de Pernambuco com suspeita de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Os casos estão sendo investigados pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa). As vítimas estavam internadas no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para onde também foi encaminhado um terceiro paciente, que sobreviveu, mas perdeu a visão nos dois olhos.

Os três homens são residentes dos municípios de Lajedo e João Alfredo. As mortes ocorreram após quadro clínico compatível com envenenamento por metanol, substância inflamável, tóxica e de difícil identificação, apenas destinada à indústria, mas que tem sido usado para adulterar bebidas. O Instituto de Medicina Legal (IML) ficará responsável por confirmar a causa por meio de exames.

LEIA MAIS

Polícia investiga assassinato e tentativa de homicídio no Monsenhor Bernardino em Petrolina

A Polícia Civil (PC) está investigando o assassinato e a tentativa de homicídio de dois homens no Monsenhor Bernardino, na noite da sexta-feira (26), em Petrolina. A vítima fatal, um homem de 23 anos, foi atingida por disparos de arma de fogo e socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A segunda vítima, um homem de 26 anos, foi atingida no braço.

A PC registrou os crimes por meio da Delegacia de Homicídios de Petrolina e segue investigando para apurar todas as circunstâncias dos fatos.

G1 Petrolina

Fraude do INSS: investigação no STF vai para as mãos de Mendonça após sair da alçada de Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça será o responsável pela investigação sobre fraudes no INSS, após o caso sair da alçada do ministro Dias Toffoli. Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o caso saísses das mãos do ministro Dias Toffoli e houvesse uma redistribuição. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, acolheu o pedido e, após sorteio, o processo foi redistribuído para o ministro Mendonça, que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), parte da investigação deve tramitar sob competência da Corte diante do surgimento de citações a autoridades com foro privilegiado, enquanto o restante deve continuar a tramitar na primeira instância. Os inquéritos que apuram o assunto na primeira instância estão parados desde junho, quando Toffoli abriu um procedimento sigiloso no STF e solicitou cópia de todas as investigações para avaliar a sua competência no caso.

Apesar de não determinar a suspensão das apurações, a decisão, na prática, acabou paralisando o andamento dos inquéritos da Operação Sem Desconto. Diante da incerteza sobre a competência do caso, os investigadores estão aguardando uma definição para evitar a anulação de diligências. Procurado para comentar a decisão que travou as investigações, o ministro não se manifestou.

A Operação Sem Desconto teve sua primeira fase deflagrada pela PF em 23 de abril, em uma ação que afastou o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e apontou suspeitas de descontos irregulares bilionários dos beneficiários. Esses descontos, de acordo com as apurações, foram feitos de forma irregular por uma atuação de associações e sindicatos de aposentados em conjunto com integrantes do INSS. Essa primeira fase cumpriu 211 mandados de busca e apreensão.

A investigação tramita por meio de diferentes inquéritos abertos em diversos Estados, que miram diferentes sindicatos envolvidos nas fraudes. Até o momento, o INSS calcula em R$ 3,3 bilhões o dinheiro necessário para ressarcir os aposentados lesados.

Estadão Conteúdo

PF investiga elo entre farra do INSS e esquema de crédito consignado

Quebras de sigilo bancário mostram que entidades envolvidas no esquema bilionário de fraude contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fizeram pagamentos milionários a empresas que operam créditos consignados sob suspeita. As transações fizeram a Polícia Federal (PF) investigar a relação entre a farra dos descontos indevidos e os empréstimos feitos com segurados.

A prática seria uma forma de as entidades conseguirem filiar ainda mais aposentados para cobrar mensalidades associativas por meio de convênio com o INSS. Estima-se que mais de 6 milhões de segurados tenham sido filiados a associações e sindicatos, que arrecadaram R$ 6,3 bilhões com descontos desde 2019.

Diario de Pernambuco

PGR arquiva pedido de investigação contra Moraes em caso FAB

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, decidiu arquivar o pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por suposto uso indevido de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir a São Paulo (SP).

O advogado Enio Martins Murad alegou que o magistrado utilizou a aeronave para assistir ao jogo do Corinthians, na final do Campeonato Paulista, na Neo Química Arena, na semana passada.

No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que “não há relação entre o evento privado (jogo de futebol) e o apontado transporte público” e decidiu arquivar o pedido. O advogado recorreu.

Diário de Pernambuco

Polícia Civil investiga homicídio na zona rural de Petrolina

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) registrou um homicídio no domingo (9), ocorrido em Izacolândia, zona rural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A vítima foi um homem de 41 anos. Ainda não se sabe a autoria e a motivação do crime.

Um inquérito foi instaurado para apurar todos os fatos. Na sexta-feira (7) outro caso também foi registrado na zona rural do município. Uma mulher, de 35 anos, foi assassinada no Núcleo 5 (N5) do Projeto Senador Nilo Coelho. A vítima foi morta a tiros. De acordo com testemunhas, os suspeitos do crime estavam em uma motocicleta.

G1 Petrolina

Polícia investiga assassinato de mulher no N5, zona rural de Petrolina

A Polícia Civil de Pernambuco está investigando o assassinato de uma mulher, de 35 anos, no Núcleo 5 (N5) do Projeto Senador Nilo Coelho, na zona rural de Petrolina. O caso foi registrado na 25ª Delegacia de Homicídios na manhã desta sexta-feira (7).

A mulher, identificada como Aparecida de Souza, foi morta a tiros. De acordo com testemunhas, os suspeitos do crime estavam em uma motocicleta. A Polícia Civil informou que “um inquérito foi instaurado para apurar os fatos, identificar a autoria e motivação do crime. As investigações seguem em andamento”.

G1 Petrolina

Governador da Bahia pede investigação sobre atuação da PM em chacina

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, pediu para a Polícia Civil investigar um “possível exagero” da Polícia Militar na operação que terminou com 12 suspeitos de integrar uma facção criminosa mortos, em Fazenda Coutos, no subúrbio de Salvador, na terça-feira (4). A afirmação foi feita em transmissão ao vivo na internet sobre o balanço do carnaval na Bahia, na noite desta quarta-feira (5).

“Nós pedimos que todo o estudo seja feito para averiguar se houve algum exagero pela polícia”, disse Rodrigues. “O estudo está acontecendo para a gente poder averiguar se há algum exagero”, completou. A operação policial que resultou em 12 mortos ocorreu após relatos de uma invasão promovida por um grupo armado de uma organização criminosa na região de Fazenda Coutos.

“Essa comunidade tinha sido violentada e, por muito tempo, durante dois dias a comunidade estava se queixando com a polícia, mandando pedidos de presença. E a inteligência detectou através de câmeras a disputa de duas facções. Uma delas, se colocando como vencedora, ganhou espaço e queria mandar, proibindo as pessoas de circularem, e de imediato a Polícia Militar estudou a área, mas eles enfrentaram a polícia e, por conta disso, 12 tombaram”, afirmou o governador.

Investigação
Após a chacina, o Ministério Público (MP) da Bahia instaurou procedimento para investigar a atuação da Polícia Militar. O procedimento ficou a cargo dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp). Ontem, o MP se reuniu com as Secretarias de Segurança Pública (SSP) e de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), e com o comando das polícias Militar e Civil para discutir encaminhamentos quanto às investigações sobre a intervenção policial.

“Estamos em interlocução direta com as autoridades policiais e forças de segurança, acompanhando todos os passos da investigação, com o Gaeco e o Geosp, no levantamento das informações, principalmente das perícias, para que todas as circunstâncias sejam apuradas com a devida transparência”, disse o procurador Geral de Justiça e chefe do MP da Bahia, Pedro Maia.

Análise do cenário
Após a chacina, o Instituto Fogo Cruzado defendeu a necessidade de se repensar a política de segurança pública no estado. Dados compilados pelo Fogo Cruzado mostram que esta é a 100ª chacina em Salvador e na Região Metropolitana desde o início do levantamento de dados na Bahia, em julho de 2022. Desse total, 67% das chacinas envolvem policiais resultando em 261 mortos. Para a coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, Tailane Muniz, os números mostram que a política de segurança precisa ser pensada para proteger todos os cidadãos.

“Quando 12 pessoas morrem numa ação policial, fica claro que a prioridade é o confronto e não a proteção. Os moradores da região enfrentaram mais de sete horas de um intenso tiroteio, o transporte público suspenso, e a pergunta que fica é: quais os resultados disso? O que vai mudar depois de tanto tiroteio e tantas mortes? Os dados de chacina ajudam a entender que mesmo com tanta morte ainda carecemos de uma política eficiente e que dê os resultados esperados pela população”, disse Tailane.

Agência Brasil

Polícia investiga morte de bebê de 8 meses em Serra Talhada após médicos alegarem suspeita de abuso

A Polícia Civil de Pernambuco investiga a morte de um bebê do sexo masculino, de apenas 8 meses de idade, que faleceu na noite desta quarta-feira (5) no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, no Sertão. As autoridades teriam sido acionadas pela equipe médica da unidade de saúde, que identificou sinais de violência sexual no bebê.

De acordo com informações extraoficiais, o bebê morava com a família no município de Floresta e estava sem se alimentar havia cerca de 24 horas. Após o menino recusar a comida, a mãe decidiu levá-lo à unidade de saúde, onde a equipe médica optou por intubá-lo. Nesse momento, os médicos identificaram possíveis sinais de agressão sexual.

Os profissionais de saúde teriam identificado, ainda, um líquido anormal durante a intubação. A Polícia Civil foi acionada, e a mãe do bebê foi levada à delegacia da cidade para prestar depoimento, retornando depois ao hospital. Uma equipe de perícia foi enviada à unidade, mas, ao chegar, o bebê já estava sem vida. O corpo foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para identificar a causa da morte. Segundo a mãe do bebê, o laudo médico do hospital afirma que a morte foi causada por pneumonia. O laudo do IML ainda não foi divulgado. Familiares pedem justiça e alegam que não houve nenhum tipo de abuso contra a criança.

Diario de Pernambuco

Avô é suspeito de estuprar duas netas na zona rural de Araripina

A Polícia Civil está investigando um possível caso de estupros de vulnerável na Serra de Simões 2, na zona rural de Araripina, no Sertão de Pernambuco. Segundo o Boletim de Ocorrência do 9ª CIPM, que registrou o caso na terça-feira (4), a suspeita é que o avô abusa de duas netas.

O registro da PM mostra que, segundo a tia das vítimas, o avô abusa sexualmente das netas por anos, tocando as partes íntimas e tendo conjunção carnal. As meninas teriam sido ameaçadas pelo suspeito, para não revelar nada a ninguém.

Na noite da segunda-feira (3), o pai das meninas flagrou o suspeito entrando no quarto das crianças, mas o homem teria se assustado ao perceber que havia alguém acordado e se escondeu. Ao amanhecer, o pai ligou para o suspeito, que já havia saído da casa, e disse que viu o que ele estava fazendo na noite e que denunciaria o caso.

Após a denúncia, a polícia foi até a casa do suspeito, que não estava no local. As vítimas acompanhados dos respectivos responsáveis foram encaminhadas a delegacia municipal de Araripina.

G1 Petrolina

Troca de ministro e anulação de caso: Bolsonaro sofre derrotas no STF ao tentar barrar investigações

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ( PL) tem acumulado derrotas no Supremo Tribunal Federal ( STF) em suas tentativas de rever as investigações em andamento contra ele, mesmo antes da apresentação de uma eventual denúncia pela Procuradoria-Geral da República ( PGR), que deve ocorrer em fevereiro.

Já houve tentativas de retirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria da principal apuração — sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado — e também de anular essa e outras duas investigações, sobre as suspeitas de fraude em cartões de vacina e de desvio de joias do acervo da Presidência. Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal (PF) nesses três casos, mas nega ter cometido crimes.

Essa estratégia envolve diversos instrumentos jurídicos. Enfrentando dificuldades com Moraes e na Primeira Turma do STF, os advogados do ex-presidente têm apostado em outros tipos de ação, que têm distribuição livre entre todos os ministros e que, em caso de recurso, são analisadas pelo plenário.

Com isso, já foram protocoladas três arguições de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), apresentadas em nome do PP, e um mandado de segurança. Além disso, foram peticionadas duas arguições de impedimento (Aimp) pedindo a retirada de Moraes. Desses cinco pedidos, três já foram negados, e os outros dois têm baixa chance de serem aceitos. A equipe de defesa de Bolsonaro foi procurada para comentar o cenário, mas não respondeu.

A negativa mais recente veio no domingo passado, quando a ministra Cármen Lúcia rejeitou um mandado de segurança que pedia a anulação da investigação sobre a fraude em cartão de vacina. Foi essa apuração que levou à prisão do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que fechou acordo de delação premiada, e também à apreensão do celular do ex-presidente.

Uma possível invalidação dessa investigação poderia causar um “efeito cascata”, já que esse caso deu origem às outras duas apurações envolvendo Bolsonaro, a partir de mensagens e documentos encontrados no celular de Cid e de outros investigados.

Uma outra tentativa de anular essa investigação já havia ocorrido em uma das ADPFs apresentadas no ano passado. Essas ações foram protocoladas formalmente pelo PP, mas foram assinadas pela equipe de defesa de Bolsonaro, e ele seria o principal beneficiário de uma decisão favorável. Uma ADPF só pode ser apresentada por uma lista de autoridades e entidades, incluindo partidos. Por isso, os advogados não poderiam ter tomado a iniciativa diretamente.

As três ações foram apresentadas no ano passado, em um intervalo de dois meses, questionando atos de Moraes nas três principais investigações contra Bolsonaro.

O processo sobre a investigação das joias foi negado por Cármen Lúcia e já arquivado. O pedido envolvendo a apuração do cartão de vacina foi rejeitado por Dias Toffoli, mas há um recurso pendente, que será analisado no plenário virtual. A terceira ação, sobre a suposta trama golpista, ainda não foi analisada por Luiz Fux.

Ofensiva contra Moraes
A primeira tentativa de retirar Moraes da investigação sobre a suposta tentativa de golpe ocorreu em fevereiro do ano passado, logo após a primeira operação da PF sobre o caso. O pedido foi negado, dias depois, pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, a quem cabe analisar esse tipo de solicitação.

Os advogados de Bolsonaro recorreram, contudo, e o caso foi analisado pelo plenário em dezembro. Apenas o ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente, votou para rever a decisão de Barroso e retirar Moraes o caso.

Um novo pedido de impedimento foi apresentado no início de dezembro, após uma nova operação da PF e o indiciamento de Bolsonaro e outras 39 pessoas. Essa ação ainda não foi analisada. Além dos pedidos mais amplos, já houve outras solicitações rejeitadas dentro das próprias investigações, em alguns casos apenas por Moraes e em outros por toda a Primeira Turma. Essas rejeições incluem pedidos para ter acesso à delação de Mauro Cid, tentativas de reaver o passaporte de Bolsonaro e autorização para retomar o contato com outros investigados.

Agência O Globo

PF instaurará inquérito para investigar ataque a assentamento do MST

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou, neste sábado (11), que a Polícia Federal (PF) instaure inquérito para apurar o ataque ao assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

Localizado em Tremembé (SP), no Vale do Paraíba, a cerca de 140 quilômetros da capital paulista, o assentamento foi atacado por homens armados na noite desta sexta-feira (10). Segundo o MST, dois assentados foram mortos a tiros e ao menos outros seis estão feridos, alguns em estado grave.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que uma equipe da PF, com agentes, perito e papiloscopista, já está se deslocando para Tremembé. Além disso, no ofício encaminhado à Andrei Passos, diretor-geral da corporação, o ministro substituto Manoel Carlos de Almeida Neto, reitera a informação de que, por volta das 23 horas desta setxa (10), “criminosos” armados invadiram o assentamento e dispararam contra “famílias de agricultores” que moram no assentamento devidamente regularizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Ante o exposto, determino à Polícia Federal que proceda abertura de investigação criminal para apuração dos fatos narrados”, reforça o ministro.

De acordo com o MST, os agressores, ainda não identificados, usavam “vários carros e motos” e chegaram atirando quando a maioria dos assentados dormia, entre eles crianças e idosos. Em meio à confusão, dois assentados foram baleados e não resistiram: Valdir do Nascimento, o Valdirzão, de 52 anos, e Gleison Barbosa de Carvalho, 28. Nascimento era uma das lideranças do assentamento. Integrantes do movimento chegaram a divulgar uma terceira morte, não confirmada pelas autoridades, e a postagem inicial foi apagada das redes sociais.

Consultada pela Agência Brasil, a secretaria estadual de Saúde confirmou que ao menos seis feridos foram atendidos em unidades públicas de saúde da região, entre elas o Hospital regional do Vale do Paraíba – Sociedade Beneficente São Camilo, de Taubaté, mas informou que, por se tratar de uma ocorrência policial e também por não ter autorização das vítimas ou de seus parentes, não está autorizada a fornecer detalhes sobre o estado de saúde dos pacientes que seguem internados.

Proteção
Diante da repercussão, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (Mdhc) anunciou que vai oferecer assistência e proteção às lideranças e demais moradores do Assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“O MDHC, por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, está buscando mais informações sobre os fatos ocorridos e oferecerá assistência para as lideranças do assentamento e sua coletividade”, anunciou o ministério, em nota divulgada esta tarde.

Também em nota, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, repudiou o “atentado praticado por criminosos ainda não identificados”. “O MDA repudia o crime e manifesta solidariedade e apoio aos assentados da reforma agrária, especialmente às famílias de Valdir do Nascimento e do jovem Gleison Barbosa Carvalho, brutalmente assassinados neste caso”.

Recorrência
Juntos com a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, os conselhos Nacional de Direitos Humanos (Cndh) e de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo (Condepe) manifestaram tristeza e indignação, repudiando o “violento atentado” contra as famílias assentadas.

“Queremos prestar total apoio e solidariedade à família das vítimas, aos amigos e aos feridos, nesta inadmissível incursão criminosa, ainda sob investigação”, expressaram as entidades, lamentando que ataques desta natureza contra movimentos sociais, sobretudo os que lutam pelo acesso a terras produtivas, sejam recorrentes. De acordo com dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, entre os anos de 2020 e 2024, foram registradas 2.332 denúncias de violações motivadas por questões relacionadas a conflitos agrários, crimes ambientais e/ou à atuação de comunicadores e defensores dos direitos humanos, o que corresponde a mais de uma denúncia por dia.

“Fazemos um compromisso publico com as famílias e assentados de que acompanharemos este acaso até seu total esclarecimento: vamos exigir uma apuração qualificada e punição exemplar dos culpados, por este ataque terrorista ao estado democrático com ato de terrorismo” acrescentaram as entidades, defendendo ser necessário “dar um basta a esta espiral de violência”, cujas vítimas são, no plano urbano, a população periférica e pobre, e, no campo, assentados e movimentos em defesa dos menos favorecidos”.

A ocorrência também gerou reações de parlamentares de diferentes partidos, entre eles o deputado estadual Simão Pedro (PT-SP), que atribuiu o “atentado” a organizações criminosas que, segundo ele, “querem se apossar dos territórios da reforma agrária”.

Agência Brasil

Caixas pretas de avião que caiu no Cazaquistão chegam ao Brasil

As caixas-pretas da aeronave Embraer 190, da companhia Azerbaijan Airlines, que caiu no Cazaquistão matando 38 pessoas na quarta-feira, 25, está prevista para desembarcar em Brasília nesta terça-feira, 31.Os gravadores de registro do voo, Cockpit Voice and Flight Data Recorder (CVFDR), vão ser investigados no Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA) do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), na capital federal.

Além dos brasileiros envolvidos na apuração, o centro da Aeronáutica vai receber investigadores do Cazaquistão, do Azerbaijão e da Rússia, três de cada país.

Em nota, a FAB informa. “Em conformidade com o Anexo 13 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional e atendendo à solicitação da Autoridade de Investigação de Acidentes Aeronáuticos do Cazaquistão, o Cenipa receberá três de seus investigadores, além de investigadores convidados por aquele país, sendo três do Azerbaijão e três da Rússia. Todos acompanharão o processo de degravação dos dados, contando com o apoio técnico e especializado dos investigadores do Cenipa, bem como com toda a infraestrutura e tecnologia disponível no LABDATA”

“Ao término dos trabalhos, os dados extraídos serão entregues à Autoridade de Investigação de Acidentes Aeronáuticos do Cazaquistão, agência responsável pela análise e investigação do acidente em pauta, conforme os protocolos internacionais de investigação de acidentes aeronáuticos”, complementou a FAB.

A Tarde

Cientista brasileiro é investigado por fraudar 34 estudos acadêmicos

O pesquisador brasileiro Guilherme Malafaia Pinto, do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), é investigado por fraudar 34 artigos científicos. O biólogo teria usado os nomes de outros cientistas, sem o conhecimento deles, para atestar a qualidade dos próprios trabalhos.

Os 34 estudos foram publicados entre 2019 e 2024, na revista Science of the Total Environment (Stoten), voltada para pesquisas ambientais. Depois da denúncia, eles foram “despublicados”. Outros 13 estão sob análise, segundo a plataforma Retraction Watch.

O volume de artigos científicos “retratados”, ou seja, cancelados e despublicados, coloca Malafaia na lista dos 30 pesquisadores com mais estudos cancelados, ocupando a 21ª posição do ranking, segundo o Retraction Watch.

Diário de Pernambuco

12345