Caso Eunápolis: ex-diretora de presídio é investigada por ordenar assassinatos

Com base em documentos públicos obtidos no sistema do Tribunal de Justiça da Bahia TJ- BA), novos desdobramentos apontam que a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, além de investigada por facilitar a fuga de detentos, também passou a ser alvo de investigação por outros crimes graves, como planejar e ordenar assassinatos. O Portal A TARDE apurou que ela também é apontada como suspeita de envolvimento na suposta ordem de um atentado contra um ex-servidor da unidade prisional e a sua esposa.

As informações constam em processos judiciais de acesso público, analisados pela reportagem de A TARDE, que detalham a evolução das investigações e decisões judiciais ao longo de 2025 e 2026.

Fuga de presos e primeira prisão – De acordo com os autos, Joneuma teve a prisão preventiva decretada inicialmente por suspeita de participação na fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, ocorrida em 12 de dezembro de 2024. Na época, ela era diretora da unidade. Diante do exposto, na ocasião da prisão, a defesa dela chegou a impetrar habeas corpus, mas o pedido foi negado por unanimidade pela Primeira Câmara Criminal do TJ-BA, mantendo a custódia.

Novas acusações e suposto atentado – Durante o andamento das investigações, um novo conjunto de crimes veio à tona. Segundo decisão judicial, Joneuma passou a ser investigada por envolvimento em um plano criminoso que teria como alvo o ex-supervisor do presídio, Wallas Santos de Almeida, e sua esposa. “Pela suposta prática dos crimes de sequestro e cárcere privado (artigo 148 do Código Penal), roubo com emprego de arma (artigo 157, §2º, inciso I, do Código Penal), ameaça (artigo 147 do Código Penal), violação de domicílio (artigo 150 do Código Penal) e organização criminosa (artigo 2º, caput, da Lei nº 12.850/2013)”, diz um trecho de um dos documentos.

O atentado teria como motivação uma suposta ‘queima de arquivo’, já que Wallas teria colaborado com as investigações que levaram à prisão da ex-diretora. De acordo com a apuração policial e o Ministério Público do Estado (MP-BA), o crime teria sido articulado em parceria com Ednaldo Pereira de Souza, o Dadá, apontado como líder da facção Comando Vermelho (CV), em Eunápolis. Ele é considerado foragido da Justiça.

Crimes atribuídos à investigada – Conforme consta nos documentos judiciais, Joneuma responde por diversos crimes graves.

“A Impetrante afirma estar a Paciente [Joneuma] presa por suposta prática dos delitos previstos nos art. 121, §2º, I, VII, e VIII, c/c os arts. 14, II, e 29, art. 351, §1º, e art. 163, parágrafo único, I e II, todos do Código Penal, art. 2º, §§2º e 4º, II e IV, da Lei Federal nº. 12.850/2013, art. 16 da Lei Federal nº. 10.826/2003 e art. 32, §1º-A e §2º, da Lei nº. 9.605/98”.

Homicídio qualificado (art. 121, §2º)
Tentativa de homicídio (art. 14, II)
Participação em crime (art. 29)
Fuga de preso / facilitação (art. 351)
Dano ao patrimônio (art. 163)
Organização criminosa (Lei 12.850/2013)
Armas ilegais (Lei 10.826/2003)
Crime ambiental (Lei 9.605/98)

As investigações indicam que esses crimes estariam interligados, formando uma sequência de eventos, na qual o atentado seria consequência direta de uma tentativa de ocultar provas sobre a fuga no presídio.

Prisão preventiva e transferência – Após a descoberta dos novos fatos, uma nova prisão preventiva foi decretada em dezembro de 2025. A nova decisão que determinou a custódia está fundamentada na suposta prática dos crimes de sequestro e cárcere privado, roubo, ameaça, violação de domicílio e organização criminosa. Na ocasião, a Justiça entendeu que havia indícios suficientes de autoria e risco à ordem pública. Joneuma chegou a ficar custodiada no Conjunto Penal de Itabuna enquanto respondia aos processos.

Pedido da defesa e alegações – A defesa de Joneuma, conduzida pela Defensoria Pública do Estado da Bahia, argumentou que não há provas concretas da participação da acusada nos crimes investigados, sustentando que as acusações se baseiam, sobretudo, em depoimentos indiretos. Também alegou a inexistência de risco atual que justificasse a manutenção da prisão preventiva, além de apontar excesso de prazo na condução das investigações. A defesa destacou ainda a situação pessoal da acusada, afirmando que ela é mãe e chegou a dar à luz durante o período de custódia, enfrentando condições consideradas inadequadas no sistema prisional.

Concessão de prisão domiciliar – Em 16 de março deste ano, o Juízo da 1ª Vara Criminal de Eunápolis reavaliou o caso e concedeu à investigada o direito de cumprir prisão domiciliar, substituindo a prisão em regime fechado. A decisão levou em consideração mudanças no cenário processual e condições pessoais da acusada. Posteriormente, ao analisar novo habeas corpus, o TJ-BA entendeu que o pedido perdeu o objeto, já que a situação prisional havia sido alterada.

Situação atual – Com a concessão da prisão domiciliar, Joneuma permanece respondendo às acusações fora do sistema prisional, mas ainda sob investigação e medidas cautelares. Os processos seguem em andamento e devem apurar a extensão da participação da ex-diretora nos crimes investigados, bem como a atuação de outros envolvidos no caso.

A Tarde

Prefeitura de Petrolina investiga novo caso suspeito de intoxicação por metanol

A Prefeitura de Petrolina investiga um novo caso suspeito de intoxicação por metanol no município. Nesta segunda-feira (23), as equipes da Secretaria de Saúde e da Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS) foram informadas sobre um  possível caso de intoxicação após ingestão de bebida alcoólica contendo metanol. A paciente está internada e apresenta sintomas como cegueira, tremores e convulsões, após consumir vodka.

As primeiras informações levantadas pelas equipes de saúde e da Vigilância Sanitária indicam que a bebida foi adquirida em um estabelecimento comercial no bairro Henrique Leite e consumida no Idalino Bezerra. Outras duas pessoas também consumiram a bebida, no entanto, não apresentaram nenhum sintoma característico de intoxicação.

Em novembro de 2025, três casos de intoxicação por metanol foram confirmados na cidade, duas pessoas morreram. A Vigilância Sanitária orienta a população a adquirir bebidas alcoólicas apenas em estabelecimentos regularizados e verificar a procedência dos produtos. Ao apresentar sintomas como visão turva, náuseas, vômitos, dor abdominal, tremores ou convulsões após ingestão de bebida alcoólica, procure imediatamente atendimento médico.

Denúncia de rastreamento contra auxiliar de João Campos vira alvo de investigação

A Polícia Federal vai instaurar inquérito para investigar uma denúncia de suposto monitoramento ilegal praticado por agentes da Polícia Civil de Pernambuco contra integrantes da Prefeitura do Recife.

A decisão ocorre após determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que, no fim de janeiro, autorizou a corporação a analisar a “existência de elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais”. Agora, a apuração foi formalizada com a abertura oficial de inquérito.

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Polícia investiga mais dois homicídios em Petrolina e número de mortes chega a sete

A Polícia Civil de Pernambuco registrou mais dois homicídios em Petrolina. Os assassinatos ocorreram na terça-feira (17), nos bairros Vila Vitória e Gercino Coelho, ampliando a sequência de crimes violentos com sete vítimas em apenas quatro dias.  O primeiro caso registrado ocorreu na Avenida Bar Carola, nº 64, no bairro Vila Vitória. De acordo com informações repassadas à polícia, a vítima havia saído para ir ao mercado na companhia de um amigo, quando foi surpreendida por dois homens armados, que estavam em uma caminhonete branca.

Os suspeitos efetuaram diversos disparos de arma de fogo, atingindo a vítima, que morreu no local. O amigo que estava com a vítima não foi localizado. Após o crime, os suspeitos fugiram. De acordo com a Polícia Civil, a vítima possuía passagem pela prisão por homicídio. Também foi identificado um boletim de ocorrência por ameaça, registrado em 2023.

O segundo homicídio foi registrado na Rua Pessoa de Melo, no bairro Gercino Coelho. A vítima estava sentada nas proximidades da residência, acompanhada de outro homem não identificado, quando um terceiro indivíduo se aproximou e efetuou vários disparos de arma de fogo. O suspeito fugiu em seguida. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital de Traumas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. A mãe foi intimada para prestar esclarecimentos. De acordo com a polícia, não há câmeras de segurança na via e a família informou não ter conhecimento sobre a motivação do crime.Feriadão Violento

Os crimes se somam a outros homicídios registrados recentemente na cidade. Entre o domingo (15) e a terça-feira (17), mais cinco assassinatos foram contabilizados em diferentes pontos do município.

No domingo (15), um homem foi morto a tiros no bairro Vale do Grande Rio. No mesmo dia, um jovem de 20 anos foi assassinado no Projeto N-8, no perímetro irrigado Nilo Coelho, na zona rural de Petrolina.

Já na segunda-feira (16), um jovem de 29 anos foi morto no bairro São Gonçalo.

Na terça-feira (17), uma mulher de 32 anos foi morta a tiros na Rua do Fosfato, no bairro Dom Avelar.

No mesmo dia, um homem foi assassinado no bairro Henrique Leite. A Polícia Civil investiga se há relação entre os crimes e trabalha para identificar os responsáveis.

G1 Petrolina

Moraes arquiva investigação contra Zambelli por obstrução e coação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) o arquivamento de um inquérito aberto para investigar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.

A investigação foi aberta em junho do ano passado após Zambelli afirmar durante uma entrevista que, após ter fugido do Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao governo do presidente Donald Trump. Ela também declarou que pretendia adotar o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a “prática de condutas ilícitas”. A apuração foi aberta antes de Zambelli ser presa na Itália.

Na decisão, o ministro acolheu pedido de arquivamento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR entendeu que não há provas suficientes para embasar uma denúncia contra a ex-deputada. “Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu o ministro.

Fuga

Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes. Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. A decisão final sobre o processo de extradição será tomada durante uma audiência que será realizada pela Justiça italiana nas próximas semanas.

Agência Brasil

STF diz que inquérito identificou ‘diversos e múltiplos’ acessos ilícitos ao sistema da Receita

O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou em nota publicada nesta terça-feira (17) que a investigação sobre vazamento de dados fiscais de ministros e seus parentes identificou “diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”. A manifestação ocorreu em nota após a Polícia Federal (PF) realizar na manhã desta terça operações de busca e apreensão dos suspeitos de terem acessado e vazado indevidamente as informações fiscais de magistrados e seus familiares.

A Corte afirma que os alvos da operação foram quatro servidores da Receita Federal que estão cedidos a outros órgãos. São eles: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. O comunicado foi enviado à imprensa como de autoria do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, mas posteriormente o STF alterou o conteúdo da nota e afirmou que o texto deveria ser atribuído à instituição. O STF assume na nota que a investigação foi iniciada como um desdobramento do inquérito das fake news, do qual o ministro também é relator.

O caso teve início por iniciativa de Moraes após diversos veículos de imprensa revelarem relações da sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e dos irmãos de Dias Toffoli com investigados no caso do Banco Master. Na nota divulgada nesta terça-feira, o STF reproduz a avaliação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de que a “exploração fragmentada e seletiva de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional, tem sido instrumentalizada para produzir suspeitas artificiais”.

O ministro cita que a Receita enviou ao STF um relatório sobre a atuação dos seus servidores no qual admite a existência de um “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”. A PGR avaliou preliminarmente que os acessos podem configurar o crime de violação de sigilo funcional.

Nesta terça-feira, Moraes autorizou a operação da PF e medidas cautelares complementares contra os suspeitos, o que inclui:

– busca e apreensão domiciliar e pessoal;

– afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático;

– proibição de se ausentar da Comarca e recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana mediante uso de tornozeleira eletrônica;

– afastamento imediato do exercício da função pública, proibição de ingresso nas dependências do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e da Receita Federal do Brasil e proibição de acesso a seus sistema e bases informatizadas;

– proibição de se ausentar do país, cancelamento de todos os passaportes e determinação de impedimento migratório.

A nota conclui com a informação de que os investigados prestarão depoimentos à PF, que prosseguirá nas investigações. Mais cedo, a Receita publicou nota na qual assume ter detectado violação de informações de autoridades protegidas por sigilo no curso da investigação. O órgão, no entanto, não especificou se os dados vazados pertencem a ministros do Supremo e seus parentes.

Estadão Conteúdo

Polícia investiga assassinato de jovem em Araripina

A Polícia Civil de Pernambuco (PCP) está investigando o assassinato de um homem, na madrugada do domingo (15), em Araripina, no Sertão. A vítima, identificada como Erick Semeão, foi morta a tiros.

Segundo o Boletim de Ocorrências da 9ª CIPM, policiais que estavam de plantão na delegacia ouviram disparos de arma de fogo vindos da direção da Vila Santa Bárbara. Ao se deslocarem até o local, populares informaram que um homem havia sido baleado e corrido em direção à Travessa Santa.

O corpo de Erick foi encontrado a aproximadamente 400 metros do local onde ele foi baleado. O local foi isolado e preservado até a chegada do Instituto de Criminalística, que realizou os procedimentos necessários e liberou o corpo. Ainda não há informações sobre motivação e autoria do crime.

Em Petrolina – Um jovem de 20 anos foi morto no domingo (15) no N-8 do perímetro irrigado Nilo Coelho, na zona rural de Petrolina. De acordo com a Delegacia da 213ª Circunscrição, um inquérito policial foi instaurado para apurar todos os fatos, identificar a autoria e a motivação do crime.

G1 Petrolina

MPPE cobra explicações da SDS sobre denúncia de espionagem contra secretário da Prefeitura do Recife

Um dia após ganhar repercussão nacional, a denúncia de suposta espionagem envolvendo um secretário da Prefeitura do Recife passou a ser oficialmente acompanhada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O órgão enviou um ofício à Secretaria de Defesa Social (SDS) solicitando informações detalhadas sobre a apuração do caso.

Em nota, o MPPE informou que tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e, diante da gravidade das denúncias, decidiu formalizar o pedido de esclarecimentos. O Ministério Público, no entanto, não detalhou qual Promotoria ficará responsável pela análise das informações, nem antecipou eventuais medidas que poderão ser adotadas após a resposta da SDS.

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Polícia investiga assassinato de homem na Vila Lions, em Petrolina

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investiga mais um homicídio em Petrolina. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (16), em uma casa localizada na vila Lions, no bairro São Gonçalo.

Esse foi o 17º homicídio registrado em 2026.A vítima é um homem identificado apenas como Dezinho. Ele foi atingido por tiros e morreu no local.

Até o momento, não há informações sobre a autoria ou a motivação do crime. A Polícia Civil informou que as diligências foram iniciadas e seguem até a elucidação do caso.

G1 Petrolina

PF quebra sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso Master

A Polícia Federal (PF) quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso do Banco Master. A medida foi autorizada em 6 de janeiro pelo ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão teve o sigilo retirado na sexta-feira (16). As quebras de sigilo abrangeram as movimentações no período de 20 a 21 de outubro de 2025. A solicitação foi pela Polícia Federal (PF) com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a decisão, a apuração aponta indícios da prática de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores em erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

“Também verifico que, na linha do que consignado pelo Procurador-Geral da República e pela Polícia Federal, que há elementos suficientes que apontam para o ‘aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização, notadamente mediante o uso de fundos de investimento e intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais.'”, argumentou Toffoli.

O ministro afirmou que o procurador-geral da República acertou ao pedir a remessa do caso ao Supremo, ao destacar que as investigações conduzidas na 8ª Vara Federal Criminal de São Paulo são mais amplas do que aquelas da Operação Compliance Zero.

Na decisão, Toffoli também determinou o sequestro e o bloqueio de bens de 38 envolvidos em valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões. As medidas foram cumpridas no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro e, seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Zettel.

Como mostrou o Estadão, Zettel é o dono dos fundos de investimento da Reag Investimentos que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná. A participação valia, à época, R$ 6,6 milhões. Documentos com a movimentação financeira de um fundo de investimento chamado Leal mostraram que Zettel foi seu único cotista entre 2021 e 2025. Foi com uso desse e de um outro fundo que o pastor passou a ser sócio do resort Tayayá. Os fundos foram usados para aportar R$ 20 milhões no empreendimento. Os familiares de Toffoli foram os principais acionistas do empreendimento.

Procurados, o ministro Dias Toffoli, seus irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, a administração do resort e a Reag não se manifestaram. O ministro não tem participação direta no Tayayá, mas frequenta o resort.

Ao Estadão, Zettel, cunhado de Vorcaro, confirmou que foi cotista do fundo e disse ter deixado o investimento em 2022; e que este foi liquidado em 2025. A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não tem “qualquer conhecimento a respeito dos negócios dos referidos fundos”. Primo do ministro, Mario Umberto Degani, controlador das empresas que receberam o aporte, não foi localizado.

Estadão Conteúdo

Investigadores suíços identificam 24 mortos em incêndio na noite de Ano Novo

Os corpos de 24 pessoas, entre elas onze menores e seis estrangeiros, puderam ser identificados após um incêndio em um bar de Crans-Montana, na Suíça, na noite de Ano Novo, anunciou neste domingo (4) a polícia regional.

As autoridades do Cantão do Valais, onde ocorreu a tragédia que deixou 40 mortos e 119 feridos, indicaram que foram identificadas quatro mulheres e seis homens suíços de 14 a 31 anos, dois italianos de 16 anos, um francês de 39 anos, uma pessoa com dupla nacionalidade italiana e emiradense de 16 anos, um romeno de 18 anos e um turco de 18 anos. A polícia já havia anunciado no sábado a identificação de oito suíços, sendo 24 as identidades confirmadas.

Nosso Arthur foi celebrar no paraíso”, escreveu em sua conta no Facebook a mãe de Arthur Brodard, que nos últimos dias expressou preocupação com o desaparecimento do filho de 16 anos desde a tragédia. “Agora podemos começar o nosso luto sabendo que ele está em paz”, acrescentou Laetitia Brodard Sitre, publicando uma foto do filho abrindo um presente.

Na sexta-feira, a polícia disse ter identificado formalmente 113 dos 119 feridos: 71 suíços, 14 franceses (16 segundo o Ministério francês das Relações Exteriores no sábado), 11 italianos, quatro sérvios, além de um bósnio, um belga, um luxemburguês, um polonês e um português. Vários pacientes com queimaduras graves foram transferidos para hospitais da França, Bélgica, Alemanha e Itália.

O incêndio começou por volta de 01h30 local (21h30 da noite anterior em Brasília) de quinta-feira, 1º de janeiro, no subsolo do bar Le Constellation, frequentado por turistas, muitos deles jovens. A promotora da região, Béatrice Pilloud, declarou na sexta-feira que “tudo indica que o fogo se originou por velas colocadas sobre garrafas de champanhe, muito próximas do teto”. Além das velas, os investigadores também analisam se a espuma que revestia o teto do porão do bar, a título de isolamento acústico, teve influência no incêndio.

Neste domingo, uma missa em memória das vítimas foi seguida de uma marcha silenciosa, na qual participaram centenas de pessoas em Crans-Montana, até à capela ardente instalada perto do local da tragédia. “Estamos aqui para dizer que perante o indizível, a brutalidade da morte e do sofrimento, não queremos fechar os olhos. Estamos aqui para expressar nossa compaixão, nossa proximidade”, declarou o pastor Gilles Cavin na igreja lotada. Apesar das temperaturas que baixaram aos -9 °C, centenas de pessoas permaneceram fora do templo, situado a cerca de 300 metros do bar, algumas com flores na mão.

– Obras no porão – As autoridades suíças anunciaram no sábado a abertura de uma investigação penal contra os dois gerentes do local. São dois franceses “acusados de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndio por negligência”, indicaram a polícia e a Procuradoria-Geral do Valais em um comunicado. A investigação tem como foco as obras realizadas no porão em 2015, nos materiais utilizados, nas autorizações e medidas de segurança.

Será necessário examinar vários elementos, em particular a natureza da espuma, isolante acústico que revestia o teto e que aparentemente queimou rapidamente, além do cumprimento das normas de acesso e saídas de emergência. “A documentação (do estabelecimento) foi solicitada ao município e já foi obtida. Encontra-se em análise”, declarou no sábado à imprensa a procuradora Pilloud, acrescentando que, enquanto não houver condenação, prevalece a presunção de inocência.

Ao término da instrução, o Ministério Público decidirá se arquiva o caso ou se emite uma acusação que poderá levar a um julgamento. Enquanto isso, os implicados não foram objeto de nenhuma medida de prisão provisória ou domiciliar, confirmou à AFP um porta-voz da polícia regional.

AFP

Fraude na convocação de servidores é investigada em prefeitura baiana

Após denúncia sobre possíveis irregularidades na convocação dos aprovados no concurso público da Guarda Municipal de Juazeiro, realizado em 2019, ainda na gestão de Paulo Bonfim (PCdoB), um inquérito foi instaurado para apurar o caso.

A denúncia aponta que a prefeitura, à época, convocou servidores fora da ordem da lista oficial de aprovados, como apontou publicação oficial de outubro de 2023, gestão de Suzana Ramos (PSDB), convocando candidatos sem respaldo judicial ou processo legal, o que teria prejudicado candidatos classificados na lista sequencial.

O Ministério Público do Estado da Bahia pediu esclarecimentos da prefeitura, na atual gestão de Andrei da Caixa (MDB), o qual apesar de ter recebido o pedido, não enviou ainda resposta formal ao procedimento. Diante da ausência de manifestação, o inquérito foi instaurado para aprofundar a investigação e garantir a legalidade da nomeação dos candidatos.

O Ministério Público da Bahia já determinou a requisição de documentos, bem como a lista de aprovados e convocados, além do edital do concurso, para auxiliar as diligências. O procedimento segue os dispositivos legais que garantem a transparência e o direito dos concursados, permitindo inclusive o ajuizamento de mandado de segurança caso algum candidato se sinta preterido.

A Tarde

Intoxicação por metanol: três possíveis casos e duas mortes são investigadas em Pernambuco

Dois homens morreram no Agreste de Pernambuco com suspeita de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Os casos estão sendo investigados pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa). As vítimas estavam internadas no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para onde também foi encaminhado um terceiro paciente, que sobreviveu, mas perdeu a visão nos dois olhos.

Os três homens são residentes dos municípios de Lajedo e João Alfredo. As mortes ocorreram após quadro clínico compatível com envenenamento por metanol, substância inflamável, tóxica e de difícil identificação, apenas destinada à indústria, mas que tem sido usado para adulterar bebidas. O Instituto de Medicina Legal (IML) ficará responsável por confirmar a causa por meio de exames.

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Polícia investiga assassinato e tentativa de homicídio no Monsenhor Bernardino em Petrolina

A Polícia Civil (PC) está investigando o assassinato e a tentativa de homicídio de dois homens no Monsenhor Bernardino, na noite da sexta-feira (26), em Petrolina. A vítima fatal, um homem de 23 anos, foi atingida por disparos de arma de fogo e socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A segunda vítima, um homem de 26 anos, foi atingida no braço.

A PC registrou os crimes por meio da Delegacia de Homicídios de Petrolina e segue investigando para apurar todas as circunstâncias dos fatos.

G1 Petrolina

Fraude do INSS: investigação no STF vai para as mãos de Mendonça após sair da alçada de Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça será o responsável pela investigação sobre fraudes no INSS, após o caso sair da alçada do ministro Dias Toffoli. Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o caso saísses das mãos do ministro Dias Toffoli e houvesse uma redistribuição. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, acolheu o pedido e, após sorteio, o processo foi redistribuído para o ministro Mendonça, que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), parte da investigação deve tramitar sob competência da Corte diante do surgimento de citações a autoridades com foro privilegiado, enquanto o restante deve continuar a tramitar na primeira instância. Os inquéritos que apuram o assunto na primeira instância estão parados desde junho, quando Toffoli abriu um procedimento sigiloso no STF e solicitou cópia de todas as investigações para avaliar a sua competência no caso.

Apesar de não determinar a suspensão das apurações, a decisão, na prática, acabou paralisando o andamento dos inquéritos da Operação Sem Desconto. Diante da incerteza sobre a competência do caso, os investigadores estão aguardando uma definição para evitar a anulação de diligências. Procurado para comentar a decisão que travou as investigações, o ministro não se manifestou.

A Operação Sem Desconto teve sua primeira fase deflagrada pela PF em 23 de abril, em uma ação que afastou o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e apontou suspeitas de descontos irregulares bilionários dos beneficiários. Esses descontos, de acordo com as apurações, foram feitos de forma irregular por uma atuação de associações e sindicatos de aposentados em conjunto com integrantes do INSS. Essa primeira fase cumpriu 211 mandados de busca e apreensão.

A investigação tramita por meio de diferentes inquéritos abertos em diversos Estados, que miram diferentes sindicatos envolvidos nas fraudes. Até o momento, o INSS calcula em R$ 3,3 bilhões o dinheiro necessário para ressarcir os aposentados lesados.

Estadão Conteúdo

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