
Proposta está sob análise da PF e da PGR
A defesa do empresário Daniel Vorcaro apresentou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República uma proposta de delação premiada envolvendo as fraudes bilionárias investigadas no Banco Master. As autoridades passaram a analisar o material entregue para verificar a consistência das informações.
O acordo de delação dependeria da existência de provas que apontassem para a participação de outros envolvidos no esquema, especialmente pessoas em posição hierárquica superior. Após a análise inicial, o caso seria encaminhado ao ministro André Mendonça, responsável pela relatoria no Supremo Tribunal Federal.
Vorcaro estava preso preventivamente desde o início de março em uma unidade de segurança máxima em Brasília. Posteriormente, foi transferido para a superintendência da Polícia Federal, após solicitação da defesa, que alegou necessidade de comunicação reservada com o cliente para tratar da negociação do acordo.
De acordo com as investigações, o esquema teria causado um prejuízo estimado em até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger correntistas e investidores em casos de quebra de instituições financeiras. O caso é considerado um dos maiores do sistema financeiro recente.
As apurações também revelaram mensagens encontradas no celular do empresário, que indicariam ordens para intimidar pessoas ligadas ao caso. A proposta de delação ainda estava em fase de análise e dependeria do cumprimento dos requisitos legais previstos na legislação para que pudesse ser homologada.



