Denúncia de rastreamento contra auxiliar de João Campos vira alvo de investigação

A Polícia Federal vai instaurar inquérito para investigar uma denúncia de suposto monitoramento ilegal praticado por agentes da Polícia Civil de Pernambuco contra integrantes da Prefeitura do Recife.

A decisão ocorre após determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que, no fim de janeiro, autorizou a corporação a analisar a “existência de elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais”. Agora, a apuração foi formalizada com a abertura oficial de inquérito.

Denúncia envolve secretário municipal

O caso tem como ponto central a denúncia de que o secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, estaria sendo alvo de rastreamento por parte da Polícia Civil pernambucana.

Até o momento, não há conclusão sobre a veracidade das acusações. O inquérito buscará esclarecer se houve uso indevido de estruturas de investigação para monitoramento com motivação política.

Repercussão política

O episódio ocorre em meio à movimentação pré-eleitoral no estado. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), é apontado como possível candidato ao Governo de Pernambuco, podendo disputar o cargo atualmente ocupado por Raquel Lyra (PSD).

A denúncia e a abertura do inquérito aumentam a tensão no cenário político estadual, já marcado por articulações e embates antecipados em torno das eleições de 2026.

A Polícia Federal deverá ouvir envolvidos e reunir informações técnicas antes de eventual encaminhamento ao Ministério Público.

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