Médico afirma que Bolsonaro está estável, mas caso é extremamente grave

O médico Claudio Birolini afirmou na noite desta sexta-feira (13) que, apesar de apresentar estabilidade, o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “extremamente grave”. “Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Estamos lidando com uma situação extremamente grave”, declarou.

Os médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado concederam entrevista a jornalistas no hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com um quadro de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. O boletim médico divulgado pelo DF Star no início da tarde desta sexta informou que Bolsonaro chegou à unidade com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Segundo a Polícia Militar do DF, ele teve um mal-estar súbito na madrugada em sua cela na Papudinha e precisou ser atendido pela equipe médica de plantão, que entendeu ser necessária a transferência imediata para o hospital. A infecção pulmonar do ex-presidente, que afeta bronquíolos e alvéolos, é causada pela aspiração de líquidos do estômago decorrente do quadro de refluxo. Bolsonaro sofre com soluços desde a facada que levou durante a campanha presidencial em 2018. O ex-presidente chegou à unidade de saúde com suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e exames laboratoriais. Ele está sendo medicado com dois antibióticos administrados na veia.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante do ex-presidente durante a internação e liberou visitas dos filhos: o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos, Jair Renan (PL-SC) e Laura. Em 1º de janeiro, o ex-presidente teve alta após fazer uma cirurgia de hérnia. À época, Moraes negou pedido da defesa pela prisão domiciliar.

Bolsonaro foi condenado por liderar uma trama golpista depois da derrota nas eleições de 2022. Ele foi preso na sede da PF em 22 de novembro, após ter tentado violar a tornozeleira eletrônica. Antes disso, estava preso em sua residência. A transferência para a Papudinha ocorreu em janeiro. Em março, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar, que também foi negado por Moraes. A decisão do ministro foi referendada depois pela Primeira Turma do STF.

Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha é arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”. Moraes mencionou “a total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”. Também citou o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.

Política Livre

Moraes nega pedido de domiciliar para Bolsonaro: ‘Intensa atividade política’

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou nesta segunda, 2, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que deixe o 9º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, para cumprir em casa a pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Moraes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República que no dia 20 de janeiro se opôs à concessão de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente. Em sua manifestação, o chefe do Ministério Público Federal, procurador Paulo Gonet, afirmou que a medida deve ser concedida “apenas nos casos em que o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia” – o que, segundo o procurador-geral, “não se verifica”.

No dia 11 de janeiro, a defesa de Bolsonaro reiterou a Moraes o pedido de progressão do regime fechado para prisão domiciliar. No requerimento da defesa de Bolsonaro, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser afirmam que o ex-presidente apresenta um “quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais”, que, segundo a defesa, justificam a concessão do benefício.

Na decisão desta segunda, Moraes sustentou que Bolsonaro “tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”.

Um dos argumentos da defesa de Bolsonaro é que a Papudinha não tem estrutura adequada para atender às necessidades do ex-presidente. “O 19º Batalhão não possui ambulatório médico próprio, de modo que, para viabilizar a permanência do Peticionário nos moldes delimitados por este Juízo, foi necessária a disponibilização de médico exclusivo e de Unidade de Saúde Avançada do SAMU, funcionando como UTI móvel, dotada de ventiladores mecânicos e desfibriladores, em regime de rodízio de 24 horas. Esse dado revela, por si só, a excepcionalidade e a precariedade estrutural do arranjo, que depende de múltiplos fatores externos e contingentes, não se confundindo com a garantia permanente e estável exigida para a preservação da vida e da integridade física.”

Moraes rebateu a defesa sobre as instalações da Papudinha. “Diferentemente do alegado pela Defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes, amigos e aliados políticos.”

O ministro argumentou “que a conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva antes do trânsito em julgado da ação penal foi derivada única e exclusivamente pela conduta ilícita de Jair Messias Bolsonaro que, no intuito de fugir, violou seu equipamento de monitoramento eletrônico, às 0h08min do dia 22/11/2025”. ‘Meti ferro quente aí’, admite Bolsonaro sobre tornozeleira eletrônica danificada.

Segundo relatório da Polícia Federal, citado no despacho de Moraes desta segunda, Bolsonaro “incorreu em tentativa de violação da tornozeleira, causando extensos danos ao equipamento com aplicação de solda, evidenciando sua violação para a efetivação de sua fuga”. “A dolosa e ostensiva tentativa de fuga com destruição aparelho de monitoramento eletrônico é mais um fator impeditivo para a cessação da prisão em estabelecimento prisional e concessão de prisão domiciliar”, conclui Moraes.

Estadão Conteúdo

Moraes autoriza Bolsonaro a receber estímulo elétrico craniano contra soluços na prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele inicie um novo tratamento contra crises de soluço por meio de um Estímulo Elétrico Craniano (CES). De acordo com a decisão de Moraes, o médico Ricardo Caiado poderá visitar Bolsonaro três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas, às 19h, portando os equipamentos para o tratamento. Os aparelhos médicos precisam ser vistoriados, segundo a decisão do ministro.

Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha. Ele foi transferido para a unidade em 15 de janeiro após uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O ex-presidente foi condenado em 11 de setembro do ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por comandar uma tentativa de golpe. Ele foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Segundo a petição feita pela defesa de Bolsonaro, o tratamento será feito por meio de clipes auriculares bilaterais, com sessões de 50 minutos a uma hora, enquanto o paciente permanece em repouso consciente. “Quando das primeiras aplicações da neuromodulação, então por oito dias, foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como também no quadro de soluços”, argumentam os advogados.

Os advogados pediram que as sessões ocorressem, preferencialmente, ao final do dia, em horário próximo ao repouso noturno, respeitadas as regras de segurança, o que foi atendido por Moraes. Os advogados argumentam que o tratamento precisa ser realizado de forma constante e por prazo indeterminado.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro pede que Michelle só se envolva na política após março e prega união da direita

O ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita, neste domingo (01/03), em que sai em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Bolsonaro afirma ter pedido a sua mulher que só envolva nas articulações políticas após março de 2026. No texto, tornado público por aliados do ex-presidente, ele também critica ataques vindos de setores da própria direita e faz um apelo por unidade entre aliados.

“Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu Bolsonaro. A menção ocorre em meio a disputas internas no campo conservador sobre a condução das estratégias eleitorais e a ocupação de espaços políticos, incluindo vagas ao Senado.

Na carta, o ex-presidente explica que a ex-primeira-dama estaria “por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa”. A referência introduz um elemento pessoal no debate político, ao associar a decisão a questões familiares e de saúde. Bolsonaro também aborda o cenário eleitoral. “Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”, registrou. A declaração sugere incômodo com críticas públicas dentro do próprio campo político e sinaliza defesa de uma estratégia baseada na negociação interna.

Michelle Bolsonaro tem sido citada por aliados como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal em 2026, cenário que ganhou força após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Dentro do PL e do campo conservador, a definição das candidaturas ao Senado é estratégica e envolve disputa por espaço político e capital eleitoral. O texto termina com um agradecimento “pelo carinho e consideração” e com a frase: “Da nossa união o futuro do Brasil”. Ao reforçar a ideia de coesão, Bolsonaro procura reposicionar o debate no interior da direita, em um momento de rearranjos e disputas antecipadas para 2026, ao mesmo tempo em que preserva a imagem de Michelle como figura a ser mantida fora das tensões partidárias imediatas.

A manifestação ocorre num contexto de intensa especulação sobre a sucessão presidencial na direita brasileira a pouco mais de seis meses das eleições gerais de outubro de 2026. Com a condenação e prisão de Bolsonaro barrando a sua participação, o nome de Michelle tem sido tema de debate público e midiático como uma possível figura política relevante, tanto dentro do seu partido, o Partido Liberal (PL), quanto no conjunto da direita conservadora.Analistas destacam que a ex-primeira-dama consolidou nos últimos meses perfil de liderança entre certos setores — especialmente eleitores evangélicos e feminino — e foi cogitada como potencial candidata em pesquisas e cenários eleitorais, ainda que nem sempre com entusiasmo unânime no próprio PL.

Agência O Globo

Bolsonaro tem até a próxima semana para apresentar defesa em ação sobre perda de patente no STM

O Superior Tribunal Militar (STM) notificou nesta segunda-feira (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que apresente sua defesa no processo que pode resultar na perda de sua patente. Conforme a Secretaria Judiciária do órgão, Bolsonaro terá dez dias corridos, ou seja, até o dia 5 de março para se manifestar.

No dia 9 de fevereiro, o ministro Carlos Vuyk de Aquino, do STM designou o oficial de justiça responsável para notificar Bolsonaro presencialmente no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena. Em razão do período de carnaval, a notificação oficial ocorreu no dia 23 deste mês, e o prazo para a apresentação da defesa começou a partir desta terça-feira (24).

Além do ex-presidente, o Ministério Público Militar (MPM) requereu a perda de patente do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Os militares foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação que apurou a trama golpista, elencando os motivos pelos quais entende que eles se tornaram indignos ou incompatíveis com o oficialato. Em todos os casos, o Ministério Público Militar sustenta que, além das condenações criminais, os oficiais violaram o preceito ético mais básico do Estatuto dos Militares: o dever de “amar a verdade e a responsabilidade como fundamento de dignidade pessoal”.

Em documento enviado ao STM e obtido com exclusividade pelo Estadão, o Ministério Público Militar informou que Bolsonaro violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um golpe contra as instituições:

– Dever de probidade e de proceder de maneira ilibada na vida pública;

– Respeito à dignidade humana;

– Cumprimento das leis e das ordens das autoridades competentes;

– Zelo pelo preparo moral próprio;

– Prática da camaradagem e do espírito de cooperação;

– Discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa educação;

– Acatamento das autoridades civis;

– Cumprimento de seus deveres de cidadão.

Caso Bolsonaro e os demais militares não apresentem suas defesas dentro do prazo estipulado, o relator deverá solicitar a designação de um defensor público para atuar no caso, que terá igual período para apresentar a manifestação. Após essa etapa, o relator elaborará seu voto e o processo seguirá para revisão. Somente então poderá ser solicitada a inclusão do caso na pauta de julgamento do plenário do STM. Quando o julgamento for oficialmente marcado pela presidência da Corte, o relator fará a leitura do relatório, o revisor será ouvido e as partes poderão realizar a sustentação oral. Concluída a fase de defesa, os relatores farão a análise técnica dos argumentos apresentados antes de redigir seus votos e liberar o processo para julgamento. Os advogados de Bolsonaro foram contatados pelo Estadão, mas não houve resposta.

Diario de Pernambuco

Receita Federal pede custódia de joias dadas a Bolsonaro para começar processo de perda de bens

A Receita Federal apresentou um pedido de custódia das joias sauditas dadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apreendidas pela Polícia Federal, para iniciar o procedimento fiscal de perdimento dos bens. O pedido da Receita foi feito à PF no âmbito do inquérito que investiga Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Em 2023, o Estadão revelou que o governo de Bolsonaro tentou trazer ilegalmente para o Brasil presentes do regime da Arábia Saudita para o então presidente e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os itens foram apreendidos no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Reportagens mostraram que o governo Bolsonaro fez reiteradas tentativas para obter as peças sem pagar o imposto e a multa estipulados por lei para esses casos. A última ocorreu dois dias antes do fim do mandato de Bolsonaro, em dezembro de 2022.

Após o Estadão ter revelado o caso, Michelle disse que “não estava sabendo” que tinha “tudo isso”, referindo-se às joias. “Quer dizer que, ‘eu tenho tudo isso’ e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo hein?! Estou rindo da falta de cabimento dessa impressa (sic) vexatória”, publicou Michelle no Instagram em março daquele ano. Jair Bolsonaro disse à CNN Brasil que não tinha conhecimento dos presentes e dos valores, mas que as joias iam para o acervo da Presidência. Negou que tenha cometido alguma ilegalidade.

Em julho de 2024, com base na investigação do Estadão, a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Operação Lucas 2:22 reconstituiu o esquema organizado para desviar presentes de alto valor para serem posteriormente vendidos no exterior. Outros dez investigados também foram indiciados.

Estadão Conteúdo

Nikolas Ferreira visita Bolsonaro e rebate Eduardo Prioridade é nos atacar

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) visitou, neste sábado (21), o ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde o ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e 3 meses.

A visita, que deveria ser um gesto de solidariedade, acabou servindo de palco para o aprofundamento de uma rachadura interna no Partido Liberal.Na saída do complexo conhecido como “Papudinha”, Nikolas rebateu declarações recentes de Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado, atualmente em “autoexílio” nos Estados Unidos, havia acusado Nikolas e Michelle Bolsonaro de “amnésia” por supostamente não priorizarem a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Prioridades invertidas – Visivelmente incomodado, Nikolas defendeu Michelle e criticou o timing de Eduardo. “Nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, e a prioridade é nos atacar? Isso diz muito mais sobre eles do que sobre mim”, afirmou o parlamentar. Ele destacou o papel da ex-primeira-dama, que diariamente prepara refeições para o marido na prisão, e sugeriu que Eduardo “não está bem”.

Ultimato em Minas – A tensão não se restringe ao núcleo familiar. Nikolas aproveitou o momento para reforçar sua posição no PL mineiro. Em declaração ao Metrópoles, o deputado confirmou que vai buscar a reeleição para a Câmara, descartando a disputa pelo Governo de Minas, mas exigiu controle sobre a chapa estadual.

“Se eu não tiver o controle da chapa para evitar candidatos não alinhados aos nossos valores, entendo isso como um convite para deixar o partido”, alertou Nikolas. A fala é vista como um xeque-mate na cúpula do PL em Minas Gerais, no momento em que a sigla tenta se organizar para o próximo pleito sob a sombra da prisão de seu principal líder.

A Tarde

PGR se manifesta contra prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa de Jair Messias Bolsonaro. O ex-presidente cumpre pena em regime fechado na Papudinha, no Distrito Federal.

A defesa de Bolsonaro alegou que o ex-presidente sofre de doenças que dariam a ele o benefício da prisão domiciliar humanitária. De acordo com Paulo Gonet, no entanto, “a realidade fática não sofreu alteração substancial, e considerando que o batalhão dispõe de assistência médica 24 horas e unidade avançada do SAMU”.

O Procurador-geral da República destacou que “permanece incólume o entendimento jurisprudencial do STF, o qual reserva a prisão domiciliar apenas aos casos em que o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia, situação que não se verifica nos presentes autos“.

A manifestação foi enviada ao relator da execução penal no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes.

Diario de Perbambuco

Flávio Bolsonaro comemora rebaixamento de escola de samba que homenageou Lula: “O próximo vai ser o do PT”

O rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 repercutiu no meio digital – e político – nesta Quarta-feira de Cinzas (18). A agremiação, que levou à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terminou na última colocação na apuração do Grupo Especial e voltará a disputar a Série Ouro no próximo ano. O resultado foi comemorado nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fundada em 2018, a Acadêmicos de Niterói havia conquistado acesso à elite do Carnaval carioca em 2025. Para o desfile deste ano, a escola apresentou o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado à trajetória do presidente da República. A escolha do tema gerou controvérsia antes mesmo dos desfiles e motivou disputas judiciais, incluindo questionamentos analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após a divulgação do resultado oficial, que colocou a escola na última posição do Grupo Especial, Flávio Bolsonaro comentou o desfecho em publicação no Instagram, onde escreveu: “DOS PROJETOS DE DEUS NÃO SE ZOMBA! Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo. Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT.” Com o resultado, a Acadêmicos de Niterói deixa o Grupo Especial e volta a disputar a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro em 2027.

Dario de Pernambuco

Bolsonaro recebe senadores do PL na Papudinha nesta quarta-feira (18)

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro recebeu, nesta quarta-feira de cinzas (18), a visita do presidente do PL no Rio de Janeiro, Bruno Bonetti, suplente do senador Romário (PL-RJ), e do partido no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ). Segundo Portinho, o tema discutido na Papudinha, prisão onde Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, foi as eleições de 2026.

O senador afirmou para a imprensa, ao sair da visita, que Bolsonaro se mostrou “entusiasmado”, ao falar sobre a pré-candidatura do filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República.

“Conversamos sobre o futuro do país, sobre a situação em diversos estados, sobre a candidatura do Flávio que se consolidou, trazendo novos apoios e vem mostrando isso nas pesquisas. Foi uma decisão acertada. Flávio representa Bolsonaro e todos nós. Essas articulações vão seguir. A gente está no momento de começar a avançar na definição [de apoios] para todos os estados e para o país”, disse Portinho.

A saúde do condenado por tentativa de golpe de Estado também foi tema comentado pelo parlamentar. De acordo com o líder do PL no Senado, o ex-presidente estava “desnorteado fisicamente no seu caminhar, cambaleando”, e “engasgou durante vários momentos da conversa”.

Correio Braziliense

Michelle revela estado de saúde de Bolsonaro após mal-estar na Papudinha

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um pico de pressão arterial na tarde de segunda-feira (16), após passar mal enquanto fazia caminhada.

Segundo Michelle, Bolsonaro sentiu tontura e foi atendido pelo médico plantonista. “Foi atendido pelo médico plantonista. Conseguiu tomar o seu caldo e já está fazendo fisioterapia. Dias difíceis, mas venceremos”, escreveu nas redes sociais.No dia anterior, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) já havia relatado que o ex-presidente não estava bem.

Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda. Em razão da condição de saúde e por já ter exercido o cargo de presidente da República, ele ocupa uma Sala de Estado Maior com 38,5 metros quadrados.

A Tarde

Bolsonaro passa mal e recebe atendimento médico na Papudinha

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou mal nesta segunda-feira (16), e precisou de atendimento médico. A informação foi divulgada pelo ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), na rede social X.

“Fui informado há pouco que o presidente Jair Bolsonaro passou mal novamente hoje à tarde e segue sendo monitorado após o ocorrido. Infelizmente não tenho mais informações! Sem palavras!”, escreveu.O ex-vereador não informou detalhes sobre o que teria levado Bolsonaro a passar mal, nem se ele foi levado ao hospital para realizar exames.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, em sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar. O ex-presidente foi condenado no fim de 2025 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Ainda preso, Bolsonaro recebe medicamentos e está autorizado a contar com assistência médica durante o período de detenção.

A Tarde

Nas redes, Michelle critica alegoria na Sapucaí de Bolsonaro como palhaço atrás das grades

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou, no domingo, 15, a representação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Durante o desfile, no Carnaval do Rio de Janeiro, o ex-presidente e marido de Michelle, atualmente preso, foi retratado como um palhaço encarcerado.

Em publicação nas redes sociais, Michelle reagiu à alegoria. “Só pra registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu, referindo-se ao atual presidente da República. A manifestação ocorreu durante o desfile da escola na Marquês de Sapucaí, que foi a primeira a se apresentar na noite do domingo. A escola levou à avenida o samba-enredo que celebrou Lula, destacando sua origem como operário, além de episódios marcantes da política brasileira recente.

Homenagens e críticas

O enredo da Acadêmicos de Niterói, além da homenagem a Lula, também incluiu sátiras a adversários políticos. Na comissão de frente, um ator representando Jair Bolsonaro apareceu caracterizado como um palhaço e, em seguida, foi mostrado atrás de grades, em uma encenação que repercutiu nas redes sociais e gerou reações de aliados do ex-presidente. Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e de ministros do governo. A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também esteve presente, mas não desfilou.

Oposição reage

Além de Michelle Bolsonaro, a homenageando feita a Lula no Carnaval recebeu mais críticas da oposição. Pelo X, antigo Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente de usar dinheiro público para fazer homenagem a ele mesmo. Já o senador e ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR) diz que “faltou o carro da Odebrecht”, fazendo alusões à operação Lava Jato.

Estadão Conteúdo

Moraes nega habeas corpus apresentado por estudante de Direito em favor de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou um habeas corpus apresentado por um estudante de Direito em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o ministro, o pedido não reunia elementos suficientes para ser analisado, o que levou ao encerramento do processo sem julgamento do mérito. A decisão foi assinada na última quarta-feira (28) e publicada na quinta (29).

A solicitação foi protocolada por Francisco Ricardo Alves Machado, que não integra a equipe de advogados de Bolsonaro. De acordo com seu perfil no LinkedIn, ele é estudante de Direito. No pedido encaminhado ao Supremo, o estudante afirmou que o ex-presidente estaria sofrendo restrições ilegais à liberdade e pediu a anulação dos processos em curso. O argumento central era o de que o magistrado responsável pelos casos deveria ser considerado suspeito.

Na petição, Machado sustentou que um juiz não pode atuar em processos quando há, por exemplo, interesse pessoal, relação direta com as partes ou qualquer situação que comprometa sua imparcialidade. O habeas corpus também menciona tratados internacionais de direitos humanos, como o Pacto de San José da Costa Rica e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, para defender o direito à liberdade e à vida do ex-presidente.

Além disso, o autor alegou que os fatos atribuídos a Bolsonaro não poderiam resultar em condenação, por considerar que não haveria possibilidade real de consumação do crime. Com base nessa tese, pediu o encerramento da ação penal. Ao final, solicitou uma decisão urgente para garantir a libertação imediata do ex-presidente e, posteriormente, o reconhecimento de que não haveria crime a ser punido.

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que o pedido não apresentava informações mínimas que permitissem a análise do caso pelo Supremo. Segundo ele, o texto não indicava de forma clara qual seria o ato ilegal praticado nem apontava quem teria sido responsável por essa suposta violação. O ministro destacou que o habeas corpus se limitou a argumentos genéricos e à reprodução de dispositivos legais, sem apresentar fatos concretos que justificassem a atuação da Corte. “Não há, na petição inicial, individualização mínima de fatos aptos a embasar o pedido formulado, circunstância que compromete a admissibilidade da impetração”, escreveu Moraes ao rejeitar a solicitação.

Estadão Conteúdo

Gilmar Mendes nega pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, na manhã deste sábado (17), o habeas corpus que pedia a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi protocolado por um advogado que não faz parte da equipe que representa Bolsonaro legalmente. O ministro alegou não ser possível analisar pedido feito por advogado sem relação com a defesa do condenado.

O habeas corpus (HC 267.425) foi impetrado neste sexta-feira (16/1) por Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa, que não integra a defesa constituída de Bolsonaro, e apontava Moraes como autoridade coatora. No pedido, o advogado alegava supostas violações a direitos fundamentais e solicitava que o ex-presidente pudesse cumprir eventual pena em regime domiciliar, sob o argumento de necessidade de acompanhamento médico e de prioridade processual em razão da idade.

Por que Gilmar decidiu, e não Moraes?

Embora Alexandre de Moraes seja o relator do caso em que Bolsonaro foi julgado a 27 anos de prisão, o caso foi inicialmente distribuído à ministra Cármen Lúcia por prevenção, em 13 de janeiro de 2026, conforme as regras do Regimento Interno do STF. No entanto, como o pedido foi apresentado durante o recesso, período em que a Presidência e a Vice-Presidência da Corte analisam apenas matérias urgentes, a tramitação seguiu um rito específico.

Como o próprio Alexandre de Moraes exercia, naquele momento, atribuições relacionadas às urgências do recesso, e era também apontado como autoridade coatora no habeas corpus, ficou configurado um impedimento regimental para que ele apreciasse o pedido. Diante disso, com base no artigo 13, inciso VIII, e no artigo 37 do Regimento Interno do STF, os autos foram remetidos ao decano da Corte, Gilmar Mendes, que passou a atuar como relator excepcional do caso.

Na decisão, Gilmar Mendes afirmou que existem óbices jurídicos claros para o conhecimento do habeas corpus. O principal deles é a impossibilidade de o STF analisar habeas corpus impetrado contra atos de ministros da própria Corte, entendimento já consolidado na jurisprudência do tribunal, com aplicação analógica da Súmula 606 do STF.

O ministro destacou ainda que o pedido não foi apresentado pela defesa técnica de Bolsonaro, que segue atuante nos processos. Gilmar também apontou que não havia qualquer indício de omissão ou inércia da defesa que justificasse a atuação de um terceiro. Além disso, Segundo Gilmar Mendes, a admissão do habeas corpus poderia provocar subversão da lógica recursal e violar o princípio do juiz natural.

Gilmar Mendes também ressaltou que sua atuação ocorreu de forma temporária e excepcional, exclusivamente em razão do recesso, e que o reconhecimento do pedido implicaria indevida substituição da competência do relator natural do caso. Com esses fundamentos, o ministro decidiu não conhecer do habeas corpus, encerrando a análise do pedido de prisão domiciliar. Determinou ainda que fosse dada ciência da decisão aos ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Diario de Pernambuco

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