Auditores da Receita criticam ação do STF contra servidores: ‘Bodes expiatórios’

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) divulgou nota em que afirma ver com “preocupação” as medidas adotadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra servidores suspeitos de vazamento de dados fiscais de parentes de integrantes da Corte.

Segundo a Unafisco, as investigações ainda são “preliminares” pela própria Receita Federal e, por isso, é preciso respeitar o devido processo legal e da presunção da inocência. “A Unafisco Nacional manifesta preocupação com a adoção de medidas cautelares gravosas contra Auditor-Fiscal em contexto ainda classificado como análise preliminar pela própria Receita Federal”, diz a nota.

“A entidade defende que eventuais irregularidades sejam rigorosamente apuradas, mas sempre com observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade das medidas adotadas. A aplicação de sanções cautelares extremas exige fundamentação robusta e lastro probatório consistente”, afirmou. O órgão lembra que já houve caso anterior em que houve punições a servidores que depois se mostraram inocentes das acusações.

“Em 2019, também utilizando o Inquérito das Fakenews, o Ministro Alexandre de Moraes afastou dois Auditores-Fiscais acusados de vazamento de informações fiscais de parentes de ministros do STF. Posteriormente a acusação mostrou-se sem nenhum lastro probatório, tendo sido os dois Auditores-Fiscais reintegrados”.

O caso – Na manhã desta terça-feira (17), a Receita Federal informou que detectou violação de informações de autoridades protegidas por sigilo no curso da investigação. A Receita não especificou oficialmente se os dados vazados pertencem a ministros do Supremo e seus parentes. Contudo, o Estadão apurou que houve quebra de sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, além do filho de um outro ministro da Corte. A informação havia sido divulgada primeiramente pelo portal Metrópoles.

O Supremo informou que “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”. A Corte divulgou os nomes de quatro servidores públicos, da “própria Receita ou cedidos por outros órgãos”, suspeitos de acessarem ilegalmente as informações: Luiz Antônio Martins Nunes Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

Os quatro investigados foram afastados de suas funções e tiveram o sigilo quebrado (bancário, fiscal e telemático). Eles estão proibidos de saírem das cidades onde residem e obrigados ao recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. Os suspeitos tiveram os passaportes retidos e estão proibidos de deixar o País e de ingressar nas dependências do Serpro (Serviço Federal de Porcessamento de Dados) e da Receita. Para a Unafisco, os servidores não podem ser transformados em “bodes expiatórios” para conflitos institucionais.

“Os Auditores-Fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito”, diz o texto. “A Receita Federal é órgão de Estado e seus servidores não podem ser submetidos a exposição pública ou constrangimentos institucionais antes da conclusão das apurações”, completa.

Estadão Conteúdo

Nas redes, Michelle critica alegoria na Sapucaí de Bolsonaro como palhaço atrás das grades

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou, no domingo, 15, a representação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Durante o desfile, no Carnaval do Rio de Janeiro, o ex-presidente e marido de Michelle, atualmente preso, foi retratado como um palhaço encarcerado.

Em publicação nas redes sociais, Michelle reagiu à alegoria. “Só pra registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu, referindo-se ao atual presidente da República. A manifestação ocorreu durante o desfile da escola na Marquês de Sapucaí, que foi a primeira a se apresentar na noite do domingo. A escola levou à avenida o samba-enredo que celebrou Lula, destacando sua origem como operário, além de episódios marcantes da política brasileira recente.

Homenagens e críticas

O enredo da Acadêmicos de Niterói, além da homenagem a Lula, também incluiu sátiras a adversários políticos. Na comissão de frente, um ator representando Jair Bolsonaro apareceu caracterizado como um palhaço e, em seguida, foi mostrado atrás de grades, em uma encenação que repercutiu nas redes sociais e gerou reações de aliados do ex-presidente. Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e de ministros do governo. A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também esteve presente, mas não desfilou.

Oposição reage

Além de Michelle Bolsonaro, a homenageando feita a Lula no Carnaval recebeu mais críticas da oposição. Pelo X, antigo Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente de usar dinheiro público para fazer homenagem a ele mesmo. Já o senador e ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR) diz que “faltou o carro da Odebrecht”, fazendo alusões à operação Lava Jato.

Estadão Conteúdo

UE critica ameaça tarifária de Trump e diz que está “pronta” para continuar trabalhando em um acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou as novas tarifas de 30% anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, neste sábado (12), mas afirmou que a UE ainda quer trabalhar em um acordo comercial com Washington. “Impor tarifas de 30% às exportações da UE interromperia cadeias de suprimentos transatlânticas essenciais, em detrimento de empresas, consumidores e pacientes de ambos os lados do Atlântico”, disse Von der Leyen em um comunicado.

“Continuamos prontos para continuar trabalhando em direção a um acordo antes de 1º de agosto. Ao mesmo tempo, tomaremos todas as medidas necessárias para preservar os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário”, acrescentou.

AFP

Editorial – A conta do populismo está chegando, e até a Europa já percebeu

Não é mais apenas uma percepção interna: o Brasil tem sido alvo de críticas contundentes vindas de fora, mostrando como o governo do presidente Lula (PT) tem perdido credibilidade até mesmo entre seus antigos entusiastas no exterior. Uma reportagem recente do prestigiado jornal alemão Die Welt expôs de forma direta o que muitos brasileiros já sentem na pele: a Europa errou ao apostar em Lula, que agora é chamado abertamente de “populista de esquerda”.

O editorial do jornal europeu destaca que o governo Lula tem sido uma frustração para quem esperava compromisso com responsabilidade fiscal, estabilidade institucional e segurança jurídica. Segundo o texto, os europeus fecharam os olhos para as contradições do petista por considerarem Bolsonaro um “populista de direita”, mas hoje reconhecem que o Brasil sob Lula enfrenta problemas tão ou mais graves.

E não é só na visão estrangeira que Lula decepciona. Uma pesquisa divulgada recentemente mostra que, em comparação com Bolsonaro, o governo atual apresenta pior desempenho em três áreas sensíveis para o cidadão comum: gastos públicos, segurança e carga tributária. A máquina estatal voltou a se agigantar, com déficits recordes e aumento do peso dos impostos sobre famílias e empresas. Na segurança, os índices de criminalidade não caem no ritmo esperado, e o governo federal não tem apresentado um plano nacional consistente para enfrentar o crime organizado.

É necessário dizer com todas as letras: o Brasil está pagando caro por discursos cheios de promessas fáceis, mas pobres em execução responsável. O populismo, seja de direita ou de esquerda, cobra um preço alto, e quem paga é o povo, com mais impostos e ruas perigosas.

Fica aqui o nosso alerta e o nosso chamado às autoridades para que abandonem a retórica eleitoral e passem a governar com seriedade. O Brasil precisa urgentemente de equilíbrio fiscal, incentivos claros ao setor produtivo e de um programa firme de combate à violência. Enquanto isso não acontece, seguimos perdendo credibilidade internacional e, o que é pior, vendo o futuro dos brasileiros comprometido pela velha política de gastar muito e resolver pouco.

Waldiney Passos

Cerimônia de Abertura da Paralimpíada faz crítica à falta de inclusão da pessoa com deficiência

Uma celebração a “todos os corpos” e com boa dose de (auto)crítica às insuficientes iniciativas da sociedade para a inclusão da pessoa com deficiência marcam a Cerimônia de Abertura da Paralimpíada de Paris-2024.A festa celebrada nesta quarta-feira (28) tinha como objetivo a reflexão e Alexander Ekman, responsável pelas coreografias desta festa, com cerca de 500 artistas, nos convidou a pensar em uma sociedade mais inclusiva.

A Paralimpíada de Paris, a primeira a ser realizada na cidade, se estenderá até 8 de setembro. Thomas Jolly, o diretor desta Cerimônia intitulada “Paradoxo”, quis deixar uma marca, transmitir uma mensagem sensível. E conseguiu: o paradoxo entre uma sociedade que afirma ser inclusiva, mas continua “cheia de preconceito em relação às pessoas com deficiência”, população esta que chega a 15% da população mundial.

E o paradoxo já deu as caras antes mesmo da festa começar: a Champs-Elysées, a avenida mais famosa de Paris, teve de ganhar camada de asfalto liso para que os cadeirantes pudessem desfilar sem ficar trepidando. E o governo da região de Île-de-France prometeu “metrô para todos”, cujo projeto de acessibilidade de todo o sistema está estimado entre 15 e 20 bilhões de euros, a ser entregue ao longo de duas décadas. Cerca de 3% das estações de metrô de Paris são acessíveis.

Assim como a Cerimônia de Abertura da Olimpíada, às margens do rio Sena, a Cerimônia da Paralimpíada foi realizada fora do principal estádio de atletismo do evento. Desta vez, o palco foi a Champs-Elysées, onde acontece o desfile das 168 delegações, além da Praça da Concórdia. Sem chuva, a grande vilã da festa olímpica, esta cerimônia tem clima festivo e bom humor. O fio condutor de “Paradoxo” é a relação entre dois grupos: a “gangue criativa” e a “sociedade rígida”. Esses grupos interagem durante toda a cerimônia, em situações diversas.

Houve a exibição de um curta-metragem apresentando por Théo Curin, nadador francês que participou dos Jogos Paralímpicos Rio-2016. Dançarinos da “gangue criativa” e da “sociedade rígida” tomaram o palco da Praça da Concórdia ao som do famoso pianista Chilly Gonzales.

Somente em um segundo momento, esses grupos começaram a interagir. Foi ao som da artista francesa Christine e The Queens, que apresentou nova versão da icônica canção de Édith Piaf, “Non, je neregrette rien”. Membros da sociedade rígida tiraram os óculos. Uma bonita mensagem.

O desfile dos aletas acontece após show da Patrulha Acrobática Francesa que coloriu o céú de Paris com as cores da bandeira da França. E a delegação brasileira, de agasalhos azuis e chapéus amarelos e azuis, foi muito aplaudida. Fez festa, “ola” e não parou quieta na área reservada. Após os protocolos oficiais, discursos e juramentos, a chama paralímpica chegará ao local. O mesmo caldeirão usado na Olimpíada brilhará para a Paralimpíada e ficará exposto nos Jardins das Tulherias preso a um balão até o dia 8 de setembro.

Brasil na Paralimpíada-2024

O Brasil pode conquistar as primeiras medalhas paralímpicas já nesta quinta-feira (29). Caso os atletas do país avancem em todas as possibilidades, serão 14 finalistas da delegação na data inaugural de competições na França. A modalidade com maior número de atletas com chances de brigar pelo pódio nesta quinta-feira é a natação. Doze nadadores do Brasil entrarão na água na estreia da modalidade.

Onze deles disputarão as classificatórias na manhã francesa e, se avançarem, farão as finais no final da tarde e início da noite na Arena La Défense. Um deles é o mineiro Gabriel Araújo (S2, limitações físico-motoras), escolhido para ser um dos porta-bandeiras do Brasil na Cerimônia de Abertura. Gabriel nadará os 100m costas.

Outra nadadora que estreará em Paris nesta quinta-feira é a pernambucana Carol Santiago (S12, baixa visão), a mulher do Brasil com mais medalhas paralímpicas em Paris-2024. Dona de cinco medalhas nos Jogos de Tóquio 2020, a atleta disputará os 100m borboleta. Além dos doze nadadores, o ciclista goiano Carlos Alberto Soares vai disputar a prova de perseguição 3000m (C1, bicicletas convencionais) e também poderá entrar na luta por um lugar no pódio.

A lutadora gaúcha de taekwondo Maria Eduarda Stumpf, da categoria até 52 kg, também pode chegar à zona de medalha. O Brasil será representado em outras modalidades nesta quinta-feira, mas sem disputas de finais na data: badminton, vôlei sentado, tiro com arco, bocha, tênis de mesa e goalball.

Agência O Globo

Governo Federal emite nota após crítica de Lula à Anvisa

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecer críticas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a rapidez para aprovar o registro de medicamentos, o governo federal emitiu uma nota reconhecendo o trabalho da agência e o seu compromisso com a ciência. Disse ainda que tem conhecimento sobre a situação do órgão no início da atual gestão.

A declaração de Lula foi dada durante inauguração da fábrica de polipeptídeo sintético da EMS, o maior laboratório farmacêutico no Brasil.”Governo Federal tem ciência da situação em que encontrou a Anvisa em 2023 no início da gestão do Presidente Lula. A Instituição estava, como tantos outros órgãos, sucateada, sem reposição de vagas e sem o apoio necessário para cumprir seu papel com a segurança sanitária e compromisso com a saúde da população”, diz um trecho da nota.

A nota diz ainda que defende a Anvisa com autonomia e citou o negacionismo da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Defendemos uma Anvisa com a mesma autonomia técnica que permitiu respostas ao negacionismo do Governo anterior. A concepção original da agência previa, entretanto, o alinhamento a política nacional de saúde e a observância das prioridades dessa politica. No evento de inauguração da fábrica de polipeptideos da EMS, destacou-se o papel da Anvisa no fortalecimento da inovação e do SUS, bases para a autonomia do país e para a defesa da vida”, acrescentou a nota.

Na carta que escreveu em resposta a Lula, o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou que só foram liberadas 50 vagas das 120 disponíveis para concurso público para preencher os quadros da agência.

“Com número insuficiente de trabalhadores e com tarefas de trabalho que só fazem crescer, o tempo para realização de tais tarefas, só pode se tornar mais longo. Nosso trabalho é pessoa-dependente. Se não há pessoas trabalhando em número suficiente, o trabalho leva mais tempo para entregar resultados”, disse o presidente da Anvisa sobre a falta de servidores na agência.

O governo conclui a nota dizendo que aumentou os repasses destinados à ciência. “Aumentamos os recursos para a ciência em 5 vezes e nossa política é baseada em conhecimento científico e não em notícias falsas para a população, que tiraram centenas de milhares de vidas de brasileiras e brasileiros na pandemia. Na Anvisa nossa orientação precípua sempre foi garantir a segurança e eficácia dos medicamentos e produtos para a saúde . Vamos retomar sim a inserção estratégica da Anvisa para garantir o direito à saúde e a autonomia tecnológica nacional para não ficarmos vulneráveis como ficamos na pandemia da COVID 19. Sempre respeitando e valorizando os servidores e as ações integradas com o Ministério da Saúde”, concluiu a nota.

A Tarde

Lula critica interrupção de programas sociais em governos anteriores

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou neste domingo (30) a interrupção de programas sociais e obras públicas em governos anteriores. Ao participar da cerimônia de entrega de moradias populares de um programa habitacional da prefeitura do Rio de Janeiro, Lula lembrou que criou o Minha Casa, Minha Vida em 2009 e terminou o segundo mandato (2010) com 1 milhão de pessoas inscritas.

“Nós já conseguimos fazer 7,8 milhões de casas”, disse o presidente, para em seguida criticar a condução do programa em governos passados.

“Lamentavelmente houve um período conturbado neste país, e gente teve um governo que esqueceu de fazer as coisas do povo e passou a contar mentira para esse povo. Encontrei, quando voltei, 87 mil casas que tinham sido começadas em 2011, 2012 e 2013, totalmente abandonadas”, lamentou, sem citar nomes de ex-presidentes.

Lula contou que, há poucos dias, fez a entrega de moradias populares em Fortaleza, que deveriam ter sido entregues em 2018. “Não teve um governo com a decência de respeitar o povo e entregar aquelas casas”, disse. O presidente afirmou ainda que, ao assumir o terceiro mandado, retomou uma série de obras públicas interrompidas. “Só de escola, eram quase 6 mil obras paralisadas nesse país. Na saúde, quase 3 mil. Esse país foi abandonado porque governar não é mentir, não é falar, governar é fazer.”

Ele também criticou a queda pela metade no número de profissionais do programa Mais Médicos. “Nós chegamos a ter 23 mil médicos. Quando voltei para a Presidência da República, a gente só tinha 12,5 mil médicos. Hoje nós temos 26,5 mil”, contextualizou.

“O povo mais humilde, o povo trabalhador, só é lembrado na época da eleição. Na época da eleição, o povo pobre é muito falado no palanque, todo mundo gosta de pobre, elogia pobre e fala mal de banqueiro e empresário, porque a maioria é pobre e a maioria tem voto. Depois da eleição, nunca mais essas pessoas se lembram do pobre”, criticou.

Apartamentos populares
Lula participou da entrega de unidades populares do programa Morar Carioca. Neste domingo, foram entregues os primeiros 16 dos 704 apartamentos de um conjunto habitacional. Ao todo, serão 44 prédios, cada um com 16 apartamentos. Outros quatro estão em fase de fundação. A previsão é concluir as entregas até 2026, quando cerca de 4 mil pessoas terão sido beneficiadas.

O condomínio fica na comunidade do Aço, em Santa Cruz, zona oeste do Rio, a cerca de uma hora e meia de carro do centro da cidade. A favela foi criada no fim da década de 1960, quando moradores afetados por enchentes foram realocados em moradias improvisadas que deveriam ter sido temporárias.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, explicou que, à medida que as famílias forem sendo transferidas para os novos imóveis, as casas antigas serão demolidas e darão espaço a prédios novos. O investimento da prefeitura é de R$ 243 milhões, sendo R$ 45 milhões financiados pelo Banco do Brasil.

O presidente Lula criticou alguns projetos de moradia popular em que os apartamentos não têm características como varanda e espaço para mesa para refeição. “Vamos parar de preconceito contra as pessoas mais humildes. O cara que levanta às 5h da manhã para trabalhar, anda duas horas de ônibus e depois volta para casa para chegar às 8h da noite, esse cara precisa ter respeito, [tem que] tratar esse cara com decência”, disse o presidente.

À plateia de moradores da região, Lula relembrou a época em que vivia em moradias precárias, com apenas um banheiro para muitas pessoas. “Quando saí de Pernambuco para São Paulo, a primeira casa em que eu fui morar era um quarto e cozinha no fundo de um bar, em que o banheiro que a minha família usava – minha mãe e oito filhos – era o banheiro que as pessoas que bebiam no bar iam utilizar”, lembrou, para depois contar que morou em uma casa de 33 metros quadrados.

“Eu conto isso para vocês saberem que vocês não têm como presidente da República um estranho no ninho”, declarou.

Roda da economia
O presidente afirmou que o governo ser voltado para os pobres não é ameaça aos ricos. “Nós não queremos tirar nada de ninguém, [que] ninguém que seja rico tenha medo de nós. A gente quer que os empresários produzam, que os empresários ganhem dinheiro, porque, se eles estiverem produzindo e ganharem dinheiro, vão contratar trabalhador, vão pagar salário, o trabalhador vai virar consumidor. Quando o trabalhador virar consumidor, ele vai na loja, vai comprar uma coisa, a loja vai contratar mais um comerciário, a loja vai contratar coisa da empresa e assim a roda da economia começa a girar e todos participam”, destacou.

“Muito dinheiro na mão de poucas pessoas significa pobreza, analfabetismo, mortalidade infantil, fome, miséria, porque é muito dinheiro na mão de poucos, é concentração de riqueza. Mas pouco dinheiro na mão de muitos muda o jogo, todo mundo vai poder comprar um pouquinho, poder comer melhor, todo mundo vai na padaria, vai tomar um café, e a economia gira”, avaliou.

No evento em que elogiou o prefeito Eduardo Paes, “possível melhor gerente de prefeitura que este país já teve”, Lula disse que a chave para os municípios terem acesso a recursos do governo federal é apresentar bons projetos. “Quem quiser dinheiro do governo federal, não faça discurso. Apresenta projeto, porque se o projeto for bem apresentado e uma coisa possível de ser feita, não tem por que o presidente da República deixar de passar dinheiro.”

Agência Brasil

Gonzaga Patriota critica decisão do STF que suspende piso salarial dos enfermeiros

Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB).

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso de suspender o pagamento do piso nacional do profissional de enfermagem – que inclui, também, técnicos de enfermagem, auxiliares e parteiros. Para o parlamentar, essa decisão judicial não respeita a decisão do Congresso Nacional.

“É lamentável essa posição do ministro Luís Barroso. Não pode se sobrepor às decisões tomadas pela maioria no Congresso Nacional. Com essa suspensão, a enfermagem precisa se mobilizar e lutar pelos seus direitos. Além disso, o aumento do piso salarial da categoria pode ser financiado pelas emendas de relator”, disse Patriota que finalizou: “Eu, enquanto parlamentar, vou lutar para a manutenção do que foi aprovado no Congresso Nacional”.

Barroso estabeleceu um prazo de 60 dias para que entes públicos e privados informem quais os impactos financeiros da lei, se haveria risco de demissão e a possível redução na qualidade dos serviços, como o fechamento de leitos. A decisão atende a um pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). A entidade apontou o risco de demissões e sobrecarga de trabalho. O caso ainda será levado ao plenário virtual do STF.

“Dono de uma voz horrível”, diz Regis Tadeu sobre João Gomes

O jornalista e crítico musical Regis Tadeu disparou diversas críticas contra um dos maiores sucessos do Brasil na atualidade: o petrolinense João Gomes. Em seu canal do Youtube, o instrumentista inicia seu vídeo afirmando que “João Gomes tem uma das vozes mais horríveis de todos os tempos, com umas músicas, simplesmente, pavorosas“.

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O dia inteiro eu sou bombardeado com notícias de um tal de João Gomes que, segundo a imprensa popularesca, é o mais recente fenômeno da música brasileiro. Um negócio simplesmente inacreditável, ainda mais, sendo, o garoto, dono de uma voz horrível e cantando músicas ainda mais pavorosas“, disse antes de fazer a propaganda de sua loja de roupas e seu canal.

Regis segue sua crítica atingindo também o estilo musical do “piseiro”, que tem dominado as paradas musicais do país, chamando de “porcaria”. “Faz sentido a voz dele com essa porcaria de piseiro”, disse o jornalista. O João Gomes eu tenho a sensação que canta em um dialeto com uma mistura de húngaro com marciano”.

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Paulo Câmara rebate Bolsonaro após críticas a gestão de verbas públicas para a pandemia

Bolsonaro e Paulo Câmera em encontro no Recife, em maio de 2019. (Foto: Peu Ricardo/DP)

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicar vídeo no Twitter, neste domingo (4), criticando o governo de Pernambuco pela forma como tem administrado verbas públicas destinadas ao combate da pandemia do novo cornavírus, o governadior Paulo Câmara (PSB) se pronunciou e disse ser “lamentável” a atitude do gestor do Executivo federal.

O vídeo compartilhado por Jair Bolsonaro é referente a um trecho do programa Alerta Amazonas, apresentado pelo radialista e humorista Sikera Jr. Durante a exibição, o apresentador divulga valores que afirmou ser referentes às verbas repassadas pelo governo federal ao estado de Pernambuco e que, de acordo com ele, não estavam sendo utilizadas da forma correta pela gestão estadual.

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Dulcicleide Amorim faz análise crítica do Governo Bolsonaro

POLÍTICA – Para a parlamentar, País vive uma crise diplomática “devido ao descontrole emocional do presidente”. Foto: Roberto Soares

A deputada Dulcicleide Amorim (PT) fez, na Reunião Plenária da última quinta (29), um balanço crítico do governo de Jair  Bolsonaro. Na avaliação da parlamentar, o País vive uma crise diplomática “devido ao descontrole emocional do presidente”, com efeitos negativos na área econômica. Ela fez questionamentos, ainda, às privatizações pretendidas e aos cortes de verbas nas áreas da saúde e educação.

A petista destacou as atitudes de Bolsonaro ao ofender a primeira-dama da França, Brigitte Macron, e recusar a oferta de US$ 20 milhões (cerca de R$ 91 milhões), feita pelo G7 para auxiliar no combate aos incêndios na Amazônia. “Não estamos em situação confortável para rejeitar ajuda de outros países”, agregou.

A deputada citou a destruição do meio ambiente e outros problemas, como grilagem de terras, lavagem de dinheiro, coerção de comunidades tradicionais e trabalho escravo. Também condenou a demissão do cientista Ricardo Galvão do comando do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), após o órgão revelar o crescimento do desmatamento.

“Não cabe negar a existência desses fatos lamentáveis e fazer os brasileiros desacreditarem nas instituições”, avaliou. “A nossa população precisa urgentemente se politizar e se informar do que tem acontecido no Brasil. Precisamos estar atentos e ver o que é possível fazer antes que o barco naufrague com todos nós dentro”, emendou Dulcicleide.

Maria Elena classifica bancada de oposição como “panfletária” e Valgueiro responde

Maria Elena não poupou críticas aos vereadores de oposição. (Foto: ASCOM/Jean Brito)

Durante a sessão ordinária dessa quinta-feira (06), na Câmara Municipal de Petrolina, a vereadora Maria Elena (PSB) criticou a atuação da bancada de oposição na Casa Legislativa. A parlamentar classificou os opositores como “panfletários”. Segundo Elena, a oposição tem se esperneado com o trabalho realizado pelo prefeito Miguel Coelho na cidade e promovido uma “espetacularização” em suas falas.

“Eu fui oposição quase todos os meus mandatos e desafio eu ter chamado o ex-prefeito Júlio Lossio de mentiroso, ladrão. É absurdo! A gente chama a atenção para que possamos amadurecer. Não temos uma oposição preparada, o que temos é uma oposição desesperada, com medo, porque em dois anos e seis meses nunca se viu [tanto trabalho]”, disse.

Líder da bancada de oposição, o vereador Paulo Valgueiro (MDB) defendeu os opositores. “A oposição é uma bancada pequena, mas a gente tem feito a nossa parte, com muito respeito. Se ser responsável e falar a verdade é ser panfletário, esses seis vereadores são sim, panfletários, espetaculosos, mas a gente age dentro da nossa consciência”, afirmou.

Armando critica PSB por forçar retirada de candidatura de Marília Arraes

A convenção que vai oficializar a candidatura do petebista ocorre neste sábado (4), no Classic Hall, em Olinda, a partir das 9h. (Foto: Internet)

O pré-candidato ao governo do Estado pela frente de oposição “Pernambuco Vai Mudar”, senador Armando Monteiro (PTB), criticou a postura do PSB de forçar a retirada da pré-candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes em troca do apoio dos petistas à reeleição do governador Paulo Câmara.

“Lamento que o PSB atue dessa forma, querendo atropelar, querendo ganhar no tapetão. É lamentável, mas o pernambucano vai avaliar isso, se é uma postura correta, se é democrático querer abafar as candidaturas, excluí-las”, disse Armando.

“Eu lamento que o governo atue para tirar candidatos.  Isso não é uma postura democrática. O que o pernambucano queria era ter mais opções para fazer a melhor escolha”, afirmou, completando: “Querem ganhar por WO, querem ganhar tirando os concorrentes do campo”.

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“Paulo Câmara fez Miguel Coelho mentir”, afirma Ronaldo Silva em crítica ao governador

(Foto: Blog Waldiney Passos)

O vereador Ronaldo Silva criticou a atuação do governo Paulo Câmara em relação a cidade de Petrolina (PE). Durante a sessão dessa terça-feira (30) na Câmara Municipal, o parlamentar falou sobre uma promessa feita pelo governador sobre a inauguração de uma praça no bairro João de Deus. Para Ronaldo, o governador não só mentiu para a população quando prometeu a obra, como fez o prefeito Miguel Coelho mentir também.

“O governador esteve aqui no final do ano passado e prometeu à comunidade do João de Deus a inauguração daquela praça que tem sete anos, isso é uma vergonha, sem ser concluída. Ele mentiu dizendo ao povo que agora, em março, inaugurava essa praça e o prefeito Miguel mentiu também porque o governador fez o prefeito mentir. Ele prometeu para Miguel, o prefeito acreditou nele e mentiu. Eu fui ao João de Deus e as pessoas estão revoltadas com isso. O local está cheio de marginal, os comerciantes todos tomando prejuízos, isso é justo?”, questionou Ronaldo.

O parlamentar foi questionado sobre como classificava a atuação do governo estadual para a cidade. “De costas para Petrolina. O que foi que o governador investiu em Petrolina nesse tempo todo? Principalmente na área de segurança, que as pessoas estão reféns dos marginais. Petrolina tem assalto a carro forte em plena luz do dia, assalto a banco em plena luz do dia. Isso é governar de frente para a cidade?”

Petrolina: Diretório Municipal do PT critica nota do PSB

(Foto: Internet)

O diretório Municipal do Partido do Trabalhadores (PT) em Petrolina criticou a nota emitida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) da cidade. O PT afirmou que a nota do PSB é “enganosa e agressiva” e pediu que o partido se retrate das acusações.

Segundo a nota do PT, quem fez a denúncia ao Ministério Público Eleitoral foi o deputado estadual Odacy Amorim (PT), que disputou as eleições municipais em 2016. Odacy pediu a cassação do prefeito Miguel Coelho (PSB) por abuso de poder econômico e utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social nas eleições municipais de 2016.

Confira a nota do PT

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Petrolina foi surpreendido pela enganosa e agressiva nota do PSB que afirma, em resposta a opinião do Ministério Público Eleitoral pela procedência de ação movida pelo Deputado Estadual Odacy Amorim, que o processo foi “movido pelo PT em torno da campanha eleitoral 2016 [pois]o Partido dos Trabalhadores de Petrolina ainda não aceitou a derrota.

Cabe pontuar que a Ação de Investigação Judicial Eleitoral não foi movida pelo PT, mas sim, acertadamente, pelo candidato do Partido à Prefeitura, sendo a nota do PSB um mero engodo para atacar covardemente o Partido dos Trabalhadores.

Nos causa profunda estranheza serem justamente os representantes do PSB de Petrolina a contestar a Ação de Investigação afirmando que se trata de tentativa de “deturpar o resultado das eleições”, logo quem em 2012 ajuizou ação contra o então Prefeito Júlio Lóssio para impedir sua eleição. Pior, logo o conjunto de dirigentes do PSB que foram apoiadores e entusiastas do Golpe que retirou uma Presidenta legitimamente eleita com mais de 54 milhões de votos e que compõe o Governo ilegítimo de Michel Temer com Fernando Filho sendo seu Ministro, falar em “idoneidade do processo democrático”.

Respeitamos imensamente a história do Partido Socialista Brasileiro e a trajetória de pessoas de honra como Miguel Arraes e João Mangabeira, e justamente por isso exigimos uma retratação por parte do PSB para que não carregue mais uma mácula em sua história, já tão agredida pelos seus próprios membros neste último período.

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