Em Brasília, mulheres denunciam feminicídios e a omissão do Estado

“Estupros corretivos, tapas e facadas. Querem nos manter de bocas fechadas, mas nem a morte irá nos calar. Mulheres vivas!”, com essas palavras a assistente social Elisandra “Lis” Martins encerrou sua fala na Batalha de Rimas, no centro de Brasília, no ato Levante Mulheres Vivas, realizado em diversas capitais do país neste domingo (7).

Sob fortes pancadas de chuva, milhares de pessoas participaram do protesto no Distrito Federal (DF) para denunciar a violência contra a mulher, o feminicídio e a omissão do Estado na proteção e prevenção à violência de gênero. O “Levante” foi convocado por dezenas de organizações de mulheres, após sucessivos casos emblemáticos de feminicídios que chocaram o Brasil nos últimos dias. Em Brasília, falas de lideranças e apresentações culturais movimentaram a Torre de TV, no centro da capital.

A rimadora Elisandra “Lis” Martins, de 31 anos, faz parte do coletivo Batalha das Gurias, da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, e compareceu ao ato para denunciar a violência de gênero na esperança de provocar uma reação do Estado. “É violência de gênero, é violência de raça, por esses motivos temos as nossas vidas escassas, é como viver no submundo dos empregos, periferias e até do próprio mundo. Da não aceitação até a depressão que nos mata, mantendo viva a respiração”, rimou a moradora do Itapoã, região administrativa do DF a cerca de 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

A manifestação contou com a presença de um ministro e seis ministras, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.

Violência do Estado
Foram recorrentes falas contra o Estado e a omissão e incapacidade das instituições de protegerem as mulheres vítimas de violência, assim como de prevenir esses crimes. A doutora em ciência sociais Vanessa Hacon é ativista do Coletivo Mães na Luta, que assessora mulheres vítimas de violência. Ela afirma que o sistema de Justiça é negligente no atendimento às mulheres e, na maioria dos casos, culpa a própria vítima. “As mulheres saem de casa para se livrar da violência doméstica e vão parar dentro do sistema de Justiça, onde a violência processual é intensa e absurda e os juízes não fazem nada”, disse Vanessa.

A ativista reclama que as instituições do sistema de Justiça não concedem as medidas protetivas às mulheres quanto necessário. “Existe uma ideologia machista nos tribunais que deslegitima denúncias com base em estereótipos de gênero vulgares, do tipo ‘essa mulher é uma ressentida’, ‘não aceita o fim do relacionamento’, ‘vingativa’. Essas denúncias precisam ser levadas a sério e, de fato, processadas corretamente, ao invés de arquivadas sob argumentos vagos”, criticou.

Patriarcado
Com gritos como “Feminismo é revolução” e “Mulheres Vivas”, as manifestantes destacaram que a forma “patriarcal” como a sociedade foi estruturada ao longo dos séculos contribui para uma espécie de “epidemia” de feminicídios no Brasil. “O patriarcado é quando a sociedade se estrutura a partir da lógica de que o homem, de que o gênero masculino, tem o poder, e o poder é centralizado neles, a partir deles, e é a partir deles que as coisas acontecem”, afirmou a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Leonor Costa.

Ela destacou à Agência Brasil que os casos “absurdos” de feminicídios nos últimos dias acenderam a revolta das mulheres pelo país. “Espero que esses atos sensibilizem a sociedade e mostrem o perigo que as mulheres vivem no seu cotidiano e, mais do que isso, que sensibilize o Estado. É fundamental que haja políticas públicas que sejam capazes de frear esse nível de violência”, afirmou.
Para a representante do MNU, a educação é fundamental para mudar essa cultura. “São necessárias políticas de educação que consigam conscientizar a sociedade como um todo para entender que esse é um problema do país. Esse não é só um problema meu, que sou mulher”, completou.

Papel dos homens e do orçamento público
A maioria da manifestação foi formada por mulheres, mas muitos homens acompanharam o ato e as lideranças presentes destacaram o papel deles na luta contra a violência de gênero, como explicou a escritora, cineasta e professora aposentada Renata Parreira.

“É preciso convocar os homens a discutir, a refletir sobre sua masculinidade tóxica. Trazê-los como aliados para essa luta, porque é uma luta de todas e todos para que possamos mudar o projeto de sociedade”, destacou.

Para Renata, que integra o Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, é preciso ainda reforçar o orçamento público para combater a violência de gênero.

“Sem orçamento público, sem equipe qualificada, sem indicadores econômicos e sociais de pesquisa não há como elaborar políticas públicas efetivas para a prevenção da violência de mulheres. Nós precisamos, por meio da educação, transformar a realidade porque a cultura não é fixa, ela é dinâmica e pode ser mudada”, completou.

Questão econômica
A situação econômica das mulheres foi outro elemento lembrado no ato como fator que alimenta a violência de gênero. A empreendedora Aline Karina Dias, de 36 anos, avalia que a questão financeira é a arma para emancipar muitas mulheres dos ciclos de violência e exclusão.

“Compreendemos o empreendedorismo, a questão financeira, como uma ferramenta de emancipação e de existência das mulheres. Muitas que sofrem feminicídio são devido a questões sociais, por falta de moradia e de emprego”, disse. Aline Karina lidera o Sebas Turística, projeto de afroturismo de base comunitária que visa promover o turismo cidadão em São Sebastião, região administrativa do DF a cerca de 17 km do centro de Brasília.

Entenda
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso acusado do crime.

Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição que se matou em seguida. Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero. Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero. Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios.

Agência Brasil

Projeto aprova folga menstrual de 2 dias por mês para mulheres com sintomas graves

A deputada federal Professora Marcivania foi a relatora da proposta

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante às mulheres o direito a até dois dias de folga por mês durante o período menstrual, sem desconto no salário, desde que apresentem sintomas incapacitantes, como cólicas intensas, enxaquecas ou outras condições que impeçam o desempenho normal no trabalho.

De acordo com o texto, a ausência deverá ser justificada por atestado médico e não poderá ser acumulada. O objetivo é oferecer mais dignidade e condições de saúde às mulheres que sofrem com sintomas severos da menstruação, conhecidos como dismenorreia.

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Violência digital contra mulheres atinge níveis alarmantes

O Instituto Marielle Franco (IMF) lança nesta quarta-feira (27), às 19h, no salão nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, a pesquisa inédita “Regime de ameaça: a violência política de gênero e raça no âmbito digital (2025)”, que mostra a dimensão e a gravidade dos ataques direcionados a mulheres negras no cenário político brasileiro.

O estudo mostra que a violência política digital não é pontual, mas sistêmica e coordenada. Entre os casos mapeados, 71% das ameaças envolveram morte ou estupro, e 63% das ameaças de morte faziam referência direta ao assassinato de Marielle Franco, revelando um padrão simbólico e violento que transforma esse feminicídio político em uma advertência brutal às mulheres negras que ousam disputar o poder.

A maioria das vítimas é formada por mulheres negras cis, trans e travestis, LGBTQIA+, periféricas, defensoras de direitos humanos, parlamentares, candidatas e ativistas. A sistematização dos dados foi obtida a partir de atendimentos feitos pelo Instituto Marielle Franco, em parceria com o Instituto Alziras, o portal AzMina, o coletivo Vote LGBT, o centro de pesquisa Internet LAB, além de dados captados da Justiça Global e Terra de Direitos.

“São mulheres que carregam, na vida e na luta, a base que sustenta este país, mas seguem invisibilizadas. A violência que atinge cada uma delas é também uma violência contra a democracia”, afirma Luyara Franco, diretora executiva do IMF e filha de Marielle.
A pesquisa também faz recomendações concretas, como a criação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência Política de Gênero e Raça, que deverá orientar ações do Estado, do Legislativo, da sociedade civil e das plataformas digitais para garantir a proteção de mulheres negras na política.

De acordo com Luyara, o levantamento comprova, com dados, que a violência política digital contra mulheres negras não é isolada, mas parte de um sistema que busca afastar essas mulheres da vida pública. “Queremos que essa publicação sirva de base para ações concretas de proteção e para responsabilizar agressores e plataformas digitais. Nosso compromisso é com a memória, a justiça e a construção de um país em que as mulheres possam existir e disputar espaços políticos sem medo”.

Criação – Inaugurado em 2019, o Instituto Marielle Franco é uma organização sem fins lucrativos, criada pela família da vereadora, com o objetivo de defender a memória e multiplicar seu legado, além de inspirar, conectar e potencializar mulheres negras, pessoas LGBTQIA+ e periféricas a seguirem em busca de um mundo mais justo e igualitário.

Agência Brasil

Sistema FIEPE inaugura banco vermelho no SENAI Petrolina

O banco vermelho, símbolo de alerta permanente sobre a importância do combate à violência contra a mulher, foi inaugurado na tarde desta segunda-feira (25), nos jardins do SENAI Petrolina. Durante a solenidade, que contou com a presença de colaboradores e alunos, o gestor da unidade, Luciano Ribeiro, destacou a importância do equipamento, instalado pelo Instituto Banco Vermelho (IBV), lembrando a necessidade de conscientização e combate a todas as formas de violência de gênero (física, patrimonial, moral, psicológica e sexual).

“Precisamos sensibilizar, refletir e agir de forma efetiva diante desse grave problema social. Que esse banco vermelho, agora em nosso jardim, possa nos chamar a atenção todos os dias de que nós rejeitamos todo tipo de atitude violenta contra as mulheres”, ressaltou.

O evento fez parte das atividades do Agosto Lilás – mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, e contou ainda com a participação dos diretores das Unidades do SENAI de Caruaru, Belo Jardim, (Daniel Fagundes); Santo Amaro (Julcimar Machado); Goiana e Paulista (Paulo Djalma). Além de um QR Code explicativo, o banco vermelho traz escrito em sua parte frontal: “Lugar de MULHER é onde ela quiser. No SENAI ela aprende, lidera e transforma. Sentar e refletir. Levantar e agir”.

Ascom

Transforma Petrolina reúne mulheres em pré-evento de aniversário no Assentamento Terra da Liberdade

Ao longo de seus seis anos de existência, o Transforma Petrolina tem ampliado seu alcance para estar presente também em localidades mais distantes. O programa de voluntariado realizou na segunda-feira (25) um pré-evento de aniversário no Assentamento Terra da Liberdade, reunindo mulheres em um encontro marcado por conexões e muito aprendizado.

A programação contou com uma  palestra da diretora-presidente da Agência Municipal do Empreendedor (AGE), Bruna Ruana, que mostrou os caminhos para empreender;  foram oferecidas oficinas práticas sobre pipoca gourmet, ministrada por Ladjane Alencar, e outra de ornamentação de frutas, conduzida por Romério Ferreira.

De forma simultânea, enquanto as mães participavam das atividades de qualificação, os filhos também tiveram um espaço especial. Os meninos acompanharam a palestra sobre conflitos na puberdade, com o psicólogo José Luiz Amorim, enquanto as meninas participaram da palestra sobre dignidade menstrual, ministrada pela médica voluntária Malu Brecci.

A iniciativa funcionou como etapa preparatória para a programação oficial, que será realizada no sábado (30), na Escola de Tempo Integral Terra da Liberdade, e atenderá moradores das localidades de Porteiras, Assentamento Mandacaru, Sítio Pau de Leite, Vila Nova Esperança e Assentamento Terra da Liberdade, em alusão ao aniversário do Transforma Petrolina.

De acordo com a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, a ação cumpriu seu papel de  valorizar as mulheres da comunidade e mostrar novos caminhos. “Encerramos de maneira simbólica e emocionante, com o plantio de uma árvore que representou o florescer daquelas mulheres e as novas possibilidades”, destacou.

Ascom

Prefeitura de Petrolina alerta mulheres sobre rede de apoio e combate a violência

A Prefeitura de Petrolina realizou, nesta quarta-feira (20), uma ação na Praça do Bambuzinho voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. A iniciativa, promovida pelas secretarias de Saúde e de Assistência Social e Combate à Fome, teve como objetivo oferecer informação, acolhimento e serviços de saúde à população em um espaço de grande circulação.

Durante a ação, foram oferecidos serviços como testagem rápida para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), orientação e escuta qualificada com profissionais da psicologia. A mobilização foi desenvolvida para sensibilizar a sociedade para o enfrentamento à violência de gênero, incentivando a denúncia e o acolhimento das vítimas.

A dona de casa Raquel Matos, que passava pelo local e parou para acompanhar a ação, destacou a importância desse tipo de iniciativa. “É muito importante ver a Prefeitura ocupando os espaços públicos com esse tipo de atividade. Muitas mulheres passam por situações de violência e não sabem a quem recorrer. Uma ação como essa chama a atenção e mostra que não estamos sozinhas”, destacou Raquel.

Ascom

Brasil registra aumento alarmante de mulheres mortas por tiros

O número de mulheres vítimas de feminicídio ou tentativa de feminicídio praticados com armas de fogo aumentou significativamente em 2025. Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, até a primeira quinzena de agosto, pelo menos 29 mulheres foram baleadas, representando um aumento de 45% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 20 casos nos 57 municípios monitorados.

Na Bahia, o levantamento do Instituto Fogo Cruzado registrou quatro mulheres vítimas de feminicídio ou tentativa de feminicídio com arma de fogo em 2025, todas fatais, concentradas na Região metropolitana de Salvador, com Camaçari e Simões Filho, com duas vítimas em cada município. O aumento é preocupante, já que em 2024 apenas duas mulheres morreram nessas cidades. Assim como no cenário nacional, o lar foi o principal local de ataque, e companheiros ou ex-companheiros são os principais autores desses crimes.

Maioria das vítimas não sobrevive
Entre as mulheres atingidas em 2025, 76% não sobreviveram, totalizando 22 mortes e sete feridas. No ano anterior, 60% das vítimas não sobreviveram: 12 morreram e oito ficaram feridas.

Regiões mais afetadas
– Recife e região metropolitana lideram o ranking, concentrando 31% dos casos, com nove mulheres atingidas.
– Rio de Janeiro e região metropolitana registraram 10 vítimas em 2025, sendo oito mortes e duas feridas.
– Salvador e região metropolitana mantiveram quatro vítimas, mas todas fatais em 2025.
– Grande Belém passou de uma ferida em 2024 para duas mortes em 2025.

Locais e autoria dos crimes
O lar continua sendo o principal local de ocorrência, com 15 das 29 mulheres atingidas dentro de casa. Outros cinco casos aconteceram em bares. A maioria dos crimes (25 casos, 86%) foi cometida por companheiros ou ex-companheiros. Outro ponto preocupante é o envolvimento de agentes de segurança, responsáveis por um quarto dos casos (7 das 29 vítimas).

Distribuição por município
Recife (PE): 9 vítimas
Jaboatão dos Guararapes (PE): 3 vítimas
Rio de Janeiro (RJ): 4 vítimas
Duque de Caxias (RJ): 2 vítimas
Magé (RJ): 1 vítima
Maricá (RJ): 1 vítima
Mesquita (RJ): 1 vítima
Nova Iguaçu (RJ): 1 vítima
Belém (PA): 2 vítimas
Camaçari (BA): 2 vítimas
Simões Filho (BA): 2 vítimas
Abreu e Lima (PE): 1 vítima

A Tarde

Prefeitura de Petrolina fortalece rede de proteção às mulheres durante o São João

Enquanto o povo dança e celebra o melhor São João do Brasil, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, mostra que cuidar também faz parte da tradição. No meio das bandeirinhas, do forró e dos sorrisos, a campanha “São João Sem Violência” ocupa, todos os dias, os espaços da festa, levando informação, orientação e acolhimento para fortalecer quem mais precisa. Uma ação que transforma o arraial em um ambiente de proteção, respeito e empatia, onde toda mulher se sente amparada e segura para viver a festa e a vida com dignidade.

A cada noite, uma equipe comprometida percorre os espaços da festa realizando panfletagem educativa, sensibilizando a população sobre a importância de denunciar qualquer situação de violência contra a mulher. Além de conversar com o público, o grupo divulga os canais oficiais de denúncia: Patrulha da Mulher pelo 153, WhatsApp Mulher no (87) 9 9165-1803 e a Delegacia da Mulher no (87) 3866-6625.

Mais do que distribuir panfletos, a campanha é um abraço simbólico a cada mulher, mostrando que ela não está sozinha. A Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome também atua em parceria direta com a Delegacia da Mulher para garantir que as denúncias recebidas sejam encaminhadas ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), onde começa um caminho de acolhimento, fortalecimento e superação.

Neste São João, a Prefeitura de Petrolina prova que cuidar também é tradição. Enquanto o forró embala os corações, a mensagem ecoa: lugar de mulher é onde ela quiser, e, acima de tudo, livre de qualquer forma de violência.

Ascom

CIPE/CAATINGA prende duas mulheres por tráfico e drogas em Rodelas/BA

A Polícia Militar da Bahia, através da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE-Caatinga), prendeu nesta sexta-feira (30), duas mulheres por tráfico de drogas em Rodelas – BA.

Os Policiais Militares Especializados realizavam rondas ostensivas no município, quando foram informados por populares que estaria ocorrendo onde adolescentes estariam consumindo drogas e bebidas alcoólicas e realizando disparos de arma de fogo.

A guarnição averiguou a situação e durante abordagem no local, constataram que duas mulheres estavam em posse de 486 gramas de erva seca análoga à maconha, 08 (oito) trouxas com 20 gramas de erva seca análoga à maconha, 69 (sessenta e nove) pinos com substância cor branca aparentando ser cocaína, 01 (uma) balança de precisão, 01 (um) aparelho celular e 02 (duas) toucas balaclavas.

Vale salientar que as mulheres tinham sido presas na última quarta-feira (28), e reincidentemente foram presas pela mesma prática delituosa. As acusadas e o material apreendido foram apresentados à Delegacia de Polícia Civil de Paulo Afonso – BA para adoção das medidas legais cabíveis.

Ascom

Relatório fixa cota para mulheres no legislativo

O relator do projeto do novo Código Eleitoral, senador Marcelo Castro (MDB/PI), apresentou na análise da matéria, no início deste mês, uma complementação de voto fixando cota para mulheres nas casas legislativas a 20%, no mínimo.

“Mantivemos a obrigatoriedade da reserva de candidaturas no art. 145, mas estabelecemos que, no período de 20 anos após a edição da lei que ora se pretende aprovar, durante o qual vigorará a reserva de vagas, os partidos não serão penalizados com o indeferimento da chapa caso não consigam preencher o percentual mínimo de candidaturas, desde que as vagas remanescentes fiquem vazias”, defendeu Marcelo Castro em seu relatório.

A complementação do voto define ainda que, a cada duas eleições gerais, será avaliada a reserva de vagas para mulheres, “com o fim se verificar a efetividade da política de ação afirmativa e a necessidade de aumento do percentual de vagas reservadas para mulheres”. A senadora Augusta Brito (PT/CE) disse que é preciso estudar se as mudanças representam, ou não, um retrocesso. “No momento, ainda tenho dúvidas se o que está no relatório não é um retrocesso em relação à participação feminina, ou se é um avanço”, comentou.

Urnas e fake news

O projeto de lei estabelece ainda que compete ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disciplinar as etapas para a votação, garantindo o direito de fiscalização “aos partidos políticos, às coligações, aos candidatos, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil, à Defensoria Pública e à sociedade civil organizada que se fizerem presentes ou representados”. Prevê também a participação das Forças Armadas na fiscalização.

O título III do projeto estabelece os crimes de divulgação de fatos inverídicos, as chamadas fake news, com prisão de 1 a 4 anos, mais multa, aos candidatos que divulgarem ou compartilharem “fatos sabendo ou devendo saber serem inverídicos”.

A proposta ainda proíbe o disparo em massa de conteúdos nas plataformas digitais. “A utilização de disparos em massa para divulgar posicionamento pessoal ou conteúdo político-eleitoral não constitui livre manifestação democrática”, define a proposta. O projeto, no entanto, permite o impulsionamento para divulgação de candidatos a partir do início do ano eleitoral “com valor limitado a 10% do limite de gastos do cargo pretendido”.

Quarentena e inelegibilidade 

A proposta ainda disciplina o prazo para agentes públicos deixarem suas funções para se candidatarem, fixando em 2 de abril do ano da eleição para ministros de Estado, governadores e prefeitos, entre outros cargos.  No caso de magistrados ou membros do Ministério Público, policiais federais e civis e militares, tanto da União como dos estados, o prazo da quarentena é fixado em 4 anos antes da eleição que pretende concorrer.

A proposta ainda fixa o prazo máximo de inelegibilidade para cargos políticos em 8 anos, o que inclui aqueles condenados com base na Lei da Ficha Limpa. “Em quaisquer das hipóteses previstas neste artigo, a inelegibilidade não ultrapassará o prazo de 8 (oito) anos”, define o texto. Atualmente, o prazo varia de acordo com decisão do Poder Judiciário.

Agência Brasil

Inscrições para cursos de qualificação para mulheres do IFSertãoPE terminam na segunda (21)

Termina nesta segunda-feira (21), o prazo de inscrições para diversos cursos gratuitos de Formação Inicial e Continuada (FIC) do IFSertãoPE, ofertados pelo Programa Mulheres Mil. Ao todo, são 361 vagas distribuídas entre os cursos de Operadora de Computador, Manicure e Pedicure, Assistente Administrativo, Salgadeira, Costureira de Máquina Reta e Overloque, Cuidadora de Idosos.

As interessadas podem se inscrever em Petrolina, em Salgueiro e em Ouricuri. Os cursos serão presenciais, noturnos e ocorrerão no campus escolhido.

As formações são voltadas para as mulheres cisgênero, transgêro e travesti, a partir dos 16 anos, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, em contexto de pobreza, baixo grau de escolarização. Também mulheres que sejam responsáveis pelos cuidados dos filhos ou familiares, pelos cuidados da casa, vítimas de violência, observando as questões de desigualdade racial e étnica, de orientação sexual e identidade de gênero.

As estudantes selecionadas receberão uma bolsa formação no valor de R$ 640,00, que serão pagos em parcelas equivalentes ao número de meses no decorrer do curso, desde que comprovada frequência de 75% mensalmente. A previsão é de que a lista com os nomes das candidatas selecionadas seja publicada no dia 23 de abril e a previsão do início das aulas é para o mês de maio.

Ouricuri

Operadora de Computador | 31 vagas
Manicure e Pedicure | 30 vagas
Salgadeira | 30 vagas
Cuidadora de Idoso | 30 vagas

As inscrições podem ser realizadas online, por meio de um formulário eletrônico, ou presencialmente no campus Ouricuri, localizado na Estrada do Tamboril S/N. O horário das inscrições será de 8h às 11h30 e de 13h às 17h (nos dias úteis e no período de inscrição)

Petrolina
Assistente Administrativo | 30 vagas
Assistente Escolar | 30 vagas
Cuidadora de Idosos | 30 vagas
Maquiadora | 30 vagas

As inscrições podem ser realizadas online, por meio de um formulário eletrônico, ou presencialmente no campus Petrolina, localizado na Rua Maria Luzia de Araújo Gomes Cabral, 791 – João de Deus. O horário das inscrições será de 09h30 às 12h e de 13h às 18h30 (nos dias úteis e no período de inscrição). Outras informações podem ser consultadas no edital do processo seletivo (clique aqui).

Salgueiro
Costureira de Máquina Reta e Overloque | 30 vagas
Manicure e Pedicure | 30 vagas
Salgadeira | 30 vagas

Padeira| 30 vagas

As inscrições podem ser realizadas online, por meio de um formulário eletrônico, ou presencialmente no campus Salgueiro, situado na BR-232, Km 508, s/n – Zona Rural. O horário das inscrições será de 08 às 11:30 e 13:00 às 17:00 horas (nos dias úteis e no período de inscrição).

G1 Petrolina

Mutirão de cirurgias leva saúde e alívio para centenas de mulheres em Juazeiro

“Foi muito sofrimento, muita dor… e hoje, com fé em Deus, estou muito feliz e agradecida porque minha cirurgia saiu.” O relato emocionado de Maria do Carmo, paciente atendida no mutirão de cirurgias realizado neste sábado (05) em Juazeiro, resume o sentimento de centenas de mulheres que finalmente estão tendo acesso a procedimentos que aguardavam há meses — e até anos. A ação é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Juazeiro e o Governo do Estado da Bahia.

O mutirão prevê aproximadamente 50 cirurgias eletivas por fim de semana e contempla cirurgias eletivas como histerectomia, hernioplastia e colecistectomia, realizadas no Hospital Promatre. “Estamos com a equipe completa, estrutura organizada e muito empenho para atender bem todas essas pacientes”, destacou o cirurgião André Sampaio.

A iniciativa também atendeu dezenas de mulheres vindas de municípios vizinhos, como Remanso e Sobradinho, que foram acolhidas com agilidade e atenção ao chegarem a Juazeiro para realizar seus procedimentos. Além das cirurgias eletivas este fim de semana prevê mais 300 cirurgias cirurgias de catarata e limpeza de lentes com yag laser, todas voltadas ao público feminino, realizadas na Policlínica Regional. cirurgia de cataratas em um final de semana só.

Guiomar Rodrigues, participou da Feira da Saúde há 15 dias, onde descobriu a necessidade de realizar uma cirurgia de catarata. Neste sábado (05), ela voltou para fazer o procedimento. “Acompanhei minha mãe, que também fez a cirurgia de catarata, e agora estou na espera da minha. Está sendo tudo muito rápido e ágil. Agradeço demais a toda equipe por estar cuidando da saúde das mulheres”, comentou.

A ação integra a programação da Feira da Saúde – Março de Todas as Mulheres, que já realizou mais de 3.500 atendimentos, entre exames, consultas e outros serviços voltados ao público feminino. A programação segue com novos mutirões nos finais de semana dos dias 12 e 13 de abril, 26 e 27 de abril e 3 e 4 de maio, na Promatre. A exceção será no feriado da Sexta-feira Santa.

O secretário de Saúde de Juazeiro, Helder Coutinho, comemorou os resultados. “Temos trabalhado para ampliar o acesso à saúde com qualidade, principalmente para as mulheres que tanto esperaram por esses procedimentos. É gratificante ver a alegria delas ao sair daqui com seus problemas de saúde resolvidos”, celebrou. Para ele, o mutirão é mais uma resposta concreta aos desafios da fila de cirurgias, que começa a ser superada com planejamento, união de esforços e sensibilidade com a população.

Ascom

Mulheres de Juazeiro e região recebem atendimento gratuito na Feira de Saúde deste fim de semana

A Secretaria de Saúde de Juazeiro, em parceria com o Governo do Estado, deu início neste sábado (22) e segue até este domingo (23) à ‘Feira da Saúde – Março de Todas as Mulheres’, uma iniciativa voltada ao cuidado e bem-estar feminino. A ação é realizada na Policlínica Regional de Juazeiro e oferece uma série de serviços de saúde gratuitos para mulheres de 14 a 65 anos.

Entre as participantes, Sandra Ramos Ferreira Amando, de 51 anos, elogiou a iniciativa. “É muito bom ver esse cuidado com a saúde da mulher. Muitas vezes, deixamos de procurar atendimento por falta de tempo ou acesso, e aqui conseguimos resolver várias questões de uma vez só”, afirmou.

Já Guiomar Rodrigues, do município de Casa Nova, que foi acompanhada da mãe, ressaltou a organização do evento e a evolução em relação às edições anteriores. “Essa feira está muito mais organizada e humanizada do que nos anos anteriores. O atendimento está fluindo bem, e os profissionais estão realmente acolhendo as pacientes da melhor forma”, declarou.

Entre os atendimentos disponibilizados estão: Triagem e realização de cirurgias eletivas, como histerectomia, retirada de vesícula e correção de hérnias (umbilical, inguinal e epigástrica); atendimento oftalmológico, incluindo consultas, cirurgias de catarata e limpeza de lentes com yag laser; testagem rápida para HIV, Sífilis e Hepatites Virais, e vacinação, garantindo a atualização do calendário vacinal.

O secretário de Saúde de Juazeiro, Helder Coutinho, comemorou o sucesso da ação e ressaltou sua importância para a população feminina. “Estamos muito satisfeitos com a adesão das mulheres ao evento. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a saúde pública, oferecendo atendimento de qualidade e ampliando o acesso aos serviços essenciais”, destacou.

Ascom

Mulheres podem ter autorização para porte de spray de pimenta

Mulheres em situação de violência doméstica e amparadas por medida protetiva podem passar a ter o direito de portarem spray de pimenta para autodefesa, conforme prevê o Projeto de Lei 4464/24 encaminhado à Câmara dos Deputados.

Pelo texto, o porte do spray de pimenta deverá ser autorizado automaticamente pelo delegado de polícia responsável pelo atendimento da mulher ou a pedido dela. O equipamento poderá ser fornecido pelo órgão de segurança pública estadual, que deverá manter registro detalhado sobre a concessão, o uso e eventual devolução do spray de pimenta, incluindo dados de identificação da beneficiária, data de expedição e prazo de vigência da autorização.

A proposta deixa claro que a autorização para o porte do spray de pimenta dura enquanto a medida protetiva estiver valendo. E estabelece ainda que o uso do equipamento só é permitido em situações de perigo imediato envolvendo o agressor, sendo a utilização, nesses casos, considerada legitima defesa.

“É uma medida equilibrada, entre tantas outras possíveis, porque permite a autodefesa sem colocar em risco a segurança da própria mulher ou de outras pessoas em seu torno ou nas proximidades de um possível ato de agressão vindo de seu algoz”, defende o autor, deputado Daniel Barbosa (PP-AL). O projeto prevê ainda que os custos do fornecimento do spray de pimenta para a vítima de violência serão pagos pelo agressor.

Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

A Tarde

Faculdade de Petrolina homenageia mulheres do Vale do São Francisco

A UNINASSAU Petrolina realiza, pela primeira vez, o evento Ser Mulher Destaque. A celebração homenageia figuras femininas que, com trabalho e dedicação, transformaram a sociedade do Vale do São Francisco. O evento acontece no dia 13 de março, a partir das 18h, no auditório da Instituição.

A programação é composta por momentos de homenagens e premiação às mulheres escolhidas, destacando suas trajetórias e impactos na comunidade. Além disso, há uma apresentação cultural do grupo de dança regional Mandala. O evento conta, ainda, com a presença de autoridades da região.

As mulheres homenageadas são Gabi Paiva, fundadora da ONG de animais Proteger; Patrícia Bonfim, fundadora do Grupo Raros; a vereadora de Petrolina ⁠Rosarinha Coelho; Vanda Torres, editora e apresentadora de televisão; a radialista Neya Gonçalves; a professora e escritora Anete Ferraz, professora; ⁠Dra. Michelle Viana, médica oncologista pediatra; ⁠a advogada e atleta Ana Augusta, advogada; ⁠Carla Rocha, digital influencer, artista; Andreia Henrique, empresária ne confeiteira; Nanny Venceslau, atleta paralímpica.

“A nossa Instituição valoriza e incentiva o protagonismo feminino, especialmente dentro do Vale do São Francisco. Temos satisfação em promover um evento que exalta e celebra o impacto positivo de diversas mulheres responsáveis por fazer a diferença na história da nossa região”, afirma Victória Carvalho, coordenadora acadêmica da UNINASSAU Petrolina.

A Instituição de Ensino Superior fica localizada na Av. Cardoso de Sá, 950, Vila Eduardo. O evento é aberto ao público e não necessita de inscrição prévia.

Ascom

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