Com assinaturas garantidas, proposta de CPI do Banco Master esbarra em decisão de Alcolumbre

(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Lideranças próximas ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, avaliam que são mínimas as chances de avançar no Congresso a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, no caso envolvendo o Banco Master.

O requerimento para a instalação da comissão foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira, que informou nesta segunda-feira (9) ter conseguido reunir o número mínimo de assinaturas necessárias para a abertura da CPI. A proposta tem como objetivo investigar decisões e atuações dos magistrados relacionadas ao caso do Banco Master.

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Marília Arraes deve se filiar ao PDT para disputar Senado

A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes definiu sua saída do Solidariedade e deverá se filiar ao PDT nos próximos dias para disputar uma cadeira no Senado em 2026. Apesar de não haver confirmação oficial, é provável que a filiação aconteça dia 12 de março.

No último domingo (1º), Marília confirmou publicamente sua pré-candidatura ao Senado. “Hoje assumo a responsabilidade. Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população de Pernambuco que quer que a gente esteja no Senado. Meu governador é João Campos. Meu presidente é o presidente Lula. A gente precisa ter força para aguentar a pressão. E quem não tiver força para aguentar a pressão, fique dentro de casa”, discursou.

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Gilson Machado: Senado só entra no radar se houver chance real de vitória “Não vou jogar meu capital político fora”

O ex-ministro do Turismo e pré-candidato em Pernambuco, Gilson Machado Neto, concedeu entrevista ao programa Espaço Aberto, da Rural FM, na manhã desta quinta-feira (19) e falou sobre seu futuro político, a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a saída do PL e a polêmica envolvendo o Carnaval do Rio de Janeiro.

Senado ou Câmara Federal?

Respondendo a questionamentos dos radialista: Waldiney Passos e Adriano Jaques, Gilson afirmou que ainda avalia se disputará uma vaga ao Senado ou à Câmara Federal em 2026. Segundo ele, a decisão será estratégica.

“Se eu perceber que não tenho chance real ao Senado, não vou jogar meu capital político fora. Posso disputar deputado federal, onde tenho uma eleição competitiva. Mas, por enquanto, a definição ainda está em aberto”, declarou.

O ex-ministro também comentou o cenário da direita em Pernambuco e destacou que o Estado, historicamente, não elege senador alinhado à direita há décadas, o que considera um desafio político.

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Miguel Coelho diz que candidatura ao Senado “está posta e é irreversível”

Durante o café da manhã do Galo da Madrugada, realizado neste sábado (14), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UPB), reforçou sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal e comentou o cenário de articulações políticas em Pernambuco. Ele abordou as negociações envolvendo a federação formada pelo Progressistas e o União Brasil, além da aproximação com o projeto político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A federação entre as duas siglas reúne um grupo expressivo de lideranças políticas no estado, incluindo dezenas de prefeitos e parlamentares estaduais e federais. O bloco busca ampliar sua influência no cenário eleitoral e pode desempenhar papel estratégico tanto na base da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição, quanto na composição da Frente Popular, que pode ser encabeçada por João Campos. Nesse contexto, Miguel Coelho tenta viabilizar seu nome para integrar a chapa majoritária ao Senado.

“É natural que haja discussões em uma federação que envolve dois partidos grandes, como o Progressistas e o União Brasil. O que Antônio Rueda me disse é que minha candidatura está posta e é irreversível. Estou muito confiante neste trabalho, afirmou. O ex-prefeito também destacou que a construção da candidatura está inserida em um projeto político maior, voltado para ampliar a representatividade do estado no cenário nacional.

“Tenho confiança no projeto que estamos construindo há muito tempo. A candidatura ao Senado não é apenas minha, mas de uma frente política que busca representar um novo tempo, mas acima de tudo um candidato a senador que tenha protagonismo, voz e altivez para aproximar Brasília das pessoas e conseguir dinheiro e recursos para poder fazer mais postos de saúde, obras de saneamento, mais investimento na segurança, modernizar o sistema de transporte que é um caos”, complementou Coelho.

Disputa por espaço nas chapas

As negociações para a formação das chapas majoritárias em Pernambuco envolvem diferentes forças políticas e podem redefinir alianças. Além da federação entre PP e União Brasil, outras legendas também buscam espaço nas composições eleitorais. Entre elas está o Partido dos Trabalhadores (PT), que defende prioridade para a candidatura à reeleição do senador Humberto Costa como condição para um eventual apoio ao projeto liderado por João Campos. A movimentação pode reduzir o espaço para nomes da federação PP-União Brasil e ampliar a disputa interna por vagas.

Apesar das divergências, Miguel Coelho afirmou que mantém confiança no diálogo entre os partidos. “Acho natural que todos estejam dialogando. Política se faz com diálogo, não com rancor. Já deixei claro meu posicionamento, assim como o do União Brasil, e seguimos conversando com os demais partidos envolvidos. Estou confiante no trabalho e no resultado que esperamos alcançar nas eleições de outubro”, finalizou.

Diario de Pernambuco

Miguel Coelho defende convergência da federação PP–UB com João Campos e coloca nome à disposição

O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho afirmou estar confiante na construção de uma convergência entre a federação formada por PP e União Brasil, a União Progressista, e o projeto político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Segundo ele, esse diálogo vem sendo construído desde 2023 e passa pelo respeito às particularidades regionais e à estratégia nacional da federação. “Tenho certeza. Tenho trabalhado muito nisso desde o início. Essa parceria começou em 2023, quando a gente trouxe o apoio ao prefeito João Campos em 2024, e também recebemos esse apoio em Petrolina”, afirmou no Baile Municipal do Recife, no Classic Hall, na madrugada deste domingo (8).

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Mesmo com aval do Senado, governo dos EUA passa por paralisação parcial até votação na Câmara

O governo federal dos Estados Unidos passa por uma paralisação parcial neste fim de semana a despeito da aprovação, na noite de sexta-feira (30), pelo Senado norte-americano do financiamento da maior parte das contas do País até setembro. Como a iniciativa ainda precisa ser aprovada pela Câmara, que não deve retornar até segunda-feira (02), espera-se uma breve paralisação das 00h01 deste sábado, 31, se estendendo por todo fim de semana.

A aprovação do Senado se deu após um acordo do presidente dos EUA, Donald Trump, com os democratas para separar o financiamento da Segurança Interna e permitir que o Congresso debata novas restrições às operações de imigração federal em todo o país. Os senadores votaram por 71 a 29 para aprovar um pacote de US$ 1 2 trilhão de cinco projetos de lei que financiam uma série de agências até setembro e um sexto para fornecer duas semanas de financiamento para o Departamento de Segurança Interna. De acordo com o Escritório de Gestão e Orçamento do País, as agências afetadas “devem executar planos para uma paralisação ordenada”.

Estadão Conteúdo

Fernando Bezerra Coelho diz que Petrolina voltará a eleger um filho ao Senado

Durante a solenidade de posse do vereador Wenderson Batista, popularmente conhecido como Pé-de-Galo, realizada nesta segunda-feira (12) no plenário da Câmara Municipal de Petrolina, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho fez um discurso emocionado e contundente ao destacar a força política de Petrolina no cenário estadual e nacional.

Pai do ex-prefeito Miguel Coelho, Fernando Bezerra ressaltou que Petrolina tem histórico de eleger grandes nomes para cargos elevados e afirmou que, mais uma vez, a cidade deverá colocar um petrolinense no Senado Federal.

Em sua fala, o ex-senador destacou o protagonismo político da cidade e demonstrou confiança no futuro:

“Petrolina é uma cidade que já provou sua grandeza política. Aqui já saíram homens públicos preparados, que honraram Pernambuco e o Brasil. E eu não tenho dúvida de que, mais uma vez, Petrolina vai elevar um filho seu ao Senado da República.”

Fernando Bezerra fez referência direta ao nome de Miguel Coelho, apontando que o ex-prefeito reúne experiência administrativa, capacidade política e respaldo popular para disputar cargos maiores, reforçando que o Sertão tem voz ativa nas grandes decisões do país.

O discurso ocorreu em clima de forte emoção, sendo aplaudido por vereadores, lideranças políticas e convidados presentes à solenidade.

Senado americano aprova projeto para cancelar tarifas contra Brasil

O edifício do Capitólio dos EUA em Washington, DC • Al Drago/Bloomberg

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (28) um projeto que busca anular as tarifas de até 50% aplicadas sobre produtos brasileiros desde julho deste ano. As taxas haviam sido impostas pelo presidente Donald Trump, sob a justificativa de “emergência nacional”, após desentendimentos diplomáticos entre os dois países.

A proposta foi aprovada por 52 votos a 48, com apoio de senadores democratas e alguns republicanos. O texto revoga a base legal que permitiu ao governo Trump aplicar as tarifas, que atingem principalmente produtos agrícolas como café, carne e suco de laranja.

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Editorial – A polêmica da PEC da Blindagem

Devido à complexidade do assunto e às dúvidas que chegam diariamente à redação do nosso blog, resolvemos esclarecer a chamada PEC da Blindagem, que vem sendo bastante comentada nas redes socias.

A Constituição Federal de 1988 já garante aos parlamentares imunidades importantes, como a proteção por opiniões, palavras e votos, além de prever que deputados e senadores só podem ser presos em flagrante de crime inafiançável, cabendo à própria Casa decidir sobre a manutenção da prisão. Essa proteção está claramente descrita no artigo 53.

O que não existe hoje é qualquer exigência de que o Supremo Tribunal Federal precise de autorização do Congresso para abrir investigações ou processos criminais contra parlamentares. Eles têm foro privilegiado, ou seja, são julgados diretamente no STF, mas a autorização prévia do Legislativo nunca fez parte da nossa Carta Magna.

E é justamente esse o ponto central da PEC da Blindagem: a proposta buscava criar um novo filtro, obrigando que Câmara ou Senado autorizassem previamente a abertura de processos contra seus próprios membros. Uma mudança que, na prática, significaria dar ao Legislativo um poder de blindagem inédito, transformando a imunidade em impunidade.

A confusão é compreensível, já que muitos leitores pensaram que a PEC apenas reforçava algo que já constava na Constituição. Mas não é o caso. Trata-se, sim, de uma tentativa de alterar o equilíbrio entre os Poderes e limitar a atuação da Justiça.

O importante agora é destacar que a proposta foi rejeitada e sepultada no Senado, após votação unânime na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (24/09). O episódio serve de alerta: é preciso estar atento para que mecanismos de proteção legítima aos parlamentares não sejam deturpados em tentativas de criar um manto de impunidade.

Nosso papel é esclarecer: imunidade parlamentar não pode se transformar em sinônimo de impunidade. O cidadão comum precisa confiar que seus representantes são julgados pela mesma lei que atinge qualquer brasileiro. Esse é o verdadeiro espírito da democracia.

Waldiney Passos.

Voto impresso é aprovado na CCJ do Senado no novo Código Eleitoral

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (20), um destaque do PP que prevê o voto impresso nas eleições brasileiras, medida já considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O texto foi aprovado por 14 votos contra 12 no âmbito do Projeto de Lei Complementar (PLP) 112/2021, que cria o novo Código Eleitoral do Brasil, com cerca de 900 artigos. O texto-base do projeto já foi aprovado pelos senadores da CCJ.

A emenda aprovada prevê que, após a confirmação dos votos de cada eleitor, “o arquivo de registro digital de votos será atualizado e assinado digitalmente, com aplicação do registro de horário no arquivo log, de maneira a garantir a segurança e auditabilidade”. Em seguida, ainda segundo o texto aprovado, “a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado; III – o processo de votação não será concluído até que o eleitor confirme a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna eletrônica”.

A emenda estabelece ainda que o novo modelo deve ser implementado na eleição seguinte à aprovação do projeto. O projeto ainda precisa ser analisado no plenário do Senado. Como houve alterações no texto que veio da Câmara, a matéria deve voltar para nova análise dos deputados. Para valer para próxima eleição, a matéria precisa ser sancionada até um ano antes do próximo pleito.

A oposição justificou o voto impresso nas urnas eletrônicas alegando que as pessoas “simples” precisam confiar no sistema eleitoral e que a medida busca “pacificar o Brasil”. A adoção do voto impresso foi proposta pela oposição em meio a acusações, sem provas, contra o sistema de urna eletrônica feitas por partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A gente tem que pacificar o país. Pelo amor de Deus! A questão não é querer ter razão, é ser feliz. Então, para pacificar o país e ser feliz, é o voto impresso”, justificou o senador Carlos Portinho (PL-RJ). A oposição apresentou destaque para incluir a obrigatoriedade do voto impresso no texto. O relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), vinha rejeitando essa mudança alegando que, em quase 30 anos de urna eletrônica, nunca foi comprovada qualquer fraude no sistema eletrônico.

“É um sistema absolutamente seguro. Na eleição de prefeitos e vereadores de 2024 teve mais de 400 mil candidatos e não tem uma única ação judicial em todo o Brasil com alguém dizendo que perdeu porque teve fraude”, justificou na última sessão da CCJ que discutiu o tema.Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a minirreforma eleitoral de 2015 que previa a impressão do comprovante do voto. O Supremo considerou que havia risco de o sigilo do voto ser violado e de favorecer fraudes eleitorais.Em 2021, a Câmara dos Deputados rejeitou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que instituía a obrigatoriedade do voto impresso.

Agência Brasil

Senado aprova aumento de militares. Impacto é de R$ 8,3 bi em 2 anos

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (16/7), a medida provisória (MP) 1.293/2023, que reajusta salários de militares em 9%. A votação foi simbólica (quando não há registro dos votos em painel). O impacto fiscal da medida será de R$ 3 bilhões em 2025 e R$ 5,3 bilhões em 2026.

A proposta do governo, relatada pelo deputado federal e ex-ministro da Saúde, General Pazuello (PL-RJ), altera os chamados soldos, que são os pisos das remunerações da carreira militar.

Ela estabelece dois reajustes lineares em 2 anos: 4,5%, válidos desde abril de 2025, e 4,5% em janeiro de 2026. Ao todo, 740 mil integrantes das Forças Armadas (na ativa e na reserva) deverão ser beneficiados.

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Editorial: O Brasil mais enxuto e eficiente com o fim da reeleição e eleições unificadas

Comungamos integralmente com a proposta aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal que prevê o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos, e a unificação das eleições em um único pleito a cada cinco anos. A proposta de emenda à Constituição, relatada pelo senador Marcelo Castro, é um passo corajoso e necessário para destravar o país de um ciclo vicioso que há muito tempo emperra a administração pública.

Sempre defendemos essa ideia. As eleições a cada dois anos criam um ambiente de instabilidade política e administrativa permanente. Quando o país começa a respirar depois de um processo eleitoral, já se prepara para outro. Campanhas quase contínuas desviam o foco do que realmente importa: governar. A máquina pública fica a serviço da manutenção de poder, e não da entrega de resultados.

O novo modelo, que prevê um mandato único de cinco anos sem possibilidade de reeleição, representa uma evolução institucional. Tira o peso do cálculo eleitoral da gestão. Um presidente, governador ou prefeito eleito saberá, desde o início, que terá um tempo limitado e único para deixar seu legado. Isso pode estimular decisões mais corajosas e menos populistas. É uma resposta direta à crescente fadiga do eleitorado com figuras que se perpetuam no poder — e muitas vezes esquecem para quem deveriam trabalhar.

Além disso, a proposta de unificar as eleições representa economia, organização e eficiência. Evitar dois grandes pleitos a cada quatro anos significa menos gastos públicos, menos paralisações na administração e mais coerência no planejamento nacional. Com um ciclo político sincronizado, o país poderá respirar e avançar com mais estabilidade.

A proposta, claro, ainda tem um caminho a percorrer: precisa ser aprovada em dois turnos no plenário do Senado, com pelo menos 49 votos, e depois seguir para a Câmara dos Deputados. Mas o apoio entre lideranças partidárias, inclusive de ex-presidentes, indica um amadurecimento político que merece ser saudado.

Sabemos que há resistência. O próprio presidente Lula já se posicionou contra a medida, assim como setores do governo. Mas essa não é uma pauta de governo, é uma pauta de Estado. Não se trata de punir ninguém, mas de modernizar o Brasil.

Se o texto for aprovado, prefeitos eleitos em 2028 terão mandatos de 6 anos, enquanto os eleitos a partir de 2034, assim como vereadores, deputados e o presidente da República, passarão a ter mandatos de 5 anos. Senadores, por sua vez, terão mandatos progressivamente ampliados até chegarem a 10 anos. É uma transição organizada, justa e necessária.

A proposta do senador Jorge Kajuru, com relatoria de Marcelo Castro, é um avanço civilizatório. Que o Senado e, depois, a Câmara tenham a coragem de romper com o modelo viciado atual. O Brasil não pode viver eternamente entre uma eleição e outra. É hora de fazer política pensando no povo e não na próxima campanha.

Waldiney Passos

Moraes e Dino vão ao Senado em meio à pressão da oposição pela anistia na Câmara

Ministros prestigiaram Rodrigo Pacheco durante o lançamento de um livro

Em meio à pressão da oposição pela anistia na Câmara dos Deputados, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino compareceram ao Senado, nesta terça-feira, 1°, para prestigiar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que lançou um livro.

Os juízes do STF posaram para fotos ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UniãoAP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A oposição no Congresso Nacional, que já questiona o alinhamento de Alcolumbre com o governo Lula, agora vê com preocupação a aparente afinidade com Moraes e Dino, sobretudo por Motta ter evitado se reunir com o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cacalcante (PL-RJ), para discutir o perdão aos presos.

Alcolumbre dá recado ao Poder Judiciário em primeiro discurso no Congresso

Presidente eleito do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) discursou na abertura do ano legislativo

O novo presidente do Senado e, por consequência, do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), discursou nesta segunda-feira (3/2) na sessão de abertura do ano legislativo, e disparou recados a outro Poder, o Judiciário. O parlamentar foi eleito ao cargo no último sábado (1º/2).

Alcolumbre afirmou que a “recente controvérsia” sobre emendas parlamentares “ilustra a necessidade de respeito mútuo e diálogo contínuo”.

“As decisões do Supremo Tribunal Federal devem ser respeitadas, mas é igualmente indispensável garantir que este Parlamento não seja cerceado em sua função primordial de legislar e representar os interesses do povo brasileiro, inclusive, levando recursos e investimentos à sua região”, ponderou o senador.
O amapaense disse que o Congresso Nacional é a “força motriz da democracia” e que as decisões devem ser tomadas “buscando o consenso, mas quando ele for impossível, que se respeite a vontade da maioria, permitindo que ela se expresse e delibere, sempre garantindo a proteção do direito das minorias manifestarem suas divergências”.

Senado deve votar nesta quarta-feira (18) projeto que muda prazos da Lei da Ficha Limpa

O Senado deve votar nesta quarta-feira, 28, o projeto de lei complementar que altera os prazos de aplicação da Lei da Ficha Limpa. A proposta, relatada pelo senador Weverton (PDT-MA), foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na semana passada e conta com apoio entre líderes partidários do Congresso.

A proposta cria uma nova forma de cálculo do prazo de inelegibilidade, o que, na prática, pode reduzir o período em que um político condenado tenha de ficar afastado das eleições. O projeto foi apresentado pela deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ), cujo próprio pai, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, pode ser beneficiado pelo novo entendimento. Pelas regras atuais, Cunha está inelegível até 2027. Caso a mudança seja aprovada, ele retomaria a possibilidade de se candidatar e ser eleito em 2024.

Atualmente, caso um político seja declarado inelegível a partir de um processo de cassação, o prazo de inelegibilidade começa a contar a partir do fim do seu mandato. Além disso, em caso de condenações na Justiça, o prazo de inelegibilidade começa a ser aplicado após o fim do cumprimento da pena.

Pela proposta em análise no Congresso, o início do prazo de inelegibilidade se aplicaria em alguns casos. Um deles seria a partir da perda do mandato. O outro, quando se dá por condenação por abuso político e econômico, a partir do ano em que o abuso ocorreu, desde que haja a cassação do registro, diploma ou mandato. Esse entendimento poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, já que ele não teve seu registro de candidatura cassado, nem foi diplomado, uma vez que não foi eleito.

Nas comissões:
Às 14h, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza audiência pública para discutir o tema “Tecnologia e Inovação na Reforma Tributária”.

Estadão Conteúdo

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