
(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
Lideranças próximas ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, avaliam que são mínimas as chances de avançar no Congresso a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, no caso envolvendo o Banco Master.
O requerimento para a instalação da comissão foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira, que informou nesta segunda-feira (9) ter conseguido reunir o número mínimo de assinaturas necessárias para a abertura da CPI. A proposta tem como objetivo investigar decisões e atuações dos magistrados relacionadas ao caso do Banco Master.
Apesar disso, senadores próximos à presidência da Casa avaliam que a iniciativa dificilmente prosperará. A avaliação é de que Alcolumbre não estaria disposto a comprar um confronto direto com ministros do STF, especialmente em um momento politicamente sensível.
Outro fator que pesa contra a instalação da nova comissão é o calendário eleitoral. Parlamentares acreditam que o Senado deve evitar abrir novas frentes de investigação em ano de eleições, além de já haver duas CPIs em andamento no Congresso: a que investiga possíveis fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social e a comissão voltada ao combate ao crime organizado.
Nos bastidores, também se comenta que a presidência do Senado não demonstra interesse sequer em prorrogar os trabalhos da CPI que apura irregularidades no INSS.
Pelo regimento do Senado, para que uma CPI seja oficialmente instalada, é necessário que o presidente da Casa faça a leitura do requerimento de criação em plenário. Sem esse procedimento, mesmo com o número mínimo de assinaturas, a comissão não pode iniciar seus trabalhos.



