Zema diz que criança vai poder trabalhar, caso seja eleito presidente: ‘Vamos mudar isso’

Pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema (Novo) indicou em uma entrevista que pode propor mudanças na legislação para ampliar as hipóteses em que jovens podem trabalhar no Brasil, caso seja eleito para comandar o País. Atualmente, a idade mínima é de 16 anos, que cai para 14 anos nos casos dos jovens aprendizes. Ao comentar sobre o assunto, Zema utilizou o termo “criança” ao defender a medida. Após a repercussão, ele publicou um novo vídeo, no qual mantém o posicionamento, mas passa a utilizar o termo “adolescente” em vez de criança.

“Quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. Infelizmente, no Brasil se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, que estão ao alcance dela”, disse Zema no podcast Inteligência Ltda na sexta-feira, 1.º, Dia do Trabalhador.

Ele relatou que, quando era criança, ajudou o pai a contar parafusos e porcas e a embrulhar os produtos em jornal. “A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos cents por jornal entregue, no tempo que tem. Aqui, proibido, você está escravizando criança. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso aí”, continuou o ex-governador de Minas Gerais.

Após a declaração ao podcast, a assessoria de imprensa do pré-candidato do Novo divulgou uma nova fala de Zema, na qual ele diz querer dar “oportunidades de trabalho” para adolescentes. “No Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos como aprendiz, mas precisamos ampliar essas oportunidades, com proteção e sem atrapalhar a escola”, afirmou Zema. Segundo ele, a medida é necessária pois o trabalho digno forma caráter e disciplina e evita que os jovens ingressem no crime organizado.

Ex-diretora global de educação do Banco Mundial, Cláudia Costin vê problemas na proposta de Zema, seja ela para crianças ou para adolescentes. “A proposta vai prejudicar as crianças e vai contra a Organização Internacional do Trabalho, que diz com toda clareza que durante idade escolar obrigatória, que no Brasil é até os 17 anos, não deveria haver trabalho. A gente até admite algumas exceções, mas são raríssimas”, disse.

Costin aponta que o Brasil hoje tem um problema com adolescentes de 16 a 18 anos. A legislação permite que eles trabalhem desde que não seja em condições insalubres, perigosas ou durante a noite. Por causa dessa última limitação, muitos jovens têm se matriculado na escola noturna para trabalharem durante o dia.

“A carga horária escolar no período noturno no Brasil é até menos que as cinco horas (previstas no ensino médio regular). Acaba sendo três horas e muitas vezes não tem aula na sexta”, afirmou. “Em um mundo em que a inteligência artificial vem substituindo o trabalho num ritmo sem precedentes, esses jovens são candidatos a serem trabalhadores precarizados”, acrescentou. A especialista lembra que o Brasil enfrenta hoje uma estagnação na produtividade do trabalho, porque as gerações anteriores tinham baixa escolaridade – o acesso ao ensino fundamental só foi universalizado no início dos anos 2000.

Para combater o problema, Costin defende uma solução distinta da de Zema: aumentar o tempo que os jovens passam nas escolas. “Não vamos enfrentar problemas de aprendizagem fazendo com que as aulas de escola sejam tão baixas quanto são hoje. Muitos Estados já estão caminhando para a escola em tempo integral”, disse. A Constituição Federal estabelece que a idade mínima para o trabalho no Brasil é de 16 anos. A exceção são os aprendizes, que podem firmar contratos especiais de trabalho a partir dos 14 anos.

Nesses casos, porém, o foco não é no trabalho em si, e sim que o jovem aprenda uma profissão – normalmente de nível técnico. Além disso, é obrigatório que o adolescente esteja matriculado na escola, o horário do trabalho seja compatível com as atividades escolares e a jornada seja limitada a três horas diárias. No Brasil, a idade mínima para o trabalho já foi de 12 anos conforme a Constituição de 1967, promulgada durante a ditadura militar. A partir de 1988, subiu para 14 anos e, dez anos depois na Reforma da Previdência aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso, chegou aos atuais 16 anos.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o País tinha 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024. O trabalho infantil é caracterizado como aquele que interfere na escolarização e é prejudicial para a saúde e o desenvolvimento mental, físico, social ou moral. Desde 2016, houve queda de 21 4% de pessoas nessa situação.

Além da questão sobre o trabalho, Zema também defende a redução da maioridade penal, hoje em 18 anos, para “16 anos ou menos”, de acordo com as diretrizes do seu plano de governo que foram publicadas em um site ligado ao Partido Novo e que tem sido divulgado por sua pré-campanha. O ex-governador mineiro tem tido dificuldades de deslanchar nas pesquisas, mesmo após ficar em evidência por causa das críticas que fez ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a uma discussão pública com o ministro Gilmar Mendes.

Na pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada no início da semana, o ex-governador tem 3,1% das intenções de voto no primeiro turno, empatado em quarto lugar com Ronaldo Caiado (PSD), que tem 3,3%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 46,6%, seguido de Flávio Bolsonaro (PL) com 39,7% e Renan Santos (Missão), com 5,3%.

Estadão Conteúdo

BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 46% em eventual 2º turno da corrida presidencial

Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (30), indica um cenário de polarização na disputa presidencial de 2026.

Segundo os dados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados em diferentes simulações.

LEIA MAIS

PT oficializa apoio a João Campos para o Governo de PE e nacionaliza palanque com foco em Lula

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco oficializou, em reunião do diretório estadual neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura do prefeito João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. O evento, que reuniu as principais lideranças da esquerda local, foi marcado por um tom de “unidade” e pela nacionalização do debate eleitoral.

Pré-candidato ao Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que as eleições deste ano são um desdobramento direto da de 2022. Para ele, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “inominável”, destruíram as conquistas que foram construídas e afirmou que a vitória da chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) foi “fundamental”.

Humberto também destacou o protagonismo internacional do país sob a liderança de Lula, afirmando que a voz do presidente e a do Brasil “caminham no oposto” dos conflitos. “É importante manter esse projeto estratégico. Porque com essa união, com Lula presidente e com João Campos governador, Pernambuco pode muito mais. Você, João, já provou que é possível sempre fazer muito mais”, afirmou o pré-candidato.

Assim como Humberto, João Campos avaliou que a aliança entre Lula e Alckmin foi crucial para a preservação da democracia no Brasil. Ele também declarou que nenhum outro nome teria a capacidade de vencer aquele pleito. “Se a gente não tivesse vencido as eleições de 22, provavelmente um ambiente democrático como esse não estaria existindo”, disse.

Em seu discurso, Campos também rebateu questionamentos sobre a forte influência do “lulismo” em sua chapa e declarou: “Ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho nenhum problema em afirmar isso”. Segundo o pré-candidato, a chapa “sela uma coerência de campo político”. “Chegou a hora de a gente fazer por ele [Lula] o que ele faz pela gente. Porque mais uma vez, o Brasil precisa dele. Mais uma vez, a gente requisita a candidatura dele”, disse.

Críticas à oposição – Sem citar nomes, a chapa, que ainda está em definição, da pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi citada como sendo do “lado de lá”, referenciando a partidos da extrema direita. Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, declarou que o governo estadual tenta uma aproximação oportunista com o Governo Federal por conveniência eleitoral. “Mesmo que o lado de lá finja que está em cima do muro ou até que declare apoio ao presidente Lula, pensando meramente no estelionato eleitoral, a gente vai fazer o povo diferenciar qual é o lado de lá e qual é o lado de cá”, afirmou a pré-candidata.

Diario de Pernambuco

Pesquisa aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em intenções de voto em São Paulo

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (9) pelo instituto Real Time Big Data indica que o senador Flávio Bolsonaro aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em intenções de voto no estado de São Paulo.

No primeiro cenário apresentado, Flávio Bolsonaro tem 38% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 34%. Em seguida estão Ratinho Junior com 9%, Romeu Zema com 4%, Aldo Rebelo com 2% e Renan Santos também com 2%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 6% disseram não saber ou preferiram não responder.

LEIA MAIS

Lula lidera 1º turno, mas tem empate técnico com Flávio no 2º, diz Real Time Big Data

Levantamento divulgado nesta terça-feira (3) pelo instituto Real Time Big Data indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto no primeiro turno em três cenários estimulados para a Presidência da República.

Em todas as simulações, o senador Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição. No primeiro cenário estimulado, Lula registra 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 32%.

LEIA MAIS

Michelle Bolsonaro sobre futuro político: “Está nas mãos de Deus”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou neste sábado (14) que a prioridade atual é cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, e das filhas, e que entrega uma possível candidatura ao Senado pelo Distrito Federal “nas mãos de Deus”. A fala ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, dizer em entrevista que todos os membros da família devem se candidatar a algum cargo em outubro, citando Michelle como concorrente ao Senado.

“Recebo com carinho as manifestações do povo brasiliense que desejam que eu os represente em um cargo majoritário. Como tudo na minha vida, o meu futuro político eu entrego nas mãos de Deus. Digo novamente, com o coração em paz: a minha prioridade é e sempre será o meu marido e as minhas filhas”, escreveu Michelle no perfil do Instagram.

A ex-primeira-dama também citou que Bolsonaro tem a saúde debilitada após o atentado a faca que sofreu em 2018. Michelle é presidente do PL Mulher, mas está afastada desde dezembro. Na postagem, ela também agradeceu o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, pela compreensão durante o período de licença.

“Todo mundo será pré-candidato”
Na quinta-feira (12), Flávio Bolsonaro declarou em entrevista à Jovem Pan que todos os membros da família Bolsonaro vão participar das eleições.  “Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa. O Carlos é pré-candidato a senador lá em Santa Catarina. O Renan é pré-candidato a deputado federal também em Santa Catarina. A Michelle, ao que tudo indica, também é pré-candidata a senadora no Distrito Federal. Então, acho que vai ficar mais ou menos cada um me ajudando dentro da sua área”, disse o senador.

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro também se manifestou sobre a fala do irmão neste sábado, e apoiou a candidatura de Michelle. “São duas vagas ao Senado em todos os estados e no Distrito Federal, e minha senadora no DF é Michelle Bolsonaro”, escreveu na conta do X.

Correio Braziliense

Miguel Coelho diz que candidatura ao Senado “está posta e é irreversível”

Durante o café da manhã do Galo da Madrugada, realizado neste sábado (14), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UPB), reforçou sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal e comentou o cenário de articulações políticas em Pernambuco. Ele abordou as negociações envolvendo a federação formada pelo Progressistas e o União Brasil, além da aproximação com o projeto político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A federação entre as duas siglas reúne um grupo expressivo de lideranças políticas no estado, incluindo dezenas de prefeitos e parlamentares estaduais e federais. O bloco busca ampliar sua influência no cenário eleitoral e pode desempenhar papel estratégico tanto na base da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição, quanto na composição da Frente Popular, que pode ser encabeçada por João Campos. Nesse contexto, Miguel Coelho tenta viabilizar seu nome para integrar a chapa majoritária ao Senado.

“É natural que haja discussões em uma federação que envolve dois partidos grandes, como o Progressistas e o União Brasil. O que Antônio Rueda me disse é que minha candidatura está posta e é irreversível. Estou muito confiante neste trabalho, afirmou. O ex-prefeito também destacou que a construção da candidatura está inserida em um projeto político maior, voltado para ampliar a representatividade do estado no cenário nacional.

“Tenho confiança no projeto que estamos construindo há muito tempo. A candidatura ao Senado não é apenas minha, mas de uma frente política que busca representar um novo tempo, mas acima de tudo um candidato a senador que tenha protagonismo, voz e altivez para aproximar Brasília das pessoas e conseguir dinheiro e recursos para poder fazer mais postos de saúde, obras de saneamento, mais investimento na segurança, modernizar o sistema de transporte que é um caos”, complementou Coelho.

Disputa por espaço nas chapas

As negociações para a formação das chapas majoritárias em Pernambuco envolvem diferentes forças políticas e podem redefinir alianças. Além da federação entre PP e União Brasil, outras legendas também buscam espaço nas composições eleitorais. Entre elas está o Partido dos Trabalhadores (PT), que defende prioridade para a candidatura à reeleição do senador Humberto Costa como condição para um eventual apoio ao projeto liderado por João Campos. A movimentação pode reduzir o espaço para nomes da federação PP-União Brasil e ampliar a disputa interna por vagas.

Apesar das divergências, Miguel Coelho afirmou que mantém confiança no diálogo entre os partidos. “Acho natural que todos estejam dialogando. Política se faz com diálogo, não com rancor. Já deixei claro meu posicionamento, assim como o do União Brasil, e seguimos conversando com os demais partidos envolvidos. Estou confiante no trabalho e no resultado que esperamos alcançar nas eleições de outubro”, finalizou.

Diario de Pernambuco

TSE apresenta recomendações éticas a juízes eleitorais para as eleições de outubro

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou nesta terça-feira (10) um conjunto de dez orientações destinadas aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para serem observadas por juízes eleitorais durante as eleições de outubro.

As recomendações foram detalhadas em reunião realizada à tarde e, segundo a ministra, devem nortear a conduta dos magistrados no período eleitoral. As diretrizes já haviam sido mencionadas na abertura do ano judiciário de 2026.

LEIA MAIS

Unidos pela mudança Suzana, Isaac e ACM Neto reúnem multidão e apresentam novo caminho para a Bahia em Juazeiro

Nesta sexta-feira, 30 de janeiro, o Rapport Hotel, em Juazeiro, foi cenário de um encontro que marcou um novo capítulo na política baiana. Os ex-prefeitos Suzana Ramos e Isaac Carvalho receberam o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, ao lado do deputado estadual Jordávio Ramos, do deputado federal Adolfo Viana, do pré-candidato ao Senado, João Roma, e do prefeito de Salvador, Bruno Reis.

A reunião contou com coletiva de imprensa, debate de projetos para Juazeiro e para toda a Bahia e uma recepção calorosa de uma multidão entre apoiadores e apoiadores e autoridades políticas como vereadores, pré-candidatos que celebraram o sentimento de mudança.

Em sua fala, Suzana Ramos destacou a importância da união. “A chegada de Isaac a esse projeto mostra que, quando a Bahia precisa mudar, as diferenças ficam para trás. Estamos unidos por um propósito maior: transformar o nosso estado e cuidar melhor das pessoas.”

Já ACM Neto reforçou a urgência de enfrentar a violência. “A Bahia não pode continuar liderando índices de violência. Segurança pública será prioridade, com políticas sérias, presença do Estado e respeito ao cidadão.” O encontro simboliza a construção de um projeto amplo, forte e comprometido com o futuro, sinalizando que a Bahia está pronta para viver um novo tempo.

Ascom Suzana Ramos

Prazo para emissão e regularização do título de eleitor termina em 6 de maio

O prazo para que os brasileiros solicitem o primeiro título de eleitor, regularizem pendências ou façam a transferência de domicílio eleitoral termina no dia 6 de maio, conforme o calendário da Justiça Eleitoral. A data marca o encerramento do cadastro eleitoral, que ocorre 150 dias antes do primeiro turno das eleições, previsto para 4 de outubro.

No Brasil, jovens a partir dos 15 anos já podem solicitar o título, embora o direito ao voto só passe a valer a partir dos 16 anos. Para eleitores entre 16 e 17 anos e para pessoas com mais de 70 anos, o voto é facultativo.

LEIA MAIS