Proteção de crianças e adolescentes reforça segurança no São João de Petrolina

O São João de Petrolina também tem sido marcado por ações de proteção a crianças e adolescentes no Pátio de Eventos Ana das Carrancas. Equipes da Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, atuam durante os festejos com abordagens sociais, orientações às famílias e ações preventivas voltadas à proteção integral desse público.

As equipes percorrem toda a área do evento com o objetivo de orientar o público, identificar possíveis situações de risco e realizar os encaminhamentos necessários. O trabalho fortalece a rede de proteção e garante maior agilidade nos atendimentos que demandam intervenção. As ações também contemplam o enfrentamento ao trabalho infantil durante os festejos juninos.

Além disso, o Stand Social oferece um espaço seguro e acolhedor para os filhos de trabalhadores que atuam no evento, garantindo proteção, cuidado e acompanhamento durante o período das festividades. Entre as iniciativas, a distribuição de pulseiras de identificação infantil tem sido uma das mais procuradas pelas famílias, com registro do nome da criança e telefone do responsável.

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Fórum em Petrolina define estratégias para fortalecer proteção de crianças e adolescentes

Evento reuniu cerca de 200 profissionais no auditório da Facape

Petrolina deu um passo importante no fortalecimento da rede de proteção à infância e adolescência com a realização do 1º Fórum da Rede de Cuidado e Proteção Social de Crianças e Adolescentes. O encontro aconteceu nesta terça-feira (28), no auditório da Faculdade de Petrolina (Facape), e reuniu cerca de 200 profissionais de diversas áreas.

A iniciativa promoveu o diálogo entre os diferentes setores que atuam diretamente na proteção de crianças e adolescentes, como Assistência Social, Saúde, Educação, Sistema de Justiça, Conselho Tutelar e representantes da sociedade civil. O objetivo principal foi alinhar estratégias e melhorar o atendimento a vítimas de violência no município.

Durante o fórum, os participantes foram divididos em salas temáticas para discutir pontos fundamentais, como a integração entre os serviços, o atendimento humanizado e a organização dos encaminhamentos. Um dos principais desafios apontados foi a falta de articulação entre os setores e a necessidade de definir fluxos mais claros para os atendimentos.

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Pernambuco enfrenta crise na proteção às mulheres em meio à alta da violência

Em meio ao aumento dos casos de feminicídio e das denúncias de violência doméstica em Pernambuco, um levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) acendeu um alerta grave sobre a falta de estrutura para proteger mulheres em situação de risco. O estudo aponta que a rede de proteção é considerada inexistente ou insuficiente em todos os 184 municípios pernambucanos e também no distrito de Fernando de Noronha.

Os dados fazem parte do Levantamento das Políticas Municipais de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, divulgado nesta semana. A pesquisa foi construída com base em informações fornecidas pelas próprias prefeituras e revela um cenário preocupante de ausência de políticas públicas estruturadas e integradas para o enfrentamento da violência de gênero.

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Projeto de Maria Elena busca garantir proteção a quem alimenta animais de rua

Vereadora Maria Elena de Alencar (UB)

Na sessão desta terça-feira, 3 de março de 2026, estará dando entrada para tramitação na Câmara Municipal de Petrolina o Projeto de Lei nº 023/2026, de autoria da vereadora Maria Elena de Alencar, protocolado no dia 27 de fevereiro de 2026.

A matéria dispõe sobre o direito de alimentar e cuidar de animais em situação de rua, garantindo a colocação de comedouros e bebedouros em espaços públicos, desde que respeitadas normas de higiene, organização e bem-estar coletivo.

O projeto surge em meio a uma realidade enfrentada por muitos voluntários e cuidadores independentes que, diariamente, dedicam tempo e recursos próprios para garantir alimento e água a cães e gatos abandonados. Em diversos casos, esses cuidadores relatam constrangimentos, advertências e até situações de conflito com moradores que não concordam com a prática.

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Defesa Civil de Petrolina participa de encontros sobre proteção a desastre e cuidado a pessoas em vulnerabilidade

A Prefeitura de Petrolina esteve presente, através da Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil (Sespu), em dois importantes eventos que abordaram temáticas de prevenção a desastres naturais e proteção de populações vulneráveis, realizados no município de Serra Talhada, neste mês de agosto. As iniciativas foram coordenadas pela Defesa Civil de Pernambuco e reuníram representantes de diversos município do Estado.

O primeiro encontro foi o Workshop ‘Gestão de Riscos contra Incêndio em Bioma da Caatinga”, que teve o objetivo de orientar e preparar órgãos de Proteção e Defesa Civil, do Sertão do estado, para o enfrentamento de incêndios em vegetação. Foi observado que na região, o período de maior incidência de casos de incêndios florestais é entre os meses de setembro e janeiro. No encontro, os representantes municipais puderam discutir sobre a importância da nova ferramenta “Defesa Civil Alerta” (DCA), instrumento pensado para uma comunicação rápida durante possíveis desastres, além de outros assuntos.

O segundo workshop abordou o “Diálogo pela Proteção: Crianças e Adolescentes no Contexto de Desastre e Comunicação de Risco”. O evento, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), reuniu representantes de instituições federais, estaduais e municipais para debater estratégias de proteção integral a crianças e adolescentes em situações de riscos e desastres, para que esses consigam passar por um momento adverso da forma mais segura possível.

Os encontros são parte das ações do Plano anual de Capacitações em Proteção e Defesa Civil, coordenadas pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil do Estado de Pernambuco (SEPDEC/SDS).

Ascom

Infância Protegida: três pessoas são presas suspeitas de abuso infantil em Goiana e na Paraíba

Três pessoas foram presos na manhã de segunda-feira (18), após operação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), denominada “Infância Protegia”. A ação busca reprimir crimes contra a liberdade sexual de crianças e adolescentes.

Durante a operação, foram efetuados dois mandados de prisão preventiva e uma definitiva, todas expedidas pela Vara Criminal do município do Goiana.

Os cumprimentos foram realizados em São Lourenço e Carne de Vaca, no município de Goiana, e no bairro de Intermares, em João Pessoa, na Paraíba. Entre os presos, está um casal investigado por abusos sexuais contra duas crianças em situação de vulnerabilidade. Na ocasião elas foram dopadas e em seguida sofreram as agressões.

De acordo com a policia, os dois homens, de 38 e 50 anos, detidos em Goiana passaram por audiência de custódia no Polo de Nazaré da Mata. Já a mulher presa na Paraíba foi encaminhada à Central de Flagrantes e segue à disposição da Justiça

Diario de Pernambuco

Fogos, fogueiras e queimaduras: quais cuidados tomar no São João?

As tradições juninas já estão embalando as pessoas. Na alegria e brincadeira dos festejos de São João, é importante estar atento aos riscos das fogueiras e fogos para curtir com segurança e tranquilidade. No São João de 2024, o Hospital da Restauração (HR) registrou durante o feriado 24 atendimentos a pessoas que se queimaram com fogos de artifício e/ou fogueira. Dos pacientes que deram entrada no HR, 15 precisaram ficar internados, 8 adultos e 7 crianças. Outras nove pessoas — 4 crianças e 5 adultos — receberam atendimentos mais simples e não precisaram de internamento.

O Diario reuniu recomendações médicas para casos de queimaduras acidentais em fogueiras e uso de fogos. À equipe de reportagem, a dermatologista Patrícia Guimarães explicou quais são os primeiros procedimentos a serem feitos nessas situações. “Nós podemos primeiro verificar a respiração porque alguns fogos de artifício, assim como as fogueiras, liberam muita fumaça e podem prejudicar a respiração. Também lavar sempre a área afetada com água corrente e de preferência fria”, destacou a profissional. Ao sofrer queimaduras, o tempo de exposição do membro ao calor e o contato com a superfície muito quente são determinantes para o estado da lesão. A dermatologista explica que existem três tipos de queimaduras.

“Existem várias classificações de queimadura, mas a principal é que nós classificamos a queimadura em primeiro grau, que é mais superficial, a pele dói bastante, a pele fica muito vermelha. A de segundo grau também dói, mas não tanto como a de primeiro grau, e a pele já forma bolhas, e já exigem a procura de um médico. A de terceiro grau é mais profunda em todas as áreas, porém com menos dor e com aparência de couro queimado”, explicou.

As regiões mais sensíveis do corpo como a face, couro cabeludo, as mãos, pés e genitais, apresentam mais riscos ao serem acometidas por queimaduras, aponta a médica. Nesses casos, após os primeiros procedimentos, é imprescindível procurar uma unidade de saúde. “É sempre procurar o hospital quando há mais de 10% da superfície corporal queimada e no caso de crianças, 5% do corpo. A palma da mão corresponde a mais ou menos 1% da superfície corporal, mas se deve procurar o hospital em caso de queimadura em mãos e genital. A importância das mãos é porque o paciente pode ficar com queimadura e ficar com sequelas no movimento das mãos”.

O que evitar – Há, no conhecimento popular, muitas desinformações a respeito dos primeiros tratamentos com as queimaduras. De acordo com a dermatologista, deve-se apenas usar a água fria sem passar nenhum outro produto ou substância no local, sem a instrução de um profissional. “Sempre mergulhar a área afetada em água fria, se não for possível com a diferença de água fria ou gelada, é importante evitar o gelo diretamente na pele, porque pode queimar pelo frio. Evitar também água quente, manteiga, pasta de dente e álcool”, orientou.

Sequelas – Além do risco e das complicações imediatas, as queimaduras podem deixar, a longo prazo, sequelas, como cicatrizes e restrições de movimento e em alguns casos, dor neuropática. As cicatrizes podem, ainda, favorecer o surgimento de câncer de pele no futuro, revelou a dermatologista. “Além das sequelas, dor e risco de internamento hospitalar, pode haver cicatrizes inestéticas ou cicatrizes disfuncionais. As cicatrizes de longa data podem favorecer o surgimento de câncer de pele também”.

Para evitar transtornos o melhor caminho é a prevenção e a atenção, destaca a médica. “As recomendações de prevenção são evitar fogos de artifício de má procedência, cuidados com as crianças e idosos nas proximidades das fogueiras, e preferir o uso de álcool em gel ao uso de álcool líquido”.

Diario de Pernambuco

Quarenta países se unem para pedir proteção dos capacetes azuis no Líbano

Quarenta países expressaram neste sábado seu apoio à força de manutenção da paz da ONU no sul do Líbano (Finul) e pediram a proteção dos capacetes azuis, cinco dos quais ficaram feridos nas últimas 48 horas.

“Pedimos às partes em conflito que respeitem a presença da Finul, o que inclui garantir a segurança de todos os seus funcionários, a todo momento”, escreveram os 34 países que contribuem para essa força de paz e outros 6 Estados, em comunicado publicado na conta no X da missão da Polônia nas Nações Unidas.

AFP

STF julga omissão do Congresso para proteger trabalhador da automação

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar nesta quinta-feira (22) uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para declarar a omissão do Congresso pela falta de regulamentação da proteção do trabalhador contra a automação das atividades laborais. Na sessão desta tarde, os ministros ouviram somente a sustentação do advogado da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade que apoia a ação.

O caso chegou ao Supremo em 2022. Na ação, o ex-procurador-geral da República Augusto Aras busca que a Corte determine um prazo para o Congresso regulamentar a proteção dos trabalhadores contra o avanço da tecnologia. A Constituição de 1988 definiu que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais a proteção em face da automação, na forma da lei. Apesar do comando constitucional, os deputados federais e senadores nunca aprovaram uma lei para tratar da questão.

Para a PGR, a falta da regulamentação provoca redução “arbitrária e injustificada” da proteção do direito social dos trabalhadores. “Por esse motivo, incumbe a essa Corte Suprema declarar a omissão inconstitucional na edição de lei federal que torne efetivo o direito social à proteção em face da automação, fixando, por conseguinte, prazo razoável para que o Congresso Nacional supra a mora legislativa”, argumentou a procuradoria.

Durante a sessão, o advogado Ricardo Quintas Carneiro, representante da CUT, afirmou que o uso de máquinas e robôs comandados por inteligência artificial vai automatizar diversos tipos de emprego. Segundo o advogado, a pandemia de covid-19 intensificou a automação, aumentou a competividade e fechou postos de trabalho.

Carneiro também citou um estudo da Universidade de Oxford que indica impactos da automação em cerca de 700 profissões. “A CUT espera que o STF trace os necessários limites para que a ordem constitucional e o arranjo de equilíbrio entre capital, trabalho, tecnologia e Estado sejam preservados nos moldes da Constituição de 1988, com a prevalência do trabalho humano e decente”, afirmou.

A data do julgamento do caso ainda não foi definida. O novo modelo que ouve as partes em plenário antes do julgamento foi implantado no ano passado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso. O método é utilizado pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Agência Brasil

Leis de proteção às crianças enfrentam cultura de violência no país

O contorno com a família em mãos dadas, o balão colorido com as crianças, e o cata-vento. Nas paredes e muros na região administrativa do Cruzeiro (DF), a conselheira tutelar Viviane Dourado, de 49 anos, resolveu traduzir ideais com tintas e pincel. Ela, que é designer e educadora social, entende que a arte pode ser estratégia para aproximação com famílias para combater a violência contra a infância.

Viviane lembra dos tempos de criança, quando recebeu castigos, com beliscões e tapas desnecessários. São as tintas também do passado que a inspiraram a ser mãe solo, educadora e profissional na luta contra essa conduta.

Nos tempos da infância de Viviane não existia legislação como as de hoje. Aliás, no último dia 26, a Lei Menino Bernardo, também conhecida como “Lei da Palmada” (Lei 13.010/2014), completou uma década. Esse regramento, em complementação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, garante o direito a uma educação sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel.

A lei foi batizada assim para lembrar a morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, que foi vítima de agressões e morto pela madrasta e pelo pai, em Três Passos (RS), em abril de 2014.

Dor em casa
Para a promotora de Justiça Renata Rivitti, do Ministério Público de São Paulo, a lei é um marco para o Brasil, um país em que ainda existe, de forma arraigada, uma percepção distorcida de que a educação precisa ser rígida. “Há ainda uma romantização e uma crença real de que educar com violência é legítimo e seria para o bem da criança ou adolescente”. Ela explica que a lei reafirma a ilicitude e a ilegalidade do castigo físico.

A promotora,que é da coordenação do Centro de Apoio da Infância do MP,  avalia que, de fato, existe esse problema cultural. “Dentro de casa, há uma legitimação da violência”. Seja como uma forma deturpada de educar ou de corrigir. “Existe uma carga histórica e cultural do nosso país”.

De acordo com informações disponíveis no Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (via Disque 100), houve, no país, neste ano até o último dia 23 de junho, 129.287 denúncias de algum atentado à integridade contra crianças e adolescentes. O mesmo painel apresenta que, desse total, 81.395 casos (62%) foram dentro de casa (onde moram a criança vítima e a pessoa suspeita).

O painel disponibilizado pelo ministério dos Direitos Humanos considera que essa violência à integridade compreende violações físicas, de negligência e psíquica. Quem denuncia, em geral, são terceiros. No entanto, chama atenção que 8.852 crianças conseguiram pedir ajuda diante da violência que sofriam.

Distorção
A pesquisadora em direitos da infância e em ciências sociais Águeda Barreto, que atua na ONG ChildFund Brasil, considera que a lei Menino Bernardo tem um caráter pedagógico e preventivo. “Precisamos celebrar os 10 anos de efetivação dessa lei, mas a gente ainda precisa avançar muito, especialmente culturalmente. A gente vive numa sociedade que ainda educa as crianças através de violência”, lamenta.

A pesquisadora recorda que, em 2019, a entidade fez levantamento com crianças brasileiras e contabilizou que 67% delas não se consideravam suficientemente protegidas contra a violência. A pesquisa Small Voices, Big Dreams (Pequenas vozes, grandes sonhos) para o Brasil mostrou, além disso, que 90% das crianças rejeitam o castigo físico como forma de educação.

Águeda Barreto, que também escreveu dissertação de mestrado sobre o tema, identificou que os castigos físicos são a forma com que as crianças mais reconhecem a violência. “Muitas delas não tinham tanta clareza sobre uma violência psicológica”.

A pesquisa nacional da Situação de Violência contra as crianças no ambiente doméstico, realizada pela ChildFund, concluiu, no ano passado, que no Brasil existe  uma fragilidade em relação à implementação de leis que respaldam a intolerância à violência contra crianças. A ONG argumentou que a garantia de direitos preconizada no ECA ainda chega lentamente na vida real, a exemplo da Lei Menino Bernardo).

“A efetivação de ações se dará a partir do momento em que o governo federal, estados e municípios atuem de forma integrada na elaboração de políticas que previnam e coíbam práticas nocivas e que a implementação aconteça com  serviços operantes, monitoramento e repressão a agressores em todos os municípios do país”, argumenta o relatório da entidade.

Entre as legislações que Águeda Barreto considera avançadas estão a Lei Henry Borel, aprovada após a morte do menino no Rio de Janeiro, em 2022, e também a 14.826, que define a “parentalidade positiva e o direito ao brincar” para prevenção à violência contra crianças.

A promotora Renata Rivitti acrescenta ainda o valor da Lei 13.431, de 2017, que garantiu maior proteção às crianças. “A legislação determina o olhar integrado, da atenção integral, de justiça, segurança pública, saúde, conselho escolar, assistência social, educação, todo mundo trabalhando junto para prevenir, para enfrentar essa violência”.

Águeda Barreto explica que a legislação coloca como dever do Estado, da família e da sociedade, fazer a promoção de educação baseada no respeito. Para ela, são legislações que se mostraram como evoluções a partir da Lei do Menino Bernardo e do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, uma das primeiras legislações mundiais sobre o tema.

Para sair do papel
Foi uma novidade considerar a criança como um sujeito de direitos, mas o desafio ainda é grande. “A gente tem percebido que a educação violenta de crianças é muito naturalizada no contexto brasileiro. Há uma cultura que nós vivemos no Brasil que a gente chama de adultocêntrica. Muitas vezes, as crianças são empurradas como uma posse do adulto”, avalia a pesquisadora.

A promotora Renata Rivitti avalia que é preciso mais pressão da sociedade para que as leis saiam do papel e funcionem no dia a dia. “A gente tem, desde 1988, legislação de primeiríssimo mundo. A nossa obrigação como poder público, como família e como sociedade é a de combater essa violência. O principal gargalo está em conseguirmos garantir a implementação dessa legislação para que ela de fato saia do papel”.

“Nós brasileiros não estamos ainda indignados o suficiente e cobrando. Não existe campanha, não existe alerta, não existe informação. Quanto menos se fala disso, menos a gente entende a gravidade da situação”, afirma a promotora.

É justamente para sensibilizar as famílias que exemplos como a da conselheira tutelar Viviane Dourado podem funcionar. Ela é alguém que segue pintando paredes, paradas de ônibus e até camisetas para falar sobre respeito e já foi até convidada para trabalhar em parceria com outros conselhos e entidades públicas. “As crianças querem brincar, ser felizes e viver a inocência”, diz. Ela sabe que alertas podem surgir por um traço, uma tinta no muro, ou um desenho de mãos dadas que pode ser mais forte do que uma palmada.

Agência Brasil

Caminhada Faça Bonito: Prefeitura de Juazeiro chama a atenção da comunidade para a importância de proteger crianças e adolescentes do abuso e exploração sexual

A prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes) e da Secretaria de Educação e Juventude (Seduc), uniu os juazeirenses, nesta sexta-feira (17), na 4ª caminhada da Campanha Faça Bonito. A ação faz parte da programação do município no mês de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Músicas infantis, flores amarelas, fanfarras e personagens do universo infanto-juvenil tomaram conta das ruas de Juazeiro, da Praça Dedé Caxias até a Orla II, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio. “Hoje é um dia muito importante, que já faz parte do calendário municipal de eventos, instituído através da Lei n° 3.155/2023. Nós entendemos que criança tem é que brincar e não ser abusada. Essa caminhada é para chamar mais e mais a atenção da nossa sociedade. Garantir um desenvolvimento saudável e seguro para as crianças é um dever de todos”, frisou a prefeita, Suzana Ramos.

Durante todo o percurso da caminhada, além de levar faixas, cartazes e tocar vinhetas da campanha, os participantes entregaram material informativo de combate a este tipo de crime contra crianças e adolescentes. “Essa é uma ação muito importante, porque a gente sabe que há muito abuso e exploração sexual infantil e isso dói na alma da gente. É importante essa mobilização para alertar e conscientizar as pessoas, as escolas e os pais, para conversarem com as crianças desde cedo, pois muitas crianças e adolescente estão passando por isso e a gente não tem a menor ideia”, disse a vendedora Jaqueline de Souza Lima, enquanto observava a passagem do bloco amarelo e laranja na Rua da 28 de Setembro.

Estudante da Escola Municipal Professora Leopoldina Leal, Luíza Bárbara da Silva Lemos, 10 anos, estava radiante por participar da mobilização. “Eu adorei essa caminhada, principalmente porque é uma oportunidade de dizer para as pessoas que elas precisam proteger as crianças e adolescentes dos abusos. Foi muito bom participar”.

Parceiros

A Caminhada Faça Bonito é uma ação estratégica para o ‘Selo Unicef’ e contou com a parceria do Conselho Tutelar, do Conselho Municipal de Direitos das Crianças e  Adolescentes (CMDCA), Guarda Civil Municipal (GCM) e Agência Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT). Na rua estiveram presentes secretários municipais, representantes do Rotary Club, do Centro de Equoterapia do Vale do São Francisco (Cevasf) e Espaço Lilás.

 

Eneida Trindade/Ascom Sedes

Fotos: Ayrton Latapiat/Ascom

Lula sanciona lei que protege mulheres de violência em bares e shows

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria o protocolo Não é Não, mecanismo de combate ao constrangimento e à violência praticada contra mulheres em ambientes como casas noturnas, boates, bares, restaurantes, espetáculos musicais e demais locais fechados ou shows onde haja venda de bebidas alcoólicas. A lei 14.786, no entanto, “não se aplica a cultos nem a outros eventos realizados em locais de natureza religiosa”.

A nova legislação detalha alguns dos direitos das mulheres nesses ambientes, e deveres do estabelecimento. Entre eles está o de as mulheres serem imediatamente afastadas e protegidas do agressor, e de serem acompanhadas por pessoa de sua escolha tanto enquanto estiver no estabelecimento como para se dirigirem até seu transporte, caso queiram deixar o local. Estabelece também que caberá à mulher definir se sofreu “constrangimento ou violência”.

Estabelecimentos
Com relação aos deveres dos estabelecimentos, está o de assegurar que haja, na equipe de funcionários, pelo menos uma pessoa qualificada para atender ao protocolo “Não é Não”; e manter em locais visíveis informação sobre a forma de acionar o protocolo, bem como os telefones da Polícia Militar e da Central de Atendimento à Mulher – o Ligue 180.

Também caberá ao estabelecimento certificar-se com a vítima se ela está passando por situação de constrangimento (qualquer insistência física ou verbal por ela sofrida, após manifestada discordância com a interação) e, se for o caso, adotar medidas para preservar a dignidade e a integridade física e psicológica da mulher.

Havendo indícios de violência (situações em que o uso da força tenha como resultado lesão, morte ou dano), o estabelecimento deverá proteger a mulher, afastá-la do agressor, colaborar para a identificação de possíveis testemunhas, acionar autoridades de segurança e isolar o local onde haja vestígios da violência. Caso haja sistema de câmeras de segurança, garantir acesso das autoridades policiais.

O projeto prevê campanhas educativas sobre o protocolo e institui um selo a ser entregue às empresas que cumprirem as medidas, de forma a identificá-las como locais seguros para mulheres.

O poder público manterá e divulgará a lista Local Seguro Para Mulheres com as empresas que possuírem o selo Não é Não – Mulheres Seguras. A nova lei entrará em vigor no prazo de 180 dias.

Agência Brasil

Polícia Federal dará proteção a candidatos nas eleições

Sede da Polícia Federal em Brasília.

A Polícia Federal (PF) editou uma série de atos normativos internos abordando as atuações para dar proteção a candidatos nas eleições deste ano. Além de preparar profissionais e capacitar equipes, ela está distribuindo viaturas blindadas em todas as superintendências regionais, conforme nota divulgada hoje (12), em Brasília.

A operação terá início após a homologação em convenção partidária da candidatura, em observação à legislação vigente (que tem o prazo para acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto do corrente ano)”, segundo a PF

Além disso, “serão mais de 300 policiais envolvidos entre aqueles que comporão as equipes dedicadas de proteção e aqueles das unidades especializadas que apoiarão as equipes dedicadas às visitas dos candidatos aos seus respectivos estados”.

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Patrulha da Mulher acompanha 120 mulheres com medidas protetivas em Petrolina

Um total de 120 mulheres vítimas de violência doméstica em Petrolina está recebendo proteção contínua da Patrulha da Mulher, coordenada pela Guarda Civil Municipal (GCM). No sistema de monitoramento aplicado pelas guarnições da GCM estão sendo empregadas rotas de patrulhamento diário nas áreas de residência dessas mulheres, visitas domiciliares e acompanhamento via telefone.

“Mesmo nesse período de pandemia, a Patrulha da Mulher não parou. É um trabalho que tem a preservação da vida como seu maior objetivo. Esse é um programa de proteção, amparo e garantia de direitos para que as vítimas de violência doméstica possam voltar a ter uma vida com dignidade, com trabalho, sossego, esperança e sonhos”, comentou o secretário executivo de segurança pública, Cícero Dirceu.

Um ponto levantado pelo secretário é que o trabalho atende mulheres de todas as classes sociais. “A violência doméstica não escolhe classe social. É um problema que deve ser combatido por toda sociedade, as vítimas não devem ter medo de denunciar a violência sofrida”, ressaltou Dirceu.

Esse tipo de violência pode ser denunciado à GCM através dos números 153 e pelo Whatsapp (87) 98106-7310. Tem ainda o canal criado pela Secretaria Nacional de Políticas Para as Mulheres, que presta uma escuta e acolhida qualificada àquelas que estão em situação de violência através do número 180. Além desses contatos,  as mulheres que passarem por situações de violência devem procurar a Delegacia da Mulher e o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CEAM), este funciona das 8h às 13h.

Ascom

Senado aprova criação de programa de proteção e promoção da saúde menstrual

EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

O Senado aprovou projeto (PL 4968/2019) que prevê a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para estudantes dos ensinos fundamental e médio, mulheres em situação de vulnerabilidade e detidas. Serão beneficiadas as estudantes de baixa renda matriculadas em escolas da rede pública de ensino, mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade social extrema, presidiárias e adolescentes internadas em unidades para cumprimento de medida socioeducativa.

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