PF faz buscas para investigar vazamento de dados da Receita de ministros do Supremo

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira de Carnaval (17) quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal de ministros da Corte e de seus familiares. A medida foi tomada após representação da Procuradoria-Geral da República.

Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do País dos investigados. Em janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e familiares.

Segundo apurou o Estadão, a Receita questiona o inquérito, uma vez que, de acordo com interlocutores, o órgão não tem dados de contratos particulares e, além disso, o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é uma prática sujeita a pena de demissão. As suspeitas de que dados sigilosos de ministros e seus familiares foram vazados surgiu após o estouro da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.

Em dezembro, o jornal O Globo revelou detalhes do contrato da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para a defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional. De acordo com o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Caso tivesse sido cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 129 milhões até o início de 2027.

Quando o inquérito que apura possíveis vazamentos de dados fiscais de ministros do Supremo e de familiares foi aberto por Alexandre de Moraes, o Estadão apurou, sob reserva, que um grupo de ministros defende que a investigação esclareça se houve vazamento de informações sigilosas por parte de órgãos federais. Outra ala da Corte, no entanto, avalia que o novo inquérito pode ser interpretado como uma forma de pressão ou represália a órgãos de controle.

Estadão Conteúdo

Caso Master: Mendonça se reúne com PF e quer alinhamento

Novo relator da investigação do Banco Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), alinhou, ontem (13), os primeiros procedimentos de seu gabinete com a Polícia Federal. O magistrado se reuniu via videoconferência por duas horas com o diretor-executivo da corporação, Willian Marcelo Murad, e com outros delegados que atuam no inquérito. A PF deve entregar, na semana seguinte ao Carnaval, um relatório com informações sobre a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga a suposta fraude na venda da instituição financeira de Daniel Vorcaro para o Banco Regional de Brasília (BRB). O documento trará novas provas da apuração.

Mendonça foi escolhido na noite de quinta-feira, por sorteio, para o lugar do ministro Dias Toffoli, que deixou o caso após muitas críticas e pressão dos pares. O novo relator também é responsável pela apuração sobre o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Aos interlocutores, ele disse que agirá com serenidade, técnica e discrição.

O gabinete do ministro iniciou o processo para assumir o recebimento de todas as informações sobre o Master e dividir a equipe interna que cuidará da investigação. Existe uma expectativa sobre a atuação de Mendonça, considerado um magistrado pouco afeito a aparições públicas e que se conduz discretamente, dentro e fora da Corte. Nos bastidores do caso Master, há quem o considere um magistrado difícil de ser “lido”.

A tendência é de que o relacionamento com a PF não seja tempestuoso, ao contrário do antecessor na condução do inquérito. Da mesma forma, a avaliação no Supremo é de que a exposição da Corte diminua, apesar das pressões em torno do caso Master. Isso porque a análise é de que prevaleceu a institucionalidade, a unidade do STF — os 10 integrantes assinaram a nota de apoio a Toffoli — e o ex-ministro-relator não ficou exposto, o que era o grande temor dos magistrados que o apoiavam, pois isso poderia abrir a porta para ações de desgaste, sobretudo no Congresso.

Na quinta-feira, houve uma sequência de reuniões. A primeira foi antes da sessão plenária, da qual participaram o presidente Edson Fachin, o vice Alexandre de Moraes e os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, além de Toffoli. Já ali o então ministro-relator deixou claro que não abriria mão do caso. Houve um novo encontro, horas depois, no qual Toffoli continuava irredutível. Dessa vez, os debates duraram aproximadamente três horas e, ao final, o ministro deu-se por convencido a deixar a condução do inquérito do Master. Fachin apresentou aos pares o relatório da PF em que aparecem menções de Vorcaro a Toffoli.

Para os magistrados, o documento em que o então ministro-relator aparecia era, na verdade, uma investigação contra ele. Toffoli vinha em rota de colisão com a PF há algum tempo, pois algumas das decisões que tomou na condução do inquérito desagradaram a corporação, que via interferência do ministro.

Os desentendimentos teriam começado em 3 de dezembro de 2025, quando ele traz para si a competência de toda a investigação que corria na primeira instância da Justiça. Apesar de validar as medidas cautelares anteriores, determinou que o caso seguisse exclusivamente no STF — argumentou o envolvimento do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que tem prerrogativa de foro.

Mas, em 24 de dezembro, ao determinar a realização de uma acareação entre Vorcaro, o diretor de Fiscalização do BC, Aílton Aquino, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a temperatura subiu. Isso porque a prerrogativa de fazer acareações é da PF, que viu sua competência ser ultrapassada pelo ministro.

O confronto com a corporação atingiu o auge em 30 de dezembro. O que seria a acareação tornou-se uma sessão de depoimentos — na sequência é que houve o cotejo de versões apenas entre Vorcaro e PHC. As oitivas aconteceram no STF e foram conduzidas pela delegada federal Janaína Palazzo. Porém, o juiz auxiliar do ministro, Carlos von Adamek, que acompanhava a sessão, tentou fazer com que a agente federal lesse perguntas elaboradas pelo gabinete do magistrado. Ela recusou. A sessão foi marcada pelo mal-estar entre a PF e o ministro.

Em 14 de janeiro — mesma data em que PF desfechava a fase complementar da Compliance Zero, cujos alvos foram o empresário e cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel (apontado como intermediário do ex-banqueiro com os bastidores políticos), o empresário Nelson Tanure, o financista José Carlos Mansur (dono da Reag Investimentos, liquidada extrajudicialmente pelo BC no dia seguinte) e Felipe Cançado Vorcaro (primo e então sócio do ex-banqueiro) —, Toffoli determinou que a corporação justificasse o atraso na deflagração desta segunda incursão. Visivelmente irritado, criticou a PF por “inércia” e de “inobservância expressa e deliberada” de sua decisão.

No dia seguinte, novo desgaste com os federais: determinou quais os peritos da corporação poderiam analisar os celulares de Vorcaro. Em 21 de janeiro, outro confronto: negou o pedido da PF para ouvir Vorcaro novamente ao argumentar que ele já havia sido ouvido em 30 de dezembro de 2025.

Como último ato na condição de ministro-relator, horas antes de abrir mão da condução do caso Master, Toffoli emitiu despacho determinando que a PF entregasse ao STF, imediatamente, todos os dados, laudos e dispositivos apreendidos e relacionados a Vorcaro.

Correio Braziliense

Mendes manda PF apurar suposta espionagem contra secretário do Recife

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal (PF) que investigue o possível monitoramento ilegal de integrantes do governo de João Campos, prefeito do Recife. Sorteado relator do caso no Supremo, Mendes determinou ainda que uma apuração conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco seja paralisada, enquanto o caso é investigado em âmbito federal.

O alvo da espionagem teria sido o secretário municipal de Articulação Política e Social da prefeitura do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, e seu irmão, Eduardo, que é assessor da prefeitura. Segundo a acusação feita pela gestão municipal, os dois foram monitorados e seguidos por agentes da Polícia Civil do estado, sendo que um rastreador chegou a ser instalado em um dos carros utilizados pelo secretário.

A suposta espionagem teria avançado também no meio digital, por meio da coleta de dados, incluindo “rastreamento e o reconhecimento facial”, destacou Mendes em despacho publicado na sexta-feira (30). “Não se trata, aqui, de apuração dirigida e fundamentada, mas de requisição massiva e horizontal de dados que, por sua abrangência e falta de delimitação, evidencia a prática típica, como dito, de ‘fishing expedition’”, escreveu o ministro.

A expressão fishing expedition, em inglês, se refere à chamada pesca probatória, isto é, quando uma investigação busca indiscriminadamente e sem delimitação específica por algum crime que possa eventualmente ter sido praticado por um alvo. Essa prática é ilegal no Brasil. O caso ganhou notoriedade após uma reportagem da TV Record, veiculada na semana passada, segundo a qual o rastreador teria sido instalado no carro de Monteiro em setembro do ano passado.

“A utilização de instrumentos técnicos de vigilância com finalidade política, dissociada de qualquer controle judicial, representa não apenas um desvio funcional, mas uma afronta direta aos preceitos fundamentais de inviolabilidade da intimidade, da legalidade, da impessoalidade e da igualdade de condição em disputa eleitoral”, escreveu Mendes no despacho.
O ministro determinou que a PF apure se há “indícios mínimos” da prática de crimes por agentes do estado de Pernambuco.

O caso surge no momento de pré-campanha eleitoral no estado. Campos é pré-candidato ao governo de Pernambuco, devendo enfrentar a atual governadora e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Os dois disputam o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo de Pernambuco nega monitoramento ilegal de adversários e afirma que as ações da Polícia Civil foram regulares, tendo sido realizadas no âmbito de investigações criminais sobre supostos desvios na prefeitura do Recife.

Agência Brasil

Delegados da PF apontam cenário “manifestamente atípico” em inquérito sobre Master

Delegados da Polícia Federal (PF) se dizem altamente “preocupados” com o andamento do inquérito sobre o caso Master em razão de “indícios” de que prerrogativas da classe “vêm sendo indevidamente mitigadas”. Em nota divulgada neste sábado (17) a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”.

A manifestação é assinada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que diz esperar que a PF e o Supremo Tribunal Federal possam “restabelecer uma atuação institucional harmônica, cooperativa e estritamente balizada pelo ordenamento jurídico”. A nota não cita diretamente Toffoli, mas faz referência a decisões do magistrado.

Os delegados destacam que, no bojo da investigação sobre o caso Master, foram determinadas acareações e “prazos exíguos para buscas e apreensões e inquirições”. Segundo o grupo, tais procedimentos se dão “à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial”.

Em dezembro, Toffoli chegou a marcar uma acareação entre o Banco Central, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ao fim, o representante do BC foi dispensado do procedimento. Além disso, Toffoli externou mal-estar com a PF e atribuiu a corporação “inércia” na abertura da segunda etapa da Operação Compliance Zero. A nota dos delegados de Polícia Federal menciona ainda determinações sobre o encaminhamento de materiais para “outros órgãos” e a escolha nominal de peritos para a realização de exames nos objetos apreendidos com os alvos da Compliance Zero.

Tal indicação, por sua vez, faz referência a uma série de decisões de Toffoli: inicialmente o ministro determinou que os objetos apreendidos na segunda etapa da ofensiva fossem encaminhados ao STF; depois, houve um recuo, com a determinação de remessa dos objetos à procuradoria-Geral da República; ao fim foram escolhidos eritos para análise dos materiais. No entanto, segundo a ADPF, nem mesmo no âmbito interno da corporação, a designação de peritos ocorre por escolha pessoal ou nominal.

Estadão Conteúdo

PF comunica ao STF que apura se Lulinha atuou como “sócio oculto” do Careca do INSS

Segundo a PF, há três menções a Lulinha na investigação

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apura citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, realizadas no âmbito do inquérito sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em uma representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Globo, a PF diz que o filho de Lula “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, apontado como o pivô do esquema.

LEIA MAIS

Eduardo Bolsonaro, após ordem para retornar a posto no RJ: Não entregarei meu cargo na PF

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 2, que “é óbvio que não tem condição de retornar ao Brasil agora”, mas “não entregará” seu cargo na Polícia Federal de “mãos beijadas”. A indicação ocorre após portaria publicada determinar o “retorno imediato” do ex-parlamentar ao cargo na Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

“Ficarei firme. … Vou lutar por ele (meu cargo na Polícia )Federal. Porque sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso. Eu sei que querem pegar minha aposentadoria da PF, bem como o meu porte de arma e minha pistola Glock, que é brasonada da Polícia Federal até hoje. Querem me prejudicar”, disse o ex-parlamentar em vídeo publicado no X nesta tarde.

A reação se dá a ato da diretoria de gestão de pessoas da PF que determinou a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo de Eduardo Bolsonaro a partir de 19 de dezembro – após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarar a perda de seu mandato parlamentar em razão de faltas.

No vídeo, Eduardo diz que “não tem condição de retornar ao Brasil” citando o fato de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro retornar para a carceragem da PF, em Brasília, após cirurgias. O ex-chefe do Executivo recebeu alta nesta quinta, 1, e voltou a cumprir a pena de 27 anos a que foi condenado pelo golpe de Estado gestado em seu governo em 2022.

O ex-deputado repetiu a alegação de que é “alvo de perseguição” e ainda criticou a cúpula da corporação da qual faz parte. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu. “Que a ‘Gestapo’ faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, completou.

Entenda o caso

Com a determinação da Polícia Federal (PF) desta sexta-feira (02), para que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retome o cargo de escrivão, o ex-deputado volta a ter como lotação a delegacia da corporação em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU). O período de afastamento de Eduardo da PF chegou ao fim após a Câmara dos Deputados declarar a perda do mandato dele, em 18 de dezembro, por faltas. Com isso, a licença concedida para o exercício do mandato eletivo perdeu validade.

Eduardo vive no Texas, nos Estados Unidos, desde março de 2025. Na ocasião, ele se licenciou do mandato na Câmara para tentar barrar, com auxílio da Casa Branca, o julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Eduardo ocupou o cargo de escrivão da Polícia Federal entre 2010 e 2014. Ele passou por departamentos em Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ), antes de tomar posse como deputado federal, segundo consta sua biografia no site da Câmara. Ele é formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Estadão Conteúdo

PF diz que Bolsonaro tem até 40 soluços por minuto

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem entre 30 e 40 episódios de soluço por minutos, segundo o relatório da Polícia Federal. O político está preso desde novembro, cumprindo pena por liderar a trama golpista articulada pós-eleições de 2022. O documento tem a assinatura de quatro médicos peritos da PF. O mesmo laudo foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar a cirurgia do ex-presidente da República.

“Notou-se que os episódios de soluços permaneceram durante todo o exame sem qualquer remissão ou melhora, com frequência de aproximadamente 30 a 40 episódios por minuto”, diz trecho do documento assinado pelos médicos, e divulgado pelo Portal A TARDE.

Recomendação de cirurgia
Diagnosticado com hérnia inguinal bilateral, Bolsonaro terá que passar por um procedimento cirúrgico. De acordo com o relatório, apesar de existir a alternativa de um tratamento, a intervenção é o caminho mais recomendado para casos como o do ex-presidente da República.

“Apesar de existir uma possibilidade segura de tratamento não operatório(conservador/“espera vigilante”), a maioria dos cirurgiões recomenda a intervenção cirúrgica quando da descoberta de uma hérnia inguinal, pois sua história natural é de aumento progressivo e enfraquecimento da parede circundante – com potencial complicação de encarceramento e estrangulamento –, além da morbidade e mortalidade pós-operatória ser baixa”, destacam os médicos no laudo.

Prisão domiciliar negada
Alexandre de Moraes negou o pedido para prisão domiciliar solicitado pela defesa de Jair Bolsonaro, em decisão desta sexta-feira, 19. Apesar da negativa, o ministro do STF autorizou a realização do procedimento ciúrgico.Bolsonaro cumpre 27 anos de três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, na sede da Superintendência da Polícia Federal.

A Tarde

Enem 2025: PF cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará para investigar suspeita de fraude

A Polícia Federal iniciou neste domingo (23), a Operação Profeta, para apurar a suspeita de fraude na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025. A corporação cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará. Na semana passada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela prova, anulou três questões do Enem após denúncias sobre um vídeo, transmitido nas redes sociais dias antes do Enem, que mostrava questões muito parecidas com as que caíram no exame.

O alvo da operação, autorizado pela Justiça Federal, não foi divulgado pela PF. O vídeo nas redes foi transmitido por Edcley Teixeira, um estudante de Medicina que vende monitorias para o Enem nas redes sociais. O Estadão não conseguiu contato com a defesa de Teixeira. Nas redes, ele afirma que não houve vazamento de informações e diz que conseguiu “antecipar” trechos da prova ao analisar edições anteriores do exame e pré-testes, aplicado pelo Inep, para escolher questões que seriam usados na prova real.

Como o Estadão mostrou, Teixeira chegava a pagar colaboradores para fazer pré-testes do Enem e memorizar questões desses exames. Como os participantes não poderiam sair com o caderno de prova, essa era a maneira de reproduzir as perguntas e depois organizá-las em apostilas vendidas na internet.

Em nota, a PF afirma que a atuação da corporação visa a “apurar possíveis ilícitos, identificar os responsáveis pela obtenção dos dados e divulgação indevida, bem como possíveis conexões com outros delitos”.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo (23)

Depois de ser preso em forma preventiva, neste sábado (22), por tentar violar a tornozeleira eletrônica, o ex-presidente Jair Bolsonaro passará por audiência de custódia no domingo (23). Bolsonaro fez exames médicos neste sábado e agora aguarda audiência.

Enquanto estiver na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, Jair Bolsonaro ficará numa cela de cerca de 12 metros quadrados (m²) que foi reformada recentemente. O espaço tem paredes brancas, uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado e uma janela, além de banheiro privativo. Ele não terá contato com outros presos e poderá sair para o banho de sol.

Ele foi preso por volta de 6h por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes porque, ainda de madrugada, tentou violar a tornozeleira eletrônica. O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal afirmou que Jair Bolsonaro admitiu ter usado “ferro de solda” para romper a tornozeleira eletrônica e apontou que o equipamento tinha queimaduras em toda sua circunferência.

O documento diz que uma violação na tornozeleira foi detectada às 00h07 deste sábado. O sistema de monitoramento da tornozeleira acionou imediatamente a equipe de policiais penais que faziam a escolta da residência do ex-presidente. Ao analisar a tornozeleira, a policial penal Rita Gaio, diretora adjunta do centro de monitoramento e a responsável pelo relatório, verificou a existência de queimaduras no dispositivo. “O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”, diz o documento.

A equipe, então, questionou Bolsonaro sobre o rompimento do dispositivo. A resposta foi registrada no relatório. “Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, diz o documento. Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo.

Diario de Pernambuco

“Meti ferro quente aí”, admite Bolsonaro sobre tornozeleira eletrônica danificada

O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu ter usado “ferro de solda” para romper a tornozeleira eletrônica e apontou que o equipamento tinha queimaduras em toda sua circunferência.

O documento diz que uma violação na tornozeleira foi detectada às 00h07 deste sábado (22). O sistema de monitoramento da tornozeleira acionou imediatamente a equipe de policiais penais que fazia a escolta da residência do ex-presidente.

“A informação inicial recebida pelos escoltantes era que o monitorado havia batido o dispositivo na escada. No momento em que esta policial chegou ao local, o acesso foi rapidamente viabilizado pelo próprio réu. Após autorizada a entrada no recinto, buscamos um espaço com boa iluminação e energia elétrica disponível já na sala principal da edificação. Diferente do que havia sido informado inicialmente, a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada”, diz o relatório subscrito pela policial penal Rita Gaio, diretora adjunta do centro de monitoramento.

Em seguida, ao analisar a tornozeleira, ela verificou a existência de queimaduras no dispositivo. “O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”, diz o documento.

A equipe, então, questionou Bolsonaro sobre o rompimento do dispositivo. A resposta foi registrada no relatório. “Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, diz o documento. A equipe também gravou um vídeo da avaria e da resposta do ex-presidente. Depois disso, a tornozeleira danificada foi substituída por um novo equipamento. O objeto será periciado.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro na cadeia: Moraes aponta “violação de uso de tornozeleira” e “risco de fuga” e nega pedido de prisão domiciliar e visitas

Em sua decisão que embasou o pedido de prisão do ex-presidente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apontou que “Jair Bolsonaro violou o uso de tornozeleira eletrônica à 0h08 deste sábado (22) e tinha elevado risco de fuga durante a vigília convocada pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)”. Essa informação foi divulgada pelo G1, logo após a prisão de Bolsonaro, em Brasília, neste sábado (22).

No entendimento do ministro, a proximidade da residência de Bolsonaro da embaixada dos Estados Unidos também era um indicativo de que ele poderia tentar escapar de uma eventual prisão.

O que aconteceu

Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva nesta manhã, após ordem de Moraes. Ele foi detido pela Polícia Federal em casa, por volta das 6h, e levado para Superintendência da PF em Brasília. De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, a medida foi adotada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21).

Moraes entendeu que “eventual realização da suposta ‘vigília’ configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”. O ministro escreveu que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde de Bolsonaro, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.

E ainda na manhã deste sábado (22), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em conceder a prisão domiciliar ao político diante da fragilidade da sua saúde. A decisão proferida pelo magistrado também na manhã deste sábado, 22, horas após a prisão do ex-mandatário também veta a autorização de visitas, como solicitado pelos advogados.

“Diante da decretação da prisão preventiva do réu Jair Messias Bolsonaro julgo prejudicado o pedido de prisão humanitária domiciliar e autorização de vistas”, diz o ministro. A deliberação é uma resposta ao pedido encaminhado na sexta-feira, 21, pelos advogados referente ao cumprimento da pena sobre a trama golpista, que resultou em 27 anos e três meses de prisão.

A medida, contudo, vale para hoje devido a custódia do ex-presidente em razão de um ato de vigília convocado pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estava prevista também para este sábado. O movimento protagonizado pelo herdeiro de Bolsonaro resultou na sua prisão preventiva no início desta manhã, às 6h, a pedido da Polícia Federal (PF), e acatada por Moraes.

Diario de Pernambuco e A Tarde

Bolsonaro é preso e deve cumprir regime fechado

O ex-presidente da República,Jair Bolsonaro (PL), foi preso na manhã deste sábado, 22, em Brasília, após a Polícia Federal cumprir ordem de prisão expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.Moraes mandou Bolsonaro começar a cumprir, em regime fechado, a pena de 27 anos e três meses de prisão à qual foi condenado no inquérito do golpe.

O ex-presidente foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde vai ficar em sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e altas figuras públicas. Em nota oficial, a Polícia Federal disse que cumpriu mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Tarde

Bolsonaro chega a hospital para cirurgia escoltado pela polícia e não interage com apoiadores

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou no hospital DF Star, em Brasília, onde irá realizar procedimentos médicos pela manhã. Ele está acompanhado por dois de seus filhos, os vereadores Renan e Carlos Bolsonaro. Ao chegar não interagiu com um grupo de apoiadores que o esperava no local.

O deslocamento até o hospital foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele foi escoltado por polícias penais do Distrito Federal. Bolsonaro irá retirar um “nevo melanocítico do tronco”, uma pinta que costuma ser benigna, e o material será encaminhado para biópsia.

Conforme o pedido médico anexado ao processo, o ex-presidente deve ficar em “regime ambulatorial, com previsão de alta no mesmo dia”. Em até 48 horas, Bolsonaro terá que entregar um atestado médico relatando os detalhes dos procedimentos.

Estadão Conteúdo

Moraes aumenta monitoramento de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, neste sábado, 30, o aumento do monitoramento da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a presença de agentes da Polícia Penal do Distrito Federal.

A medida que o monitoramento aconteça na área externa da residência de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e vai na contramão do que havia sido sugerido pela Polícia Federal, com agentes na parte interna.

O que muda?
Com a decisão de Moraes, os carros que deixarem a casa de Bolsonaro passarão por vistorias, sendo documentadas com informações sobre veículos, motoristas e passageiros. A medida é fruto de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmou entender não haver necessidade de um monitoramento interno.

“Observo que não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa. Ao que se deduz, a preocupação se cingiria ao controle da área externa à casa, contida na parte descoberta, mas cercada do terreno, que confina com outros tantos de iguais características. Certamente, porém, que há se ponderar a expectativa de privacidade também nesses espaços”, pontuou o procurador Paulo Gonet.

A Tarde

PF pede agentes na casa de Bolsonaro para impedir eventual fuga

A Polícia Federal (PF) solicitou, ao Supremo Tribunal Federal, a colocação de um agente dentro da casa de Jair Bolsonaro para, efetivamente, impedir uma eventual fuga. Em manifestação à Corte, a corporação argumenta que essa seria a melhor maneira de monitorar o ex-presidente e cumprir de forma eficiente o reforço na vigilância, determinado ontem pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que concordou com as considerações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que de ele poderia asilar-se na Embaixada dos Estados Unidos.

Moraes ainda não decidiu sobre a solicitação da PF e encaminhou-a à PGR, em consulta se a medida é cabível. Segundo os federais, somente a colocação de agentes da Polícia Penal nas imediações do condomínio onde Bolsonaro mora — ele cumpre prisão domiciliar — não afastaria o risco de ele ser acolhido pela representação norte-americana. Isso porque, caso haja algum problema na internet, o sinal emitido pela tornozeleira eletrônica que o ex-presidente tem de usar não chegaria à central de monitoramento.

A PF adverte quer uma vez que haja a interrupção no rastreamento no equipamento, “as violações somente seriam informadas por relatório aos operadores do sistema após o retorno do sinal, o permitiria tempo hábil para que o custodiado empreendesse uma fuga”. “Nesse sentido, o monitoramento eletrônico, mesmo com equipes de prontidão em tempo integral, não constitui medida impeditiva à fuga do custodiado”, frisa a corporação, que sugere a adoção do mesmo esquema utilizado com o juiz Nicolau dos Santos Neto — envolvido no esquema de desvio de dinheiro para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, em 1998 — para o cumprimento da prisão domiciliar.

Pela decisão de Moraes, emitida antes da nova argumentação da PF, a determinação é para que o monitoramento de Bolsonaro seja feito com discrição, proibindo exposição pública ou ações que perturbem os demais moradores do condomínio em que o ex-presidente mora.  “O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu”, salienta, acrescentando que que deverá ser monitorado “em tempo real”. O ministro afirma, ainda, que as medidas “revelam-se absolutamente necessárias e adequadas (…) sem que haja qualquer agravamento da situação do réu”.

A decisão de Moraes foi motivada por um ofício do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), encaminhado à PF, no qual relata informações sobre uma possível tentativa de fuga de Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, depois de descumprir medidas cautelares determinadas pelo STF. Além do uso obrigatório de tornozeleira, está proibido de fazer publicações nas redes sociais, de manter contato com outros investigados e de se aproximar de embaixadas e consulados. A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal já foi avisada da determinação de Moraes.

O julgamento de Bolsonaro e e mais sete integrantes do seu governo começam a ser julgados, em 2 de setembro, por arquitetarem um golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, depois das eleições presidenciais de 2022.

Correio Brasiliense

1234