Mendonça abrirá procedimento para apurar troca na PF no caso Lulinha

Lulinha é citado em investigação acompanhada pelo STF e pela Polícia Federal.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deve abrir um procedimento para apurar as circunstâncias da troca do delegado da Polícia Federal responsável pela investigação da fraude no INSS em que o empresário Fábio Luís Lula da Silva é citado.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, Mendonça considerou insuficientes as explicações apresentadas pela Polícia Federal sobre a substituição do delegado responsável pelo caso, realizada sem comunicação prévia ao gabinete do ministro, relator do inquérito no STF.

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CPI do INSS rejeita relatório final e indiciamento de Lulinha e mais 215

Em votação realizada na madrugada deste sábado (28), a CPI do INSS rejeitou o relatório final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), da deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e de mais 211 pessoas em seu parecer final (veja a lista com todos os nomes mais abaixo).

Após a votação, o presidente da Comissão, senador Carlos Viana, se recusou a submeter à apreciação o pedido dos governistas para um texto alternativo. Viana encerrou a reunião sem nova análise e a CPI do INSS foi finalizada sem a apresentação de um relatório final. O documento propunha ainda a prisão preventiva de Lulinha, que hoje vive na Espanha, sob alegação de risco de fuga. Deixou de fora o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, com quem o banqueiro articulou operações financeiras por meio de fundos de investimentos.

A base do Palácio do Planalto se opôs à aprovação do documento e apresentou uma versão alternativa com o pedido de 170 indiciamentos, inclusive o de Jair Bolsonaro por organização criminosa, improbidade administrativa e furto qualificado contra idosos. A versão sequer chegou a ser apreciada pela comissão. Parar barrar o relatório de Gaspar, o governo mobilizou aliados. O senador Jacques Wagner (PT-BA) pegou um avião às 11h de Salvador para Brasília para participar da votação. O ministro da Agricultura Carlos Fávaro foi exonerado para assumir sua cadeira no senado e participar da votação. Sua suplente, Margareth Buzetti, faz parte da oposição a Lula.

O relatório final da CPI foi lido nesta sexta-feira, 27, após o Supremo Tribunal Federal (STF) barrar a prorrogação dos trabalhos do colegiado. O texto tem 4.340 páginas e levou oito horas para ser lido. Gaspar recomendou em seu relatório que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli fossem investigados por possíveis crimes, como tráfico de influência, nas relações que mantinham com Vorcaro.

O documento apontou uma rede de 41 empresas que teriam sido usadas para pagamento de propinas e lavagem de dinheiro de diferentes esquemas. Esse conglomerado teria movimentado pelo menos R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025. O texto afirma que “a quase totalidade” dessas empresas tem característica de ser de fachada, com indícios de que eram usadas para passagem de dinheiro em curtos intervalos de tempo.

Relator também pedia indiciamento de ex-ministros da Previdência de Lula e Bolsonaro e de ex-assessor de Alcolumbre

Gaspar também pediu indiciamento de dois ex-ministros da Previdência: o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que comandou a pasta no governo Lula, e José Carlos Oliveira, que chefiou o ministério no governo Bolsonaro. Ao ex-ministro de Lula foram imputados os crimes de prevaricação fraude eletrônica, furto eletrônico, condescendência criminosa e crime de responsabilidade. Já Oliveira, que foi ministro no governo Bolsonaro, teve pedido de indiciamento pelos crimes de prevaricação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica, furto eletrônico e crime de responsabilidade.

Estadão Conteúdo

Dino suspende quebra de sigilo de Lulinha e outros alvos da CPMI

O ministro do STF Flávio Dino ampliou nesta quinta-feira (5/3) a decisão de suspender as quebras de sigilo votadas em bloco pela CPMI do INSS no dia 26 de fevereiro, para todos os requerimentos aprovados.

Na quarta-feira (4/3), Dino suspendeu a votação da quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. Agora, a decisão de Dino atinge também o filho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

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Alcolumbre mantém quebra dos sigilos de Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3) manter a decisão da CPMI do INSS que determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O anúncio foi feito durante pronunciamento no plenário do Senado. A decisão teve como base parecer técnico da Advocacia da Casa, que rejeitou recurso apresentado por parlamentares da base governista. O objetivo do recurso era anular a aprovação das quebras de sigilo determinadas no âmbito da comissão.

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STF autoriza quebra de sigilos de Lulinha a pedido da Polícia Federal

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

A quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi autorizada ainda em janeiro deste ano pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Polícia Federal (PF).

A decisão foi tomada sob sigilo e só veio à tona posteriormente. A medida judicial ocorreu antes mesmo de a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovar, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos do empresário.

Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal apresentou elementos que justificariam a necessidade de aprofundar a apuração de movimentações financeiras e possíveis conexões investigadas no inquérito que tramita na Suprema Corte.

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De zelador de zoo a empresário: quem é o filho de Lula que deve ter sigilos quebrados pela CPMI do INSS

Alvo do pedido de quebra de sigilo aprovado nesta quinta (26) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), Lulinha, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), volta aos holofotes da política.

A sessão da CPMI que teve como principal personagem os sigilos fiscal e telefônico de Fábio Luiz Lula da Silva foi marcada por muita confusão, no Congresso Nacional. Parlamentares se desentenderam após o anúncio da quebra de sigilos. Houve bate-boca e até troca de empurrões entre representantes do governo e da oposição. Lulinha é o mais velho dos cinco filhos de Lula. Ele é fruto da relação do presidente com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, já falecida.

O filho de Lula entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal apreender mensagens trocadas entre o Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘o Careca do INSS’, e uma empresária com possíveis menções a ele. Lulinha é formado em Biologia pela Universidade Paulista (UNIP). Ele começou a vida profissional como monitor no Zoológico de São Paulo. Tudo mudou quando ele entrou no ramo empresarial e se tornou sócio da Gamecorp, que depois foi rebatizada de G4 Entretenimento. A empresa passou a produzir conteúdo para TV por assinatura, telefonia e internet.

Com contratos firmados com empresas de telecomunicações, especialmente a Telemar/Oi, Lulinha entrou no centro de uma disputa política e jurídica. Durante a Operação Lava Jato, o nome de Lulinha apareceu em acusações de recebimento de dinheiro. Nada foi comprovado.

Careca do INSS

O empresário Lulinha voltou ao noticiário ao ser citado em mensagens e uma agenda apreendida em investigações da Polícia Federal e no contexto de uma CPMI que apura o esquema conhecido como “Farra do INSS”. As menções reforçaram a pressão política em torno de seu nome. Os aliados sustentam que ele não figura como investigado formal em parte dessas frentes e que existe mais rumores do que fatos concretos.

Diario de Pernambuco

Careca do INSS citava Lulinha ao tratar com parceiros comerciais, diz testemunha

 

Um ex-funcionário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, afirmou ao Metrópoles  que o empresário costumava esbanjar uma suposta relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao tratar com fornecedores e parceiros comerciais.

“Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz!!! Fábio Lula da Silva. Falava ‘filho’, e sinalizava mostrando a mão com 4 dedos… falou o nome de Fábio Lula diversas vezes, a mim, a alguns parceiros comerciais, em reunião de diretoria”, detalhou o ex-funcionário, hoje considerado uma testemunha-chave da Polícia Federal no âmbito das investigações da Operação Sem Desconto, que apura a chamada Farra do INSS, cujo esquema foi revelado pelo Metrópoles.

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PF comunica ao STF que apura se Lulinha atuou como “sócio oculto” do Careca do INSS

Segundo a PF, há três menções a Lulinha na investigação

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apura citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, realizadas no âmbito do inquérito sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em uma representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Globo, a PF diz que o filho de Lula “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, apontado como o pivô do esquema.

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Lulinha foi com Careca do INSS para Portugal na 1ª classe, mostram documentos da PF

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT)

A Polícia Federal (PF) tem em mãos a documentação que comprova uma das viagens de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, com o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Os dois viajaram de 1ª classe de Guarulhos (GRU) para Lisboa (LIS), no dia 8 de novembro do ano passado.

Os documentos da PF incluem até mesmo as poltronas usadas pelos dois. O Careca do INSS estava no assento 3A, enquanto Lulinha se encontrava mais atrás, no de número 6J. Ambos os assentos são na primeira classe, e ambos na janela.

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Juíza nega pedido de prisão do filho do ex-presidente feito pela PF

Lulinha é alvo da 69ª fase da Operação Lava Jato. (Foto: Internet)

A Polícia Federal (PF) pediu nesta terça-feira (10) a prisão temporária do empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido popularmente como “Lulinha”, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Justiça, no entanto, negou a solicitação.

A PF deflagrou hoje a 69ª fase da Operação Lava Jato com o objetivo de buscar provas na investigação sobre repasses financeiros suspeitos, realizados por empresas do grupo Oi/Telemar em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas pelo filho do ex-presidente e por seus sócios Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna.

Segundo a PF, “havendo suficientes indícios de materialidade e autoria delitiva, presentes os requisitos legais do artigo 1º, incisos I e III, da Lei nº 7.960/89, e visando à coleta de provas adicionais acerca da materialidade dos delitos em tela, representamos pela decretação da prisão temporária de Fábio Luis Lula da Silva, Kalil Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho”.

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