De zelador de zoo a empresário: quem é o filho de Lula que deve ter sigilos quebrados pela CPMI do INSS

Alvo do pedido de quebra de sigilo aprovado nesta quinta (26) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), Lulinha, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), volta aos holofotes da política.

A sessão da CPMI que teve como principal personagem os sigilos fiscal e telefônico de Fábio Luiz Lula da Silva foi marcada por muita confusão, no Congresso Nacional. Parlamentares se desentenderam após o anúncio da quebra de sigilos. Houve bate-boca e até troca de empurrões entre representantes do governo e da oposição. Lulinha é o mais velho dos cinco filhos de Lula. Ele é fruto da relação do presidente com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, já falecida.

O filho de Lula entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal apreender mensagens trocadas entre o Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘o Careca do INSS’, e uma empresária com possíveis menções a ele. Lulinha é formado em Biologia pela Universidade Paulista (UNIP). Ele começou a vida profissional como monitor no Zoológico de São Paulo. Tudo mudou quando ele entrou no ramo empresarial e se tornou sócio da Gamecorp, que depois foi rebatizada de G4 Entretenimento. A empresa passou a produzir conteúdo para TV por assinatura, telefonia e internet.

Com contratos firmados com empresas de telecomunicações, especialmente a Telemar/Oi, Lulinha entrou no centro de uma disputa política e jurídica. Durante a Operação Lava Jato, o nome de Lulinha apareceu em acusações de recebimento de dinheiro. Nada foi comprovado.

Careca do INSS

O empresário Lulinha voltou ao noticiário ao ser citado em mensagens e uma agenda apreendida em investigações da Polícia Federal e no contexto de uma CPMI que apura o esquema conhecido como “Farra do INSS”. As menções reforçaram a pressão política em torno de seu nome. Os aliados sustentam que ele não figura como investigado formal em parte dessas frentes e que existe mais rumores do que fatos concretos.

Diario de Pernambuco