Trump amplia tarifas sobre aço e alumínio e mais de 400 itens derivados

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos ampliou, nesta terça-feira (19), as tarifas comerciais para o aço e o alumínio, incluindo mais 400 itens derivados desses produtos que estarão sujeitos à taxa de 50%. De acordo com o professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Feldmann, por se tratar de uma medida geral o impacto não será direto para o Brasil. Contudo, isso pode fazer com que empresas brasileiras desses setores migrem para os EUA, gerando desemprego no país.

Feldmann explica que as empresas americanas produtoras de aço e de alumínio serão as grandes beneficiadas pela medida adotada pelo presidente norte-americano. “O que Trump está fazendo agora é uma reserva de mercado para as empresas americanas. As empresas que estão nos EUA não vão pagar essa tarifa. Porém, o lado ruim é que algumas empresas brasileiras dessas áreas vão migrar para os Estados Unidos para abrir fábricas lá. Nós vamos perder as empresas e os empregos”, destaca o economista.

O professor reforça ainda que algumas das empresas brasileiras mais fortes no setor do aço, como a Gerdau, por exemplo, já atua nos Estados Unidos. Segundo ele, outra empresa brasileira que não será afetada é a Embraer, já que possui fábricas nos EUA e poderá comprar o aço produzido nos EUA.

A nova lista confirmada nesta terça pela decisão norte-americana foi publicada pela agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras na última sexta-feira (15). Entre os principais derivados de aço e alumínio, incluídos na medida, estão vagões de trens, turbinas eólicas e suas peças e componentes; tratores, móveis, compressores e bombas, partes automotivas, ferramentas, artefatos de cutelaria e talheres e químicos especiais, além de inseticidas. Com a medida, os importadores desses produtos terão que pagar uma tarifa de 50%. Ainda não se sabe se as tarifas serão acumuladas sobre as taxas que já estão aplicadas para cada país.

Brasil na mira de Trump

O economista destaca também que o Brasil continua na mira das barreiras tarifárias do presidente norte-americano e isso significa que novas estratégias comerciais podem surgir no futuro. “Quem pensou que o Trump ia parar naquele primeiro pacote, está muito enganado. Vai vir muita coisa ainda porque ele está furioso com o Brasil. Na hora que o Supremo Tribunal Federal condenar Bolsonaro, qual não será o pacote que virá contra nós?”, aponta Feldmann. Para ele, é necessário que o país se prepare urgentemente com uma nova política econômica.

Diario de Pernambuco

Trump rompe isolamento de Putin, mas sai de cúpula sem acordo de paz

Donald Trump e Vladimir Putin se reuniram nesta sexta-feira, 15, no Alasca para discutir o fim da guerra na Ucrânia. Após um recepção calorosa na pista da base aérea de Elmendorf-Richardson perto de Anchorage, os dois se fecharam por três horas cercados de diplomatas e assessores de segurança nacional. No fim, os dois realizaram um rápido pronunciamento, jurando terem chegado a um “acordo”, mas sem dizer qual.

Putin foi o primeiro a falar aos jornalistas – um gesto extremamente incomum, visto que o anfitrião normalmente tem a prerrogativa. O russo voltou a mencionar a necessidade de eliminar as “causas profundas” da guerra na Ucrânia, um jeito próprio de se referir a sua lista de exigências que já foram categoricamente rejeitadas por Ucrânia e Europa. O discurso sugere que Putin não mudou sua posição maximalista – anexação de parte do leste da Ucrânia, desarmamento total do país, veto à adesão à Otan e mudança de governo em Kiev.

Em seguida, Trump garantiu ter feito avanços, mas prometeu telefonar e contar os detalhes da reunião para os líderes europeus, para o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e para o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski. “Fizemos progresso. Mas não existe acordo sem que haja um acordo”, disse o americano em referência às consultas com os aliados.

Exigências

A reunião terminou muito antes do previsto e foi bem mais curta do que as seis ou sete horas que o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, disse que duraria. O fato de Putin e Trump não terem respondido a perguntas dos jornalistas deixou claro que nenhum dos dois queria ser pressionado a dar detalhes do que foi discutido – no caso do americano, é bastante incomum ele terminar um discurso sem conversar com a imprensa.

Autoridades ucranianas em Kiev acompanharam ansiosamente o pronunciamento após a reunião em busca de pistas sobre o futuro da guerra. Mas, quando os dois presidentes partiram, a sensação geral era de que a guerra continua, pelo menos por enquanto. “Foi um fracasso, porque Putin voltou a falar de questões de segurança e usou sua retórica habitual”, afirmou Oleksandr Merezhko, político ucraniano. “Não vi nenhuma mudança.”

Zelenski também reagiu com pouco entusiasmo. “No dia das negociações, os russos continuaram matando. E isso diz muito”, escreveu o presidente ucraniano no X, em referência aos ataques de ontem em Sumy, Dnipro, Zaporizhzia, Kherson e Donetsk. “A guerra continua, e é precisamente porque não há ordem ou sinal de que Moscou está se preparando para encerrá-la.”

Força – O que estaria por trás da intransigência de Putin, segundo analistas, é sua posição de força no campo de batalha. Nas últimas semanas, o exército russo abriu uma brecha nas defesas ucranianas na região de Donbas, e autoridades da Ucrânia afirmam que o Kremlin vem mobilizando forças e reunindo armamento para novas ofensivas. Quanto mais o cessar-fogo demorar, mais território a Rússia ocupa.

Para muitos observadores, no entanto, Putin saiu mais forte da cúpula. Foi a primeira visita dele aos EUA em mais de uma década. Com um mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra na Ucrânia, ele está ameaçado de prisão se viajar para países que são membros da corte, o que não é o caso dos EUA. Além disso, ele não apenas saiu do isolamento internacional imposto pelas potências ocidentais, como rompeu o cerco com estilo. Na chegada coreografada ao Alasca, Trump recebeu um sorridente presidente russo.

Palmas – O tradicional aperto de mãos foi precedido de aplausos de Trump, enquanto Putin desfilava pelo tapete vermelho na pista do aeroporto. De forma surpreendente, Putin aceitou uma carona na limusine presidencial – chamada de “Besta” -, e parecia confortável ao se acomodar no banco de trás, ao lado de Trump. Foi a primeira vez que presidentes de EUA e Rússia apareceram juntos desde a cúpula de 2018 em Helsinque, quando Trump afirmou com todas as letras que acreditava mais na palavra de Putin do que nos relatórios de inteligência americanos sobre a interferência da Rússia nas eleições vencidas por ele, em 2016.

O encontro do Alasca foi o sétimo entre os dois presidentes e o primeiro no segundo mandato do americano. A primeira presidência de Trump foi ofuscada por questionamentos sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016, à qual Trump se refere repetidamente como “farsa da Rússia”. A cúpula do Alasca também teve momentos de bajulação, incluindo um presente de Putin a Trump, endossando a afirmação de que, se o republicano estivesse na Casa Branca, a Rússia não teria invadido a Ucrânia, em 2022. “O presidente Trump disse que, se ele fosse presidente, não haveria guerra, e posso confirmar isso.”

Analistas, no entanto, lembram que a Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014, e paramilitares apoiados pelo Kremlin passaram todo o primeiro mandato de Trump – entre 2017 e 2021 – em guerra no leste da Ucrânia.

Próxima vez – O encontro terminou como uma confraria. “Provavelmente nos veremos novamente em breve”, disse Trump. “Da próxima vez, em Moscou”, respondeu Putin, em inglês macarrônico. “Vou receber algumas críticas, mas acho que pode ser”, disse o americano. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS).

Estadão Conteúdo

 

EUA aprovam taxa extra de R$ 1,4 mil para visto de estrangeiros

O governo dos Estados Unidos aprovou recentemente um projeto de lei que prevê a cobrança de uma taxa extra no valor de US$ 250 (o equivalente a R$ 1.390 na cotação atual) para a emissão de visto para estrangeiros que quiserem entrar no país.  A nova regra está entre as medidas aprovadas dentro do megaprojeto fiscal de Donald Trump apelidado de One Big Beautiful Bill (algo como “Um grande e belo projeto”).

Em determinada seção, consta: “Em geral – em adição a qualquer outra taxa autorizada pela lei, o Secretário de Segurança Nacional requer o pagamento de uma taxa, equivalente à quantia especificada nesta subseção, por qualquer estrangeiro que tenha emitido um visto de não imigrante à época da emissão.” O valor inicial será de US$ 250 ou “a quantidade que o Secretário de Segurança Nacional estabeleça”, e deverão ser feitos reajustes anuais com base na inflação.

A Visa Integrity Fee, como foi chamada a taxa extra, será cobrada quando o visto for emitido, se somando às taxas já existentes. O visto para não imigrante, citado na lei, engloba, por exemplo: turistas, estudantes, jornalistas, Au pairs, diplomatas e seus familiares, e pessoas que fazem tratamento médico nos EUA e seus familiares. Atualmente, os interessados em emitir um visto de não-imigrante para turismo, por exemplo, já tem que desembolsar U$ 185 (o equivalente a cerca de R$ 1.029).

O governo americano não informou quando a cobrança da nova taxa entrará em vigor, mas o próximo ano fiscal americano tem início em outubro. Ao contrário da taxa já existente, que é obrigatória para a marcação da entrevista do visto, a nova taxa só é cobrada caso o estrangeiro tenha o visto aprovado. O projeto fiscal One Big Beautiful Bill chegou a ser visto como um dos principais triunfos políticos do mandato de Trump, mas deve aumentar o déficit fiscal do país em cerca em US$ 3 trilhões e quase US$ 4 trilhões a dívida do governo federal nos próximos dez anos.

Estadão Conteúdo

 

 

UE critica ameaça tarifária de Trump e diz que está “pronta” para continuar trabalhando em um acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou as novas tarifas de 30% anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, neste sábado (12), mas afirmou que a UE ainda quer trabalhar em um acordo comercial com Washington. “Impor tarifas de 30% às exportações da UE interromperia cadeias de suprimentos transatlânticas essenciais, em detrimento de empresas, consumidores e pacientes de ambos os lados do Atlântico”, disse Von der Leyen em um comunicado.

“Continuamos prontos para continuar trabalhando em direção a um acordo antes de 1º de agosto. Ao mesmo tempo, tomaremos todas as medidas necessárias para preservar os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário”, acrescentou.

AFP

Planalto encomenda pesquisas sobre tarifaço de Trump

Integrantes do Palácio do Planalto solicitaram pesquisas para medir como a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos do Brasil está sendo recebida pela opinião pública. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, o objetivo central do levantamento é entender os efeitos políticos do episódio, com atenção especial para a percepção da população sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma das linhas adotadas pelo governo federal é transformar a taxação em um tema político, responsabilizando Bolsonaro e seus aliados pela tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Na noite de quarta-feira, 9, ministros com atuação direta no núcleo político do governo, como Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), usaram as redes sociais para reforçar esse posicionamento.

Ambos destacaram a diferença entre os projetos políticos dos dois líderes: enquanto Lula “luta para taxar os super-ricos”, Bolsonaro, segundo eles, “quer taxar o Brasil”.

A Tarde

 

Trump diz que EUA destruíram instalações nucleares do Irã como se elas fossem ‘manteiga’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar, em entrevista à Fox News neste domingo (29), que a operação norte-americana destruiu todas as plantas nucleares do Irã. Ele também acusou a CNN e o New York Times de mentir por afirmar que o dano teria sido menor. Segundo Trump, o Irã não deve continuar a desenvolver armas nucleares por “estarem exaustos”. Para o presidente dos EUA, o Irã foi atingindo como nunca.

Trump ressaltou a qualidade dos equipamentos e dos soldados norte-americanos ao descrever o ataque que, segundo ele, “destruiu as instalações como se [elas] fossem manteiga”.

Estadão Conteúdo

Milhares de pessoas protestam contra Trump em várias cidades dos EUA no sábado

Opositores do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram protestos em várias cidades dos Estados Unidos no sábado (19), denunciando o que classificam como “ameaças aos ideais democráticos do país”. Os organizadores afirmam se opor ao que chamam de violações dos direitos civis e constitucionais de Trump, incluindo os esforços para deportar dezenas de imigrantes e reduzir o governo federal, demitindo milhares de funcionários públicos e efetivamente fechando agências.

Os protestos acontecem apenas duas semanas após manifestações semelhantes em todo o país. As manifestações incluíram uma marcha pelo centro de Manhattan e um comício em frente à Casa Branca. Em Boston, manifestantes se concentraram na reconstituição das Batalhas de Lexington e Concord, alegando que o país vive um momento perigoso para sua liberdade.

Em Denver, centenas de manifestantes se reuniram no Capitólio do Estado do Colorado com faixas expressando solidariedade aos imigrantes e dizendo ao governo Trump: “Tirem as Mãos!”. Milhares de pessoas também marcharam pelo centro de Portland, Oregon, enquanto em São Francisco, centenas soletraram as palavras “Impeach & Remove” em uma praia de areia ao longo do Oceano Pacífico, também com uma bandeira dos EUA de cabeça para baixo.

As pessoas protestaram pelo centro de Anchorage, Alasca, com cartazes feitos à mão listando os motivos pelos quais estavam protestando. Em outros lugares, protestos foram planejados em frente a concessionárias da Tesla contra o bilionário e conselheiro de Trump, Elon Musk, e seu papel na redução do governo federal.

Outros organizaram eventos mais voltados para o serviço comunitário, como campanhas de arrecadação de alimentos, palestras e trabalho voluntário em abrigos locais. Em Washington, manifestantes citavam preocupações com as ameaças aos direitos ao devido processo legal, protegidos pela Constituição, à Previdência Social e a outros programas federais de segurança.

Em Columbia, Carolina do Sul, centenas de pessoas protestaram na sede do governo estadual segurando cartazes com slogans como “Lute Ferozmente, Harvard, Lute”. E em Manhattan, manifestantes se reuniram contra as contínuas deportações de imigrantes enquanto marchavam da Biblioteca Pública de Nova York em direção ao Central Park e passavam pela Trump Tower.

Estadão Conteúdo

Suprema Corte impede Trump de usar Lei de Inimigos para deportações

A Suprema Corte dos Estados Unidos proibiu, neste sábado (19), o presidente Donald Trump de usar a Lei de Inimigos Estrangeiros para deportar venezuelanos para prisão de El Salvador. A decisão é temporária e vale enquanto o tribunal não analisa o caso de forma definitiva. ”O governo é instruído a não remover nenhum membro da suposta classe de detentos dos Estados Unidos até nova ordem deste tribunal”, diz a decisão, que teve voto contrário de dois dos nove magistrados da Corte máxima do país.

Até então usada apenas em tempos de guerra, a lei de 1798 foi evocada por Trump em meados de março para deportar 238 imigrantes da Venezuela sem direito à apelação para prisão de El Salvador sob acusação de integrarem a organização criminosa Trem de Aragua.  Familiares dos imigrantes deportados sob essa lei negam as acusações e o governo da Venezuela recorreu ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) contra as deportações.

No dia 7 de abril, a Suprema Corte dos EUA autorizou o uso da lei desde que os imigrantes tivessem o direito de contestar a deportação. Porém, organizações de direitos humanos recorreram aos tribunais alegando que o governo Trump não estava respeitando a decisão. A União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu) representou um grupo de imigrantes nos tribunais denunciando que novas deportações ilegais eram iminentes. ”A decisão [do governo] também não prevê nenhum processo para que indivíduos contestem que são membros da Trem de Aragua e, portanto, não se enquadram nos termos da Proclamação [da Suprema Corte]”, apelou a organização.

A Aclu lembra que, pelo menos, 137 venezuelanos foram removidos para El Salvador sem o devido processo legal ”possivelmente pelo resto de suas vidas”. ”Resta saber se a maioria (ou talvez todos) dos homens não têm vínculos com o Trem de Aragua, pois o governo secretamente os expulsou do país e não forneceu informações sobre eles”. A organização sustenta que as evidências têm mostrado que “muitos indivíduos removidos para El Salvador sob a Lei de Inimigos Estrangeiros não eram membros do Trem de Aragua”.

Trump
Na sexta-feira (18), o presidente Donald Trump postou um vídeo com supostos criminosos sendo deportados para El Salvador. Em seguida, publicou entrevista para a Fox News para defender as deportações para o país centro-americano. ”Nós não precisamos de legislação, precisamos de um presidente”, escreveu na postagem o presidente dos EUA, com tradução em espanhol para atingir o público latino-americano no país.

El Salvador
O governo de El Salvador, que há três anos governa por meio de decretos de Estado de Exceção, tem recebido prisioneiros enviados pelos EUA em troca de ajuda financeira e de “inteligência” do governo Trump. O Centro de Confinamento de Terroristas (Cecot) de El Salvador, conhecida como maior prisão da América Latina, construída pelo presidente Nayib Bukele, é alvo de denúncias de violações de direitos humanos com prática sistemática de tortura, incluindo contra crianças, e por não conceder aos suspeitos direitos à defesa e julgamento justo, com condenações em massa.

”Aqueles que foram removidos para El Salvador enfrentam danos e condições prisionais ameaçadoras no Cecot, incluindo choques elétricos, espancamentos, afogamento simulado e instrumentos de tortura nos dedos dos detentos para tentar forçar confissões de filiação a gangues”, acrescentou a Aclu na ação judicial.

A entidade de defesa dos direitos dos imigrantes afirma ainda que o governo dos EUA tem usado critérios duvidosos para classificar os imigrantes como integrantes da organização criminosa da Venezuela. ”Incluindo atributos físicos como ‘tatuagens que denotam filiação/lealdade à Trem de Aragua’ e gestos com as mãos, símbolos, logotipos, grafites ou vestimenta. Especialistas que estudam a TdA explicaram como nenhum desses atributos físicos é uma forma confiável de identificar membros de gangues”, completou.

Agência Brasil

Norte-americanos vão às ruas nos EUA contra Donald Trump

Dezenas de milhares de manifestantes norte-americanos saíram sábado (05), às ruas das principais cidades dos Estados Unidos contra as políticas de Donald Trump, nos maiores protestos contra o presidente republicano desde seu retorno, no final de janeiro, ao poder.Os manifestantes se reuniram em Washington, Nova York, Houston, Los Angeles; e em estados como Flórida e Colorado. Eles rejeitaram os cortes de funcionários públicos, as novas tarifas comerciais e a erosão das liberdades civis.

Uma grande faixa que dizia “TIRE SUAS MÃOS!” se estendia a poucos quarteirões da Casa Branca e as pessoas carregavam cartazes com mensagens como: “Não é meu presidente!”, “O fascismo chegou”, “Parem o mal” e “Tirem suas mãos da nossa Segurança Social”.

Jane Ellen Saums, de 66 anos, disse que ficou aterrorizada com a campanha de redução da administração federal que Trump está conduzindo junto com o bilionário Elon Musk. “É extremamente preocupante ver o que está apostando com nosso governo, (…) tudo está sendo totalmente atropelado, desde o meio ambiente até os direitos pessoais”, queixou-se este trabalhadora imobiliária. Num momento de crescente ressentimento mundial contra o republicano, também foram realizados protestos em capitais como Paris, Roma e Londres.

Uma coalizão composta por ofertas de grupos de esquerda, como MoveOn e Women’s March, convocou manifestações sob o lema “Tire suas mãos” em mais de 1.000 cidades e municípios americanos. Os organizadores da última mobilização em Washington previram a presença de cerca de 20.000 pessoas, mas no sábado à tarde disseram que o número era muito maior. “Despertaram um gigante adornado, e ainda não viram nada”, declarou o ativista Graylan Hagler, de 71 anos, em meio à multidão reunida. “Não vamos sentar nos, não vamos nos calar e não vamos embora.”

Até tarde de sábado, as manifestações foram majoritariamente importadas. Enquanto Trump continua sua revolução em Washington, seu índice de aprovação caiu ao nível mais baixo desde que assumiu a carga, segundo pesquisas recentes.

A Tarde

FBI confirma que Trump foi ferido por bala de fuzil em atentado na Pensilvânia

O FBI, principal agência federal de investigação dos EUA, confirmou que o ex-presidente Donald Trump foi de fato ferido por uma bala “inteira ou fragmentada” no atentado sofrido durante um comício no dia 13 de julho, na Pensilvânia. Na quarta-feira, o diretor da agência havia dito ao Congresso que ainda “não estava claro” se o republicano fora atingido por uma bala de fuzil ou por estilhaços, uma declaração criticada por aliados de Trump.

“O que impactou o ex-presidente na orelha foi uma bala, inteira ou fragmentada em pequenos pedaços”, afirmou, em comunicado, o FBI, em resposta às críticas do republicano. No dia 13 de julho, Trump fazia um comício na Pensilvânia quando foi atingido na orelha após disparos de fuzil, realizados por um homem de 20 anos, que foi morto por agentes do Serviço Secreto. Uma pessoa que acompanhava o discurso morreu, e outras duas ficaram feridas.

Na terça-feira, a diretora do Serviço Secreto, Kimberly Cheatle, disse a uma comissão da Câmara que aquela havia sido a “maior falha operacional em décadas” da agência, cuja principal função é proteger presidentes e ex-presidentes americanos. Um dia depois, Cheatle renunciou ao cargo.

Já o diretor do FBI, Christopher Wray, em depoimento na quarta-feira, disse que os investigadores não tinham determinado o que havia atingido Trump, que acusou a agência de agir com viés político. “Infelizmente foi uma bala que me acertou a orelha (…) não havia vidro, nem estilhaços”, escreveu em sua rede social, o Truth Social, pouco depois da fala de Wray.

Citado com frequência: Por que Trump tem mencionado Hannibal Lecter, psicopata de ‘O Silêncio dos Inocentes’, em discursos de campanha? No sábado passado, o ex-deputado Ronny Jackson, que foi médico da Casa Branca, emitiu um comunicado afirmando que o ex-presidente havia sofrido um ferimento de cerca de 2 cm na orelha, causado pelo rastro da bala do fuzil usado no ataque — o texto foi o único que ofereceu detalhes sobre o estado de Trump após o atentado, que serviu para incensar a imagem dele junto a seus apoiadores.

Depois do comunicado do FBI, o candidato republicano à Casa Branca reagiu com a habitual ironia. “Imagino que essa será a melhor desculpa que receberemos do diretor Wray, mas está totalmente aceita”, disse Trump no Truth Social. Pouco depois, ele confirmou planos para realizar um novo comício em Butler, cidade na Pensilvânia onde ocorreu o atentado.Segundo o New York Times, em matéria nesta sexta-feira, “uma análise detalhada das trajetórias das balas, imagens, fotos e gravações de áudio (…) sugere de forma contundente que Trump foi ferido de raspão pela primeira das oito balas disparadas”.

Agência O Globo

Bolsonaro chama Trump de ”maior líder mundial do momento” e relembra facada

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (14) que Donald Trump escapou por pouco da morte, e comparou a tentativa de assassinato do candidato à presidência dos Estados Unidos ao atentado a faca que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018.

Bolsonaro, um ferrenho admirador do republicano e que chegou a ser chamado de “Trump dos trópicos”, foi esfaqueado no abdômen por um homem durante um comício em Minas Gerais.

“Os médicos disseram que foi um milagre eu ter sobrevivido em 2018, considerando a gravidade dos ferimentos, e ele foi salvo por poucos centímetros”, disse Bolsonaro hoje em São Paulo. “Isso, no meu entendimento, é algo que vem de cima”, acrescentou, olhando para o céu, em vídeo publicado no X (antigo Twitter).

Os Estados Unidos investigam a tentativa de assassinato de Trump em um comício na Pensilvânia, na véspera. O republicano, 78 anos, foi ferido na orelha, e o autor dos disparos, um homem de 20 anos, foi morto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o ataque “deve ser firmemente condenado por todos os defensores da democracia”.

Bolsonaro definiu ontem Trump como “o maior líder mundial do momento” e desejou-lhe uma “rápida recuperação”. “Te vejo na posse”, disse, em suas redes sociais. O senador Flávio Bolsonaro também traçou paralelos entre os ataques. “Tentaram matar Trump, tentaram matar Bolsonaro, mas é a (extrema) direita que é acusada de ser violenta”, publicou no X, com fotos que mostram o momento de cada ataque.

Assim como os Estados Unidos, o Brasil vive uma forte polarização e vem enfrentando desafios à sua democracia nos últimos anos. Em janeiro de 2023, apoiadores de Bolsonaro vandalizaram as sedes dos três poderes em Brasília, em rejeição à vitória de Lula nas urnas meses antes, um episódio que foi comparado ao violento ataque de apoiadores de Trump ao Capitólio em janeiro de 2021.

Bolsonaro, 69 anos, está impedido de disputar eleições até 2030, por “abuso de poder” ao espalhar desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro.

AFP

Quem é Thomas Matthew Crooks, homem que atirou em Trump, segundo o FBI

O FBI identificou o atirador envolvido no atentado contra o ex-presidente Donald Trump, durante comício ontem, conforme comunicado publicado neste domingo. Trata-se de Thomas Matthew Crooks, 20 anos, morador da Pensilvânia.

“O FBI identificou Thomas Matthew Crooks, 20 anos, de Bethel Park, Pensilvânia, como o sujeito envolvido na tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump em 13 de julho, em Butler, Pensilvânia”, informou a agência na nota. Crooks estaria fora do perímetro da segurança do comício e foi morto pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos, conforme as autoridades.

O FBI diz ainda que a investigação do caso envolvendo Trump continua. Segundo a imprensa americana, Crooks era filiado ao Partido Republicano. Trump foi baleado durante um comício na Pensilvânia. Agentes do Serviço Secreto retiraram o ex-presidente do palco após uma série de tiros. Trump foi visto com sangue na orelha e chegou a erguer punho depois de se levantar do chão.

Em seguida, ele entrou em um veículo e, depois de atendimento médico, retornou à sua casa em Nova Jersey. Ele está “bem” e é grato aos policiais, diz um comunicado publicado no site do Comitê Nacional Republicano (RNC). O FBI afirma que está tratando o incidente como uma “tentativa de assassinato” contra Trump.

Em uma postagem em sua rede Truth Social, Trump disse que uma bala perfurou a “parte superior” de sua orelha direita. “Eu soube imediatamente que algo estava errado, pois ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele”, escreveu Trump. “Houve muito sangramento, então eu percebi o que estava acontecendo.”O sangue estava claramente visível na orelha e no rosto de Trump quando os agentes o retiraram às pressas do comício.

A declaração do FBI acrescenta que o incidente é uma “investigação ativa e em andamento”. A polícia da Pensilvânia afirma que não há mais ameaças após o tiroteio. O suspeito foi morto a tiros no local por um atirador do Serviço Secreto dos EUA, disse o porta-voz da agência, Anthony Guglielmi.

Ele acrescentou que um espectador foi morto no tiroteio e outros dois ficaram gravemente feridos. Todas as três vítimas eram do sexo masculino, confirmaram as autoridades posteriormente.

Estadão Conteúdo

Donald Trump está a salvo após atentado em comício, informa Serviço Secreto dos EUA

O ex-presidente americano Donald Trump está seguro e medidas de proteção foram implementadas após um atentado em um comício de campanha neste sábado, informou o Serviço Secreto dos EUA. O comício acontecia em Butler, na Pensilvânia. Trump foi retirado às pressas do palco disparos.

Anthony Guglielmi, chefe de Comunicações do Serviço Secreto dos Estados Unidos, afirmou, pelo X, que o “Serviço Secreto implementou medidas de proteção e o ex-presidente está seguro”. Ele acrescentou que uma investigação está em curso. O ex-presidente ficou ferido e caiu no chão. Ainda não há informações do que aconteceu durante o comício, mas barulhos que se assemelhavam a tiros foram ouvidos e captados pela transmissão ao vivo do evento.

O republicano foi cercado pelos agentes e escoltado para um carro de sua comitiva logo após os disparos, segurando a orelha direita, que estava sangrando. O Serviço Secreto o tirou do palco às pressas após os disparos e o público foi retirado do local.

O republicano foi cercado pelos agentes e escoltado para um carro de sua comitiva logo após os disparos que aconteceram no evento de campanha. Ele saiu segurando a orelha direita, que parecia estar sangrando. Segundo porta-voz do ex-presidente, Steven Cheung, Trump “está sendo examinado e está bem”, mas sem fornecer mais detalhes.

Atirador foi morto
O homem suspeito de atirar em Donald Trump, em um comício eleitoral na Pensilvânia, nos Estados Unidos, neste sábado foi morto. A informação foi confirmada pelo promotor público local, Richard Goldringer ao jornal americano Washington Post.

Ainda segundo a autoridade, um espectador do comício também morreu e outra pessoa está em estado grave. “O presidente Trump agradece às autoridades policiais e aos socorristas por sua ação rápida durante esse ato hediondo”, disse Cheung na declaração.

Solidariedade

Por meio de nota oficial, o atual presidente Joe Biden desejou a recuperação de Donald Trump.”Fui informado sobre o tiroteio no comício de Donald Trump na Pensilvânia. Estou grato em saber que ele está seguro e bem. Estou rezando por ele e sua família e por todos aqueles que estiveram presentes no comício, enquanto aguardamos mais informações”, informou.

Biden também agradeceu ao serviço secreto pela proteção oferecida ao candidato. “Jill e eu estamos gratos ao Serviço Secreto por tê-lo colocado em segurança. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Devemos nos unir como uma nação para condená-lo”.

“Não há absolutamente nenhum lugar para a violência política na nossa democracia. Embora ainda não saibamos exatamente o que aconteceu, todos deveríamos estar aliviados pelo fato de o antigo Presidente Trump não ter sido gravemente ferido e aproveitar este momento para nos comprometermos novamente com a civilidade e o respeito na nossa política. Michelle e eu desejamos a ele uma rápida recuperação”, disse Obama.

Agência O Glogo/Portal Folha

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