Caso Lucas Lyra: homem que atirou em torcedor do Náutico é preso 13 anos após crime

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu José Carlos Feitosa Barreto, de 50 anos, condenado em 2018 por tentativa de homicídio do torcedor do Náutico Lucas Lyra. O crime ocorreu em 2013, em frente ao estádio dos Aflitos, na Zona Norte do Recife. O agressor, que trabalhava como segurança de uma empresa de ônibus, baleou o jovem, então com 19 anos, na nuca.

Réu confesso, José Carlos foi preso no último dia 9 de fevereiro. Ele tinha sido condenado a oito anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado em júri popular no dia 3 de setembro de 2018. A pena foi amenizada em um terço pelo fato de Lucas estar vivo e do segurança ser réu primário. José Carlos respondia em liberdade enquanto aguardava recurso.

“A defesa de José Carlos recebe com serenidade a efetividade do cumprimento da pena e, desde já, avaliará os aspectos da decisão no sentido de estudar os contornos da sentença e sua execução dentro dos limites do direito em prol de solicitar os benefícios previstos em lei”, disse o advogado João Vieira Neto, que defende José Carlos.

O crime – Lucas Lyra foi atingido com um tiro na nuca no dia 16 de fevereiro de 2013, em frente à sede do Náutico, antes de um jogo contra o Central, pelo Campeonato Pernambucano.

O tiro foi disparado durante um confronto entre integrantes de torcidas organizadas do Náutico e do Sport (que retornavam de um jogo na Ilha do Retiro), quando José Carlos Feitosa, que fazia a segurança de um ônibus da empresa Pedrosa, estava em conflito com um dos primos de Lucas. Após o disparo, Lucas passou cerca de três anos internado e foi submetido a várias cirurgias. Ele não possui a mobilidade do lado esquerdo do corpo, 90% da audição e a visão periférica.

Indenização – Em 2024, a Justiça condenou a empresa de ônibus Pedrosa e o Grande Recife a pagar indenização de R$ 2 milhões por danos materiais, morais e estéticos. Segundo a decisão, o valor determinado da pensão tem como base as despesas da vítima com tratamento e necessidades por causa do seu estado de saúde, como adaptação de imóvel alugado, uso de lentes corretivas, alimentação ]adequada e custeios com internamento em hospital. A decisão foi da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

]]]Diario de Pernambuco

Quem é Thomas Matthew Crooks, homem que atirou em Trump, segundo o FBI

O FBI identificou o atirador envolvido no atentado contra o ex-presidente Donald Trump, durante comício ontem, conforme comunicado publicado neste domingo. Trata-se de Thomas Matthew Crooks, 20 anos, morador da Pensilvânia.

“O FBI identificou Thomas Matthew Crooks, 20 anos, de Bethel Park, Pensilvânia, como o sujeito envolvido na tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump em 13 de julho, em Butler, Pensilvânia”, informou a agência na nota. Crooks estaria fora do perímetro da segurança do comício e foi morto pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos, conforme as autoridades.

O FBI diz ainda que a investigação do caso envolvendo Trump continua. Segundo a imprensa americana, Crooks era filiado ao Partido Republicano. Trump foi baleado durante um comício na Pensilvânia. Agentes do Serviço Secreto retiraram o ex-presidente do palco após uma série de tiros. Trump foi visto com sangue na orelha e chegou a erguer punho depois de se levantar do chão.

Em seguida, ele entrou em um veículo e, depois de atendimento médico, retornou à sua casa em Nova Jersey. Ele está “bem” e é grato aos policiais, diz um comunicado publicado no site do Comitê Nacional Republicano (RNC). O FBI afirma que está tratando o incidente como uma “tentativa de assassinato” contra Trump.

Em uma postagem em sua rede Truth Social, Trump disse que uma bala perfurou a “parte superior” de sua orelha direita. “Eu soube imediatamente que algo estava errado, pois ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele”, escreveu Trump. “Houve muito sangramento, então eu percebi o que estava acontecendo.”O sangue estava claramente visível na orelha e no rosto de Trump quando os agentes o retiraram às pressas do comício.

A declaração do FBI acrescenta que o incidente é uma “investigação ativa e em andamento”. A polícia da Pensilvânia afirma que não há mais ameaças após o tiroteio. O suspeito foi morto a tiros no local por um atirador do Serviço Secreto dos EUA, disse o porta-voz da agência, Anthony Guglielmi.

Ele acrescentou que um espectador foi morto no tiroteio e outros dois ficaram gravemente feridos. Todas as três vítimas eram do sexo masculino, confirmaram as autoridades posteriormente.

Estadão Conteúdo