Ministério da Saúde repassa R$ 100 milhões para combate à tuberculose em 913 municípios

O Ministério da Saúde anunciou o repasse de R$ 100 milhões a 913 municípios para reforçar o combate à tuberculose. Os locais respondem por 67% dos casos novos da doença registrados em 2024. Critérios como vulnerabilidade social e territórios com populações privadas de liberdade e comunidades indígenas também foram levados em conta. Além das prefeituras, 24 secretarias estaduais de saúde e o Distrito Federal foram habilitados para receber os recursos.

Para articular a implementação nas cidades, o governo federal promoveu debates com orientações técnicas aos gestores locais. Segundo Fernanda Dockhorn, coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Microbactérias Não Tuberculosas do Ministério da Saúde, “este é um marco muito importante para a vigilância e para o nosso objetivo, como país, de eliminar a tuberculose como problema de saúde pública”.

Brasil registra queda histórica nos casos de dengue em 2025, mas mantém estado de alerta

Transmitida pelo ar – quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala – a tuberculose tem como principal sintoma a tosse persistente, que costuma durar três semanas ou mais. Moradia e alimentação ainda são condições relacionadas ao adoecimento.  “A tuberculose está ligada muito às condições de vida da população. Então, as populações que vivem em uma situação de empobrecimento, em ambientes aglomerados, onde o ar não circula tão bem, estão mais sujeitas ao adoecimento. Além disso, as pessoas em situação de vulnerabilidade social, muitas vezes, vivenciam mais dificuldades de acesso a serviços e diagnóstico tardio”, aponta a especialista.

E complementa. “Se uma pessoa vivencia problemas em relação à segurança alimentar, está com dificuldades de ter acesso a uma alimentação adequada, ela acaba tendo maior risco de ter tuberculose depois de uma infecção”.  A ação integra a política de saúde voltada ao fortalecimento da vigilância epidemiológica, prevenção e controle da tuberculose em contextos de alta vulnerabilidade social.

Brasil 61

Brasil chega a 6 ouros em Copa do Mundo de halterofilismo paralímpico

Um dia após subir seis vezes ao pódio, o Brasil assegurou mais nove medalhas – três delas de ouro – no segundo dia da etapa da Copa do Mundo de halterofilismo paralímpico, em Santiago (Chile), que serve de preparação para o Mundial da modalidade no Cairo (Egito), de 11 a 18 de outubro. O primeiro a vencer neste sábado (16) foi o pernambucano José Arimateia (categoria até 97 quilos) que levantou 211 kg na última tentativa. A prata e o bronze ficaram com os chilenos Frank Filio e Nicolas Carrillo, respectivamente. A competição em Santiago termina neste domingo (17).

Na categoria até 107 kg, quem brilhou foi o mineiro Jean Pereira (até 107 kg), que conquistou o ouro ao erguer 213 kg logo na primeira tentativa. Também teve prata na disputa masculina, com o carioca Gustavo Amaral levantando 241 kg na segunda tentativa

Na competição feminina da categoria acima dos 86 kg, teve dose dupla verde e amarela, com ouro da baiana Edilândia Araújo (categoria acima dos 86 kg) que ergueu 136 kg e bronze da potiguar Alane Dantas, com 117 kg levantados. A halterofilista Maka Kvinchia, da Geórgia, levou a prata.

As brasileiras emplacaram outras dobradinhas: na categoria até 61 kg, a paraense Naira Gomes levou a prata e Laira Silva o bronze. A vencedora foi a chilena Camila Campos. Já na disputa dos 86 kg, a brasiliense Gabrielle Diniz conquistou a prata ao levantar 115 kg e a baiana Valéria Alves dos Santos o bronze, com 100 kg erguidos. O ouro ficou com anfitriã Marion Guajardo (125 kg).

A delegação brasileira (nove mulheres e sete homens) estreou com pé direito na Copa do Mundo na sexta-feira (16), com direito a três ouros – um deles com recorde das Américas – uma prata e dois bronzes. Na categoria até 49 kg, Marco Túlio – estreante em competições pela seleção adulta – estabeleceu novo recorde continental ao levantar 169 kg, superando a marca anterior (165 kg) do chileno Enmanuel Gonzalez Rodriguez, obtida em junho em Pequim (China). A prata ficou ficou com o amazonense Lucas Santos (148 kg) e o bronze com o venezuelano José Monteiro Ortiz.

Na disputa feminina dos 45 kg, outra estreante da seleção, a paulista Brenda Pepe, assegurou o ouro após levantar 95 kg, superando a venezuelana Dilmary Perez (85 kg) que ficou com a prata, e a Amália Gonzalez, medalha de bronze.  Depois foi a vez da mineira Cristiane Alves Reis subir garantir o topo do pódio na categoria até 55kg. Ela levantou 109 kg na terceira tentativa, 52kg a mais que a cubana Daniuvis Labrada, que ficou com a prata.

Também na sexta (16), o Brasil conquistou uma prata com a piauiense Cleusa Angélica (na categoria até 41 kg) e dois bronzes: um com o paulista Bruno Carra (categoria até 65kg) e outro com o potiguar Júnior França (59 kg).

Agência Brasil

Brasil conquista novo mercado de carne bovina após tarifaço de Trump

O Brasil vem conquistando novos mercados para exportar carne bovina após a guerra comercial com os Estados Unidos (EUA), que resultou na adoção de sobretaxas de 50% nas exportações brasileiras para o país de Donald Trump. O novo destino encontrando pelo Brasil para exportar o produto foi as Filipinas. O acordo foi assinado na última quarta-feira (13), e, posteriormente, oficializado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O processo para firmar o negócio contou com o apoio da embaixada do Brasil nas Filipinas, chefiada pelo embaixador Gilberto Moura, e da Adidância Agrícola. Ao novo parceiro comercial, o Brasil exportará carne bovina com osso e miúdos, na tentativa de mitigar a perda dos EUA no leque de compradores do produto, visto que os norte-americanos era o segundo maior comprador de carne bovina do país.

Brasil Soberano
No mesmo dia em que fez acordo com as Filipinas, o presidente Lula (PT) oficializou a medida provisória que institui o plano Brasil Soberano,para as empresas afetadas pelo tarifaço de 50% do governo de Trump. A decisão do petista publicada em versão extra do Diário Oficial da União (DOU) e vai além do incentivo de R$ 30 bilhões, por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), anunciado pelo chefe do Palácio do Planalto na manhã da quarta-feira passada.

A nova medida é norteada por três eixos:

  • Fortalecimento do setor produtivo;
  • Proteção aos trabalhadores;
  • Diplomacia comercial e multilateralismo.

Quatro pontos para entender as medidas de enfrentamento ao tarifaço:
Reintegra: trata sobre a devolução de parte dos tributos pagos aos exportadores brasileiros. Os valores serão restituídos em forma de crédito tributário, ajudando as empresas a reduzirem custos e melhorar competitividade no mercado externo;
Drawback: prorrogação dos prazos do regime de drawback, recurso que possibilita a suspensão de tributos sobre insumos importados para utilização em produto exportado. Medida é válida para empresas que exportarem para os Estados Unidos até dezembro deste ano.
Compras públicas: órgãos públicos terão facilidade para as compras de alimentos para escolas e hospitais. Essa foi uma das maneiras encontradas pelo governo Lula para amparar os produtores rurais e as agroindústrias.
Sistema de importação: ampliação das regras de garantia à exportação.

A Tarde

Michelle chama Lula de ‘pinguço’ e diz que Bolsonaro vai voltar à presidência

A ex-primeira dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pinguço” em um discurso no Rio Grande do Norte e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai voltar à Presidência, apesar de estar em prisão domiciliar e inelegível.

Michelle participou do encerramento de um seminário do PL em Natal, neste sábado, 16, e foi apresentada como uma das estrelas do evento, fazendo o último discurso, ao lado de lideranças do partido, como o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

O PL tenta ampliar o espaço no Nordeste, historicamente mais simpático a Lula, para eleger mais parlamentares, governadores e angariar votos para uma candidatura presidencial que ainda não está definida. Michelle é apontada como uma possível candidata, na ausência de Bolsonaro na eleição, mas evita se colocar como postulante ao cargo.

Há duas semanas, uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg mostrou que Lula tem 48,5% das intenções de voto para a Presidência em 2026, em um cenário com Michelle como candidata, que aparece com 29,7%. No discurso, ela direcionou as críticas ao governo Lula, classificando a gestão petista como uma “união de criminosos, de corruptos, para destruir a nossa nação.”

“Um homem que corta um BPC, um homem que tira comida do prato, um homem que por maldade para o fornecimento de água para depois dizer: Deus é tão bom que deixou o povo do Nordeste sem água para me trazer como salvador para trazer água para o povo”, disse a ex-primeira-dama. “Mentirosos, cachaceiro, pinguço, irresponsável. É isso que ele é.”

Ao falar do BPC (Benefício de Prestação Continuada), Michelle fez referência ao projeto do governo Lula que limitava o acesso ao benefício, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O Congresso afrouxou o projeto. Enquanto Michelle discursava, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Neste sábado, 16, ele saiu de cada para realizar exames médicos em um hospital na capital federal. “Meu marido gostaria de estar aqui, não pode, por estar em prisão domiciliar o que nos entristece muito. Eu falo que ele foi tirado da tomada”, afirmou Michelle. “Para a presidência tem nome e sobrenome: é Jair Messias Bolsonaro. Ele vai voltar, ele vai voltar. A justiça vai ser feita.”

Estadão Conteúdo

Alckmin detona Eduardo Bolsonaro ‘trabalha contra interesse do país’

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, visitou neste sábado, (16), em Brasília, uma concessionária para acompanhar as vendas de carros que integram o programa “Carro Sustentável”.

Questionado por jornalistas sobre a reunião do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Alckmin não poupou críticas ao parlamentar, que está nos Estados Unidos articulando sanções contra o Brasil.

“Primeiro, lamentar que maus brasileiros trabalhem contra o interesse do país, de maneira injusta”, disse o vice-presidente. Eduardo e o secretário se encontraram na última quarta-feira, 13, nos Estados Unidos. O encontro foi divulgado pelo deputado licenciado. A Casa Branca não confirmou a agenda.

Falta de agenda

O chefe do Tesouro americano cancelou uma reunião que teria com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A conversa, que seria virtual, aconteceria no mesmo dia do encontro de Bessent com Eduardo.

Após o cancelamento, Haddad criticou o que chamou de “militância antidiplomática”, em referência à atuação de Eduardo em Washington. Os americanos justificaram o cancelamento alegando falta de agenda.O vice-presidente também falou do plano de contingência do governo para combater o tarifaço. Alckmin afirmou que espera que o PLP (projeto de lei complementar) enviado para excepcionalizar da meta fiscal R$ 9,5 bilhões em gastos com o pacote seja aprovado rapidamente.

A Tarde

Lula sobe tom contra Trump e o acusa de mentir sobre Brasil

O presidente Lula (PT) subiu o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,contra as “inverdades” proferidas pelo mandatário sobre o Brasil em meio a guerra comercial entre as nações. O petista afirmou que o país deve ser tratado com respeito mesmo não sendo uma super potência.

“Eu não posso admitir que um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos possa contar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil. O Brasil não é um país rico, o Brasil não tem um PIB que tem os americanos, o Brasil não tem o PIB que tem a China, mas nós temos um povo que merece respeito”, disse Lula.

As declarações de Lula feitas na sexta-feira (15), durante discurso, na inauguração da fábrica da montadora chinesa GWM, em São Paulo, acontecem um dia após Trump classificar o Brasil como um dos “piores parceiros comerciais” dos Estados Unidos e mentir sobre as tarifas de exportações. “O Brasil tem sido um parceiro comercial horrível em termos de tarifas, como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito mais do que estávamos cobrando. E não estávamos cobrando nada essencialmente”, disse o americano.

Na ocasião, o presidente também defendeu a relação comercial firmada com a China. “É importante que as pessoas saibam que o comércio do Brasil com a China hoje é de US$ 160 bilhões contra US$ 80 bilhões com os Estados Unidos”. Lula ainda chamou de “turbulência desnecessária” o movimento que os EUA vem protagonizando contra o Brasil, sob a justificativa de que retaliação ao julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu na tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós temos democracia, aqui no Brasil nós temos direitos humanos, e o ex-presidente está sendo julgado. Ele não está sendo julgado por nenhuma acusação da oposição, de nenhum deputado, ele está sendo julgado por delação de seus pares em função de uma tentativa de golpe que ele tentou dar em 8 de janeiro de 2023″, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes. E completou: “No plano de golpe dele estava previsto matar a mim, matar ao Alckmin e matar o presidente da Corte eleitoral que está julgando ele”, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes.

Trump ataca Brasil
O Brasil voltou a ser alvo de duras críticas dos Estados Unidos (EUA). Nesta quinta-feira, 14, o presidente Donald Trump criticou a parceria comercial com o país de Lula (PT) e voltou a atacar o sistema Judiciário brasileiro.

“E o Brasil tem algumas leis ruins em vigor onde eles pegaram um presidente e colocaram na prisão ou estão tentando prendê-lo e acontece que eu conheço o homem e vou te dizer: ‘Eu sou muito bom em pessoas, eu acho que isso é uma execução política o que eles estão tentando fazer com Bolsonaro”, afirmou o presidente dos EUA. As declarações do republicano referem-se às sanções econômicas de 50% sobre as exportações brasileiras, que entraram em vigor no último dia 6 deste mês.

Trump planeja mais sanções ao STF após reunião
O presidente americano sentou à mesa hoje com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Figueiredo, em Washington. Após o encontro, os EUA voltaram a falar em sanções. A Casa Branca estuda sancionar com a Lei Magnitsky, a mesma usada contra Moraes, os ministros que condenarem o ex-presidente por golpe de Estado. Integram o colegiado Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

A Tarde

 

Associação de médicos cubanos repudia ação dos EUA contra Mais Médicos

A Associação dos Médicos Cubanos no Brasil (Aspromed) repudiou as sanções do governo dos Estados Unidos a gestores públicos envolvidos com a estruturação do programa Mais Médicos, além de declarar apoio à cooperação de longa data entre Cuba e Brasil na área da saúde.

Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos. Foram cancelados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para COP30. Também foram sancionados o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e seus familiares.

Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justifica que os servidores teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos. Em nota de repúdio, a Aspromed destacou o papel do Mais Médicos como política de saúde pública com o objetivo de garantir o direito à saúde para todos, “especialmente para a população de baixa renda que vive em regiões menos privilegiadas por todo o país”.

Afastando a tese do Secretário de Estado dos Estados Unidos, a diretoria da associação afirmou que os médicos cubanos que permanecem no Brasil o fazem por escolha própria. “Muitos já naturalizados, com famílias brasileiras e laços afetivos profundos com o país, continuarão atuando com dedicação junto às comunidades mais carentes, levando atendimento e cuidado a pessoas que vivem em condições adversas, nos rincões mais distantes do território nacional”, defendeu a nota.

Segundo a Aspromed, os 18 mil médicos que atuaram no programa realizaram cerca de 63 milhões de atendimentos, “fortalecendo e legitimando o maior sistema de saúde do mundo, universal, público e gratuito, o SUS”. O convênio com Cuba terminou em 2018 e parte dos médicos optou por permanecer no país, 2,5 mil segundo estimativa da associação. O programa atendeu pequenas cidades e distritos indígenas onde a presença de profissionais de saúde era historicamente menor, mas também foi marcante em periferias das grandes metrópoles.

Agência Brasil

Editorial: Censura por procuração: o velho projeto de controle volta à cena

O Brasil está às portas de um retrocesso perigoso. Depois de o STF ter rasgado o espírito do artigo 19 do Marco Civil e decidido que plataformas podem ser responsabilizadas (sem ordem judicial prévia) por publicações de usuários, abrindo a porteira para remoções administrativas, o governo Lula tenta “sacramentar” no Congresso um projeto que amplia essa lógica e a transforma em política de Estado. A decisão do STF, fixada em 26 de junho de 2025, tornou as redes diretamente responsáveis por “postagens ilegais”, relativizando a exigência de intervenção judicial e dizendo que as regras atuais “não são suficientes”. É a antessala da censura por atalhos.

Agora, chega a minuta do Executivo: um texto que escala sanções contra plataformas, de advertências e multas até o desligamento provisório por até dois meses, sem necessidade de decisão judicial, caso não removam “conteúdos ilícitos”. E “ilícito”, ensina o noticiário, vai de crimes gravíssimos (como pedofilia) a formulações elásticas como “ataques à democracia”, um balaio conceitual pronto para uso político. As reportagens que tiveram acesso à minuta são explícitas ao mencionar o botão de desligar e a criação de um órgão federal para mandar nas redes. Na prática, um departamento de censura. Isso não é defesa da lei; é atalho autoritário.

O próprio Planalto confirmou, nos últimos dias, a intenção de enviar um projeto de lei para “regular” redes sociais e big techs, vendendo-o como proteção de “crianças e adolescentes”. É a velha técnica do “por motivo nobre”: quem poderia ser contra proteger crianças? Mas a embalagem não muda o conteúdo principalmente quando o texto abre a possibilidade de suspensão administrativa de serviços essenciais à conversação pública. A boa política enfrenta crimes com devido processo legal e juiz natural, não com canetaços de burocratas.

É preciso dizer com todas as letras: conteúdo criminoso se combate com Código Penal, investigação e ordem judicial. Misturar crimes incontestáveis com categorias nebulosas “ataques à democracia”, “violência política”  e entregar a interpretação a um órgão do Executivo é construir um aparelho punitivo discricionário. Hoje desliga uma plataforma porque “não cooperou”; amanhã manda remover uma reportagem incômoda sob o mesmo pretexto. O risco não é teórico; ele nasce do desenho institucional proposto.

Não é a primeira investida do petismo contra a liberdade de expressão. Em 2004, o governo tentou criar o Conselho Federal de Jornalismo, um ente com poder disciplinar sobre a imprensa, que naufragou após forte reação de entidades e redações. A memória é curta, mas os arquivos não mentem. A tentação de “controle social da mídia” é um fio vermelho que atravessa diferentes momentos do projeto de poder do PT.

Diante desse histórico, a combinação é explosiva: um STF que recentralizou o poder de definir o que fica e o que cai das redes (sem ordem judicial prévia), e um governo que pretende criar um órgão administrativo com poder de censura de fato. Não há democracia robusta onde o fluxo da informação depende do humor do príncipe ou do parecer do comissário. Democracia se protege com liberdade, transparência e responsabilização a posteriori, não com mordaças preventivas.

Waldiney Passos

Municípios gastam bilhões com estradas vicinais enquanto repasses federais são insuficientes, aponta CNM

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgado nesta terça-feira (12) mostra que os municípios brasileiros gastam cerca de R$ 3,6 bilhões por ano na manutenção de estradas vicinais, enquanto os repasses federais para essa finalidade somam apenas R$ 371 milhões anuais, totalizando cerca de R$ 11 bilhões nos últimos 30 anos.

A insuficiência de recursos compromete a mobilidade da população rural, o escoamento da produção agrícola e o desenvolvimento econômico local.

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Tarcísio de Freitas critica governo federal e defende “nova safra de governadores”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (13) que o Brasil “não aguenta mais o PT” e “não aguenta mais o Lula”. As declarações foram feitas durante o AgroFórum, evento promovido pelo BTG Pactual.

Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (União), Ratinho Jr (PSD) e Eduardo Leite (PSD), Tarcísio criticou o que considera uma repetição de debates em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o país vem perdendo oportunidades em setores estratégicos, como tecnologia energética, bioeconomia e conhecimento.

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Câmara cria grupo de trabalho para discutir segurança de crianças e adolescentes na internet

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a criação de um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para apresentar propostas que garantam a segurança de crianças e adolescentes na internet. Segundo Motta, a proteção da infância é um dever que antecede partidos e ideologias.

O anúncio foi motivado por denúncias de adultização e exploração de jovens nas redes sociais, como mostrou um vídeo do youtuber Felca, que expôs casos de crianças sexualizadas na internet. “Sou pai de duas crianças. Ao ver aquelas imagens, a primeira reação foi humana, de um pai que se pergunta: que mundo estamos deixando para nossos filhos?”, afirmou Motta.

Para aprofundar a discussão, a Câmara realizará uma comissão geral na próxima quarta-feira (20). Mais de 60 projetos de lei sobre o tema já tramitam na Casa, e o plenário será aberto para que parlamentares e especialistas apresentem suas contribuições.

Petrolina reforça canais e ações de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência e abuso

O recente debate nacional sobre a adultização e a violência contra crianças e adolescentes, reacendido por vídeos e relatos que circularam nas redes sociais, chama atenção para um problema urgente e sensível: a necessidade de garantir proteção integral a quem mais precisa.

Em Petrolina, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, atua de forma permanente para prevenir, identificar e combater todas as formas de violência física, psicológica, sexual ou negligência, oferecendo atendimento especializado e acolhimento humanizado.

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Eduardo Bolsonaro afirma estar disposto a “queimar toda a floresta” em vídeo nas redes sociais

A caminho de Washington, onde tem agenda com integrantes do governo de Donald Trump, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou nesta quarta-feira (13) vídeos nos stories do Instagram com declarações sobre o cenário político brasileiro.

No registro, o parlamentar afirma estar “levando no coração” os sentimentos de pessoas que, segundo ele, têm familiares presos ou sofreram perseguição. “Pode ter certeza, a gente vai continuar trabalhando até eles entenderem que perderam o poder. Que seja com o menor sacrifício possível, mas, se for necessário, iremos sim sacrificar tudo, queimar toda a floresta”, declarou.

Eduardo também pediu que seus seguidores assistissem ao próximo story, no qual aparece ao lado do empresário Paulo Figueiredo, em frente à Casa Branca, afirmando: “Quando você tem a verdade ao seu lado, você não precisa de muito”.

Defesa de Bolsonaro apresenta alegações finais e pede absolvição no caso da trama golpista

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta quarta-feira (13) no Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais na ação penal que apura a suposta tentativa de golpe de Estado.

Os advogados solicitaram a absolvição em relação aos cinco crimes atribuídos ao ex-chefe do Executivo, entre eles tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, e reforçaram o pedido para anular a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens.

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Defesas de Bolsonaro e aliados têm até hoje para apresentar alegações finais no STF

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis aliados têm até o fim desta quarta-feira (13) para entregar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais no processo que apura a chamada “trama golpista”.

O prazo, de 15 dias, começou a contar após a entrega da manifestação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator no caso. Por regra, réus não delatores apresentam suas alegações por último.

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