Mais dez pessoas morrem de fome em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo duas crianças

Nesta quarta-feira (27), pelo menos mais 10 pessoas morreram na Faixa de Gaza devido à fome e à desnutrição, incluindo duas crianças pequenas, segundo informações das autoridades locais de saúde. Até o momento, o número total de mortos por fome ou desnutrição no território palestino chegou a 313, dos quais 119 são crianças. A maioria ocorreu nos últimos dois meses, após um bloqueio quase total de entrada de alimentos, medicamentos e itens essenciais no enclave por parte de Israel, que controla todos os pontos de acesso ao enclave.

Nas últimas semanas, após forte pressão internacional, Israel flexibilizou um pouco a entrada de comida e permitiu ajuda humanitária por via aérea, apesar da quantidade de mantimentos serem ainda bastante insuficientes para atender as necessidades da população, segundo a ONU.

Já a diretora-executiva da ONG Save the Childre, Inger Ashing, denunciou hoje junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas que as clínicas em Gaza estão quase silenciosas porque as crianças não têm mais forças para falar ou sequer chorar de agonia. “Crianças jazem ali, emaciadas, literalmente a definhar. São corpos minúsculos vencidos pela fome e pela doença. Enquanto milhares e milhares de caminhões carregados com produtos vitais aguardam bloqueados a poucos quilômetros de distância”, descreveu.

Ashing apresentou um quadro sombrio da infância na região, que vive um cenário de fome declarada pela ONU, à primeira situação deste gênero a atingir o Oriente Médio. Como exemplo, leu um texto escrito por uma criança de Gaza: “Eu gostaria de estar no céu, onde está minha mãe, onde há amor, há comida e há água”.

“As crianças em Gaza estão sendo sistematicamente mortas de fome, por causa de uma política deliberada, em que a fome é usada como método de guerra nos seus termos mais negros. As crianças não precisam das chamadas soluções criativas, nem precisam de lançamentos aéreos que quase não entregam ajuda, nem precisam de sistemas de distribuição militarizados e desumanos. O que elas precisam é que os Estados atuem. Durante quase dois anos, a comunidade internacional falhou na proteção das crianças palestinas. A inação é uma escolha. A indecisão é cumplicidade. As crianças já atingiram o seu limite. Onde está o dos senhores?”, questionou, dirigindo-se aos representantes internacionais presentes no Conselho de Segurança.

Em uma crítica também à Fundação Humanitária de Gaza, estrutura apoiada pelos EUA e Israel, onde os pontos de distribuição se tornaram armadilhas a céu aberto e centenas de pessoas JÁ morreram durante distribuições caóticas de alimentos, Ashing declarou que o governo de Israel poderia acabar com esta fome esta noite, se assim o desejasse, e depois extinguir a sua obstrução deliberada e deixar que os trabalhadores humanitários façam o seu trabalho. “Em vez disso, há relatos de escalada da atividade militar israelense na Cidade de Gaza, mais ataques a hospitais, mais assassinatos”, acusou.

A líder da Save the Children ainda relatou sobre a vida diária também das crianças palestinas na Cisjordânia, que enfrentam demolições de casas, deslocamentos, assédio e intimidação por parte das forças israelenses ou dos colonos, ou mesmo detenções, reforçando que são as únicas no mundo sistematicamente processadas em tribunais militares que não atendem aos padrões internacionais de justiça juvenil. “É um sistema abusivo e desumano, onde as crianças relatam constantemente abusos físicos, emocionais e sexuais, humilhações e fome”, enfatizou.

Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel exigiu que ONU retirasse de imediato o relatório que declarou oficialmente fome na Faixa de Gaza. “Israel exige que o IPC retire imediatamente o seu relatório fabricado”, disse Eden Bar Tal, diretor-geral da chancelaria israelense, referindo ao Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês).

Eden Bar Tal acusou o organismo da ONU de ser uma instituição de investigação politizada, e ameaçou que, se o relatório não for retirado, Israel partilhará provas da sua má conduta com todos os doadores da entidade. O IPC declarou oficialmente na última sexta-feira a situação de fome na Cidade de Gaza, no norte do enclave, e avisou que as províncias de Deir al-Balah, no centro, e Khan Yunis, ao sul, também deverão ser atingidas até ao final de setembro.

A declaração foi anunciada após especialistas e peritos terem alertado que 500 mil pessoas se encontravam numa situação catastrófica no território palestino.

Diario de Pernambuco

Ataque a hospital em Gaza mata 20 pessoas incluindo cinco jornalistas

Um ataque israelense em larga escala contra o Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, causou a morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas que trabalhavam para meios de comunicação das agências de notícias internacionais Reuters e Associated Press (AP) e para as emissoras Al Jazeera, do Catar, e NBC, dos EUA, segundo relataram as respectivas mídias.

O repórter fotográfico Hussam al-Masri, um dos jornalistas mortos nos ataques segundo as mesmas fontes, trabalhava para a Reuters. O fotógrafo Hatem Khaled, também contratado pela mesma empresa, ficou ferido, de acordo também com a agência de noticias. Outra vítima mortal foi Mariam Dagga atuava como freelancer para a AP desde o início da guerra, assim como para outros veículos de comunicação social. É uma das vítimas mortais.

A Al Jazeera confirmou também que o seu jornalista Mohammed Salam está entre os mortos na ofensiva ao hospital Nasser. Segundo a AP, a outra vítima mortal é Muath Abu Taha, que trabalhava para o canal norte-americano NBC.

O exército de Israel confirmou ter realizado um ataque na área do hospital Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza, e que o Chefe do Estado-Maior ordenou uma investigação. “A FDI lamenta qualquer dano a civis não envolvidos e não tem como alvo jornalistas. A FDI atua para reduzir ao máximo os danos a civis não envolvidos, mantendo a segurança das tropas da FDI”, diz o comunicado das Forças de Defesa de Israel.

Os ataques ocorreram uma semana após outros cinco pacientes no mesmo hospital, localizado na região de Khan Younis terem morrido depois de uma operação israelense ter provocado a perda de energia na unidade, comunicou as autoridades médicas locais, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou de profundamente alarmante. “O Complexo Médico Nasser estava sem eletricidade, água, alimentos e aquecimento, após a ofensiva lançada no dia 15 de agosto pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), que resultou também na detenção de várias pessoas”, diz a nota.

Além disso, testemunhas citadas pela agência Reuters, reportaram que aviões e tanques israelenses bombardearam os subúrbios da Cidade de Gaza durante a madrugada deste domingo, destruindo vários prédios e casas. Enquanto isso, um grupo de 27 países exigiu que o governo de Tel Aviv permita o acesso imediato de jornalistas estrangeiros independentes à Faixa de Gaza e ainda que os profissionais que estão na região sejam protegidos. “Os jornalistas e os profissionais de comunicação social desempenham um papel vital para lançar luz sobre a realidade devastadora da guerra”, afirmam os 27 signatários, entre os quais Reino Unido, Alemanha e França, no documento divulgado pela diplomacia britânica.

Os países que assinaram o documento integram a Coligação para a Liberdade da Mídia, uma parceria global com a participação de 51 membros de todos os continentes. Israel não integra a coligação. “Condenamos também veementemente toda a violência dirigida contra jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social, especialmente o número extremamente elevado de mortes, prisões e detenções”, aponta o texto. No apelo, o grupo de países, além disso, destaca a catástrofe humanitária em curso em Gaza e assinala a sua oposição a todas as tentativas de restringir a liberdade de imprensa e de bloquear a entrada de jornalistas durante os conflitos.

“Atacar deliberadamente jornalistas é inaceitável e ofende o Direito Internacional. Apelamos para que todos os ataques contra profissionais dos meios de comunicação social sejam investigados e que os responsáveis sejam processados, em conformidade com a legislação nacional e internacional”, enfatizam os países da Coligação para a Liberdade da Mídia, que pedem igualmente às autoridades israelenses que garantam que os profissionais em Gaza, mas também em Israel e nos territórios palestinos ocupados, possam realizar o seu trabalho com liberdade e segurança.

No final do texto, o grupo reitera ainda a necessidade de um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e acesso irrestrito de ajuda humanitária ao território, além de um caminho para uma solução de dois Estados, e para a paz e a segurança a longo prazo.Recentemente mais de uma centena de jornalistas, repórteres de guerra e fotojornalistas internacionais assinaram uma petição para exigir o acesso imediato da imprensa estrangeira ao enclave palestino. A petição pode ser assinada através da página “Freedom to Report” na rede social X ou no site freedomtoreport.org. A petição faz parte de um movimento global cada vez mais forte que conta com o apoio de organizações como a Associação de Jornalistas Europeus ou dos Repórteres Sem Fronteiras.

Os jornalistas estrangeiros continuam impedidos de entrar em Gaza por causa das restrições de Israel, que alega questões de segurança, mas os funcionários de organizações humanitárias ou alguns líderes religiosos já tiveram autorização para ingressar no enclave palestino. Já a agência internacional de notícias France-Presse (AFP) afirmou que os seus colaboradores freelancers a partir de Gaza também correm o risco iminente de morrer de fome no enclave, uma condição inédita desde a sua fundação há 81 anos. Enquanto a publicação alemã Der Spiegel diz que depende de repórteres na Faixa de Gaza para sua cobertura da guerra, e relatou que uma delas é Ghada Alkurd, que tem trabalhado incansavelmente desde o começo da guerra, mas agora ela e sua família enfrentam a fome.

Diario de Pernambuco

Brasil registra aumento alarmante de mulheres mortas por tiros

O número de mulheres vítimas de feminicídio ou tentativa de feminicídio praticados com armas de fogo aumentou significativamente em 2025. Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, até a primeira quinzena de agosto, pelo menos 29 mulheres foram baleadas, representando um aumento de 45% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 20 casos nos 57 municípios monitorados.

Na Bahia, o levantamento do Instituto Fogo Cruzado registrou quatro mulheres vítimas de feminicídio ou tentativa de feminicídio com arma de fogo em 2025, todas fatais, concentradas na Região metropolitana de Salvador, com Camaçari e Simões Filho, com duas vítimas em cada município. O aumento é preocupante, já que em 2024 apenas duas mulheres morreram nessas cidades. Assim como no cenário nacional, o lar foi o principal local de ataque, e companheiros ou ex-companheiros são os principais autores desses crimes.

Maioria das vítimas não sobrevive
Entre as mulheres atingidas em 2025, 76% não sobreviveram, totalizando 22 mortes e sete feridas. No ano anterior, 60% das vítimas não sobreviveram: 12 morreram e oito ficaram feridas.

Regiões mais afetadas
– Recife e região metropolitana lideram o ranking, concentrando 31% dos casos, com nove mulheres atingidas.
– Rio de Janeiro e região metropolitana registraram 10 vítimas em 2025, sendo oito mortes e duas feridas.
– Salvador e região metropolitana mantiveram quatro vítimas, mas todas fatais em 2025.
– Grande Belém passou de uma ferida em 2024 para duas mortes em 2025.

Locais e autoria dos crimes
O lar continua sendo o principal local de ocorrência, com 15 das 29 mulheres atingidas dentro de casa. Outros cinco casos aconteceram em bares. A maioria dos crimes (25 casos, 86%) foi cometida por companheiros ou ex-companheiros. Outro ponto preocupante é o envolvimento de agentes de segurança, responsáveis por um quarto dos casos (7 das 29 vítimas).

Distribuição por município
Recife (PE): 9 vítimas
Jaboatão dos Guararapes (PE): 3 vítimas
Rio de Janeiro (RJ): 4 vítimas
Duque de Caxias (RJ): 2 vítimas
Magé (RJ): 1 vítima
Maricá (RJ): 1 vítima
Mesquita (RJ): 1 vítima
Nova Iguaçu (RJ): 1 vítima
Belém (PA): 2 vítimas
Camaçari (BA): 2 vítimas
Simões Filho (BA): 2 vítimas
Abreu e Lima (PE): 1 vítima

A Tarde

Mãe e três filhas morrem após casa pegar fogo na Bahia

Uma mulher e suas três filhas morreram após um incêndio atingir a casa onde moravam, em Itapebi, no sul da Bahia, na madrugada deste sábado (16). De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram identificadas como Sirléa de Jesus Silva, de 35 anos, e as filhas Hillary Thayna Silva, de 3 anos; Ana Beatris Silva Pessoa, de 14; e Yasmim Santos Pessoa Nascimento, de 7. As informações são do G1.

O Corpo de Bombeiros foi acionado pela Polícia Militar, conseguiu controlar as chamas e encontrou as vítimas no interior do imóvel. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia e encaminhou os corpos para o Instituto Médico Legal (IML). Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.As causas do incêndio estão sendo investigadas pela Delegacia Territorial de Eunápolis.

A Tarde

Avião cai nos Lençóis Maranhenses e deixa duas pessoas mortas

Duas pessoas morreram após a queda de um avião de pequeno porte no município de Santo Amaro, no Maranhão, na tarde deste sábado (09). A aeronave pertencia ao deputado estadual Francisco Nagib (PSB-MA).

O acidente aconteceu na região do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, próximo à cidade de Santo Amaro (MA). Em imagens que circulam pelas redes sociais, é possível ver a aeronave parcialmente destruída e de ponta cabeça.

Um dos ocupantes foi identificado como Victor Manoel Britto, que pilotava o avião no momento do acidente. Nagib lamentou a partida de Manoel chamando-o de “jovem cheio de vida, apaixonado com tantos sonhos pela frente” e “um amigo muito próximo que a aviação me presenteou”. Victor estava acompanhado de uma mulher, que não teve a identidade revelada.As causas do acidente seguem sob investigação das autoridades.

Diario de Pernambuco

Mulher morre e filho de 15 anos é baleado em ataque em Petrolina

Uma mulher foi morta e o filho, de 15 anos, foi baleado na madrugada deste sábado (9), no bairro Vila Vitória, em Petrolina. A vítima foi identificada como Francisca Zenilda da Silva, de 50 anos, conhecida como Leda. De acordo com informações da Polícia Civil de Pernambuco, dois homens não identificados efetuaram os disparos e fugiram em seguida.

O adolescente ferido foi socorrido para uma unidade hospitalar. Francisca não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.Em nota a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que registrou o caso por meio da Delegacia de Petrolina. “As diligências seguem até o esclarecimento do caso”, destacou.

Diario de Pernambuco

Duas pessoas morrem em acidente entre carro e caminhão no N4, zona rural de Petrolina

Um homem, de 39 anos, e uma mulher, de 43, morreram neste sábado (9), após o carro onde eles estavam ser atingido por um caminhão. O acidente aconteceu no Núcleo 4 (N4) do Projeto Senador Nilo Coelho, na zona rural de Petrolina.

O acidente teria acontecido após o caminhão perder uma mola, o que fez com que o motorista não conseguisse controlar o veículo. Em nota, a Polícia Civil informou que o motorista do caminhão foi conduzido ate a delegacia para prestar esclarecimentos. “As investigações seguem em andamento até a completa elucidação dos fatos”, informou a nota.

G1 Petrolina

Balão cai em Santa Catarina e deixa ao oito quatro mortos

Um vídeo publicado na internet mostra o momento em que um balão com cerca de 22 pessoas pega fogo e cai, em Santa Catarina, na manhã deste sábado (21). Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros Militar local, pelo menos oito pessoas morreram.

O passeio ocorreu em Praia Grande, situada no extremo sul de Santa Catarina. O local é conhecido como a “Capital dos Cânions” e também como a “Capital do Balonismo”. O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina atua no caso junto ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atender a ocorrência. Além dos feridos no balão, as primeiras informações dão conta de que a queda ocorreu ao lado de um posto de saúde.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) confirmou oito óbitos na ocorrência da queda que aconteceu no município de Praia Grande, no sul do estado. Até 11h10, todas as vítimas eram atendidas atendidas e avaliadas pelas equipes dos bombeiros. Atuam no local aproximadamente 20 bombeiros e 7 viaturas. Além dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Diario de Pernambuco

Editorial: Pernambuco registra aumento nas mortes no trânsito por causa do álcool!

Pernambuco acendeu um sinal vermelho. Dados recentes divulgados pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), com base em números oficiais do DataSUS e do IBGE, revelam um crescimento alarmante no número de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool. Em 2023, o Estado registrou 576 vítimas fatais nesses chamados sinistros de trânsito, uma alta de 11,4% em relação ao ano anterior.

A taxa de 6,4 mortes por 100 mil habitantes em Pernambuco é superior à média nacional, que ficou em 5,8. Essa é a maior taxa observada no Estado desde 2017 e deveria ser motivo de ampla mobilização. O que estamos vendo é o retorno de uma curva perigosa que, por anos, vinha caindo. Desde 2010, houve uma redução de quase 18% nas mortes por álcool no trânsito, mas agora, em 2023, a tendência voltou a subir e isso não pode ser ignorado.

É importante dizer que não se trata mais de acidentes, e sim de sinistros de trânsito, conforme definem o Código de Trânsito Brasileiro e a ABNT. Um sinistro é resultado de uma escolha, de uma imprudência, de um ato consciente como dirigir após beber.

O perfil das vítimas também chama atenção: 88% são homens, principalmente entre 18 e 34 anos, ou seja, jovens adultos em plena fase produtiva e com toda uma vida pela frente. São pais de família, trabalhadores, estudantes, filhos e irmãos que morrem em vias públicas por decisões que poderiam ser evitadas.

Este editorial é um alerta às autoridades de trânsito, à Polícia Rodoviária Federal, à AMMPLA, à sociedade civil e, sobretudo, a cada condutor. É urgente reforçar as blitzes, fiscalizações com bafômetro, campanhas educativas e penas mais duras para quem insiste em beber e dirigir. A omissão, agora, pode custar ainda mais vidas.

Pernambuco precisa reagir. Não podemos permitir que o volante se transforme em arma, alimentada pela irresponsabilidade e pelo álcool. Que esses números não sejam apenas estatísticas, mas um ponto de partida para ação e consciência.

Waldiney Passos

Protesto silencioso homenageia crianças mortas em Gaza

Manifestantes realizaram protestos em Tel Aviv, Israel, em frente ao quartel das Forças de Defesa do país neste sábado (17/5). O protesto ocorreu em silêncio, com velas e fotos de crianças de Gaza mortas desde a retomada das ofensivas de Israel contra o grupo palestino Hamas.

De acordo com a mídia local, o protesto é semanal e ocorre no trajeto da Praça Habima até a Rua Begin.Nas imagens, é possível ver os manifestantes caminhando e segurando fotos de crianças mortas durante os ataques israelenses à Faixa de Gaza.

Metrópoles

Ação policial termina com 3 homens mortos e mulher presa na Bahia

Três homens morreram, uma mulher foi presa e dois adolescentes foram apreendidos após um tiroteio na sexta-feira, 18, em Jacobina, no norte da Bahia. De acordo com a Polícia Militar, houve um confronto entre um grupo armado e policiais militares. A ação após os agentes receberem uma denúncia de homens armados na localidade conhecida como “Lagoa do Peixe”.

Segundo a PM, os homens foram socorridos e levados para uma unidade de saúde da região, onde tiveram os óbitos confirmados. A mulher e os adolescentes foram encaminhados para a delegacia do município.

Com o grupo, os policiais apreenderam uma pistola, quatro revólveres, quase 100 munições de calibres variados, coletes antibalístico, além de maconha, crack, uma motocicleta e oito celulares.

A TArde

‘Operação Indignos’: Justiça aceita denúncia e suspeitos de extorsão, sequestro e morte viram réus na Bahia

Dezesseis investigados na “Operação Indignos”, deflagrada em cinco estados no início do ano, se tornaram réus nesta semana, após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (10) pelo Ministério Público baiano (MP-BA), que comandou a investigação e ofereceu denúncia contra eles.

O grupo é suspeito em extorsão, sequestro, morte, tráfico de entorpecentes e lavagem de capitais, que podem chegar a R$ 150 milhões em três anos. Entre as vítimas dos suspeitos, segundo as investigações, estaria um homem apontado como um dos maiores traficantes de drogas sintéticas da Bahia.

Além de se serem julgados pelos crimes, seis dos suspeitos ainda tiveram mandado de prisão decretado pela Justiça. Se forem presas, essas pessoas se juntarão a outras oito que já tinham sido capturadas em janeiro, quando a operação foi deflagrada na Bahia, São Paulo, Ceará, Paraná e Amazonas.

G1 Bahia

Já passa de mil o número de mortos em três dias de conflito na Síria

O conflito entre forças de segurança sírias e rebeldes leais ao ex-ditador Bashar-al-Assad já deixou mais de mil mortos em apenas três dias. Trata-se de um dos maiores massacres na Síria desde 2011. A maioria das vítimas, cerca de 750 pessoas, é civil da minoria alauíta, a qual pertence Assad.

Há muitas mulheres e crianças entre os executados por forças do governo interino sírio e grupos aliados em três dias de confrontos contra militantes leais a Assad, deposto em dezembro, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). O número de combatentes mortos chegaria a 125 entre as forças do governo e 148 entre os rebeldes leais a Assad. Porém, segundo o OSDH os números são incertos e, provavelmente, maiores.

Autoridades do governo afirmaram no sábado que “restabeleceram a ordem” no noroeste do país, antigo reduto de Assad, que governou o país com mão de ferro por 24 anos. O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, pediu neste domingo “unidade nacional”, após três dias de confrontos sem precedentes desde a queda de Assad.

O conflito começou com um ataque, na quinta-feira, de apoiadores de Assad às forças de segurança na cidade de Jablé, na província de Latakia, no oeste da Síria. Esta região é o berço da comunidade muçulmana alauíta, da qual o clã Al-Assad se origina.

Baseada em Londres, o OSDH tem uma ampla rede de informantes no terreno e afirmou que esses civis foram “executados” por “motivos confessionais” por agentes de segurança e combatentes pró-governo e que também houve “saques de casas e propriedades”. Pela manhã, a agência de notícias estatal Sana informou que as forças de segurança repeliram um “ataque de remanescentes do regime deposto” contra o hospital nacional na cidade costeira de Latakia.

Uma fonte do Ministério da Defesa disse posteriormente à agência que as forças bloquearam as estradas que levam à área costeira ocidental para evitar “violações”, sem especificar quem as estava cometendo. A Sana também informou que forças de segurança foram enviadas para Latakia, Jableh e Baniyas, mais ao sul, para restaurar a ordem.

Os incidentes, os primeiros dessa magnitude desde a derrubada do regime de Assad em dezembro, começaram após um ataque sangrento de simpatizantes do ex-líder contra as forças de segurança na cidade costeira de Jableh, segundo as autoridades. No dia seguinte, as forças de segurança lançaram operações de busca na região de Latakia, bastião da minoria alauita — que representa 9% da população do país — um ramo do islamismo xiita ao qual pertencem Assad e sua família.

A segurança é um dos grandes desafios do novo governo sírio, de base islamista, instalado em dezembro após uma rebelião que derrubou Assad em 11 dias. Em um discurso na sexta-feira, o presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu aos insurgentes que “deponham as armas e se rendam antes que seja tarde demais”. Por sua vez, o diretor de segurança da província de Latakia, Mustafa Kneifati, pediu aos civis neste sábado que não “se deixem levar por incitações”, segundo declarações à Sana.

O OSDH e outras fontes publicaram vídeos na sexta-feira mostrando dezenas de corpos empilhados no pátio de uma casa, com várias mulheres chorando nas proximidades. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu no sábado por acesso “seguro” para profissionais médicos e de resgate no oeste da Síria.

Potências ocidentais e vizinhos da Síria enfatizaram a necessidade de unidade na nova Síria, que busca financiamento para reconstruir um país devastado por anos de guerra civil sob Assad. A França “condenou” no sábado “nos termos mais enérgicos as atrocidades cometidas contra civis por motivos confessionais e contra prisioneiros” na Síria.

Agência O Globo

Bombardeios russos deixam 14 mortos e 37 feridos na Ucrânia

Ao menos 11 pessoas morreram e outras 37 ficaram feridas, incluindo crianças, durante os bombardeios russos na madrugada deste sábado na Ucrânia. O Ministério do Interior ucraniano informou que as forças russas atacaram Dobropillia com mísseis balísticos, múltiplos foguetes e drones, danificando oito prédios de vários andares e 30 carros.

“Enquanto combatia o incêndio, os ocupantes atacaram novamente, danificando o caminhão de bombeiros”, disse o ministério no Telegram. Dobropillia, com cerca de 28 mil habitantes antes da guerra, está na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, a 22 quilômetros da linha de frente ao norte do importante hub de Pokrovsk, que as tropas russas têm atacado há semanas.

O exército ucraniano informou que a Rússia atacou a Ucrânia durante a noite com dois mísseis balísticos Iskander-M e um míssil de cruzeiro Iskander-K, além de 145 drones. Eles disseram que as forças aéreas derrubaram um míssil de cruzeiro e 79 drones. O exército acrescentou ainda que outros 54 drones não atingiram seus alvos.

A Tarde

 

Temporal deixa 6 mortos em cidade portuária da Argentina

Seis pessoas morreram e mais de 1.000 tiveram que ser evacuadas em Bahía Blanca, no sul da província de Buenos Aires, por um temporal que inundou casas e hospitais, destruiu estradas e levou as autoridades a cortarem o fornecimento de energia por segurança. O prefeito Federico Susbielles informou, em vídeo divulgado durante a tarde, que, apesar de a chuva que começou durante a madrugada ter dado uma trégua, “grande parte da cidade continua debaixo d’água” e pediu à população que evite “sair de suas residências”.

O número de mortos “chega a seis”, informou em comunicado a prefeitura, que assinalou que pelo menos cinco morreram em vias públicas e não descartou a possibilidade de haver mais vítimas fatais na cidade. A tempestade despejou mais de 400 milímetros de chuva em oito horas, que é “o que chove durante um ano inteiro em Bahía Blanca praticamente […] isso é algo inédito”, disse o ministro da Segurança da província de Buenos Aires, Javier Alonso, ao canal TN.

“A tempestade mais forte em Bahía Blanca foi no ano de 1930, com 175 milímetros. A de hoje é quase três vezes maior”, acrescentou Alonso. Como consequência, grande parte desta cidade costeira ficou sem luz. O município abriga um dos principais portos da Argentina, conta com 350 mil habitantes e fica cerca de 600 km ao sul de Buenos Aires. Depois, o abastecimento foi suspenso a pedido da prefeitura por razões de segurança.

O temporal provocou a inundação de um dos hospitais mais importantes da cidade, o que provocou uma evacuação de emergência de pacientes e pessoal. “Os pacientes estão sendo transferidos […] com a ajuda do Exército, enquanto os danos continuam sendo estimados”, informou o governo de Buenos Aires em comunicado, enquanto o município mantém o alerta vermelho. O sul da província estava em alerta laranja para tempestade na tarde desta sexta, segundo o Serviço Meteorológico Nacional, e vários municípios recomendavam aos moradores que não saíssem às ruas

O governo nacional dispôs forças federais e da prefeitura, que auxiliaram os atingidos com botes infláveis. O ministro de Defesa, Luis Petri, viajou esta tarde à região afetada junto com a ministra da Segurança, Patricia Bullrich. “Até que dure o pico das chuvas, as mobilizações poderão ser realizadas apenas com maquinário pesado”, detalhou a prefeitura de Bahía Blanca.

Chuva histórica

O acumulado de chuva é o dobro da média histórica, segundo relatórios. “Estava chovendo e de repente vimos que a rua tinha alagado. Cerca de um metro e meio de água entrou na minha casa. Colocamos os meninos no caminhão e ficamos lá dentro. Ainda temos cerca de um metro de água e não podemos sair”, disse Flavia Viera Romero ao canal LN+. Na frente de sua casa, a água atingiu o nível das janelas. “Estou com a minha família, nos refugiamos no caminhão”, comentou.

Imagens da televisão e outras divulgadas por moradores nas redes sociais mostram enfermeiras e pessoal médico com bebês nos braços durante a evacuação da ala de neonatologia do hospital. Mais tarde, eles tiveram a ajuda do Exército. A cidade está sob alerta vermelho do serviço meteorológico para novas tempestades.

“Em virtude da emergência climática e com a finalidade de tutelar a segurança dos moradores, o Município de Bahía Blanca determina o cessar absoluto de atividades de todo o tipo até novo aviso”, anunciou a prefeitura, que também fechou o aeroporto da cidade.
As ruas dessa cidade inclinam-se em direção ao mar, o que aumenta a corrente de água que arrasta veículos e tudo o que estiver no caminho, conforme mostram as imagens.

Bahía Blanca tem um triste histórico de catástrofes climáticas. A última ocorreu em dezembro de 2023, quando uma tempestade de vento deixou 13 mortos, casas destruídas e grandes danos em toda a sua infraestrutura com prejuízos milionários.

AFP

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