Em nota, Prefeitura de Casa Nova lamenta as 4 mortes ocorridas por afogamento neste domingo (2)

Em nota, a prefeitura de Casa Nova lamentou profundamente as 4 mortes ocorridas por afogamento após acidente com as embarcações no domingo (o2) e se solidariza com os familiares que sofreram as perdas. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o primeiro acidente ocorreu no povoado conhecido como Melancia, banhado pelo Rio São Francisco, que virou com sete pessoas, da mesma família, exceto o remador e dono do barco.

Três pessoas foram a óbito, sendo duas senhoras e um bebê de 9 meses. A Prefeitura prestou a devida assistência, tendo enviado os bombeiros das Dunas e o SAMU da sede para socorro das vítimas. Os 4 sobreviventes foram atendidos e estão fora de risco. O segundo acidente aconteceu na comunidade de Umbuzeiro. Dois homens estavam numa embarcação, quando um deles pulou no rio, antes de chegar à margem e se afogou.

Ascom

Pernambuco teve a 5ª maior taxa de mortes violentas do País em 2024, aponta Ministério da Justiça

(Foto: Google Street/Reprodução)

Apesar da redução de 5,4% em 2024, Pernambuco permanece entre os estados com maior taxa de mortes violentas intencionais do País e acima da média nacional. As estatísticas foram divulgadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No ano passado, Pernambuco somou 3.466 mortes. Em números absolutos, perdeu apenas para a Bahia (com 6.037 registros) e o Rio de Janeiro (3.787).

Com relação à taxa de mortes por 100 mil habitantes, Pernambuco ficou em 5º lugar (caiu duas posições, em comparação com 2023). O índice foi de 36,33 registros, acima da média nacional, que foi de 20,75.

LEIA MAIS

Chuva forte: três morrem após trecho de rodovia desabar em Sergipe

Todas as vítimas eram adultas, sendo duas mulheres e um homem. Segundo o governo, a rodovia cedeu em decorrência das chuvas fortes em SE

Três pessoas morreram após um trecho da rodovia SE-438, que liga a cidade de Capela à BR-101, no interior de Sergipe, ceder diante da força da água provocada pelas chuvas fortes na madrugada deste domingo (12/1). A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação do Governo de Sergipe.

Todas as vítimas eram adultas, sendo duas mulheres e um homem. A equipe do Instituto Médico Legal de Sergipe (IML/SE) realizou o recolhimento dos corpos.

Segundo o Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), dois veículos foram arrastados pelas águas. O motorista de um deles conseguiu escapar, enquanto as três pessoas que estavam no segundo veículo foram levadas pela correnteza e não sobreviveram.

Temporal deixa, ao menos, 10 mortos e 150 desalojados em Minas Gerais

Os fortes temporais que causaram deslizamentos de terra em Ipatinga (MG) mataram ao menos nove pessoas, entre elas duas crianças, e fez outra vítima no município de Santana do Paraíso. Além dos óbitos, a tragédia deixou um ferido e outra pessoa desaparecida em Ipatinga. Segundo o último balanço da Defesa Civil do município, cerca de 150 pessoas estão desalojadas. O prefeito da cidade, Gustavo Nunes (PL), pediu ajuda da comunidade com doações de água mineral, alimentos, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza, colchões e lonas.

De acordo com a prefeitura, os 150 desabrigados estão recebendo atendimento inicial em escolas próximas aos bairros afetados pelo temporal. Os desalojados serão encaminhados para o estádio Ipatingão. O município publicou um decreto que declara situação de emergência.

LEIA MAIS

Bombeiros confirmam uma morte e 2 desaparecidos em queda de ponte

O Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBM-MA) confirmou a morte de uma pessoa na queda da ponte que liga o Tocantins ao Maranhão. De acordo com a corporação, duas pessoas continuam desaparecidas, enquanto uma vítima foi resgatada e levada ao Hospital de Estreito (MA) para atendimento médico. A ponte cedeu na tarde deste domingo, 22.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, usou suas redes sociais para confirmar a morte e informou que o governo estadual já havia iniciado esforços para reparar os danos e oferecer assistência às vítimas do incidente.

“Nosso foco agora é cuidar das vítimas e das pessoas afetadas por esse terrível acidente. Estamos acompanhando e fazendo a nossa parte”, afirmou o governador.

A Tarde

Três pessoas morrem em ataque a imóvel no norte da BA; criança de 2 anos é atingida na mão e no joelho

Três pessoas morreram e uma criança de dois anos ficou ferida no ataque a uma residência em Juazeiro, na noite de sexta-feira (20). De acordo com informações da Polícia Militar, quatro homens invadiram o imóvel, na Rua Nossa Senhora de Nazaré, bairro Palmares II, e efetuaram diversos disparos.

Atingida na mão e no joelho, a menina de dois anos foi socorrida por familiares e levada a um hospital em Petrolina.

Os mortos ainda não foram identificados: dois homens de 29 e 40 anos, e uma mulher de 33. Os corpos foram encaminhados para o IML de Juazeiro e a Polícia Civil investiga o caso.

G1 Bahia

Inundações deixam mais de 140 mortos no Nepal

Ao menos 148 pessoas morreram no Nepal depois das fortes chuvas que provocaram inundações na capital, Katmandu, e em outras regiões do país, anunciaram as autoridades neste domingo. Grandes áreas do leste e centro do país sofreram inundações desde sexta-feira, assim como bairros inteiros da capital, após as cheias de vários rios.

A agência nacional de gestão de desastres atualizou o balanço da tragédia e informou que pelo menos 148 pessoas morreram em vários pontos do país e 59 continuam desaparecidas. “Voltamos esta manhã (domingo) e tudo havia mudado. Não conseguíamos nem abrir as portas de casa, estavam bloqueadas pela lama”, disse Kumar Tamang, um homem de 40 anos, que mora em uma comunidade carente e precisou fugir no sábado, quando a água invadiu sua casa.

“Ontem, estávamos com medo de que a água nos matasse e hoje não temos água para limpar”, disse. Algumas pessoas buscaram refúgio nos telhados dos imóveis e outras tentaram fugir avançando pela água lamacenta. “Estou com medo. Nunca vi tanta destruição”, declarou no sábado Mahamad Shabuddin, dono de uma oficia de motos, perto do rio Bagmati. O rio Bagmati e seus afluentes, que atravessam Katmandu, sofreram cheias e inundaram os bairros próximos.

Ao menos 36 vítimas fatais das inundações estavam em três veículos e foram soterradas por um deslizamento de terra em uma rodovia ao sul de Katmandu, segundo o porta-voz da polícia, Dan Bahadur Karki. Mais de três mil pessoas participam nos trabalhos de resgate, com o apoio de helicópteros e embarcações. O ministro do Interior, Rishi Ram Tiwari, informou que mais de três mil desabrigados foram resgatados.

“Tivemos que pular de um telhado a outro para ficar em segurança. Depois, eles vieram com botes e nos resgataram”, disse Bishnu Maya Shrestha, que morava em uma área inundada de Katmandu e teve que quebrar o telhado da casa para fugir.

O Vale de Katmandu registrou 240 milímetros de chuva em 24 horas, entre sexta-feira e sábado, informou a agência meteorológica nepalesa ao jornal ‘Kathmandu Post’. Este é o maior nível de chuva registrado na capital do país desde pelo menos 1970, segundo a agência. A temporada de monções, de junho a setembro, provoca mortes e danos no sudeste asiático todos os anos, mas o número de inundações e deslizamentos de terra aumentou nos últimos anos. Os cientistas afirmam que as mudanças climáticas aumentaram a frequência e gravidade dos fenômenos.

AFP

Cinco pessoas morrem em confronto durante fiscalização do Ibama em garimpo ilegal em terra indígena

Uma operação de combate ao garimpo ilegal realizada na madrugada deste sábado por Ibama e Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na morte de cinco pessoas na Terra Indígena de Sararé, em Mato Grosso. Segundo o Ibama, os cinco são garimpeiros.

Os servidores foram recebidos com tiros e houve confronto no local, de acordo com informações divulgadas pelo Ibama. Os homens foram baleados e não resistiram. Não há registro de feridos entre os servidores federais. Ibama e PRF estão desde segunda-feira na Terra Indígena de Sararé, num esforço para combater grupos criminosos que atuam na região em busca de ouro.

Com 67 mil hectares, a área é habitada por grupos Nambiquara e é uma das mais atingidas pelo garimpo ilegal no país. Na operação deste sábado, foram apreendidas munições e seis armas, incluindo um fuzil 556, uma submetralhadora, uma espingarda calibre 12, duas pistolas e um revólver,

Além disso, desde o início da semana, foram destruídas pelas forças policiais 30 escavadeiras, 22 caminhonetes, dois caminhões, uma pá-carregadeira, seis motos, 25 acampamentos e 5 mil litros de combustível. A atuação de garimpeiros na Terra Indígena de Sararé costuma ser acompanhada por outros crimes. Na segunda-feira, por exemplo, quatro pessoas morreram e uma ficou ferida após a disputa entre grupos criminosos.

Agência O Globo

Pai, filho e enteado morrem em incêndio na Bahia

Um bebê de um mês de vida, uma criança de três anos e um adulto morreram carbonizados em um incêndio dentro de uma casa em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, na noite de sexta-feira (30). As vítimas eram pai, filho e enteado. Os nomes deles não foram divulgados.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo começou na noite de sexta e só foram totalmente debelado na manhã deste sábado (31). As vítimas já estavam mortas quando os militares chegaram no local.De acordo com informações apuradas pela TV Bahia, a mãe das crianças saiu da casa na noite de sexta-feira para buscar os outros quatro filhos, que estavam em uma igreja da região. Quando voltou, a casa já estava em chamas.Há a suspeita de que uma vela tenha causado o incêndio e, como a casa era de madeira, o fogo se espalhou rapidamente. Apesar disso, a perícia ainda não confirmou a causa do acidente.

O local ficou totalmente destruído. De acordo com um vizinho da família, o pai que morreu no incêndio era pedreiro e planejava reformar o imóvel. Ele já havia começado a comprar tijolos e fazer uma nova base para a casa. Os corpos das vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Salvador. Como as crianças e o adulto foram carbonizados, a Polícia Civil informou que os corpos ainda não foram identificados formalmente.

G1 Bahia

Brasil tem 254 mil casos de chikungunya, doença que já matou 161 este ano

Com 254.095 casos prováveis no Brasil ao longo de 2024, além de 161 mortes confirmadas e 155 em investigação, a chikungunya começa a adquirir, paulatinamente, expressão e importância nacional. A avaliação foi feita pelo secretário adjunto de Vigilância em Saúde, Rivaldo Venâncio, ao comentar o atual cenário de arboviroses no país.

“Felizmente, estamos observando várias semanas – praticamente dez semanas seguidas –, a exemplo da dengue, redução no número de casos”, disse, ao participar de reunião da Comissão Intergestores Tripartite, em Brasília. O coeficiente de incidência da chikungunya no Brasil, neste momento, é de 125,1 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

A maioria das infecções foi registrada entre mulheres (60%). Em relação à raça, pessoas pardas respondem por 66,7% dos casos, seguidas por brancos (24,4%), pretos (7%), amarelos (1,5%) e indígenas (0,2%). As faixas etárias mais afetadas pela doença incluem os grupos de 20 a 29 anos; de 40 a 49 anos; de 30 a 39 anos; e de 50 a 59 anos, respectivamente.

Dados da pasta mostram ainda que o estado de Minas Gerais concentra a maior parte dos casos de chinkungunya (159.844). Em seguida estão Mato Grosso (19.018), Bahia (15.508), Espírito Santo (13.058) e São Paulo (10.667). Já as unidades federativas com menos infecções pela doença são Roraima (36), Amazonas (102), Rondônia (224), Acre (264) e Amapá (322).

O vírus da chikungunya é transmitido pelo mosquito Aedes aedypti, que também é vetor da dengue, da zika e da febre amarela.

Agência Brasil

Sobe para 12 o número de mortes por arboviroses em Pernambuco neste ano

O número de mortes por arboviroses em Pernambuco em 2024 subiu para 12, e há 25 em investigação. A informação está no informe epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) nesta quarta-feira (28). Dos óbitos confirmados, 10 foram causados por dengue e dois óbitos por chikungunya.

Os casos confirmados de dengue em 2024 no Estado somam 9.861, sendo 169 ocorrências graves da doença. Os registros de chikungunya são 1.315. Quanto à zika, há 241 casos em investigação, sendo 44 em gestantes.

Diário de Pernambuco

Congo tem mais de 18 mil casos e 615 mortes por mpox

A República Democrática do Congo (RDC) já contabiliza, este ano, mais de 18 mil casos de mpox, além de 615 mortes provocadas pela doença. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26), em Brazzaville, pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante abertura da reunião do comitê africano da entidade.

“Há uma preocupação particular com a rápida transmissão da nova variante do vírus que causa a mpox, a variante 1b. No mês passado [em julho], mais de 220 casos da variante 1b foram reportados em quatro países vizinhos ao Congo e [eles] não haviam registrado casos da doença até então: Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda”, disse.

Nova variante
Em seu pronunciamento, Tedros lembrou que casos da nova variante da mpox já foram confirmados também na Suécia e na Tailândia – os primeiros fora do continente africano. Os pacientes, segundo ele, tinham histórico de viagem por países que enfrentam surtos da doença, sem especificar por quais localidades eles passaram.

“Mas a variante 1b não é nossa única preocupação. Casos de outras variantes também foram reportados este ano na parte ocidental da RDC, assim como em Camarões, na República Central da África, Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo e África do Sul. É um cenário complexo e dinâmico.”

“Responder a cada um desses surtos e controlá-los vai exigir uma resposta internacional complexa e coordenada. Por isso, decidi declarar emergência em saúde pública de importância internacional”, destacou Tedros. Durante a reunião de hoje, o diretor-geral da OMS voltou a estimar que serão necessários US$ 135 milhões ao longo dos próximos seis meses para implementar um plano de resposta capaz de combater a disseminação da doença. A cifra já havia sido anunciada na semana passada em reunião com estados-membros da OMS.

Vacina
Ainda segundo Tedros, na última sexta-feira (23), a OMS recebeu “informações necessárias por parte de um dos fabricantes” para analisar mais uma possível vacina contra a mpox. “Esperamos ter uma lista [de doses] para uso emergencial nas próximas três semanas”, destacou.

E acrescentou: “Estou confiante de que, por meio da liderança coordenada de países afetados e do apoio da OMS em todos os seus níveis e de parceiros como o CDC África [Centro de Controle e Prevenção de Doenças], podemos ter essa epidemia sob controle rapidamente, como já fizemos com vários outros surtos em anos recentes. Aprendemos lições valiosas por meio de nossas experiências com ebola, covid-19 e outras doenças”, concluiu.

Agência Brasil

Cinco homens morrem após confronto com policiais militares em operação no sudoeste da Bahia

Cinco homens morreram após um confronto com policiais militares durante uma operação na noite de sexta-feira (26), na zona rural de Jequié, no sudoeste da Bahia.

Os policiais militares faziam uma operação de patrulhamento por volta das 19h50, na BR-030, próximo da Fazenda Provisão, quando viram um carro que fez uma manobra estranha para evitar passar perto da viatura.

De acordo com a PM, os policiais iniciaram uma perseguição. Em seguida, houve um confronto.Os cinco suspeitos que estavam no carro foram baleados, socorridos e levados para o Hospital Prado Valadares, mas não resistiram aos ferimentos. Os corpos foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Jequié.

Com os suspeitos, os policiais apreenderam quatro pistolas, um revólver, munições, celulares, uma máquina de passar cartão, uma carteira e R$ 15.

G1 Bahia

Número de mortes por gripe em 2024 aumenta 74% na Bahia em relação ao mesmo período de 2023

Entre janeiro e julho de 2024, a Bahia notificou 882 casos de gripe e 61 mortes pela doença, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Em comparação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados 434 casos e 35 óbitos, houve um aumento significativo de 103,2% nos casos e um crescimento de 74,3% no número de óbitos.

No mesmo período de 2024, foram registrados 7.305 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), registrando 311 óbitos. Comparado ao mesmo período de 2023, quando foram registrados 6.971 casos, houve um aumento de 4,8%. Os dados abrangem o período de janeiro a 22 de julho de ambos os anos.

Especialistas atribuem esse aumento a vários fatores, incluindo a mudança das estações com a chegada do inverno e o período pós-festas de São João. No entanto, a baixa cobertura vacinal, segundo eles, também é um fator crucial para a disseminação dessas doenças. Segundo dados do Ministério da Saúde, a Bahia tem um público-alvo de 5.929.764 pessoas para a vacinação contra a gripe. Até a última atualização do painel em 24 de julho de 2024, apenas 2.530.355 doses foram aplicadas.

Em Salvador, o cenário não é diferente. A capital baiana tem um público-alvo de 1.046.052 pessoas, mas apenas 399.814 doses foram aplicadas até o momento. Desde maio, todas as pessoas com mais de seis meses de idade podem se vacinar contra a gripe, com a ampliação da campanha para todas as faixas etárias pelo Ministério da Saúde. Isso elevou o número de indivíduos elegíveis para a vacinação na Bahia para mais de 14 milhões, enquanto em Salvador, esse número ultrapassa 2 milhões.

Mesmo com a ampliação para todas as pessoas acima de 6 meses, o Ministério da Saúde ressalta a importância de proteger os grupos mais vulneráveis a complicações da gripe, como gestantes, puérperas, idosos, crianças menores de cinco anos e pessoas com comorbidades ou condições clínicas especiais.

G1 Bahia

Resgates contra o tempo para tentar conter a tragédia no Sul

O desafio é titânico e contra o tempo: autoridades e moradores tentam evitar uma tragédia ainda maior do que a já vivida no Rio Grande do Sul, onde quase 60 pessoas morreram e 70 mil foram evacuadas devido às enchentes. Das ruas alagadas ou do ar, as imagens são devastadoras: casas cujos telhados mal aparecem, pessoas que perderam tudo, e o centro da moderna Porto Alegre, de 1,4 milhão de habitantes, completamente alagado.

Segundo a Prefeitura, o nível do rio Guaíba localizado na cidade marcava 5,09 metros, acima do recorde de 4,76 metros registrado durante as enchentes históricas de 1941. As águas avançam sobre a metrópole e centenas de outras cidades, e os números crescem ao mesmo tempo. Além dos quase 70 mil despejados, há mais de um milhão de casas sem água e a destruição é incalculável, segundo a Defesa Civil.

Rosana Custódio, enfermeira de 37 anos, é uma das milhares de vítimas do desastre. A enchente a obrigou a deixar sua casa em Porto Alegre e desde então ela vive um pesadelo. Ela conseguiu ir para a casa da sogra. Mas “na quinta-feira, por volta da meia-noite, as águas começaram a subir muito rápido. (…) No desespero saímos em busca de um lugar mais seguro. Não conseguíamos andar. Meu esposo colocou minhas duas pequenas em um caiaque e remamos com uma ‘tacuara’. Eu e meu filho nadamos até o fim da rua e começamos a caminhar com água até o pescoço”, disse à AFP por mensagem de WhatsApp.

Eles se refugiaram na casa do cunhado, em Esteio, localidade ao norte de Porto Alegre, mas na sexta-feira a história se repetiu. “Fomos resgatados por uma lancha de amigos”. Desde então, conta, está com a família em um abrigo. “Perdemos tudo o que tínhamos”.

“Dia decisivo”
O governador Eduardo Leite, que neste domingo receberá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela segunda vez desde que a tragédia foi declarada, descreveu a situação como “dramática” e “absolutamente sem precedentes”. Domingo “será um dia decisivo para os resgates”, afirmou o ministro da Comunicação da Presidência, Paulo Pimenta.

As cenas de pessoas em telhados esperando por socorro, de pequenas embarcações atravessando rios por ruas e avenidas, ou de caminhonetes 4×4 ajudando em travessias impossíveis se repetem continuamente. O estado precisará de uma espécie de “Plano Marshall” para se reconstruir, disse o governador. Mas isso acontecerá depois que as águas baixarem e quando as chuvas pararem.

Agora, a preocupação é com o abastecimento de alimentos e a continuidade da cadeia produtiva neste estado agrícola, o quinto PIB do Brasil e um dos mais prósperos do país. O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pediu à população que racionasse a água, depois que quatro das seis estações de tratamento da cidade tiveram que ser fechadas.

Cidade sitiada
A situação excepcional deixa Porto Alegre praticamente sitiada. A Polícia Rodoviária disse à AFP que a chegada pelo sul está bloqueada a cerca de 15 km, enquanto o acesso à cidade ainda é possível pelo norte. A principal estação rodoviária da cidade está inundada e fechada. O aeroporto internacional de Porto Alegre suspendeu suas operações na sexta-feira por tempo indeterminado.

Jornalistas da AFP puderam observar o avanço das águas em diversas regiões da cidade na noite de sábado. A eletricidade também está desaparecendo em algumas áreas. O número de pessoas desaparecidas está aumentando. Já são 74 pessoas. Mas o isolamento de alguns municípios suscita receios de números ainda mais trágicos. O desastre afeta diretamente mais de meio milhão de pessoas, segundo a Defesa Civil, embora seja impossível estimar por enquanto o impacto econômico dos danos causados pela água.

Por que Porto Alegre?
É o “coquetel desastroso” da mudança climática e do fenômeno meteorológico El Niño que favoreceu as chuvas devastadoras que atingiram o sul do Brasil e outros eventos extremos, disse à AFP o climatologista Francisco Eliseu Aquino. Porto Alegre, cidade fundada por imigrantes portugueses em 1772, desenvolveu-se sob a influência do seu porto, fundamental para o crescimento do Brasil, informa a Corporação Andina de Fomento (CAF) em seu site.

Mas está em uma confluência de cursos de água no meio de uma gigantesca bacia hidrográfica, que promoveu o seu desenvolvimento ao permitir o escoamento da produção agrícola do estado. Em tempos de mudança climática, a bênção transformou-se em desgraça. Na noite de sábado as chuvas começaram a diminuir, mas persistirão pelas próximas 24 a 36 horas.

A província do Rio Grande do Sul pediu cautela diante da possibilidade de deslizamentos de terra, que já deixaram inúmeras rotas cortadas em todo o estado e também na vizinha Santa Catarina.

AFP

12345