Lula diz que Eduardo Leite deveria agradecê-lo: “Nunca está contente”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou nesta sexta-feira (16/8) que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), “nunca está contente” com as medidas tomadas pelo governo federal para a recuperação do estado, após a calamidade causada por enchentes.

O petista disse que Leite deveria agradecê-lo, e que o Rio Grande do Sul nunca foi tão bem tratado por uma gestão federal. Afirmou ainda que vai resolver “definitivamente” os problemas causados pelas enchentes, que atingiram mais de dois terços do território gaúcho. Ele também comparou as ações de seu governo com as do antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Às vezes eu fico incomodado, porque o governador nunca está contente com as coisas. O governador deveria me agradecer. ‘Lula, obrigado pelo tratamento que você está dando para o Rio Grande do Sul, porque o Rio Grande do Sul nunca foi tratado assim’. É só ver se o Bolsonaro tratou o estado do Rio Grande do Sul com respeito. É só ver se tem um metro quadrado de obra que o Bolsonaro fez aqui”, reclamou Lula durante entrevista à Rádio Gaúcha. O ministro extraordinário de Apoio e Reconstrução ao Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, também estava presente.

Leite vem reclamando das medidas anunciadas pelo governo desde o início da calamidade. Ele criticou, por exemplo, que a suspensão da dívida por três anos era pouco, e defendeu o perdão completo do valor. “O governador também fala todo dia ‘é insuficiente, insuficiente, insuficiente’. Tudo é insuficiente”, disse ainda o presidente.

Medidas de reconstrução

O presidente garantiu que todas as famílias que perderam suas casas na enchente terão direito a novas moradias do Minha Casa Minha Vida, e rebateu críticas sobre a demora na entrega das obras. Ele argumentou que leva tempo para construir e entregar as novas residências. Lula visita o estado pela quinta vez hoje, e vai entregar unidades habitacionais para famílias desabrigadas pelas chuvas.  “Nós vamos definitivamente resolver o problema da enchente nesse estado”, prometeu.

O chefe do Executivo foi questionado também sobre o apoio que Bolsonaro tem no Rio Grande do Sul, já que grande parte da população votou nele na eleição presidencial de 2022. A visita do presidente ao estado ocorre nas proximidades das eleições municipais, que ocorrem em outubro.”Talvez eu não tenha feito por merecer ter mais voto do que o Bolsonaro. Eu tenho então que me preparar para fazer por merecer. Agora, eu quero que o povo avalie quanto de dinheiro já veio para cá, quantos projetos já têm aqui”, declarou.

Correio Braziliense

Uso de internet no país cresce mais entre idosos, mostra IBGE

A probabilidade de esta reportagem estar sendo lida em um celular é muito grande, uma vez que 98,8% dos brasileiros com 10 anos ou mais de idade acessam a rede por meio do telefone. Esse dado e outras constatações, como o aumento da população idosa em contato com a internet, fazem parte de um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento – que traz também uma radiografia do uso da televisão pelos brasileiros – mostra que 88% da população com 10 anos ou mais de idade acessaram a internet em 2023. São 164,5 milhões de pessoas. Em 2019, a proporção era 79,5%, e em 2016, 66,1%. A pesquisa leva em consideração qualquer tipo de acesso, seja no domicílio ou fora dele.

Entre as pessoas com mais de 60 anos, a proporção de quem usava a internet em 2023 ficou em 66% (22,5 milhões), a menor entre todas as faixas etárias. No entanto, esse grupo é o que mais cresce, proporcionalmente, desde 2019, quando menos da metade (44,8%) desse público tinha contato com a internet. A expansão foi de 21,2 pontos percentuais. Em 2016, menos de um em cada quatro (24,7%) idosos acessava a rede.

De acordo com o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, o crescimento do uso internet entre idosos impressiona. “No período curto de 2019 a 2023, houve aumento muito grande. Isso pode estar relacionado com a disseminação do uso da internet no cotidiano da sociedade e facilitação do acesso à internet por vários meios.”
“Muitas coisas hoje são feitas pela internet”, acrescenta Fontes, citando ligações por áudio e vídeo.

A pesquisa mostra que 86,5% dos idosos informaram usar a internet todos os dias. No conjunto da população, a marca chega a 94,3%. As faixas etárias situadas entre 14 e 49 anos tiveram mais de 93% de seus indivíduos em contato com a internet em 2023. O percentual mais alto é o da população de 25 a 29 anos, 96,3%.

Finalidade e formas de uso
É crescente a presença da internet nos lares brasileiros. Em 2016, 70,9% utilizavam o serviço, patamar que chegou a 92,5% em 2023. Desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 2016, a banda larga chega a praticamente todas as casas com internet. Em 2023 estava em 99,9% dos lares que acessavam a rede.

Ao investigar o uso que o brasileiro faz da internet, o IBGE constatou que as atividades mais citadas foram ligação de voz ou vídeo (94,6%), envio ou recebimento de mensagens por aplicativos (91,1%), assistir a vídeos (87,6%), redes sociais (83,5%) e ouvir música, rádio ou podcast (82,4%).

Ler notícias e livros figura em sexto lugar (69%), seguido por acesso a bancos (66,7%) e e-mail (60,5%). Pouco menos da metade (44,7%) das pessoas citou compras online e 35,9% responderam usar algum serviço público. No fim da lista estão jogos (30,9%) e vender ou anunciar bens ou serviços (13,2%).

O meio mais citado para uso de internet na população com 10 anos ou mais de idade foi o celular (98,8%), seguido por televisão (49,8%), microcomputador (34,2%) e tablet (7,6%). Nos últimos anos, a TV tem ganhado preferência no acesso à internet. Em 2016 a marca era de apenas 11,6%. No mesmo período, o microcomputador caiu de 63,2% para 34,2%. O suplemento da Pnad mostra também que a presença de microcomputadores nos lares brasileiros vem caindo. Em 2016, eles estavam em quase metade (45,9%) das residências. Já em 2023, em apenas 39% dos domicílios.

Desde 2022 o IBGE apura a presença de dispositivos inteligentes que podem ser acessados pela internet, como câmeras, caixas de som, lâmpadas, ar-condicionado, geladeiras etc. No primeiro ano da apuração, esses dispositivos estavam em 14,3% das residências brasileiras, patamar que subiu para 16% em 2023.

Cerca de 12% da população com 10 anos ou mais de idade (22,4 milhões de pessoas) informaram não ter usado a internet nos 90 dias anteriores à entrevistada do IBGE. Desse público, 75,5% eram sem instrução ou com ensino fundamental incompleto e 51,6% eram idosos. Dos 22,4 milhões, 46,3% disseram que o principal motivo para a falta de acesso era não saber utilizar a internet. Entre os idoso, esse percentual sobe para 66%.

Telefones
O levantamento apurou também a inserção do telefone celular no cotidiano do brasileiro – independentemente de ser usado para acessar a internet. Em 2023, 87,6% tinham celular. Em 2016, o patamar era 77,4%. Entre as pessoas que possuíam telefone móvel celular no ano passado, 96,7% tinham acesso à internet por meio do aparelho.

Enquanto no Centro-Oeste (92,1%), Sudeste (90,9%) e Sul (90%) a posse de celular ficava na casa dos 90%, no Nordeste e Norte passava pouco de 80%, sendo 81,9% e 81,2%, respectivamente. Assim como acontece no uso da internet, o maior crescimento na posse de celular acontece entre os idosos. Em 2022, 73,7% tinham o aparelho, marca que subiu para 76,1% em 2023.

Enquanto o celular fica mais e mais presente no cotidiano brasileiro, a telefonia fixa perde relevância. Em 2016, 93,1% dos domicílios tinham aparelho celular; e 32,6%, telefone fixo. Em 2023, as proporções passaram para 96,7% e 9,5%, respectivamente.

Agência Brasil

Apenas cinco estados ainda não notificaram casos de Oropouche

Dentre as 27 unidades da federação que compõem o país, apenas Distrito Federal, Goiás, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul ainda não registram casos de febre do Oropouche em 2024.

Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses indicam que Mato Grosso do Sul e Paraíba notificaram um caso cada; São Paulo, cinco casos; Alagoas, seis; e Tocantins, oito. Até o início da semana, o Brasil contabilizava 7.653 casos da doença e duas mortes. O Amazonas lidera o ranking de infecções por febre do Oropouche, com 3.228 casos. Em seguida aparecem Rondônia (1.710 casos), Bahia (844 casos), Espírito Santo (441 casos) e Acre (270 casos).

Mortes
Em julho, o Ministério da Saúde confirmou duas mortes pela doença no interior da Bahia. Até então, não havia relato na literatura científica mundial sobre a ocorrência de óbito por febre do Oropouche. Segundo a pasta, as duas vítimas eram mulheres, tinham menos de 30 anos de idade e não registravam nenhum tipo de comorbidade. Ambas apresentaram sinais e sintomas semelhantes ao quadro de dengue grave.

Transmissão vertical
No início da semana, o ministério investigava ainda pelo menos oito casos de transmissão vertical da febre do Oropouche – quando a infecção é passada da mãe para o bebê, durante a gestação ou no parto. Os casos em investigação foram registrados em Pernambuco, na Bahia e no Acre. Segundo a pasta, metade dos bebês nasceu com anomalias congênitas, como microcefalia, enquanto a outra metade morreu.

Na última segunda-feira (13), a Secretaria de Saúde do Ceará informou que investiga um óbito fetal que pode estar associado à infecção por febre do Oropouche. A secretária de Saúde do estado, Tânia Coelho, disse que o óbito foi registrado no último fim de semana.

A gestante tem 40 anos de idade, é residente de Baturité, mas foi atendida no município de Capistrano. Tânia Coelho explicou que 60% das doenças infecciosas registradas em humanos são causadas por animais ou insetos, incluindo o mosquito, e destacou a importância de um plano de ação.

Na semana passada, o Acre notificou um caso de bebê nascido com anomalias congênitas associadas à transmissão vertical da febre do Oropouche. Em nota, a pasta informou que o recém-nascido morreu aos 47 dias de vida. A mãe da criança, de 33 anos, havia apresentado erupções cutâneas e febre no segundo mês de gravidez. Exames laboratoriais feitos no pós-parto acusaram resultado positivo para o vírus Oropouche.

A doença
A febre do Oropouche é transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Por causa da predileção do mosquito por materiais orgânicos, a recomendação é que a população mantenha os quintais limpos, evitando o acúmulo de folhas e lixo orgânico doméstico, além de usar roupas compridas e sapatos fechados em locais com muitos insetos.

Agência Brasil

Presença de TV diminui e 42,1% dos lares com televisão têm streaming

Nos últimos anos, a proporção de domicílios brasileiros com sinal de televisão e com assinatura de serviços por TV fechada tem caído, enquanto os serviços de streaming têm aumentado: estão em quatro de cada dez lares com televisão. A constatação faz parte de um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que, em 2023, dos 78,3 milhões de domicílios no país 4,5 milhões não tinham televisão, o que representam 5,7% do total. Os dados mostram um aumento gradativo da ausência da televisão nos lares brasileiros. Em 2016, o percentual era de 2,8% e em 2022, 5,1% (3,8 milhões de famílias). “Pode ser uma mudança de hábitos da sociedade. Lenta, de forma muito gradual, mas consistente”, sugere o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes.

Outro item que está ficando menos comum nas residências é a TV por assinatura. Em 2016, um em cada três (33,9%) lares tinham o serviço. Em 2022, eram 27,7% e, no ano passado, o percentual caiu para 25,2% (18,6 milhões de endereços).

O IBGE perguntou aos entrevistados o porquê de não aderirem ao serviço. Cada pessoa podia apontar uma razão principal. De 2016 a 2019, o principal motivo era o fato de o serviço ser considerado caro. Em 2016, 56,1% atribuíram o fato ao custo do serviço e, em 2019, foram 51,8%.

O segundo motivo mais apontado foi falta de interesse: 39,1% das respostas em 2016 e 40,9% em 2019. Nos anos seguintes, esses motivos se inverteram nas respostas dos entrevistados. Em 2023, a maioria (64%) passou a apontar a falta de interesse como principal motivo para não assinar TV fechada. O custo do serviço foi citado por 34,9% dos respondentes.

Em 2016, apenas 1,6% das famílias entrevistadas justificou como principal motivo o fato de vídeos acessados pela internet substituírem o serviço. O percentual cresceu consistentemente até alcançar 9,5% em 2023, se tornando a terceira razão mais citada.

Desde 2022, a pesquisa do IBGE acompanha a presença nos domicílios brasileiros do streaming de vídeo pago. O número de lares com o serviço aumentou de 31,061 milhões, em 2022, para 31,107 milhões, em 2024. Apesar do aumento numérico, em termos percentuais houve redução de 43,4% para 42,1% dos lares com TV. De acordo com o IBGE, a presença do streaming é um dos fatores que explicam a televisão aberta e fechada perder espaço nas casas brasileiras.

Por meio de streaming, o assinante tem acesso a uma oferta de filmes, séries, desenhos infantis e eventos esportivos, por exemplo. Com exceção de programações ao vivo, as atrações são sob demanda, ou seja, ficam disponíveis para serem vistas a qualquer momento. Em 2022, 4,7% das residências que tinham streaming não tinham acesso a televisão aberta ou a serviço de TV por assinatura. No ano seguinte, esse indicador subiu para 6,1%.

Para o analista da pesquisa, Leonardo Quesada, a disseminação do streaming ajuda a explicar a menor presença da televisão nos lares dos brasileiros. “O streaming não responde tudo. Ele pode responder uma parte, mas existe uma possibilidade de as pessoas estarem usando menos TV”, pondera.

A pesquisa revela que o rendimento médio mensal real per capita das famílias com streaming era de R$ 2.731, mais que o dobro daquelas que não tinham acesso ao serviço (R$ 1.245). Os dados também revelam uma desigualdade regional. Enquanto no Sul (49%), Centro-Oeste (48,2%) e Sudeste (47,6%) praticamente metade dos domicílios têm canais de streaming pagos, no Norte e no Nordeste as proporções são 37,5% e 28,2%, respectivamente.

Fim da parabólica analógica
A Pnad revela que 88% das famílias brasileiras tinham em casa sinal digital ou analógico de TV aberta. Dos domicílios com televisão, 21,4% (15,8 milhões) recebem sinal por antena parabólica, sendo 17,5% nas regiões urbanas e 52,3% nas rurais.

O IBGE lembra que há no país a política pública de substituição das antenas parabólicas analógicas, também conhecidas como parabólicas grandes, pela mini parabólica (digital). As parabólicas grandes podem sofrer interferência do sinal de internet de quinta geração (5G). Por isso, o Brasil pretende encerrar completamente a transmissão de sinal de TV aberta por parabólicas grandes.

Segundo a pesquisa, em 2023 o país tinha cerca de 772 mil famílias (1% dos domicílios com televisão) com sinal de televisão somente por meio de parabólica grande. Em 2022, eram 911 mil (1,3%).

Agência Brasil

Barroso nega pedido do Congresso para derrubar suspensão de emendas

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (16) um pedido feito pelo Congresso para que ele derrubasse três liminares (decisões provisórias) do ministro Flávio Dino que suspenderam a execução de emendas parlamentares ao Orçamento da União.

Barroso afirmou que não poderia suspender por conta própria uma decisão de outro ministro do Supremo, uma vez que não há hierarquia entre os integrantes da Corte. O ministro reconheceu que há precedentes em que o presidente do Supremo suspendeu liminar de outro ministro, mas que a medida seria adequada somente em circunstância “excepcionalíssima”.

No caso da suspensão das emendas parlamentares, Barroso entendeu que “essas circunstâncias não estão presentes”. Ele destacou que o referendo ou não das liminares de Dino já se encontra em julgamento pelo plenário do Supremo, em sessão virtual de 24 horas iniciada nesta sexta (16), motivo pelo qual não se justificaria derrubá-las de antemão.

“Não se justifica a atuação monocrática desta Presidência para sustar os efeitos de decisões proferidas por um de seus integrantes, em sede de suspensão de liminar, quando tais decisões já estão sendo objeto de deliberação pelo Colegiado do Tribunal”, escreveu Barroso.

O presidente do Supremo frisou ainda que, no voto que apresentou nesta sexta (15), Dino sinalizou “a possibilidade de construir solução consensual para a questão, em reunião institucional com representantes dos três Poderes”.

Outro argumento central é o de que “a decisão suspende a execução de políticas, serviços e obras públicas essenciais para a vida cotidiana de milhões de brasileiros”, diz a peça protocolada pelo Congresso. O parlamento sustentou ainda que o Supremo promove “interferência drástica e indevida nas decisões políticas dos poderes executivo e legislativo”.

Desde o início de agosto, Dino concedeu três liminares para suspender a execução de emendas parlamentares, incluindo emendas impositivas, aquelas que de execução obrigatória pelo Executivo. Ele atendeu a pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR), do partido Psol e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Relator do tema no Supremo, Dino determinou a suspensão nas transferências de emendas de comissão, as de relator e as impositivas de bancada e individuais. Outra suspensão foi a das que ficaram conhecidas como “emendas Pix”, que permitem o repasse direto a estados e municípios, mas sem destinação específica a projeto, programa ou convênio.

O ministro liberou as transferências somente no caso de obras em andamento ou de situação de calamidade pública. Dino determinou que a suspensão vigore até que sejam implementadas medidas que garantam as exigências constitucionais de transparência, rastreabilidade e eficiência na liberação das verbas do Orçamento da União.

Agência Brasil

IFSertãoPE está com inscrições abertas para cursos gratuitos de agricultura, agroindústria e zootecnia

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE ), nos cursos subsequentes em Agricultura, Agroindústria e Zootecnia para o campus Petrolina zona Rural . As vagas são remanescentes para o ingresso no segundo semestre deste ano.

Ao todo, estão disponibilizadas 100 vagas distribuídas entre os três cursos. São 35 vagas para o curso de Agricultura, 30 para Agroindústria e 35 para Zootecnia.

As inscrições podem ser realizadas gratuitamente por meio de um formulário online, até o dia 13 de setembro. Os interessados devem ter concluído o Ensino Médio e apresentar a documentação exigida no Edital.A seleção será realizada por meio de análise de histórico escolar. Para a classificação, serão consideradas as médias do candidato nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.

G1 Petrolina

Casos de violência doméstica reduzem pelo 4º mês consecutivo, diz Governo do Estado

Os casos de violência doméstica em Pernambuco reduziram pelo quarto mês consecutivo, segundo dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGACE) da Secretaria de Defesa Social (SDS). A queda superou os 6% na comparação de julho de 2023 com julho de 2024.

No levantamento feito, a análise comparou os números de julho de 2023 e julho de 2024, revelando uma diferença de aproximadamente 278 casos a menos. Em julho de 2023, foram registradas 4.152 mulheres vítimas de violência doméstica, enquanto em julho deste ano, o número caiu para 3.874.

Segundo os dados da SDS, o Recife apresentou uma redução de 15%, saindo de 761, em julho de 2023, para 647, em julho deste ano. Em seguida, vem o Agreste pernambucano, que registrou uma redução de 14,7%, caindo de 884, em julho de 2023, para 754, em julho de 2024.

A Zona da Mata e o Sertão também apresentaram redução de 4,9% e 2,3%, respectivamente. Caindo de 427, em julho de 2023,  para 406, em julho deste ano, na Zona da Mata e 840, em julho de 2023, para 821, em julho de 2024, no Sertão.

“Estamos capacitando nosso efetivo, especialmente  os integrantes das Polícias Militar e Civil, que operacionalizam e estão à frente das questões relacionadas à violência de gênero. Intensificar as ações da Patrulha Maria da Penha, aperfeiçoar o atendimento nas delegacias especializadas da mulher, além de reforçar as ações realizadas no âmbito estadual, com apoio do Governo Federal, são algumas das estratégias que estamos utilizando para combater este tipo de crime”, explicou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

Operação Shamar

As ações da Operação Shamar, que acontece desde o dia 1º de agosto e vai até o final do mês, são coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Um reforço importante na realização de ações preventivas, repressivas, ostensivas e educativas em todo o Estado.

O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância de combater a violência de gênero. “Também precisamos fortalecer as denúncias, desta forma, as autoridades podem oferecer todo o apoio, previsto na Lei Maria da Penha, às vítimas. Por isso, peço a colaboração da população, levar informação e conhecimento é um dever de todos nós”, reforçou o secretário sobre a importância das denúncias,  para a eficácia das ações.

Queda de Mortes Violentas Intencionais (MVI)

Pernambuco registrou uma redução superior a 9% nas Mortes Violentas Intencionais (MVI) durante os meses de maio, junho e julho de 2024, segundo o Governo do Estado. Comparando este período com o mesmo intervalo de 2023, o número de casos caiu de 879 para 794.

Em julho de 2024, a redução foi de 11,9%. Enquanto em julho de 2023 foram contabilizados 310 casos de MVI, em julho deste ano o total foi de 273. Esse é o terceiro mês consecutivo com redução de assassinatos.

Armas apreendidas

No último mês de julho, as Forças de Segurança Pública tiveram um aumento de 10% no número de armas apreendidas em todo o estado, tirando mais de 530 armas ilegais de circulação.

Crimes Violentos Contra o Patrimônio

De acordo com a SDS, o ano de 2024 teve o mês de julho com o segundo menor número de Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) dos últimos 10 anos, com um total de 3.635 casos registrados em todo o estado.  Já no recorte de janeiro a julho, 26.340 ocorrências de CVP foram registradas, representando uma redução de 6,0% em relação ao mesmo período de 2023 (28.008 ocorrências).

Os dados da SDS mostram que, em julho de 2024, Pernambuco teve uma redução de 3,8% no número de Roubos e Furtos de Veículos, números menores que o mesmo período de 2023, caindo de 1.616, em julho de 2023, para 1.525, em julho de 2024.

De janeiro a julho, houve o registro de 6.726 veículos roubados, uma redução de 10,6% em relação ao mesmo período de 2023 (7.524 casos). Já quanto aos dados de furtos, nos sete primeiros meses deste ano, 4.347 veículos foram furtados, uma redução de 9,2% em relação a 2023 (4.790 casos). Apenas no mês de julho, 693 veículos foram recuperados.

Diário de Pernambuco

Governo do Estado abre seleção simplificada para profissionais da saúde; salários chegam a R$ 2,5 mil

O Governo de Pernambuco abriu, nesta sexta-feira (16), uma seleção simplificada para a contratação temporária de 46 profissionais de saúde. A medida foi divulgada no Diário Oficial desta sexta (16).

As inscrições começam na próxima segunda-feira (19) no endereço eletrônico ses.saude.pe.gov.brses.saude.pe.gov.br, e se encerram no próximo dia 2 de setembro. O resultado deve ser divulgado no dia 10 de setembro, segundo a publicação. A convocação acontecerá após a divulgação do resultado final.

As remunerações a depender do cargo vão de R.412 até R$ 2.584,36. Do total de vagas, 14 são para analistas de saúde, e 32 são assistentes de saúde, sendo 5% reservadas para pessoas com deficiência. A princípio, a contratação é vigente pelo prazo de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois.

Diário de Pernambuco

Festival Cine Proa divulga filmes selecionados para mostra no interior de Pernambuco

A Abajur Soluções divulgou, nesta quinta-feira (15), a lista de filmes selecionados para o I Cine Proa – Festival de Documentários do Sertão do São Francisco. A relação contém 16 vídeos em curta e média-metragem produzidos em Pernambuco e finalizados a partir de janeiro de 2021. As produções serão exibidas durante o Festival, entre os dias 9 e 13 de outubro, nas cidades de Petrolina e Ouricuri (PE). A lista completa com os filmes selecionados está disponível no site oficial do Cine Proa: http://cineproa.com.br/selecao-2024.

O Festival, realizado pela Abajur Soluções, com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através da Lei Paulo Gustavo (LPG), e com o apoio da Prefeitura de Petrolina, busca fortalecer a produção e difusão de documentários, o debate e o intercâmbio entre os produtores desse gênero audiovisual. “Documentários informam, engajam, estimulam reflexões na sociedade, mobilizam ações e preservam a história e a memória do nosso território. Foi pensando nisso que o Cine Proa nasceu, como uma forma de promover essa linguagem e atrair novos públicos para os debates que emergem dessa tradição”, revela o idealizador e coordenador técnico do projeto, Fernando Pereira.

A seleção dos filmes foi realizada por uma comissão de curadores, que analisou quase 50 obras. “O processo de seleção exigiu uma avaliação cuidadosa do nosso time de curadoria, que analisou 49 filmes inscritos e destacou obras que celebram a riqueza cultural do nosso estado. Ao todo, foram selecionados 11 curtas e 5 médias-metragens. Estamos ansiosos para compartilhar essas narrativas inspiradoras”, conta Fernando.

Além de integrar a programação do Festival, cada filme habilitado receberá uma premiação em dinheiro, que varia entre R$ 300 (curta-metragem) e R$ 500 (média-metragem).

Programação

Entre os dias 9 e 13 de outubro, o Cine Proa vai oferecer uma programação gratuita e acessível, incluindo exibições, discussões e atividades formativas. “Estamos muito ansiosos para esse Festival, que é o primeiro promovido pela Abajur Soluções. Nosso objetivo é criar uma janela de exibição que contribua para a afirmação e renovação da tradição documental no interior de Pernambuco. Convidamos todos a celebrarem com a gente esse momento e a festejarem o cinema documental de Pernambuco”, frisa a produtora do Festival, Camila Rodrigues.

Eneida Trindade/Ascom

FGV afirma que alta na gasolina pressiona inflação ao consumidor no IGP-10 de agosto

O aumento de 4,56% na gasolina liderou o ranking de pressões sobre a inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto, informou nesta sexta-feira, 16, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) avançou de 0,24% no mês passado para uma alta de 0,33% neste mês.

No entanto, três dos oito grupos pesquisados registraram deflação: Alimentação (de -0,12% em julho para -1,32% em agosto), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para -0,01%) e Vestuário (de 0,18% para -0,18%).

As maiores influências partiram dos itens hortaliças e legumes (de -3,14% para -15,28%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,75% para -1,02%) e roupas (de 0,12% para -0,27%).

As cinco classes de despesa que registraram taxas de variação mais elevadas foram Transportes (de 0,28% para 1,52%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,67% para 1,88%), Habitação (de 0,14% para 0,31%), Despesas Diversas (de 0,95% para 1,34%) e Comunicação (de 0,08% para 0,30%).

As principais contribuições partiram dos itens gasolina (de 0,52% para 4,56%), passagem aérea (de 3,53% para 11,21%), gás de botijão (de -0,11% para 1,50%), cigarros (de 0,02% para 1,00%) e mensalidade para TV por assinatura (de 0,22% para 1,64%).

Estadão onteúdo

Centro de Cultura João Gilberto recebe 1º Fórum Audiovisual do Vale do São Francisco

Será realizado neste final de semana, dias 16 e 17 de agosto, o Primeiro Fórum Audiovisual do Vale do São Francisco. O evento, realizado no Centro de Cultura João Gilberto, conta com recursos da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022), que apoia a classe artística e incentiva o desenvolvimento da cultura local. Aberto ao público, o objetivo principal dessa iniciativa é construir um espaço de debate e valorização de produções locais.

Ao longo de dois dias, o público presente contará com debates sobre a produção audiovisual em Juazeiro, Petrolina e outras nove cidades do Sertão do São Francisco, como Curaçá, Remanso, Casa Nova e Pilão Arcado. Além disso, serão exibidas obras cinematográficas, a exemplo de “T de Tubarão”, de Pólen Acácio, “Filho de Boi”, da produtora baiana Plano 3 Filmes, com direção de Haroldo Borges, e o filme “A Matriarca”, do diretor Lula Oliveira.

O Fórum também conta com a participação das TVs locais, que produzem, diariamente, uma gama de informações relevantes para a sociedade do Vale do São Francisco. Representantes da TV São Francisco, de Juazeiro, e TV Grande Rio, de Petrolina, ambas afiliadas à Rede Globo, vão apresentar o trabalho de cobertura e produção audiovisual desenvolvido no sertão da Bahia e Pernambuco. TVs educativas também vão marcar presença no evento, como TV Escola/Juazeiro, TV Caatinga e TV UNEB.

Para o idealizador do evento, o artista visual Alex Moreira, “o objetivo do fórum é fomentar o audiovisual na região e fortalecer ainda mais as produções locais. Para isso, é necessário se reunir  e analisar o que estamos produzindo e refletir sobre essas produções. A partir dessas discussões, será possível criar novas perspectivas, fortalecer a rede de contatos e elaborar propostas como sociedade civil organizada. Essas propostas serão encaminhadas aos órgãos competentes para que possam ser atendidas através de políticas públicas culturais voltadas para o audiovisual”, destaca.

Entre momentos de debates e apresentações artísticas, o público presente também vai poder participar de uma plenária para a construção de propostas de projetos de lei que, após a finalização do fórum, serão encaminhadas ao poder legislativo. O objetivo é que as discussões feitas no evento formem um conjunto de ideias práticas, que posteriormente possam virar leis e, assim, fortalecer a cena local de produções culturais na região.

A programação é gratuita, e começa nesta sexta-feira (17), das 8h até às 18h. No sábado, a programação continua  das 8h até 18h. As inscrições ainda podem ser feitas via formulário online. O preenchimento dos dados é necessário para garantir a emissão de certificados de participação,  que serão entregues aos participantes do evento. Em caso de dúvidas, basta enviar um e-mail para [email protected].

Link para inscrição:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdFO59u5pvgGmziv_ANcgrft6JddTDgnHsDS9cpjCRYsXQzwg/viewform?usp=sf_link  

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Ascom

Suécia anuncia primeiro caso fora da África da variante mais perigosa da mpox

Nesta quinta-feira (15), a Suécia reportou o primeiro caso fora da África da variante mais perigosa da mpox, informou a Agência sueca de Saúde Pública à AFP. Trata-se da mesma cepa do vírus detectado na (RDC) em setembro de 2023, causado pela variante Clade Ib, a mais contagiosa e perigosa.

“Uma pessoa que buscava tratamento” em Estocolmo “foi diagnosticada com mpox causada pela variante Clade I”, informou a agência sueca, acrescentando que este é “o primeiro caso provocado pela variante I diagnosticado fora do continente africano”. A pessoa se infectou durante uma visita à “parte da África onde há um significativo surto da variante Clade I da mpox”, detalhou o epidemiologista Magnus Gisslen em nota, acrescentando que o paciente recebeu tratamento.

A agência sueca indicou que “o fato de um paciente com mpox receber tratamento no país não representa um risco para a população em geral, um risco que o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças considera atualmente muito baixo”.

A OMS anunciou ainda que prevê novos casos da doença na Europa “nos próximos dias”. “A confirmação da mpox Clade 1 na Suécia é um reflexo claro da interconectividade do nosso mundo… É provável que haja mais casos importados do Clade 1 na região europeia nos próximos dias e semanas”, declarou o escritório regional europeu da OMS em comunicado.

A República Democrática do Congo (RDC) informou, que o surto de mpox, doença anteriormente chamada de “varíola dos macacos”, matou 548 pessoas desde o início do ano, e a Suécia reportou o primeiro caso fora da África de sua variante mais perigosa.

Na quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia declarado a mpox como uma emergência de saúde pública internacional, seu nível de alerta mais elevado, devido ao aumento de casos na RDC e nos países vizinhos. O ministro da Saúde da RDC, Samuel-Roger Kamba, anunciou em um vídeo que o país “registrou 15.664 potenciais casos e 548 mortes desde o início do ano”.

O vírus afeta também todas as 26 províncias deste país de 2,3 milhões de km2 e 96 milhões de habitantes, indicou. O governo implementou um “plano estratégico nacional de vacinação contra a mpox” e reforçou a vigilância à doença nas fronteiras. O ministro afirmou que foram criados grupos de trabalho em nível governamental para rastrear contatos e ajudar a mobilizar recursos para “manter o controle desta epidemia”.

A mpox foi descoberta em humanos em 1970 na atual RDC (ex-Zaire). É uma doença viral transmitida de animais para humanos, mas também é disseminada pelo contato físico próximo com uma pessoa infectada.  A doença provoca febre, dores musculares e lesões na pele.

Vacinas

O Departamento de Saúde dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira que “doará à RDC 50.000 doses da vacina JYNNEOS, aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA)”. “A vacinação será um elemento crítico da resposta a este surto”, afirmou em comunicado. A farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic afirmou que está preparada para produzir até 10 milhões de doses de sua vacina contra a mpox até 2025.

A OMS declarou a mpox como emergência de saúde pública internacional um dia após o órgão de controle de saúde da União Africana ter instaurado o seu próprio estado de emergência devido ao surto. A agência de saúde da ONU já havia tomado uma decisão semelhante em 2022, quando houve um surto global da anterior “varíola dos macacos”, causado por uma cepa conhecida como Clade IIb.

Na ocasião, a emergência foi declarada de julho de 2022 a maio de 2023, em um surto que deixou 140 mortos e foram reportados quase 90.000 casos. O Clade Ib, identificado na RDC desde setembro de 2023, causa doenças mais graves do que o clade IIb e a sua taxa de letalidade é mais elevada.

AFP

Nova pesquisa mostra que brasileiros associam o cigarro eletrônico à modernidade

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), também conhecidos como cigarros eletrônicos, pods ou vapes, são proibidos no Brasil por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Contudo, como mostra uma nova pesquisa realizada pela HSR Health, em parceria com o Observatório de Oncologia, muitos brasileiros ainda não conhecem as normas e, além disso, consideram os aparelhos algo moderno.

Segundo o levantamento, 87,2% dos entrevistados sabem o que são estes dispositivos, mas apenas 54,9% estão cientes do fato de que é um produto ilegal. Além disso, enquanto 44,6% veem os vapes como apetrechos modernos e 20,7%, como descontraídos. Por outro lado, 60% acreditam que fumá-lo causa malefícios à saúde.

Do total, 74,6% informaram nunca ter utilizado qualquer tipo de cigarro eletrônico, enquanto 19,4% afirmam ter utilizado pelo menos uma vez. Dos que já fumaram, 2,8% disseram que usam com frequência. Dentre os riscos associados anteriormente aos dispositivos, 90,3% sabem que o uso de cigarros eletrônicos pode estar associado ao desenvolvimento de câncer, e 94,8% estão cientes da presença de substâncias tóxicas nos DEFs e 94,3% consideram que eles podem ser um fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas.

Um dos principais motivos da proibição dos cigarros eletrônicos, é porque eles causam dependência devido à presença da nicotina. inda, segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), um único vape equivale a um maço com 20 cigarros. Outro ponto defendido por especialistas é que os aparelhos apresentam até 2 mil substâncias, a maioria sem origem ou nome revelados.

Além disso, uma pesquisa feita por universidades da Inglaterra e da Áustria, descobriu que estes aparelhos podem danificar o DNA, o que possivelmente indica a possibilidade de desenvolvimento de câncer.

Folha PE

Brasil fica estagnado na qualidade de ensino e longe da maioria das metas

O Brasil registrou uma ligeira melhora na qualidade da educação básica, mas ainda se mantém distante de metas para os anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2023 nesta quarta-feira, 14. Na avaliação dos responsáveis pelo indicador, o aumento de 0,1 ponto em relação ao pré-pandemia pode ser considerado uma estagnação. O Ideb inclui notas das redes pública e particular. É composto pelas médias nas provas de Português e Matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e pelas taxas de aprovação.

Nos anos iniciais (1.º ao 5.º) do ensino fundamental, o País teve nota 6 no Ideb 2023, o que superou o patamar anterior ao coronavírus (5,9), e atingiu a meta que deveria ter sido alcançada pela etapa ainda em 2021. A nota varia de 0 a 10. Já nos anos finais do fundamental (6.º ao 9.º), o resultado foi 5 em 2023, ante 4,9 em 2019. A meta para essa fase era de 5,5. No ensino médio, o Brasil ficou com 4,3; ante 4,2 em 2019.

O índice é um ponto menor do que a meta de 5,2, prevista para 2021 O indicador foi criado em 2007 – na gestão de Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, no MEC -, com metas até 2021. Este é o primeiro ano no qual não há objetivos específicos a serem alcançados. O MEC, porém, tem considerado os objetivos para 2021 e afirma que elabora um novo indicador para a qualidade a partir de 2025.

“Não há nenhuma política pública que tenha êxito sem ter metas, objetivos, planejamento, estratégia”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana. Este é o primeiro ciclo analisado a fornecer indicativos sobre o impacto da pandemia de covid-19 na educação. Isso porque os dados referentes a 2021 acabaram prejudicados por causa das altas taxas de aprovação durante o período, já que grande parte das redes adotou o chamado “continuum curricular”, com a fusão dos anos letivos de 2020 e 2021.

Além disso, poucos estudantes fizeram o Saeb naquele ano, o que pode influenciar no indicador. Nesse contexto, especialistas afirmam que comparar as taxas verificadas em 2023 com a edição de 2021 causaria distorções.

Visão do governo
Santana comemorou a melhora nos anos iniciais. “Foi a faixa etária do ensino básico mais afetada pela pandemia, pela dificuldade do acesso virtual ao ensino. Quero registrar o esforço das redes, sobretudo as municipais. Uma conquista importante.” Segundo ele, estratégias de recuperação de aprendizagem em outros anos serão discutidas com os secretários. “Uma das principais preocupações no médio é assegurar a permanência”, afirmou Manuel Palacios, presidente do Inep, destacando a bolsa Pé-de-Meia do governo.

Folha PE

Estudante de Medicina da UFPE apresenta pesquisa no maior congresso internacional de cirurgia vascular do mundo

Uma universitária de quarto ano de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi a única estudante brasileira a apresentar uma pesquisa no maior congresso de cirurgia vascular do mundo. De acordo com a universidade, a aluna Cynthia Florêncio de Mesquita, apresentou sua pesquisa no Vascular Annual Meeting, no último mês de junho, em Chicago, nos Estados Unidos (EUA).

Segundo a UFPE, além de apresentar seu trabalho em forma de pôster, Cynthia também foi agraciada com uma bolsa de estudos que financiou sua participação no evento. “A pesquisa apresentada por Cynthia focou na superioridade do acesso transfemoral (pela coxa) em reparos endovasculares de aneurisma de aorta, uma técnica que mostrou melhores resultados em comparação ao método tradicional de acesso braquial (pelo braço), ainda predominante no Brasil”, destacou a UFPE, por meio de nota.

De acordo com a UFPE, o estudo, publicado no Journal of Vascular Surgery, analisou dados de 6.138 pacientes tratados por reparo endovascular de aneurismas complexos da aorta, demonstrando que o acesso transfemoral reduz significativamente o risco de eventos cerebrovasculares, lesões na medula espinhal e mortalidade em comparação ao acesso por extremidade superior.

“Esse trabalho é crucial para mostrar que é necessário aprender essa nova técnica e que vale a pena investir na curva de aprendizado, pois os pacientes, via de regra, terão resultados muito melhores se o acesso for pela perna (femoral)”, enfatizou a estudante Cynthia Florêncio.

Quanto à estudante de Medicina ter recebido uma premiação que incluía uma bolsa de estudos para apresentar seu trabalho no congresso, ela afirmou: “Acredito que essa conquista pode incentivar mais colegas a buscar essas oportunidades e a acreditar que é possível alcançar esse tipo de reconhecimento”, destacou a universitária.

Diário de Pernambuco