Lula diz que o Brasil não tem controle sobre preço dos combustíveis porque BR Distribuidora foi vendida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas à privatização da BR Distribuidora. Ao abordar os efeitos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, Lula destacou que o Brasil foi um dos primeiros países no mundo a adotar medidas para amenizar os efeitos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo. No entanto, ressaltou que o País “hoje não tem controle sobre o preço dos combustíveis”.

“O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR Distribuidora? Com a venda da Liquigás? Hoje não temos controle. Não temos uma distribuidora para controlar os preços”, disse durante o lançamento do streaming Tela Brasil, no Rio de Janeiro. Lula ainda criticou tentativas de privatização da Petrobras em governos anteriores ao seu. “Eu sempre acho que a Petrobras é do Estado brasileiro, mas quantas pessoas tentaram privatizar?”, complementou.

Na cultura, o presidente fez um paralelo para defender que o setor não siga o mesmo caminho. Lula destacou que “depois do golpe da Dilma” não foi criado nenhum Ponto de Cultura no País. “Nós criamos 4 mil Pontos. No governo deles, não foi criado nenhum. Agora o País tem 16 mil Pontos de Cultura”, finalizou

Estadão Conteúdo

Homem é preso suspeito de furtar cerca de 60 litros de óleo diesel em Petrolina

Um motorista foi preso em flagrante na segunda-feira (23), suspeito de furtar combustível da empresa onde trabalhava, em Petrolina. De acordo com a Polícia Civil, agentes realizavam rondas no bairro Portal da Cidade quando identificaram uma movimentação suspeita envolvendo um caminhão betoneira pertencente a uma empresa local. O veículo estava fora da rota habitual, o que chamou a atenção da equipe.

Após monitoramento, o motorista retornou ao local e foi flagrado retirando recipientes com óleo diesel que estavam escondidos em uma área de vegetação próxima. Durante a abordagem, os policiais encontraram três recipientes plásticos contendo cerca de 60 litros de diesel. Segundo a polícia, o combustível pertencia à empresa empregadora do suspeito. Ainda conforme as informações, o homem teria confessado que retirou o material do caminhão sob sua responsabilidade com a intenção de vendê-lo. Ele foi autuado por furto qualificado por abuso de confiança e permanece à disposição da Justiça, devendo passar por audiência de custódia.

Petrolina em Destaque

Juazeiro: Petrobahia inaugura posto bandeirado e avança no plano de expansão no interior da Bahia

Neste mês de fevereiro a Petrobahia inaugurou um novo posto de combustíveis na cidade de Juazeiro. Trata-se do retorno de um posto bandeirado da companhia ao município e representa um avanço estratégico no plano de expansão da empresa, em um ano simbólico em que a Petrobahia celebra 30 anos de atuação no mercado.

Localizado no bairro Juazeiro Velho, em frente ao antigo Curtume Campelo, o posto ocupa uma área total de 1.180 m² e está instalado em uma região de intenso fluxo urbano, próxima à Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A unidade inicia suas operações com capacidade de armazenamento de 100 m³ por mês e oferece gasolina, diesel S10 e etanol, todos nas versões comum e aditivada, ampliando as opções de abastecimento na região. Segundo a assessora comercial da Petrobahia na Zona Norte, Letícia Simão, a chegada da bandeira à cidade reforça a estratégia de interiorização da empresa. “Juazeiro é uma cidade grande, dinâmica e estratégica para o desenvolvimento local. A inauguração deste posto fortalece nossa presença no interior e amplia o acesso dos consumidores a produtos de qualidade e confiabilidade”, destaca.

Gerando sete empregos diretos, o posto funciona todos os dias, das 6h às 20h. O espaço ainda conta com um espaço aberto que será utilizado em breve como loja de conveniência.

Ascom

Receita estima que organização criminosa movimentou R$ 52 bilhões em postos de combustível

A Receita Federal estima que a organização criminosa alvo da Operação Carbono Oculto tenha movimentado, só entre 2020 e 2024, um total de R$ 52 bilhões em postos de combustível por meio do recolhimento de tributos em volume muito baixo e incompatível com suas atividades, provocando perdas de R$ 8,6 bilhões para os cofres públicos. Os auditores do órgão detectaram a ação de 40 fundos de investimentos usados para blindar e investir os recursos do grupo cujo patrimônio estaria avaliado em R$ 30 bilhões.

De acordo com a Receita, o objetivo da ação desta quinta-feira, 28, “é desmantelar esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis”. Segundo os auditores, estão na “mira da investigação vários elos da cadeia de combustíveis controlados pelo crime organizado, desde a importação, produção, distribuição e comercialização ao consumidor final até os elos finais de ocultação e blindagem do patrimônio, via fintechs e fundos de investimentos”.

Ainda de acordo com o órgão, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também ingressou com ações judiciais cíveis para obter o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, “incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário”.

Em nota, a Receita descreveu assim a atuação do grupo criminoso: “As investigações apontam que o sofisticado esquema engendrado pela organização criminosa, ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis. O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia dissimular os recursos de origem criminosa. A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores e a sociedade”.

De acordo com os auditores, os acusados usavam importadoras que atuavam como “interpostas pessoas, adquirindo no exterior nafta, hidrocarbonetos e diesel com recursos de formuladoras e distribuidoras vinculadas à organização criminosa”.

Ainda de acordo com o órgão, só entre 2020 e 2024, foram importados mais de R$ 10 bilhões em combustíveis pelos investigados. “As formuladoras e distribuidoras, além de postos de combustíveis também vinculados à organização, sonegavam reiteradamente tributos em suas operações de venda. A Receita Federal já constituiu créditos tributários federais de um total de mais de R$ 8,67 bilhões em pessoas e empresas integrantes do esquema”.

No setor de combustíveis, os auditores também encontraram outro tipo de fraude envolvendo o metanol. O produto, importado supostamente para outros fins, seria desviado para uso na fabricação de gasolina adulterada, com sérios prejuízos para os consumidores.

Segundo os agentes, auditores fiscais da Receita Federal identificaram irregularidades em mais de 1.000 postos de combustíveis distribuídos em 10 estados (SP, BA, GO, PR, RS, MG, MA, PI, RJ e TO). A maioria desses postos tinha o papel de receber dinheiro em espécie ou via maquininhas de cartão e transitar recursos do crime para a organização criminosa por meio de suas contas bancárias no esquema de lavagem de dinheiro.

Só entre 2020 e 2024, a movimentação financeira desses postos foi de R$ 52 bilhões, com recolhimento de tributos muito baixo e incompatível com suas atividades. Os postos já foram autuados pela Receita Federal em mais de R$ 891 milhões.

De acordo com a Receita, “no entanto, cerca de 140 postos eram usados de outra forma. Eles não tiveram qualquer movimentação entre 2020 e 2024, mas, mesmo assim, foram destinatários de mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis”. A Receita concluiu que “possivelmente, essas aquisições simuladas serviram para ocultar o trânsito de valores ilícitos depositados nas distribuidoras vinculadas à organização criminosa”.

Por fim, a Receita tratou da blindagem do patrimônio dos acusados. “Os valores eram inseridos no sistema financeiro por meio de fintechs, empresas que utilizam tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. A Receita Federal identificou que uma fintech de pagamento atuava como “banco paralelo” da organização criminosa, tendo movimentado mais de R$ 46 bilhões de 2020 a 2024″.

As mesmas pessoas controlavam outras instituições de pagamento menores, usadas para criar uma dupla camada de ocultação. “A fintech também recebia diretamente valores em espécie. Entre 2022 e 2023, foram efetuados mais de 10,9 mil depósitos em espécie, totalizando mais de R$ 61 milhões. Este é um procedimento completamente estranho à natureza de uma instituição de pagamento, que opera apenas dinheiro escritural.”

Segundo a Receita, a “utilização de fintechs pelo crime organizado objetiva aproveitar brechas na regulação desse tipo de instituição. Essas brechas impedem o rastreamento do fluxo dos recursos e a identificação, pelos órgãos de controle e de fiscalização, dos valores movimentados por cada um dos clientes da fintech de forma isolada”.

Por fim, a Receita Federal identificou ao menos 40 fundos de investimentos (multimercado e imobiliários), com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pela organização criminosa. “Em sua maioria, são fundos fechados com um único cotista, geralmente outro fundo de investimento, criando camadas de ocultação”.

Os auditores concluíram que “entre os bens adquiridos por esses fundos estão um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (mais duas usinas em parceria ou em processo de aquisição), 1.600 caminhões para transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis, dentre os quais seis fazendas no interior do estado de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso/BA, adquirida por R$ 13 milhões”.

Estadão Conteúdo

Governo do Estado moderniza gerenciamento do consumo de combustível da frota oficial

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Administração (SAD), realiza, no dia 9 de setembro, novo processo licitatório para modernizar a gestão do abastecimento da frota de veículos do Estado. A partir dessa iniciativa, que substitui o contrato corporativo atual, o consumo de combustíveis de, aproximadamente, 6,5 mil automóveis da administração estadual, incluindo ambulâncias e viaturas, será monitorado em sistema eletrônico interligado, com uso de cartões magnéticos, aplicativos ou tecnologia equivalente.

O novo processo licitatório abrange mais de 80 órgãos e entidades da administração direta e indireta em todo o Estado, a exemplo de Secretarias, Autarquias, Fundações e Empresas Públicas. A secretária de Administração, Ana Maraíza, destaca a importância da iniciativa. “Essa ação amplia a transparência, o controle e a rastreabilidade no consumo de combustíveis, pois acompanha o que há de mais moderno em legislação aplicada às contratações públicas. Dessa maneira, o novo contrato traz mais eficiência no gerenciamento do abastecimento da frota de veículos do Poder Executivo Estadual”, ressalta a titular da pasta.

Entre as inovações desta nova licitação está a adoção da Lei nº 14.133/21, que moderniza a legislação de compras públicas no País, a utilização de cláusulas contratuais mais rígidas para controle de repasses, além de outras melhorias. O valor estimado da nova contratação é de R$ 159,3 milhões, contemplando gasolina, diesel, etanol, GNV e compostos químicos, com base nos preços máximos da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Importante ressaltar que esse valor também abrange margens para adesões de novos órgãos e a possibilidade de prorrogação contratual por até dez anos, conforme previsto em legislação. O critério de julgamento adotado na licitação é o Percentual Administrativo (PA), formado pela taxa administrativa paga pela gestão estadual somada ao valor cobrado dos postos credenciados. Essa metodologia é baseada em jurisprudência consolidada do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).

Ascom

Petrobahia celebra 10 anos da base de Juazeiro com marca histórica de zero acidentes

A base operacional da Petrobahia em Juazeiro, completa 10 anos de funcionamento, neste mês de julho, com um marco raro no setor de combustíveis: uma década de atividades sem registro de acidentes com afastamento. Inaugurada em 20 de julho de 2015, a base se consolidou como ponto estratégico de distribuição para os estados da Bahia, Pernambuco e Piauí, especialmente em setores como agronegócio, mineração e grandes consumidores industriais. Atualmente, opera 24 horas, de segunda a sábado.

“Desde o início, nossa prioridade foi implantar uma cultura organizacional baseada no respeito à vida. Segurança não é apenas um protocolo, mas um valor da Petrobahia. Chegar a 10 anos de operação sem nenhum acidente é fruto de muito treinamento, disciplina e alinhamento de valores entre a empresa e os seus colaboradores”, afirma Ivonete Dauto, superintendente de Operações da Petrobahia.

A unidade iniciou suas atividades com capacidade estática para 1.675 milhões de litros e, em apenas um ano, passou por sua primeira ampliação com a implantação de uma terceira bacia de tanques, em 2016. Atualmente, a base possui capacidade de armazenagem estática de cerca de 3.400 milhões de litros de combustível e abastece pelo menos 320 postos dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Piauí, além de empreendimentos industriais e agrícolas da região.

Além da segurança, a eficiência logística é outro diferencial. A base de Juazeiro viabiliza o abastecimento com agilidade a mercados situados a centenas de quilômetros de distância, reduzindo custos de transporte e o valor do produto na região. “A base de Juazeiro continua sendo uma das mais estratégicas para a Petrobahia, dada sua localização e capacidade de escoamento para outros estados”, acrescenta Ivonete.

A empresa também vem promovendo melhorias na infraestrutura para se adequar às novas exigências regulatórias da ANP, como as mudanças nos percentuais de mistura de etanol anidro na gasolina e de biodiesel no diesel, previstas para agosto. “Estamos ajustando a configuração operacional da base para garantir não apenas conformidade, mas também desempenho. Isso inclui sistemas mais modernos de carregamento multiproduto, com softwares atualizados para melhorar produtividade e atendimento ao cliente”, explica.

Nos últimos anos, a Petrobahia vem se firmando como uma das distribuidoras regionais mais inovadoras do país. Em expansão, a empresa já conta com bases em cinco cidades: Luís Eduardo Magalhães (2012), São Francisco do Conde (2013) interligada à refinaria de Mataripe, Juazeiro (2015), Itabuna (2020) e Balsas, no Maranhão (2023). Em 2026, está prevista a construção e operação da primeira base da Petrobahia fora do Nordeste, em Querência, no estado do Mato Grosso.

“A base de Juazeiro é um símbolo do compromisso da Petrobahia com o desenvolvimento regional e, sobretudo, com a segurança. São 10 anos de história que nos orgulham e nos impulsionam a continuar crescendo com responsabilidade”, afirma Iara Andrade Schimmelpfeng, diretora de Operações e Suprimento da Petrobahia. Além do recorde positivo na área da segurança operacional, ela destacou a eficiência da empresa na redução de resíduos e cuidado com o meio ambiente. “Essa marca histórica alcançada comprova que é possível crescer conciliando dois pontos imprescindíveis: a segurança dos nossos colaboradores e a oferta produtos e serviços de excelência. Vamos seguir expandindo com responsabilidade e inovação”, concluiu.

Ascom

FGV afirma que alta na gasolina pressiona inflação ao consumidor no IGP-10 de agosto

O aumento de 4,56% na gasolina liderou o ranking de pressões sobre a inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto, informou nesta sexta-feira, 16, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) avançou de 0,24% no mês passado para uma alta de 0,33% neste mês.

No entanto, três dos oito grupos pesquisados registraram deflação: Alimentação (de -0,12% em julho para -1,32% em agosto), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para -0,01%) e Vestuário (de 0,18% para -0,18%).

As maiores influências partiram dos itens hortaliças e legumes (de -3,14% para -15,28%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,75% para -1,02%) e roupas (de 0,12% para -0,27%).

As cinco classes de despesa que registraram taxas de variação mais elevadas foram Transportes (de 0,28% para 1,52%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,67% para 1,88%), Habitação (de 0,14% para 0,31%), Despesas Diversas (de 0,95% para 1,34%) e Comunicação (de 0,08% para 0,30%).

As principais contribuições partiram dos itens gasolina (de 0,52% para 4,56%), passagem aérea (de 3,53% para 11,21%), gás de botijão (de -0,11% para 1,50%), cigarros (de 0,02% para 1,00%) e mensalidade para TV por assinatura (de 0,22% para 1,64%).

Estadão onteúdo

Preço da gasolina diminui e do diesel aumenta para distribuidoras

A partir deste sábado (21), o preço médio dos combustíveis vendidos para as distribuidoras passa a ser de R$ 2,81 por litro, uma redução de R$ 0,12 por litro. Como existe uma mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro na composição da gasolina comercializada aos postos, a parcela da Petrobras vai ser, em média, de R$ 2,05 a cada litro vendido na bomba.

O preço médio de venda do diesel para as distribuidoras vai ser de R$ 4,05 por litro, um aumento de R$ 0,25 por litro. Como é obrigatória a mistura de 88% de diesel A e 12% de biodiesel para a composição do diesel vendido aos postos, a parcela da Petrobras vai ser, em média, de R$ 3,56 a cada litro vendido na bomba.

Na variação acumulada no ano dos preços de venda da gasolina A e do diesel A para as distribuidoras, há uma redução de R$ 0,27 por litro de gasolina e de R$ 0,44 por litro de diesel.

“A estratégia comercial que adotamos na Petrobras nesta gestão tem se mostrado bem-sucedida, sobretudo no sentido de tornar a empresa competitiva no mercado e evitar o repasse de volatilidade para o consumidor. Prova disto é que ao longo deste ano, mesmo com o valor do brent mais alto que no ano passado, os preços dos nossos produtos acumulam quedas, muito diferente do que aconteceu ao longo de 2022”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

A Petrobras informa que os reajustes na gasolina e no diesel podem ser explicados por movimentos distintos no mercado e na estratégia comercial da estatal. No caso da gasolina, há o fim do período de maior demanda global, com maior disponibilidade e desvalorização do produto frente ao petróleo. No caso do diesel, a demanda global se mantém, com expectativa de alta sazonal, o que faz o produto ter maior valorização frente ao petróleo. A companhia também reforçou que procura evitar o repasse da volatilidade do mercado internacional e da taxa de câmbio para a sociedade brasileira, mas que também preserva um ambiente competitivo nos termos da legislação vigente.

Agência Brasil

Mistura alta e ruim estraga combustível vendido no Brasil

No país que se orgulha ser o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar do mundo e de operar o maior programa de produção de biodiesel das Américas, a idéia de adicionar os dois produtos a gasolina e ao óleo diesel sempre foi muito comemorada pelos ambientalistas como uma solução brasileira de compensação às emissões de carbono de mossa frota automotiva.

Colocar etanol anidro em gasolina tipo A, de fato, se tornou uma referência internacional que o Brasil provou, até porque foi a partir do velho Proálcool que a indústria automobilista nacional desenvolveu a tecnologia flex que permite que qualquer motor a combustão automotiva brasileiro rodar com os dois combustíveis seja a gasolina pura, o álcool hidratado ou a mistura de 25% que o país adotou como política energética padrão.

Também virou um diferencial Brasil, a adição de óleo vegetal no óleo diesel S-10 produzido pela Petrobras que investiu pesado na sua melhoria em 10 anos e fixado em 10% a despeito da indústria de caminhões e ônibus se queixar da qualidade do produto vegetal entregue para indústria nacional que usa uma tecnologia antiga para processar a soja e que produz uma quantidade excessiva de resíduos no bloco do motor e deixa sujeira no tanque de combustível.

É uma situação curiosa. A sofisticada indústria de caminhões está no mercado brasileiro com o que existe de melhor em termos de motores com tecnologia no mundo como a série Euro 4, 5 e 6 que embarcam o que de melhor se conseguiu na performance do motor a diesel. Entretanto é obrigada a usar um combustível misturado a um óleo vegetal ruim que acaba reduzindo sua eficiência. Tentando reduzir às perdas, a indústria de caminhões vem recomendando aditivos para compensar o diesel ruim entregue no posto.

O problema é que assim que o presidente Lula tomou posse, os produtores de etanol e de biodiesel se aproximaram com duas propostas que assustaram a indústria automobilística: Elevar a mistura do etanol para 30% e do biodiesel para ate 15%.

Do ponto de vista de performance, a idéia é um enorme retrocesso. O mundo usa, no máximo, 7% de biodiesel feito e material bom. Imagina usar – como foi aprovado – 15% até 2025? No caso do etanol, os motores flex simplesmente não aumentam o rendimento desejado com mais do que 25% e passam a gastar mais combustível.

Mas o novo governo simplesmente ignorou os alertas da indústria e o lobby dos dois produtos vegetais continua forte junto ao Ministério das Minas e Energia. O setor de biodisel, por exemplo, já assegurou o aumento do percentual de 10% para 15 em quatro anos. O setor sucroalcooleiro está pressionando para chegar a 30%.

A razão é bem clara: 5% mais no diesel e 5% mais na gasolina asseguram uma extraordinária aos dois setores já que as vendas para as distribuidoras são no atacado. Mas do ponto de vista tecnológico é perda de eficiência dos motores. Ironicamente, enquanto a indústria de caminhões fala do diesel com 5% de biodesel sendo adicionado já processo industrial na refinaria e o uso do motor elétrico flex com o etanol com até 20%. JC Online