Em Brasília, mulheres denunciam feminicídios e a omissão do Estado

“Estupros corretivos, tapas e facadas. Querem nos manter de bocas fechadas, mas nem a morte irá nos calar. Mulheres vivas!”, com essas palavras a assistente social Elisandra “Lis” Martins encerrou sua fala na Batalha de Rimas, no centro de Brasília, no ato Levante Mulheres Vivas, realizado em diversas capitais do país neste domingo (7).

Sob fortes pancadas de chuva, milhares de pessoas participaram do protesto no Distrito Federal (DF) para denunciar a violência contra a mulher, o feminicídio e a omissão do Estado na proteção e prevenção à violência de gênero. O “Levante” foi convocado por dezenas de organizações de mulheres, após sucessivos casos emblemáticos de feminicídios que chocaram o Brasil nos últimos dias. Em Brasília, falas de lideranças e apresentações culturais movimentaram a Torre de TV, no centro da capital.

A rimadora Elisandra “Lis” Martins, de 31 anos, faz parte do coletivo Batalha das Gurias, da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, e compareceu ao ato para denunciar a violência de gênero na esperança de provocar uma reação do Estado. “É violência de gênero, é violência de raça, por esses motivos temos as nossas vidas escassas, é como viver no submundo dos empregos, periferias e até do próprio mundo. Da não aceitação até a depressão que nos mata, mantendo viva a respiração”, rimou a moradora do Itapoã, região administrativa do DF a cerca de 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

A manifestação contou com a presença de um ministro e seis ministras, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.

Violência do Estado
Foram recorrentes falas contra o Estado e a omissão e incapacidade das instituições de protegerem as mulheres vítimas de violência, assim como de prevenir esses crimes. A doutora em ciência sociais Vanessa Hacon é ativista do Coletivo Mães na Luta, que assessora mulheres vítimas de violência. Ela afirma que o sistema de Justiça é negligente no atendimento às mulheres e, na maioria dos casos, culpa a própria vítima. “As mulheres saem de casa para se livrar da violência doméstica e vão parar dentro do sistema de Justiça, onde a violência processual é intensa e absurda e os juízes não fazem nada”, disse Vanessa.

A ativista reclama que as instituições do sistema de Justiça não concedem as medidas protetivas às mulheres quanto necessário. “Existe uma ideologia machista nos tribunais que deslegitima denúncias com base em estereótipos de gênero vulgares, do tipo ‘essa mulher é uma ressentida’, ‘não aceita o fim do relacionamento’, ‘vingativa’. Essas denúncias precisam ser levadas a sério e, de fato, processadas corretamente, ao invés de arquivadas sob argumentos vagos”, criticou.

Patriarcado
Com gritos como “Feminismo é revolução” e “Mulheres Vivas”, as manifestantes destacaram que a forma “patriarcal” como a sociedade foi estruturada ao longo dos séculos contribui para uma espécie de “epidemia” de feminicídios no Brasil. “O patriarcado é quando a sociedade se estrutura a partir da lógica de que o homem, de que o gênero masculino, tem o poder, e o poder é centralizado neles, a partir deles, e é a partir deles que as coisas acontecem”, afirmou a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Leonor Costa.

Ela destacou à Agência Brasil que os casos “absurdos” de feminicídios nos últimos dias acenderam a revolta das mulheres pelo país. “Espero que esses atos sensibilizem a sociedade e mostrem o perigo que as mulheres vivem no seu cotidiano e, mais do que isso, que sensibilize o Estado. É fundamental que haja políticas públicas que sejam capazes de frear esse nível de violência”, afirmou.
Para a representante do MNU, a educação é fundamental para mudar essa cultura. “São necessárias políticas de educação que consigam conscientizar a sociedade como um todo para entender que esse é um problema do país. Esse não é só um problema meu, que sou mulher”, completou.

Papel dos homens e do orçamento público
A maioria da manifestação foi formada por mulheres, mas muitos homens acompanharam o ato e as lideranças presentes destacaram o papel deles na luta contra a violência de gênero, como explicou a escritora, cineasta e professora aposentada Renata Parreira.

“É preciso convocar os homens a discutir, a refletir sobre sua masculinidade tóxica. Trazê-los como aliados para essa luta, porque é uma luta de todas e todos para que possamos mudar o projeto de sociedade”, destacou.

Para Renata, que integra o Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, é preciso ainda reforçar o orçamento público para combater a violência de gênero.

“Sem orçamento público, sem equipe qualificada, sem indicadores econômicos e sociais de pesquisa não há como elaborar políticas públicas efetivas para a prevenção da violência de mulheres. Nós precisamos, por meio da educação, transformar a realidade porque a cultura não é fixa, ela é dinâmica e pode ser mudada”, completou.

Questão econômica
A situação econômica das mulheres foi outro elemento lembrado no ato como fator que alimenta a violência de gênero. A empreendedora Aline Karina Dias, de 36 anos, avalia que a questão financeira é a arma para emancipar muitas mulheres dos ciclos de violência e exclusão.

“Compreendemos o empreendedorismo, a questão financeira, como uma ferramenta de emancipação e de existência das mulheres. Muitas que sofrem feminicídio são devido a questões sociais, por falta de moradia e de emprego”, disse. Aline Karina lidera o Sebas Turística, projeto de afroturismo de base comunitária que visa promover o turismo cidadão em São Sebastião, região administrativa do DF a cerca de 17 km do centro de Brasília.

Entenda
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso acusado do crime.

Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição que se matou em seguida. Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero. Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero. Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios.

Agência Brasil

PMPE nega participação em sepultamento com honrarias a policial que tentou matar a namorada

O policial militar José Carlos Gonçalves Lima, de 29 anos, que tentou matar a namorada Jessyca Dayane de Carvalho no último sábado (8), com disparos de arma de fogo, e, em seguida, tirou a própria vida, foi sepultado na última segunda-feira (10), em Belém do São Francisco.

Apesar da tentativa de cometer o crime de feminicídio, o oficial teve um sepultamento repleto de homenagens e honrarias militares, além de um cortejo com a presença de policiais da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (1ª CIPM) e também da 2ª Companhia de Cabrobó, unidades onde José Carlos serviu, gerando revolta e indignação da população com o desrespeito à vítima, gerando críticas em comentários de postagens sobre o assunto nas redes sociais.

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Homem é condenado a mais de 8 anos de prisão por tentativa de feminicídio em Cabrobó

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ), obteve a condenação de mais de 8 anos de um homem por tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira. A decisão foi anunciada na última quinta-feira (21) pela 1ª Vara da Comarca de Cabrobó, no Sertão do Estado.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri acolheu integralmente a tese da acusação e fixou a pena em 8 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado, com execução imediata. A tentativa aconteceu em 8 de julho de 2019, na residência do casal, localizada na Aldeia Cajueiro, na Ilha da Assunção, em Cabrobó.

De acordo com os jurados, foi reconhecida a autoria e materialidade do ato delitivo, além das qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Segundo o processo, o crime foi realizado na presença dos dois filhos menores da vítima, sendo uma delas filha do casal, com 5 anos na época.

Diario de Pernambuco

Editorial: 5º BPM atinge recorde histórico sem feminicídio: conquista que inspira continuidade e união política

O Sertão amanheceu mais seguro. Em 12 de agosto de 2025, o 5º Batalhão de Polícia Militar alcançou 237 dias sem registros de feminicídio consumado ou tentado na sua área de atuação — Petrolina, Afrânio e Dormentes — superando o recorde anterior de 229 dias (2018–2019). Em pleno Agosto Lilás, o marco ganha ainda mais significado: é prova de que prevenção, presença e parceria salvam vidas.

O resultado não é obra do acaso. Ele reflete ações integradas de proteção, com destaque para o Projeto Proteger, que já cadastrou e acompanhou 1.735 pessoas em 2025 e realizou 5.377 visitas domiciliares; o comprometimento da tropa, sob a liderança do Tenente-Coronel Welber Cavalcanti; e o alinhamento com o Programa Juntos Pela Segurança, do Governo de Pernambuco. Desde a última ocorrência (18/12/2024) e a última tentativa (24/11/2024), a curva de risco vem sendo contida com escuta ativa das vítimas, monitoramento e resposta rápida.

Celebrar é justo. Mas, mais do que medalhas, a sociedade espera perenidade. Para transformar recorde em novo padrão de segurança, é crucial:

  • Blindar orçamento e ampliar efetivo voltado à proteção das mulheres, com treinamentos contínuos em atendimento humanizado e gestão de risco.
  • Expandir o Projeto Proteger (mais equipes, mais bairros, mais visitas), integrando Prefeituras, Delegacia da Mulher, Ministério Público, Defensoria, Judiciário e rede socioassistencial.
  • Aperfeiçoar o monitoramento de medidas protetivas, com tecnologia, rondas dirigidas e resposta imediata a violações.
  • Prevenção na base: escolas, postos de saúde e CRAS com protocolos claros para identificar e encaminhar casos.

Transparência e metas públicas: divulgação trimestral de indicadores e compromisso com a meta ousada de 365 dias sem feminicídio.

O enfrentamento ao feminicídio não tem cor partidária. É dever de todos. Cabe aos líderes políticos garantirem apoio público e contínuo (leis, recursos, emendas, convênios) para que as boas práticas não sofram descontinuidade a cada calendário eleitoral. O 5º BPM mostrou que funciona quando há estratégia, comando e parceria. Falta-nos, como sociedade e classe política, manter o passo.

Se você ou alguém que você conhece está em risco, ligue 190 (emergência), 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 181 (Disque-Denúncia). Denunciar salva vidas.

Parabéns ao 5º BPM, às equipes parceiras e às mulheres que confiaram nas instituições. Que este recorde seja ponto de partida, não de chegada. Seguimos cobrando, apoiando e somando para que cada dia sem feminicídio se torne o novo normal no nosso Sertão.

Ministério das Mulheres lança guia sobre prevenção a feminicídios

O Ministério das Mulheres está divulgando uma cartilha do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, produzida em parceria com a ONU Mulheres, com o objetivo de prevenir todas as formas de violência de gênero, discriminação e misoginia contra meninas e mulheres, por meio da implementação de ações governamentais em diferentes setores.

Dividido em quatro partes, o guia mostra o cenário da violência contra as mulheres no Brasil, relatando o histórico das políticas de enfrentamento ao problema e traz explicações sobre estereótipos de gênero, empoderamento e características da violência baseada em gênero.

A cartilha também identifica e explica quais os tipos mais frequentes de violência contra mulheres, quais são as características primárias e secundárias das agressões baseadas em gênero e quais as diferenças entre os tipos de feminicídio. O guia pode ser baixado no site do Ministério das Mulheres.

Laço Branco- Na sexta-feira (6) foi  celebrado o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Instituída no país pela Lei nº 11.489/2007, a data é conhecida como Campanha do Laço Braço e faz parte da jornada dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, e destaca que o engajamento dos homens é um passo fundamental rumo à erradicação da violência de gênero.

O Ministério das Mulheres tem buscado mais diálogo com os homens por meio da mobilização nacional permanente pelo Feminicídio Zero, que busca conscientizar e engajar os diversos setores da sociedade brasileira no compromisso de por fim a todas as formas de violência contra as mulheres. Entre os principais parceiros da ação estão os clubes de futebol, visto que os registros de ameaça contra mulheres aumentaram 23,7% nos dias em que um dos times da cidade joga, segundo pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em novembro deste ano, o Ministério das Mulheres e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assinaram a Carta-Compromisso pelo Feminicídio Zero formalizando a adesão da entidade à mobilização nacional, e o Acordo de Cooperação Técnica para a implementação do Protocolo Não é Não em arenas esportivas.

Agencia Brasil

Pernambuco esclareceu 98% dos casos de feminicídio registrados pela Polícia Civil nos últimos 18 meses

A Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgou nesta terça-feira (20) que Pernambuco conseguiu elucidar 98% dos feminicídios registrados entre janeiro de 2023 e junho de 2024. Dos 121 crimes deste tipo cometidos no período, a Polícia Civil esclareceu 119, concluindo o inquérito policial com as autorias identificadas. Os outros dois casos estão em investigação. Os dados foram repassados à governadora Raquel Lyra durante uma reunião do programa Juntos Pela Segurança.

“Os dados apresentados na reunião de monitoramento do Juntos pela Segurança desta segunda-feira mostram o compromisso da nossa Polícia Civil com a elucidação de todos os feminicídios cometidos no Estado. É inadmissível que tantas pernambucanas ainda convivam com o medo, mas é importante que essas mulheres tenham a certeza de que o nosso time não vai descansar até que esses crimes sejam investigados e que os autores de cada um deles seja punido”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Para incentivar as mulheres a denunciarem os casos de violência, as secretarias de Defesa Social e da Mulher têm promovido campanhas para que os casos sejam registrados mais cedo, evitando o feminicídio. Dentro das ações de prevenção, desde setembro de 2023, 381 servidores da SDS, sendo 129 policiais civis e 252 policiais militares, já passaram por qualificação feita pela SDS em parceria com a Secretaria da Mulher. Em nove meses de atuação, a equipe de capacitação passou por 12 cidades de Pernambuco.

Desde o início de 2024, a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar também monitora Medidas Protetivas de Urgência (MPU) em todo o Estado. Das mulheres acompanhadas pelas equipes da PM, não foi registrado nenhum feminicídio.

“O foco principal do nosso pessoal, sobretudo no Departamento da Mulher e das Delegacias de Homicídios, que investigam os casos, é a resolução de todo e qualquer caso de feminicídio que venha a ocorrer em Pernambuco. Foi com esse pensamento que, nos primeiros dezoito meses da gestão da governadora Raquel Lyra, conseguimos chegar aos autores de 98% desses crimes. Nossa meta agora é chegar aos 100%”, disse o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Renato Leite.

Dados 

O crime de feminicídio ocorre quando a mulher é morta por questões relacionadas ao gênero dela. Um levantamento divulgado pelo Observatório da Segurança, que atua em diversos estados, mostrou que Pernambuco ocupa o primeiro lugar no ranking desse tipo de crime no Nordeste. Foram 92 casos, sendo 34,38% com arma branca e 62 casos cometidos por parceiros ou ex-parceiros.

O Estado também registrou 319 casos de violência contra as mulheres e um aumento de 41,78% em um ano. A pesquisa leva em conta os dados de 2023 e mostram que os municípios de Garanhuns, no Agreste, e Recife foram os que mais registraram este tipo de crime em 2023, 44 e 40, respectivamente.

Diário de Pernambuco

Homem é preso após matar a companheira a facadas em Limoeiro

Uma mulher de 31 anos foi morta a facadas pelo companheiro, um homem de 41 anos, na quinta-feira (7), em Limoeiro, no Agreste de Pernambuco. O homem foi preso em flagrante após o crime, registrado pela Polícia Civil como feminicídio.

De acordo com as primeiras informações, a mulher foi socorrida para o Hospital Regional de Limoeiro. Ela, no entanto, não resistiu e morreu na unidade de saúde. Policiais militares foram até o hospital e depois saíram em diligências para localizar o homem, que foi preso em flagrante às margens da rodovia PE-50.

A faca usada pelo homem para matar a companheira foi encontrada pelos policiais na residência do casal, onde aconteceu o crime. O homem foi levado à delegacia e ficou à disposição da Justiça.

Folha PE

Casal é encontrado morto em Olinda; polícia suspeita de feminicídio

Crime foi registrado na Rua do Comércio (Foto: Google Street/Reprodução)

Dois corpos foram encontrados em uma residência na Rua do Comércio, no bairro São Benedito, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, na segunda-feira (10). As vítimas são um homem de 53 anos e uma mulher, de 49 anos. Eles eram casados.

A polícia trata o caso como feminicídio e morte a esclarecer. A principal suspeita da PC-PE é que o homem tenha matado a mulher a golpes de faca e na sequência, tirado a própria vida. Os corpos foram removidos ao IML.

Homem que matou ex em Jaboatão dos Guararapes ficará preso no Cotel

José Reinaldo Almeida Simões Júnior, homem que assassinou a tiros a ex-namorada e a mãe dela em Jaboatão dos Guararapes (PE) ficará preso no Cotel. Ele foi detido na quinta-feira (6), em Alagoas e nesta sexta-feira (7), foi submetido a audiência de custódia, em Pernambuco.

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Polícia prende suspeito de cometer feminicídio em Juazeiro

O homem apontado como autor de um feminicídio na zona rural de Juazeiro (BA) no final de semana foi preso em Lagoa Grande (PE), no sábado (1°). Segundo a Polícia Civil da Bahia, ele tem 53 anos e foi localizado no Distrito de Vermelhos, na casa de familiares.

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Mulher é morta a tiros em Cabrobó

(Foto: Ilustração)

Uma mulher de 27 anos, cuja identidade não foi informada pelas autoridades, foi morta a tiros na madrugada desta sexta-feira (9), na Ilha de Assunção, zona rural de Cabrobó, no Sertão do São Francisco. O suspeito foi preso em flagrante.

Ele tem 38 anos e é companheiro da vítima. Segundo a polícia, na residência do casal havia marcas de tiros, além do efetuado contra a vítima. O corpo foi removido ao IML e o caso está sendo investigado pela delegacia local.

Recife: homem que jogou carro em árvore para matar a ex é condenado a mais de 20 anos em regime fechado

Foto: TJPE/Divulgação

Guilherme José Lira, acusado de matar a ex-companheira jogando o carro no qual os dois estavam em uma árvore, foi condenado a 21 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. A sentença veio na noite de sexta-feira (14), após uma semana de julgamento.

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Recife: começa julgamento de homem que jogou carro em árvore para matar ex

Crime aconteceu em 2018

Quase cinco anos após a morte de Patrícia Cristina dos Santos, o ex-companheiro da vítima, Guilherme José Lira dos Santos sentou no banco dos réus na manhã desta segunda-feira (10). Ele é julgado no Recife pelo crime de feminicídio, praticado em novembro de 2018.

No dia do crime, ele estava em um carro com a vítima, que estava no banco do passageiro sem cinto. Foi então que Guilherme acelerou o automóvel contra uma árvore, na Rua Fernandes Vieira, no bairro da Boa Vista. A mulher faleceu e o condutor teve ferimentos leves.

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Arcoverde: polícia prende filho que matou mãe a pedradas e socos

O homem suspeito de matar a própria mãe a pedradas em Arcoverde, Sertão do Moxotó, foi preso pela Polícia Civil de Pernambuco. O crime chegou a população, pela brutalidade pela qual foi praticado. A mulher ainda recebeu socos e pontapés antes de morrer.

O filho, que tem 24 anos, se escondeu em uma casa abandonada, para não ser linchado pela população. Ele foi encaminhado ao Presídio Advogado Brito Alves (PABA), em Arcoverde.

A vítima tinha 57 anos e foi agredida no último domingo (12). Ela chegou a ser socorrida, ficou internada, mas não resistiu e morreu na quarta-feira (15).

Recife: júri de homem que jogou carro para matar ex é adiado a pedido da acusação

Vítima estava em carro com acusado e morreu presa às ferragens

O júri de Guilherme José Lira dos Santos, acusado de matar a ex-companheira, Patrícia Cristina Araújo dos Santos em 2018 foi adiado. Ele sentaria no banco dos réus na próxima segunda-feira (20), porém, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) aceitou o pedido da acusação.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Assistência da Acusação alegaram que duas testemunhas não poderiam ser ouvidas, pois uma estava fora da cidade e a outra, com problemas de saúde.

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