Réu é condenado como primeiro caso de feminicídio em Pernambuco

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Ocorreu no último dia 20 de julho a primeira condenação de um réu pelo crime de feminicídio no Estado de Pernambuco. Cristiano de Lima foi condenado a 18 anos e seis meses de reclusão pelo homicídio duplamente qualificado da sua companheira, Aldenice Firmino da Hora. Ela foi morta por esganamento em 21 de junho de 2015 no imóvel onde os dois moravam, na comunidade do Coque, na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife.

De acordo com o inquérito policial, o autor do crime confessou ter agredido fisicamente a mulher antes de matá-la. Depois do crime, ele ainda colocou o corpo da mulher em um balde, o encobriu com um lençol e fugiu da casa. O corpo da vítima só foi encontrado três dias após o assassinato.

Para o promotor de Justiça Luís Sávio Loureiro da Silveira, que atuou no julgamento perante a Segunda Vara do Tribunal do Júri da Capital, a primeira condenação por crime de feminicídio no Estado demonstra que houve uma evolução desde a entrada em vigor da Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006.

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Câmara aprova aumento da pena para o crime de feminicídio

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A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (30) o aumento da pena do feminicídio, caso o crime seja praticado no descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha. O projeto, que altera o Código Penal, aumenta a pena de um terço (1/3) até a metade. De autoria do deputado Lincoln Portella (PRB-MG), o texto ainda será apreciado pelo Senado Federal.

No texto aprovado, foram incorporadas medidas como agravamento da pena no caso de o crime ser contra pessoas portadoras de deficiência degenerativas que acarretem vulnerabilidade física ou mental e também se for cometido na presença física ou virtual de descendente ou ascendente da vítima.

O Código Penal prevê a pena de reclusão de 12 a 30 anos nos casos de homicídio contra a mulher por razões de condição do sexo feminino.

Justificativa

Na justificativa, o autor afirmou que a violência contra a mulher é uma triste realidade no país, mesmo após a entrada em vigor da Lei Maria da Penha. “Sabemos que os agressores, na maioria das vezes, descumprem as medidas proibitivas e voltam a atemorizar as vítimas. Infelizmente, muitos casos de violência doméstica somente terminam com a morte da ofendida”, afirmou Lincoln Portela.

Ainda na justificativa, o deputado afirmou que aqueles que cometem o feminicídio descumprindo medida protetiva precisa ter punição maior. “Entendemos que o agente que comete esse delito em descumprimento de medida protetiva merece uma punição mais severa, tendo em vista a maior reprovabilidade de sua conduta”, argumentou.

“A alteração legislativa ora proposta representa um avanço na luta das mulheres contra a violência doméstica e familiar”, disse o autor da proposta.

Vereadora Maria Elena protesta contra crimes de feminicídio em Petrolina

Maria Elena

A vereadora Maria Elena (PSB) chamou a atenção na sessão desta terça-feira (29), para os crimes de feminicídio que aconteceram esse mês em Petrolina. “Não se pode tolerar que apenas em um mês, três assassinatos contra mulheres tenham acontecido, queremos saber se esses assassinos já estão presos, já estão enquadrados na lei de feminicídio que torna hediondo o crime contra a mulher”, questionou.

Ela relatou o fato ocorrido no último final de semana, sábado de aleluia, em que uma jovem senhora de 40 anos teve ceifada a sua vida após um briga entre vizinhos e relembrou os casos da enfermeira Cleaci de Souza, desaparecida até hoje, e da pequena Beatriz, brutalmente assassinada nas dependências do Colégio Maria Auxiliadora.

A vereadora convocou a Comissão de Direiros Humanos da Casa Plínio Amorim para, realizar na próxima sexta-feira (01/04), uma visita a delegacia da mulher, delegacia de homicídio e Vara da Violência Doméstica para fazer uma radiografia desses processos. “Para pedir cada vez mais agilidade e punição exemplar esses canalhas, covardes assassinos”, disse.

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