Lula recebe cobrança inusitada após raio em ato de Nikolas

O presidente Lula (PT) recebeu uma cobrança no mínimo inusitada após um raio atingir um grupo de pessoas ao final da “Caminhada pela Liberdade”, promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), no último domingo (25), em Brasília. Ao todo, 33 pessoas deram entrada em um hospital da capital federal após serem atingidas por uma descarga elétrica no ato, que teve início no interior de Minas Gerais e teve como objetivo pedir a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha.

Qual a cobrança?
A vereadora de Maringá (PR), Giselli Bianchini (PP), afirmou que vai oficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a parlamentar, a intenção é solicitar “providências e a possível instalação de para-raios” no local do acidente. De acordo com ela, o espaço “não pode ficar exposto a riscos previsíveis”. Além disso, a pepista criticou as pessoas que estariam “debochando” dos feridos. “Foi um grande milagre o que aconteceu”, disse ela ao Metrópoles.

Raio causa pânico e deixa feridos em ato de Nikolas Ferreira
Dezenas de pessoas ficaram feridas após a queda de um raio durante o ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, no último domingo, 25. Das vítimas, 33 foram levadas ao hospital. Chovia forte no momento do incidente na praça do Cruzeiro.

Várias pessoas caíram após sofrerem choques elétricos. Algumas ficaram desacordadas e precisaram ser carregadas nos braços até a única ambulância disponível no local, que acabou cercada por manifestantes sentados ou deitados no chão. Algumas vítimas apresentavam sinais de desorientação. Segundo o UOL, a equipe de socorro atendia uma mulher dentro da ambulância enquanto familiares, em estado de choque, tentavam reanimar parentes caídos. Com a abertura da grade que isolava o veículo, mais pessoas se aproximaram em busca de ajuda.

A Tarde

Escândalo do Banco Master bate à porta do Palácio do Planalto: Lula e Galípolo omitiram de agenda encontro com dono do Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em uma reunião no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, não registrada em agenda oficial. O encontro ocorreu no gabinete de Lula e durou cerca de uma hora e meia.

Em um evento em Maceió (AL), nesta sexta-feira (23/1), o presidente disse que “falta vergonha na cara” de quem defende Vorcaro (veja vídeo). O tom do presidente contrasta com o fato de que, até recentemente, o Master tinha boas relações com pessoas do núcleo petista, incluindo ministros que estavam no palanque no evento.

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Escritório de Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master após posse no Ministério

 

Uma revelação trazida pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, colocou o Ministério da Justiça e Segurança Pública sob os holofotes de um novo debate ético. Segundo a publicação, o Banco Master efetuou o pagamento de R$ 5 milhões ao escritório de advocacia vinculado a Ricardo , em um período no qual o magistrado aposentado já exercia o cargo de ministro de Estado no governo Lula.

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Trump convida Lula para ‘Conselho de Paz’ para Faixa de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o “Conselho de Paz”, organismo internacional proposto pelo governo americano para discutir uma saída política para o conflito na Faixa de Gaza. A carta chegou para Lula na sexta-feira(16) via Embaixada brasileira em Washington. A informação foi noticiada pelo ICL Notícias e confirmada pela reportagem. Ainda não há informações se o presidente brasileiro aceitará o convite.

O anúncio da criação do conselho foi feito por Trump nesta quinta-feira (15), como um elemento chave da fase dois de um plano apoiado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino. “É para mim uma grande honra anunciar que o Conselho de Paz foi formado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, e adicionou que os membros do órgão serão anunciados “em breve”.

A Casa Branca anunciou ontem a composição do conselho executivo do organismo, que será presidido por Trump e contará com o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o genro de Trump Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga, o diretor-executivo da Apollo Global Management Marc Rowan e o vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Robert Gabriel.

O diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-alto funcionário das Nações Unidas, atuará como Alto Representante para Gaza. Os detalhes operacionais e o alcance efetivo da atuação do conselho ainda deverão ser definidos, segundo informou a Casa Branca. Trump também convidou a Argentina para integrar como membro fundador o “Conselho da Paz”. O convite foi confirmado pelo presidente argentino, Javier Milei, que divulgou no sábado (17), em suas redes sociais a carta enviada por Trump com o convite formal.

Na mensagem, Trump afirmou que a iniciativa baseia-se em um plano de 20 pontos para a região e prevê a criação de um novo organismo internacional com funções ampliadas. “No centro do plano está o Conselho da Paz, que será estabelecido como uma nova organização internacional e uma administração de governo de transição”, escreveu o presidente americano. Trump destacou que o grupo reunirá países dispostos a assumir a responsabilidade de construir uma “paz duradoura” e que cada integrante poderá designar um representante para participar das reuniões.

Milei agradeceu o convite e sinalizou convergência com a proposta americana. “É uma honra para nós fazer parte de uma organização criada para promover uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, começando pela Faixa de Gaza”, escreveu o presidente argentino em publicação na rede social X. “A Argentina sempre estará ao lado das nações que combatem o terrorismo, defendem a vida, a propriedade e promovem a paz e a liberdade”, acrescentou.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também publicou em rede social sobre o convite. “Aceitamos com orgulho a responsabilidade de trabalhar ao lado dos Estados Unidos por uma paz duradoura para todos”, disse, também ao publicar a carta de Trump.

Estadão Conteúdo

Paulinho: Veto de Lula à dosimetria deve ser derrubado antes do Carnaval

O veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria deve ser derrubado antes do Carnaval, afirmou o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto, no UOL News – 2ª edição, do Canal UOL.

A decisão de Lula gerou reação imediata entre aliados de Jair Bolsonaro (PL) e abriu articulações para tentar derrubar o veto.

“Tenho falado com Hugo [Motta, presidente da Câmara] quase todos os dias. Ele é meu amigo, parceiro de muitos anos, e tenho conversado com ele sobre essa questão do veto”

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“Afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, diz Lula sobre bombardeio dos EUA

O presidente Lula (PT) repudiou os bombardeios dos Estados Unidos na Venezuela que culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O ataque aconteceu na madrugada deste sábado (3), e o paradeiro do líder venezuelano ainda é desconhecido.

Em publicação na rede social X, antigo Twitter, Lula afirmou que a operação estadunidense “ultrapassa uma linha inaceitável” e “representa uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, acrescentou. O líder brasileiro evitou citar os nomes de Nicolás Maduro, da primeira-dama ou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referindo apenas aos governos de ambos os países com um tom institucional.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, continuou. Ainda, Lula declarou que a comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU) precisam responder ao episódio, e colocou o governo brasileiro à disposição para “promover a via do diálogo e da cooperação”.

Governo Lula realiza reunião de emergência sobre o caso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência para a manhã deste sábado (3) após o anúncio feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a invasão da Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. De acordo com informações apuradas, o encontro reunirá ministros e assessores do Palácio do Planalto e está previsto para ocorrer às 10h, no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Ainda segundo interlocutores do governo, o presidente brasileiro já foi informado sobre as declarações de Trump e acompanha os desdobramentos do caso.

Diario de Pernambuco

Lula convoca reunião de emergência após Maduro ser capturado

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará uma reunião de emergência, na manhã deste sábado, (03), para discutir a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que ocorreu nas primeiras horas do dia, e culminou na captura do presidente do país, Nicolás Maduro.

A reunião, segundo Igor Gadelha, do portal Metrópoles, será liderada por ministros e assessores de Lula, que ainda não se manifestou nas redes sociais ou por meio de nota. A Venezuela, que manteve durante anos uma relação próxima ao Brasil, faz fronteira com o país. Ainda de acordo com a publicação, Lula já foi informado sobre os comunicados feitos por Trump. O presidente, no entanto, não está em Brasília, e tem previsão de retorno para a capital federal apenas na segunda-feira, (05).

Como Maduro foi capturado?
Segundo Trump, Nicolás Maduro foi capturado por volta das 2h, em uma ação liderada pela Delta Força, considerada a ‘tropa de elite’ do exército dos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre como se deu a operação. Os Estados Unidos já haviam sinalizado a possibilidade de uma invasão nos últimos meses, na escalada de uma tensão diplomática que se prolongou por anos.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump.

A Tarde

“Intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou neste sábado (20), durante uma cúpula com seus homólogos do Mercosul, que uma guerra na Venezuela provocaria “uma catástrofe humanitária”. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conduz uma campanha de ataques contra embarcações de supostos traficantes de drogas em águas próximas à Venezuela e, na sexta-feira (19), não descartou uma guerra com o país caribenho.

“Passadas mais de quatro décadas desde a guerra das Malvinas, o continente americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”, disse Lula durante a cúpula de chefes de Estados do bloco sul-americano em Foz do Iguaçu. “Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária”, alertou Lula. Os ataques dos Estados Unidos no Caribe deixaram até o momento pelo menos 104 mortos.

Questionado na sexta-feira, em uma entrevista por telefone à emissora NBC News, se descartava uma guerra, Trump respondeu: “Não descarto”. “Os limites do direito internacional estão sendo testados”, disse Lula neste sábado. O presidente brasileiro se ofereceu esta semana para mediar a crise entre Washington e Caracas a fim de encontrar uma saída diplomática e evitar um conflito armado.

AFP

Pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro tem pior desempenho contra Lula entre nomes de direita

]Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o nome cotado da direita com pior desempenho em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, mostrou a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (06). Caso disputasse a Presidência contra o rival, o filho de Jair Bolsonaro (PL) ficaria 15 pontos atrás do petista. O senador soma 38% de reprovação do eleitorado brasileiro.

Em um possível segundo turno, Flávio marcaria 36% dos votos, enquanto Lula teria 51%. Os votos brancos e nulos somariam 12%. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Jr. (PSD-PR) também perderiam de Lula, mas com menor desvantagem. Em um eventual segundo turno, Tarcísio teria 42% dos votos e Ratinho, 41%, contra 47% do petista nos dois cenários.

O desempenho de Flávio seria semelhante ao de outros membros da família Bolsonaro. Conforme a pesquisa, Eduardo Bolsonaro (PL) teria 35% das intenções de voto em um segundo turno contra o atual presidente, enquanto Michelle Bolsonaro (PL) teria 39%. Os três estão praticamente empatados na margem de erro também em relação à rejeição do eleitorado: 37% dizem que não votariam de jeito nenhum em Eduardo, enquanto 35% afirmam o mesmo sobre Michelle.

Lula soma 44% de rejeição dos eleitores brasileiros. Caso pudesse disputar as eleições do próximo ano, Jair Bolsonaro seria o candidato com o maior índice de reprovação, 45%. Atualmente, o ex-presidente está inelegível por uma condenação de tentativa de golpe durante as eleições de 2022.

Flávio anunciou sua pré-candidatura à Presidência com o apoio do pai nesta sexta, 5. A pesquisa Datafolha ouviu 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, em 113 municípios de terça, 2, a quinta, 4, um dia antes do anúncio.

]Estadão Conteúdo

Datafolha: nova pesquisa mostra estabilidade na avaliação do governo e do presidente Lula

A nova pesquisa Datafolha mostra estabilidade na avaliação do governo Lula (PT) em relação a setembro: 32% consideram a gestão ótima ou boa, ante 33% na rodada anterior; 37% a avaliam como ruim ou péssima, contra 38% na pesquisa passada; e 30% classificam o governo como regular, ante 28% anteriormente.

Na avaliação pessoal do presidente, também houve pouca mudança. Lula é aprovado por 49% dos entrevistados, frente a 48% em setembro, e reprovado por 48%, o mesmo índice anterior. No recorte por renda, entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos houve alta de quatro pontos na aprovação, ainda dentro da margem de erro.

Os dados mantêm o perfil já observado. Lula tem desempenho acima da média entre pessoas com 60 anos ou mais, menos instruídos, nordestinos e católicos, enquanto a reprovação é maior entre quem tem ensino superior, renda mais alta, moradores do Sul e evangélicos.A sondagem foi feita com 2.002 eleitores em 113 cidades, entre 2 e 4 de dezembro, e tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos.

Estadão Conteúdo

Membros do governo Lula avaliam que anúncio de Flávio é estratégia para 2030

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos de partidos de centro avaliam que a decisão de Jair Bolsonaro de lançar seu filho Flávio como candidato à Presidência da República representa uma estratégia voltada para 2030 e para a manutenção do espólio político da família. Ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, sob reserva, os políticos consideram que o anúncio confronta diretamente os planos do Centrão para lançar Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, como candidato à Presidência com o apoio de Bolsonaro – em troca de um indulto em caso de vitória em 2026.

Apesar de manter discurso público de que buscaria a reeleição em São Paulo, o governador dava sinais, nos bastidores, do desejo de ser candidato ao Planalto. O anúncio de que Flávio Bolsonaro será o candidato representante do bolsonarismo nas eleições de 2026 pegou o mundo político de surpresa – mais pelo timing do que pela informação em si. Integrantes do governo Lula mantinham ceticismo quanto à possibilidade de Tarcísio de Freitas abdicar de uma reeleição em São Paulo para disputar a Presidência por Bolsonaro. O momento de anunciar esse apoio, no entanto, foi inesperado.

Apesar de alguns ministros do governo verem o anúncio como um “balão de ensaio” – jargão jornalístico que se refere à prática de atores políticos vazarem informações para testarem a repercussão antes de confirmarem -, há elementos que apontam na direção oposta. Primeiro porque Flávio e o PL confirmaram a informação. Segundo porque, mesmo após a péssima repercussão junto ao mercado financeiro (o Ibovespa caía quase 4% às 16h30 desta sexta-feira), não houve nenhum recuo.

Desde que Bolsonaro foi preso, em 24 de novembro, Flávio se tornou seu principal interlocutor com o mundo externo, algo parecido com o papel que Fernando Haddad representou para Lula em 2018, quando o petista ficou preso na Polícia Federal em Curitiba. Afastado das articulações políticas e do contato diário com aliados, Bolsonaro passou a receber informações sobretudo por meio do filho. Integrantes do governo ouvidos pela reportagem veem na decisão de lançar Flávio como candidato uma estratégia para manter o eleitorado de direita de olho nas eleições de 2030, cientes de que o pleito de 2026 será mais difícil por se tratar de uma campanha contra o atual presidente.

Lula não tem os melhores índices de aprovação, mas ainda assim dispõe da máquina pública, de programas sociais que serão lançados no ano que vem, do capital político pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e de uma estrutura de publicidade estatal robusta.

A ameaça para Bolsonaro, nessa perspectiva, não estaria na esquerda, mas no campo da centro-direita. O presidente do PP, Ciro Nogueira, chegou a expor insatisfação com o que chamou de “falta de bom senso e estratégia no centro e na direita” e defendeu que o foco da união formada com o União Brasil fosse nas “eleições estaduais e nas nossas bancadas”. A publicação foi feita no X em 19 de novembro. Jair Bolsonaro já estava em prisão domiciliar, e não na sede da Polícia Federal.

O apoio a Tarcísio de Freitas, apesar de garantir uma chance maior de vitória contra Lula em 2026 e, consequentemente, de um indulto a Bolsonaro, escantearia a família politicamente: em caso de vitória, pelo motivo óbvio de que o principal nome da direita passaria a ser o governador de São Paulo; em caso de derrota, porque o nome testado nas urnas e com “recall” seria o de Tarcísio.

Estadão Conteúdo

Reaproximação de Lula e Raquel Lyra abre caminho para dois palanques em 2026

A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pernambuco, nesta terça-feira, para cumprir duas agendas oficiais ao lado da governadora Raquel Lyra, reacendeu as articulações políticas no Estado com foco nas eleições de 2026.

A visita foi definida após encontro da governadora em Brasília com o ministro Rui Costa. Na agenda presidencial está a inauguração da Barragem de Panelas II, obra realizada em parceria entre os governos federal e estadual.

No mesmo período, outro movimento político ganhou destaque: o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, declarou apoio à pré-candidatura ao Senado do senador Humberto Costa, durante encontro no gabinete do parlamentar, em Brasília.

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Governo Lula bate o martelo sobre ponto facultativo na sexta (21/11)

(Foto: Marcello Casal Jr.)

A sexta-feira (21/11) após o feriado do Dia da Consciência Negra não será ponto facultativo para servidores do Executivo Federal.

Apesar das expectativas, os servidores públicos federais não poderão emendar o feriado, de acordo com informações do Ministério da Gestão e Inovação (MGI), responsável pelos servidores.

Dia da Consciência Negra

Em 2023, o governo Lula incluiu o Dia da Consciência Negra, a ser celebrado em 20 de novembro, no calendário oficial de feriados nacionais. A data é uma referência a Zumbi dos Palmares e reforça a importância de refletir sobre a história e os direitos da população negra no Brasil.

O objetivo é promover debates sobre a desigualdade racial e o racismo, além de promover a valorização da cultura afro-brasileira.

A sanção da lei que estabelece a data como feriado nacional ocorreu após pressão de diversos grupos militantes da causa.

Bolsonaristas adotam mote de ‘Lula incomodado’ após reunião com Trump

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apostaram em declarar no X que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se sentiu incomodado com a citação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de diminuir o encontro entre os chefes de Estado. Lula e Trump se reuniram hoje para tratar do tarifaço na Malásia

Durante o início do encontro entre Lula e Trump, que foi aberto à imprensa, Trump responde à imprensa afirmando que “sempre gostou” de Bolsonaro e disse que o ex-presidente “passou por muita coisa”. Lula aparece sorrindo com a resposta do líder americano. A situação jurídica do ex-capitão da reserva não foi discutida no encontro fechado entre os dois.

“Eu sempre gostei dele, fiquei muito mal com o que aconteceu com ele”, respondeu o americano, sem dizer se desejava tratar do tema. “Sempre achei que ele era um cara honesto, mas ele já passou por muita coisa”, disse Trump.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se autoexilou para promover as sanções americanas contra o Brasil em troca do afrouxamento das punições contra o pai, foi o primeiro a usar as redes sociais para endossar que Lula teria se sentido incomodado com a citação ao ex-presidente. “Lula encontra Trump e na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: Bolsonaro. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, disse Eduardo.

O deputado Hélio Lopes (PL-RJ), aliado próximo ao presidente, também reagiu ao momento em que Trump fala sobre Bolsonaro e sugeriu um incômodo de Lula: “O corpo fala”. O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) declarou que Trump teria chamado Bolsonaro de “grande homem” do lado de Lula, o que não ocorreu na declaração aberta. O parlamentar também disse que a reunião na Malásia não foi como o presidente esperava e atacou a imprensa.

“Na cara do Lula, Trump rasga elogios a Bolsonaro e chama-o de ‘grande homem’. Parece que a reunião não saiu como o Barbudinho esperava. A imprensa ontem correu para dizer que ‘Bolsonaro era página virada para Trump’. A imprensa militante é um câncer”, disse.

O deputado Evair de Melo (PP-ES) também disse que Trump chamou Bolsonaro de “grande homem”, classificou a suposta interação como um “fiasco na cara do Lula” e afirmou que Bolsonaro “segue sendo referência mundial”. “Enfim, Lula resolveu agir como presidente de uma grande nação. Depois de quase dois anos bajulando ditadores, atacando o agro e isolando o Brasil, finalmente sentou à mesa com Donald Trump.Mas o resultado? Nenhum. Nenhum acordo, nenhuma proposta, nada de concreto – apenas uma foto pra inglês ver”, disse Evair de Melo

Já o deputado Bibo Nunes (PL-RS) buscou afirmar que a intenção de Trump, na conversa com Lula, é a de afastar o Brasil da China e não de buscar aproximação com o governo petista. Bibo também disse que, apesar de negociar questões econômicas, o presidente dos Estados Unidos “jamais cederá um milímetro na pauta política”. “Trump negocia a economia com o desgovernante Lula, mas jamais cederá um milímetro na pauta política, onde a ideologia e atitudes de Lula com seus asseclas são inaceitáveis”, afirmou Bibo Nunes.

Postagens de Eduardo

O filho do ex-presidente também afirmou, em outras postagens, que a “empatia” une Bolsonaro e Trump. Ele também sugeriu que Lula e os auxiliares dele apoiariam uma “lawfare” que Trump sofreria quando deixasse a Casa Branca. “A capacidade de Donald Trump de se colocar no lugar de Jair Bolsonaro e imaginar que, quando sair da presidência, Lula e sua equipe apoiarão a lawfare que certamente Trump sofrerá”, disse Eduardo.

Eduardo também criticou a conversa de Lula e Trump sobre a crise militar dos EUA com a Venezuela. O presidente se prontificou a ser um mediador entre a Casa Branca e o ditador venezuelano Nicolás Maduro e apelou pela paz no continente. Segundo o deputado, Lula gastou os “poucos minutos com o 01 da economia mundial” para tratar sobre a situação na região e não se preocupou em falar sobre Bolsonaro.

Estadão Conteúdo

Lula e Trump se encontram na Malásia para discutir agenda comercial e econômica bilateral

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontraram neste domingo (26), na Malásia, depois de muita negociação para que a reunião acontecesse.No encontro, compartilhado em post no Instagram do líder brasileiro, os dois, segundo Lula, discutiram “de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral”.

Ainda na publicação, o presidente brasileiro disse que ficou acertado que as equipes dos dois países vão se reunir para “avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”. Também participaram do momento o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

Bolsonaro

Antes do encontro que teve com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, Donald Trump, ignorou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar que o tema “não foi tratado” na conversa.

Questionado por jornalistas antes da reunião, Trump disse que sempre teve uma boa relação com Bolsonaro, mas deixou claro que o tema não seria tratado durante a reunião com o atual presidente brasileiro. Trump disse ainda que se sentia mal pelo ex-presidente. “Sempre gostei dele, me sinto mal. Ele está passando por momentos ruins”.

Encantado com o encontro, Trump rasgou elogios a Lula ao citar cordialidade entre eles e expressou seu respeito ao presidente brasileiro, afirmando ser “uma grande honra estar com o presidente do Brasil”, um “grande país” que, segundo ele, está “indo muito bem”.

O encontro entre os dois líderes ocorre em um momento crucial e visa destravar o diálogo entre as duas maiores economias das Américas, em meio às tensões tarifárias impostas pelos EUA. A expectativa entre os países é de que o trabalho das equipes técnicas possa rapidamente render frutos e amenizar as barreiras comerciais

Folha PE/A Tarde

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