Falta de energia paralisa Clássico das Multidões

Por volta dos 20 minutos do segundo tempo, a energia do estádio do Arruda caiu e o Clássico das Multidões acabou paralisado. No momento em que os refletores se apagaram, o Santa Cruz vencia o primeiro jogo da semifinal do Campeonato Pernambucano, diante do Sport, por 1×0.

Com gol marcado no final do primeiro tempo. A expectativa é que em 20 minutos, a iluminação volte ao normal.

Folha PE

Papa pede negociação para acabar com guerra na Ucrânia

O papa Francisco instou das partes em conflito na Ucrânia a negociar “antes que as coisas piorem”, em uma entrevista divulgada neste sábado (9) pela televisão suíça. “Acredito que são mais fortes aqueles que veem a situação, que pensam no povo, que têm a coragem de levantar a bandeira branca e negociar”, declarou o papa durante uma entrevista à rádio televisão suíça RTS, realizada no início de fevereiro.

“A palavra negociar é uma palavra corajosa. Quando você vê que está derrotado, que as coisas não vão bem, precisa ter a coragem de negociar”, acrescentou. “Dá vergonha, mas com quantas mortes isso vai terminar?”, continuou o jesuíta argentino, de 87 anos. “Hoje, por exemplo, na guerra da Ucrânia, há muitos que querem atuar como mediadores. A Turquia se ofereceu para isso. E outros. Não tenham vergonha de negociar antes que as coisas piorem”, instou.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou na sexta-feira que seu país estava disposto a sediar conversas de paz entre Kiev e Moscou, após uma reunião com seu contraparte ucraniano, Volodimir Zelensky, em Istambul. Nas primeiras semanas da guerra, que começou com a invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, a Turquia havia sediado negociações de paz entre os dois países, mas elas fracassaram.

Os jornalistas também perguntaram sobre a guerra entre Israel e o movimento islamista Hamas na Faixa de Gaza. “A guerra é feita por dois, não por um. Os irresponsáveis são esses dois que fazem a guerra”, respondeu.

AFP

Pesquisa aponta inflação de 3,03% no custo da cesta básica no mês de janeiro em Petrolina

O custo da cesta básica apresentou inflação de 3,03% no mês de janeiro, em comparação ao mês de fevereiro em Petrolina. Os dados foram divulgados por uma pesquisa realizada pelo Colegiado de Economia da Faculdade de Petrolina (Facape). De acordo com o estudo, os alimentos acumularam alta de 1,87% nos últimos 12 meses.

O preço estimado da cesta básica ficou em R$ 583,72 em fevereiro. O produto com maior aumento foi a banana, com inflação de 13,07%, seguido do arroz, com crescimento de 4,68% e o café, com 4,03%. Já o produto que teve maior queda no valor foi o tomate, com -4,52% devido a qualidade baixa, resultante do excesso de chuvas e dificuldade em colheita em algumas semanas.A pesquisa apontou ainda, a alta variação de preço entre os locais de compra, podendo chegar a mais de 300%, como a banana, com variação de 356,62 %, o tomate, com 301,20% e a farinha, com 244%.

G1 Petrolina

Alexandre de Moraes proíbe Bolsonaro e investigados, por tentativa golpista, de irem a eventos militares

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros investigados por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 de comparecerem a eventos das Forças Armadas, do Ministério da Defesa e das polícias militares. A decisão foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada ao Estadão pela defesa do ex-presidente.

Além de Bolsonaro, a restrição abrange os ex-ministros de Estado Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Walter Braga Netto, ex-Casa Civil, Paulo Sérgio Nogueira, que encabeçou a Defesa, e Anderson Torres, ex-titular de Justiça. Além deles, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, também foi intimado pela decisão, que prevê multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento.

O despacho é de quinta-feira, 7, e integra o inquérito do Supremo sobre “milícias digitais”. A medida tramita em caráter sigiloso e restringe expressamente a presença dos investigados em “cerimônias, festas ou homenagens” nas dependências das corporações militares.

Alvos da PF depuseram em Brasília
Os ex-ministros citados na decisão estiveram na reunião de 5 de julho de 2022, peça-chave do inquérito que investiga o possível crime de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As investigações contaram com a deflagração da Operação Tempus Veritatis, autorizada por Moraes, na qual a Polícia Federal (PF) cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva.

No bojo das investigações, o ex-presidente, Valdemar e os ex-ministros depuseram, em 22 de fevereiro, na sede da PF, em Brasília. Bolsonaro, Nogueira, Braga Netto e Heleno ficaram em silêncio; Costa Neto e Torres, por sua vez, não seguiram o “pacto de silêncio” e responderam às perguntas dos policiais.

De acordo com o inquérito, Bolsonaro teria editado e apresentado aos comandantes das Forças Armadas, ainda em 2022, um documento – chamado de minuta do golpe – que imporia um estado de sítio, seguido por um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), para reverter o resultado da eleição presidencial. Em depoimento à Polícia Federal no último dia 1º, o general Marco Antonio Freire Gomes confirmou ter participado da reunião em que o ex-presidente mostrou e discutiu o documento.

Estadão

Após PL da Uber, novo projeto pode mudar a forma como se usa táxi no Brasil

Um novo Projeto de Lei (314/24), tem planos alterar a Política Nacional de Mobilidade Urbana no setor que regulamenta a atuação do taxista. O objetivo da proposta é liberar o compartilhamento de viagens de táxi.

Proposta iguala Táxi a sobre vantagens coletivas
O autor da proposta é o deputado Henrique Júnior (PL-MA), que considera que a alteração das viagens particulares ou individuais “deverá trazer inúmeros benefícios econômicos e sociais”.  O deputado afirma que a mudança sobre o compartilhamento de viagens de táxi permitirá o estabelecimento de “uma nova alternativa para o transporte nas cidades”.

A lei prevista na Política Nacional de Mobilidade Urbana só permite a realização de viagens compartilhadas em transporte remunerado privado individual de passageiros em aplicativos de celular, como o Uber. A mudança poderia garantir o mesmo direito para os motoristas de táxi.

O Projeto de Lei será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Caso aprovado, ainda precisará seguir para o Senado.

JC Online

‘Internet dos anos 2010’ pode levar um Oscar neste domingo com ‘Vidas Passadas’

Se você é millenial, provavelmente passou pela experiência de reencontrar amigos de infância ou adolescência no Facebook (ou quem sabe até no Orkut) após anos sem contato, seja por uma mudança de endereço, escola ou por uma separação involuntária causada pelo destino.

Vidas Passadas, que concorre ao Oscar de melhor filme no domingo, 10, tem como ponto central de sua história essa reconexão por meio do Facebook no início da década de 2010, quando a plataforma ainda tinha um grande enfoque social e estava longe de escândalos políticos e éticos.

O drama romântico explora três momentos da vida de Na Young e Hae Sung, dois indivíduos millenials que se separam após uma forte amizade na infância, em Seoul, na Coreia do Sul. Aos 12 anos, Na Young imigra com sua família para Toronto, no Canadá, onde assume o nome de Nora Moon, perdendo o contato com Hae Sung e se ocidentalizando.

Doze anos se passam e Nora, agora uma escritora com 24 anos de idade morando em Nova York, se depara com um post de Hae Sung no Facebook em busca de sua amiga de infância, Na Young, sem saber sobre sua mudança de nome. O filme também aborda o esforço que a personagem Nora precisa fazer para escrever mensagens em coreano a Hae, usando um teclado de padrão norte-americano. Para auxiliá-la, ela escreve em uma folha de papel os caracteres do alfabeto coreano correspondentes às teclas do teclado QWERTY.

O retrato poético que ‘Vidas Passadas’ faz da tecnologia e seu impacto nos destinos individuais, reconectando pessoas em diferentes contextos e momentos de suas vidas, foi inspirado pela própria jornada pessoal da diretora e roteirista Celine Song.

‘Vidas Passadas’ está em cartaz nos cinemas. A cerimônia de premiação do Oscar, na qual o filme concorre nas categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, acontece neste domingo, 10, a partir das 20h (horário de Brasília).

Estadão

Quem é o preso no 8/1 que pode ser o 1º absolvido totalmente pelo STF

Pela primeira vez, um preso durante os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 pode ser absolvido totalmente no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo menos esse foi o voto do relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes, que sugeriu a absolvição na sexta-feira (8/3).

O preso é Geraldo Filipe da Silva, preso no dia dos atos perto do Congresso Nacional. De acordo com a defesa do réu, que convenceu a Procuradoria-Geral da República (PGR), Geraldo é uma pessoa em situação de rua e se viu cercado pelos vândalos, mas não participou da invasão.

Ainda há vídeos da prisão em flagrante que mostram que ele foi agredido pelos golpistas, que o acusaram de “petista” e “infiltrado” enquanto era acusado de vandalizar viaturas policiais. No entanto, não foi possível provar que ele cometeu as infrações. No depoimento do acusado, ele disse que estava há três meses no Distrito Federal em situação de rua e esteve na manifestação por curiosidade. Ele afirmou, também, que nunca fez parte de manifestações políticas e chamou os atos de baderna.

Diante do exposto, a PGR mudou o entendimento em relação à denúncia contra Geraldo e pediu a absolvição. Moraes seguiu a PGR e afirmou que “não há elementos probatórios suficientes que permitam afirmar que o denunciado uniu-se à massa, aderindo dolosamente aos seus objetivos, com intento de tomada do poder e destruição do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal”.

Para a absolvição se tornar real, os outros ministros da Corte devem seguir o entendimento de Moraes. O julgamento de Geraldo e outros presos dura até a próxima sexta-feira (15/3).

Correio Brasiliense

PRF faz operação em pontos críticos das rodovias federais de Pernambuco

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou a terceira edição da operação Ikto. A meta é reduzir  a gravidade de acidentes  em pontos críticos das rodovias federais que cortam Pernambuco. A iniciativa começou  na sexta (8) segue até o dia 21 de março.

Ela direciona ações de fiscalização e educação para o trânsito a locais onde mais tem sido registradas colisões de trânsito com feridos ou mortes, a partir da análise de dados estatísticos. A operação leva em consideração os principais aspectos que contribuem para a ocorrência de sinistros graves. São eles:  fatores humanos, a via e o veículo envolvido.

As ações terão como foco a fiscalização de motocicletas. Esses ocupantes têm sido as principais vítimas da violência no trânsito. A ação também pretende coibir condutas que contribuem para aumentar a gravidade das colisões, como a embriaguez ao volante, excesso de velocidade e falta de equipamentos obrigatórios.

As atividades educativas serão voltadas principalmente para promover a travessia segura de pedestres nas rodovias, de modo a evitar atropelamentos, além de orientar sobre o uso correto de motocicletas. Policiais de todas as delegacias da PRF em Pernambuco foram escalados para participar da operação, que conta com o reforço dos Grupos de Motociclistas e de Fiscalização de Trânsito e Transporte do órgão.

Pontos críticos

Os pontos críticos foram definidos a partir de levantamentos do Núcleo de Registro, Perícia e Prevenção de Sinistros de Trânsito da PRF, que identificou os trechos de 10 quilômetros onde mais ocorreram colisões graves, que resultaram em feridos ou mortes. O ponto mais crítico fica entre os quilômetros  70 e 80 da BR-101, entre o Recife e Jaboatão. Em 2023, houve 240 acidentes e 11 mortes.

Também é considerado ponto crítico o trecho da mesma rodovia entre os quilômetros 60 e 70, no Recife. Lá, no ano passado, aconteceram 235 acidentes, com 10 mortes.  Entre os quilômetros 40 e 50 da BR-101, em Igarassu,  foram oito mortes em 193 sinistros, em 2023. A BR-232 também tem um ponto crítico. Fica  entre os quilômetros 0 e 10, no Recife e em Jaboatão.  Houve seis mortes, em 144 sinistros, em 2023.

Diário de Pernambuco

Prefeitura de Juazeiro divulga cronograma da Unidade Móvel Odontológica no período de 11 a 15 de março

A prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), informa o cronograma da Unidade Móvel de Atendimento Odontológico (UMO) no período de 11 a 15 de março. Serão realizados 15 atendimentos por dia, a partir das 8h. É necessário que os pacientes apresentem RG, CPF e Cartão SUS. Confira:

11/03 – Segunda-feira – Local: Centro Pop. Atendimento de 15 pacientes agendados;

12/03 – Terça-feira – Local: Em frente à UBS NH4 – Atendimento de 15 pacientes por demanda livre;

13/03 – Quarta-feira – Local: Residencial São Francisco. Em frente à EMEI Vanda Guerra. Atendimento de 15 pacientes por demanda livre;

14/03 – Quinta-feira – Local: Residencial Brisa da Serra. Em frente ao centro comunitário da Rua G. Atendimento de 15 pacientes por demanda livre;

15/03 – Sexta-feira – Em frente à UBS de Poções. Atendimento de 15 pacientes por demanda livre.

Iana Lima/Ascom Sesau

Evento em alusão ao Dia Internacional das Mulheres prestigia o protagonismo feminino no HU-Univasf

Dos mais de 43 mil empregados públicos que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) possui em seu contingente, aproximadamente 70% são mulheres. São mães, filhas, esposas, irmãs, enfim, mulheres que saem de suas casas todos os dias para cuidar de pacientes nas 41 unidades hospitalares que a Empresa administra, bem como exercer funções administrativas e de liderança, incluindo o Hospital Universitário da Univasf (HU-Univasf/Ebserh).

Para prestigiar essa grande parcela da sua força de trabalho, o HU-Univasf/Ebserh preparou, no dia 8 de março, um evento para intensificar a reflexão sobre o significado da data, bem como sobre noções relacionadas à liberdade, igualdade e empoderamento das mulheres em diferentes dimensões sociais, com organização pela Unidade de Desenvolvimento de Pessoal/Divisão de Gestão de Pessoas. O Comitê de Humanização do HU articulou também atividades de corte e penteado voltadas para as colaboradoras de diferentes vínculos e estudantes, em parceria com equipe profissional do Senac Petrolina.

Palestrante do evento, a mentora de saberes femininos Lucia Gonçalves ressaltou o legado do movimento feminista: “Queremos respeito, valorização e condições igualitárias. O feminismo não deseja a anulação do masculino, mas sim o equilíbrio, a cooperação e o reconhecimento de direitos. Homens e mulheres devem viver em harmonia e não em contextos violentos de batalha e disputa”.

Com expressiva participação masculina na plateia, os conhecimentos compartilhados foram relevantes para a multiplicação da reflexão em outras ambiências. “Temos que levar sempre em consideração a sobrecarga que muitas vezes é imposta às mulheres, seja na forma de se vestir, de manter uma boa aparência, de exercer diferentes papeis sociais ao mesmo tempo. Todas essas expectativas associadas ao estereótipo da mulher “perfeita e delicada” envolve uma estrutura que não está à disposição de todas elas”, destacou Gabriela França, colaboradora do HU-Univasf.

Confira o vídeo com um resumo da programação: https://www.youtube.com/watch?v=w_Nkb4I34z0

Ascom

Com o tema ‘Mais Amor por Elas’, programação do 8 de Março, da Prefeitura, é elogiado e tem aprovação da mulher juazeirense

Muita alegria e emoção marcaram o 8 de Março, realizado pela prefeitura de Juazeiro na comemoração ao Dia Internacional da Mulher. A data em homenagem a elas iniciou com a caminhada ‘Mais Amor Por Elas’. Ao som da banda Mirage, a caminhada saiu do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) com centenas de mulheres que, juntas, levaram uma mensagem de conscientização para Juazeiro. Além da caminhada, uma cerimônia marcou a inauguração do projeto ‘Mais Amor por Elas’, na Praça Imaculada Conceição, onde estava sendo realizada uma feira com diversos serviços.

A primeira mulher eleita prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos, idealizadora do projeto ‘Mais Amor por Elas’, ficou emocionada durante o evento ao falar da força, coragem, inteligência e determinação da mulher.  “Antes de tudo, neste 8 de Março eu queria deixar uma mensagem de amor, respeito e solidariedade a todas as mulheres que já sofreram ou sofrem algum tipo de violência. É preciso esclarecer para a população, muitas vezes machista, que nós mulheres temos um papel importante na sociedade. Esse movimento é meu projeto, e é para, mais uma vez, a gente lembrar à sociedade da nossa luta no combate e prevenção a todas as formas de violência contra nós”, afirmou Suzana Ramos. O vice-prefeito, Leonardo Bandeira, e o deputado estadual, Jordávio Ramos, prestigiaram o evento.

Serviços
Na Praça da Catedral, ponto final da caminhada, foram disponibilizados diversos serviços gratuitos para o público feminino. Acolhimento a mulheres em situação de violência doméstica, saúde da mulher, empreendedorismo, direito previdenciário e trabalhista, serviços de beleza e autocuidado foram alguns dos muitos serviços ofertados para a mulher juazeirense.

Aprovação das mulheres

A fisioterapeuta, Kamila Pereira, foi prestigiar o evento. Sorridente, ela expressou sua    satisfação em ter participado deste 8 de Março inédito. “Na história de Juazeiro, eu nunca tinha visto um evento voltado para a mulher nessa proporção. Espero, de coração, que a mensagem tenha sido transmitida e que essa linda ação se repita, pois nós mulheres merecemos tudo de melhor.

A ação foi realizada em um trabalho conjunto entre as Secretarias de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), de Saúde (Sesau), de Gestão de Pessoas (Segesp) e Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Semaurb), Agência de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária (Adeap) e Instituto da Previdência de Juazeiro (IPJ). Também houve parceria com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, Patrulha Maria da Penha, Ronda Maria da Penha, Defensoria Pública, Procon de Juazeiro, entre outros.

Mais Amor por Elas
A gestão Suzana Ramos tem fortalecido as políticas públicas de valorização das mulheres. Nesta sexta-feira, a prefeita Suzana Ramos sancionou e promulgou a Lei nº 3.188/2024, que visa a observação do número de violência contra a mulher. Diante disso, foi instalado e inaugurado o primeiro balanço instagramável na cor lilás com a frase ‘Mais Amor Por Elas’, na Praça da Catedral.

O projeto prevê ainda a instalação de mais equipamentos em locais de grande concentração pública, na Sede e nos distritos de Juazeiro. Cada balanço instagramável terá uma placa constando o número do telefone para formalizar eventuais pedidos de ajuda e orientação em casos de violência doméstica.

Maiara Santos/Ascom PMJ
Fotos: Marcel Cordeiro/ PMJ

Propostas de anistia ao 8 de janeiro e a Bolsonaro recebem apoio público de 24 membros da CCJ

Ao menos 24 integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, entre eles 14 titulares, fizeram publicações nas redes sociais defendendo a anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de Janeiro ou a políticos declarados inelegíveis por crimes eleitorais.

Além do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, a pauta tem a simpatia pública de deputados do Republicanos, do Podemos e do União Brasil no colegiado onde tramitam esses projetos hoje na Câmara. O levantamento, realizado pela empresa de análise digital de cenários e reputação de marcas Codecs a pedido do Estadão, abrange todos os parlamentares indicados como titulares ou suplentes para as 132 cadeiras da CCJ no total este ano. Seis deles não eram conhecidos até esta sexta-feira, 8, e ficaram de fora.

Dados mostram ainda que outros 24 parlamentares criticaram publicamente as propostas, todos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O restante dos deputados, configurando a maioria, silenciou sobre o assunto em suas contas de Facebook, Instagram, TikTok e X, antigo Twitter. Apesar de o grupo contrário ter feito quase dez vezes mais publicações, 1.337 contra 135 conteúdos nas redes, o engajamento é consideravelmente maior pelo lado de quem defende anistiar manifestantes e políticos. Das 20 publicações com mais interações (curtidas, comentários e compartilhamentos), 16 foram do grupo favorável aos projetos.

Ao todo, seis projetos de lei que tratam da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro estão tramitando conjuntamente na CCJ da Câmara. Até esta semana, eles estavam sob relatoria da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que apresentou parecer contrário à constitucionalidade da matéria. O presidente da CCJ no ano passado, deputado Rui Falcão (PT-SP), no entanto, preferiu não arriscar uma derrota e adiou a entrada na pauta.

Em conversa com o Estadão na semana passada, a deputada havia manifestado preocupação em perder a relatoria dos projetos caso o comando da CCJ passasse para as mãos de um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O próprio PSOL, no entanto, retirou dela a possibilidade de continuar na função ao deixar a deputada ausente da nova composição este ano. Cabe agora à nova presidente da CCJ, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), delegar a responsabilidade a outro colega e decidir quando o assunto deve ser analisado.

Caroline de Toni, aliada de Bolsonaro, afirmou ao site UOL, nesta sexta-feira, 8, que poderia pautar o projeto de anistia do 8 de Janeiro quando for conveniente. “Não teria problema nenhum de pautar, porque entendo que houve excessos e que eles só podem ser corrigidos pelo Congresso Nacional, que pode exercer um papel de contrapeso”. Ela indicou não saber se há votos suficientes para aprovar a matéria neste momento e destacou que a decisão da CCJ não é conclusiva, pois o projeto precisa ir a plenário.

Também está na CCJ, aguardando relator, um projeto de lei apresentado pelo deputado Sanderson (PL-RS), com coautoria da própria deputada, que tenta anistiar todos os condenados por ilícitos cíveis eleitorais ou declarados inelegíveis entre outubro de 2016 e a data em que a lei vier a entrar em vigor. A medida beneficiaria diretamente Bolsonaro, que está impedido de disputar eleições por oito anos por conta de uma reunião com embaixadores antes do pleito de 2022 em que atacou o sistema eleitoral brasileiro.

O apelo na pauta de anistia é, naturalmente, maior no PL, que no momento ocupa 13 cadeiras na CCJ. Destes, 10 titulares manifestaram apoio aos projetos, além de nove suplentes. A campeã de publicações é a deputada Júlia Zanatta (PL-SC). “Quantas crianças mais crescerão órfãs de mães vivas, presas por motivação política? Assim como nosso presidente Bolsonaro, defendo anistia já. Tenha certeza de que haverá muita luta na Câmara para amenizar tamanho sofrimento causado a essas famílias”, declara em um de seus posts.

Outros três deputados favoráveis são do Republicanos, partido que ocupa ministérios e outros cargos no governo Lula, mas se declara independente. Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), inclusive, é autor de um dos projetos na CCJ. Ele quer anistiar todos os participantes, organizadores e incentivadores de manifestações políticas após o segundo turno das eleições presidenciais, exceto no caso de crimes contra a vida e depredação de patrimônio, por exemplo. Em um dos posts, diz que “muitos patriotas se viram confundidos com criminosos enquanto lutavam por seus ideais de esperança e justiça”.

Além deles, o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS) fez um post conjunto com outros parlamentares defendendo a aprovação de um Projeto de Lei da anistia como “instrumento político” para corrigir uma suposta “falha histórica do Judiciário”. O União Brasil, outro que indicou ministros na Esplanada, tem no deputado Nicoletti (União-RR) um defensor da anistia a Bolsonaro. “Foi injusta a decisão”, opinou o parlamentar em vídeo no Instagram, sobre o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ambos são titulares na nova configuração da CCJ da Câmara.

Pelo lado de quem critica as propostas de anistia, a maior mobilização parte de membros do PT. A federação, composta ainda por PV e PCdoB, ocupa 10 cadeiras na CCJ. O grupo ganha o reforço de membros do PSOL, Rede, Solidariedade e PSB. A mobilização, grande parte com o mote “Sem anistia”, se deu principalmente em momentos-chave do noticiário, como a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, o “aniversário” do atentado de Brasília e fatos relacionados a Bolsonaro.

A CCJ é considerada a comissão mais importante da Câmara, porque tem a responsabilidade de analisar a validade jurídica de todas as propostas. Ela também decide a admissibilidade das propostas de emenda à Constituição. A distribuição de cadeiras leva em conta o tamanho das bancadas no Legislativo e o cargo de presidente, que controla o ritmo das votações e determina os relatores na comissão, prevê votação entre os membros, mas costuma ser decidido por acordo.

A oposição, que envolve PL, PSDB, Cidadania, Podemos, PRD e Novo, tem 19 titulares hoje na CCJ. Já o núcleo duro do governo, com PT, PSOL, Rede, PSB, PDT, PCdoB, PV, Avante e Solidariedade, tem 18 vagas. O restante está distribuído entre partidos que ocupam cargos em ministérios e, em tese, fazem parte da base aliada do governo (MDB, PSD, União Brasil, Progressistas e Republicanos). Há neles, no entanto, parlamentares que criticam abertamente o Planalto, o que coloca em dúvida o nível de fidelidade.

Segundo parlamentares consultados, a aprovação de um projeto de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro é considerada improvável. O assunto ganhou fôlego com a manifestação na Avenida Paulista, realizada no dia 25, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro fez um apelo ao Congresso. Oposicionistas apontam que não há interesse neste momento no comando da Câmara e do Senado em dar prosseguimento.

A proposta precisa passar, além da CCJ, por outras comissões na Câmara e ser levada a plenário tanto na Câmara quanto no Senado. Mesmo se houver aprovação, também não se imagina que Lula sancione uma legislação do tipo, o que exigiria ainda a derrubada do veto. O andamento da pauta deve entrar em negociação nas disputas pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no comando das duas Casas, em 2025, mas há também quem acredite que o tema só prosperaria sob outro governo.

Do lado governista, parlamentares rebatem dizendo que nunca foi tão custoso colocar a digital nesse tipo de projeto em um momento em que a Polícia Federal fecha o cerco a Bolsonaro em uma investigação sobre uma suposta trama golpista antes e depois da eleição presidencial passada. Seu ajudante de ordens, Mauro Cid, fechou acordo de delação premiada e declarou que o ex-presidente editou uma “minuta de golpe” que previa a prisão do ministro do STF Alexandre de Moraes e a convocação de um novo pleito.

Estadão

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio acumulado em R$ 7,5 milhões

As seis dezenas do concurso 2.698 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio será transmitido pelas redes sociais da Caixa, no YouTube, e no Facebook da Loterias Caixa. O prêmio está acumulado em R$ 7,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

Agência Brasil

Mulheres do mundo todo se mobilizam por seus direitos no 8 de março

Do Afeganistão à Espanha, passando por França, México e Argentina, milhares de mulheres se mobilizaram nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, para reivindicar seus direitos. Os protestos ocorrem em um momento em que os direitos das mulheres se encontram sob ameaça de “retrocesso” no mundo, alertou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Na América Latina, coletivos feministas convocaram manifestações em vários países, como México, Colômbia, Uruguai, Honduras, Chile e Argentina. “Tirem a motosserra dos nossos direitos”, dizia um dos lemas dos coletivos argentinos, em rejeição às recentes medidas antifeministas do presidente ultraliberal Javier Milei.

– Afeganistão 
Pequenos grupos de mulheres se manifestaram discretamente no Afeganistão, onde os talibãs as expulsaram da vida pública desde seu retorno ao poder em agosto de 2021.As mulheres não podem viajar sem a companhia de um homem da família nem acessar certos empregos. Tampouco têm acesso à educação secundária ou universitária ou podem frequentar parques, feiras e ginásios. Em Balkh, no norte, várias mulheres exibiam um cartaz que dizia: “Salvem as mulheres do Afeganistão.”

– Argentina
Na Argentina, dezenas de milhares de mulheres marcharam “com força renovada” em repúdio às medidas antifeministas do presidente ultraliberal Javier Milei e de sua “motosserra” para cortar os gastos públicos. Desde que assumiu o poder em dezembro, o presidente de extrema direita fechou o Ministério das Mulheres e o Instituto Nacional contra a Discriminação, e proibiu a linguagem inclusiva em todas as comunicações da administração pública. Também voltou a se referir nesta quarta-feira ao aborto como um “assassinato”.

– Bolívia
Centenas de mulheres marcharam pelo coração de La Paz erguendo cartazes com frases como “Não quero voltar morta para casa” ou “Não me acho mais bonita calada”. “Estamos nas ruas da cidade para dizer a todos que não vamos descansar até conquistar nossos direitos”, afirmou em um protesto a funcionária pública Roxana Pérez.

– Chile
Cerca de 15 mil pessoas participaram de uma manifestação colorida pelo centro de Santiago, que passou em frente ao palácio do governo de La Moneda.”Mulher, escuta, se junte à luta” ou “Vai cair, o patriarcado vai cair” cantavam as manifestantes que tomaram as principais ruas da capital.

– Espanha
Dezenas de milhares de mulheres se manifestaram na Espanha, embora o movimento feminista voltou a marchar dividido em algumas cidades por suas diferenças sobre alguns temas, como a abolição da prostituição e a livre autodeterminação de gênero.”Basta! Nós feministas estamos em todas as partes”, dizia um cartaz no centro de Madri, em referência ao lema popularizado pelas jogadoras da seleção espanhola após o beijo forçado do ex-presidente da Federação, Luis Rubiales, na jogadora Jenni Hermoso.

– França
Milhares de pessoas se manifestam em Paris e outras cidades depois que o país se tornou na segunda-feira o primeiro do mundo a consolidar em sua Constituição a “liberdade garantida” das mulheres de abortar. A lei, aprovada na segunda, foi promovida pela oposição de esquerda e pela situação, após a Suprema Corte dos Estados Unidos deixar de reconhecer o aborto como um direito a nível federal em 2022.

– Honduras
Dezenas de mulheres se reuniram nas proximidades do Congresso Nacional, no centro de Tegucigalpa, para exigir “justiça, igualdade, respeito e equidade”, segundo os cartazes que mostravam.A diretora do Observatório da Violência da Universidade Nacional, Migdonia Ayestas, disse à AFP que Honduras é o país com “mais mortes violentas de mulheres e feminicídios na América Latina e o quinto no mundo”. Em 2022, foram registradas 308 mortes violentas de mulheres e, em 2023, foram 380, indicou Ayestas.

– Irã
No Irã, a violenta repressão de manifestações majoritariamente pacíficas e a “discriminação institucionalizada” de mulheres e meninas deu lugar a “crimes contra a humanidade”, apontou um relatório de especialistas encomendado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU. A pesquisa, da qual as autoridades iranianas se negaram a participar, foi solicitada pela ONU depois dos grandes protestos que abalaram o país. Essas manifestações foram desencadeadas, em setembro de 2022, após a morte sob custódia de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos detida pela polícia da moralidade por supostamente usar o véu de forma incorreta.

– Irlanda
Na Irlanda, foi realizado um referendo que busca modernizar as referências à mulher e à família em sua Constituição, redigida em 1937 quando a Igreja Católica impunha seu dogma no país.

– Itália
Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram em Roma e Milão contra a violência de gênero, depois da comoção causada por vários feminicídios nos últimos meses.

– México
As ruas do centro histórico da Cidade do México foram invadidas por uma onda de cor roxa para protestar contra a violência de gênero neste país, onde, segundo a ONU, entre 9 e 10 mulheres são assassinadas diariamente. “Elas foram levadas vivas, nós as queremos vivas!” gritava um grupo de mulheres, familiares de vítimas da violência machista. “E que tremam os machistas, a América Latina será feminista!” cantava outro grupo. Entre os manifestantes estava também o chamado “bloco negro”, mulheres encapuzadas vestidas de preto que faziam pichações e com marretas batiam nas barreiras erguidas pelas autoridades para proteger monumentos, comércios e edifícios.

– Paquistão
Centenas de mulheres protestaram nas principais cidades do Paquistão, onde as mobilizações a favor dos direitos da mulher costumam ser criticadas por grupos religiosos conservadores. “Enfrentamos todo tipo de violência: física, sexual, cultural […], o casamento de crianças, estupros, assédio no trabalho e nas ruas”, declarou Farzana Bari, organizadora de uma manifestação na capital Islamabad.

– República Democrática Congo
Na República Democrática do Congo, milhares de mulheres se vestiram de preto em sinal de luto pelas mortes deixadas pelos conflitos no leste do país. “Nós, as mulheres da República Democrática do Congo, rejeitamos a guerra, o estupro e o roubo de nossos recursos”, clamaram em Bukavu, capital da província Kivu do Sul.

– Rússia
O presidente russo, Vladimir Putin, elogiou nesta sexta-feira as mulheres militares que lutaram na Ucrânia e as que apoiam a ofensiva de Moscou contra o país vizinho. O ministro de Defesa, Sergei Shoigu, agradeceu às mães dos soldados em combate na Ucrânia e lhes disse: “Vocês criaram verdadeiros patriotas e corajosos defensores da pátria”. Nas últimas semanas, esposas de soldados organizaram manifestações em frente ao Kremlin para pedir seu retorno.

– África do Sul
Na África do Sul, cerca de 200 mulheres se manifestaram em apoio ao Conselho Judeu Sul-Africano para denunciar os estupros e abusos cometidos pelo Hamas contra reféns israelenses na Faixa de Gaza. “Estamos profundamente entristecidas pelos horrores e as atrocidades cometidas pelos terroristas do Hamas”, lamentou uma das organizadoras, Gabriella Farber Cohen.

– Turquia
Centenas de mulheres se reuniram em uma rua que leva à Praça Taksim, em Istambul, fechada como em anos anteriores. Também estava prevista uma marcha na capital, Ancara, em uma rua onde os protestos estão proibidos há anos.

– Uruguai
Uma onda roxa com milhares de pessoas percorreu a principal avenida de Montevidéu, em um protesto ao qual se uniu o sindicato Pit-Cnt após convocar uma greve de 24 horas sob o lema “Nem um direito a menos, chega de retrocessos”. Também houve referências à guerra em Gaza, onde denunciaram um “genocídio” contra os palestinos, e às mulheres desaparecidas durante a ditadura cívico-militar de 1973 a 1985. Carolina Calfani, funcionária administrativa do sistema educacional de 32 anos, foi com sua filha e sobrinha para exigir “uma educação feminista”, mas também para enfatizar “as mortes de mulheres palestinas”.

AFP

Oficiais da PM comandaram chacina em Camaragibe e mulher foi torturada para atrair vítimas para emboscada, diz MPPE

A chacina que deixou nove mortos, incluindo seis pessoas da mesma família, em Camaragibe, no Grande Recife, foi comandada por oficiais da Polícia Militar, segundo denúncia encaminhada à Justiça pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). De acordo com o órgão, policiais militares armaram uma emboscada para matar os irmãos de Alex Barbosa da Silva, o atirador suspeito de assassinar dois PMs durante tiroteio na mesma noite, e torturaram psicologicamente a esposa de um deles para atrair as vítimas. A execução, que ocorreu na madrugada de 15 de setembro do ano passado, foi transmitida por uma delas numa rede social.

A TV Globo teve acesso à integra do documento, que detalha as ações dos agentes envolvidos no caso. Ao todo, 12 PMs foram denunciados por participação nos crimes e viraram réus nesta semana. Segundo a denúncia, após a troca de tiros que resultou na morte dos policiais Eduardo Roque Barbosa de Santana e Rodolfo José da Silva no bairro de Tabatinga, os PMs iniciaram uma caçada a Alex e aos parentes dele.

O documento informa ainda que os tenentes-coronéis Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco e Fábio Roberto Rufino da Silva conduziram uma reunião com outros denunciados e policiais não identificados num local próximo à Faculdade de Odontologia de Pernambuco. Eles foram “orientados e autorizados”, conforme a denúncia, a comparecer à reunião “em veículos sem placas, utilizando balaclavas, fortemente armados”.

“Na ocasião, foram compartilhadas informações a respeito de parentes de Alex Samurai (como era conhecido o atirador), bem como sobre este, após o que foram repassadas as instruções e o planejamento da ação homicida entre os presentes na reunião. (…) Os denunciados Marcos Túlio e Fábio Rufino participaram ativamente das trocas de mensagens entre os policiais”, afirma o MPPE na denúncia.

Ainda segundo o documento, os PMs Paulo Henrique Ferreira Dias, Leilane Barbosa Albuquerque, Emanuel de Souza Rocha Júnior, Dorival Alves Cabral Filho, Fábio Júnior de Oliveira Borba, João Thiago Aureliano Pedrosa Soares e outros policiais armados, ainda não identificados, localizaram e torturaram psicologicamente a esposa de Amerson da Silva, um dos irmãos de Alex, para atrair as vítimas.

A denúncia afirma ainda que os policiais Janecleia Izabel Barbosa da Silva e Eduardo de Araújo Silva deram cobertura, enquanto os PMs Diego Galdino Gomes e Cesar Augusto da Silva Roseno espancaram um motorista de aplicativo, acreditando que ele sabia o paradeiro de Alex.

“Os denunciados (…), infligindo grave sofrimento psíquico àquela, fizeram-na atrair seu esposo, a vítima Amerson, por telefone, até a Rua São Geraldo, próximo a sua residência, para onde os denunciados foram ao encontro deste último, a fim de assassiná-lo”, relatou o MPPE.
Também segundo o documento, os policiais avistaram o carro de Amerson chegando ao local e mandaram a vítima e os outros dois ocupantes do veículo, os irmãos Agata Ayanne da Silva e Apuynã Lucas da Silva, descerem do automóvel e os assassinaram sem dar chance de defesa.

Justiça aceitou denúncia

A denúncia foi aceita na quinta-feira (8) pela pela juíza de direito Marília Falcone Gomes Lócio. Dos doze policiais tornados réus, cinco tiveram prisão preventiva decretada:  Paulo Henrique Ferreira Dias; Dorival Alves Cabral Filho; Leilane Barbosa Albuquerque; Fábio Júnior de Oliveira Borba; Emanuel de Souza Rocha Júnior.

Os outros sete vão responder em liberdade, mas devem cumprir medidas cautelares, sendo afastados das funções na Polícia Militar e proibidos de entrar em contato com as testemunhas do processo. São eles: Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco; João Thiago Aureliano Pedrosa Soares; Fábio Roberto Rufino da Silva; Diego Galdino Gomes; Janecleia Izabel Barbosa da Silva; Eduardo de Araújo Silva; Cesar Augusto da Silva Roseno.

De acordo com a Primeira Vara Criminal da Comarca de Camaragibe, foram expedidas intimações contra todos os 12 acusados, para que ofereçam defesa por escrito em resposta à denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O que dizem as defesas dos acusados

O advogado da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados, Cezar Souza, atua na defesa do tenente-coronel Fábio Roberto Rufino da Silva e enviou uma nota para a TV Globo. No texto, disse que: “O devido processo legal, se faz dentro dos autos, e, portanto, nos resguardamos ao direito à devida manifestação em momento oportuno, e somente após avaliarmos todas as peças e provas constantes nos autos do processo”;

“A publicidade dada pelo Ministério Público Estadual à denúncia, publicada em seu site no dia 7 de março de 2024, deu-se de maneira indevida, uma vez que, os autos e todos os ritos das investigações deram-se em segredo de Justiça”;
Expressa “repúdio à quebra de sigilo do processo”. Também em nota, os advogados Nestor Távora e Nelson Barreto, responsáveis pela defesa de Fábio Júnior de Oliveira Borba, declararam que acreditam na inocência do acusado porque “ele não concorreu para os graves crimes investigados, o que será demonstrado no decorrer do processo”.

O advogado de Janecleia Izabel Barbosa da Silva afirmou à TV Globo que vai se manifestar apenas quando tiver acesso à denúncia.
O g1 tenta localizar as defesas dos outros nove policiais militares denunciados pelo MPPE, mas não conseguiu entrar em contato com os advogados desses PMs até a última atualização desta reportagem.

PMs são acusados de executar parentes

De acordo com a denúncia, feita pelo MPPE, entre os PMs denunciados, que foram presos em operação realizada em dezembro do ano passado, estão os atiradores encapuzados que mataram os irmãos de Alex: Agata Ayanne da Silva, de 30 anos; e Amerson Juliano da Silva e Apuynã Lucas da Silva, ambos de 25 anos. O ataque foi transmitido ao vivo por uma das vítimas numa rede social.
O grupo também seria responsável pela execução da mãe e da esposa do atirador, identificadas, respectivamente, como Maria José Pereira da Silva e Maria Nathália Campelo do Nascimento, que foram encontradas mortas num canavial em Paudalho, na Zona da Mata de Pernambuco.

Segundo o Ministério Público, no texto da denúncia, os promotores que acompanham o caso registraram que os acusados mataram as vítimas a tiros, “por motivo torpe de vingança, em uma emboscada, o que não deu a elas chance de defesa”. “Diversos policiais se deslocaram até Tabatinga, sob o comando, instrução e monitoramento de oficiais da Polícia Militar, onde iniciaram uma caçada a Alex e a parentes deste, com claro intuito homicida, em vingança pela morte dos colegas”, informa o texto do MPPE.

G1 Pernambuco