Pagamento do coronavoucher poderá ser prolongado, afirma FBC

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB) afirmou que o Auxílio Emergencial poderá ser prorrogado. O coronavoucher foi criado para ajudar MEIs, autônomos e desempregados durante a pandemia do coronavírus e será pago em três parcela.

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“Ainda é cedo para decidir, porque não sabemos quando vamos restabelecer as atividades produtivas, mas acredito que algum nível de prorrogação será necessário fazer. Não se sabe se por um, dois ou três meses, mas é uma decisão a ser tomada em meados de junho”, disse em uma live.

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Câmara de Vereadores faz sessão extraordinária para votar projetos do Poder Executivo nesta sexta

Audiência será feita através de videoconferência. (Foto: arquivo)

A Câmara de Vereadores de Petrolina convocou, através de ofício, todos os parlamentares que compõem a Casa Legislativa para uma sessão extraordinária, que está marcada para acontecer na próxima sexta-feira (15), às 14h30. Devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, os vereadores devem se reunir através de uma videoconferência.

Na oportunidade, serão debatidos dois projetos de Lei de autoria do Poder Executivo Municipal. Um deles é o projeto 007/2020, que cria cargos e funções que estabelece na área da Saúde Pública, para funcionar em período limitado no combate ao Novo Coronavírus (COVID-19) e dá outras providências.

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Vereadores de Petrolina vão se reunir extraordinariamente na próxima sexta-feira, sessão será por vídeo conferência

Foto: Blog Waldiney Passos

Desde a segunda quinzena do último mês de março que a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Petrolina suspendeu as atividades legislativas, seguindo as orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde), Governo do Estado e Prefeitura de Petrolina, no sentido de evitar aglomerações e, por conseguinte, o avanço do coronavírus em nossa cidade.

Após esse período, pela primeira vez os vereadores estão sendo convocados para uma Sessão Extraordinária, nesta sexta-feira (15), às 14:30 horas, através de vídeo conferência, para apreciação de dois projetos encaminhados pelo Poder Executivo:

  • PROJETO DE LEI Nº 007/2020 –  Cria cargos e funções que estabelece na área da Saúde Pública, para funcionar em período limitado no combate ao Novo Coronavírus (COVID-19) e dá outras providências.
  • PROJETO DE LEI Nº 008/2020 – Dispõe sobre a isenção da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública – CIP para os consumidores da Tarifa Social, com faixa de consumo até 220 KWh, durante o estado de emergência  de saúde pública decorrente do COVID-19.

Mesmo sendo de caráter extraordinário, a sessão não terá ônus para Poder Legislativo, ou seja, os vereadores não receberão nenhum valor a mais para deliberação das matérias constantes no Edital.

Bolsonaro critica governadores e diz que desrespeito a decreto de atividades essenciais ‘aflora autoritarismo’

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou nesta terça-feira (12) governadores que declararam que não vão cumprir o decreto federal que incluiu como atividades essenciais academias, salões de beleza e barbearias.

A inserção desses setores no rol de negócios essenciais durante a pandemia do novo coronavírus -e que em tese estariam liberados para funcionar- foi publicada na segunda-feira (11).

“Os governadores que não concordam com o decreto podem ajuizar ações na Justiça ou, via congressista, entrar com projeto de decreto legislativo”, escreveu
Bolsonaro no Facebook.

“O afrontar o estado democrático de direito é o pior caminho, aflora o indesejável autoritarismo no Brasil. Nossa intenção é atender milhões de profissionais, a maioria humildes, que desejam voltar ao trabalho e levar saúde e renda à população”, concluiu.

Amparados por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), governadores disseram que vão ignorar o decreto presidencial. Entre os chefes de governo estadual que já anunciaram o não cumprimento do decreto, estão Camilo Santana (PT), do Ceará; Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão; Helder Barbalho (MDB), do Pará, e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo.

Reprovação de Bolsonaro dispara durante pandemia e chega a 43%, diz pesquisa

(Foto: Gabriela Biló / Estadão Conteúdo)

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o governo Jair Bolsonaro perdeu apoio de parte da população e atingiu as piores avaliações da sua gestão e pessoal desde que assumiu o cargo. É o que mostra pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto MDA divulgada nesta terça-feira, 12.

A fatia dos avaliam o governo como ótimo ou bom passou de 34,5% para 32% entre janeiro e maio deste ano. A soma de ruim e péssimo cresceu de forma mais expressiva, registrando um aumento de 31% para 43,4% em quatro meses – o maior porcentual negativo nos quatro levantamentos feitos durante o governo Bolsonaro. Aqueles que avaliam o governo como regular eram 32,1% e, agora, são 22,9%.

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Câmara dos Deputados vota projeto que torna obrigatório uso de máscaras

Discussão acontece na tarde de hoje (Foto: Jefferson Peixoto/Prefeitura de Salvador)

Está na pauta da sessão dessa segunda-feira (11), na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei n° 1.562/2020 que torna obrigatório o uso de máscaras de proteção durante a pandemia do coronavírus. A sessão virtual está marcada para daqui a pouco, às 13h55.

Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA) é o autor do projeto que determina o uso desse item de proteção em ruas, instalações, prédios e áreas de acesso público, enquanto durar o estado de calamidade pública. As máscaras podem ser artesanais ou não.

Caso seja aprovada e se torne lei, quem descumprir a norma responderá civil, administrativa e penalmente pela infração. As punições variam de um mês a um ano de detenção, além de multa, conforme prevê o Código Penal.

“Medidas mais rígidas são bem-vindas, e poderiam ter sido tomadas até antes”, diz Marília Arraes

(Foto: Blog Waldiney Passos)

A deputada federal Marília Arraes tem defendido há vários dias a adoção de medidas mais rigorosas de isolamento social para conter o aumento do número de contaminação e mortes pela COVID-19 em Pernambuco. Ela vem cobrando atitudes mais articuladas, firmes e eficazes dos gestores, na mesma linha do que tem feito também o Ministério Público de Pernambuco e a própria Justiça.

Neste sábado (09), Marília comentou em suas redes sociais o anúncio de que Governo do Estado e Prefeitura do Recife devem passar a adotar nos próximos dias medidas mais rigorosas de isolamento social. Para ela, tais medidas poderiam ter sido inclusive tomadas antes, evitando que o Estado hoje tivesse, em 45 dias, um saldo de quase 1 mil mortes por COVID-19.

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Congresso analisa na terça PL para governo contornar regra de ouro

Na primeira sessão remota do Congresso Nacional, marcada para terça-feira (12), está na pauta de deputados e senadores a análise de crédito suplementar ao Executivo, que pede autorização para quitar, por meio de endividamento, despesas correntes de R$ 343,6 bilhões. Se aprovado o  Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 8/2020, o governo poderá contornar a chamada “regra de ouro” em 2020.

A “regra de ouro” proíbe o Executivo de se endividar para pagar as despesas correntes – como são chamados os gastos da administração pública para manter seus serviços funcionando.

A norma só pode ser contornada por meio de créditos suplementares ou especiais com finalidade específica aprovados pelo Congresso por maioria absoluta, ou seja, com o apoio de, pelo menos, 257 deputados e 41 senadores. Assim como fez em 2019, o governo enviou uma proposta em que busca essa autorização do Legislativo.

As despesas correntes de R$ 343,6 bilhões, que são obrigatórias, estão previstas no Orçamento deste ano. Das despesas condicionadas, R$ 213,7 bilhões correspondem a benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), como aposentadorias e pensões, além de sentenças judiciais na área previdenciária, que equivalem a 31,5% dos R$ 677,7 bilhões dos gastos previstos para o RGPS em 2020. Ou seja, sem o PLN 8/2020, o dinheiro já liberado é suficiente para as despesas apenas até agosto.

Fundo Nacional de Segurança Pública

Na mesma sessão, deputados e senadores podem analisar outro pedido de crédito suplementar, para autorizar recursos para que o governo possa cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a União está obrigada a repassar “imediatamente” aos estados e ao Distrito Federal metade das verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) originárias de receitas com loterias oficiais.

A decisão do STF destina R$ 806,8 milhões para o reforço de dotações do Ministério da Justiça e Segurança Pública (PLN 7/2020). Os recursos, de acordo com o governo, vêm de superávit financeiro com loterias oficiais e do cancelamento de outras despesas previstas anteriormente. O STF entendeu que esses recursos são classificados como “transferência obrigatória”.

Mudança de rito

Também poderão ser analisados pelo Congresso temas orçamentários “de urgência” em votação por meio do sistema de deliberação remota, conforme ato conjunto da Câmara dos Deputados e do Senado, durante a vigência do estado de calamidade pública decretado em função da crise causada pelo novo coronavírus. Assim, a reunião conjunta do Congresso nesta terça-feira será dividida em duas partes: os deputados terão reunião virtual às 10h e os senadores, às 16h.

Cada Casa designará um relator para oferecer seu parecer em plenário para cada projeto, já que as propostas chegarão ao Congresso sem relatório prévio aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Em razão da pandemia, o colegiado ainda não foi instalado na atual sessão legislativa, mas as indicações de nomes de senadores e deputados para integrar o grupo já estão sendo feitas pelos líderes partidários.

Líder do governo no senado defende isolamento social, mas diz que crise vai exigir medidas amargas

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro busca apoio do Supremo Tribunal Federal (STF) para relaxar as medidas de restrição para conter o avanço do coronavírus, o líder do governo no Senado defende as ações implementadas por estados e municípios na tentativa de diminuir o número de contaminação e de mortes.

Nesta sexta-feira (8), o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) defendeu o isolamento social para conter o avanço do coronavírus no país, mas ponderou que medidas de flexibilização, como a reabertura gradual do comércio a partir de junho, devem ser discutidas. O assunto deve ser debatido pelo Senado em audiência com os governadores.

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Por unanimidade, TCE/PE anula decisão que reprovou as contas do ex-prefeito Julio Lossio

(Foto: Arquivo)

Em sessão realizada por videoconferência na última terça-feira (05/05/2020), o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, por unanimidade, anulou a decisão que rejeitou as contas do Ex-Prefeito Julio Lossio, relativas ao exercício financeiro de 2016, por ausência de notificação válida para apresentação de defesa.

Segundo a decisão, uma vez “configurada falha na notificação para apresentação de defesa do interessado, entendo pela nulidade ‘ex officio’ do Parecer Prévio emitido pela Segunda Câmara, no Processo TCE-PE nº 17100143-6, devendo o mesmo retornar à etapa de instrução, com devolução do prazo de defesa e determinação de expedição de nova notificação”.

Para Julio Lossio, “a decisão do Tribunal faz justiça, pois anula uma decisão equivocada e nos dá a oportunidade de demonstrar a regularidade e legitimidade de todos os atos praticados em nossa gestão. Tivemos todas as nossas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas e estamos confiantes que não será diferente com o nosso último ano de mandato”.

Segundo a defesa do Ex-Prefeito, a notificação teria sido enviada para a Prefeitura, que não comunicou o Ex-Gestor para que ele pudesse apresentar a sua defesa, como é de costume.

O Tribunal já aprovou as contas dos exercícios de 2009 a 2015, restando sem análise apenas a do último ano de mandato (2016), que foi objeto da anulação.

Antonio Coelho destaca impacto positivo do auxílio emergencial no sustento dos pernambucanos

Entre as medidas que estão sendo aprovadas para ajudar o Brasil a enfrentar a crise causada pela pandemia do coronavírus, o auxílio emergencial de R$ 600,00 – pago à população mais vulnerável – é a medida mais positiva adotada pelo Governo Federal. A avaliação foi feita pelo deputado estadual Antonio Coelho (DEM) durante transmissão em rede social com o deputado federal Fernando Filho (DEM-PE) nesta quarta-feira (6). Como exemplo de sucesso da ampliação da proteção social, o parlamentar do Estado apontou o aumento do número de famílias cadastradas no programa Bolsa Família, garantindo o sustento a mais pernambucanos nesse tempo de crise.

“Em Pernambuco, 72 mil novas famílias foram cadastradas no Bolsa Família e passaram a receber o benefício em abril devido ao auxílio emergencial implantado pela União. Isso mostra o empenho em assistir as famílias pernambucanas durante esse momento delicado no qual nos encontramos. É um benefício essencial para assegurar a dignidade das pessoas e garantir um alento para a economia do nosso Estado”, destacou Antonio Coelho, ressaltando que o auxílio emergencial levou a uma injeção extraordinária na economia local em mais de R$ 1 bilhão.

“É o programa de maior impacto na economia e mais presente na vida dos brasileiros, principalmente os mais vulneráveis”, reforçou Fernando Filho.

Os democratas também ressaltaram o esforço que vem sendo feito para ajudar estados e municípios, seja para repor as perdas com a arrecadação de impostos seja para ajudar a área da saúde a combater o coronavírus. No caso de Pernambuco, a gestão estadual deve receber quase R$ 1,5 bilhão e os governos municipais cerca de R$ 1 bilhão para que possam manter as engrenagens funcionando. “Os recursos buscam dar condições para que eles possam honrar os seus compromissos e para que possam manter em dia os serviços essenciais”, pontuou o deputado federal.

ESTADO – No âmbito estadual, Antonio Coelho reafirmou que a Assembleia Legislativa tem se esforçado para garantir à gestão estadual os instrumentos e a flexibilidade para enfrentar os desafios dessa pandemia. O parlamentar citou o remanejamento das emendas parlamentares para a área da saúde bem como a autorização para o Estado realocar recursos de financiamento junto ao BIRD para a saúde, no valor aproximado de R$ 95 milhões.

Ajuda aprovada pela Câmara dos Deputados trará alívio às folhas dos Estados, afirma Fernando Filho

Deputado prevê ajuda ao pagamento das folhas durante maio

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (5) o socorro aos estados e municípios durante a pandemia do novo coronavírus. E para Fernando Filho (DEM) esse aporte do Governo Federal permitirá o pagamento da folha salarial, já que maio deverá apresentar queda nas arrecadações estaduais.

“A ideia dessa ajuda de aproximadamente R$ 120 bilhões do governo federal é justamente para que as prefeituras e os governos estaduais possam manter a folha de pagamento em dia, ou seja, aliviar os caixas para evitar que mais pessoas fiquem sem receber”, afirmou.

Ele aproveitou esse momento de isolamento social para anunciar investimentos federais no Agreste Central de Pernambuco. “O importante é que os recursos estão garantidos. São recursos do ano passado e, portanto, não sofreram alteração. Foram empenhados e agora precisamos vencer a burocracia, que ficou um pouco mais demorada, por causa da pandemia”, concluiu.

Vereadores de Petrolina pedem retomada das sessões de forma virtual

Grupo quer retomada dos trabalhos legislativos (Foto: Blog Waldiney Passos)

Os vereadores de Petrolina solicitaram ao presidente da Casa Plínio Amorim, Osório Siqueira (MDB) a retomada das sessões legislativas, mas por meio de videoconferência. Os trabalhos na Câmara Municipal estão paralisados desde 16 de abril, por conta da pandemia do coronavírus.

O pedido foi protocolado e entregue na segunda-feira (4). Assinam o documento os cinco integrantes da Bancada de Oposição: Cristina Costa, Elismar Gonçalves, Gabriel Menezes, Gilmar Santos e Paulo Valgueiro; além de Gaturiano Cigano, Maria Elena de Alendar, Ronaldo Cancão e Ruy Wanderley, membros da Situação.

Eles alegam que os trabalhos devem voltar para que o Poder Legislativo fortaleça as ações de combate ao vírus. Leia o documento aqui: Câmara de Petrolina.

Votação em 2º turno da PEC do Orçamento de Guerra acontece nessa manhã

Votação está prevista para 11h (Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)

Está marcada para logo mais às 11h dessa terça-feira (5), a votação em segundo turno da chamada PEC do Orçamento de Guerra. Os deputados federais aprovaram a matéria na primeira votação, realizada de forma virtual na segunda-feira (4).

Hoje a Câmara analisará as mudanças propostas pelos senadores. Caso aprovada, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) permitirá a separação do orçamento e dos gastos realizados para o combate à pandemia de Covid-19 do orçamento geral da União.

Ainda hoje os deputados analisarão a Medida Provisória que permite a venda de imóveis da União. Durante a pandemia do covid-19 as sessões no Congresso Nacional estão acontecendo de forma virtual. Confira os itens em pauta hoje.

FHC, Temer e Collor dizem que Alexandre de Moraes extrapolou ao barrar nomeação

Três ex-presidentes da República discutiram nesta segunda-feira (4) os rumos políticos do país em uma videoconferência organizada pelo site “Conjur”. Em comum, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Melo e Michel Temer disseram considerar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, extrapolou as atribuições do Judiciário ao barrar a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral do Polícia Federal.

“Acho que o presidente atual ao partir para a agressão, abre espaço para que outros poderes queiram cumprir funções que são próprias do Executivo”, disse FHC. “O STF exagerou, mas não se pode dar a desculpa de que não consegue governar porque está sendo bloqueado, que é a retórica que está sendo utilizada por Bolsonaro no momento”, acrescentou.

Já Temer admite ter ligado para Bolsonaro para o que chamou de “palpite”, e relatou as duas proposições que fez ao atual presidente. “Pedi licença e dei dois conselhos: um, que ele deveria decretar um isolamento social de 10, 12 dias no país, dizendo que iria fazer uma revisão no final do período. O outro palpite foi que não fale mais todo dia com a imprensa, o que ele faz toda a manhã e pauta o país, gerando conflitos o dia todo. É preciso ter um porta-voz, o presidente deve falar apenas uma ou duas vezes na semana”, acrescentou.

Segundo Temer, Bolsonaro recebeu bem a conversa, mas “depois pode-se ver que ele conduziu a questão de outra maneira”.

Já para Collor, o próprio Bolsonaro é quem pode arrefecer os conflitos no Brasil ao mudar sua postura. “Minha preocupação é grande, há uma crise constitucional em gestação, e tudo depende de o presidente evitar estes conflitos, estas palavras que criam desassossego. Quem pode trazer paz é são as ações do presidente, que deveriam ser mais de acordo com o homem cordial que é o brasileiro”, disse Collor.