Fux vota para absolver Bolsonaro de todos os cinco crimes da acusação; placar agora é de 2 a 1

O ministro Luiz Fux votou para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro dos cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O placar está em 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro.

Como já havia feito para os réus Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, Fux entendeu que o ex-presidente não liderou nem integrou organização criminosa.

Quanto aos crimes de dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, imputados a Bolsonaro por causa das depredações do 8 de Janeiro, Fux afirmou que não há nenhuma prova de que o ex-presidente mandou a multidão danificar os prédios públicos.

Para o magistrado, “seria necessário demonstrar que o resultado [o 8 de Janeiro] é consequência” dos discursos e comportamentos de Bolsonaro nos meses anteriores, o que a Procuradoria não fez. “Falta nexo de causalidade”, disse Fux.

Fux também já havia votado para absolver Cid e Garnier dos crimes de dano e deterioração do patrimônio ligados ao 8 de Janeiro. O ministro desvinculou as manifestações golpistas daquela data dos réus que estão sendo julgados agora pelo Supremo Tribunal Federal.

Crimes contra a democracia

O ministro também votou para absolver Bolsonaro dos dois crimes contra a democracia denunciados pela PGR: tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Nesse quesito, Fux analisou três aspectos: uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades, discursos e entrevistas contra as urnas e a Justiça Eleitoral e adesão a planos contra autoridades.

Para Fux, nos três eixos, não há provas de que Bolsonaro participou de atos executórios de crimes contra as instituições democráticas.

No caso da Abin, o software que teria sido usado ilegalmente, segundo Fux, deixou de ser usado em maio de 2021 — antes, portanto, do início dos fatos criminosos apontados pela PGR, que teriam começado em julho de 2021.

Além disso, a Procuradoria não apontou, ainda segundo Fux, quais leis foram violadas pelo uso do software FirstMile.

Quanto a discursos e entrevistas, Fux afirmou que “a simples defesa de mudança do sistema de votação não pode ser considerada narrativa subversiva”.

Por fim, quanto à suposta adesão a planos contra instituições e autoridades, Fux afirmou não haver provas. E, em alguns casos, disse considerar que houve apenas atos preparatórios, que não são puníveis, mas não atos executórios de crimes.

Nesse cenário o ministro citou a minuta golpista, que previa a decretação de estado de sítio no país para suspender a sucessão eleitoral. Essa minuta, de acordo com a acusação, foi discutida com chefes militares em reuniões no Palácio da Alvorada.

“Se é minuta, é mera cogitação, jamais poderia se afirmar que houve execução. O estado de sítio depende de prévia autorização do Congresso Nacional”, observou o ministro em seu voto.

“Qualquer ato executório envolvendo as Forças Armadas dependeria de um decreto formal assinado pelo presidente da República. Entretanto, Jair Bolsonaro jamais procedeu nesse sentido, limitando-se, segundo as provas dos autos, a atos preparatórios”, concluiu.

Fux destacou ainda que, segundo o próprio Mauro Cid afirmou em seu acordo de delação premiada, Bolsonaro não assinaria os decretos de estado de exceção.

O ministro concordou com o argumento da defesa do ex-presidente de que não existe prova que a minuta golpista previa a prisão de autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes, à época dos fatos presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Fux, essa informação apareceu somente na delação de Cid.

Punhal Verde Amarelo e Copa 2022

Luiz Fux considerou que não há provas que Bolsonaro soubesse do plano Punhal Verde Amarelo, cujo arquivo foi apreendido pela Polícia Federal com o general Mário Fernandes, réu em outro núcleo da trama golpista.

O magistrado colocou em dúvida a afirmação da PF de que o arquivo do Punhal Verde Amarelo tenha sido impresso no Palácio do Planalto por Fernandes.”As provas são insuficientes de que essa minuta tenha chegado a ser apresentada ao réu Jair Bolsonaro”, afirmou.

“Ao contrário do que sugere o Ministério Público, [um áudio entre Fernandes e Cid, em 8 de dezembro de 2022] não sugere que a ação violenta era previamente autorizada” pelo então presidente, considerou Fux.

Ministro Luiz Fux aponta excesso de provas e limitações de prazo no julgamento da trama golpista

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu divergência no julgamento do núcleo 1 da trama golpista, acolhendo a alegação da defesa de cerceamento devido ao excesso de documentos e pouco tempo para análise.

Fux já havia votado pela anulação do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por incompetência da Primeira Turma.

O magistrado destacou que foram 161 dias entre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o início do julgamento, comparando o caso ao Mensalão de 2005, que permitiu mais tempo para defesa dos acusados.

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Fux vota por anulação do processo no STF por falta de competência

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu divergência nesta quarta-feira (10) ao votar pela anulação do processo envolvendo a trama golpista de 2022.

Para ele, a Corte não tem competência para julgar o caso, uma vez que nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nem os demais sete réus possuem foro por prerrogativa de função.

Segundo Fux, os fatos investigados ocorreram entre 2020 e 2023, período em que a jurisprudência consolidada determinava que, cessado o exercício do cargo, cessava também o foro privilegiado. “Nesse caso, os réus perderam seus cargos muito antes”, afirmou.

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STF retoma julgamento do núcleo 1 da trama golpista nesta quarta-feira com aguardado voto do Ministro Fux

O julgamento do núcleo 1 da chamada trama golpista chega ao quarto dia nesta quarta-feira (10), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação, e Flávio Dino votaram pela condenação dos réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Restam se manifestar Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado.

A sessão, marcada para as 9h, será conduzida por Zanin, que passará a palavra ao ministro Luiz Fux. Durante a análise preliminar, Fux já sinalizou possíveis divergências em relação ao voto de Moraes. Outras sessões estão agendadas para quinta-feira (11), às 9h e às 14h. A decisão será definida por maioria simples de três votos.

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Voto de Moraes marca a retomada do julgamento de Bolsonaro no STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta terça-feira (9/9), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados por suposta trama golpista, que tinha como intenção impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022. A retomada da análise decisiva ocorre com o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

Em sessão marcada para começar às 9h, Moraes é o primeiro dos cinco ministros da Turma a proferir seu voto. Em densa análise, Moraes deve levar cerca de 4 horas para expor fatos, apontar penas ou absolvição a cada um dos oito réus. O ministro ainda responderá a questionamentos das defesas e vai deliberar sobre as chamadas preliminares, que são questões processuais a serem resolvidas.

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Bolsonaro pede autorização ao STF para realizar procedimento médico em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta segunda-feira (8), um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para comparecer a um hospital no próximo domingo (14).

De acordo com a defesa, Bolsonaro passará por um procedimento médico para retirada de lesões na pele, previsto para ocorrer no Hospital DF Star, em Brasília. A intervenção será realizada de forma ambulatorial, com alta no mesmo dia.

O pedido foi apresentado dentro do processo em que o ex-presidente é réu no Supremo, uma vez que qualquer deslocamento precisa de autorização judicial devido às medidas restritivas que ele cumpre.

STF demonstra incômodo com discussão de anistia no Congresso, mas rechaçam influência no julgamento

Ministros que integram a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vêm demonstrando incômodo com a discussão no Congresso em torno de uma anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo ou não Jair Bolsonaro (PL), em meio ao julgamento do ex-presidente e aliados na suposta trama golpista

Na avaliação desses magistrados, é ruim o momento para o debate sobre um alívio às penas aos envolvidos no 8 de janeiro, em meio ao julgamento da ação penal. O colegiado analisa desde a última terça-feira o caso envolvendo o núcleo crucial do plano para dar um golpe de Estado após as eleições de 2022. A previsão é que o julgamento termine na próxima semana.

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STF vê projeto da anistia como “inconstitucional”, com ou sem inclusão de Bolsonaro

A discussão sobre uma possível anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 tem ganhado velocidade no Congresso, ao mesmo tempo em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julga os réus do núcleo 1 da trama golpista.

Ministros ouvidos sob condição de anonimato afirmam que a chance de aprovação de um projeto de perdão, mesmo com ou sem o ex-presidente Jair Bolsonaro, é remota.

Caso seja aprovado, a medida dificilmente seria considerada constitucional pela Corte, seguindo precedentes recentes. Em 2023, uma tentativa de anistiar o ex-deputado Daniel Silveira foi barrada pelo STF, que entendeu que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados por decreto presidencial.

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Após 2 dias, julgamento de Bolsonaro é suspenso e será retomado terça-feira

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, no início da tarde desta quarta-feira (3), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus acusados de participação na trama golpista que tentou abalar o Estado Democrático de Direito.

O julgamento será retomado na próxima terça-feira (9), com a apresentação dos votos dos ministros.

Foram reservadas oito sessões para análise do caso, nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A votação sobre condenação ou absolvição deve ocorrer a partir das próximas reuniões. Caso haja condenação, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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STF retoma julgamento de acusados de trama golpista; defesas de Bolsonaro e ex-ministros serão ouvidas

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (3), em Brasília, o julgamento dos réus acusados de participação em uma tentativa de golpe militar no país. A sessão está prevista para começar às 9h.

No segundo dia de análise do caso, apresentarão suas sustentações orais os advogados de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de três ex-ministros: Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Cada um terá cerca de uma hora para expor seus argumentos.

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Quaest: julgamento de trama golpista é criticado por 64% nas redes

Julgamento do ex-presidente e aliados começou nesta terça-feira (2/9) no STF

Monitoramento realizado pela Quaest nas redes sociais a respeito do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus nesta terça-feira (2/9). A apuração verificou que a hashtag #BolsonaroFree gerou o maior volume de menções contrárias ao julgamento, com 64%.

O monitoramento apurou que dentro da narrativa pela liberdade de Bolsonaro, uma publicação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), na rede social, X foi a que teve o maior alcance (2.254.218). A senadora publicou um texto no qual aponta o que ela considera fraudes no processo e pede a suspensão do julgamento.

Uma publicação do Metrópoles no Instagram, com sentimentou neutro, foi a terceira em número de alcance nas redes, com 214.768. Na rede social X, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) foi o autor da segunda maior publicação em número de alcance: 920.972.

As publicações que comemoram a realização do julgamento representam 19% do total, conforme a Quaest. O baixo volume é atribuído, pelo instituto, à uma ausência de coordenação na mobilização.

Contra o julgamento de Bolsonaro, destaca-se a tag “#Bolsonarofree”. Já as menções que comemoram o julgamento são pulverizadas. As principais delas são: “#Bolsonarocondenado”, “soberania é justiça” e “BolsonaroNaCadeia”.
A Quaest destaca ainda que houve um pico de buscas sobre o julgamento no Google, principal buscador da internet. A procura pelo assunto teve como foco o interesse em assistir à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes afirma que STF julgará ação contra Bolsonaro e aliados com imparcialidade

O ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, destacou nesta terça-feira (2) que o julgamento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado será conduzido com imparcialidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na abertura da sessão, antes da leitura do relatório do processo, Moraes ressaltou que todos os réus tiveram garantido o devido processo legal, com direito à ampla defesa e ao contraditório.

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1º dia de julgamento terá falas de Moraes, acusação e defesas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abre nesta terça-feira (2), às 9h, o julgamento que pode resultar na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participação em uma trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022.

O processo é considerado central dentro da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Estão previstas oito sessões para análise do caso, distribuídas nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

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Bolsonaro é orientado a não ir a julgamento, mas ainda não decidiu

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi orientado por sua defesa a não comparecer ao próprio julgamento, cuja fase final está marcada para esta terça-feira (2/9). Os advogados avaliam que a presença do ex-presidente poderia não ser positiva neste momento.

Apesar da recomendação, aliados afirmam que Bolsonaro ainda não decidiu se irá ou não ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Como cumpre prisão domiciliar desde o último mês, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro precisaria de autorização judicial para deixar sua residência e acompanhar a sessão.

STF mantém prisão do ex-jogador Robinho

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (29) manter a prisão do ex-jogador de futebol Robinho. O ex-atleta está preso no Brasil desde março do ano passado. Robinho cumpre condenação de nove anos de prisão pelo envolvimento no estupro de uma mulher, ocorrido dentro de uma boate de Milão, na Itália, em 2013. Com placar de 10 votos a 1, a maioria dos ministros da Corte se manifestou pela manutenção da prisão.

O julgamento virtual do caso começou na semana passada e foi encerrado nesta sexta-feira (29). O STF julgou um recurso da defesa contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que homologou a sentença da Justiça italiana e determinou a prisão imediata do ex-atleta, em março de 2024. Os votos favoráveis à manutenção da prisão foram proferidos pelos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques.

O único voto a favor da concessão de liberdade ao ex-jogador foi proferido por Gilmar Mendes. No entendimento do ministro, a prisão de Robinho só poderia ser executada no Brasil após o fim da possibilidade de recursos contra a decisão do STJ. Robinho está preso no complexo penitenciário de Tremembé, em São Paulo.

Agência Brasil