Membros do governo Lula avaliam que anúncio de Flávio é estratégia para 2030

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos de partidos de centro avaliam que a decisão de Jair Bolsonaro de lançar seu filho Flávio como candidato à Presidência da República representa uma estratégia voltada para 2030 e para a manutenção do espólio político da família. Ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, sob reserva, os políticos consideram que o anúncio confronta diretamente os planos do Centrão para lançar Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, como candidato à Presidência com o apoio de Bolsonaro – em troca de um indulto em caso de vitória em 2026.

Apesar de manter discurso público de que buscaria a reeleição em São Paulo, o governador dava sinais, nos bastidores, do desejo de ser candidato ao Planalto. O anúncio de que Flávio Bolsonaro será o candidato representante do bolsonarismo nas eleições de 2026 pegou o mundo político de surpresa – mais pelo timing do que pela informação em si. Integrantes do governo Lula mantinham ceticismo quanto à possibilidade de Tarcísio de Freitas abdicar de uma reeleição em São Paulo para disputar a Presidência por Bolsonaro. O momento de anunciar esse apoio, no entanto, foi inesperado.

Apesar de alguns ministros do governo verem o anúncio como um “balão de ensaio” – jargão jornalístico que se refere à prática de atores políticos vazarem informações para testarem a repercussão antes de confirmarem -, há elementos que apontam na direção oposta. Primeiro porque Flávio e o PL confirmaram a informação. Segundo porque, mesmo após a péssima repercussão junto ao mercado financeiro (o Ibovespa caía quase 4% às 16h30 desta sexta-feira), não houve nenhum recuo.

Desde que Bolsonaro foi preso, em 24 de novembro, Flávio se tornou seu principal interlocutor com o mundo externo, algo parecido com o papel que Fernando Haddad representou para Lula em 2018, quando o petista ficou preso na Polícia Federal em Curitiba. Afastado das articulações políticas e do contato diário com aliados, Bolsonaro passou a receber informações sobretudo por meio do filho. Integrantes do governo ouvidos pela reportagem veem na decisão de lançar Flávio como candidato uma estratégia para manter o eleitorado de direita de olho nas eleições de 2030, cientes de que o pleito de 2026 será mais difícil por se tratar de uma campanha contra o atual presidente.

Lula não tem os melhores índices de aprovação, mas ainda assim dispõe da máquina pública, de programas sociais que serão lançados no ano que vem, do capital político pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e de uma estrutura de publicidade estatal robusta.

A ameaça para Bolsonaro, nessa perspectiva, não estaria na esquerda, mas no campo da centro-direita. O presidente do PP, Ciro Nogueira, chegou a expor insatisfação com o que chamou de “falta de bom senso e estratégia no centro e na direita” e defendeu que o foco da união formada com o União Brasil fosse nas “eleições estaduais e nas nossas bancadas”. A publicação foi feita no X em 19 de novembro. Jair Bolsonaro já estava em prisão domiciliar, e não na sede da Polícia Federal.

O apoio a Tarcísio de Freitas, apesar de garantir uma chance maior de vitória contra Lula em 2026 e, consequentemente, de um indulto a Bolsonaro, escantearia a família politicamente: em caso de vitória, pelo motivo óbvio de que o principal nome da direita passaria a ser o governador de São Paulo; em caso de derrota, porque o nome testado nas urnas e com “recall” seria o de Tarcísio.

Estadão Conteúdo

Urnas eletrônicas começam a ser testadas nesta segunda (1º)

(Foto: Internet)

A partir de segunda-feira (1º), começa a 8ª edição do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, conhecido como Teste da Urna 2025. O evento será aberto às 13h e segue até a sexta-feira (5), com investigadores testando 38 planos de avaliação aprovados pela Comissão Reguladora.

O Teste da Urna 2025 será feito nos sistemas que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026, incluindo softwares de votação, apuração e transmissão, além do Gerenciador de Dados e do Kit JE-Connect. Observadores da imprensa e do meio acadêmico acompanharão as atividades.

O objetivo do teste é garantir que as eleições sejam seguras, transparentes e confiáveis, avaliando desde a captação dos votos até a apuração final.

LEIA MAIS

Reaproximação de Lula e Raquel Lyra abre caminho para dois palanques em 2026

A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pernambuco, nesta terça-feira, para cumprir duas agendas oficiais ao lado da governadora Raquel Lyra, reacendeu as articulações políticas no Estado com foco nas eleições de 2026.

A visita foi definida após encontro da governadora em Brasília com o ministro Rui Costa. Na agenda presidencial está a inauguração da Barragem de Panelas II, obra realizada em parceria entre os governos federal e estadual.

No mesmo período, outro movimento político ganhou destaque: o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, declarou apoio à pré-candidatura ao Senado do senador Humberto Costa, durante encontro no gabinete do parlamentar, em Brasília.

LEIA MAIS

João Campos lidera disputa pelo Governo de Pernambuco com folga, aponta CNN/Alfa

Levantamento do Instituto Alfa Inteligência, divulgado nesta quarta-feira (26) pela CNN Brasil, mostra ampla liderança do prefeito do Recife, João Campos, na corrida pelo Governo de Pernambuco. Na pesquisa com votos válidos, João aparece com 61%, enquanto a governadora Raquel Lyra registra 29%. Na sequência estão Eduardo Moura (Novo), com 6%, e Gilson Machado (PL), com 4%.

No cenário estimulado, quando todos os nomes são apresentados, João Campos mantém a liderança isolada, com 50% das intenções de voto. Raquel Lyra soma 24%, Eduardo Moura tem 5% e Gilson Machado, 3%. O candidato Ivan Moraes (PSOL) não pontuou. Votos em branco e nulo chegam a 11%, enquanto 7% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

LEIA MAIS

Lucas Ramos admite possibilidade de votar em Miguel Coelho caso o ex-prefeito integre chapa majoritária de João Campos em 2026

(Foto: Ilustração)

O deputado federal Lucas Ramos (PSB) esteve no último fim de semana em Petrolina, Lagoa Grande, Verdejante e cidades do Sertão, onde participou de agendas políticas e avaliou o cenário eleitoral local e estadual. Embora tenha reforçado sua postura de oposição à gestão municipal de Petrolina, o ponto que mais chamou atenção foi sua sinalização que poderá votar em Miguel Coelho para o Senado, caso o ex-prefeito integre a chapa majoritária do PSB nas eleições de 2026.

LEIA MAIS

Trump quer regras eleitorais válidas para todo o território dos Estados Unidos

O presidente Donald Trump declarou na noite de sábado (30) que deve emitir um decreto para mudar algumas regras eleitorais dos Estados Unidos. A nova legislação seria válida em todo o território nacional. Além de defender a apresentação obrigatória de um documento de identificação na hora do voto pelos eleitores, o republicano afirmou que pretende restringir os casos onde o voto por correspondência é permitido.

“O documento de identificação deve ser apresentado por cada um que votar. Sem exceções! Vou emitir um decreto que torna esse documento uma obrigação. Além disso, nada de voto por correspondência, exceto para aqueles que estão muito doentes e para os militares que estão distantes. Vamos utilizar somente cédulas eleitorais”, escreveu.
O comunicado foi feito via publicação na Truth Social.

Nem todos os estados do país exigem a apresentação de um documento por parte dos eleitores na hora da votação. Essa identificação por ser oficial ou não e, ainda, com ou sem foto. Em catorze estados – Califórnia, Colúmbia, Havaí, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Nova York, Novo México, Oregon e Vermont – e na capital federal, Washington D.C., não é exigida documentação alguma.

Cada estado também define suas próprias regras para o voto por correspondência, mas uma justificativa válida pode ser exigida ao eleitor. A maioria inclui a impossibilidade de comparecer ao local de votação por doença, lesão ou deficiência; estar em viagem de negócios ou férias fora do município ou cidade de residência no dia da eleição ou ser estudante de uma faculdade ou universidade fora do estado.

Estadão Conteúdo

Bolívia inicia eleições para presidente e Congresso com direita como favorita

As eleições gerais na Bolívia começaram neste domingo (17) com a direita como favorita, após 20 anos de governos de esquerda, anunciou o Tribunal Supremo Eleitoral.

Mais de 7,9 milhões de bolivianos são chamados a votar entre oito candidatos presidenciais e a renovar o Congresso de 166 membros, em meio a uma grave crise econômica.

O chefe da autoridade eleitoral, Oscar Hassenteufel, inaugurou o dia da votação, que se estenderá até as 16h00, horário local (17h00 no horário de Brasília).

AFP

Quaest: cresce avaliação de que governo Lula é pior que o de Bolsonaro

Pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada hoje sobre a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostra que 43% dos eleitores acham a gestão do petista pior do que a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os que acham o atual mandato melhor que o do capitão reformado são 39%. Para 15%, os dois são iguais, e 3% não souberam responder.

O cenário mudou em relação à última pesquisa feita pela Genial/Quaest em dezembro sobre o tema. Naquele levantamento, 42% achavam o governo de Lula melhor que o de Bolsonaro, enquanto 37% avaliavam que era pior que o do ex-presidente. Os que achavam as gestões iguais eram 20% e outros 3% não souberam responder.

A pesquisa da Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.

O levantamento da Genial/Quaest mostrou que a aprovação do governo Lula voltou a cair e atingiu o pior patamar desde o início da gestão em janeiro de 2023. Os que desaprovam a gestão são 56%, enquanto 41% aprovam. Outros 3% não souberam responder.

Já em relação à avaliação do governo, 41% consideram negativa a gestão de Lula, 27% avaliam como positiva e outros 29% apontam o Executivo como regular. Outros 3% não souberam responder.

Para 53% dos brasileiros, a terceira gestão de Lula na Presidência é pior que as duas anteriores (2003-2010). Outros 23% acham que ela é igual às anteriores e 20% consideram ela como a melhor. Os eleitores que não souberam responder somam 4%.

Após filiação de Raquel ao PSD, João Campos diz ter “tranquilidade” em aliança política com Lula

Prefeito do Recife afirma não temer eventual neutralidade do PT em 2026

prefeito do RecifeJoão Campos (PSB), demonstrou confiança na parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2026. Com a recente filiação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, ao PSD, surgiram especulações sobre uma possível neutralidade do PT na disputa pelo governo estadual ou até mesmo um eventual apoio à pessedista.

No entanto, Campos afirmou estar seguro quanto à construção política com o petista.

“A gente tem uma relação que não é de hoje com o presidente Lula. O vice-presidente da República é do nosso partido. O PSB foi o maior partido dessa aliança que resultou na vitória do presidente Lula. Se você olhar a coligação, na época, o PSB era o maior partido depois do PT. A gente tem muita tranquilidade nessa construção e aliança política. Conjuntura eleitoral se define perto da eleição, mas nós fazemos parte do governo. Votei no presidente Lula, o apoio, tenho muita tranquilidade e, principalmente, gratidão pelo que ele tem feito pelo nosso estado e nossa cidade”, declarou.

 

Brasil empossa nesta quarta 5,5 mil prefeitos novos ou reeleitos

Posse de prefeitos e vice-prefeitos é definida pela Constituição Federal para o primeiro dia do ano

O início de 2025 é marcado pela posse de novos prefeitos e vice-prefeitos em todo o país, eleitos nas eleições municipais realizadas em 2024.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pleito ocorreu em 5.569 cidades, nos 26 estados do país. Em 51 delas, a disputa foi concluída no segundo turno.

Ao menos 18 municípios não terão a tradicional cerimônia de posse no primeiro dia do ano. Isso porque o processo eleitoral, nesses lugares, está emperrado por problemas judiciais, e ainda precisa de análise dos tribunais eleitorais.

São casos de problemas na candidatura do concorrente a prefeito com mais votos. Oito estão em São Paulo, três no Rio de Janeiro e em Minas Gerais e um no Paraná, na Bahia e no Espírito Santo.

A data da posse de prefeitos e vice-prefeitos é definida pela Constituição Federal de 1988. Já a posse dos vereadores eleitos é definida pela lei orgânica de cada município. Dessa forma, não possui data única.

De acordo com o TSE, quase 156 milhões de eleitores puderam votar nas eleições municipais de 2024. As mulheres foram 53,4% do total, quase 82 milhões de eleitoras.

Editorial: Enfraquecimento da esquerda nas eleições e a estratégia de João Campos para conquistar o eleitorado de centro

As eleições municipais de 2024 consolidaram um cenário de enfraquecimento da esquerda e fortalecimento da centro-direita e extrema-direita em diversas cidades do Brasil. Este movimento reflete uma mudança importante no cenário político nacional, com o avanço de figuras alinhadas às pautas conservadoras e uma crítica cada vez mais aberta à gestão federal do presidente Lula. Em Pernambuco, a situação é particularmente interessante, com o prefeito reeleito do Recife, João Campos, já traçando seus próximos passos e sinalizando para um futuro em que ele provavelmente será candidato ao governo do estado em 2026.

João Campos, neto de Miguel Arraes e herdeiros de uma tradição política de esquerda, tem se distanciado gradativamente desse espectro ideológico. Em entrevistas recentes, ele fez críticas ao governo Lula, especialmente no que diz respeito à condução da economia e à falta de respostas concretas para questões que afetam diretamente os municípios. Em entrevista ao Roda Viva, prefeito do Recife disse que Lula cai em “armadilhas” que prejudicam a imagem do governo, como a visita de Maduro, em 2023. Esse posicionamento sugere uma tentativa de descolamento da esquerda, com vistas a ampliar seu eleitorado em 2026.

Campos, ao se afastar das pautas mais associadas ao PT e à esquerda tradicional, busca construir uma imagem mais ao centro, aproveitando a popularidade que acumulou em seu primeiro mandato no Recife. Ele sabe que, para vencer em 2026, precisará se diferenciar da atual gestão federal e conquistar o apoio de setores que, historicamente, se alinharam à centro-direita. Essa estratégia já está sendo testada e deverá ser refinada nos próximos anos, com Campos tentando se posicionar como uma alternativa moderada e pragmática.

Por outro lado, sua provável adversária, a governadora Raquel Lyra, ganhou força com a vitória de aliados estratégicos nas eleições municipais, como a prefeita eleita de Olinda Mirella Almeida. Raquel Lyra, que vem consolidando sua política de base no estado, desponta como um nome forte para a reeleição e também para manter a hegemonia da direita em Pernambuco. Sua gestão, embora discreta em alguns aspectos, tem sido suficiente para garantir vitórias em cidades importantes.

Essa disputa entre João Campos e Raquel Lyra deve se acirrar nos próximos dois anos, com ambos tentando atrair o eleitorado insatisfeito com o governo federal e ao mesmo tempo se distanciando das pautas mais polêmicas da esquerda. O debate não será apenas regional, mas terá reflexos no cenário nacional.

Enquanto isso, Lula e o PT enfrentam o desafio de manter sua base unida diante do avanço da direita e da extrema-direita. As eleições municipais realizadas que a esquerda precisa reinventar sua estratégia para reconquistar o eleitorado perdido, especialmente nos estados do Nordeste, onde antes tinha uma hegemonia quase inabalável. O distanciamento de João Campos é um sinal claro de que o cenário político está em transformação e que a esquerda, para sobreviver, precisará se adaptar rapidamente.

Waldiney Paasos

Com 50,9% dos votos, Luiz Caetano é eleito pela 4ª vez à Prefeitura de Camaçari

O candidato do Partido dos Trabalhadores, Luiz Caetano foi eleito com 50,9% dos votos válidos na disputa do 2° turno em Camaçari. Em segundo lugar, o candidato Flávio Matos (União), atual presidente da Câmara Municipal, obteve 49,06% dos votos válidos. A diferença de votação entre os dois candidatos foi de pouco mais de 3 mil votos válidos. Com o resultado, a partir de 01 de janeiro de 2025, o ex-prefeito do município por três mandatos, é empossado para o seu 4° mandato no cargo mais alto do município.

A vitória consolida um histórico de bons resultados no PT em Camaçari. No primeiro turno, a sigla elegeu cinco vereadores no legislativo e Luiz Caetano recebeu o apoio de Oswaldinho (MDB), candidato independente que ficou em 3° lugar na disputa do dia 06 de outubro. Durante a campanha de segundo turno, a cidade recebeu a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em apoio a Caetano.

Ainda no segundo turno, ambas as lidernças protagonizaram acusações de violência e indícios de corrupção. No lado petista, Caetano chegou a se referir a Elinaldo, atual prefeito, e o candidato Flávio Matos como uma organização de “agiotagem”. Por outro lado, foi acusado por opositores de se relacionar com facções criminosas na região.

Luiz Caetano é filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1998. Em sua carreira, já ocupou três vezes o cargo de Prefeito de Camaçari, Deputado estadual e federal.

Bahia Notícias

PT, partido de Lula, venceu em 4 de 13 cidades no 2º turno

Das 13 prefeituras disputadas pelo PT no segundo turno neste domingo (27), a sigla venceu em quatro, sendo uma capital, Fortaleza. O partido de Lula também foi vitorioso em Camaçari (BA), Pelotas (RS) e Mauá (SP).

O PT perdeu em nove cidades, sendo três capitais: Porto Alegre; Natal; Cuiabá; Anápolis (GO); Caucaia (CE); Diadema (SP); Olinda (PE); Santa Maria (RS); e Sumaré (SP).

Com uma capital conquistada, Fortaleza, o PT melhorou em relação a 2020, mas repete sua segunda pior marca desde os anos 1980, na redemocratização. Em 1985 e 2016, a sigla comandou uma capital, assim como agora. O melhor momento foi na eleição municipal de 2004, durante o primeiro mandato de Lula: nove capitais. O pior foi em 2020, quando a sigla não tinha prefeito em capital alguma.

Diário de Pernambuco

Veja quem são os eleitos no 2º turno das eleições de 2024

Eleitores foram às urnas neste domingo (27) em 51 cidades, sendo 15 capitais.

Igor Normando (MDB), de Belém, foi o primeiro prefeito eleito no segundo turno das eleições de 2024. Normando venceu por volta das 17h30 e disputava a prefeitura da capital paraense com Delegado Éder Mauro, do PL (veja a lista abaixo).

Ao todo, 51 municípios brasileiros tiveram segundo turno confirmado, entre eles 15 capitais. O número representa quase metade dos 104 municípios com mais de 200 mil habitantes do Brasil, onde o segundo turno era uma possibilidade.

No primeiro turno, 11 capitais elegeram seus prefeitos já no 1º turno das eleições municipais. Por volta das 18h30, Eduardo Braide (PSD) foi o primeiro a vencer, em São Luís (MA), com mais de 400 mil votos.

Prefeitos eleitos no 2º turno das eleições 2024
  1. Igor Normando (MDB) – Belém (PA)
  2. Rildo Amaral (PP) – Imperatriz (MA)
  3. Abílio Brunini (PL) – Cuiabá (MT)
  4. Cícero Lucena (PP) – João Pessoa (PB)
  5. Léo (Podemos) – Porto Velho (RO)
  6. David Almeida (Avante) – Manaus (AM)
  7. Eduardo Siqueira Campos (Podemos) – Palmas (TO)
  8. Weverson Meireles (PDT) – Serra (ES)
  9. Emília Corrêa (PL) – Aracaju (SE)
  10. Adriane Lopes (PP) – Campo Grande (MS)
  11. Bruno Cunha Lima (União) – Campina Grande (PB)
  12. Elizabeth Schmidt (União) – Ponta Grossa (PR)
  13. Ramos (PSDB) – Paulista (PE)
  14. Zé Maria Tapajós (MDB) – Santarém (PA)
  15. Adiló (PSBD) – Caxias do Sul (RS)
  16. Naumi Amorim (PSD) – Caucaia (CE)
  17. Airton Souza (PL) – Canoas (RS)
  18. Marcio Correa (PL) – Anápolis (GO)
  19. Helinho Zanatta (PSD) – Piracicaba (SP)
  20. Tiago Amaral (PSD) – Londrina (PR)
  21. Eduardo Pimentel (PSD) – Curitiba (PR)
  22. Paulinho Freire (União) – Natal (RN)
  23. Rodrigo Neves (PDT) – Niterói (RJ)
  24. Sebastião Melo (MDB) – Porta Alegre (RS)
  25. Leandro Vilela (MDB) – Aparecida de Goiânia (GO)
  26. Cateano (PT) – Camaçari (BA)
  27. Mabel (União) – Goiânia (GO)
  28. Murilo Félix (Podemos) – Limeira (SP)
  29. Engenheiro Daniel (União) – Taboão da Serra (SP)
  30. Evandro Leitão (PT) – Fortaleza (CE)
  31. Taka Yamauchi (MDB) – Diadema (SP)
  32. Hino Hammes (PP) – Petrópolis (RJ)
  33. Ricardo Nunes (MDB) – São Paulo (SP)
  34. Cel. Fabio Candido (PL) – São José do Rio Preto (SP)
  35. Henrique do Paraíso (Republicanos) – Sumaré (SP)
  36. Sergio Victor (Novo) – Taubaté (SP)
  37. Mirella (PSD) – Olinda (PE)
  38. Rodrigo Decimo (PSDB) – Santa Maria (RS)
  39. Alexandre Ferreira (MDB) – Franca (SP)
  40. Fuad Noman (PSD) – Belo Horizonte (MG)
  41. Marcelo Lima (Podemos) – São Bernardo do Campo (SP)
  42. Marroni (PT) – Pelotas (RS)
  43. Lucas Sanches (PL) – Guarulhos
  44. Rogério Santos (Republicanos) – Santos (SP)
  45. Marcelo Oliveira (PT) – Mauá (SP)
  46. Farid Madi (Podemos) – Guarujá (SP)
  47. Ricardo Silva (PSD) – Ribeirão Preto (SP)
  48. Anderson (PSD) – São José dos Campos (SP)

Esta reportagem está em atualização.

Discípulo de Mujica é favorito na eleição no Uruguai

Depois de ter deixado o poder em 2019, após três mandatos presidenciais consecutivos, a coalizão de esquerda Frente Ampla (FA), do ex-presidente José “Pepe” Mujica (2010-2015), chega hoje às eleições do Uruguai com a esperança de um retorno em grande estilo. O homem que encarna essa esperança é Yamandú Orsi, um ex-prefeito de 57 anos que conta com o apoio crucial de Mujica, um dos maiores líderes políticos do país de todos os tempos.

Aos 89 anos, e lutando para se recuperar de um câncer no esôfago, o ex-presidente emocionou não apenas os eleitores da coalizão, mas grande parte do país, com um discurso no encerramento da campanha de Orsi, no qual afirmou que “os melhores dirigentes são aqueles que deixam um grupo que os supera com vantagem”.

Aposta no segundo turno
Foi o último gesto de respaldo ao candidato, militante do Movimento de Participação Popular (MPP, integrante da FA) e considerado seu discípulo. Segundo as pesquisas mais recentes, Mujica continua sendo um dos políticos com a imagem mais positiva no país, e seu apoio a Orsi, um dirigente mais jovem, pouco carismático e sem o poder de oratória de seu mestre, foi fundamental para colocá-lo na liderança, com grandes de chances de se eleger num provável segundo turno, em novembro.

“Pela primeira vez em 40 anos, não participo de uma campanha, e o faço porque estou lutando contra a morte… Sou um idoso que está muito perto de se retirar para o lugar de onde não se volta, mas sou feliz porque estou com vocês. Quando meus braços se forem, milhares de braços me substituirão na luta”, disse Mujica, ao lado de Orsi e diante de uma plateia profundamente emocionada.

Hoje os uruguaios votarão no primeiro turno da eleição presidencial, em que também elegerão 100% do novo Parlamento do país. O resultado da eleição parlamentar é essencial para quem for eleito como sucessor do atual presidente, Luis Lacalle Pou, à frente de uma coalizão de cinco partidos de centro e direita.

O cenário político uruguaio é profundamente diferente do de seus vizinhos. Praticamente não existe polarização no país, e as propostas dos principais candidatos não apresentam muitas diferenças. Discursos de ódio são impensáveis, numa campanha que se caracterizou por uma convivência política civilizada.

O principal rival do candidato da Frente Ampla é Álvaro Delgado, até pouco atrás tempo secretário da Presidência e braço-direito de Lacalle Pou. Aos 55 anos, Delgado tentou surfar na onda de popularidade do chefe de Estado, que, segundo pesquisas recentes, tem entre 47% e 50% de aprovação. Mas a imagem positiva de Lacalle Pou não se materializou em mais votos para o candidato do Partido Nacional, uma das legendas da coalizão governista. A expectativa do presidente é que Delgado chegue a um eventual segundo turno e, com o apoio dos demais quatro partidos, impeça o triunfo da esquerda.

A última pesquisa divulgada pela empresa de consultoria Factum, uma das mais importantes do país, confirmou a liderança de Orsi, com 45,5% das intenções de voto, superando amplamente Delgado, que aparece em segundo lugar, com 25,1%. Em terceiro, aparentemente sem chances de conquistar uma vaga no segundo turno, está Andrés Ojeda, do Partido Colorado, também integrante da coalizão governista, com 15%. Aos 40 anos, Ojeda foi a surpresa da campanha com um discurso mais descontraído, profundamente liberal e a ousadia de elogiar o presidente argentino, Javier Milei, de quem Lacalle Pou tenta manter distância.

O Globo

12345