
Presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira
O presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que o partido não lançará candidato ao Governo do Estado nas eleições deste ano. Segundo ele, a disputa já está polarizada e a estratégia definida pela direção nacional da legenda é priorizar a eleição de senadores e ampliar as bancadas estadual e federal.
“Essa campanha está polarizada entre João e Raquel”, declarou, referindo-se ao prefeito do Recife, João Campos, e à governadora Raquel Lyra.
Anderson ressaltou que a decisão não é pessoal, mas partidária. “O projeto do partido é eleger o maior número de senadores, deputados estaduais e federais. Isso é prioridade. A estratégia é do PL Nacional, e Pernambuco não está fora dessa equação”, afirmou.
Críticas a Gilson Machado
Durante a entrevista, Anderson fez duras críticas ao ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro, Gilson Machado.
Segundo ele, Gilson cometeu um erro político na eleição municipal do Recife ao se autointitular candidato. “João tinha 80% de aprovação, e o Gilson quis, por autopromoção, se autointitular candidato, sem ter musculatura política para isso”, afirmou.
Anderson destacou que, à época, o PL tinha o nome do deputado federal André Ferreira, que classificou como o mais preparado para enfrentar o desafio. “Foi o deputado mais votado em Pernambuco, no Nordeste e no Recife. Já foi vereador por três mandatos, três vezes o mais votado da cidade.”
Ele comparou números para reforçar o argumento: “Só para você ter ideia, o irmão de João Campos teve 50 mil votos no Recife. André teve 70 mil.”
Ainda sobre Gilson, Anderson citou o resultado eleitoral como exemplo de erro estratégico: “Ele teve 300 mil votos para senador no Recife. Dois anos depois caiu para 120 mil. Foi a pior derrota na história da cidade numa eleição de prefeito. A gente não pode cometer esse erro novamente.”
Foco no Senado
Para o dirigente, lançar candidatura própria ao Governo poderia prejudicar o objetivo maior da sigla. “Não dá para lançar um nome por lançar, dentro de uma campanha polarizada”, pontuou.
Ele reforçou que o foco é garantir representação de direita no Senado. “São duas vagas. O eleitor vai se sentir representado em votar num senador de direita em Pernambuco. Ele terá essa opção.”
Ao defender sua posição, Anderson lembrou sua trajetória política: “Faço política há mais de 30 anos. Fui deputado federal por dois mandatos, prefeito por dois mandatos da segunda maior cidade do Estado, candidato a governador e fiquei fora do segundo turno por 1%. Tenho propriedade para essa leitura política.”
Em tom crítico, concluiu: “Não dá para um sanfoneiro, que nunca foi político, querer dar pitaco no que não entende. Gilson está no lugar certo, que cabe a ele.”
Com a estratégia definida, o PL em Pernambuco deve concentrar esforços na disputa proporcional e nas vagas ao Senado, apostando na polarização para consolidar seu espaço no campo da direita no Estado.
Assista vídeo da entrevista acessando @blogwaldineypassos no Instagram



