Michelle Bolsonaro sobre futuro político: “Está nas mãos de Deus”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou neste sábado (14) que a prioridade atual é cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, e das filhas, e que entrega uma possível candidatura ao Senado pelo Distrito Federal “nas mãos de Deus”. A fala ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, dizer em entrevista que todos os membros da família devem se candidatar a algum cargo em outubro, citando Michelle como concorrente ao Senado.

“Recebo com carinho as manifestações do povo brasiliense que desejam que eu os represente em um cargo majoritário. Como tudo na minha vida, o meu futuro político eu entrego nas mãos de Deus. Digo novamente, com o coração em paz: a minha prioridade é e sempre será o meu marido e as minhas filhas”, escreveu Michelle no perfil do Instagram.

A ex-primeira-dama também citou que Bolsonaro tem a saúde debilitada após o atentado a faca que sofreu em 2018. Michelle é presidente do PL Mulher, mas está afastada desde dezembro. Na postagem, ela também agradeceu o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, pela compreensão durante o período de licença.

“Todo mundo será pré-candidato”
Na quinta-feira (12), Flávio Bolsonaro declarou em entrevista à Jovem Pan que todos os membros da família Bolsonaro vão participar das eleições.  “Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa. O Carlos é pré-candidato a senador lá em Santa Catarina. O Renan é pré-candidato a deputado federal também em Santa Catarina. A Michelle, ao que tudo indica, também é pré-candidata a senadora no Distrito Federal. Então, acho que vai ficar mais ou menos cada um me ajudando dentro da sua área”, disse o senador.

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro também se manifestou sobre a fala do irmão neste sábado, e apoiou a candidatura de Michelle. “São duas vagas ao Senado em todos os estados e no Distrito Federal, e minha senadora no DF é Michelle Bolsonaro”, escreveu na conta do X.

Correio Braziliense

TSE apresenta recomendações éticas a juízes eleitorais para as eleições de outubro

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou nesta terça-feira (10) um conjunto de dez orientações destinadas aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para serem observadas por juízes eleitorais durante as eleições de outubro.

As recomendações foram detalhadas em reunião realizada à tarde e, segundo a ministra, devem nortear a conduta dos magistrados no período eleitoral. As diretrizes já haviam sido mencionadas na abertura do ano judiciário de 2026.

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Eleições 2026: biometria não é exigida para votar, mas é necessária para atualização cadastral

Com a aproximação das Eleições 2026, dúvidas sobre regras do processo eleitoral voltam a surgir entre os eleitores. Uma das mais frequentes diz respeito à biometria.

De acordo com a Justiça Eleitoral, a ausência do cadastro biométrico não impede o exercício do voto no dia da eleição, desde que o título esteja regular e o eleitor apresente um documento oficial com foto na seção eleitoral.

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TSE inicia audiências públicas para definir regras das eleições de 2026

(Foto: Divulgação/TSE)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início, nesta terça-feira (3), a uma série de audiências públicas para discutir as normas que irão reger as Eleições de 2026.

A iniciativa ocorre após o recebimento de 1.423 sugestões de alterações nas resoluções eleitorais, enviadas por cidadãos e instituições de todo o país.

No mês passado, a Justiça Eleitoral publicou 12 minutas de resolução e abriu prazo, encerrado em 30 de janeiro, para contribuições da sociedade. Parte das propostas foi selecionada para apresentação presencial nas audiências, que seguem até esta quarta-feira (4), com transmissão ao vivo pelo canal do TSE no YouTube.

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Unidos pela mudança Suzana, Isaac e ACM Neto reúnem multidão e apresentam novo caminho para a Bahia em Juazeiro

Nesta sexta-feira, 30 de janeiro, o Rapport Hotel, em Juazeiro, foi cenário de um encontro que marcou um novo capítulo na política baiana. Os ex-prefeitos Suzana Ramos e Isaac Carvalho receberam o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, ao lado do deputado estadual Jordávio Ramos, do deputado federal Adolfo Viana, do pré-candidato ao Senado, João Roma, e do prefeito de Salvador, Bruno Reis.

A reunião contou com coletiva de imprensa, debate de projetos para Juazeiro e para toda a Bahia e uma recepção calorosa de uma multidão entre apoiadores e apoiadores e autoridades políticas como vereadores, pré-candidatos que celebraram o sentimento de mudança.

Em sua fala, Suzana Ramos destacou a importância da união. “A chegada de Isaac a esse projeto mostra que, quando a Bahia precisa mudar, as diferenças ficam para trás. Estamos unidos por um propósito maior: transformar o nosso estado e cuidar melhor das pessoas.”

Já ACM Neto reforçou a urgência de enfrentar a violência. “A Bahia não pode continuar liderando índices de violência. Segurança pública será prioridade, com políticas sérias, presença do Estado e respeito ao cidadão.” O encontro simboliza a construção de um projeto amplo, forte e comprometido com o futuro, sinalizando que a Bahia está pronta para viver um novo tempo.

Ascom Suzana Ramos

Pré-candidato à Presidência, Caiado anuncia filiação ao PSD, partido de Raquel Lyra

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, em Goiânia — Foto: Divulgação/Governo de Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou na noite desta terça-feira (27) sua filiação ao PSD, partido que também abriga a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. A mudança partidária ocorre em meio às articulações para manter Caiado como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, após sua saída do União Brasil.

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Após sofrer ‘virada’ em 2022, ACM Neto confirma nova candidatura ao governo da Bahia

ACM Neto apareceu em primeiro em pesquisa de intenções de voto

O ex-prefeito de Salvador e principal herdeiro do carlismo na Bahia, ACM Neto (União Brasil), confirmou publicamente que será candidato ao governo do estado nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante um evento no Sul da Bahia.

O nome de Neto vem aparecendo à frente do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) em pesquisas de intenção de voto, embora o histórico eleitoral mostre que candidatos petistas costumam crescer ao longo da campanha.

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Genial/Quaest: 49% acham que Flávio leva candidatura até o fim e 38% veem via para negociação

Pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada neste domingo (21), mostra que 49% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai levar a candidatura dele à Presidência até o dia do pleito. Outros 38% acham que ele está utilizando a pré-campanha para negociar interesses do clã liderado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 13% não sabem, ou não responderam.

Entre eleitores identificados com o bolsonarismo, 81% acreditam que Flávio irá até o fim da campanha e 12% apostam que ele busca negociar. Outros 7% não sabem ou não responderam. Já entre os lulistas, 57% apostam que Flávio irá negociar a partir da candidatura e 32% cravam que ele será candidato à Presidência em 2026. Outros 11% não sabem ou não responderam.

Entre os eleitores que se denominam independentes, há uma divisão. Os que acham que o senador será candidato somam 46%, enquanto 37% acham que ele usa a candidatura para negociar. Os que não sabem, ou não responderam correspondem a 17% dos entrevistados. O instituto Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 11 a 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.

Estadão Conteúdo

Pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro tem pior desempenho contra Lula entre nomes de direita

]Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o nome cotado da direita com pior desempenho em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, mostrou a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (06). Caso disputasse a Presidência contra o rival, o filho de Jair Bolsonaro (PL) ficaria 15 pontos atrás do petista. O senador soma 38% de reprovação do eleitorado brasileiro.

Em um possível segundo turno, Flávio marcaria 36% dos votos, enquanto Lula teria 51%. Os votos brancos e nulos somariam 12%. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Jr. (PSD-PR) também perderiam de Lula, mas com menor desvantagem. Em um eventual segundo turno, Tarcísio teria 42% dos votos e Ratinho, 41%, contra 47% do petista nos dois cenários.

O desempenho de Flávio seria semelhante ao de outros membros da família Bolsonaro. Conforme a pesquisa, Eduardo Bolsonaro (PL) teria 35% das intenções de voto em um segundo turno contra o atual presidente, enquanto Michelle Bolsonaro (PL) teria 39%. Os três estão praticamente empatados na margem de erro também em relação à rejeição do eleitorado: 37% dizem que não votariam de jeito nenhum em Eduardo, enquanto 35% afirmam o mesmo sobre Michelle.

Lula soma 44% de rejeição dos eleitores brasileiros. Caso pudesse disputar as eleições do próximo ano, Jair Bolsonaro seria o candidato com o maior índice de reprovação, 45%. Atualmente, o ex-presidente está inelegível por uma condenação de tentativa de golpe durante as eleições de 2022.

Flávio anunciou sua pré-candidatura à Presidência com o apoio do pai nesta sexta, 5. A pesquisa Datafolha ouviu 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, em 113 municípios de terça, 2, a quinta, 4, um dia antes do anúncio.

]Estadão Conteúdo

Governo Lula quer transporte público gratuito como trunfo para reeleição em 2026

Governo Lula trabalha para discutir tarifa zero no transporte coletivo, mas prazo até a eleição é exíguo

O Palácio do Planalto sabe que, mesmo que se esforçasse muito, não teria condições de implantar a tarifa zero para transporte público ainda no ano que vem. A medida, porém, é vista como um trunfo fundamental para turbinar a campanha de reeleição.

O prazo para colocar o projeto de pé é exíguo antes que a lei eleitoral possa impedir uma novidade dessa magnitude. E o esboço do que poderia ser o programa é tão preliminar no momento que não teria nem como apresentar cenários à população por agora.

O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a aprovação na Câmara – que é dada também como certa no Senado – do projeto de isenção do pagamento de Imposto de Renda para os mais pobres pode ajudar, e muito, nessa nova direção. “Se Lula prometeu isenção de imposto para quem ganha até R$ 5 mil e entregou, o eleitor sabe que, se ele prometer tarifa zero para ônibus em outro próximo mandato, também cumprirá”, afirmou um interlocutor no governo.

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Eleições 2026: Se Tarcísio for candidato, PP deve obrigar diretórios do Nordeste a se opor a Lula

O PP deve obrigar diretórios estaduais e municipais a fazer oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso o candidato da disputa presidencial seja o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apurou o Estadão/Broadcast. O partido também insiste na indicação do senador e presidente da sigla, Ciro Nogueira (PI), para compor a chapa.

Apesar de o PP anunciar o desembarque do governo no início deste mês, os diretórios da sigla na Bahia, na Paraíba e no Maranhão ainda são próximos de Lula. O último é presidido pelo ministro do Esporte, André Fufuca, que, embora tenha recebido um ultimato para sair do governo até o início deste mês de outubro, ainda não indicou que deixará a Esplanada.

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Haddad crava candidatura de Lula em 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cravou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. A declaração do integrante do governo ocorreu durante participação em um podcast, neste sábado (27) Haddad, que também é cotado para concorrer ao Planalto, na ausência do petista, frisou que Lula será candidato ao quarto mandato no próximo ano. “Ele é candidato a presidente, sim”, afirmou o ministro.

Candidato em 2030?
Haddad ainda foi questionado no podcast Três Irmãos sobre uma possível candidatura em 2030, como provável sucessor de Lula, caso o atual presidente seja reeleito em 2026. O titular da Fazenda despistou e pontuou que a decisão “não pode ser um projeto de uma única pessoa”.

“Candidatura à Presidência não pode ser um projeto de uma única pessoa. ‘Eu vou ser’. Não faz sentido isso”, disparou o ministro da Fazenda.

A Tarde

Tarcísio diz que primeiro ato, se for presidente, será conceder indulto a Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que sua primeira medida se vier a ser presidente da República seria conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele foi questionado se concederia o indulto em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada na sexta-feira (29). “Na hora. Primeiro ato Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, afirmou.

Ele voltou a negar, porém, a intenção de se candidatar à Presidência em 2026. “Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do Estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís”, afirmou.

Tarcísio também disse que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação de Bolsonaro, que começa a ser julgado por tentativa de golpe na próxima terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF). “Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, disse.

O governador ainda defendeu a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a “prerrogativa” do Congresso em construir uma “solução política”. “A gente tem falado com partidos, acredito muito em uma saída política via Congresso, e o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política. Essa solução (anistia) não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil”, declarou, citando episódios desde revoltas do período colonial até o “movimento de 64”.

Na entrevista, Tarcísio ainda cobrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que paute a anistia. Ele não citou Motta nominalmente. “Entendo que os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder”.

Estadão Conteúdo

PT elege nova executiva com foco na reeleição de Lula, Trump na mira

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou neste sábado (23) a sua nova comissão executiva nacional com alas da principal corrente interna, a Construindo um Novo Brasil (CNB), ocupando os principais cargos, foco em reeleger o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente norte-americano, Donald Trump, na mira.

Presidido pelo ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, o diretório nacional se reuniu mais cedo para definir os novos nomes da executiva e aprovar as diretrizes da composição para o futuro próximo. A lista de eleitos reflete os acordos que o novo presidente teve de fazer para chegar à cadeira. Gleide Andrade, aliada da ex-presidente e hoje ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Gleisi Hoffmann, foi mantida na Secretaria de Finanças e Planejamento – inicialmente a contragosto de Edinho.

Entre os 26 nomes da executiva fora a presidência (11 secretários, 10 vogais e cinco vice-presidentes), 14 são da CNB. O restante pertence a correntes menores. Todos novos cinco vice-presidentes são homens: Jilmar Tatto, Joaquim Soariano, José Guimarães, Rubens Junior e Washington Quaquá. Os líderes das bancadas da Câmara, Lindbergh Farias, e do Senado, Rogério Carvalho, também.

Há cinco mulheres entre os outros principais cargos: Lucinha (Movimentos Populares e Política Setorial), Maria de Jesus, a Claudinha (Nucleação), Vitória Fortuna (Articulação de Políticas Públicas) e Tassia Rabelo (Formação), além de Gleide. A proporção vai de encontro à defesa da igualdade de gênero manifesta na resolução aprovada no mesmo dia.

As secretarias restantes serão ocupadas por: Eden Valadares (Comunicação), Henrique Fontava (Secretaria-Geral), Humberto Costa (Relações Internacionais), Laércio Ribeiro (Organização), Luiz Felipe, o Hadesh (Mobilização), e Romenio Pereira (Assuntos Institucionais).

Resolução política do diretório coloca Trump na mira

O PT também aprovou a nova resolução durante o encontro do diretório nacional. O texto, composto de 29 itens, é aberto com críticas a Trump, cuja política é descrita como “imperialista e de extrema-direita, característica do pensamento fascista”.

“Ninguém tem dúvida de que o governo Trump se inspira no fascismo. A forma com que ele deporta imigrantes, como ele obriga a prefeita de Washington a apagar das ruas a frase ‘Vidas pretas importam’, portanto se manifesta de forma racista, a forma com que tem deportado imigrantes venezuelanos para El Salvador. Se o mundo civilizado não levantar a voz, corre o risco de El Salvador se tornar o campo de concentração do século 21. A forma como ele apoia as forças nazistas na Europa. Quando eu caracterizo o Trump como o maior líder fascista do século 21, eu não estou bravateando”, declarou Edinho em coletiva de imprensa após a eleição da executiva.

Para o PT, os movimentos de Trump demonstram que sua ofensiva contra a soberania nacional, com o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, deve ir além das medidas tomadas até agora. O partido diz estar diante de uma “disputa contra o fascismo, de caráter prolongado, que tende a se desdobrar em diferentes dimensões políticas, institucionais e econômicas”. A avaliação interna é que Trump quer derrotar Lula nas eleições do ano que vem.

O PT planeja uma ampla mobilização para o 7 de Setembro, cujo mote deve ser a defesa da democracia e da soberania. A ideia é aproveitar o clima de hostilidade com o governo Trump, em meio das investigações contra a família Bolsonaro e o avanço do julgamento do ex-]presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). Lideranças petistas querem organizar uma espécie de plebiscito popular por um leque de pautas econômicas que deve embalar a campanha do partido no ano que vem: o fim da escala 6×1, a taxação dos super-ricos e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais por mês.

Na resolução política do diretório, o PT também critica a possibilidade de uma anistia para os bolsonaristas envolvidos no 8 de Janeiro, a reconstrução do fórum permanente do PT da Amazônia Legal durante a COP30 e a regulação das plataformas digitais, que está prestes a avançar na esfera federal.

Estadão Conteúdo

Genial/Quaest: cresce pressão para Bolsonaro apoiar outro nome; bolsonaristas preferem Michelle

A Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (21), mostra que 65% dos entrevistados consideram que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível, deveria abrir mão da tentativa de ser candidato na eleição de 2026 e apoiar outro nome. O resultado representa crescimento de três pontos porcentuais na comparação com o levantamento realizado em julho. O grupo que afirma que o ex-presidente deveria manter a candidatura oscilou no limite da margem de erro, de 28% para 26%; 9% não souberam ou não responderam.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais. O levantamento entrevistou presencialmente 12.150 pessoas com 16 anos ou mais, sendo 2.004 para o cenário nacional e o restante para as análises estaduais, entre os dias 13 a 17 de agosto. O nível de confiança é de 95%.A Quaest também perguntou quem deveria ser o candidato da direita caso Bolsonaro não dispute. No recorte apenas entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, a preferida é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 36%.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tem 15%, seguido do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com 10%. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador do Paraná Ratinho Jr. (PSD-PR), têm 8% cada. Também foram citados Pablo Marçal (6%), Ronaldo Caiado (3%) e Romeu Zema (2%). Eduardo Leite não pontuou, enquanto 5% responderam “nenhum desses” e outros 7% não souberam ou não responderam.

Quando levado em conta todos os eleitores, independentemente da afinidade política, Michelle tem 16% das menções, empatada tecnicamente com Tarcísio (14%). O governador paulista, por sua vez, também empata na margem de erro com Ratinho Jr., que tem 10%. Marçal foi mencionado por 6%, Leite, por 5%, enquanto Eduardo e Caiado são citados em 4% das respostas, cada. Zema, de Minas Gerais, tem 3% e Flávio, 2%. A maior parte dos entrevistados, 21%, respondeu que nenhum dos nomes colocados deveria ser o candidato da direita. Outros 13% não souberam ou não responderam.

Reeleição de Lula

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria se candidatar à reeleição no ano que vem. Houve estabilidade no resultado, já que 58% responderam que não, exatamente o mesmo porcentual da rodada anterior; e 39% que sim, oscilação positiva de um ponto porcentual. Os que não souberam ou não responderam são 3%.

Estadão Conteúdo

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