Fernando Haddad cede à pressão e vai disputar eleição em São Paulo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), será o candidato do presidente Lula (PT) na disputa ao Governo de São Paulo. Após meses afirmando que ficaria nos bastidores atuando principalmente na campanha à reeleição do petista, ele cedeu à pressão e mudou de ideia.
A decisão foi tomada após um jantar entre Haddad e Lula no Palácio do Planalto, na quinta-feira, 26. Conforme o Estadão, o titular da Fazenda afirmou a aliados que nunca poderia negar um pedido de Lula.

Sucessão de Lula – Oficialmente, Haddad não assume a candidatura, mas deixará o governo no fim deste mês ou no início de abril para disputar o Bandeirantes. Ele é considerado o sucessor natural de Lula no PT, a partir de 2030, e sua entrada no páreo dará essa sinalização. Em 2022, o petista perdeu a disputa ao Palácio dos Bandeirantes para Tarcísio de Freitas (Republicanos). Mas, de acordo com cálculos sempre lembrados pelo PT, Lula só ganhou a eleição do então presidente Jair Bolsonaro, naquele ano, porque conseguiu obter mais votos na capital paulista. E esse crédito é atribuído a Haddad.

Palanque em Minas Gerais – Além de São Paulo, Lula também vai conseguir montar o palanque eleitoral à sua forma em Minas Gerais. O petista deve se reunir mais uma vez com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e espera acertar com ele os detalhes finais para sua candidatura. Com os dois cenários ajustados, a tendência é a de que o vice de Lula (PT) siga sendo Geraldo Alckmin (PSB), ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

A Tarde

Saída de Haddad do governo ainda depende de reuniçao entre Trumo e Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a data de sua saída do governo está dependendo da possível viagem do presidente Lula aos Estados Unidos para reunião com o presidente americano, Donald Trump.

Em entrevista a jornalistas, Haddad disse que pretende se reunir com Lula nesta quinta (26) para definir se integrará a comitiva presidencial. A expectativa é de que o encontro bilateral ocorra entre os dias 15 e 20 de março, embora ainda não haja confirmação oficial.“Se eu for [viajar], a data de saída é uma, se eu não for, a data é outra”, declarou o ministro na portaria do Ministério da Fazenda, após retornar da Índia e da Coreia do Sul, onde acompanhou o presidente Lula.

Desde o fim de 2025, Haddad indica a intenção de deixar a pasta para colaborar com a campanha de reeleição de Lula. Inicialmente, ele cogitou deixar o cargo ainda em fevereiro, mas a mudança deve ficar para meados de março. Antes de sair, o ministro pretende concluir estudos sobre alternativas de financiamento para a proposta de tarifa zero no transporte público, que devem ser apresentados até abril, e a regulamentação sobre a tributação de criptoativos.

Sucessão
O nome mais cotado para assumir o comando da Fazenda é o do atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. Caso a mudança se confirme, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, assumirá a secretaria-executiva. Apesar de descartar publicamente candidatura nas eleições deste ano, Haddad enfrenta pressão dentro do PT para disputar o governo de São Paulo ou uma das duas vagas para o Senado no estado. O ministro, no entanto, continua a dar declarações de que não quer disputar as próximas eleições.

A Tarde

Haddad crava candidatura de Lula em 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cravou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. A declaração do integrante do governo ocorreu durante participação em um podcast, neste sábado (27) Haddad, que também é cotado para concorrer ao Planalto, na ausência do petista, frisou que Lula será candidato ao quarto mandato no próximo ano. “Ele é candidato a presidente, sim”, afirmou o ministro.

Candidato em 2030?
Haddad ainda foi questionado no podcast Três Irmãos sobre uma possível candidatura em 2030, como provável sucessor de Lula, caso o atual presidente seja reeleito em 2026. O titular da Fazenda despistou e pontuou que a decisão “não pode ser um projeto de uma única pessoa”.

“Candidatura à Presidência não pode ser um projeto de uma única pessoa. ‘Eu vou ser’. Não faz sentido isso”, disparou o ministro da Fazenda.

A Tarde