“Isso é muito ruim”, reage Trump sobre a prisão de Jair Bolsonaro

Jornalistas brasileiros abordaram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pouco antes de ele embarcar no helicóptero Marine One, nos jardins da Casa Branca, em Washington. O líder republicano foi perguntado sobre a prisão de Jair Bolsonaro. “O senhor tem algum comentário a fazer sobre a prisão de Bolsonaro, um ex-presidente brasileiro?”, perguntou o repórter.

Talvez se confundindo, Trump responde: “Eu falei, na noite passada, com o senhor que você acabou de mencionar. Acredito que vamos nos encontrar em um futuro muito próximo”. Os repórteres, então, insistiram: “Algum comentário sobre a prisão do ex-presidente brasileiro hoje?”. Em meio ao barulho intenso do helicóptero, Trump disse: “O quê? Não sei nada sobre isso. Eu não ouvi. Foi isso que aconteceu? Isso é muito ruim, muito ruim”.

Correio Braziliense

Bolsonaro na cadeia: Moraes aponta “violação de uso de tornozeleira” e “risco de fuga” e nega pedido de prisão domiciliar e visitas

Em sua decisão que embasou o pedido de prisão do ex-presidente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apontou que “Jair Bolsonaro violou o uso de tornozeleira eletrônica à 0h08 deste sábado (22) e tinha elevado risco de fuga durante a vigília convocada pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)”. Essa informação foi divulgada pelo G1, logo após a prisão de Bolsonaro, em Brasília, neste sábado (22).

No entendimento do ministro, a proximidade da residência de Bolsonaro da embaixada dos Estados Unidos também era um indicativo de que ele poderia tentar escapar de uma eventual prisão.

O que aconteceu

Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva nesta manhã, após ordem de Moraes. Ele foi detido pela Polícia Federal em casa, por volta das 6h, e levado para Superintendência da PF em Brasília. De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, a medida foi adotada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21).

Moraes entendeu que “eventual realização da suposta ‘vigília’ configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”. O ministro escreveu que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde de Bolsonaro, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.

E ainda na manhã deste sábado (22), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em conceder a prisão domiciliar ao político diante da fragilidade da sua saúde. A decisão proferida pelo magistrado também na manhã deste sábado, 22, horas após a prisão do ex-mandatário também veta a autorização de visitas, como solicitado pelos advogados.

“Diante da decretação da prisão preventiva do réu Jair Messias Bolsonaro julgo prejudicado o pedido de prisão humanitária domiciliar e autorização de vistas”, diz o ministro. A deliberação é uma resposta ao pedido encaminhado na sexta-feira, 21, pelos advogados referente ao cumprimento da pena sobre a trama golpista, que resultou em 27 anos e três meses de prisão.

A medida, contudo, vale para hoje devido a custódia do ex-presidente em razão de um ato de vigília convocado pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estava prevista também para este sábado. O movimento protagonizado pelo herdeiro de Bolsonaro resultou na sua prisão preventiva no início desta manhã, às 6h, a pedido da Polícia Federal (PF), e acatada por Moraes.

Diario de Pernambuco e A Tarde

Bolsonaro ficará preso em sala de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro ficará uma “sala de Estado” na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O espaço É reservado para autoridades e outras figuras públicas de alto escalão e possui mesa, cadeira, cama e banheiro privativo. O chefe do Planalto foi preso, na manhã deste sábado (22/11), em cumprimento a um mandado autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal chegou ao condomínio de Bolsonaro, em Brasília, por volta das 6h, e deixou o local cerca de meia hora depois. Ele foi levado diretamente para a Superintendência da PF. “A Polícia Federal cumpriu neste sábado (22/11), em Brasília/DF, um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal”, publicou a Polícia Federal em nota.

A prisão ocorre na reta final do julgamento da trama golpista. Ontem, a defesa de Bolsonaro havia pedido ao STF a concessão a concessão de uma “prisão domiciliar humanitária” como uma alternativa ao cumprimento da pena em regime fechado. A solicitação foi apresentada após a publicação do acórdão que rejeitou embargos do condenado. O prazo para apresentação de novos recursos termina na semana que vem.

Condenado pelo STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por liderar uma trama golpista para se manter no poder mesmo após derrota nas urnas em 2022. Outros sete aliados foram condenados no mesmo grupo de denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na semana passada, a Primeira do Turma do STF rejeitou, por unanimidade, todos os recursos apresentados pela defesa do ex-chefe do Planalto. Os ministros também se posicionaram contra os embargos de outros seis condenados no processo: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Eles são integrantes do núcleo central da trama golpista.

Quarto presidente preso

Jair Bolsonaro (PL) é o quarto ex-presidente preso desde a redemocratização do Brasil. A prisão do político foi pedida pela Polícia Federal (PF) após um chamamento de vigília incitado por meio das redes sociais.

Relembre os ex-presidentes presos:

Lula: Atual presidente do país foi preso em abril de 2018 devido aos processos relacionados à Operação Lava Jato. A sentença, proferida pelo então juiz Sérgio Moro, apontava que o petista havia sido beneficiado com um triplex no Garujá (SP) como propina da construtora OAS.

Michel Temer: Ele foi preso preventivamente em março de 2019 por suspeita de corrupção. A prisão de Temer também estava ligada a Operação Lava Jato.

Fernando Collor: Preso em 24 de abril deste ano, em Maceió (AL). Collor foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo relacionado em um esquema de desvios na BR Distribuidora.

Jair Bolsonaro

Correio Braziliense e A Tarde

Bolsonaro faz exigência a Moraes perto de ida à Papuda

Antes de ser preso preventivamente na manhã deste sábado (22) e levado à Polícia Federal em Brasília, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, prevendo a transferência para o Complexo da Papuda, em Brasília, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para permanecer em prisão domiciliar humanitária, em vez de cumprir a pena de 27 anos e três meses em regime fechado pela condenação na trama golpista.

O pedido foi protocolado nesta sexta-feira, 21, e sustenta que Bolsonaro apresenta um quadro clínico grave, com múltiplas comorbidades e risco concreto à própria vida caso seja levado ao sistema prisional.Defesa cita doenças e histórico médico delicado

Segundo os advogados, Bolsonaro:
– É portador de hipertensão, apneia do sono e doença aterosclerótica;
– Tem histórico de pneumonias aspirativas;
– Sofre sequelas do atentado de 2018, incluindo complicações abdominais e soluços incoercíveis;
– Foi diagnosticado em 2025 com câncer de pele;
– Já precisou ser hospitalizado três vezes desde o início da prisão domiciliar.

A defesa afirma que ele pode necessitar de atendimento emergencial a qualquer momento e anexou relatórios médicos ao pedido. Relatório aponta que Papuda não teria estrutura adequada. Os advogados também mencionam um relatório recente da Defensoria Pública do DF, que aponta precariedade no setor destinado a presos idosos na Penitenciária da Papuda. De acordo com o documento, as instalações não estariam aptas a atender detentos com comorbidades graves.

Precedentes do STF reforçam pedido – A defesa lembra que o próprio Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-senador Fernando Collor, em maio, após condenação definitiva, e cita decisões semelhantes do STF como base jurídica para a solicitação.

O que Bolsonaro pede ao Supremo
– O requerimento solicita:
– Prisão domiciliar humanitária em substituição ao regime fechado
– Uso de tornozeleira eletrônica
– Autorização para deslocamentos exclusivos para tratamento médico, mediante comunicação prévia ou justificativa em até 48 horas em caso de urgência

O documento conclui que apenas a prisão domiciliar seria compatível com a dignidade humana diante do “risco real à integridade física e à vida” do ex-presidente.

A Tarde

Bolsonaro é preso e deve cumprir regime fechado

O ex-presidente da República,Jair Bolsonaro (PL), foi preso na manhã deste sábado, 22, em Brasília, após a Polícia Federal cumprir ordem de prisão expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.Moraes mandou Bolsonaro começar a cumprir, em regime fechado, a pena de 27 anos e três meses de prisão à qual foi condenado no inquérito do golpe.

O ex-presidente foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde vai ficar em sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e altas figuras públicas. Em nota oficial, a Polícia Federal disse que cumpriu mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Tarde

Michelle diz que Bolsonaro é a única opção da direita para presidência

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (8), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é a “única opção da direita” para disputar a Presidência da República em 2026. O ex-mandatário está inelegível até 2060 em função da condenação na ação penal da trama golpista.

“Aqui eu quero dizer: não há outra opção para a Presidência da República [em 2026]. A única opção para presidente da República da direita chama-se Jair Messias Bolsonaro. Se não acontecer, não existe democracia no Brasil. Se não acontecer, esse é o verdadeiro golpe que o Judiciário está dando no povo de bem, no povo brasileiro”, disse Michelle.

A declaração foi dada durante um encontro do PL Mulher em Londrina (PR), onde a ex-primeira-dama discursou por quase 40 minutos. Em discurso, Michelle teceu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Metrópoles

Prisão de Bolsonaro pode ocorrer ainda em novembro

A prisão de Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe, pode ocorrer ainda em novembro, avaliam advogados que atuam no processo. Aliados também já se preparam para a ida do ex-presidente para uma unidade prisional no próximo mês. A previsão é que o STF (Supremo Tribunal Federal) não demore a julgar os embargos, que têm até segunda-feira (27) para serem apresentados pela defesa, e que o trânsito em julgado ocorra, no máximo, até o final de novembro.

A expectativa é que, esgotados os recursos, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, determine imediatamente o início do cumprimento da pena. Bolsonaro e outros sete integrantes do núcleo crucial do plano golpista foram condenados no dia 11 de setembro pela Primeira Turma do STF. O acórdão foi publicado nesta quarta-feira (22) e abriu prazo de cinco dias corridos para as defesas recorrerem da condenação.

O ex-presidente está em prisão domiciliar desde agosto. A medida foi aplicada no âmbito do inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Em setembro, Bolsonaro não foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República). A defesa, portanto, pediu a revogação da prisão, mas o pedido foi negado por Moraes, que alegou haver outros indícios para a manutenção da prisão cautelar.

Os advogados do ex-presidente devem apresentar pedido para que ele possa cumprir a pena em casa, alegando problemas de saúde decorrentes da facada que sofreu durante ato de campanha em 2018. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes definir onde Bolsonaro cumprirá a pena. As opções são uma sala na sede da PF (Polícia Federal), uma cela especial na Papuda ou uma unidade militar.

Como mostrou a analista de Judiciário Luísa Martins, fontes do STF já preveem para a próxima semana o início do julgamento dos recursos de Bolsonaro e dos demais condenados pelo plano de golpe. Moraes deverá levar o caso ao plenário virtual, segundo auxiliares. A tendência é que a Primeira Turma rejeite os chamados embargos de declaração.

CNN Brasil

José Dirceu diz que Bolsonaro ‘não tem condições de ir para a prisão comum’

José Dirceu já dividiu cela com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por liderar a trama golpista, “não tem condições de ir para a prisão comum”. Ele também avalia que Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, é “um dos quadros da direita brasileira mais qualificados”.

Em entrevista à BBC Brasil publicada nesta segunda-feira, 6, Dirceu disse que não acredita na possibilidade de Bolsonaro ser enviado a um presídio comum como o Complexo Penitenciário da Papuda.

“Acho muito improvável que se possa colocar presos vulneráveis no sistema penitenciário que é controlado pelo crime organizado. As condições são péssimas”, afirmou.

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Ala do PL aceita trocar anistia por meio-termo e vira alvo do clã Bolsonaro

A discussão sobre a redução de penas como alternativa à anistia acentuou divisões internas no PL. Enquanto uma ala mais próxima ao Centrão tenta convencer Jair Bolsonaro a aceitar a opção negociada, o ex-presidente e seus familiares vêm reiterando que não autorizam o diálogo por um “meio-termo”.

Integrantes do partido mais flexíveis defendem alterar o Código Penal para reduzir as penas dos crimes cometidos por Bolsonaro. Isso poderia resultar, na visão deles, em punição entre quatro e oito anos de prisão. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses pela trama golpista. Com a redução, aliados também veem mais chance de cumprimento de prisão domiciliar, sem o risco de ficar encarcerado na Penitenciária da Papuda, uma das preocupações do ex-presidente.

Interlocutores próximos aos filhos de Bolsonaro, os parlamentares Eduardo e Flávio, reforçam que qualquer articulação por redução de pena acontece à revelia do líder da direita. Para eles, a insistência em soluções alternativas mina a estratégia de denunciar uma suposta “perseguição política”.

Com o avanço das tratativas, o sentimento de bolsonaristas fiéis é de irritação com setores do partido que circulam com propostas pragmáticas no Congresso. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, é citado pelo núcleo duro como a principal peça de um jogo duplo. Na quarta-feira, esteve com Bolsonaro e teria tentado convencê-lo a aceitar o projeto de dosimetria. Há meses, Valdemar vem desagradando integrantes da legenda por sua postura tida como “pouco incisiva”.

Filiados ligados a Eduardo vêm fazendo queixas frequentes, e o filho do ex-presidente abriu fogo contra o dirigente, inclusive ameaçando deixar o partido. O deputado tem repetido que é candidato à Presidência, caso seu pai permaneça inelegível, e tem acusado Valdemar de “conluio” com Centrão, por supostamente estar dando anuência ao movimento dos governadores da direita, em especial Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo.

Busca por desfecho
Ao Globo, Valdemar disse que o caminho negociado acelera o desfecho do caso: “Redução de penas não é o melhor caminho. Anistia é anistia. Redução de pena é só mudar a lei penal. Se tiver acordo, aprovamos em dois dias”, afirmou. No grupo mais alinhado a Eduardo, a avaliação é que a movimentação do partido em torno da redução soa como traição. O ex-ministro Fabio Wajngarten, braço direito do ex-presidente, tem repetido que tais conversas “acontecem sem autorização do Bolsonaro” e chamou de “malucos” os que insistem nesse tipo de articulação.

A leitura é que há uma tentativa de “plantar desânimo” no partido, quando, na prática, o núcleo bolsonarista segue fechado na defesa da anistia. “Precisamos votar anistia. Com relação à dosimetria, ele tem o mesmo pensamento que eu: não cabe ao Congresso Nacional, cabe ao Poder Judiciário. Poderíamos buscar alteração de pena, mas não é nossa intenção fazer esse debate neste momento. Queremos votar anistia”,  defende o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL.

A sensação de que há “traição” dentro da sigla alimenta ainda mais a resistência do clã em abrir qualquer margem para um acordo que não seja a anistia irrestrita. Um dirigente do partido afirma conversar com deputados todos os dias e que a maioria da bancada estaria de acordo. A ala mais radical tem ecoado o discurso pró-anistia irrestrita, diz o deputado Bibo Nunes (PL-RS):

“Não vejo sentido algum na redução de pena. O crime real cometido por alguns foi depredação ao patrimônio público. Sendo um, sem armas e sangue, a pena é no máximo seis meses. Portanto, todos já pagaram com juros e correção. Só aceitamos anistia total, geral e irrestrita, que pode pacificar o Brasil e soltar os injustiçados, por um tribunal totalmente politizado e parcial”, afirma.

O embate, que até pouco tempo ficava restrito aos bastidores, ganhou corpo na medida em que a proposta de anistia passou a enfrentar obstáculos no Congresso. A rejeição da PEC da Blindagem pelo Senado acendeu o alerta entre caciques do Centrão, que enxergam dificuldades para avançar com um perdão amplo sem um alinhamento prévio nas duas Casas. Setores do PL passaram a compartilhar a mesma visão.

Agência O Globo

Premiê da Hungria defende Bolsonaro após condenação: “Perseguição”

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação do político húngaro aconteceu no sábado (13/9).

Em publicação no X, Orbán alegou que líderes conservadores estão sendo “esmagados” pela Justiça, e prometeu ficar ao lado do ex-mandatário brasileiro.

“Em todo mundo, a esquerda está usando os tribunais como arma para esmagar líderes conservadores”, disse o premiê da Hungria. “Agora punido com 27 anos de prisão, o caso contra o presidente Jair Bolsonaro não é Justiça, é uma caça às bruxas política. Estamos com ele contra essa perseguição antidemocrática”.

Esta não é a primeira vez que Orbán presta solidariedade a Bolsonaro. Em julho, o premiê da Hungria pediu que o ex-presidente brasileiro continuasse “lutando”, e classificou o processo judicial como “ferramenta de medo, não de Justiça”.

EUA preparam novas sanções contra o Brasil por condenação de Bolsonaro, diz Marco Rubio

EUA preparam novas sanções contra o Brasil por condenação de Bolsonaro, diz Marco Rubio

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou à rede estadunidense Fox News que Washington adotará novas sanções contra o Brasil em resposta à condenação de Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal sobre a trama golpista. Segundo a coluna do jornalista Jamil Chade, do UOL, Rubio afirmou que os anúncios oficiais serão feitos já na próxima semana. Para ele, a decisão judicial contra Bolsonaro revela um enfraquecimento do sistema democrático brasileiro.

Críticas de Washington ao Judiciário brasileiro

Na entrevista, o chefe da diplomacia americana acusou juízes brasileiros de ultrapassarem os limites de sua atuação. “Você tem esses juízes ativistas — um em particular — que não só perseguiu Bolsonaro, como tentou fazer reivindicações extraterritoriais contra cidadãos americanos ou contra alguém que postou online de dentro dos Estados Unidos, e chegou a ameaçar ir ainda mais longe nesse sentido”, afirmou em referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Rubio classificou o julgamento do ex-mandatário como parte de uma escalada de repressão judicial. “O julgamento é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tem tentado atingir empresas americanas e até mesmo pessoas que operam fora dos Estados Unidos”, destacou.

Medidas adicionais dos EUA

O secretário de Estado não detalhou quais sanções estão em preparação, mas adiantou que Washington apresentará novas ações econômicas e diplomáticas contra o Brasil. “Haverá uma resposta dos EUA a isso, e é isso. Faremos alguns anúncios na próxima semana sobre as medidas adicionais que pretendemos tomar”, completou.

Datafolha: anistia de Bolsonaro é rejeitada por 54% dos brasileiros; 39% apoiam

De acordo com pesquisa do Datafolha, divulgada sábado (13), a maioria dos brasileiros é contra o Congresso Nacional aprovar a anistia para livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ideia foi rejeitada por 54% dos entrevistados, enquanto 39% deles a defendem.

O estudo foi feito nos dias 8 e 9 deste mês, ainda antes do político receber a sentença, na quinta-feira (11), de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A pesquisa teve a participação de 2.005 eleitores, de 113 cidades do país. Entre eles, 2% disseram ser indiferentes ao tema e 4% não souberam opinar. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos.

A pesquisa também aponta que 61% dos entrevistados são contra qualquer tipo de perdão aos condenados pela invasão e depredação dos prédios do Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional e Palácio do Planalto nos ataques do 8 de janeiro de 2023. Nesse caso, 33% se disseram a favor da anistia.

O Nordeste foi a região que registrou menor apoio à anistia. A medida é rejeitada por 63% dos nordestinos, com margem de erro de quatro pontos.

Segundo o material, a anistia ganha força entre os mais ricos (50% a favor, 46% contra, com margem de dez pontos), sulistas (46% a 44%, margem de seis pontos), moradores do Norte/Centro-Oeste (48% a 45%, margem de seis pontos) e entre evangélicos (52% a 40%, margem de quatro pontos).

O apoio à prisão de Bolsonaro também foi medido. O levantamento mostra que 50% dos entrevistados são favoráveis à apreensão do ex-presidente, enquanto 43% são contra.

Diario de Pernambuco

Bolsonaro chega a hospital para cirurgia escoltado pela polícia e não interage com apoiadores

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou no hospital DF Star, em Brasília, onde irá realizar procedimentos médicos pela manhã. Ele está acompanhado por dois de seus filhos, os vereadores Renan e Carlos Bolsonaro. Ao chegar não interagiu com um grupo de apoiadores que o esperava no local.

O deslocamento até o hospital foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele foi escoltado por polícias penais do Distrito Federal. Bolsonaro irá retirar um “nevo melanocítico do tronco”, uma pinta que costuma ser benigna, e o material será encaminhado para biópsia.

Conforme o pedido médico anexado ao processo, o ex-presidente deve ficar em “regime ambulatorial, com previsão de alta no mesmo dia”. Em até 48 horas, Bolsonaro terá que entregar um atestado médico relatando os detalhes dos procedimentos.

Estadão Conteúdo

Datafolha: prisão de Bolsonaro tem apoio de 50% dos brasileiros e oposição de 43%

Pesquisa Datafolha divulgada há pouco revela que 50% dos brasileiros defendem a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e crimes correlatos, enquanto 43% são contra a medida.

O levantamento ouviu 2.005 eleitores na segunda (8) e na terça-feira (9), em meio ao julgamento de Bolsonaro, em 113 cidades do País. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

Em abril, primeira ocasião da pergunta aos participantes, 52% eram a favor da prisão do ex-presidente e 42%, contra. Já em julho, houve um empate técnico: 48% a 46%, respectivamente. A distância voltou a ser retomada na pesquisa atual.Sobre a crença na execução da pena, em abril, 52% responderam que Bolsonaro escaparia de ser preso, contra 41%, o que ficou estável na pesquisa de julho (51% a 40%). Já na semana passada, em meio ao julgamento, 50% acreditavam que o ex-presidente iria para a cadeia, ante 40%.

Estadão Conteúdo

Sob escolta policial, Bolsonaro passará por procedimento médico no domingo (14/9)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará por um procedimento médico às 10h do próximo domingo (14), no Hospital DF Star, em Brasília. Será a primeira vez que ele deixa a prisão domiciliar após ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (11), a 27 anos e três meses de reclusão. De acordo com informações obtidas pelo Correio por meio de uma fonte próxima ao ex-chefe de Estado, o procedimento médico será para a remoção de lesões na pele, uma benigna e outra que ainda será enviada para biópsia.

A autorização para o deslocamento de Bolsonaro foi solicitada na última quarta-feira (10), pelo advogado Celso Vilardi, e concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, desde que ele esteja acompanhado pela polícia penal durante o deslocamento e permanência no local. O ex-presidente deverá apresentar um atestado médico comprovando que recebeu atendimento adequado após o procedimento.

Na autorização, o ministro ainda frisou que o aval para o deslocamento não significa que as medidas cautelares impostas ao ex-presidente estejam suspensas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais. Ainda segundo um relatório médico enviado ao Supremo, o procedimento será feito em regime ambulatorial, ou seja, sem necessidade de internação e com previsão de alta no mesmo dia.

Em resposta ao Correio, o líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), também confirmou que o procedimento médico que Bolsonaro passará não é grave. “Soube que será um procedimento na pele, no domingo. Mas é um procedimento simples”, disse o parlamentar.

Vistoria

Bolsonaro será escoltado tanto na ida ao hospital, quanto na volta para casa. Para isto, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal foi notificada e acompanhará o deslocamento e adotar todas as providências necessárias. Além disso, foi solicitado pelo STF, que sejam realizadas vistorias em todos os compartimentos de todos os veículos que saírem da residência do ex-presidente.

Correio Brasiliense

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