MEC suspende repasses semanais às universidades federais após bloqueio de R$ 1,6 bilhão do governo

Suspensão das transferências semanais de custeio afeta o planejamento das instituições e gera preocupação com contratos, manutenção e serviços essenciais

O Ministério da Educação (MEC) comunicou aos reitores das universidades federais o encerramento das transferências semanais destinadas ao custeio das instituições, após o bloqueio de R$ 1,6 bilhão em recursos discricionários da pasta.

A informação foi repassada pelo secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, durante reunião com representantes das universidades. Segundo relatos de gestores, não foi apresentado um calendário para a retomada dos repasses nem detalhes sobre um novo modelo de liberação dos recursos.

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LDO expõe fragilidade fiscal e projeta rombo de R$ 60 bilhões nas contas públicas

(Foto: Internet)

O governo federal apresentou nesta quarta-feira (15) o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as bases para o Orçamento de 2027. No entanto, mais do que as previsões otimistas, o documento acendeu um sinal de alerta ao evidenciar a fragilidade das contas públicas e a expectativa de um rombo de R$ 60 bilhões em 2026, considerando despesas fora da meta fiscal.

Embora o Executivo projete um superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027 — equivalente a R$ 73 bilhões —, especialistas avaliam que os números refletem um cenário distante da realidade. Isso porque parte significativa dos gastos, como precatórios e investimentos em defesa, permanece fora do cálculo oficial da meta, o que, na prática, reduz a transparência do resultado fiscal.

Outro ponto que chama a atenção é a previsão de aumento do salário mínimo para R$ 1.717, um reajuste de 5,92% em relação ao valor atual de R$ 1.621. Embora represente um alívio para trabalhadores e beneficiários da Previdência Social, o impacto nas despesas públicas amplia a pressão sobre o equilíbrio das contas.

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Em sessão extraordinária nesta segunda-feira (5), Alepe discute veto ao orçamento e empréstimos do governo

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realiza nesta segunda-feira (5) uma sessão extraordinária convocada pela governadora Raquel Lyra (PSD) para votar quatro projetos considerados urgentes pelo Executivo. A reunião ocorre em meio a um impasse político com o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB), e marca o ápice de uma disputa que paralisou a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que define quanto e como o Estado pode gastar ao longo do ano.

O caminho para a sessão foi aberto na sexta-feira (2), quando a base governista reuniu quórum mínimo e aprovou, por maioria, a convocação do período extraordinário. O único parlamentar da oposição presente foi o próprio Porto, que, como presidente, não vota. A pauta inclui a rediscussão de trechos da LOA, cujo veto parcial da governadora havia sido anulado por Porto, e três outros projetos: um que autoriza a contratação de crédito de até R$ 5,2 bilhões para refinanciar dívidas estaduais; outro que modifica repasses do Tribunal de Justiça ao Executivo; e mais um que ajusta a execução de um empréstimo de R$ 1,7 bilhão aprovado em dezembro.

Apesar da convocação aprovada, um novo atrito surgiu horas depois. Porto determinou que dois dos projetos fossem enviados à Procuradoria da Alepe para análise prévia, antes de seguirem para as comissões permanentes. A medida foi criticada pela base de Lyra, que a classificou como “manobra para ganhar tempo” e uma “decisão monocrática”. A líder do governo, deputada Socorro Pimentel (União Brasil), afirmou que “o rito não é passar pela Procuradoria, é passar pelas comissões”, e disse que a bancada vai acompanhar de perto o cumprimento dos prazos regimentais.

A sessão desta segunda representa a tentativa do governo de resolver na força do plenário um impasse que se arrasta desde o fim do ano passado, quando Alepe e Executivo publicaram versões diferentes da LOA após divergências sobre vetos e constitucionalidade. Agora, com a pauta instalada, o embate se transfere para os trâmites dentro da Casa, enquanto o governo pressiona pela votação rápida de projetos que alega serem essenciais para a saúde financeira do estado.

Diario de Pernambuco

Prefeitura de Petrolina promove debate público sobre orçamento para 2026

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Planejamento, Gestão e Finanças, realizou nessa terça-feira (19), na Câmara de Vereadores, uma audiência pública para apresentar e discutir o Projeto de Lei nº 036/2025, que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) referente ao exercício de 2026.

A apresentação foi conduzida pelo diretor de Orçamento, Maurício Alex Moura, que detalhou a estimativa de receitas e despesas para o próximo ano, projetadas em aproximadamente R$ 2,3 bilhões. O documento orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), definindo prioridades e metas da administração municipal em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura, assistência social, entre outros.

O encontro reuniu vereadores, representantes da sociedade civil e a equipe técnica do município. A proposta segue agora para apreciação do legislativo municipal e, posteriormente, sanção do prefeito. A realização da audiência pública reforça o compromisso da gestão municipal com a transparência, responsabilidade fiscal e participação popular, pilares que têm garantido o equilíbrio das contas públicas e possibilitado a continuidade de investimentos em serviços essenciais para a população.

Ascom

Juazeiro abre série de audiências públicas para definir orçamento dos próximos quatro anos

A Prefeitura de Juazeiro realizou, nesta sexta-feira (25), a primeira audiência pública para discutir o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) do município para o período de 2026 a 2029. O encontro aconteceu na Câmara de Vereadores e reuniu representantes da gestão municipal, parlamentares, lideranças comunitárias, servidores públicos e moradores da cidade.

O objetivo da audiência é ampliar a transparência na elaboração do orçamento municipal e garantir a participação da população nas decisões sobre o futuro da cidade. “A audiência pública para construção do PPA é um momento de empoderamento do povo e, naturalmente, da democracia”, destacou o secretário de Governo Plínio Amorim.

Ainda de acordo com Plínio, é uma oportunidade das pessoas influenciarem a definição das prioridades da gestão pública. “O envolvimento das pessoas no Plano, que terá vigência de quatro anos, é estratégico para o sucesso e a eficiência do desenvolvimento de Juazeiro”, enfatiza.

Participação online – Quem não puder comparecer presencialmente também pode participar de forma online. As contribuições podem ser feitas por meio de um formulário digital, disponível no site oficial da Prefeitura (www.juazeiro.ba.gov.br).

Próximas audiências – As próximas reuniões acontecerão em comunidades do interior do município. Confira a programação:

30 de julho – Maniçoba – Escola Municipal 2 de Julho | 18h

6 de agosto – Massaroca – Escola Municipal Profª Atanilha Luz de Araújo | 18h

13 de agosto – Junco – Escola Municipal Manoel Nunes Amorim | 18h

O que é o PPA?

O Plano Plurianual (PPA) é o principal instrumento de planejamento de médio prazo da gestão municipal. Ele estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração pública para um período de quatro anos.

Elaborado no primeiro ano de mandato e com vigência a partir do segundo, o projeto de lei do PPA é encaminhado à Câmara Municipal. Antes disso, a população é convidada a participar das consultas públicas, contribuindo com sugestões e demandas. O processo fortalece os princípios da transparência e da participação social no planejamento das políticas públicas.

Ascom

Governo detalha contenção de R$ 31,3 bi no Orçamento de 2025

Em semana marcada por embates em torno do aumento do IOF, o governo federal publicou, na noite desta sexta-feira (30), o detalhamento da contenção de R$ 31,3 bilhões de despesas no Orçamento de 2025. O congelamento está dividido em: R$ 10,6 bilhões em bloqueio, motivado pelo aumento das despesas obrigatórias;  R$ 20,7 bilhões em contingenciamento, em razão da frustração de receitas, para garantir o cumprimento da meta de resultado primário (déficit zero);

Anunciada na semana passada, a contenção foi bem maior do que o valor esperado pelo mercado, que estimava que a equipe econômica seria conservadora nos números e congelaria em torno de R$ 15 bilhões.

De acordo com o decreto publicado na edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será afetado em R$ 7,6 bilhões, enquanto as emendas serão congeladas em R$ 7,1 bilhões. Os demais R$ 16,5 bilhões da contenção de gastos foram divididos entre os órgãos da Administração Pública.

Diario de Pernambco

Governo bloqueia R$ 6 bilhões do Orçamento de 2024

A elevação dos gastos com a Previdência Social fez o governo bloquear mais de R$ 6 bilhões do Orçamento de 2024, anunciaram na noite desta sexta-feira (22) os ministérios do Planejamento e Orçamento e da Fazenda. O volume de recursos congelados subiu de R$ 13,3 bilhões para R$ 19,3 bilhões.Os números constam da nova edição do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento enviado hoje ao Congresso Nacional.

O valor foi superior aos cerca de R$ 5 bilhões anunciados na quinta-feira (21) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o relatório, a verba contingenciada permanece zerada. Dessa forma, o total bloqueado está em R$ 19,3 bilhões.

Tanto o contingenciamento como o bloqueio representam cortes temporários de gastos. O novo arcabouço fiscal, no entanto, estabeleceu motivações diferentes. O bloqueio ocorre quando os gastos do governo crescem mais que o limite de 70% do crescimento da receita acima da inflação. O contingenciamento ocorre quando há falta de receitas que comprometem o cumprimento da meta de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública).

Em relação ao bloqueio, os principais aumentos de despesas que justificaram a elevação de R$ 6 bilhões foram as altas de R$ 7,7 bilhões nas estimativas de gastos com a Previdência Social e de R$ 612,1 milhões nos gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Essas elevações foram parcialmente compensadas pela previsão de queda de R$ 1,9 bilhão nas estimativas de gastos com pessoal, por causa da revisão das despesas com abono pecuniário, e de R$ 2,6 bilhões com subsídios e subvenções.

Déficit primário
Em relação ao déficit primário, o relatório reduziu, de R$ 68,8 bilhões para R$ 65,3 bilhões, a previsão de resultado negativo nas contas públicas. A redução decorre porque a estimativa para as despesas fora do novo arcabouço fiscal caiu de R$ 40,5 bilhões para R$ 36,6 bilhões, diminuição de R$ 3,9 bilhões.

As despesas fora do arcabouço fiscal são os créditos extraordinários para a reconstrução do Rio Grande do Sul, que caiu de R$ 38,6 bilhões para R$ 33,6 bilhões. Em contrapartida, os créditos extraordinários para o combate a incêndios florestais e o enfrentamento às mudanças climáticas subiram de R$ 514 milhões para R$ 1,45 bilhão, após decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a exclusão desses gastos da meta de resultado primário.

O déficit primário representa a diferença entre as receitas e os gastos do governo sem os juros da dívida pública. O arcabouço fiscal estabelece meta de déficit zero para este ano, desconsiderando as exceções dos créditos extraordinários e do pagamento de precatórios, com margem de tolerância de até R$ 28,76 bilhões para mais ou para menos.

Esse aumento de R$ 388,5 bilhões decorre da diminuição de R$ 3,75 bilhões na receita líquida (receita do governo descontada o repasse aos estados e municípios). Em troca, a estimativa de despesas primárias caiu R$ 7,28 bilhões, considerando tanto os R$ 6 bilhões bloqueados como a diminuição da estimativa de R$ 1,17 bilhão em gastos discricionários (não obrigatórios) por causa de recursos que não conseguirão ser gastos até o fim do ano.

O bloqueio desta sexta-feira não tem a ver com o pacote de corte de gastos a ser anunciado pelo governo na próxima semana . O congelamento de recursos abrange o Orçamento de 2024, enquanto as medidas de revisão de gastos obrigatórios pretende economizar recursos para 2025 e 2026.

Agência Brasil

Governo corta orçamento de Bolsa Família, Farmácia Popular e Auxílio Gás em 2025

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cortou o orçamento de programas sociais ao enviar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025 para o Congresso Nacional. Entre as ações que tiveram verbas cortadas, estão Bolsa Família, Farmácia Popular e Auxílio Gás.

Para o Farmácia Popular, o valor proposto é de R$ 4,2 bilhões, menor do que o proposto em 2024 (R$ 5,9 bilhões) e que o disponível atualmente (R$ 5,2 bilhões). O programa foi o mais atingido pelo corte de gastos neste ano.

Houve diminuição tanto no valor do sistema gratuito, em que o governo entrega o remédio de graça para a população (de R$ 5,3 bilhões para 3,8 bilhões), quanto do sistema de co-pagamento, em que o poder público paga uma parte e o paciente banca a outra (de R$ 574 milhões para R$ 419 milhões).

Na distribuição gratuita de medicamentos, o governo estima atender 21,6 milhões de usuários, mais do que o número programado para 2024 (17,6 milhões). Ou seja, o orçamento menor vai significar um benefício menor para cada atendimento.

O programa Bolsa Família, por sua vez, terá R$ 167,2 bilhões em 2025 – uma queda em relação aos R$ 169,5 bilhões autorizados para 2024. O programa entrou na agenda de corte de gastos feita pela equipe econômica em despesas com benefícios e assistência social. Não haverá reajuste para os beneficiados. O governo prevê uma queda de 128 mil famílias atendidas, entre as 20,9 milhões beneficiadas no Orçamento de 2024.

“O Bolsa Família visa resgatar a dignidade e a cidadania das famílias, garantindo do renda básica para as famílias em situação de pobreza, bem como integrando políticas públicas que fortalecem o acesso a direitos básicos como saúde, educação e assistência social”, disse o governo na mensagem que acompanha o Orçamento enviado para o Congresso.

Governo tira 84% do Auxílio Gás do Orçamento enquanto planeja turbinar o programa com drible no arcabouço

O Auxílio Gás, que banca a compra do botijão de gás para famílias carentes, terá uma redução ainda maior de orçamento, saindo de R$ 3,5 bilhões para R$ 600 milhões. A redução representa um corte de 84% em relação ao proposto em 2024, mesmo com a previsão de aumento no número de famílias atendidas (de 5,5 milhões para 6 milhões).

A diminuição no Orçamento faz com que, na prática, o programa consuma um espaço menor no teto de gastos após o Poder Executivo ter encaminhado um projeto de lei para turbinar o benefício. A engenharia financeira foi recebida com preocupação por especialistas em contas públicas.A avaliação é de que se trata de um potencial drible para a realização de gastos fora do Orçamento público e, portanto, fora do limite de despesas do arcabouço fiscal.

Estadão Conteúdo

Orçamento de 2024 prevê salário mínimo de R$ 1.421

A proposta de orçamento para 2024 enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional, nesta quinta-feira (31), prevê aumento do salário mínimo de R$ 1.320 para R$ 1.421 em 2024, aumento de R$ 101. A informação consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

Contudo, o valor final do salário mínimo poderá sofrer alterações até 1° de janeiro de 2024, pois se a inflação no acumulado de doze meses até novembro deste ano for diferente da estimativa inicial, o governo vai ter de alterar a quantia.

Pela lei vigente, o valor será reajustado anualmente com previsão de aumento real. O cálculo foi utilizado nos governos do PT (Lula e Dilma) e também de Michel Temer, mas a partir de 2019, o salário mínimo passou a ser reajustado apenas segundo a inflação.

Municípios podem receber até R$ 50 milhões para projetos de mobilidade urbana

Já estão disponíveis os manuais para seleção do Programa 2219 de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, um processo seletivo que oferecerá de R$ 500 mil a R$ 50 milhões a municípios brasileiros para apoiar projetos de mobilidade sustentável.

Os valores variam de acordo com a densidade populacional das cidades. Os municípios com até 20 mil habitantes poderão receber de R$ 500 mil a R$ 5 milhões. Os que têm de 20 mil a 250 mil habitantes recebem de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões.

As cidades com 250 mil a 750 mil habitantes recebem de R$ 2 milhões a R$ 20 milhões. E, por último, as que têm mais de 750 mil habitantes recebem de R$ 5 milhões a R$ 50 milhões.

Segundo o Ministério das Cidades, os cadastros de propostas discricionárias estão disponíveis no site do ministério, onde as prefeituras podem obter o Manual de Processo seletivo, Manual do programa 2219 Mobilidade Urbana e realizar o Cadastro de Propostas.

As propostas cadastradas devem ser compatíveis com as seguintes propostas:

a) Plano de Mobilidade Urbana do Município;

b) Plano Diretor Municipal e os demais planos locais;

c) Legislação municipal, estadual e federal;

d) Normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); e

e) Demais regramentos aplicáveis.

Como fazer a inscrição das propostas de Mobilidade Urtana:

As propostas dos municípios devem ser inscritas no site do Ministério das Cidades, no endereço eletrônico https://www.gov.br/cidades/pt-br/cadastramento.

Iphan conta com orçamento recorde para investir no patrimônio cultural

Frevo, maracatu, carimbó, ritmos carnavalescos e o ofício das baianas do acarajé são expressões culturais que fazem parte dos 52 bens imateriais registrados como patrimônios imateriais brasileiros. Somados ao patrimônio material, que são os bens arqueológicos, paisagísticos e etnográficos; belas artes e as artes aplicadas, esse conjunto compõe o Patrimônio Cultural Brasileiro. Em 2023, esse acervo vai contar com um orçamento recorde de R$ 135 milhões, que serão investidos em ações e projetos, bem como para obras do Programa de Aceleração do Crescimento Cidades Históricas, criado em 2013, no governo Dilma Rousseff.

O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Leandro Grass, falou em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, sobre o assunto. “O orçamento de agora volta a ser um orçamento semelhante ao de 2016. É uma mudança de rota na política do patrimônio cultural brasileiro”.

Além de questões orçamentárias, o presidente do Iphan comentou sobre a volta do instituto para o Ministério da Cultura e a importância da política de patrimônio para o país. “O Iphan deve estar vinculado ao Ministério da Cultura por excelência, porque o nosso fazer política de patrimônio cultural diz respeito não só a aquilo que fica mais visível para a sociedade, que são as obras de restauração e conservação, mas também diz muito sobre a nossa relação com o fazer cultural de cada região do país”, explicou.

“O patrimônio é uma questão cultural por essência porque diz respeito à história da humanidade, a todas as suas realizações, tem a ver com os momentos importantes para a sociedade como um todo. Portanto, nós temos alguns bens culturais que são patrimônio cultural brasileiro que fazem relação muito grande com as comunidades de matriz africana, com a herança africana no Brasil, com a perspectiva das etnias indígenas, também a interação com a memória sensível do país, do processo de escravização das pessoas, a própria ditadura militar. Ou seja, a política de patrimônio, além de ser importante para o povo se reconhecer, é também sobre o futuro, porque se a gente não traz essa memória, a gente não se vê como sociedade e a gente não consegue se tornar uma nação, uma sociedade de maneira integrada”, disse Grass.

Ainda sobre o contexto histórico do patrimônio, o presidente do Iphan falou sobre o projeto de restauração do prédio Docas Pedro II, na zona portuária do Rio de Janeiro. O edifício abrigará o Centro de Interpretação do Cais do Valongo. “[O Docas Pedro II] é o primeiro prédio que foi, segundo relatos, feito com uma mão de obra não escravizada no Brasil, e que tem servido para esse ponto de encontro, para essa convergência da memória africana no país”, destacou.

“Será um centro de interpretação sobre a memória africana. Então, possivelmente a gente vai ter museu, áreas também multiuso. Nós temos lá um acervo arqueológico encontrado no Valongo, que vai desde pedras, da estrutura, até objetos pessoais dos antigos escravizados, nossos ancestrais. Então é um lugar muito rico e que vai servir para a população brasileira e internacional encontrar as informações e conhecimento sobre a herança africana em nosso país”, acrescentou.

O Cais do Valongo foi construído em 1811 para o desembarque e comércio de africanos escravizados que eram levados para as plantações de café, fumo e açúcar do interior do estado do Rio de Janeiro e de outras regiões do Brasil. De acordo com o Iphan, cerca de um milhão de africanos escravizados passaram pelo Cais do Valongo em cerca de 40 anos. O sítio arqueológico passou a integrar a Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2017.

Ato golpista
De acordo com o presidente do Iphan, quase 80% das obras e patrimônios que foram depredados durante os atos antidemocráticos e golpistas de 8 de janeiro, já foram restaurados e recompostos, graças ao trabalho dos servidores do Iphan e dos técnicos das três casas danificadas, o Palácio do Planalto, o Palácio do Congresso Nacional e o Palácio do Supremo Tribunal Federal.

“De nada adianta a gente restaurar, seja o edifício, a praça, as obras de arte, se nós não tivermos uma ação de trazer a sociedade para perto. Existe o desejo do presidente Lula de promover um grande plano de ação da Praça dos Três Poderes com as culturas do nosso país, com as identidades regionais, e nós estamos participando disso, também o Memorial da Democracia, que é um desejo da ministra [da Cultura] Margareth [Menezes] que está sendo também desenhado para que isso não se repita, porque a educação patrimonial, a memória, são formas de evitar esses crimes no futuro”, afirmou Leandro Grass.

Agência Brasil

Emendas de bancada e comissões ao Orçamento ultrapassam R$ 234 bilhões

Com o fim do prazo para apresentação de emendas à proposta orçamentária para 2023 na segunda-feira (14), um levantamento feito pelas consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara dos Deputados aponta que as bancadas estaduais e as comissões permanentes apresentaram 6.575 emendas de despesa ao projeto de Lei Orçamentária Anual (PLN 32/2022). Juntas elas representam R$ 234,3 bilhões.

Vencida essa primeira etapa, as sugestões dos parlamentares serão analisadas pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). A expectativa é que o relator-geral da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresente um relatório preliminar nesta sexta-feira (18). Segundo a análise das consultorias, as 15 comissões permanentes do Senado apresentaram 68 emendas, que somam R$ 49,6 bilhões. Os 81 senadores fizeram 870 sugestões de despesa, no valor de R$ 1,5 bilhão.

No rol de emendas coletivas apresentadas ao projeto, a área de Cidadania e Esporte foi a mais beneficiada, com R$ 76 bilhões. Na sequência estão as áreas de Desenvolvimento Regional (R$ 31,1 bilhões), Saúde (R$ 26 bilhões) e Economia, Trabalho e Previdência (R$ 21,4 bilhões).

Quando o assunto é emenda individual, tanto na Câmara como no Senado os parlamentares deram prioridade à Saúde, com R$ 6,1 bilhões. Na sequência, surgem as áreas temáticas de Economia, Trabalho e Previdência (R$ 3,7 bilhões), Cidadania e Esporte (R$ 543 milhões) e Educação (R$ 288 milhões).

 

Transição

Ainda nesta quarta-feira (16), o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) se reúne com o relator-geral do Orçamento de 2023, o senador Marcelo Castro (MDB-PI), para discutir e calcular os gastos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição. O governo eleito quer um espaço maior no orçamento do próximo ano para incluir a previsão de gastos no programa Auxílio Brasil – que deve ser rebatizado como Bolsa Família – e outras despesas com programas sociais prometidas na campanha pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para que todas as demandas sejam atendidas, integrantes da equipe de transição, coordenada por Alckmin, já adiantaram que o valor extra para o Orçamento deve ser de mais de R$ 175 bilhões. O montante preocupa muitos parlamentares e economistas que avaliam que é preciso limitar o valor para garantir o equilíbrio fiscal e não descontrolar as contas públicas.

 

Fonte: Agência Brasil

Congresso: deputados aprovam mudança na LDO para governo bancar programa social; falta Senado votar

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Os deputados aprovaram nesta segunda-feira (27), em sessão do Congresso Nacional, um projeto que permite ao governo federal abrir espaço no orçamento para bancar o Auxílio Brasil, programa social que vai substituir o Bolsa Família.

As sessões do Congresso costumam ser feitas de modo conjunto, com a presença de deputados e senadores em plenário. No entanto, em razão da pandemia, as sessões têm sido realizadas separadamente. Agora, caberá aos senadores votar o texto.

O projeto altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021 para autorizar o governo a contar com projetos ainda não aprovados para compensar os gastos com programas de transferência de renda.

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LDO 2022: Petrolinenses vão poder acompanhar audiência pública pela internet

Nesta quinta-feira (12), a partir das 9h, os petrolinenses vão poder acompanhar a audiência pública que vai apresentar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2022. A Prefeitura de Petrolina irá discutir o projeto que foi encaminhado do Executivo para o Legislativo. A audiência ocorrerá na Câmara de Vereadores e será transmitida através do canal do Youtube da casa legislativa.

Durante a apresentação da LDO são definidas as prioridades para que o orçamento do município seja executado dentro das metas fiscais estabelecidas, servindo ainda para orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA). A Secretaria de Planejamento e Gestão será a responsável por conduzir a audiência.

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Juazeiro: Câmara de vereadores aprova Orçamento 2021 com previsão de receitas e despesas de R$ 850 milhões

Os vereadores de Juazeiro, em sessão extraordinária convocada e presidida por Alex Tanuri (PP), votaram e aprovaram, por unanimidade dos presentes a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2021, encerrando assim os trabalhos do período legislativo 2017/2020.

O Orçamento aprovado prevê despesas e receitas de 850 milhões de reais, com previsões maiores para saúde, 225,9 milhões e Educação 213,6 milhões.

Além destes valores, no Orçamento há previsão de 12,7 milhões para o Gabinete da Prefeita, 17,5 milhões para a Câmara de Vereadores, 36,7 para Obras e 25,7 milhões para serviços públicos.

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