Enem 2025: PF cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará para investigar suspeita de fraude

A Polícia Federal iniciou neste domingo (23), a Operação Profeta, para apurar a suspeita de fraude na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025. A corporação cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará. Na semana passada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela prova, anulou três questões do Enem após denúncias sobre um vídeo, transmitido nas redes sociais dias antes do Enem, que mostrava questões muito parecidas com as que caíram no exame.

O alvo da operação, autorizado pela Justiça Federal, não foi divulgado pela PF. O vídeo nas redes foi transmitido por Edcley Teixeira, um estudante de Medicina que vende monitorias para o Enem nas redes sociais. O Estadão não conseguiu contato com a defesa de Teixeira. Nas redes, ele afirma que não houve vazamento de informações e diz que conseguiu “antecipar” trechos da prova ao analisar edições anteriores do exame e pré-testes, aplicado pelo Inep, para escolher questões que seriam usados na prova real.

Como o Estadão mostrou, Teixeira chegava a pagar colaboradores para fazer pré-testes do Enem e memorizar questões desses exames. Como os participantes não poderiam sair com o caderno de prova, essa era a maneira de reproduzir as perguntas e depois organizá-las em apostilas vendidas na internet.

Em nota, a PF afirma que a atuação da corporação visa a “apurar possíveis ilícitos, identificar os responsáveis pela obtenção dos dados e divulgação indevida, bem como possíveis conexões com outros delitos”.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo (23)

Depois de ser preso em forma preventiva, neste sábado (22), por tentar violar a tornozeleira eletrônica, o ex-presidente Jair Bolsonaro passará por audiência de custódia no domingo (23). Bolsonaro fez exames médicos neste sábado e agora aguarda audiência.

Enquanto estiver na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, Jair Bolsonaro ficará numa cela de cerca de 12 metros quadrados (m²) que foi reformada recentemente. O espaço tem paredes brancas, uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado e uma janela, além de banheiro privativo. Ele não terá contato com outros presos e poderá sair para o banho de sol.

Ele foi preso por volta de 6h por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes porque, ainda de madrugada, tentou violar a tornozeleira eletrônica. O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal afirmou que Jair Bolsonaro admitiu ter usado “ferro de solda” para romper a tornozeleira eletrônica e apontou que o equipamento tinha queimaduras em toda sua circunferência.

O documento diz que uma violação na tornozeleira foi detectada às 00h07 deste sábado. O sistema de monitoramento da tornozeleira acionou imediatamente a equipe de policiais penais que faziam a escolta da residência do ex-presidente. Ao analisar a tornozeleira, a policial penal Rita Gaio, diretora adjunta do centro de monitoramento e a responsável pelo relatório, verificou a existência de queimaduras no dispositivo. “O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”, diz o documento.

A equipe, então, questionou Bolsonaro sobre o rompimento do dispositivo. A resposta foi registrada no relatório. “Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, diz o documento. Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo.

Diario de Pernambuco

“Meti ferro quente aí”, admite Bolsonaro sobre tornozeleira eletrônica danificada

O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu ter usado “ferro de solda” para romper a tornozeleira eletrônica e apontou que o equipamento tinha queimaduras em toda sua circunferência.

O documento diz que uma violação na tornozeleira foi detectada às 00h07 deste sábado (22). O sistema de monitoramento da tornozeleira acionou imediatamente a equipe de policiais penais que fazia a escolta da residência do ex-presidente.

“A informação inicial recebida pelos escoltantes era que o monitorado havia batido o dispositivo na escada. No momento em que esta policial chegou ao local, o acesso foi rapidamente viabilizado pelo próprio réu. Após autorizada a entrada no recinto, buscamos um espaço com boa iluminação e energia elétrica disponível já na sala principal da edificação. Diferente do que havia sido informado inicialmente, a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada”, diz o relatório subscrito pela policial penal Rita Gaio, diretora adjunta do centro de monitoramento.

Em seguida, ao analisar a tornozeleira, ela verificou a existência de queimaduras no dispositivo. “O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”, diz o documento.

A equipe, então, questionou Bolsonaro sobre o rompimento do dispositivo. A resposta foi registrada no relatório. “Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, diz o documento. A equipe também gravou um vídeo da avaria e da resposta do ex-presidente. Depois disso, a tornozeleira danificada foi substituída por um novo equipamento. O objeto será periciado.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro na cadeia: Moraes aponta “violação de uso de tornozeleira” e “risco de fuga” e nega pedido de prisão domiciliar e visitas

Em sua decisão que embasou o pedido de prisão do ex-presidente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apontou que “Jair Bolsonaro violou o uso de tornozeleira eletrônica à 0h08 deste sábado (22) e tinha elevado risco de fuga durante a vigília convocada pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)”. Essa informação foi divulgada pelo G1, logo após a prisão de Bolsonaro, em Brasília, neste sábado (22).

No entendimento do ministro, a proximidade da residência de Bolsonaro da embaixada dos Estados Unidos também era um indicativo de que ele poderia tentar escapar de uma eventual prisão.

O que aconteceu

Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva nesta manhã, após ordem de Moraes. Ele foi detido pela Polícia Federal em casa, por volta das 6h, e levado para Superintendência da PF em Brasília. De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, a medida foi adotada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21).

Moraes entendeu que “eventual realização da suposta ‘vigília’ configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”. O ministro escreveu que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde de Bolsonaro, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.

E ainda na manhã deste sábado (22), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em conceder a prisão domiciliar ao político diante da fragilidade da sua saúde. A decisão proferida pelo magistrado também na manhã deste sábado, 22, horas após a prisão do ex-mandatário também veta a autorização de visitas, como solicitado pelos advogados.

“Diante da decretação da prisão preventiva do réu Jair Messias Bolsonaro julgo prejudicado o pedido de prisão humanitária domiciliar e autorização de vistas”, diz o ministro. A deliberação é uma resposta ao pedido encaminhado na sexta-feira, 21, pelos advogados referente ao cumprimento da pena sobre a trama golpista, que resultou em 27 anos e três meses de prisão.

A medida, contudo, vale para hoje devido a custódia do ex-presidente em razão de um ato de vigília convocado pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estava prevista também para este sábado. O movimento protagonizado pelo herdeiro de Bolsonaro resultou na sua prisão preventiva no início desta manhã, às 6h, a pedido da Polícia Federal (PF), e acatada por Moraes.

Diario de Pernambuco e A Tarde

Bolsonaro ficará preso em sala de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro ficará uma “sala de Estado” na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O espaço É reservado para autoridades e outras figuras públicas de alto escalão e possui mesa, cadeira, cama e banheiro privativo. O chefe do Planalto foi preso, na manhã deste sábado (22/11), em cumprimento a um mandado autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal chegou ao condomínio de Bolsonaro, em Brasília, por volta das 6h, e deixou o local cerca de meia hora depois. Ele foi levado diretamente para a Superintendência da PF. “A Polícia Federal cumpriu neste sábado (22/11), em Brasília/DF, um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal”, publicou a Polícia Federal em nota.

A prisão ocorre na reta final do julgamento da trama golpista. Ontem, a defesa de Bolsonaro havia pedido ao STF a concessão a concessão de uma “prisão domiciliar humanitária” como uma alternativa ao cumprimento da pena em regime fechado. A solicitação foi apresentada após a publicação do acórdão que rejeitou embargos do condenado. O prazo para apresentação de novos recursos termina na semana que vem.

Condenado pelo STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por liderar uma trama golpista para se manter no poder mesmo após derrota nas urnas em 2022. Outros sete aliados foram condenados no mesmo grupo de denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na semana passada, a Primeira do Turma do STF rejeitou, por unanimidade, todos os recursos apresentados pela defesa do ex-chefe do Planalto. Os ministros também se posicionaram contra os embargos de outros seis condenados no processo: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Eles são integrantes do núcleo central da trama golpista.

Quarto presidente preso

Jair Bolsonaro (PL) é o quarto ex-presidente preso desde a redemocratização do Brasil. A prisão do político foi pedida pela Polícia Federal (PF) após um chamamento de vigília incitado por meio das redes sociais.

Relembre os ex-presidentes presos:

Lula: Atual presidente do país foi preso em abril de 2018 devido aos processos relacionados à Operação Lava Jato. A sentença, proferida pelo então juiz Sérgio Moro, apontava que o petista havia sido beneficiado com um triplex no Garujá (SP) como propina da construtora OAS.

Michel Temer: Ele foi preso preventivamente em março de 2019 por suspeita de corrupção. A prisão de Temer também estava ligada a Operação Lava Jato.

Fernando Collor: Preso em 24 de abril deste ano, em Maceió (AL). Collor foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo relacionado em um esquema de desvios na BR Distribuidora.

Jair Bolsonaro

Correio Braziliense e A Tarde

Bolsonaro é preso e deve cumprir regime fechado

O ex-presidente da República,Jair Bolsonaro (PL), foi preso na manhã deste sábado, 22, em Brasília, após a Polícia Federal cumprir ordem de prisão expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.Moraes mandou Bolsonaro começar a cumprir, em regime fechado, a pena de 27 anos e três meses de prisão à qual foi condenado no inquérito do golpe.

O ex-presidente foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde vai ficar em sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e altas figuras públicas. Em nota oficial, a Polícia Federal disse que cumpriu mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Tarde

Filhos de Bolsonaro movimentam R$ 8 milhões e levantam suspeita de lavagem

Relatório da Polícia Federal (PF) com base em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revela que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu cerca de R$ 4,1 milhões entre setembro de 2023 e junho de 2025, enquanto o vereador Carlos Bolsonaro (PL) movimentou R$ 4,8 milhões em um ano.

O Coaf identificou as transações como “suspeitas de configurarem indícios de lavagem de dinheiro e outros ilícitos penais” e repassou os dados à Polícia Federal.

O relatório compõem o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo da Ação Penal (AP) nº 2668, que apura suposta tentativa de golpe em 2022. Apesar de ser citado no inquérito, Carlos Bolsonaro não foi indiciado.

Metrópole

Malafaia diz não temer prisão e chama PF de ‘Gestapo de Moraes’

Alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), o pastor Silas Malafaia afirmou não temer uma eventual prisão e disse que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes comanda uma “Gestapo”, em referência à polícia política do regime nazista. As declarações ocorreram em um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (21).

O pastor foi recebido no templo com aplausos, gritos de “Uh, é Malafaia”, cartazes com mensagens como “Exemplo de coragem” e “Profeta que não se cala”. O telão exibia “Estamos juntos, pastor”, e, em outro momento, uma bandeira do Brasil que tremulava.

Malafaia relembrou ter apoiado diferentes candidatos ao longo dos anos, citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-ministro José Serra (PSDB-SP), e se queixou sobre a apreensão de cadernos em que anotava seus discursos. Segundo o pastor, ele pediu para ficar com um dos volumes, mas, após fazer um telefonema, o agente da PF recolheu todos.

“Ele estava debaixo de ordem do chefe da Gestapo de Alexandre de Moraes, em Brasília, o delegado lá, chefe da Gestapo, porque isso não é Polícia Federal”, disse. Ele prosseguiu dizendo que sempre agiu de forma independente e negou usar a igreja para fins políticos, falado como cidadão, e não como pastor: “Ele (Moraes) escolheu o cara errado, porque eu não tenho medo de ser preso e de ser retaliado”. “Esse homem vai ser julgado pelas leis deste País ou pelas leis de Deus. Vai chegar a hora dele. Não desejo mal a ninguém, mas vai chegar”, disse.

Sobre as mensagens trocadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), presentes em relatório da PF, Malafaia afirmou que mostram sua independência. “Mostra que não sou bolsominion, não sou puxa-saco. Critico quando tem que criticar e elogio quando tem que elogiar, meu papel é profético. Tenho intimidade e falo até bobagem”, afirmou, embora tenha chamado o fato de “vazamento”.

Os diálogos em áudios e mensagens aparecem em relatório da investigação que indiciou Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por coação no curso do processo que o ex-presidente responde no STF, por tentativa de golpe de Estado. Silas Malafaia é o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo que faz parte do movimento pentecostal da Assembleia de Deus no Brasil. Ele foi um dos principais conselheiros de Bolsonaro durante seu governo e, após 2022, tornou-se o principal organizador dos atos em seu favor.

Estadão Conteúdo

PF aponta que Bolsonaro movimentou mais de R$ 44 milhões em 2 anos

A Polícia Federal (PF) identificou movimentações financeiras de cerca de R$ 44,3 milhões nas contas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre março de 2023 e junho de 2025, segundo relatório que integra o inquérito que tramita para apurar a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA contra a soberania nacional.

A investigação resultou no indiciamento do parlamentar e do ex-mandatário.O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou as transações como “suspeitas de configurarem indícios de lavagem de dinheiro e outros ilícitos penais” e repassou os dados à Polícia Federal.

Diario de Pernambuco

Indiciamento de Bolsonaro repercute em imprensa internacional

A imprensa internacional repercutiu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (20). Os veículos de comunicação americanos fizeram posts sobre a decisão, que foi tomada após a atuação do parlamentar nos Estados Unidos. O jornal americano The Washington Post colocou o posicionamento do ex-mandatário como destaque. Já o britânico The Independent cita o pastor Silas Malafaia como outro alvo das investigações e reforça que as mensagens encontradas no telefone de Bolsonaro exibem uma possível fuga dele para a Argentina.

O jornal argentino Lá Nación também destacou o suposto pedido de asilo político de Bolsonaro endereçado a Javier Milei, presidente da Argentina. O também argentino Clarín ressaltou as citações religiosas presentes no arquivo divulgado pela polícia, citando o mesmo pedido.

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no âmbito da obstrução das investigações da trama golpista que previa um golpe de estado no Brasil após o resultado das eleições de 2024. O relatório final do órgão foi enviado ao Supremo Tribunal Federal na última sexta (15), e imputa a ambos os indiciados os crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A PF investigava Eduardo por conta da sua atuação nos Estados Unidos, onde está desde março alegando “perseguição”, onde articula pedidos de sanção contra o governo e autoridades brasileiras, a exemplo do Tarifaço e da execução da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. O pastor Silas Malafaia, aliado de Bolsonaro, também foi alvo de medidas como busca e apreensão em sua residência e a retenção de seu passaporte.

O julgamento de Jair Bolsonaro, e de mais sete aliados, no âmbito da trama golpista começa no dia 2 de setembro. A ação penal que trata do caso se refere ao núcleo crucial da trama e será julgada pela Primeira Turma da Corte. O colegiado é responsável pela análise do caso porque o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, pertence à Primeira Turma.

Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Ainda de acordo com o relatório, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por determinação de Moraes, teria discutido com aliados a possibilidade de pedir asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei. Um documento sem data e assinatura, e no qual consta um pedido de asilo político em regime de urgência para Bolsonaro, foi encontrado no smartphone do ex-presidente e revela que Bolsonaro já planejava deixar o país desde fevereiro de 2024.

E ainda ontem (20) o ministro Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste em até 48 horas sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas a ele. Segundo o ministro, “os elementos de prova obtidos pela Polícia Federal indicam que Jair Messias Bolsonaro tinha posse de documento destinado a possibilitar sua evasão do território nacional, após a imposição das medidas cautelares”.

A Tarde

Plantação de maconha com sistema de energia solar é destruída na Bahia

Uma plantação de maconha com direito a sistema de energia solar foi destruída hoje (19) em uma operação da Polícia Federal em Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia. Segundo informações iniciais, os entorpecentes seriam comercializados em Salvador e também no Litoral Norte da Bahia. Além das placas solares, os policiais desarticularam também todo o sistema de irrigação montado pelos criminosos.

A ação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado Bahia e as polícias militar e federal. As equipes promoveram a contagem dos pés de maconha e também iniciaram o processo de erradicação da droga.

O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner afirmou que o combate às facções segue firme na Bahia, com ações integradas das Forças Estaduais e Federais.

A Tarde

Polícia encontra mais de 8 toneladas de maconha escondidas em matagal

Em uma ação integrada de combate ao tráfico de drogas, a Polícia Federal (PF) e o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), unidade especializada da Polícia Militar do Paraná, apreenderam 8,5 toneladas de maconha na zona rural de Altônia, no noroeste do Paraná. A operação foi realizada no sábado (31), durante patrulhamento de rotina.

Segundo as forças de segurança, os agentes identificaram rastros de pneus em uma área de mata ciliar, o que levantou suspeitas de movimentação criminosa. Após buscas intensas em regiões de difícil acesso, os policiais encontraram vários fardos de maconha, embalados com fitas adesivas, escondidos entre a vegetação.

Todo o entorpecente foi recolhido e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal, onde foi pesado e totalizou 8.583 quilos de substância análoga à maconha. A droga deve passar por perícia, e a investigação busca identificar os responsáveis pelo transporte e armazenamento do carregamento.

A Tarde

PF investiga elo entre farra do INSS e esquema de crédito consignado

Quebras de sigilo bancário mostram que entidades envolvidas no esquema bilionário de fraude contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fizeram pagamentos milionários a empresas que operam créditos consignados sob suspeita. As transações fizeram a Polícia Federal (PF) investigar a relação entre a farra dos descontos indevidos e os empréstimos feitos com segurados.

A prática seria uma forma de as entidades conseguirem filiar ainda mais aposentados para cobrar mensalidades associativas por meio de convênio com o INSS. Estima-se que mais de 6 milhões de segurados tenham sido filiados a associações e sindicatos, que arrecadaram R$ 6,3 bilhões com descontos desde 2019.

Diario de Pernambuco

Operação da Polícia Federal desmonta esquema de fraude de R$ 945 milhões no INSS

Uma operação da Polícia Federal (PF) desmontou um esquema de fraude previdenciária envolvendo um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que movimentou cerca de R$ 945 milhões nos últimos três anos. As informações sobre a ação, ocorrida na cidade de Garanhuns, no Agreste, foram repassadas pela PF na manhã desta quinta-feira (13).

De acordo com a corporação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Garanhuns. Foram apreendidos um notebook e um smartphone, além de uma pistola calibre 9 mm. Diante das apreensões, será instaurado um novo inquérito policial para a apuração do crime de posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito. A Justiça Federal também determinou afastamento cautelar do servidor público de suas atribuições.

Os crimes investigados são inserção de dados falsos em sistema de informações e corrupção, cujas penas somadas podem ultrapassar os 24 anos de reclusão. A ação é da Polícia Federal em Caruaru, com apoio da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária

Como funcionava

A PF constatou que a fraude consistia no desbloqueio indevido de benefícios para a contratação de empréstimos sem a devida solicitação do titular realizado pelo funcionário do INSS investigado, que não teve identidade revelada. “Em um dos casos analisados, o servidor manipulou um benefício de titular incapaz, excluindo o seu representante legal para permitir o desbloqueio e a averbação do consignado”, comunicou a PF.

O servidor estaria atuando desde 2022 e teria desbloqueado por volta de 70 mil benefícios distribuídos nas 27 unidades da Federação, em todo o Brasil. Os valores emprestados liberados com a atuação do servidor no desbloqueio dos benefícios podem ter sido emitidos com ou sem o conhecimento do beneficiário.

Diario de Pernambuco

Polícia do DF prende suspeito de planejar ataque ao STF e ameaçar ministros

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu na sexta-feira um homem, de 52 anos, que tentou invadir o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) dois dias antes. Segundo a corporação, o suspeito é acusado de ameaçar servidores e ministros da Corte. A PCDF afirma que o homem, que não teve a identidade revelada, resistiu à prisão e desacatou os policiais durante a abordagem.

A investigação aponta que ele “proferiu diversas ameaças, ofensas e hostilizações a ministros do Supremo” na quarta-feira. Os policiais encontraram “diversos indícios de que o homem planejava ações extremistas”. Na residência do suspeito, foram localizados “bilhetes confirmando as suas intenções violentas, bem como um artefato para a construção de bomba caseira. Além disso, foi apreendido um casaco de uso exclusivo da Polícia Militar do DF, “utilizado indevidamente pelo acusado”, um aparelho celular e um computador.

Agência O Globo

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