Filhos de Bolsonaro movimentam R$ 8 milhões e levantam suspeita de lavagem

Relatório da Polícia Federal (PF) com base em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revela que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu cerca de R$ 4,1 milhões entre setembro de 2023 e junho de 2025, enquanto o vereador Carlos Bolsonaro (PL) movimentou R$ 4,8 milhões em um ano.

O Coaf identificou as transações como “suspeitas de configurarem indícios de lavagem de dinheiro e outros ilícitos penais” e repassou os dados à Polícia Federal.

O relatório compõem o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo da Ação Penal (AP) nº 2668, que apura suposta tentativa de golpe em 2022. Apesar de ser citado no inquérito, Carlos Bolsonaro não foi indiciado.

Metrópole

Três pessoas são presas em operação da PF contra lavagem de dinheiro e contrabando de cigarros

Três suspeitos de participarem de uma organização criminosa que praticava lavagem de dinheiro e contrabando de cigarros foram presos em Pernambuco pela Polícia Federal (PF). Segundo a corporação, a quadrilha importava ilegalmente cigarros estrangeiros e realizava fabricações clandestinas do produto.

As investigações começaram em 2021 e fazem parte da Operação Conexão Suriname, deflagrada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz). O nome da operação faz referência à rota de cigarros estrangeiros, que tem no Suriname um entreposto para distribuição ilícita de cigarros nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

De acordo com a PF, as prisões aconteceram na quarta-feira (28), sendo duas em Petrolina, no Sertão, e uma em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Os nomes e as idades dos presos não foram divulgados pela Polícia Federal, que informou que os dois alvos dos mandados de prisão cumpridos em Petrolina já estavam detidos na penitenciária da cidade. Também foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais nos seguintes municípios pernambucanos:

  • Recife;
  • Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife;
  • Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana;
  • Camaragibe, no Grande Recife;
  • São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana;
  • Águas Belas, no Agreste;
  • Pesqueira, no Agreste;
  • Custódia, no Sertão.

Ainda segundo a PF, além do contrabando de cigarros estrangeiros por importação marítima e terrestre, a quadrilha também era responsável pela fabricação do produto de diversas marcas em fábricas clandestinas, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).Caso sejam condenados, os investigados que foram presos podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, contrabando e integrar ou constituir organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 23 anos de prisão.

G1 Pernambuco