Caso Beatriz: pedido da defesa do réu para levar recurso ao STF é negado

A defesa de Marcelo da Silva, assassino confesso da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, teve mais uma derrota judicial. O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, rejeitou o pedido dos advogados para que um recurso extraordinário seja encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na prática, a defesa tenta impedir – ou ao menos postergar – que Marcelo da Silva seja levado a júri popular pela morte de Beatriz. O crime em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, completou uma década em dezembro de 2025. Os advogados argumentam que há supostas falhas no andamento das investigações e questionam decisões das instâncias inferiores.

Em janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou parecer contrário ao recurso extraordinário, pontuando que os argumentos apresentados pela defesa não são suficientes para mudar o que já foi decidido, pois os fundamentos anteriores continuam firmes e impedem que o pedido dos advogados seja analisado no STF. Na decisão, publicada na segunda-feira (23), o ministro Salomão negou o seguimento do recurso extraordinário, sob o argumento de que a discussão em questão já está pacificada pela Corte e, portanto, não há motivo para novo julgamento pelo Supremo.

Beatriz foi assassinada a facadas durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em 10 de dezembro de 2015. Ela estava na quadra poliesportiva com os pais e saiu para beber água. Segundo as investigações, Marcelo entrou na instituição de ensino e fez a abordagem violenta, levando a menina até uma sala desativada e praticando o crime. Ele teria abordado outras crianças antes, mas sem violência.

Os investigadores conseguiram chegar até o acusado em janeiro de 2022, após o cruzamento de DNA, a partir das amostras coletadas na faca usada para matar Beatriz. Marcelo, que já estava preso por crimes sexuais, confessou à polícia que havia entrado no colégio para conseguir dinheiro e que a menina teria se assustado ao encontrá-lo. Ele disse que a esfaqueou para que parasse de gritar. A confissão foi gravada pela polícia em vídeo. Ele virou réu por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima).

Já no interrogatório, na fase de audiência de instrução e julgamento do processo, Marcelo permaneceu em silêncio – por orientação da defesa, que insiste na tese de que ele não é culpado pelo crime. Uma carta supostamente escrita pelo réu chegou a ser divulgada, na época, com os escritos: “Eu sou inocente, eu não matei a criança”.Em dezembro de 2023, a juíza Elane Brandão Ribeiro, da Vara do Tribunal do Júri de Petrolina, decidiu levar o réu a júri popular.

A magistrada destacou que, entre as provas, foram identificadas “escoriações no corpo da ofendida [Beatriz], o que pode indicar que a conduta foi motivada pela recusa da vítima em anuir [consentir] com os interesses sexuais do acusado, conforme indicado na denúncia”. Desde então, recursos foram apresentados pela defesa, que argumenta que as provas são frágeis e não apontam para a culpa do réu. Diante das provas, os recursos foram negados em primeira e segunda instância no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e no STJ. O júri popular de Marcelo ainda não tem data agendada.

JC

Mãe de Beatriz diz que companheira de acusado afirmou saber da autoria do crime desde o início

A ex-vereadora e ex-secretária estadual de Justiça e Direitos Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz, criança de sete anos assassinada dentro de escola em Petrolina,, afirma que uma mulher que mantinha relacionamento com o acusado Marcelo da Silva sabia que ele era o autor do crime desde o início. Segundo Lucinha, a mulher disse em depoimento que Marcelo confessou a ela a autoria do crime.

A mãe de Beatriz conta que a informação foi obtida a partir da perícia realizada pela polícia para identificar com quem o suspeito tinha falado na noite do crime. Imagens mostravam o homem apontado como autor do crime em um telefonema. “Essa perícia resultou em alguns números que foram identificados, e se chegou até a namorada dele. No primeiro depoimento, ela afirma que eles foram até um bar, sentaram em uma mesa, saíram, e ele confidenciou a ela que teria tirado a vida de Beatriz”, conta ao Diario de Pernambuco. Apesar de se referir à mulher como namorada do suspeito, Lucinha diz que se trataria de um relacionamento extraconjugal.

A mulher, entretanto, teria mudado a versão em seu segundo depoimento, alegando ter sido obrigada a falar. “Ela já estava com o advogado de defesa dele [de Marcelo] atuando, provavelmente foi orientada a voltar atrás no que tinha dito. Mas no primeiro depoimento, ela conta tudo com detalhes”, acrescenta a ex-secretária. Ela diz que não pode dar maiores detalhes, como a identidade da mulher, por ter assinado um termo de responsabilidade.

“Eu fiquei perplexa porque uma mulher, uma mãe, tinha certeza de um crime tão bárbaro, sabia que a família estava lutando para chegar à identidade dele, e não colaborou absolutamente com nada”, lamenta Lucinha. O crime ocorreu em dezembro de 2015, mas Marcelo só foi apontado como autor pela polícia em janeiro de 2022.

Marcelo confessou ter matado Beatriz após a Polícia Civil identificá-lo. Posteriormente, um advogado assumiu a defesa dele e apresentou uma carta em que o acusado dizia ter sido pressionado a confessar o assassinato.

Brasília –Na última semana, a defesa de Marcelo da Silva apresentou um recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de impedir o júri popular. Na mesma semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou embargos de declaração da defesa. Lucinha Mota avalia fazer um protesto em Brasília no início de 2026 para cobrar o trânsito em julgado do processo.

“A nossa missão é fazer com que tramite o mais rápido possível, tanto no STJ quanto no STF. Eu tenho certeza que não passa do ano que vem”, diz. “O Judiciário entra em recesso agora e deve retornar na quinzena de janeiro. A partir da quinzena de janeiro eu começo a me organizar para ir a Brasília, para que o processo tramite o mais rápido possível”.

O assassinato – Beatriz Angélica Mota foi morta a facadas durante festa de formatura em um colégio privado em Petrolina, no Sertão, em 10 de setembro de 2015. Ela havia saído de perto dos pais para beber água e não mais retornou. O corpo foi encontrado em um depósito de material esportivo. A Polícia Civil chegou até Marcelo a partir de exames de DNA na faca usada no crime.

Diario de Pernambuco

Lucinha Mota revela que ligação telefônica no dia do crime de Beatriz, pode apontar mais uma pessoa envolvida no crime

Em postagem nas suas redes sociais, neste sábado (20), Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz Angélica, assassinada em 2015, durante festa de formatura nas dependências de uma escola em Petrolina, revelou que mais uma ponta em relação ao crime poderá ser revelada em breve. A revelação que voltou a mobilizar a opinião pública, diz respeito a uma possível ligação telefônica do criminoso para uma segunda pessoa, que, de acordo com a postagem, poderá ser revelada durante o julgamento que está próximo de acontecer.

As informações foram divulgadas também na imprensa local e, segundo informações do portal RedeGN,  Lucinha Mota afirma que a família sempre levantou questionamentos sobre esse momento específico mostrado nas imagens, em que um homem, à época considerado suspeito, realizava uma ligação telefônica. De acordo com a publicação, a família de Beatriz sempre cobrou uma investigação mais apurada sobre esse detalhe: “Quando as imagens das Câmeras de segurança foram recuperadas, eu e Sandro sempre questionamos aquela imagem que mostra ele fazendo uma ligação”, declarou Lucinha.

Lucinha disse que passou anos solicitando que a polícia realizasse essa perícia, ela finalmente foi feita e confirmou que o assassino falou com outra pessoa, afirmou, destacando ainda que no dia do juri todos vão saber quem é essa pessoa e ficarão estarrecidos com sua identidade. A expectativa dos familiares é que a nova informação ajude a esclarecer pontos fundamentais da investigação e represente mais um passo no processo por justiça em um dos crimes que mais marcaram a história recente da cidade e do país.

 

Caso Beatriz: defesa de réu quer levar o processo para o STJ

O processo do réu confesso do assassinato de Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, pode parar nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na semana passada, a defesa de Marcelo da Silva apresentou uma petição de recurso especial para tentar evitar que ele vá a júri popular.

A petição foi impetrada após a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negar, por unanimidade, o recurso em sentido estrito da defesa do réu. Na votação, ocorrida no mês passado, os desembargadores discordaram da tese de que faltam provas suficientes para comprovar a culpa de Marcelo pelo homicídio de Beatriz.

A menina foi morta a facadas numa festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, em 10 de dezembro de 2015. A assessoria do TJPE informou que o gabinete da 1ª Vice-Presidência do TJPE aguarda o encaminhamento das contrarrazões do Ministério Público ao recurso em sentido estrito, impetrado pelo réu. O desembargador decidirá se o recurso pode ou não ser enviado para ao STJ.

“O pedido deve atender aos requisitos processuais exigidos para a sua admissão. Caso seja admitido, a 1ª Vice-Presidência encaminhará recurso especial àquela Corte Superior”, disse a assessoria do tribunal. Marcelo da Silva, preso preventivamente, responde pelo crime de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima).

Pronúncia
Em dezembro do ano passado, a juíza Elane Brandão Ribeiro, da Vara do Tribunal do Júri de Petrolina, decidiu pela pronúncia de Marcelo da Silva. A magistrada destacou que foram identificadas “escoriações no corpo da ofendida (Beatriz), o que pode indicar que a conduta foi motivada pela recusa da vítima em anuir (consentir) com os interesses sexuais do acusado, conforme indicado na denúncia”.

Sobre a qualificadora do emprego de meio cruel, a magistrada citou que perícias indicaram que a criança “teria sido atingida, em diversas regiões do corpo, por reiterados golpes”. Ao todo, segundo laudo, havia 68 lesões na menina, sendo 51 provocadas por arma branca.

Crime
O crime aconteceu durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde Beatriz estudava. A menina, que havia saído da quadra esportiva para beber água, foi encontrada morta em uma sala isolada. O corpo estava com várias marcas de facadas.

Por mais de seis anos, investigações foram realizadas – inclusive com troca de delegados e demissão de um dos peritos criminais.A descoberta do assassino ocorreu duas semanas após os pais de Beatriz caminharem por 23 dias, de Petrolina até o Recife, para cobrar justiça. A mobilização, que encontrou apoiadores em todas as cidades, teve repercussão nacional e expôs a demora da polícia para solucionar o crime.

A polícia conseguiu chegar até Marcelo em janeiro de 2022, por meio do cruzamento de DNA, a partir das amostras coletadas na faca usada para matar Beatriz. Ele, que já estava preso por outro crime, confessou à polícia que havia entrado no colégio para conseguir dinheiro e que a menina teria se assustado ao encontrá-lo. Ele disse que esfaqueou a menina para que ela parasse de gritar. A confissão foi gravada em vídeo.

Correio da Bahia

Juíza responsável pelo Caso Beatriz solicita informações sobre suspeita de pagamento de propina a perito criminal para fraudar laudo

(Foto: Blog Waldiney Passos)

A juíza Elane Brandão, responsável pelo Caso Beatriz, solicitou informações à chefia da Polícia Civil de Pernambuco sobre a suspeita de que um perito criminal teria recebido propina para falsificar um laudo e assim favorecer o Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, local do crime.

O pedido levou em consideração um relatório da Polícia Federal (PF), sobre a Operação Metástase, deflagrada em abril deste ano, que prendeu integrantes de uma milícia no interior de Pernambuco. A operação da PF não tem relação com o Caso Beatriz, mas as informações chegaram ao conhecimento dos agentes federais, que repassaram ao Fórum de Petrolina.

LEIA MAIS

Caso Beatriz: Justiça autoriza atuação de perito Sanguinetti como assistente técnico da defesa

Defesa de Marcelo da Silva (esq.) tenta suas últimas cartadas com a inclusão de Sanguinetti no caso

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) emitiu um despacho na manhã desta segunda-feira (6), permitindo a entrada de George Sanguinetti como assistente técnico na defesa de Marcelo da Silva, acusado de matar a menina Beatriz Angélica Mota em 2015.

Sanguinetti é médico legista e ganhou notoriedade nacional pelo Caso PC Farias. Ao longo dos últimos anos ele também apareceu na mídia, comentando justamente sobre o Caso Beatriz, mas sem ser contratado pela família da vítima.

Como assistente da defesa, Sanguinetti terá o prazo de 20 dias para apresentar um parecer técnico sobre a perícia elaborada. Ainda na decisão desta segunda, a juíza Elane Brandão determinou que, encerrado os 20 dias, o processo seguirá para as alegações finais, chegando a decisão se Marcelo irá ou não a júri popular.

Nova audiência do Caso Beatriz está marcada para esta quinta-feira 

Foto: TV Globo/Reprodução

A audiência de instrução do Caso Beatriz será retomada nesta quinta-feira (15), em Petrolina. Nos dias 22 e 23 de novembro a Justiça de Pernambuco ouviu testemunhas de acusação, mas a pedido da defesa, adiou a etapa, já que há uma testemunha apontada pela defesa que não foi localizada.

Na última terça-feira (13), a juíza Elane Brandão solicitou apoio dos delegados da Polícia Civil de Pernambuco, para que a testemunha em questão seja localizada.

LEIA MAIS

Sete anos após morte da filha, Lucinha Mota destaca importância da população para que Caso Beatriz não caísse no esquecimento

Na manhã deste sábado (10), Lucinha Mota e o grupo Somos Todos Beatriz participaram de uma caminhada pedindo justiça. Hoje completam-se sete anos da morte da menina Beatriz Angélica Mota, assassinada dentro do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, em Petrolina.

LEIA TAMBÉM

Caso Beatriz: Defesa do acusado tenta adiar audiência em Petrolina mais uma vez

O grupo caminhou cerca de 8km, saindo da Orla até o Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco. Emocionada, Lucinha lembrou que são anos de luta e o grupo, além da população, são importantes para que o caso não caía no esquecimento.

LEIA MAIS

Caso Beatriz: caminhada neste sábado reforça pedido por justiça 

10 de dezembro. Essa é uma data que sempre será lembrada pelos petrolinenses e pela comunidade do Vale do São Francisco. Há sete anos a menina Beatriz Angélica Mota foi morta dentro do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, num evento da instituição.

Para reforçar o pedido por justiça, a família de Beatriz e o grupo Somos Todos Beatriz se uniu e realiza neste sábado (10) uma caminhada de 8km. O trajeto será feito na Orla da cidade e após a caminhada, será conduzida a Assembleia de Constituição do Instituto Beatriz Angélica.

Após anos de luta dos pais de Beatriz, o julgamento do caso começou no mês passado, com a primeira audiência de instrução. O acusado, Marcelo da Silva, já estava preso por outros crimes e é réu confesso no Caso Beatriz.

Caso Beatriz: Justiça agenda nova audiência para dezembro

A audiência de instrução do Caso Beatriz terminou sem o testemunho de Marcelo da Silva. A previsão era que o acusado prestasse depoimento na quarta-feira (23), mas a juíza Elane Brandão agendou uma nova data para esse momento.

O motivo da mudança se deve à ausência de uma testemunha de defesa que não foi localizada. “Uma das testemunhas apontadas pelos advogados teve seu depoimento dispensado pela própria defesa. Outra não foi localizada, mas o advogado insistiu na sua oitiva, sendo por isso remarcada uma nova audiência para a conclusão dos trabalhos”, informou o TJPE.

LEIA MAIS

“Deus ama a justiça”, afirma Lucinha Mota

(Foto: Jean Brito)

Após quase sete anos de luta, Lucinha Mota e Sandro Romilton estão mais próximos de verem a justiça ser feita. Desde 2015 os pais de Beatriz Angélica Mota cobram punição aos envolvidos na morte da garota e hoje (22), Marcelo da Silva vai ao banco dos réus pela primeira vez.

LEIA TAMBÉM

Audiência de instrução do Caso Beatriz acontece nesta terça-feira em Petrolina

“Após longos dias, muita luta, quase sete anos depois de termos perdido a vida de Beatriz, chegamos a um importante momento […] Muitos estiveram comigo, alguns que eu nem conheço, mas agradeço por nos ajudarem a chegar até aqui”, escreveu Lucinha nas redes sociais.

Ela acredita que a juíza Elane Brandão decidirá pelo caso ir a júri popular e mantém fé no rito processual. “Deus ama a justiça”, se manifestou pelo Instagram. A audiência acontece no Fórum de Petrolina e deve seguir até quarta-feira (23).

Audiência de instrução do Caso Beatriz acontece nesta terça-feira em Petrolina

Marcelo da Silva sentará no banco dos réus pela primeira vez no Caso Beatriz. Nesta terça-feira (22), a Justiça de Pernambuco realizará, a partir das 8h, a audiência de instrução na Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina, onde o crime foi registrado.

A audiência é o primeiro passo no rito do processo. É neste momento que a justiça ouvirá os argumentos da defesa e acusação. A expectativa é que essa fase seja concluída na quarta-feira (23). Marcelo pode se manifestar ou, se preferir, permanecer em silêncio.

LEIA MAIS

Caso Beatriz: 16 testemunhas deverão ser ouvidas em audiência de instrução

Foto: TV Globo/Reprodução

A audiência de instrução do Caso Beatriz, agendada para 22 de novembro, deverá ouvir 16 testemunhas: oito da defesa e oito da acusação. A informação foi confirmada pelo Jornal do Commercio, que prevê os depoimentos seguindo até 23/11.

Esta será a primeira vez que Marcelo da Silva sentará no banco dos réus. Ele é réu confesso e foi apontado como autor do crime após exame de DNA. O acusado também poderá ser ouvido, mas também tem a opção de permanecer em silêncio.

Marcelo atualmente está detido no Presídio de Igarassu. A audiência será realizada na Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina.

Justiça marca primeira audiência do Caso Beatriz para 22 de novembro

A Justiça de Pernambuco marcou para o próximo dia 22 de novembro a audiência de instrução e julgamento de Marcelo da Silva, acusado de matar a menina Beatriz Angélica Mota a golpes de faca, em Petrolina, no ano de 2015.

Esta será a primeira vez que o acusado sentará no banco dos réus. A audiência é fundamental para decidir se Marcelo irá a júri popular. Nesta etapa, testemunhas de defesa e acusação serão ouvidas na Vara do Tribunal do Júri, na Comarca de Petrolina.

Marcelo poderá depor ou ficar em silêncio. Os advogados de defesa e acusação farão suas alegações finais e posteriormente, a juíza Elane Brandão dará o veredito se o caso irá a júri popular.

Caso Beatriz: programa de TV apresenta novo laudo; Lucinha Mota critica postura de advogado

A defesa de Marcelo da Silva, acusado de matar Beatriz Angélica Mota dentro do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora em 2015, na cidade de Petrolina (PE), foi à TV Guararapes na segunda-feira (10) para contestar a perícia do caso.

Segundo o advogado Rafael Nunes, o laudo é uma confrontação ao trabalho da Polícia Civil de Pernambuco. “A Polícia Federal esteve lá e fez uma perícia refinadíssima“, disse o defensor. O suposto laudo não teria apontado digitais de Marcelo em uma maçaneta que teria sido periciada.

Mãe de Beatriz Angélica, Lucinha Mota fez uma live ainda na noite de ontem e criticou a postura do advogado. “É de uma irresponsabilidade muito grande o que foi dito na imprensa. Não existe nenhuma digital no inquérito de Beatriz. Não tem maçaneta na porta, você precisa estudar o inquérito para defender seu cliente“, afirmou.

LEIA MAIS
123