Feriado do Dia do Trabalhador deve ser de chuva em várias regiões de Pernambuco

Litoral e Zona da Mata têm previsão de maior intensidade

O feriadão do Dia do Trabalhador, celebrado nesta quinta-feira (1º), deve ser marcado por instabilidade climática em boa parte de Pernambuco. A previsão é da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que indica ocorrência de chuvas com intensidade moderada em diversas regiões do estado.

De acordo com a análise meteorológica, a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata Norte e Sul, além do arquipélago de Fernando de Noronha, devem registrar pancadas de chuva ao longo do dia, com acumulados que podem chegar a até 50 milímetros.

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Inmet amplia número de municípios de Pernambuco com risco de chuva forte para este domingo (15)

A atualização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste domingo (15), aumentou o número de municípios do Sertão de Pernambuco com risco de chuva forte. No sábado, eram 11 localidades do estado com previsão de chuva. Passou para 17 no boletim publicado hoje.

Houve aumento de municípios e um pequeno deslocamento da área com a bandeira amarela para o oeste de Pernambuco, pegando a região que faz limite com os estados da Bahia, Piauí e Ceará. Conforme a previsão do Inmet, o risco de severidade da chuva é de “Perigo Potencial”, ou seja, acúmulo de água entre 20 e 30 mm, a hora, ou até 50 mm, o dia, e ventos intensos (40-60 km/h).

Confira os 17 municípios com risco de chuva forte no Sertão:

Afrânio
Araripina
Bodocó
Dormentes
Exu
Granito
Ipubi
Lagoa Grande
Moreilândia
Ouricuri
Parnamirim
Petrolina
Santa Cruz
Santa Filomena
Santa Maria da Boa Vista
Serrita
Trindade

Diario de Pernambuco

COP30: Belém abre hoje a conferência que pode redefinir a ação climática global

Belém do Pará sediará a COP30 em novembro deste ano

Nesta segunda-feira, dia 10 de novembro, a cidade de Belém (PA) recebe o início da 30ª edição da Conferência das Partes (COP30), que seguirá até o dia 21 do mês. Trata-se de um dos mais importantes encontros globais sobre mudança do clima, realizado sob os auspícios da Convenção‑Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), adotada em 1992 com o objetivo de estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

Como país anfitrião, o Brasil busca marcar esta edição como a da implementação: o foco está em transformar metas em ações concretas. Entre os temas centrais da COP30 estão: limitar o aquecimento global a 1,5 °C até o fim do século; promover transição de energia, proteger florestas e oceanos; mudar sistemas agrícolas e de alimentos; e mobilizar finanças, tecnologia e capacidades. Participantes esperados incluem mais de 190 países, líderes mundiais, representantes da sociedade civil e setor privado.

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Questões climáticas e tarifaço afetam safra da cana em Pernambuco

A safra atual da cana-de-açúcar deve sofrer prejuízos em dobro neste ano em Pernambuco. Além do tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com 50% para as exportações do produto, o volume de chuvas concentradas é outro fator que também atrapalha a produção das culturas da cana no estado.

O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, explica que as vendas da cota americana da cana é um mecanismo que financia a safra. “Quando o produtor tem contratos firmados para exportar para refinarias dos Estados Unidos, isso faz com que aumente a sua liquidez, pois a empresa vai ter o certificado de isenção da alfândega americana para entrar no país sem pagar taxas nessa exportação”, destaca.

Ele explica que a cota funciona para a isenção de tarifas, que foi impactada diretamente pelo tarifaço. No passado, a taxa para exportação dentro da cota era de 0%, em abril deste ano passou para 10% e agora é de 50%. “Então fica proibitivo. É uma coisa sem sentido porque onera a empresa”, destaca.

O presidente do Sindaçúcar explica que, dentro do mecanismo de cota americana, as embarcações pernambucanas aos EUA ocorrem geralmente entre outubro e novembro, no decorrer do início da safra que começa entre o final de agosto e início de setembro. Normalmente essa é uma época que favorece o acordo de contratos de câmbio para a venda de cotas para compradores internacionais, o que aumentaria a liquidez.

Impactos climáticos

Cunha destaca ainda que, paralelo às barreiras tarifárias, o setor da cana também enfrenta desafios ocasionados por questões climáticas. “Nesse ano, houve muita dificuldade no início do mês de agosto e setembro em função das chuvas que tiveram precipitações bastante frequentes, com muita concentração e pouca distribuição. Com isso, a cana ainda não atingiu seu ponto de maturidade ideal, o que em outros anos isso ocorre”, disse.

Ele explica também que a alternância entre chuvas e sol é importante para a safra da cana. Neste ano, com o clima desfavorável, foi registrada uma diminuição do rendimento industrial, com a menor quantidade de sacarose extraída na cana, que é utilizada na produção de açúcar e etanol.

Em relação aos prejuízos que esses fatores devem trazer para a safra da cana no estado, o presidente do Sindaçúcar destaca que o setor ainda está em fase de avaliação por causa da dificuldade causada pelas condições climáticas. “A moagem não está em uma dinâmica de continuidade. Ocorreram muitas paradas no processamento industrial por causa da dificuldade da cana chegar pronta para essa etapa”, disse.

Apesar de ainda não ter dados concretos, Cunha aponta que esses impactos do tarifaço podem ser compensados por incentivos federais, medidas que estão sendo avaliadas após uma série de reuniões entre o representante da indústria da cana e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e vice-presidente Geraldo Akckmin.

“O governo estabeleceu uma medida provisória, para estudar a possibilidade de dar mais liquidez ou antecipar algum tipo de medida financeira para que vários exportadores do Brasil possam conseguir recursos para darem andamento ao processamento industrial. Mas isso aí ainda está no início”, finaliza.

Diario de Pernambuco

Inmet emite alertas de chuvas intensas e calor de 40 °C

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para vários estados, com possibilidades de chuvas intensas e calor extremo. Em algumas localidades, os avisos estão valendo há alguns dias e ficam em vigor até o início da próxima semana.

As temperaturas devem ficar 5ºC acima da média, por até 05 dias, com nível de Perigo e riscos à saúde, nas regiões do Sudeste, Sul e do Norte como: Grande Florianópolis, Região Metropolitana de Porto Alegre, Sul Catarinense, Sudeste Rio-grandense, Vale do Itajaí, Nordeste Rio-grandense, Norte Catarinense.Esse alerta é válido até o próximo dia 10, de acordo com o Inmet. O calor também deve bater recordes até o dia 10, porém, com Grande Perigo à saúde, nas seguintes regiões:

Sudoeste Rio-grandense, Oeste Catarinense, Centro Ocidental Rio-grandense, Noroeste Rio-grandense, Metropolitana de Porto Alegre, Sudeste Rio-grandense, Nordeste Rio-grandense, Centro Oriental Rio-grandense

Chuvas acumuladas

O alerta mais recente foi publicado neste sábado, 8, e é válido até às 8h de domingo. Segundo o Inmet, há risco de acumulado de chuva entre 50mm e 100mm por dia, e ventos entre 60km/h e 100km/h, com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas nas seguintes regiões:

Nordeste Paraense, Sudeste Paraense, Ocidental do Tocantins, Oeste Maranhense, Vale do Acre, Marajó, Leste Maranhense, Norte Maranhense, Baixo Amazonas, Norte Mato-grossense, Leste Rondoniense, Sudoeste Paraense, Centro Amazonense, Norte do Amapá, Metropolitana de Belém, Sul Amazonense, Centro Maranhense, Noroeste Cearense, Sudoeste Amazonense, Norte Piauiense, Madeira-Guaporé, Sul Maranhense, Nordeste Mato-grossense, Sul do Amapá, Vale do Juruá, Norte Amazonense

Também neste sábado, o Inmet comunicou perigo de chuva de até 50 mm por dia e ventos intensos (40-60 km/h), com baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Neste caso, as regiões afetadas devem ser:

Nordeste Paraense, Sudeste Paraense, Ocidental do Tocantins, Oeste Maranhense, Norte Cearense, Noroeste Cearense, Centro-Sul Mato-grossense, Vale do Acre, Leste Maranhense, Marajó, Norte Maranhense, Baixo Amazonas, Oriental do Tocantins, Norte Mato-grossense, Leste Rondoniense, Sudoeste Paraense, Nordeste Mato-grossense, Sul Maranhense, Centro-Norte Piauiense, Centro Amazonense, Norte do Amapá, Sudoeste Amazonense, Metropolitana de Belém, Sul Amazonense, Pantanais Sul Mato-grossense, Metropolitana de Fortaleza, Centro Maranhense, Sudoeste Mato-grossense, Sertões Cearenses, Sudoeste Piauiense, Norte Amazonense, Norte Piauiense, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Madeira-Guaporé, Sul de Roraima, Vale do Juruá, Sul do Amapá, Extremo Oeste Baiano, Jaguaribe, Noroeste Goiano

Outras regiões que podem ser afetadas, de acordo com alerta de chuva de até 50 mm ao dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo, são:Centro Goiano, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Central Mineira, Norte Pioneiro Paranaense, Sul Goiano, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Leste de Mato Grosso do Sul, Leste Goiano, Campinas, Oeste de Minas, Bauru, Piracicaba, Metropolitana de Curitiba, Sul/Sudoeste de Minas, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Oriental do Tocantins, Centro Ocidental Paranaense, Ribeirão Preto, Araçatuba, Norte Goiano, Noroeste Paranaense, Macro Metropolitana Paulista, Marília, Metropolitana de Belo Horizonte, Ocidental do Tocantins, Norte Central Paranaense, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Araraquara, Oeste Paranaense, Itapetininga, Extremo Oeste Baiano, Vale do Rio Doce, Sudeste Paranaense, Vale do Paraíba Paulista, Centro Oriental Paranaense, Centro Fluminense, Noroeste Goiano, Noroeste de Minas, Metropolitana de São Paulo, Assis, Sul Fluminense, Jequitinhonha, Sudoeste Paranaense, Centro-Sul Paranaense, Norte de Minas, Distrito Federal, Metropolitana do Rio de Janeiro, Norte Catarinense, Centro Norte de Mato Grosso do Sul, Vale São-Franciscano da Bahia, Nordeste Mato-grossense, Sudoeste Piauiense, Litoral Sul Paulista, Centro Sul Baianoa

A Tarde

Inmet alerta para baixa umidade no Centro-Oeste, Norte e Nordeste e para geada no Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta laranja, de perigo, em relação a baixa umidade nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

O instituto alertou, em boletim informativo, que a umidade relativa do ar pode variar de 12% a 20% em áreas desses Estados, com risco de incêndios florestais e à saúde. O Inmet também emitiu um outro alerta de perigo de geada nesta terça-feira na região Sul do País.

A baixa umidade do ar deve afetar, segundo o Inmet, o centro-sul baiano, a área ocidental e oriental do Tocantins, norte mato-grossense, sudoeste paraense, nordeste mato-grossense, norte goiano, sul maranhense, sudoeste piauiense, leste goiano, centro-norte piauiense, centro-norte baiano, extremo oeste baiano, leste maranhense, Vale São-Franciscano da Bahia, sudeste piauiense, norte de minas, sudeste paraense, noroeste de minas e noroeste goiano.

Já o alerta de perigo de geada vale para o norte pioneiro paranaense, Região Serrana, oeste catarinense, Vale do Itajaí, noroeste rio-grandense, Região Metropolitana de Curitiba, Grande Florianópolis, nordeste rio-grandense, sudeste paranaense, centro oriental paranaense, norte central paranaense, sudoeste paranaense, norte catarinense, centro-sul paranaense, Região Metropolitana de Porto Alegre, centro oriental rio-grandense e sul catarinense. De acordo com o Inmet, há risco de perdas em lavouras com o fenômeno climático.

A temperatura mínima nestas regiões deve variar entre 3ºC e 0ºC. Em parte destas regiões, há plantações de trigo e milho de segunda safra em desenvolvimento no campo, que podem ser potencialmente afetadas pela geada.

O Inmet também informou perigo potencial de geada, alerta amarelo, e temperatura mínima de até 3ºC em Campinas (SP), sul e sudoeste de Minas Gerais, Região Macro Metropolitana Paulista, Vale do Paraíba Paulista e sul Fluminense.

Nestas áreas, há “risco leve” de perdas em plantações, de acordo com o instituto. Outro alerta amarelo quanto à geada inclui áreas do Centro-Oeste e abrange o sudoeste rio-grandense, centro ocidental rio-grandense, noroeste paranaense, sudoeste de Mato Grosso do Sul, oeste paranaense, nordeste rio-grandense, norte central paranaense, sudeste paranaense, centro oriental paranaense, Itapetininga, norte catarinense, Assis (SP), e leste de Mato Grosso do Sul.

Estsdão Conteúdo

Inmet alerta para onda de calor que chega ao país nos próximos dias

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta sexta-feira (16) alerta sobre uma onda de calor que vai durar até a próxima segunda-feira (19) em várias regiões do país. A temperatura poderá subir até 5º C no período de 2 a 3 dias, podendo provocar leve risco à saúde da população.

O Inmet enumerou as regiões que podem ser mais atingidas pela onda de calor nos pçróximos dias: Norte Pioneiro Paranaense, Serrana, Oeste Catarinense, Centro-Sul Mato-grossense, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Metropolitana de Curitiba, Vale do Itajaí, Leste de Mato Grosso do Sul, Campinas, Noroeste Rio-grandense, Bauru, Piracicaba, Grande Florianópolis.

As cidades do Sul/Sudoeste de Minas, Itapetininga, Centro Norte de Mato Grosso do Sul, Zona da Mata, Leste Rondoniense, Centro Ocidental Paranaense, Ribeirão Preto, Araçatuba, Sudeste Mato-grossense, Noroeste Paranaense, Macro Metropolitana Paulista, Marília, Norte Central Paranaense, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Araraquara, Sudoeste Paranaense, Oeste Paranaense, Pantanais Sul Mato-grossense tá mbém fazer parte da lista.

Também pode ser atingido pela onda de calor, o Nordeste Rio-grandense, Sul Fluminense, Campo das Vertentes, Sudeste Paranaense, Vale do Paraíba Paulista, Sul Goiano, Centro Oriental Paranaense, Sudoeste Mato-grossense, Sul Catarinense, Metropolitana de São Paulo, Assis, Litoral Sul Paulista, Norte Catarinense, Centro-Sul Paranaense, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Norte Mato-grossense, Centro Ocidental Rio-grandense, Centro Fluminense, Sudoeste Rio-grandense, Metropolitana do Rio de Janeiro, Centro Oriental Rio-grandense.

Alerta
De acordo com o Sistema Alerta Rio, na noite desta sexta-feira (16), a previsão é de predomínio de céu claro, sem chuva, na cidade do Rio de Janeiro. Os ventos estarão fracos. Um sistema de alta pressão deixou o tempo firme nesta sexta-feira (16). O dia foi de céu claro e não houve registro de chuva. Os ventos ficaram fracos e as temperaturas apresentaram elevação, com mínima registrada de 14°C às 4h da madrugada e máxima registrada de 35,3°C às 15h30.

O sistema  prevê, entre sábado (17) e terça-feira (20), tempo estável no município. A previsão é de céu claro e sem chuva ao longo do período. Os ventos variam de fracos a moderados. O alerta vai para sábado (17) à tarde, segunda-feira (19) e terça-feira (20), quando a umidade relativa do ar pode cair de 21% e 30% em alguns pontos da cidade. A população deve ficar atenta e se hidratar bem durante o período.

Dicas
Algumas dicas, passadas por médicos, quando a umidade relativa do ar está baixa são: lave as mãos com frequência e evite colocá-las na boca e no nariz. Procure manter o corpo sempre bem hidratado. Beba bastante água, mesmo sem sentir sede. Na hora do lanche ou da sobremesa, dê preferência a frutas ricas em líquidos, como melancia, melão e laranja, por exemplo.

Em especial, fique atento à hidratação das crianças, idosos e doentes. Aplique soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar o ressecamento. Evite a prática de exercícios físicos entre 10h e 16 h e coloque chapéus e óculos escuros para proteger-se do sol.

Agência Brasil

Petrolina participa de conferência sobre situação climática e projetos sustentáveis em Teresina

O Nordeste possui uma biodiversidade de ecossistemas, que vão desde da caatinga, que registra altas temperaturas e vegetação seca, até Floresta Amazônica, com uma rica variedade de fauna e flora e vegetação tropical. Mesmo tendo características distintas e próximas, cada uma delas recebe os efeitos das mudanças climáticas de forma distinta. Esse contexto acaba criando um cenário de muitos desafios para os governos de cada região. Diante disso, a Prefeitura de Petrolina, através da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), participou do 3º encontro Nordestino do Governos Locais Pela Sustentabilidade (ICLEI) Brasil em Teresina, no Piauí.

O evento foi realizado entre os dias 27 e 29 de maio e teve como tema ‘Biodiversidade e Clima em Foco no Nordeste – Trilhando Caminhos Sustentáveis’. A ação contou com muitos debates e reuniu representantes de todos os estados do Nordeste para discutir medidas de adaptação para as consequências ocasionadas pelas mudanças climáticas e a implementação de ações efetivas pelo desenvolvimento urbano sustentável.

Os municípios também tiveram a oportunidade de compartilhar experiências bem sucedidas nas regiões, além de incentivar parcerias na construção de práticas adequadas a que podem ser implementadas nas regiões com o intuito de promover um desenvolvimento sustentável no município.

Sobre o ICLEI
Governos Locais pela Sustentabilidade é uma rede global de mais de 2.500 governos locais e regionais comprometida com o desenvolvimento urbano sustentável. Sua equipe de especialistas trabalha junto aos associados com o intuito de oferecer acesso a conhecimento, capacitações e parcerias com o objetivo de gerar sustentabilidade urbana, através do desenvolvimento de baixo carbono baseado na natureza. Atualmente a rede está ativa em 125 países.

Jhulyenne Souza/ Ascom Agência Municipal do Meio Ambiente

Estudo identifica, pela primeira vez, região árida no Norte da Bahia

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), identificou características de clima árido no norte da Bahia. É a primeira vez que essa situação é detectada no país. Os pesquisadores dos dois órgãos federais, ambos ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), também constataram que a área com clima semiárido vem aumentando.

Conforme os resultados do estudo, com exceção da região Sul e do litoral dos estados de Rio de Janeiro e São Paulo, a tendência de aumento da aridez se observa em todo o país. Os pesquisadores apontam que esse processo está relacionado com o aquecimento global. Isso porque, com o clima mais quente, cresce também a evapotranspiração [combinação entre a evaporação da água que cai no solo e a transpiração de água pelas plantas]. Na região Sul, no entanto, observa-se uma tendência inversa, associada ao aumento das chuvas.

Os resultados constam em uma nota técnica divulgada na última terça-feira (14). Eles utilizaram uma metodologia reconhecida internacionalmente. Através dela, é estabelecido o índice de aridez, calculado a partir de uma fórmula onde os valores de precipitação são divididos pela evapotranspiração potencial de cada região.

Nos climas mais secos, onde há um déficit de chuvas, essa razão fica abaixo de 1. A região é considerada semiárida se o resultado ficar entre 0,21 e 0,5 e árida se ficar abaixo de 0,2. De acordo com a nota técnica, em regiões com índice de aridez crítico, a falta de água favorece a ocorrência de queimadas e pode afetar de forma severa a agricultura e a pecuária. Nessas condições, quando o uso do solo não é feito de forma sustentável, observa-se processos de desertificação no longo prazo.

O diagnóstico produzido pelo Inpe e pelo Cemaden subsidiará a Política Nacional de Combate à Desertificação, coordenada pelo Ministério do Meia Ambiente. A análise considerou dados levantados entre 1960 e 2020. Eles foram divididos em períodos de 30 anos. Assim, foram feitos mapas com as médias históricas de quatro intervalos: 1960-1990, 1970-2000, 1980-2010 e 1990-2020.

Observou-se que áreas do semiárido do país, a cada década, cresce a uma taxa média superior a 75 mil quilômetros quadrados. Essas áreas concentram-se principalmente no Nordeste e no norte de Minas Gerais. No último período considerado, 1990-2020, observou-se o aparecimento de uma área de 5,7 mil quilômetros quadrados definida como árida no norte da Bahia.

Agência Brasil

Relógio no Cristo Redentor alerta sobre impactos das mudanças do clima, a partir deste sábado (22)

O Brasil vai receber neste sábado (22), quando é celebrado o Dia da Emergência Climática, o Relógio do Clima, ou Climate Clock. Criado por grupo internacional de cientistas e de ativistas, ele marca o prazo que resta para que seja mantido o aumento médio da temperatura terrestre em níveis minimamente seguros para a humanidade.

O relógio continuará regredindo no tempo e quando atingir a zero significará que todo o orçamento de carbono estará esgotado e a probabilidade de impactos climáticos globais devastadores será muito alta. A iniciativa surgiu a partir de eventos climáticos extremos que têm ocorrido com frequência cada vez maior ao redor do mundo.

“Quando o cálculo foi feito em 2015, a gente estava em um ritmo de emissões em que os cientistas falaram que a gente teria até 2030 para tentar ficar dentro do limite de 1,5°C. Agora é antes disso, a gente está falando em menos de seis anos”, disse à Agência Brasil, Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, que é o responsável pela ação do Relógio do Clima no Brasil.

“A mensagem é essa. É tarde e a gente não tem tempo a perder. É hora de fazer um alinhamento total das políticas e das decisões privadas também com esse imperativo da redução das emissões [de carbono] e de garantir segurança climática para todos”, apontou a presidente.

Outros países
Depois de ter passado numa projeção digital de 24 metros na Union Square de Nova York, e em outros tamanhos em Londres, Roma, Seul, Tóquio e Pequim; o Relógio do Clima será projetado no monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, entre 17h e 21h. “São ações grandes e de visibilidade para fazer as pessoas que sequer estão pensando neste assunto se darem conta desse tempo restante no relógio climático”.

A iniciativa conta ainda com relógios portáteis de ação entregues a líderes climáticos mundiais como Greta Thunberg e o primeiro-ministro das Bahamas, Phillip Davis. Aqui no Brasil, a ativista indígena Txai Suruí e Natalie Unterstell, foram presenteadas com exemplares. “O mais importante é que a mensagem do relógio ecoe para muitas pessoas. Ele significa que se a taxa de emissão continuar a aumentar ele vai acelerar, o relógio vai andar mais rápido. Por outro lado, se a gente conseguir reduzir as emissões esse relógio vai começar a marcar mais devagar”, explica Natalie.

“Literalmente a gente tem esse controle do tempo nesse relógio por conta das nossas emissões. Ele é um relógio climático, não é um relógio comum. Ele não marca que horas são”, disse Natalie Unterstell sobre o efeito do equipamento que ganhou.

Prazo
Na projeção no Cristo Redentor, será a primeira vez em que o Relógio do Clima marcará prazo menor que seis anos para zerar o orçamento de carbono. “A gente está encurtando o tempo para essa ação ocorrer. Acho que esse é o maior perigo. A humanidade não está se dando chance de limitar o aquecimento [global] em níveis seguros. A gente está avançando rumo ao abismo infelizmente. Aí a gente quer ilustrar que as soluções já existem para a gente resolver o problema. Então, junto com a marca do relógio que vai aparecer no Cristo, vão ter as soluções que vão desde controlar o desmatamento, fazer a transição para as energias renováveis e assim por diante”, revelou.

Natalie explica que em 2015 cientistas fizeram o cálculo de que precisaria manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC como limite mais seguro para a população mundial até 2030, mas isso vem se alterando. “A gente estava em um ritmo de emissões em que os cientistas falaram que a gente tem até 2030 para tentar ficar dentro do limite de 1,5ºC. Agora é antes disso, a gente está falando em menos de seis anos. A gente está encurtando o tempo para essa ação ocorrer. Acho que esse é o maior perigo. A humanidade não está se dando chance de limitar o aquecimento em níveis seguros. A gente está avançando rumo ao abismo infelizmente”, lamenta.

Brasil inserido
A presidente do instituto Talanoa destacou que o Brasil é o quinto maior emissor global de gases de efeito estufa. “Isso quer dizer que a gente tem essa responsabilidade. É um chamado para a gente olhar para as nossas emissões e nossas responsabilidades e tomar ações aqui também. É óbvio que tem países mais ricos e economias mais avançadas, que emitiram muito mais que a gente, como os Estados Unidos. A gente também tem que cobrar deles, mas que fique clara a nossa responsabilidade e que a gente ouça esse chamado também”, comentou, acrescentando que essa é a importância do Brasil fazer parte da iniciativa neste sábado.

Agência O Globo

Laboratório desenvolve projetos para monitorar mudança climática em PE

As chuvas que atingiram Recife e São Paulo este ano tem colocado a vida de milhares de pessoas que vivem em áreas vulneráveis ainda mais em risco e acendido o alerta da sociedade em busca de soluções possíveis. Com isso, a Casa Criatura, de Olinda (PE) e o Instituto Procomum, de Santos (SP), organizações de inovação social, se uniram para conectar pessoas, com diferentes saberes e experiências, para colaborarem e criarem soluções para os desafios climáticos locais, por meio do projeto Lab Tempestade.

O Lab Tempestade Olinda é um laboratório de inovação cidadã que visa prototipar soluções pautadas na temática das mudanças climáticas. No local, pessoas de diferentes áreas e contextos sociais trabalham no desenvolvimento de soluções climáticas criativas,  uma oportunidade para discutirem sobre os desafios enfrentados com a mudança climática e colaborarem para um futuro mais sustentável em Pernambuco. O projeto tem apoio da rede internacional Global Innovation Gathering e conta com o apoio da fundação alemã Nord-Süd-Brücken e do Ministério para Cooperação e Desenvolvimento da Alemanha.

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Previsão aponta possibilidade de chuva neste final de semana em Petrolina

As previsões do Instituto ClimaTempo apontam para a possibilidade de pancadas de chuva à tarde e à noite durante este final de semana em Petrolina (PE). De acordo com o instituto, há entre 67% e 90% de chance de chuva. O dia deve ser de sol com muitas nuvens.

Além disso, a previsão é de temperaturas entre 22° e 34°. Ainda segundo o instituto, pode chover cerca de 10 mm neste sábado (17) e 10mm no domingo (18).

Semana deve ser de madrugadas frias em Petrolina

De acordo com o instituto ClimaTempo, a semana em Petrolina (PE) deve ser de dias de sol e madrugadas frias. Segundo as previsões do instituo meteorológico, a temperatura mínima pode chegar a 19°C durante esta semana.

Os horários de mais frio deve ser entre às 2h e 8h, quando os dias devem amanhecer com névoas. As noites com poucas nuvens podem indicar a não ocorrência de chuvas, mas deve influenciar nas temperaturas baixas durante as madrugadas.

Semana deve ser sem chuva e com noites frias em Petrolina

(Foto: Ilustração)

De acordo com o instituto ClimaTempo, não deve chover durante esta semana em Petrolina (PE). No entanto, segundo a previsão, as noites devem continuar sendo frias e com muitas nuvens.

Já durante o dia, deve fazer sol com muitas nuvens e períodos de céu nublado. As temperaturas devem variar entre 31°C a máxima e 17°C a mínima. O horário de maior frio, deve ser às 6h, enquanto o de temperatura maior deve ser às 14h.

Petrolina: semana deve ser de noites frias e céu nublado

(Foto: Ilustração)

De acordo com o instituto de meteorologia ClimaTempo, a semana em Petrolina (PE) deve ser de sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado, além de noites com muitas nuvens e temperaturas baixas.

Segundo as previsões, as temperaturas mínimas podem chegar a 17° durante os períodos noturnos, principalmente na madrugada, por volta das 4h. Já as temperaturas máximas devem ser de até 30°. Não deve chover durante esta semana.

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