Prefeito Simão mobiliza equipes para ações emergenciais e monitoramento das chuvas

Em virtude das intensas chuvas em Petrolina, o prefeito Simão Durando retomou o gabinete de monitoramento emergencial da Defesa Civil. Neste sábado (28), o gestor reuniu secretários de diversas pastas para tratar da situação dos bairros e zona rural.

No momento, são mais de 100 profissionais da Defesa Civil, Assistência Social, Serviços Públicos, Saúde, Infraestrutura, Agricultura, Comunicação, Casa Civil, Governo entre outros setores envolvidos para ações de limpeza, monitoramento e estratégias para enfrentamento das chuvas em Petrolina. O prefeito Simão também determinou reforço na quantidade de máquinas para as áreas mais críticas de alagamentos.

A previsão, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), é de mais chuvas nos próximos chuvas. O prefeito Simão Durando orientou todos os secretários a manter status de alerta no final de semana, com mobilização de todas as equipes para a gestão das áreas mais críticas.

“Estamos atentos à situação e a previsão é de chuvas mais intensas. Ao longo do ano, fizemos um intenso trabalho de manutenção, limpeza dos canais e obras nos bairros. Estou pessoalmente à frente dessa mobilização, indo a campo e também com reuniões e acompanhamento no nosso Centro de Comando e Controle. Toda a população deve ficar atenta também e deve acionar nossas equipes pelo telefone 153 em caso de emergências”, informou o prefeito Simão após a reunião com os secretários.

Ascom

Prefeitura está com equipes mobilizadas, monitora chuvas e acompanha pontos de alagamento para minimizar impactos em Juazeiro

A Prefeitura de Juazeiro está com equipes mobilizadas neste sábado (28) para monitorar os impactos das chuvas registradas na cidade. A atuação envolve a Defesa Civil, a Secretaria de Serviços Públicos (SESP) e a Secretaria de Obras Estruturantes (SOEST), que trabalham de forma integrada em diferentes regiões do município.

De acordo com o alerta meteorológico, a previsão é de chuvas de intensidade moderada ao longo do dia. As equipes estão nas ruas realizando vistorias técnicas, acompanhando pontos de alagamento e áreas historicamente mais vulneráveis, além de executar a desobstrução de bueiros e outras ações preventivas para garantir o escoamento adequado da água e reduzir riscos à população.

A gestão municipal destaca que esse trabalho vem sendo realizado de forma contínua e antecipada, com a limpeza de bueiros, galerias pluviais e canais de drenagem em diversos bairros, o que contribui para melhorar a vazão das águas da chuva, evitar entupimentos e minimizar transtornos no trânsito e nas residências.

Em caso de ocorrências, a população pode acionar a Defesa Civil pelo WhatsApp (74) 99981-1279, canal disponível para atendimentos emergenciais.

Ascom

Questões climáticas e tarifaço afetam safra da cana em Pernambuco

A safra atual da cana-de-açúcar deve sofrer prejuízos em dobro neste ano em Pernambuco. Além do tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com 50% para as exportações do produto, o volume de chuvas concentradas é outro fator que também atrapalha a produção das culturas da cana no estado.

O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, explica que as vendas da cota americana da cana é um mecanismo que financia a safra. “Quando o produtor tem contratos firmados para exportar para refinarias dos Estados Unidos, isso faz com que aumente a sua liquidez, pois a empresa vai ter o certificado de isenção da alfândega americana para entrar no país sem pagar taxas nessa exportação”, destaca.

Ele explica que a cota funciona para a isenção de tarifas, que foi impactada diretamente pelo tarifaço. No passado, a taxa para exportação dentro da cota era de 0%, em abril deste ano passou para 10% e agora é de 50%. “Então fica proibitivo. É uma coisa sem sentido porque onera a empresa”, destaca.

O presidente do Sindaçúcar explica que, dentro do mecanismo de cota americana, as embarcações pernambucanas aos EUA ocorrem geralmente entre outubro e novembro, no decorrer do início da safra que começa entre o final de agosto e início de setembro. Normalmente essa é uma época que favorece o acordo de contratos de câmbio para a venda de cotas para compradores internacionais, o que aumentaria a liquidez.

Impactos climáticos

Cunha destaca ainda que, paralelo às barreiras tarifárias, o setor da cana também enfrenta desafios ocasionados por questões climáticas. “Nesse ano, houve muita dificuldade no início do mês de agosto e setembro em função das chuvas que tiveram precipitações bastante frequentes, com muita concentração e pouca distribuição. Com isso, a cana ainda não atingiu seu ponto de maturidade ideal, o que em outros anos isso ocorre”, disse.

Ele explica também que a alternância entre chuvas e sol é importante para a safra da cana. Neste ano, com o clima desfavorável, foi registrada uma diminuição do rendimento industrial, com a menor quantidade de sacarose extraída na cana, que é utilizada na produção de açúcar e etanol.

Em relação aos prejuízos que esses fatores devem trazer para a safra da cana no estado, o presidente do Sindaçúcar destaca que o setor ainda está em fase de avaliação por causa da dificuldade causada pelas condições climáticas. “A moagem não está em uma dinâmica de continuidade. Ocorreram muitas paradas no processamento industrial por causa da dificuldade da cana chegar pronta para essa etapa”, disse.

Apesar de ainda não ter dados concretos, Cunha aponta que esses impactos do tarifaço podem ser compensados por incentivos federais, medidas que estão sendo avaliadas após uma série de reuniões entre o representante da indústria da cana e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e vice-presidente Geraldo Akckmin.

“O governo estabeleceu uma medida provisória, para estudar a possibilidade de dar mais liquidez ou antecipar algum tipo de medida financeira para que vários exportadores do Brasil possam conseguir recursos para darem andamento ao processamento industrial. Mas isso aí ainda está no início”, finaliza.

Diario de Pernambuco